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Novo Benfica

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06
Jul09

O PRESIDENTE DO POVO II

Pedro Fonseca

Mais do que a esmagadora vitória alcançada, o que merece um grande destaque foi a afluência de quase 21 mil sócios que transformaram estas eleições nas segundas mais concorridas de sempre.

 

Muitas conjecturas se fizeram para explicar tal mobilização. A quase totalidade das explicações fixou-se na polémica jurídica gerada a pouco mais de 24 horas do acto eleitoral. De um lado, a Lista B, liderada por Bruno Carvalho, argumentava da ilegalidade das eleições e, consequentemente, a inelegibilidade dos membros da Lista A, liderada por Luís Filipe Vieira.
Do lado da lista A, a posição era firme: está tudo legal. Manuel Vilarinho, numa intervenção às 19 horas do dia 2, véspera das eleições, pôs tudo em pratos limpos: as eleições são legais e o processo democrático vai realizar-se com as duas listas em confronto.
Vilarinho, que tinha tido um desempenho horrível neste processo, acabou por salvar a face e sair por cima. Mas, como dizia, foi nesta guerra jurídica que muitos viram a explicação para a torrente humana que decidiu ir às urnas. Nada de mais errado!
Os benfiquistas colocaram um gigantesco sinal de STOP áqueles que queriam tomar de assalto o Benfica. Não me refiro à lista B, nem sequer ao Bruno Carvalho, mas aos que preferem as salas dos hotéis de luxo de Lisboa, Cascais ou Estoril, às Casas do Benfica, onde se sofre o clube como em nenhum outro lugar (à excepção do Estádio da Luz). Esta foi, acima de tudo, uma vitória do "povo benfiquista" contra as "elites" que ficaram em casa, sem coragem de dar a cara.
É certo que Luís Filipe Vieira fez um derradeiro apelo via “A Bola”: “Venham todos votar”. Um apelo que não caiu em saco roto. Nem podia. Porquê? Passo a explicar porque é que acho que em quaisquer circunstâncias, este seria um acto eleitoral concorrido.
Já aqui apelidei Luís Filipe Vieira de “Presidente do Povo”. Estas eleições vieram confirmar este epíteto. Vieira é, a partir de agora, o maior Presidente da História do Sport Lisboa e Benfica. Eu sei que muitos ainda recordam Borges Coutinho, ou Joaquim Ferreira Bogalho, ou mesmo Maurício Vieira de Brito. Talvez outros citem Fezas Vital ou Fernando Martins. E é evidente que todos se lembrem e nomeiem o nosso fundador (que nunca foi Presidente) Cosme Damião.
Mas Luís Filipe Vieira é, com todas as suas qualidades e defeitos, o digno depositário do testemunho de Cosme Damião. A mobilização do dia 3 de Julho é, em si mesma, uma homenagem ao homem que nunca virou as costas às “bases” do Benfica.
O homem das Casas do Benfica, que sempre ali entrou como um entre iguais, nunca deixou de ser o benfiquista de sempre, o homem que se sente à-vontade entre os benfiquistas comuns como ele.
Vieira é um de nós. Genuíno, autêntico, honrado, nunca um “primus inter pares”. O Benfica profundo e social revê-se em Luís Filipe Vieira, na sua maneira de ser, na sua filosofia de vida, na sua coragem.
Um homem do povo. Um líder do povo, anónimo entre anónimos. Ilustre porque Presidente da maior instituição portuguesa. Vieira é como Jesus. Trepou a pulso a corda da vida. Nada lhe foi dado de graça. Lutou, perseverou, foi obstinado, teimoso, duro, corajoso. Mas verdadeiro, único e intransmissível.
Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus são massa da mesma massa. Líder(es) do povo. Para glória da grande Nação benfiquista.

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