Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Bruno Carvalho em 17/09/09 | comentar | 17 comentários

 

 

Após uma prévia consulta aos meus companheiros de blog, decidi voltar a escrever no Novo Benfica, o que acontecerá todas as quintas-feiras a partir de hoje.
 
É com gosto que regresso a um local de onde verdadeiramente nunca parti e agradeço a todos os elementos do painel que aqui escrevem regularmente a reacção que tiveram quando lhes comuniquei a minha intenção de aqui voltar a colocar os meus pensamentos sobre o Benfica.
 
Gostava apenas de avisar que alterarei a minha política relativamente aos comentários.
Apenas publicarei comentários que tenham a ver com o Benfica e não publicarei nada de pessoal, seja
 
Na próxima semana começarei a compartilhar com todos a minha visão sobre o nosso Benfica.
 
Saudações Benfiquistas
 
Bruno Carvalho

 




Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Pedro Fonseca em 14/09/09 | comentar | 48 comentários

De que é feita a grandeza dos clubes? De títulos, de vitórias, de mediatismo, de ecletismo? De tudo um pouco, sem dúvida. Mas alguém no seu perfeito juízo deixa de considerar o Real Madrid um grande clube só porque as circunstâncias aleatórias que rodeiam um jogo podem não lhe ser favoráveis, ano após ano?

 

Alguém com um mínimo de senso pode pensar o mesmo do Bayern de Munique ou do Ajax ou, fora do terreno europeu, do Flamengo? Não foi por acaso que nomeei estes clubes. Todos eles passaram, ou ainda passam – como é exemplo paradigmático o Ajax –, por grandes travessias do deserto, décadas gloriosas deram lugar a anos sem títulos.
A justificação deve ser procurada caso a caso. Desconheço as causas do ocaso do Flamengo, mas as do Bayern e do Ajax parecem-me óvias – depois de equipas fenomenais, com Beckenbauer e Cruyff, como símbolos máximos – é vulgar este posterior marcar de passo.
Não tenho dúvidas que Bayern e Ajax vão regressar às grandes vitórias europeias. Contudo, todos estes grandes clubes mundiais têm uma lacuna praticamente incontornável. E é nessa característica que reside a maior força do Benfica como gigante mundial.
Os novos conceitos tecnocratas chamam-lhe a “marca”, no passado era conhecida como a “mística”. Depois de gestões desportivas e financeiras dramáticas e catastróficas, de que os exemplos mais marcantes foram os de Manuel Damásio e de Vale e Azevedo, o Benfica passou por essa travessia do deserto.
Sem títulos, sem vitórias, com dívidas e mais dívidas, o Benfica esteve em risco. Não pela falta de títulos, mas porque a gestão global do clube ameaçava aquilo que era mais sagrado e precioso – uma riqueza única e intransmissível – a sua base social, a sua ligação perene ao povo, a sua matriz popular, genuinamente portuguesa e consequentemente universal.
Quando Luís Filipe Vieira é apontado, justa e correctamente, como o Presidente que trouxe credibilidade à gestão do Benfica, que pôs as contas em ordem, que retirou o clube da lama e que fez uma obra gigantesca, está-se a ver aquilo que nos entra pelos olhos dentro.
Mas, Vieira é o salvador do Benfica por algo de que nunca se fala mas que é verdadeiramente o ponto nevrálgico da sua liderança. Quando apostou toda a sua determinação na construção do novo estádio, ou na manutenção das modalidades, Vieira sabia que a sobrevivência do Benfica passava por não deixar morrer a “mística”, a alma benfiquista, a paixão de um povo.
É isso que define o Benfica e o diferencia de todos os outros grande clubes - um envolvimento popular único. O que se viu ontem no Restelo é a prova dessa grandeza. Vieira percebeu-o porque conhecia bem o Benfica e sabia que a sua força está na sua base social – e essa não podia sofrer estragos.
A construção do novo estádio é, assim, a pedra de toque de uma estratégia visionária, que define um líder. Mais do que todo o retorno financeiro que aquele equipamento podia representar, o que estava em causa era devolver aos benfiquistas a sua auto-estima, o seu orgulho, a sua alma, que tinham sido tão depauperadas pelas gestões anteriores.
É isso que distingue o Benfica de outros grandes clubes europeus. Uma alma popular que, com mais ou menos vitórias, será sempre a argamassa de um clube mundial. Vieira percebeu-o como ninguém, e nas suas consecutivas visitas às Casas do Benfica continua a acarinhar este imenso jardim de papoilas.



Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

António de Souza-Cardoso em 10/09/09 | comentar | 15 comentários

 

Começo por pedir desculpa aos leitores pela minha ausência na semana passada. Curiosamente não porque estive de férias, mas antes porque delas regressei.

Da semana passada não quero deixar passar em claro aquela memorável vitória contra o Setúbal. Mais do que prometedor foi uma vitória galvanizante que eu espero empreste à equipa a confiança e atitude que tem faltado noutras épocas.

Ontem tivemos mais uma dor de cabeça com a Hungria. Não com o resultado que, desta vez, nos correu de feição. Mas com uma exibição pálida, incoerente e desgarrada que prova aquilo que tenho dito vezes sem conta. Um conjunto de bons jogadores não faz uma boa equipa.

Julgo que o problema, aqui como no nosso Benfica dos últimos anos, está na organização, na responsabilidade e na liderança.

Ficamos a saber por Sérgio Conceição a considerante opinião que Scolari tinha pelo Presidente da Federação Gilberto Madail.

Ficamos agora também a perceber que a um fraco Presidente se juntou um fraco Treinador.

Porventura até tecnicamente mais dotado (ou mais completo) que o brasileiro Felipão, mas certamente sem a capacidade de liderança e de controlo do balneário do anterior seleccionador.

A verdade é que é no oh Carlos!, oh Pá e etcs, com que o actual seleccionador pautou o relacionamento com os galácticos jogadores portugueses (e brasileiros), que vai andando uma equipa (ou um molho de gente?) onde ninguém manda, ou pior ainda, onde há muita gente que manda.

A dor de cabeça vai, por isso, continuar.

E mesmo que roda da fortuna nos acompanhe como ontem, nos nossos jogos e nos dos outros – agora à Suécia só interessa ganhar e a Dinamarca não pode perder, a dor de cabeça não parará enquanto não restaurarmos a organização, a responsabilidade e a liderança no seio da selecção.

E isso só se faz de uma de duas maneiras (ou até das duas, simultaneamente): Ou sai Madail ou sai Carlos Queiroz – mesmo que a equipe passe esta fase de grupos, ou principalmente se isso acontecer. 

Ontem, Pepe que se queixou nos treinos que estava com dor de cabeça, resolveu de cabeça o jogo com a Hungria.

E o resto, para correr bem, tem que ser resolvido certamente com cabeça e seguramente…com dor.

 

António de Souza-Cardoso

 

 

 




Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

José Esteves de Aguiar em 08/09/09 | comentar | 95 comentários

Em comentário ao post de ontem, do Pedro Fonseca, um habitual frequentador deste blog, de seu nome Hugo, lamentou o facto de ainda não ter sido aqui levantada a questão do treinador da equipa de andebol do Benfica, Prof. José António.

 
Uma vez que concordo que este é um tema que deve ser debatido e não deixado cair no esquecimento – até porque me parece claro que se trata de mais uma consequência do trabalho dos tentáculos do polvo Pinto da Costa – passo a apresentar um resumo da caricata situação.
 
Parte deste texto foi construído a partir de informações recolhidas de terceiros - absolutamente idóneos e credíveis – pelo que o estilo de escrita poderá ser algo diferente do que me é habitual. Aproveito para pedir desculpa aos leitores pela (necessária) extensão do texto.
 
O processo em causa, começou em Março ou Abril de 2008 quando, contactado por dois Clubes, o Professor José António se dirigiu ao gabinete do Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, com o objectivo de saber a sua opinião acerca desse assunto.
 
Confrontado com a questão, o Presidente do Conselho Directivo afirmou que era uma situação possível e que poderia inclusivamente estabelecer um protocolo, que lhe permitiria manter a exclusividade. Desta forma, segundo o Presidente do Conselho Directivo, a situação seria resolvida com benefícios para todos, visto que a relação do Professor José António com a Faculdade estaria legal, havendo ainda benefício para as Instituições (Faculdade e Reitoria).
 
Posteriormente, já na posse de um convite formal do Benfica, dirigiu-se o Professor José António ao Chefe dos Serviços Administrativos tendo em vista um esclarecimento relativamente à forma como o protocolo atrás referido poderia ser estabelecido. Nesse momento foi informado que esses protocolos só podem ser celebrados com instituições de ensino, pelo que no caso em equação tal não seria possível, facto que não veio a revelar-se correcto.
 
