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Novo Benfica

Novo Benfica

14
Jul09

GLORIOSO SLB!

José Esteves de Aguiar

 

Depois de diversos posts dedicados ao folhetim das últimas eleições no Benfica, sabe bem voltar a concentrar as atenções no futebol.
 
Ano após ano, pouco mais de um mês depois de terminada uma época, eis que voltam as emoções, as expectativas, parece que tudo se renova, mesmo que as memórias da época anterior não sejam as melhores.
 
Começam os jogos amigáveis e o “bichinho” instala-se de novo. Estamos no trabalho e vamo-nos lembrando, ao longo do dia, de que a determinada hora termos encontro marcado com as esperanças renovadas e, mesmo que seja a feijões, cada instante do jogo é antecipado com alguma excitação.
 
Será, seguramente, cedo para tirar ilações sobre o Benfica que está a ser construído por Jorge Jesus, mas parece-me inegável que já se nota claramente a sua influência.
 
O jogo do Benfica – principalmente a primeira parte das partidas contra o Sion e contra o Shakhtar Donetsk - revelaram um Benfica rápido a pensar e a executar, com grande capacidade técnica e apreciável mobilidade ofensiva, com capacidade de envolver os adversários numa “teia”, desferindo os golpes decisivos na altura certa.
 
Atendendo à diferença de tempo de preparação entre o Benfica e aquelas equipas, pareceu-me que estamos a construir uma equipa sólida, fisicamente bem aproveitada e em que todos os jogadores sabem exactamente o que o treinador deles espera.
 
Será bom recordar que o Shakthar foi o vencedor da última edição da Taça UEFA, a mesma Taça na qual o Benfica teve uma prestação miserável, arrastando-se pela fase de grupos. Pois ontem, parecia que os papéis estavam totalmente invertidos, tal a confiança demonstrada pelos jogadores do Benfica, mesmo aqueles que estão ainda a lutar para conquistar a confiança do treinador.
 
Jorge Jesus é um perfeccionista e manda repetir as movimentações dos jogadores, durante os treinos, até que tudo saia como ele quer e gosta. Este “pequeno” pormenor faz com que sejam criados automatismos que, sem anularem a criatividade dos jogadores mais tecnicistas, conferem muito maior segurança ao jogo da equipa.
 
No jogo de ontem foi notável a certeza dos passes efectuados e, embora não tenha visto qualquer estatística, estou certo de que foi muito diminuta a percentagem de passes errados. A espaços, fez-me lembrar dos tempos em que o Benfica punha em prática a circulação de bola a que convencionou chamar-se “carrocel”. A bola circulava de pé para pé, pondo os adversários a “cheirá-la” e desgastando as equipas adversárias até ao ponto do massacre.
 
Nestas primeiras amostras do Benfica 2009/2010, nota-se que há alegria de jogar e que se pretende aliar um futebol eficaz ao futebol espectáculo que leva gente aos estádios e, logo, mais apoio para a equipa.
 
Nota-se, também, que os jogadores “comem relva”, mostrando uma garra que já há bastante tempo não via no Benfica. Parece que os votos que formulei num post anterior – de que não fosse tolerado, a qualquer jogador, armar-se em prima donna – estão a confirmar-se.
 
Cada um daqueles jogadores, do mais “consagrado” ao mais ilustre desconhecido, deve aprender o que significa envergar aquela camisola e dar tudo para merecer a honra de poder vesti-la.
 
Não é qualquer equipa que move multidões onde quer que vá e o Benfica pode orgulhar-se de ser uma das raras excepções a nível mundial.
 
É tão bom voltar a ouvir os cânticos do Glorioso SLB!!!
13
Jul09

A ENTREVISTA

Pedro Fonseca

Luís Filipe Vieira deu uma entrevista, ontem, a dois órgãos de comunicação social de referência: a TSF e o Diário de Notícias. O Presidente do Benfica, reeleito com uma maioria esmagadora de quase 92%, “enfrentou”, durante 60 minutos, a argúcia jornalística, a competência e a matreirice de dois dos mais experimentados jornalistas portugueses: João Marcelino, director do DN, e Paulo Baldaia, director da TSF. Com a curiosidade de o primeiro ser sportinguista e de o segundo ser portista.

