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Novo Benfica

Novo Benfica

14
Nov09

Mais um troféu na galeria

Miguel Álvares Ribeiro

 

 

 

Em merecida homenagem a um dos seus naturais, S. Miguel e os Açores receberam ontem a visita do Benfica para a 1ª edição do troféu Pauleta, em jogo com a equipa do Santa Clara, a delegação nº 5 do Benfica.

 

Apesar de não dispor de uma quantidade importante de jogadores titulares, envolvidos em compromissos das suas selecções, esperava-se um Benfica dominador num jogo contra uma equipa naturalmente mais fraca.

 

E o início do jogo não podia ser mais prometedor; logo na primeira iniciativa ofensiva do Benfica, conquistámos um canto, no seguimento do qual Filipe Menezes colocou a bola na cabeça de Nuno Gomes, para um estrondoso remate à barra.

 

A opção de Jesus, de não incluir qualquer dos habituais titulares, permitindo rodar e dar experiência a uma série de jogadores com menos oportunidades, mostrou que, apesar de haver ali muitos jovens com elevado potencial, ainda estão longe do nível apresentado pelos principais jogadores do plantel do Benfica.

 

Individualmente, colocados junto dos titulares, muitos deles fariam certamente um bom jogo e poderiam até crescer muito com este tipo de experiência; todos juntos, na prática, não formaram uma boa equipa.

 

Destaque para o excelente trabalho de Keirrison no golo que apontou, apesar de tudo um pormenor no seu desempenho global, já que mostrou uma vez mais ser demasiado macio e nem sempre muito empenhado no jogo. Vê-se que há ali material, mas falta muito trabalho para vir a ser o grande jogador que merece o valor que o Barcelona desembolsou por ele.

 

Sidnei e Roderick, dois jogadores a quem já vi grandes exibições (embora, penso, nunca a jogar juntos) não ofereceram a necessária segurança defensiva, oferecendo um golo numa jogada sem qualquer perigo e permitindo que os avançados contrários construíssem diversas oportunidades, que acabaram por esbanjar.

 

Não conhecia Danilo, que tem uma planta física impressionante e que, sem deslumbrar, fez uma exibição globalmente positiva, sendo o principal responsável por conter as iniciativas atacantes do Santa Clara. Disso mesmo se ressentiu a equipa na segunda parte, após a sua saída, altura em que o ataque do Santa Clara se mostrou mais activo e construiu algumas boas oportunidades para marcar.

 

Globalmente a melhor exibição foi a de Urreta, a mostrar que terá direito a algumas oportunidades, apesar de estar bastante “tapado” pelo excelente momento de forma de Di Maria.

 

Merece destaque ainda o facto de, nos momentos decisivos, nenhum dos nossos jogadores ter falhado quando teve que marcar o penalty e de Moreira ter conseguido conquistar para o Benfica mais um troféu com uma boa defesa (apesar de o penalty ter sido mal marcado pelo jogador do Santa Clara há que dar mérito a Moreira).

 

12
Nov09

ROBERT ENKE

Bruno Carvalho

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Um grande jogador e um indivíduo muito humano.
 
Ficamos todos consternados com a sua brutal morte aos 32 anos.
 
Robert Enke era culto, educado, simples e foi estranhamente bafejado pela desgraça.
 
A vida para ele foi tudo menos leve.
 
Para ele e para a sua família as minhas preces.
 
Bruno Carvalho

 

 

12
Nov09

"Porque Mi Gusta Mucho!

António de Souza-Cardoso

Estive para pedir dispensa aos leitores, porque estou numa viagem de trabalho em Buenos Aires, de onde só regressarei no fim-de-semana.

Nunca cá tinha vindo e percebi que é preciso vir para entender o que é a conhecida “Rainha da Prata”.

Em mais nenhum outro Pais da América do Sul (e conheço já muitos) vi a mesma inspiração europeia, misturada com o calor da terra e do sangue que tanto nos encanta nos Países e regiões da América latina.

É um complicado equilíbrio entre a frivolidade da natureza e a altivez civilizacional pela qual a Argentina, pelo especial contexto histórico, foi fortemente tocada.

