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Novo Benfica

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17
Mar09

O futuro próximo do Benfica

Miguel Álvares Ribeiro

 

Ao ler o post de ontem, cheguei a meio com a convicção de que o Pedro Fonseca ia acumulando argumentos para defender a continuidade de Quique à frente do Benfica na próxima época. Foi, portanto, com alguma surpresa que vi como o final do post anulava as considerações iniciais e tirava a conclusão oposta à que se ia construindo ao longo da leitura.

 

Compreendo a frustração (que também senti) perante a derrota caseira com o Guimarães, que nem sequer fez um jogo de grande qualidade. Já vi jogos piores do Benfica nesta época, com melhor resultado final. O Benfica construiu algumas oportunidades de golo claras e não sofreu grandes sobressaltos defensivos, mas nesta altura não há margem de erro e a falta de ambição demonstrada após o golo do Guimarães foi francamente deprimente. Preferia ter visto Quique correr o risco de perder por 2 ou mais, com a entrada de jogadores para reforçar o ataque, mas assumindo uma clara postura ofensiva e a vontade de ganhar o jogo.

 

Ainda no meu último post defendi a continuidade da equipa técnica na próxima época e não será apenas mais um mau resultado/exibição que me convence do contrário. Para a afirmação de um projecto desportivo é preciso dar condições de estabilidade e tranquilidade, pelo que não sou adepto de nova mudança, embora a minha confiança na capacidade técnica e táctica de Quique tenha vindo a diminuir nos últimos tempos. As declarações de Quique na conferência de imprensa após o jogo foram também muito infelizes e contrárias à postura correcta e profissional que tem sido a imagem de marca do nosso treinador, tendo perdido uma boa oportunidade de assumir as suas responsabilidades e fortalecer o espírito de grupo, fundamental para criar uma dinâmica de vitória.

 

O papel principal nesta decisão cabe à Direcção e ao Director Desportivo do Benfica, que certamente definiram um projecto desportivo e um sistema de jogo base, e procuraram os jogadores e o treinador que o pudessem pôr em prática. Além disso, conhecem o trabalho diário de todos os elementos da equipa. São eles, portanto, quem dispõe das informações completas para avaliar o trabalho da equipa técnica e tomar a decisão que melhor serve os interesses do Benfica.

 

O Benfica tem sido um cemitério de treinadores, e isso não interessa aos treinadores que por lá passaram mas, sobretudo, não interessa ao Benfica. Em situações semelhantes os nossos principais rivais tiveram a capacidade de dar um voto de confiança ao treinador de quem a imprensa e, por vezes, a própria massa associativa, já pediam a cabeça, com resultados sensíveis em termos de estabilidade e afirmação do projecto desportivo.

 

Se se reconhece que temos bons jogadores e os resultados não aparecem, sistematicamente, com diversos treinadores, a quem se reconhece competência, então a culpa certamente não será só (nem principalmente) deles…

 

______________________________________________________________

 

 

O Bruno Carvalho anunciou a sua candidatura à presidência do Benfica e terminava com um Post Scriptum onde dizia: ”No momento do lançamento, foi afirmado por nós que este blog não representava nenhuma tendência dentro do Benfica. E continua a não representar, pelo que peço aos meus companheiros do Novo Benfica que clarifiquem a sua posição face à minha candidatura, se assim o entenderem fazer.

 

Relativamente ao facto de este blog não representar nenhuma tendência dentro do Benfica, penso que não haverá dúvidas, até pela diversidade de opiniões dos seus elementos.

 

Por outro lado, quem tenha lido as minhas intervenções neste blog já saberá o essencial da minha posição quanto à luta eleitoral que nos é prometida:

 

Não sou um adepto de Luís Filipe Vieira, a quem agradeço o muito que fez pelo Benfica, mas que não conseguiu a tão desejada recuperação desportiva da principal equipa de futebol.

 

Acho que algumas das ideias que o Bruno adiantou podem e devem ser estruturantes na esquematização de um Benfica vencedor, mas tenho grande dificuldade em ultrapassar duas questões principais:

 

 - a forma como ignora as sistemáticas distorções da verdade desportiva e “passa uma esponja” sobre este tema.

 

 - o facto de mostrar nos seus escritos, com frequência, mais facilidade em afrontar os seus consócios que não comunguem da sua opinião do que as pessoas e os esquemas que minam o nosso edifício desportivo.

 

Por outro lado, não se conhece ainda nem a equipa nem o projecto que propõem para o Benfica, pelo que não disponho de elementos para tomar uma posição perante esta anunciada candidatura e a previsível candidatura de LFV.

 

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