 

Numa época em que dirigentes políticos e desportivos gostam de pisar terrenos seguros, previsíveis e confortáveis – alguns até conseguem a colaboração dos “media” para escolher o “timing” que melhor lhes convém  - a aceitação do convite para a entrevista deve ser vista como um acto de coragem de Luís Filipe Vieira.
O Presidente do Benfica, como disse, tinha acabado de ver sufragado o seu projecto por larga maioria junto do povo benfiquista. Porquê expor-se, agora, a uma entrevista que teria, certamente, perguntas mais ou menos incómodas?
Só tenho uma resposta para explicar esta disponibilidade de Luís Filipe Vieira: transparência. Vieira nada tem a esconder aos benfiquistas. Pelo contrário, sente sempre a necessidade de os manter a par da realidade do clube.
Quando se inicia uma nova época, cheia de novas motivações, o Presidente do Benfica deu mais uma vez a cara para esclarecer os sócios, adeptos e simpatizantes. Falou do futebol de uma maneira dessasombrada. E disse alto e bom som que “a marca Benfica é a mais valiosa de Portugal”.
Foi uma entrevista de Estado. Evitou, como devia, qualquer polémica. Mesmo quando o tentaram arrastar para zonas mais beligerantes, disse que só lhe interessava falar do Benfica. Não escondeu que era amigo de Joaquim Oliveira, mas advertiu que isso não o impede de defender intransigentemente os interesses do Benfica.
Esta é aliás uma questão quente para os próximos tempos – a dos direitos televisivos. Amarrado a um acordo ruinoso, realizado no tempo de Manuel Damásio, Luís Filipe Vieira sabe que o Benfica tem aqui a sua “galinha dos ovos de ouro”.
Foi também a pensar nisto que foi criada a Benfica TV. A estratégia de Vieira foi pensada a médio prazo, por isso, inteligentemente, o Presidente do Benfica não fecha nenhuma porta – nem mesmo ao dono da Olivedesportos.
Sabe que Oliveira tem um contrato muito vantajoso, que o Benfica negociou em fragilidade, mas, como homem de negócios de bem, assegurou há muito que o clube cumpre os seus compromissos.
Agora, após a conclusão do prazo deste contrato, as coisas vão ser diferentes. Joaquim Oliveira também o sabe bem e sabe, ainda, que precisa, mais do que nunca, do Benfica. Quanto ao resto, a entrevista foi o espelho de um homem que sabe o que quer e para onde vai.
Marcelino e Baldaia bem tentaram alguma declaração mais controversa. Mas Vieira não se desviou um milímetro do caminho traçado. Foi neste “rumo certo” que os benfiquistas apostaram para os próximos 3 anos.
post-scriptum: O Benfica deu ontem boas indicações no jogo contra o Sion. Vê-se que ali já há dedo de Jorge Jesus. Apesar dos erros individuais da segunda parte, o que se viu na primeira é merecedor da nossa aprovação. Hoje, contra o Shaktar, exige-se a mesma motivação.
10
Jul09

Eleições

António de Souza-Cardoso

Eleições no Benfica (2006)

Prometi dizer, com a abertura e frontalidade de sempre, a minha opinião sobre o acto eleitoral da passada semana. Não o fiz antes (como alguns reclamaram) porque nunca o fiz antes. Faço os meus posts uma vez por semana (e sabe Deus) e sou mais ou menos pronto (a vida não é sempre a mesma) a publicar e responder aos comentários dos nossos estimados leitores.

Este preliminar tem a ver com algumas críticas que nos chegaram sobre o “silêncio” do Blog no momento eleitoral. É claro que este silêncio não representa outra coisa senão o nosso voluntarismo (ou se preferirem amadorismo). Funcionamos da mesma forma como sempre funcionamos sem prejuízo de, como os restantes benfiquistas termos vido com a mesma intensidade este momento importante porque o Clube passou.

Vamos à análise prometida:

Julgo que temos que separar 2 questões principais:

A primeira tem a ver com as questões de legitimidade levantadas e que deram origem à decisão do Tribunal de suspender a lista A.

Não sei se o assunto terá novos desenvolvimentos, mas a verdade é que essa decisão existiu baseada na aceitação da fundamentação geral da providência cautelar interposta.

