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Novo Benfica

Novo Benfica

14
Mai09

Ciclos Longos e Ciclos Curtos

António de Souza-Cardoso

No inicio desta época quisemos esquecer tudo:

A demorada (ou prematura?) saída de Fernando Santos, o reencontro apaixonado com Camacho transformado em amuo e depois em divórcio, o triste serviço prestado (com a bonomia de sempre) por Fernando Chalana.

Quisemos principalmente esquecer a humilhação daquele quarto lugar atrás do Vitória de Guimarães e a 23 pontos do líder, F. C. do Porto.

Entramos, então, num tempo novo de todas as promessas, de todas as esperançadas glórias.

Prometeram-nos tudo. Apesar de não termos ido, uma vez mais, à Liga do Campeões reforçamos a equipe mais do que qualquer outro clube.

Mas não nos ficamos por aí. Contratamos (agora sim) Rui Costa – o "menino de oiro" que unia todos os Benfiquistas e que se despediu daquela forma grande de quem, mesmo no fim, estava em grande forma.

E mais ainda, contratamos Quique Flores. O mediático ex-treinador do Valência – jovem, conhecedor e ambicioso – um putativo Mourinho à moda de “nuestros hermanos” .

Tudo era feito (e perfeito) para nos fazer esquecer a amargura da época anterior.

E para que não restassem dúvidas de que “agora é que é” falaram-nos em estabilidade, num ciclo novo de pelo menos 2 anos, onde cedo ou tarde, se cumpriria a glória do Benfica.

Veio o Novo Ano de todas as esperanças. Vieram os novos jogadores. O novo director desportivo. O novo treinador…

Sem outras filosofias, quais foram os resultados:

O Benfica saiu envergonhado da Europa de segunda nível onde jogam os que, como nós, ficam nos lugares subalternos.

O Benfica saiu da Taça às mãos do raçudo (mas modesto) Leixões.

O Benfica está a lutar para segurar o terceiro lugar com o Braga e o Nacional.

O Benfica está já a 13 pontos do Porto (o já tetracampeão).

O Benfica está, uma vez mais, afastado da Liga dos Campeões.

Resultados maus! Ou não?

E então?

Será que quem prometia ciclos longos e estabilidade, vai pôr em causa o Novo Treinador, os Novos Jogadores, os Novo Director desportivo?

Os tais que precisavam de tempo, serão os primeiros a ser agora postos em causa?

E aqueles que nada ganham há já 4 anos (nem um mísero 2º lugar) e tudo prometem ano após ano? Desde a melhor equipe da Europa, a um campeão prevalente, por muitos, muitos anos…?

Não serão esses, os mesmos velhos de sempre, os verdadeiros culpados?

Os mesmos que prometem vitórias e estabilidade mas que ainda não deram sequer uma palavra de conforto e confiança ao novo Director desportivo?

Ninguém vê isto?

Dói-me muito perder. Principalmente nestas circunstâncias pouco edificantes.

Mas o que me dói mais é ver os que muitos dos que comigo partilham esta desilusão se deixam conformar com este velho embuste:

O de garantir ciclos longos para quem não tem feito bem ao Benfica e permitir ciclos curtos para quem não a teve oportunidade de se fazer cumprir no Benfica.

 

António de Souza-Cardoso

 

12
Mai09

ORGULHO EM SER BENFIQUISTAS!

José Esteves de Aguiar

 

Como é habitual na parte final de cada época – excepção feita àquela em que, mais recentemente, fomos campeões de futebol – o nosso Benfica encontra-se actualmente em grande ebulição.
 
Chovem as críticas sobre treinadores, jogadores, dirigentes, árbitros. Esgrimem-se argumentos, trocam-se acusações, sucedem-se os amuos e os insultos, por vezes de forma pouco edificante e nada digna de Benfiquistas que se prezem. Como se não bastasse a frustração de, mais uma vez, vermos fugir a concorrência, assistimos ao triste espectáculo de ver, ouvir e ler Benfiquistas a insultarem-se mutuamente, para gáudio dos nossos opositores, como pode constatar-se neste mesmo blog.
 
Não me ocorre nenhum ditado português que melhor traduza – com as devidas adaptações – esta situação do que “em casa em que não há pão (leia-se título de campeão) todos ralham e ninguém tem razão”.
 
Todos os Benfiquistas concordam que o maior clube português não pode estar tanto tempo sem um grande título. Não interessa se situação idêntica – aliás, bem pior – já aconteceu ao FCP e ao SCP, ou a vários grandes da Europa.
 
Outros clubes viveram conformados com tal realidade mas nós não podemos fazê-lo porque, muito simplesmente, somos Benfiquistas e os Benfiquistas dão-se muito mal com a derrota e com a ausência de títulos.
 
É certo que, nalgumas modalidades desportivas, até temos contado vários êxitos assinaláveis, justificando os maiores elogios a quem, com recursos e ordenados muito mais baixos do que os auferidos no futebol profissional, honram a camisola que vestem, mostrando orgulho na mesma.
 
No entanto, estes êxitos servem de insuficiente consolação para quem almeja sempre mais alto: o Benfica tem que voltar a ganhar, no mínimo, dois campeonatos de futebol em cada quatro. Para o conseguir tem que ser muito mais forte do que a concorrência pois, como já todos sabemos, não nos basta jogar melhor, é preciso jogar muito melhor, para contrabalançar os sucessivos “erros” que a arbitragem portuguesa vem acumulando contra nós. Não se trata de arranjar desculpas para os fracassos desportivos mas, nomeadamente na época actual, chegou a ser escandaloso o despudor com que certos árbitros actuaram contra o Benfica, tanto fora como em nossa própria “casa”.
 