Quem passeia nesta cidade limpa, monumental, feita a régua e esquadro, desde a autenticidade da Boca e do seu “El Caminito”, até à sofisticação da Rua Florida que escorre generosa até à Plaza Martin, percebe que estamos perante um povo especial, e uma cidade com a magia e o sentido que levou Carlos Gardel, a impor na França de então, o espírito romântico e o ritmo fervilhante do tango.

Mas, dirão os leitores, o que é tudo isto tem a ver com o Benfica?

Pois tem meus Amigos, e eu passo a contar. Tinha eu acabado de comprar uma camiseta oficial da selecção Argentina com um flamejante “ Di Maria” nas costas – a prenda que o meu filho achou que eu lhe devia trazer da Argentina, quando passeando com um amigo pela Reconquista (a par da Florida a maior Rua pedonal de Buenos Aires), senti que me cruzei com algo de familiar e muito afectivo.

O instinto obrigou-me a virar os olhos para trás e, de facto, não estava a sonhar.

Um jovem passeava despreocupado pelas ruas de Buenos Aires, ostentando, impante, uma camisola do Benfica.

Corri para ele, obriguei-o a tirar os “phones” que tinha nos ouvidos. Olhou para mim assarapantado. Ainda pensei que fosse português. Mas ele, receoso da minha impetuosa abordagem, lá gaguejou que era Argentino.

E então fui eu que confessando a minha perplexidade, lhe perguntei o que é que um jovem, num dos Países com o melhor Futebol do Mundo, andava a fazer, todo catita, com uma camisola do Benfica? Seria por Pablo Aimar, por Saviola, por Angel  Di Maria?

“No, senor” disse-me ele com alegria e serenidade, explicando simplesmente que trazia aquela camisola  porque “ Benfica mi gusta mucho!”.

É assim o nosso Clube. Maior do que nós. Verdadeiramente universal e transbordante de glória e de “aficcion”.

Vejam lá o que será quando voltarmos a ser campeões…

 

António de Souza-Cardoso

 

10
Nov09

CARREGA BENFICA!!!

José Esteves de Aguiar

 

 
Ontem à noite, no jogo do Benfica contra a Naval, assistiu-se a mais um massacre da nossa equipa, a qual carregou no acelerador praticamente do primeiro ao último minuto.
 
Apenas devido a uma série de circunstâncias, aquele massacre não redundou em mais uma goleada.
 
As estatísticas deste jogo foram, uma vez mais, esmagadoras para o nosso lado, tanto no que diz respeito a posse de bola, como a ataques e a remates (perigosos ou não). Além disso, o Saviola atirou uma bola ao poste na primeira parte e o Di Maria uma autêntica “bomba” à barra na segunda.
 
Para o lado da Naval, apenas uma estatística relevante – o facto de ter cometido um número de faltas a rondar as trinta, contra apenas cinco do Benfica. Perante tal número de faltas – e a gravidade e repetição de algumas – é estranho que a jogadores da Naval apenas tenham sido exibidos três cartões amarelos e nenhum vermelho, por acumulação…
 
Entretanto, Augusto Inácio deve ter descoberto uma nova vocação – quando deixar de treinar equipas de futebol, pode ser contratado pela Carris para arrumador de autocarros. Com efeito, foi notável a mestria com que conseguiu estacionar não um, mas dois autocarros paralelos em frente da baliza da Naval, tapando quase todos os caminhos possíveis.
 
Também neste caso dá para perceber a grande qualidade deste Benfica que, apesar dos referidos autocarros com que se deparou, ainda assim conseguiu construir muitas oportunidades de golo.
 
É de enaltecer, neste jogo, o comportamento do guarda-redes da Naval, Peiser, o qual defendeu praticamente tudo quanto se lhe deparou, realizando uma extraordinária exibição. Aliás, começa a ser hábito os guarda-redes que defrontam o Benfica fazerem as exibições das suas vidas mas, para além das grandes defesas, destaco dois aspectos muito positivos de Peiser.
 
O primeiro tem a ver com a forma extremamente desportiva como esteve em campo. Se nos lembrarmos do jogo que efectuámos contra o Marítimo, na primeira jornada, também aí o guarda-redes adversário realizou excelentes defesas, mas adoptou um comportamento muito anti-desportivo, simulando lesões graves a cada defesa que fazia e procurando a todo o transe retardar a reposição da bola em jogo. Em Peiser não vimos isso, foi um profissional exemplar.
 
