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Novo Benfica

Novo Benfica

03
Ago09

VIEIRA E FLORENTINO

Pedro Fonseca

Quando chegou ao Real Madrid, em 2000, Florentino Pérez era um ilustre desconhecido do mundo do futebol. Empresário de sucesso na área da construção civil, Florentino introduziu uma lógica de gestão até então nunca experimentada no Santiago Bernabéu.

 

Se o Real Madrid era o mais clube de Espanha, com mais adeptos (afficion) e com mais mediatismo, então havia que explorar esse potencial, apostando na “venda de emoções”. Chegaram, a peso de ouro, os “galácticos”: Figo, Zidane, Beckham, Ronaldo, Owen e Robinho. Para os ver jogar, os madridistas esgotaram os lugares do Bernabéu.
Esgotaram também as camisolas com os seus nomes na “Tienda Madrid”. Os cachets para jogos no estrangeiro começaram a ser dignos de uma vitória na Liga dos Campeões. A “marca” Madrid tornou-se universal.
Depois de se ter afastado voluntariamente, Florentino regressa agora. Com a mesma filosofia de gestão, que, sempre o disse, deu bons frutos no passado. Atacado por descurar a vertente desportiva, o líder do Real Madrid seguiu, no entanto, o seu instinto de empresário carismático. Foi buscar Cristiano Ronaldo, Káká, Benzema e, provavelmente, Ribery.
As bancadas do Bernabéu voltaram a encher de paixão e de sonho. Os “galácticos II” esgotam os lugares das bancadas para uma simples apresentação e as camisolas são vendidas como rebuçados. É o Real Madrid na sua versão “cinemascope”.
Luís Filipe Vieira encarna, como mais ninguém em Portugal, a figura do “Florentino português”. Até aqui as comparações entre Benfica e Real Madrid são evidentes e notórias. O maior clube português, com mais sócios e mais adeptos, e também o mais mediático, aposta em dar espectáculo.
Ora, como o sabem Vieira e Florentino, espectáculo só pode ser dado com grandes artistas. À dimensão da nossa economia, o Presidente do Benfica não poupou esforços financeiros para ir buscar Saviola, Javi Garcia, Keirrisson, Aimar. Como Florentino, mostrando uma especial predilecção pelos atacantes.
A Luz, ou qualquer outro campo onde jogue o Benfica (como ontem em Guimarães), é um palco de euforia, alegria, entusiasmo. É isto o futebol. É isto que Vieira e Florentino dão aos adeptos. É isto que os adeptos querem.
Curioso que Vieira e Florentino têm mais pontos em comum. Ambas são empresários de sucesso na mesma área. Mas, principalmente, apostam numa mesma filosofia de gestão – que, claro, só pode ter sucesso em clubes da dimensão planetária de Benfica e Real Madrid.
Vieira fez “explodir” o número de sócios do Benfica, ao ponto do clube ser considerado o maior do Mundo. A “marca” Benfica é hoje um património de valor incalculável. Valor patrimonial mas também valor intangível.
Florentino Pérez e Luís Filipe Vieira trilham um mesmo caminho. Sabem o que querem e para onde vão. Real Madrid e Benfica são almas gémeas na sua dimensão universal e na sua glória desportiva.
Vieira e Florentino romperam com um passado de líderes cinzentos e gestões amadoras e incipientes (quando não fraudulentas). O Benfica e o Real Madrid têm líderes à dimensão do seu passado e da sua História. E assim estão mais perto do sucesso.  

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