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Novo Benfica

Novo Benfica

23
Dez08

Benfica - Nacional ... mais do mesmo

Miguel Álvares Ribeiro

Mais uma vez o Benfica não entrou bem no jogo e a primeira parte foi jogada a ritmo lento e sem grande perigo para a baliza do Nacional.

 

A entrada da segunda parte revelou uma equipa do Nacional muito perigosa, que podia ter marcado, em jogadas bem construídas mas que não deixam bem na fotografia a defesa do Benfica.

 

A última meia hora de jogo mostrou um Benfica esforçado, procurando, embora de forma algo previsível, chegar ao golo. Tivéssemos começado o jogo com a vontade demonstrada neste período e talvez o resultado e o comentário fossem completamente diferentes. Mais uma vez a equipa do Benfica não fez tudo o que estava ao seu alcance para garantir a vitória e um avanço mais confortável na liderança da Liga, pelo que deve ser feita uma reflexão interna para encontrar soluções para a ineficácia atacante.

 

Dito isto, para que não restem dúvidas que acho que o Benfica tem obrigação de render mais e de apresentar melhor qualidade de jogo, sobretudo nos jogos em casa, não posso calar a revolta perante a saga do apito. De facto, as agressões à verdade desportiva (e não só) são cada vez mais uma constante na Liga Sagres.

 

No final do jogo o Benfica marcou um golo limpo, mal anulado pelo árbitro. Pedro Henriques já se pronunciou sobre o lance e disse que não teve dúvidas porque "Miguel Vítor, no momento de rotação, toca com a mão na bola e faz com que a bola, que vinha numa trajectória contrária à da baliza, voltasse para o sentido da baliza. E é com a acção da mão que ele coloca a bola nos pés do avançado, que acaba por rematar e fazer o golo" e ainda diz que a questão da intenção é pouco importante, pois "é com a acção da mão que ele coloca a bola nos pés do avançado, que acaba por rematar e fazer o golo".

 

Se o critério é esse, porque não marcou então penalty quando o jogador do Nacional desviou, no mesmo lance, a bola com a mão dentro da área? É que a bola também foi rematada em direcção da baliza e só não prosseguiu nessa direcção por ter sido desviada com a mão.

 

O que parece é que o critério é outro - se a jogada favorece o Benfica então marca-se falta, se favorece qualquer adversário do Benfica, então não se marca.

 

O que se passou com as agressões no túnel do Dragão mostram mais uma faceta preocupante de uma situação que, sinceramente, pensava já estar erradicada da nossa Liga. Altamente comprometedora foi a clara omissão noticiosa desta ocorrência e dos seus contornos, com a excepção da referência imediata, embora tímida por falta de concretização, de Rui Santos no tempo extra da Sic Notícias.

 

A reedição deste tipo de comportamentos e a complacência da imprensa perante tal são, de facto, altamente preocupantes.


Termino desejando a todos um Santo e Feliz Natal, e que o ano de 2009 nos traga arbitragens isentas e de qualidade, para podermos chegar àquilo que mais desejamos: o título!

 

2 comentários

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    Pedo 23.12.2008

    Benfica, 15 benéficos dias de pausa



    Para o Benfica, a pausa natalícia bem poderá ser o momento mais importante da temporada, assim Quique Flores o deseje.


    Quase meia época volvida, chega o momento crucial para o Benfica de Quique. No fundo, há duas possibilidades em aberto, e é em ambas que o treinador do Benfica deve pensar ao longo desta quadra.


    1 - Continuar a procurar a evolução, num sistema táctico, de tão difícil interpretação, se se pretende ser realmente bem sucedido com ele;


    2 - Alterar para um sistema de jogo mais seguro, salvaguardando as dinâmicas possíveis, e voltar para um período de aprendizagem, corrigindo algumas das suas ideias iniciais.


    Tomo Quique Flores por alguém muito inteligente, e é indesmentível que procura moldar a equipa à sua imagem. Notam-se processos e movimentos, que se sabe serem fruto do seu trabalho. Quique tem ideias e procura não deixar a sua equipa entregue ao imprevisível. Vários foram os jogos (Sporting, Napoli, Guimarães, Académica) em que a boa interpretação das suas ideias deram frutos, notando-se claramente o tal "dedo" do treinador.


    Contudo, ainda mais têm sido as partidas, em que o Benfica não consegue ser uma equipa conexa. Continua a ser uma equipa demasiado exposta aos contra-ataques adversários. Vários são os jogos de toada Ataque - Resposta, Ataque - Resposta, com o Benfica como interveniente. O Nacional, no Estádio da Luz, foi bem capaz de construir mais ataques, do que aqueles que o FC Porto e o Sporting consentem em 4 ou 5 jogos. E todos sabemos que os campeões são sempre, as equipas que melhor defendem...


    Parece óbvio que para permanecer no 1º lugar, a equipa terá de evoluír para patamares de rendimento e de segurança, bastante mais elevados. Será isso possível nos próximos meses, mantendo o actual sistema táctico?


    A Quique, compete decidir se tal é possível, sabendo que uma mudança para um 442 losango, tornaria o Benfica incrivelmente mais seguro em termos defensivos e mais capaz de ter uma boa gestão da posse de bola, relativamente ao que tem sido até à data.


    Os bons treinadores têm ideias e procuram colocá-las em prática. Os grandes treinadores, percebem quando as suas ideias podem não ser as mais adequadas para determinado contexto, e não se coíbem de as mudar, mesmo que para tal coloquem o orgulho de lado.


    Da reflexão de Quique, dependerá o futuro do Benfica.


    P.S. - Se optar pelo pensamento comum aos adeptos (crendo que estaria com mais pontos, se tivesse tido melhores arbitragens, e que como tal, nada deverá ser alterado), os benfiquistas, bem podem esquecer (também) o campeonato...


    Tambem em www.lateral-esquerdo.blogspot.com
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