O segundo ponto que gostaria de destacar em Peiser, foi a forma discreta como abordou, após o jogo, a sua própria exibição e como lamentando embora ter perdido, reconheceu que o Benfica foi muito melhore mereceu ganhar.
 
São bons exemplos, sempre de salientar.
 
Quanto à nossa equipa, mais uma vez jogou num ritmo endiabrado, pondo a cabeça em água aos nove (!) defensores contrários.
 
Temos, de facto, executantes de primeira água e Jorge Jesus consegue extrair deles o melhor que podem e sabem jogar.
 
Apesar de toda a equipa ter jogado bem, seria injusto não salientar aquele que, para mim, foi o homem do jogo: Javi Garcia, um jogador possante, com grande sentido posicional, excelente tempo de entrada à bola, bom cabeceador e também tecnicamente quando tem a bola nos pés, que sabe sair a jogar e também entregar a bola a um companheiro na altura certa e, acima de tudo, com uma raça que é a imagem de marca do Benfica de Jorge Jesus.
 
Sem dúvida foi das melhores contratações que o Benfica fez neste ano e só espero que consigamos segurá-lo na nossa equipa durante alguns anos, para ajudar a continuarmos a dizer CARREGA BENFICA!!!
09
Nov09

MAYBE...

Pedro Fonseca

Escrever sobre o sporting é incontornável. O clube dos aristocratas e dos viscondes tornou-se palco de arruaças, de tiroteios, de insultos. Quem diria! Está, assim, descoberto o mistério da qualificação de “clube diferente”.

 

O sporting vive em guerra civil. José Eduardo Bettencourt chamou aos sócios e adeptos do seu próprio clube: cretinos, anormais e terroristas. O mais enérgico anti-sportinguista não faria melhor.
O problema do clube de Alvalade não era Paulo Bento. O problema é a falta de liderança. Bettencourt pode ter muitas qualidades, mas não tem perfil de líder. A sua eleição foi um erro histórico, mas não foi um acto invulgar nos clubes de futebol.
O Benfica também já cometeu esse erro, com Vale e Azevedo. Mas soube, a tempo, virar de página e hoje a pujança do clube da Luz é consequência de uma liderança forte, carismática e mobilizadora, personificada em Luís Filipe Vieira. A dúvida está em saber se o sporting, depois desta “guerra civil”, está em condições de dar a volta por cima, como fez o Benfica.
Tenho dúvidas. Ninguém no sporting apresenta um mínimo de características para ser líder. Bettencourt terá de ficar com a criança nos braços. O presidente do Sporting foi completamente ultrapassado em todo este processo.
Bento disse que estava há 4 meses a mais em alvalade. Ou seja, o treinador que Bettencourt quis “forever”, deixou implícito que não acreditava no projecto do presidente esmagadoramente vencedor. E mais tarde deixou-o fazer o triste papel de ir a Alcochete, após o jogo com o Marítimo, dar-lhe uma palavra de confiança e apoio quando já tinha decidido demitir-se.
Bento fez gato-sapato de Bettencourt. Quando um líder diz que “never” demitiria o treinador, dá uma ideia triste do seu papel. Talvez que o sporting não mereça melhor, mas pelo menos merecia um filme menos absurdo, onde todas as personagens parece ter apanhado a doença das vacas loucas.
Enquanto uns dizem que o sporting está na iminência de acabar, ou de lutar para não descer, os sportinguistas dizem-se deprimidos com a pujança do Benfica. Problema deles. Esta é uma crise anunciada.
Quando o sporting resolveu ter uma atitude neutral no processo “Apito Dourado”, e se prestou a servir de muleta de interesses de outros clubes, estava a cavar a sua própria sepultura, sem o saber.
Esta era, por isso, uma crise inevitável. Mas estávamos longe de imaginar as proporções. E a história desta “guerra civil” está, ainda, longe de ter chegado ao fim. Como diz o povo, cada um faz a cama em que se vai deitar. O sporting está a caminho do fim? Maybe…
08
Nov09

HÁ TERRORISMO NO FUTEBOL?

