Equívocos
Prometi num post anterior aprofundar algumas questões que fazem sentido esclarecer a propósito das modalidades ditas "amadoras".
Num post anterior defendi que as modalidades se devem auto-sustentar e existir caso sejam competitivas. Alguns concordaram, outros nem por isso, mas de uma forma geral os sócios do Benfica preferem um clube eclético a um clube apenas de Futebol. Ainda bem, eu também...
Mas se queremos um Benfica vencedor nas diversas modalidades, faz sentido tomar medidas de gestão que não se encaixem nesta filosofia ? Falo do caso mais gritante e que se trata da dispensa de um treinador que em 3 anos construiu de raiz um projecto sólido e vencedor e "ofereceu" ao Benfica um título que já não era ganho desde 89/90. Falo obviamente do Andebol e de Donner.
A este propósito li uma entrevista do treinador no Jornal "A Bola" que me pareceu correcta e com um conjunto de verdades incisivas. Não sei se o seriam...o que sei é que ninguém as desmentiu.
Gostava muito de saber a razão porque sai este treinador, como gostava de perceber a filosofia inerente às modalidades do clube. Queixamo-nos que se gasta muito dinheiro mas onde está a aposta na formação ? Num ano investimos mas se não ganhamos desinvestimos logo de seguida...e se ganhamos mandamos embora peças fulcrais.
Talvez esteja errado mas tudo me parece muito incongruente! E se estou errado, gostaria que me explicassem.
Infelizmente, esta incoerência também se estende à política de técnicos e muitas contratações recentes no Futebol, mas disso já se falou insistentemente.
Tenho saudades das noites gloriosas no Pavilhão da Luz em que o Benfica recebeu o Real Madrid em Basquetebol, ou a final com a Ovarense com o pavilhão pelas "costuras" para ver uma fantástica reviravolta (de duas derrotas em casa para duas vitórias em Ovar e o triunfo no jogo decisivo na Luz) e mais um título. Tenho saudades do Pavilhão cheio nesta e noutras modalidades com equipas que dignificavam o emblema.
Estou certo que as dificuldades económicas e a má gestão global anterior ajudou a destruir este ecletismo, mas estou convicto que é possível fazer muito melhor. E estou igualmente certo que a política e estratégia actual não tem sido a melhor!
PS - A umas horas do jogo de Portugal estou confiante. Força Portugal
Paulo Ferreira
