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Novo Benfica

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14
Abr09

Tempo de Fé

António de Souza-Cardoso

Acabámos de viver o tempo da Páscoa. Um tempo de meditação e sofrimento, mas também de renovação libertadora. Um tempo, principalmente, de Fé.

Depois virá o Pentecostes que nos obriga (pelo menos aos que acreditam, como Eu) a tirar consequências da nossa Fé, do nosso compromisso com Deus.

No Sábado, o Benfica jogou mais uma das suas finais.

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica fez tudo para ganhar.

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica foi miseravelmente prejudicado pelo árbitro (uma vez mais…).

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica não teve a fortuna do seu lado.

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica perdeu.

Com a escandalosa injustiça que a cruz da Páscoa simboliza. Mas, provavelmente, com a mesma força redentora.  

Porque  se é verdade que o Benfica perdeu 3 pontos (que até podem ser decisivos para a luta pelo título), não é menos verdade que ganhou mais do que isso em dignidade e em atitude.

Que ganhou mais do que isso em confiança na equipe e no seu treinador.

Que ganhou mais do que isso em esperança e convicção ganhadoras.

Quem viu os jogos “tipos Estrela” (que foram, infelizmente, demasiados) não saboreou bem a vitória, precisamente porque adivinhava que a jogar assim, mais tarde ou mais cedo, o Benfica seria abandonado pela sorte ou por uma arbitragem circunstancialmente favorável (ou, pelo menos isenta!).

Ao contrário, quem viu os jogos “tipo Académica” (e também foram alguns), sentiu misturado com o amargo da derrota, a doce esperança de voltar a ganhar. Apesar da falta de sorte, ou de justiça…

Por isso eu acho que, em tempo de Páscoa, mesmo no sofrimento da derrota, devemos prosseguir com Fé renovada na equipe.

Sem imolar ninguém, acreditando que sempre que o Benfica joga da forma empenhada e altiva como jogou, podemos perder alguma coisa, mas vamos ganhando futuro. O futuro que o Benfica não tem tido.

Neste tempo que é ainda de Fé devemos ganhar o que ainda temos para ganhar. Porque se o fizermos, provavelmente, não ganhamos mais nada. Mas estaremos mais próximos de ganhar o futuro.

Depois virá o tempo de Pentecostes, de tirar consequências do que fizemos e do que não fizemos. E de assumirmos a mudança do que está mal ou a continuidade do que está bem.

Mas isso, será só depois.

Até lá temos que cumprir a nossa Fé!

 

António de Souza-Cardoso

 

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