Decidiu o então Presidente da Assembleia Geral do Benfica, com a parcialidade que ele nem sequer trata de esconder (julgo que se “está cagando”) não respeitar a decisão do tribunal e avançar para o acto eleitoral, com as duas Listas consideradas regulares.

Para a pretérita demissão dos órgãos sociais, os serviços jurídicos multiplicaram-se em arranjar explicações arrevesadas, sublinhando a diferença entre iniciativas pessoais e colectivas, entre actos executivos ou deliberações sociais.

O Presidente do Clube aproveitou, julgo que ardilosamente, para “incendiar” os ânimos. Afinal ninguém gosta (nem eu) que um tribunal mande em sua própria casa. Afinal ninguém fica contente (nem eu) com uma vitória eleitoral, “arrancada” na secretaria.

Para culminar a questão a Imprensa, prefiro pensar que por má preparação técnica, confundiu no dia da eleição a multa a dois requerimentos interpostos com a decisão sobre a substância da providência cautelar (como se ela fosse possível). Parecia que Bruno Carvalho até no tribunal tinha perdido.

Tudo isto não foi bom para o Benfica porque o tempo curto que existia para reflectir o clube, esfumou-se neste ambiente de pequena guerrilha que não permitiu uma análise serena sobre as razões que diminuem o nosso passado recente e os tónicos de mudança exigidos para ganhar de imediato o futuro.

Depois vem a segunda questão: O acto eleitoral propriamente dito. Julgo que os nºs são reveladores da inequívoca vontade de uma esmagadora maioria de Benfiquistas.

Parece-me, no entanto, que o voto dos Benfiquistas foi mais de recusa a Bruno Carvalho, não pelas suas ideias mas pelo caminho jurídico que escolheu, do que de entusiasmada aceitação a Luis Filipe Vieira.

Num ou noutro caso, julgo que na hora de lavar os cestos, não vale a pena outra coisa que não unir a Família Benfiquista em torno do muito mais que a une que é vontade de garantir um Benfica Campeão.

Eu continuarei a achar que este Presidente, que merece reconhecimento pela credibilização do Clube, pelo Estádio, o relançamento da marca, etc, etc, nada percebe de gestão desportiva e não fará do Benfica o Campeão que todos queremos.

Mas agora que se prepara a nova época vou voltar a pedir a Deus que eu esteja completamente enganado e que o meu Benfica, o nosso Benfica (Novo ou Velho) ganhe tudo o que há para ganhar.

 

António de Souza-Cardoso

  

 

08
Jul09

Ainda as eleições

Miguel Álvares Ribeiro

  

 

 

As eleições para os órgãos sociais foram, do meu ponto de vista, mais uma oportunidade perdida no Benfica. Não se discutiu o clube, não se fez nenhum planeamento do futuro do Benfica, não se conseguiu sequer que os candidatos tivessem uma posição construtiva de engrandecimento do clube.

 

Faz-me particular confusão que o Presidente do Benfica possa ser eleito sem apresentar o programa de acção para o mandato e sem apresentar a sua visão do que deve ser o Benfica daqui a 3 anos, quando o seu mandato estiver concluído. Sem estes dados, quanto ao percurso que se pretende seguir e ao objectivo que se pretende atingir, não compreendo como é que alguém pode, em consciência, apoiar e/ou votar numa lista.

 

Ambos os candidatos tiveram, por várias vezes, a hipótese de adoptar posições conciliadoras e construtivas em torno do futuro do Benfica e, no entanto, ambos optaram por uma estratégia muito mais centrada no seu umbigo do que na discussão dos verdadeiros problemas do Benfica e na procura das possíveis soluções. A forma como os candidatos se trataram mutuamente, com acusações permanentes, chegando a descer mesmo ao nível do insulto, conseguiu sobretudo que se diminuissem a si próprios.

 

A clara desinformação que os staffs das campanhas promoveram e que a imprensa, ávida de sangue no Benfica, difundiu largamente, não só não ajudou como inviabilizou mesmo o tão necessário debate de ideias, além de acicatar os ânimos entre benfiquistas. Aqui, aproveito para me retractar da crítica que fiz a Manuel Vilarinho, na sua posição de presidente da mesa da Assembleia Geral, pois a desinformação geral não me permite ter certezas e, portanto, emitir o juízo que fiz no meu último post.

