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Novo Benfica

Novo Benfica

18
Ago08

O triângulo mágico

Pedro Fonseca

A uma semana do primeiro jogo oficial, Domingo à noite contra o Rio Ave, para o Campeonato, já é possível fazer um balanço deste Novo Benfica, que parece renascido das cinzas. Depois de uma época desastrosa, cujos principais responsáveis foram, numa primeira fase as arbitragens negativas (começaram logo na primeira jornada contra o Leixões, no Bessa), e numa segunda fase José António Camacho, ao ter lançado a toalha para o chão apanhando toda a gente de surpresa, a nova época chega com renovadas esperanças.

O Benfica, que em dois jogos de preparação arrastou à Luz 100 mil pessoas, está bem e recomenda-se. Quando Luís Filipe Vieira entregou nas mãos de Rui Costa a gestão desportiva, estava dado o mote para começar a trilhar os caminhos do sucesso desportivo.

Quem criticou o “timing” desta escolha não sabe e nunca soube o que é liderar uma grande instituição desportiva. A escolha de Rui Costa teria de ser feita bem antes da época terminar, permitindo ao ex- nº 10 o tempo suficiente para não só se preparar mentalmente para uma função super-exigente, como para dar tempo à estrutura interna para reencaixar as peças.

Uma decisão deste tipo não se toma em cima do joelho, nem em cima do acontecimento. Se tivesse escolhido Rui Costa depois da época terminar, Vieira não estava a facilitar-lhe o trabalho. Assim, o Presidente do Benfica, salvaguardando os mais altos interesses do clube, protegeu Rui Costa e deu-lhe todas as condições, psicológicas, desportivas e orçamentais, para a realização de um trabalho que está a ser coroado de êxito.

O balanço desta pré-época é, assim, positivo. Quique é uma aposta ganha: utiliza as mais avançadas tecnologias ao serviço do treino e tem um discurso moderno e cativante; as novas contratações foram cirúrgicas e são também apostas ganhas: Reyes e Aimar são jogadores do topo mundial; Carlos Martins vai fazer furor no Campeonato e na Selecção; Balboa e Urreta, são jovens prontos a explodir; Sidney precisa de mais minutos para uma melhor avaliação, mas, para já, mostra eficiência; Ruben Amorim é um bom jogador que permite alguma rotação. E ainda há Di Maria, a fazer um sensacional torneio olímpico, que se pode tornar na grande figura deste Campeonato, se o deixarem (é uma aposta!).

Temos assim que as 3 grandes figuras deste Novo Benfica, campeãs da pré-época foram: Luís Filipe Vieira – o Presidente do Benfica ganhou a batalha pela credibilidade e transparência do futebol (falta ganhar a guerra, o que uma vitória no Campeonato ajudaria e muito), e garantiu as condições financeiras para que o Benfica pudesse contratar jogadores de nível mundial como Aimar e Reyes; Rui Costa – o Director Desportivo teve tempo para se preparar para as novas funções e esse tempo foi decisivo, pois conseguiu contratar jogadores para entrar de caras na equipa principal, escolher o treinador certo para o Benfica actual, e está sempre junto da equipa (como deve ser); Quique Flores – o Treinador espanhol trouxe mais disciplina, mais organização, mais cultura profissional, para além de estar a construir uma equipa com “ganas” de vencer sempre. É o que se pode chamar um “triângulo mágico”.

 

Post-Scriptum: Vanessa Fernandes ganhou, ontem de madrugada, a primeira medalha portuguesa nos Jogos Olímpicos de Pequim, ficando em segundo lugar na prova do triatlo. Nelson Évora também começou em cheio a sua qualificação para a final do triplo salto em comprimento, fazendo-nos sonhar com mais uma medalha. São dois atletas do Benfica e ídolos olímpicos, como o foi, no passado, António Leitão, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. É esta a imagem única no Mundo de um clube de futebol de dimensão mundial. Um Benfica Olímpico.

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