Raul Lopes

Fiquei estupefacto com as declarações do Presidente do Sporting quando afirmou aos microfones de várias rádios e televisões que o Sporting tinha nas suas hostes sócios perversos, que minavam o Clube.

 Disse ainda, ou deu a entender que equiparava tais pessoas aos membros da HERRI BATASUNA. Tais afirmacões, pela sua gravidade, transportam inevitavelmente os adeptos do  futebol, como eu, para uma  reflexão sobre tal questão. Com efeito pensar que há dirigentes, sócios ou adeptos com tais intenções é  em última instância pensar que o fim do futebol está próximo. Mas será assim? Optimista como sou, penso que não.  A saída de Paulo Bento era inevitavel. Carrear para essa situação a carga dramática de uma HERRI BATASUNA é no mínimo sacudir responsabilidades que ele , Presidente tem de assumir. Não nos esqueçamos que o actual Presidente do SCP é pago mensalmente com um salário chorudo ou não, depende das suas necessidades, e como tal não deve ser na praça pública mas internamente que tem de debelar esse esquisito problema dos membros malévolos.  Quando inquirido pela imprensa no sentido de saber qual a solução para a saída  de Paulo Bento apenas disse que ainda não tinha pensado quem iria substituir o treinador. A morte anunciada do Paulo tinha de ter sido, há muito tempo equacionada pelo Presidente, porque Bento forever ou outro qualquer não existe no futebol. O romantismo que o Presidente analisa as situacções colide necessariamente com a carga emocional que transmitui nas suas declarações  sobre o terrorismo que ele crê existir no SCP e consequentemente no futebol.

07
Nov09

Exemplos

Miguel Álvares Ribeiro

Depois do difícil jogo em Braga, novo jogo importante numa sempre difícil deslocação a Liverpool para defrontar o Everton em casa. Grande resposta dos jogadores e equipa técnica do Benfica que, depois de um resultado negativo, foram capazes de reagir e proporcionar um excelente espectáculo de futebol, com mais uma merecida vitória.

 

Esta vitória leva-nos ao comando do grupo I, muito importante por evitar o confronto com os vencedores dos outros grupos e com os 3º classificados nos grupos da Champions League, e por o segundo jogo da eliminatória seguinte ser jogado em casa.

 

Muito importante também pela autoconfiança que naturalmente acarreta e por permitir alguma tranquilidade na gestão do plantel para os jogos que faltam, numa altura em que também se avizinham importantes confrontos para a Superliga.

 

Este jogo voltou a mostrar que, num plantel de grande qualidade como o que o Benfica tem actualmente, é justo salientar a qualidade dos principais reforços adquiridos.

 

 

Saviola era já bem conhecido, apesar de alguma desconfiança que muitos manifestaram pelas capacidades e motivação que ainda teria; tem demonstrado ser um jogador fundamental na frente do ataque, pela enorme capacidade técnica, pela extraordinária mobilidade e oportunidade (apesar da relativamente baixa estatura já marcou vários golos de cabeça) e pelos espaços que abre para as entradas dos outros atacantes.

 

De modos diferentes mas, paradoxalmente, com muitas semelhanças, Javi Garcia e Ramires são também duas extraordinárias aquisições para o nosso plantel; são dois jogadores com uma enorme cultura táctica e com uma capacidade de leitura do jogo e ocupação dos espaços determinante em termos defensivos. Mais exuberante Ramires, até pela posição mais avançada que ocupa e pela maior liberdade de movimentos, com maior visibilidade pelo à-vontade com que integra as manobras ofensivas, mas Javi Garcia não é menos determinante, sobretudo pela segurança que transmite e pela liberdade de movimentos que os médios de carácter mais ofensivo podem ter com as “costas protegidas”.

 

 

De facto, se é verdade que a imagem de marca deste Benfica é o ataque demolidor, tal só é possível pela enorme capacidade defensiva que também demonstra, na qual estes dois jogadores são fundamentais. Espero, por isso, que a lesão de Ramires não o impeça de retomar brevemente o seu lugar na equipa.