Perante este novo cenário, falou novamente o Professor José António com o Presidente do Conselho Directivo, num encontro em que este transmitiu a sua oposição à colaboração do Professor José António com o Benfica. Disse que restavam duas opções: passar a contrato a tempo parcial (mas isso significaria estar com os dois pés fora da Faculdade) ou pedir acumulação de funções ao Reitor. Acrescentou ainda que esta era a sua opinião e que se o Professor José António o entendesse, deveria recolher outras de diferentes Colegas.
 
Como resultado dessa conversa e seguindo o conselho do Professor Jorge Olímpio Bento, o Professor José António procurou saber outras opiniões acerca deste assunto. Na altura, pediu a opinião acerca da possibilidade de acumulação de funções a várias pessoas da Instituição que considerou merecedoras de crédito.
De todos recebeu a compreensão para a questão, tendo-lhe sido transmitida a opinião de que este projecto seria viável. Foi alertado ainda para a necessidade de cumprir os seus deveres para com a Faculdade, bem como para a possibilidade de poder prejudicar a sua carreira académica com esta acumulação. Foi ainda realçada por alguns a necessidade de resolver esta questão com o Conselho Directivo.
 
Ciente das eventuais dificuldades, mas convicto de que havia interpretado correctamente o sentir da Faculdade relativamente a esta questão, o Professor José António falou novamente com o Presidente do Conselho Directivo, para lhe dar conta disso mesmo. Perante este quadro, o Presidente do Conselho Directivo afirmou que então deveria pedir a acumulação de funções ao Reitor o que o Professor José António se prontificou a fazer, já que estava à altura impedido de solicitar uma licença sem vencimento de longa duração.
 
Tendo em vista um escrupuloso cumprimento da legalidade o Professor José António solicitou o fim do subsídio de dedicação exclusiva a partir do dia 1 de Julho de 2008. Este pedido foi, após alguns esclarecimentos, atendido pelo Presidente do Conselho Directivo.
O pedido de acumulação de funções foi entregue nos serviços da Faculdade, tendo sido submetido a votação no Conselho Científico no dia 17 de Julho de 2008. Dessa votação, de um universo de mais de 40 pessoas resultou a aprovação do pedido do Professor José António apenas com 2 votos contra, sendo todos os restantes a favor.
 
Após tomar conhecimento do resultado desta votação e tendo a informação de que o parecer positivo da CC viabilizava o pedido de acumulação, o Professor José António iniciou o seu trabalho no Benfica.
Ao pedido de acumulação enviado à Reitoria foi anexa uma carta do Presidente do Conselho Directivo, onde este dava conta da sua oposição a esta solução e questionando a decisão do CC.
 
Mais tarde, no início de Outubro, o Professor José António foi informado que o seu pedido não tinha sido aceite e que a sua colaboração com o Benfica deveria cessar imediatamente.
Perante este cenário e para não incorrer em qualquer ilegalidade, o Professor José António solicitou uma licença sem vencimento por 90 dias (a única que era possível solicitar). Nesse período o Professor José António defendeu a sua tese de Doutoramento.
 
Para além disso, apesar de se encontrar com licença sem vencimento, prontificou-se a assegurar as suas tarefas lectivas, o que fez sem qualquer falha até Dezembro, altura em que o Conselho Directivo lhe solicitou que não o fizesse mais.
Por sugestão do Presidente do Conselho Directivo, o Professor José António solicitou nova licença sem vencimento até ao final da época desportiva. Esta data foi acordada com o Presidente do Conselho Directivo, tendo ficado de se equacionar, nessa altura, a celebração de um protocolo se houvesse a possibilidade de continuar a trabalhar no Benfica.
Com o aproximar do final da época, o SLB reenviou o pedido para a celebração de um protocolo, conforme havia ficado combinado Janeiro. A resposta foi surpreendentemente negativa, atendendo ao que estava previsto: o processo iria ser iniciado desde os primeiros passos.
Perante a possibilidade (real) do Professor José António não continuar a treinar o Clube, já que não se vislumbrava uma solução viável, solicitou o Professor a sua reintegração total no trabalho da Faculdade.
 
Em seguida foi enviado um pedido para que fosse equacionada a possibilidade de celebrar um Acordo de Cedência Pública. A resposta a este pedido demorou cerca de duas semanas para dizer que o Presidente do Conselho Directivo não poderia pronunciar-se sobre meras hipóteses.
Como resposta a esta pseudo-resposta, foi enviada uma minuta de Acordo concreto de Cedência Pública, o qual ainda não mereceu qualquer resposta.
 