  

Apesar de tudo o que fica atrás dito, o Presidente do Benfica – o meu Presidente – foi eleito com o voto claro dos sócios, pelo que todos esperamos que seja muito bem sucedido neste seu mandato. O seu sucesso será também o sucesso do Benfica, que é o que todos mais desejamos. 

 

VIVA O BENFICA!

 

07
Jul09

HONRA AOS VENCEDORES E RESPEITO PELOS VENCIDOS

José Esteves de Aguiar

 

Como grande clube que somos, parece-me que temos obrigação de saber gerir as vitórias e as derrotas, com a máxima elevação.
 
Desejava eu – certamente com alguma dose de ingenuidade ou de benfiquismo purista – que o clima de crispação, acusações cruzadas, insultos, acções judiciais reais ou ameaçadas e, porque não dizê-lo, guerra verbal totalmente descontrolada, terminasse após o acto eleitoral.
 
Infelizmente verifica-se exactamente o contrário: os derrotados (concorrentes ou não) continuam a proferir ameaças constantes e os apoiantes dos vencedores – pelo menos neste blog – dedicam-se a malhar desabridamente no nome do Bruno Carvalho e no dos que tiveram a coragem de apoiar uma candidatura sem dúvida minoritária, mas que foi legitimada por quem de direito dentro do Benfica e que, por isso mesmo, teve razão de existir.
 
Volto a referir que não conheço o Bruno Carvalho, nem me comprometi a alinhar com qualquer facção quando aceitei escrever neste blog. No entanto e enquanto tal me for permitido, não abdico do direito de expressar as minhas ideias.
 
Sinceramente, não gosto de ver o nome do Benfica arrastado pelos Tribunais, expondo-nos a constantes notícias na imprensa desportiva, que só a apoteótica recepção de Cristiano Ronaldo em Madrid fez esquecer por momentos.
 
Parece-me que o resultado das últimas eleições tornou claro que os Benfiquistas sentem as acções judiciais intentadas contra o Benfica, como se fossem eles próprios os demandados. Estou certo de que o imbróglio jurídico que envolveu as últimas horas da campanha eleitoral, levou muitos milhares de Benfiquistas a votar contra o Bruno Carvalho. Não discuto se alguma razão lhe assistia – ou assiste – mas é patente que a sua mensagem quase não passou.
 
Apesar de todas as dúvidas que possam ter-se suscitado, a vitória de Luís Filipe Vieira é demasiado esmagadora, para deixar margem para questões do género “e se…”
 
Mas uma coisa é uma vitória esmagadora por força dos números – e daí Honra aos Vencedores - e outra, completamente diferente é pretender-se esmagar os vencidos.
 
Faço daqui um apelo a todos quantos visitam e participam activamente neste blog, para que comentem de forma não ofensiva, sem questionarem, por tudo e por nada, o Benfiquismo de quem semanalmente dá a cara para expor ideias e não para levar bofetadas!
06
Jul09

O PRESIDENTE DO POVO II

Pedro Fonseca

Mais do que a esmagadora vitória alcançada, o que merece um grande destaque foi a afluência de quase 21 mil sócios que transformaram estas eleições nas segundas mais concorridas de sempre.

 