 

 

 

 

Termino com uma nota sobre Paulo Bento, até ontem treinador do Sporting. Nunca o achei um grande treinador, em termos estritamente técnicos e tácticos, mas ontem deu uma enorme lição de integridade e dedicação ao clube que servia. Não há muitos assim, capazes de mostrar um grande desprendimento material e pôr os interesses da instituição que servem à frente dos seus; só por isso já merece o meu aplauso, pois um treinador é, em primeiro lugar, um condutor de homens e deve ser um exemplo. Paulo Bento deu um exemplo que não é comum ver neste mundo do futebol. Dou-lhe os meus parabéns e desejo-lhe o maior sucesso na sua carreira.

 

04
Nov09

Duas Noites Diferentes..

António de Souza-Cardoso

 

Na passada sexta-feira, no restaurante Outeirinho, em Famalicão, fizemos o nosso terceiro jantar, comemorativo do meio milhão de visitante que atingimos no inicio de Outubro, pouco mais de 16 meses depois de termos iniciado o Blog “Novo Benfica”.

Foi uma noite bonita que o nosso repórter de serviço, Miguel Alvares Ribeiro, já relatou com aquele rigor que ele gosta de pôr nas coisas.

E foi uma noite bonita, em primeiro lugar por aquilo que se comemorava – julgo que vale a pena voltar a agradecer a todos os que estiveram, estão e estão de novo neste Blog – as boas-vindas especiais ao Raul Lopes e ao Eduardo Sá que se estrearam recentemente. Foi também uma noite bonita pelo prazer que tivemos em poder conviver com os dirigentes das casas do Benfica de Entre-Douro e Minho e com o Presidente do Benfica que, uma vez mais, nos distinguiu com a sua presença.

Este Blog é também ele uma casa do Benfica, um ponto de encontro desse meio milhão de Benfiquistas que nos leram, e dos muitos que colaboraram com os seus comentários para animar este Blog e a quem também cumpre agradecer. Apesar do contraditório. Porque este foi sempre um Blog diverso e plural, como diferentes são os que o fazem todos os dias. Mas que sempre foi também respeitador das diferenças e, principalmente, venerador da concordância de sermos todos apaixonados por este glorioso Clube e por tudo o que ele representa.

 Foi o primeiro jantar que fizemos a Norte. E porque o Blog (e Portugal) também nasceu no Norte, prestamos neste jantar sentida homenagem aos Benfiquistas do Norte que sofrem pelo facto de estarem longe e voltam a sofrer pela incompreensão que lhe é dedicada por muitos dos que estão perto. Não são conterrâneos daquilo que amam, nem são amados pelos seus conterrâneos.

 Foi por isso um jantar de convívio franco e aberto, onde estiveram também presentes os afectos de quem está verdadeiramente em Família. Não faltou à Festa uma prenda especial vinda dos lados do dragão que não conseguiu ganhar aos tais “mancos” que nós goleamos recentemente.

 O dia seguinte foi diferente. Porque o Braga, como eu tinha dito, é candidato. Só corrijo para dizer que não é o quarto candidato, mas um dos 3 únicos candidatos a ganhar o Campeonato. Mas também porque, uma vez mais, fomos fustigados por uma arbitragem imprecisa e tendenciosa. O golo limpo de Luisão, por ser indiscutível dá que pensar sobre “quem tem medo deste Benfica?”

Mas a verdade é que o Braga jogou bem e não nos deixou jogar tão bem. Tivemos a quantidade do jogo, mas não tivemos, desta vez, a qualidade. Tivemos a mesma bravura e atitude (e assim seremos campeões) mas não tivemos a mesma inteligência e perspicácia.

Por isso foram duas noites diferentes, na alegria e no resultado. Só não foram diferentes na confiança que continuamos a ter de um Benfica Glorioso e Campeão.