O Prof. José António é um dos quatro técnicos, em Portugal, com doutoramento na área do andebol e nunca, até hoje, lhe tinha sido vedada a oportunidade de treinar, como aconteceu no passado com o Madeira SAD, o Águas Santas e até a própria Selecção nacional nas suas camadas jovens. Estranha-se, por isso, que só após ter decido, no ano passado, aceitar o convite do Benfica, tenham começado a ser levantados por parte do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto e mais concretamente por parte do seu presidente, Olímpio Bento, tantas dificuldades.
 
De referir que o Professor José António continuou a participar em actividades da escola para as quais foi convidado, bem como a orientar alunos nas suas monografias e dissertações de Mestrado, apesar de todas as insinuações e acusações sobre ele formuladas.
Perante as sucessivas hipóteses de solução para este problema que foram apresentadas e que mais tarde foram boicotadas, não resta ao Professor José António outra alternativa do que apresentar-se ao serviço na “sua” Faculdade.
 
É de lamentar a “perseguição” a que o Professor José António foi sujeito por parte do Professor Jorge Olímpio Bento.
 
Realmente, os tentáculos do polvo chegam a todo o lado…
 



Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Pedro Fonseca em 07/09/09 | comentar | 14 comentários

Tempo de selecção. Paragem de campeonato. E no entanto o Benfica continua a mostrar a Portugal e ao Mundo a força da sua marca, do seu ecletismo. Recentemente, em Berlim, nos Mundiais de Atletismo e nos Mundiais de Judo, em Roterdão, dois jovens atletas portugueses, dois jovens atletas do Benfica, fizeram levantar bem alto a bandeira nacional: Nélson Évora e Telma Monteiro.

 

O Benfica Olímpico em toda a sua pujança. Mais recentemente, o Benfica fez viajar pelos quatro cantos do Mundo jogadores do seu plantel de futebol profissional: pelo Brasil (em Rosário contra a Argentina), Luisão e Ramires; pelo Paraguai, Óscar Cardozo; por Angola, Mantorras; por Portugal, em Copenhaga, contra a Dinamarca, Nuno Gomes.
Ontem, mais um troféu para engalanar a nossa sala de troféus, a conquista da Supertaça, em futsal, modalidade onde sublinhamos o nosso ecletismo, a nossa mística, o nosso destino de vencer.
Mais palavras para quê. Como dizem sobre a Festa do “Avante”: “Não há festa como esta!”; nós dizemos sobre o Benfica: “Não há clube no Mundo como este”. Uma nota final para um facto de grande relevância: Luís Filipe Vieira esteve de visita à Casa do Benfica de Palmela.
Curioso não é? Não estamos em período eleitoral. Então porque é que o Presidente abandona o seu descanso, deixa a família, para ir num domingo conviver com benfiquistas, só pelo simples facto de confraternizar com quem se sente bem? Um bom motivo de reflexão para quem acha que o epíteto de ”Presidente do Povo” é exagerado.



Domingo, 6 de Setembro de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 06/09/09 | comentar | 4 comentários

 

 

 

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Esta foi uma semana feliz para nós, adeptos do Benfica. Depois do grande jogo que fizemos frente ao Vitória de Setúbal, já aqui amplamente comentado pelo José Esteves de Aguiar, tivemos a meio da semana um jogo para a CNE Cup, no Canadá, contra o Celtic de Glasgow.

 

Neste jogo o Benfica começou com uma equipa de suplentes “enriquecida” com Shaffer, Javi Garcia e Di Maria. Entraram ainda, no decorrer da 2ª parte, David Luiz, Saviola e Rúben Amorim. Apesar disso, foi capaz de oferecer um espectáculo muito interessante.

 

O Benfica ganhou com toda a justiça, sendo justo destacar as exibições de Di Maria e de David Luiz. Gostei também muito de ver alguns juniores que não conhecia bem, especialmente Nelson Oliveira, Ruben Pinto e Roderick.

 

O que vi deste “miúdos” deve fazer-nos estar mais descansados pois há ali matéria prima de qualidade para qualquer eventualidade.

 

Hoje o Benfica venceu o Belenenses na final da Supertaça de futsal. O resultado final de 1-0 diz quase tudo sobre o equilíbrio existente nesta partida, mas o génio de Ricardinho desequilibrou a balança a nosso favor.

 

 

P.S. – A Selecção empatou ontem contra a Dinamarca em mais um jogo da fase de qualificação para a África do Sul 2010. Pelo que fizemos (sobretudo na primeira parte) merecíamos ter ganho o jogo, mas a sorte não esteve do nosso lado. Na única vez que remataram à baliza na primeira parte, os dinamarqueses (com a “colaboração” de Duda e Bruno Alves) marcaram o 1-0. Infelizmente há dias assim.