Muitas conjecturas se fizeram para explicar tal mobilização. A quase totalidade das explicações fixou-se na polémica jurídica gerada a pouco mais de 24 horas do acto eleitoral. De um lado, a Lista B, liderada por Bruno Carvalho, argumentava da ilegalidade das eleições e, consequentemente, a inelegibilidade dos membros da Lista A, liderada por Luís Filipe Vieira.
Do lado da lista A, a posição era firme: está tudo legal. Manuel Vilarinho, numa intervenção às 19 horas do dia 2, véspera das eleições, pôs tudo em pratos limpos: as eleições são legais e o processo democrático vai realizar-se com as duas listas em confronto.
Vilarinho, que tinha tido um desempenho horrível neste processo, acabou por salvar a face e sair por cima. Mas, como dizia, foi nesta guerra jurídica que muitos viram a explicação para a torrente humana que decidiu ir às urnas. Nada de mais errado!
Os benfiquistas colocaram um gigantesco sinal de STOP áqueles que queriam tomar de assalto o Benfica. Não me refiro à lista B, nem sequer ao Bruno Carvalho, mas aos que preferem as salas dos hotéis de luxo de Lisboa, Cascais ou Estoril, às Casas do Benfica, onde se sofre o clube como em nenhum outro lugar (à excepção do Estádio da Luz). Esta foi, acima de tudo, uma vitória do "povo benfiquista" contra as "elites" que ficaram em casa, sem coragem de dar a cara.
É certo que Luís Filipe Vieira fez um derradeiro apelo via “A Bola”: “Venham todos votar”. Um apelo que não caiu em saco roto. Nem podia. Porquê? Passo a explicar porque é que acho que em quaisquer circunstâncias, este seria um acto eleitoral concorrido.
Já aqui apelidei Luís Filipe Vieira de “Presidente do Povo”. Estas eleições vieram confirmar este epíteto. Vieira é, a partir de agora, o maior Presidente da História do Sport Lisboa e Benfica. Eu sei que muitos ainda recordam Borges Coutinho, ou Joaquim Ferreira Bogalho, ou mesmo Maurício Vieira de Brito. Talvez outros citem Fezas Vital ou Fernando Martins. E é evidente que todos se lembrem e nomeiem o nosso fundador (que nunca foi Presidente) Cosme Damião.
Mas Luís Filipe Vieira é, com todas as suas qualidades e defeitos, o digno depositário do testemunho de Cosme Damião. A mobilização do dia 3 de Julho é, em si mesma, uma homenagem ao homem que nunca virou as costas às “bases” do Benfica.
O homem das Casas do Benfica, que sempre ali entrou como um entre iguais, nunca deixou de ser o benfiquista de sempre, o homem que se sente à-vontade entre os benfiquistas comuns como ele.
Vieira é um de nós. Genuíno, autêntico, honrado, nunca um “primus inter pares”. O Benfica profundo e social revê-se em Luís Filipe Vieira, na sua maneira de ser, na sua filosofia de vida, na sua coragem.
Um homem do povo. Um líder do povo, anónimo entre anónimos. Ilustre porque Presidente da maior instituição portuguesa. Vieira é como Jesus. Trepou a pulso a corda da vida. Nada lhe foi dado de graça. Lutou, perseverou, foi obstinado, teimoso, duro, corajoso. Mas verdadeiro, único e intransmissível.
Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus são massa da mesma massa. Líder(es) do povo. Para glória da grande Nação benfiquista.
02
Jul09

Culpas e Conselhos

António de Souza-Cardoso

Na véspera das Eleições do Benfica, e em face dos últimos acontecimentos, julgo que deve haver por parte de todos os benfiquistas e, em especial, dos directamente envolvidos no processo eleitoral, a maior serenidade e o espírito de serviço suficiente para colocar à frente dos interesses ou motivações de cada um, os superiores e permanentes interesses de uma instituição que não é de nenhum dos envolvidos mas de todos os sócios do Clube.

Dito isto cumpre-me recordar que quem motivou toda esta agitação nas eleições do Benfica não foi Bruno Carvalho. Quem motivou esta turbulência no nosso Clube foi Luis Filipe Vieira que quis usar os estatutos do Benfica para se agasalhar de putativas alternativas. Ciente que estava de uma gestão desportiva ineficaz que fez arrastar o Clube, a nível nacional e internacional, por patamares de intolerável vulgaridade.

Luis Filipe Vieira ao fazer o que fez deixou, com estrondo, cair a máscara. De cruzado pela verdade e pela transparência passou a mais um “habilidoso” do futebol português que não olha a meios para atingir os seus fins. Mostrou que julga que o Clube é dele e não dos sócios e que não tem que dar satisfações a ninguém pelos seus actos, enquanto Presidente do Benfica. Mostrou que é feito da mesma massa daqueles contra os quais parecia lutar. Mostrou demasiado apego ao lugar que circunstancialmente ocupa e ao poder que este proporciona. Mostrou, em suma, o pior que há num dirigente e num líder.

