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Novo Benfica

Novo Benfica

25
Mai09

CAIU A MÁSCARA

Pedro Fonseca

Caiu o pano sobre a época 2008/2009. Começam agora a fazer-se os balanços rotineiros, clássicos, anuais. A minha retrospectiva analítica vai começar pelo fim: o mais que provável abandono de Quique Flores.

 

Dizem os jornais de hoje que o treinador espanhol não gostou que o Benfica tivesse mantido conversações com Jorge Jesus, sem lhe comunicar nada. Quem lhe disse que tal era verdade? Ou Quique já assimilou a velha premissa portuguesa de que se vem no jornal é porque é verdade. Ao refugiar-se nesse pretexto para dificultar a saída do Benfica e para fazer valer as suas condições de rescisão, caiu a máscara a Quique Flores.

 

O Benfica também podia dizer que não gostou de ver Quique Flores “tirar o tapete” a Nuno Gomes, quando comentou o alegado mau comportamento do capitão do Benfica após o polémico jogo com o Nacional. Lembram-se? Nuno desmentiu, Quique confirmou.
Nisto de “tirar o tapete” para ficar bem na fotografia, o treinador espanhol foi um mestre. Lembram-se do que disse no final do FC Porto – Benfica, ao comentar a simulação de Lisandro, que o árbitro Pedro Proença julgou faltosa e assinalou penálti? “Eu também fiz muitas simulações”.
E que dizer do seu elogio a Hulk? Eu recordo: “Hulk é espantoso”. Viu-se nos jogos com o Manchester United. Curioso, nunca ouvi Quique referir-se assim a nenhum jogador do Benfica. Pelo contrário, vi-o atacar publicamente Reyes, Cardozo, Balboa, Quim.
Há mais. Na defesa suprema da sua imagem, Quique Flores recusou-se sempre a criticar os árbitros. Meu Deus!, não era preciso chegar ao exagero doentio e anedótico de Paulo Bento, mas quando vê e ouve o treinador do FC Porto criticar o árbitro de um jogo do Benfica, será que era preciso fazer-lhe um desenho?
Quique deixou várias vezes a Direcção e a Administração da SAD desconfortáveis, minando a estratégia do clube que representa e que lhe paga principescamente – a tempo e horas. Será que era muito difícil a Quique também comunicar antes o que pretendia dizer? Será que lhe era muito complicado ser solidário com o clube e a equipa, que em vários jogos viu serem-lhe sonegados pontos devido a arbitragens vergonhosas, tendenciosas, premeditadas?
A sua imagem, a sua postura, o seu crédito junto da comunicação social foi sempre mais importante do que defender os seus jogadores, a sua equipa, o seu clube. E teve Quique alguma palavra para Diamantino e Chalana?
Por isso, esta postura de virgem ofendida mostra que Quique Flores é homem de duas faces. É claro que nesta estratégia de preservação da imagem, o treinador espanhol retirou fartos dividendos junto dos fazedores de opinião. Mas não foi para isso que foi contratado.
Não foi para vestir o fato de gala, nem para colocar um ar de “enfant terrible”, qual parte-corações. Foi para defender o Benfica, a equipa e os jogadores. Quique não foi solidário, nem foi respeitoso. Podia, ao menos, ter aprendido alguma coisa com Camacho.
Quando se diz e se escreve que manteve um comportamento digno apesar das notícias, esquecem-se de que quem pretende exigir a indemnização total (como parece ser o caso, lendo os jornais), tem de ter muito cuidado com o que diz.
Quique não deixa saudades. Foram-lhe criadas condições únicas, que desbaratou. Foram-lhe dados os jogadores que exigiu. Foi-lhe dada carta branca para tudo fazer e tudo decidir. Não soube fazer melhor. Quem esbanja 7 pontos com as duas equipas que desceram de divisão não pode almejar mais. Se fosse só isso, mas foi muito mais…

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