 

Apesar de tudo isso a imprensa mantém uma enorme cordialidade com Queiroz, incompreensível quando se recorda a sanha com que perseguia Scolari que, com essencialmente os mesmos jogadores (apenas Costinha Figo e Pauleta estão indisponíveis) nos levou ao 4º lugar no Mundial de 2006.

 

Pois, mas isso certamente deve-se a Scolari ter o anátema de ter perdido contra a Grécia, o que fez com que apenas fossemos vice-campeões Europeus em vez de juntarmos mais um título Europeu aos muitos de que dispomos.

 

No futebol português paga-se caro não ter certas bençãos.

 

 




Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

José Esteves de Aguiar em 01/09/09 | comentar | 77 comentários

Em boa hora resolvi ir ontem à noite ao nosso Estádio e levar os meus três filhos pequenos, para assistir a um jogo que eu não antevia difícil, mas que obviamente nem nos meus pensamentos mais optimistas imaginava se tornasse tão espectacular.

 
As estatísticas não mentem e há mais de quinze anos que nenhum clube marcava tantos golos num jogo do campeonato. A última grande goleada foi num Benfica - Famalicão (8-0), em 12.03.1994 e há vinte e quatro anos que o SLB não chegava ao intervalo a vencer por 5-0! É certo que esta foi a 45.ª vez que o SLB marcou 8 ou mais golos em casa para o campeonato, mas os tempos eram outros!
 
Só o facto de há tanto tempo não se verificar uma goleada como esta no campeonato português, já garante ao jogo de ontem à noite um lugar na história do nosso futebol.
 
Mas o Benfica – Vitória de Setúbal de ontem à noite valeu por muito mais. Foi um daqueles jogos que justificou realmente a deslocação ao Estádio. Por muita emoção que tenham sentido os Benfiquistas que assistiram ao jogo pela televisão, ter estado no Estádio e participar ao vivo naquele espectáculo foi de uma intensidade difícil de descrever.
 
Ontem à noite, o nosso Benfica marcou oito golos (vários outros podia ter marcado), mas além disso proporcionou um espectáculo memorável. Jogou “à Benfica” desde o primeiro instante, pressionando de forma asfixiante o Vitória e apresentando um reportório de jogadas e golos para todos os gostos – de cabeça, de pé direito, de pé esquerdo, em situações de bola parada e de bola corrida…
 
Para quem esteve no Estádio, o jogo teve outro ingrediente que o tornou realmente inesquecível. O espectáculo proporcionado pelos jogadores teve um monumental eco nos 40.000 espectadores presentes.
 
Já assisti a muitos jogos na antiga e na nova Luz, mas poucos terão contado com uma tão grande empatia entre jogadores e espectadores. Foi lindo assistir – e participar activamente – num apoio incondicional à equipa. Se é certo que esta, com uma exibição magistral, “puxou” pelo público, não é menos certo que este com o seu constante incentivo, “empurrou” constantemente a equipa em direcção à baliza adversária.
 
Para a nova geração de Benfiquistas, que não conhecia o significado de “Inferno da Luz”, foi muito importante ter estado presente e participar. Sinto-me muito feliz por ter proporcionado esta oportunidade aos meus filhos, mas também por ter visto tantas Famílias a assistirem àquele espectáculo e nele participarem activamente. Assim, vale a pena fazer 600 quilómetros e ter que chegar a casa de madrugada!
 
Uma última palavra para o papel que a claque (não reconhecida como tal) dos No Name Boys teve no espectáculo de ontem. Os seus cânticos foram quase sempre a ignição para incendiar (no bom sentido) as gargantas dos espectadores presentes. O entusiasmo por eles demonstrado foi absolutamente contagiante. Independentemente do que de errado alguns dos seus elementos possam fazer fora dos estádios, a actuação deles dentro do Estádio da Luz foi digna de um forte aplauso.
 
Aliás, sou totalmente a favor da existência de claques nos estádios, desde que tenham por objectivo animar, com os seus cânticos, o espectáculo e apoiar o esforço dos jogadores. É claro que a sua actividade tem que ser muito bem controlada, mas as claques são, na maior parte dos casos, o último reduto de apoio às equipas, quando algo não está a correr bem num jogo.
 
Espero que, a breve trecho, o Benfica resolva a questão das suas claques, porque todos somos precisos, para ajudar o nosso clube a alcançar grandes vitórias e a proporcionar-nos muitas mais noites para recordar!
 
 
 
 



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