E agora que o feitiço se virou contra o feiticeiro, deixa estalar o verniz e envergonha o Benfica perante todo o País com insultos e impropérios intoleráveis ao candidato Bruno Carvalho de quem nunca ouvi palavras de menor elevação para com os adversários.

Todos sabem que sou apoiante de Bruno Carvalho. Não estou nem nunca estive envolvido na sua Lista e por isso os conselhos que lhe possa dar são apenas os de um Amigo e Admirador confesso.

Mas vou deixar escrito este único conselho. No mesmo Blog que, Eu e Ele, ajudamos a fundar:

Não gosto, caro Bruno Carvalho, que o meu Amigo ganhe na Secretaria. Claro que a Lei e os Estatutos do Benfica devem ser escrupulosamente cumpridos. Mas o único tribunal que deve julgar quem vai ser o Presidente do Benfica é o tribunal das ideias e dos compromissos de construção de um Benfica Maior. Um tribunal onde todos os Benfiquistas devem ser chamados a depor.

Por isso, Caro Bruno Carvalho, a confirmar-se que à luz dos Estatutos só a Sua Lista é elegível, julgo que como Presidente eleito, tal como prometeu, deve anunciar novas eleições para um prazo máximo de 6 meses que permitam que o Benfica se discuta com a tranquilidade, a elevação e a profundidade que Luis Filipe Vieira não permitiu que ocorressem nestas eleições.

E até lá deve gerir o Benfica, com a prudência, o descomprometimento e isenção que Luis Filipe Vieira também não teve neste período eleitoral.

Julgo que no final, qualquer que venha a ser o desenlace, o Amor que todos temos ao Benfica é quem triunfará!

 

António de Souza-Cardoso

 

 

01
Jul09

Precisa-se: Campanha Digna

Miguel Álvares Ribeiro

Começo por pedir ao Pedro Fonseca que não leve a mal a brincadeira/trocadilho que faço no título com o do seu último post, mas que descreve de forma sucinta o meu estado de espírito relativamente às eleições no Benfica.

 

O meu empenhamento no processo eleitoral era já diminuto pois não me revia em nenhuma das candidaturas, mas os acontecimentos de ontem e as reacções que provocaram deixaram-me ainda mais descontente.

 

No post que escrevi na semana passada dizia, premonitoriamente: “… as eleições para os órgãos sociais do Benfica deviam ser uma oportunidade para se discutir o clube, projectando as soluções que permitam o seu engrandecimento. Infelizmente, por tudo o que se tem passado, parece que será mais uma forma de os benfiquistas se agredirem mutuamente em facções rivais e de fornecerem mais armas aos nossos adversários, não só nas "bocas" que iremos ouvir nos próximos dias, como, e mais importante, na luta pelos nossos objectivos em termos desportivos.”

 

Para além do incómodo de ver as eleições no Benfica a arrastar-se na barra dos tribunais, o episódio de que hoje tivemos conhecimento, com a citação do Benfica, mostrou o pior Luís Filipe Vieira, insultando os seus adversários sem qualquer propósito ou elevação. Ele, que é claramente o principal responsável pela situação criada, com a manobra táctica da antecipação das eleições, tenta agora diminuir o seu opositor na candidatura à presidência, sem nunca discutir as ideias ou os projectos que tem para o Benfica, mas sim recorrendo a um discurso de baixo nível e insultuoso.

 

A posição adoptada por Manuel Vilarinho, na sua posição de presidente da mesa da Assembleia Geral, de ignorar a ordem do tribunal, também me parece pouco consentânea com a grandeza e dignidade da instituição que representa, que assim se pode ver envolvida numa situação de desobediência qualificada.

 

Como também referi no post da semana passada, não gosto da postura adoptada pela candidatura do Bruno, uma vez que foi ele o primeiro a pedir a antecipação das eleições, aplaudindo mesmo a iniciativa de Luís Filipe Vieira, que agora lhe serve de sustento para a contestação à sua elegibilidade.

 

Não sei que saída será possível encontrar para esta situação, mas espero que as partes possam encontrar uma solução satisfatória para todos porque, caso contrário, o principal lesado em todo este processo será claramente o Benfica.

 

Faço daqui um claro apelo a ambos os candidatos, para que resolvam o assunto com elevação, de forma que o Benfica não saia ainda mais prejudicado.

 

 

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