 

António de Souza-Cardoso

 

03
Nov09

Um certeza quase absoluta

Eduardo Sá

Reconheço que sempre me fascinou trazer as probabilidades para o cálculo de muitos aspectos em relação aos quais elas talvez não merecessem o maior dos respeitos. Ao começar (como o meu filho Miguel) a estar hoje, convosco, neste blog, apeteceu-me recordar-vos que, a probabilidade a priori de - num determinado segundo - o espermatozóide (entre cem milhões possíveis de espermatozóides de cada ejaculação) e o óvulo (um num milhão) de que resultámos se terem encontrado é de cem mil biliões de milhares de milhões. Ou seja, de um para 10 seguido de vinte e três zeros. E a probabilidade a priori de sermos como somos a partir dos espermatozóides e dos óvulos dos nossos avós é de 1 para 10 acompanhado de 1 400 zeros. Ao pé de números destes, reconheço, o Euro Milhões é uma brincadeira de crianças…

 Alegra-me pensar que resultamos todos da mais completa das improbabilidades. Mas se este acaso fantástico multiplicado por 6 milhões de pessoas é tão mais improvável, dá-me imensa alegria sentir que a paixão pelo Benfica torna até a mais completa das improbabilidades fácil e possível. E que ao pé de números tão arrepiantes como estes, é divertido imaginar que a probabilidade de sermos campeões (já neste campeonato, é claro) se torna uma certeza. Quase absoluta!

02
Nov09

UM "POLVO" FERIDO DE MORTE

Pedro Fonseca

Os dois posts que me antecedem praticamente esgotam o assunto que eu tinha para tratar. O jantar de sexta-feira, comemorativo dos mais de 500 mil benfiquistas depois que este blogue já recebeu, foi exemplarmente divulgado pelo meu amigo e companheiro Miguel Álvares Ribeiro. O jogo SC Braga – SL Benfica, de sábado passado, foi eloquentemente analisado pelo meu amigo e companheiro Raul Lopes.

 

Fico, assim, sem matéria. Não fossem as notícias publicadas nos jornais de hoje e não sabia que escrever. O que dizem as tais notícias? Coisa pouca: Cardozo e Ramires agredidos no túnel do SC Braga.
Isso faz-me recuar ao que vi nas imagens televisivas. Vi, todo o país viu, Cardozo a ser barbaramente agredido por dois jogadores do Braga, entre eles Mossoró. O árbitro Jorge Sousa resolveu expulsar Cardozo, por razões ainda por explicar.
Como por explicar estão, ainda, diversas atitudes do árbitro do Porto. Porque não mostrou o segundo amarelo a João Pereira, depois do defesa do Braga ter carregado Di Maria sobre o risco da grande área? Porque não assinalou grande penalidade contra o Braga, quando um jogador bracarense jogou a bola com a mão dentro da grande área bracarense? Porque invalidou o golo ao Benfica, numa atitude que pressupõe premeditação, sem que nenhum observador objectivo possa descortinar o que quer que seja?
Jorge Sousa influenciou o resultado do SC Braga – Benfica. Pior do que isso: o árbitro da AFP foi nomeado para este jogo baseado num critério de duplicidade de intenções. Confusos? Passo a explicar: se o Benfica fosse muito melhor, Sousa tinha a capacidade para disfarçar quaisquer intenções malévolas. Se o Benfica fosse menos “performante”, Jorge Sousa faria valer o seu voto de qualidade.
Foi isso que aconteceu. O SC Braga entrou forte, surpreendendo o Benfica. Inteligentemente, apostou em tirar partido da menor adaptação de Fábio Coentrão a lateral-esquerdo. Marcou cedo e tentou gerir a vantagem. O Benfica tomou conta do jogo.
Não é impunemente que se dá uma goleada em cantos, em ataques e em posse de bola. O árbitro Jorge Sousa resolveu equilibrar a contenda. Invalidou um golo legal ao Benfica. Expulsou Cardozo sem que se saiba porquê. E, como atrás referimos, usou de uma dualidade de critérios gritante em prejuízo do Benfica.
Nós já sabíamos que temos de jogar o dobro para ganhar. Mas, dois jogos seguidos com arbitragens encomendadas para nos prejudicar é dose. O que vale é que é preciso mais, muito mais, para nos afastarem do título.
A página negra do futebol português está, definitivamente, voltada. Só os cegos ou os ignorantes é que não percebem. O que se passou em Braga é um dos últimos estertores de um “polvo” ferido de morte. Para bem do futebol português.

Post-Scriptum: JE Bettencourt tem um problema de bipolaridade. Há dias criticou o "Stars Fund" do Benfica, no fim-de-semana, elogiou a gestão do Benfica. Com uma liderança assim. não admira que o sporting ande sem rei nem roque.

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