Gostei, particularmente, do post do Pedro Fonseca, os Dez Pecados Mortais. Pareceu-me uma excelente radiografia da presente época e considero que ele faz muito bem quando afirma “não desisto”. Aliás, talvez um décimo primeiro pecado mortal do Benfica tenha sido, precisamente, a facilidade com que alguns dos jogadores desistiram de lutar quando os jogos não lhes corriam de feição. Não há memória de uma época como esta, em que o Benfica nunca conseguiu recuperar de um resultado adverso. A inércia e mesmo conformismo do treinador pareciam contagiar negativamente alguns jogadores – felizmente não todos - que não sentem a responsabilidade da camisola que envergam nem parecem minimamente preocupados em ser profissionais dignos.
 
Não precisamos de jogadores desses! Não faz qualquer sentido estarmos a pagar a mercenários que parecem “fazer o favor” de jogar no Benfica. Precisamos de um treinador e de jogadores que sejam “raçudos”, que lutem até ao último minuto e até ao limite das suas forças. Que tenham, em suma, ORGULHO EM SER BENFIQUISTAS!
11
Mai09

Desistir Porquê?

António de Souza-Cardoso

Não querendo interferir nos excelentes “pecados mortais” do Pedro Fonseca (salvo seja), guardei para mais tarde esta breve resposta á interpelação do Bruno Carvalho.

Tenho muita pena que o Júlio que “batalhou” ao meu lado na “Bola é Redonda” com aquela elegante galhardia de que só ele é capaz, abandone este Blog. Sou um Seu confesso admirador e fiquei a conhecer durante este tempo de “Novo Benfica” uma outra faceta do Júlio que não deslustra as demais - a de “escrevinhador” acutilante, inteligente e perspicaz.

Conheço muito mal o Pedro Ribeiro mas também tenho pena que tenha saído, porque gostei sempre do que escreveu e da forma como escreveu.

Tenho também pena, e agora profunda discordância, dos motivos que alegaram para sair e da forma que escolheram para o expressar.

Os Blogs colectivos são assim mesmo. Não são nossos e porque não são, pressupõem um preliminar princípio de solidariedade perante a sua existência e funcionamento.

Todos nos juntamos a 5 de Junho do ano passado, à volta de um conjunto de propósitos  que aceitamos e subscrevemos. Para além de algumas regras de convívio e funcionamento, condicionamos este projecto colectivo, apenas e só à nossa paixão benfiquista.

Todos sabem que este não é um Blog de facção. E todos sabem, porque foi aqui anunciada antes de em qualquer outro lugar, da vontade que posteriormente despontou no Bruno de se candidatar à Presidência do Benfica.

Ninguém discordou ou se demitiu então. Porque o Blog continuava e continua a ser não um Blog de facção, mas de respeito e de pluralidade.

E não foi por essa razão (a de evitar que fosse um Blog de facção) que o Bruno anunciou que deixaria de se comprometer a escrever todas as semanas num determinado dia. Foi apenas pela compreensível dedicação que pretendia dar à Sua campanha.

Ninguém se demitiu também nessa altura, em que o Bruno deixou bem claro que continuaria a dar as suas opiniões (agora de forma “irregular”) no Novo Benfica.

Não sei de que estavam os Bloggers à espera que o Bruno falasse? Das suas ideias para o Benfica, claro, agora provavelmente escutadas com mais interesse por ser um candidato às próximas Eleições.

Mas isso fez com que houvesse menos liberdade, nomeadamente do Pedro e do Júlio, para escreverem o que entendessem – mesmo que fosse uma declaração de apoio a outro candidato?

Julgo que não. A única solidariedade a que se comprometeram (para além do Amor ao Benfica) foi à existência deste projecto colectivo onde sempre existiu liberdade e pluralidade de opiniões.

E por isso não posso concordar com os motivos e a forma como se desvincularam deste compromisso. Fico triste claro porque, Novo ou Velho, quem verdadeiramente perde é o nosso Clube.

Eu por mim, continuarei, no mesmo propósito de defender o Benfica, como posso e sei, mas sempre com igual liberdade e a mesma tamanha paixão.

 

António de Souza-Cardoso

 

 

11
Mai09

10 PECADOS MORTAIS

Pedro Fonseca

Uma época como a que vivemos merece muita reflexão. Sem grande motivação, nem inspiração para análises mais profundas, deixo aqui aqueles que foram, na minha opinião, os 10 pecados mortais desta época:

 

1 - O afastamento do centro de decisão técnica de Diamantino e Chalana;

2 - A dispensa de Léo;

3 - O ostracismo a que foi votado Cardozo;

4 - Os treinos "invisíveis";

5 - As arbitragens cirúrgicas;

6 - A indefinição dos guarda-redes;

7 - A casmurrice táctica;

8 - O desconhecimento sobre os adversários;

9 - A falta de autoridade no balneário;

10 - Um discurso demasiado agradável.

 

Post - Scriptum: Este blogue não necessitava desta polémica para ser o espaço benfiquista da blogosfera mais frequentado. Apenas soube hoje de manhã dos motivos das desistências de Júlio Machado Vaz e do Pedro Ribeiro. Do primeiro habituei-me a apreciar os seus dotes de comunicador e, através do blogue, da sua grande capacidade de escrita e de síntese. O segundo é alguém com quem simpatizo e que possui enorme talento.

Pede-me o Bruno para clarificar a minha posição face ao que se está a passar. É simples: eu não desisto. Nunca me foram criados constrangimentos. O meu espaço aqui sempre foi livre para escrever o que me apetece, dentro dos limites do bom senso, pelo que a minha liberdade é, também, aceitar a liberdade dos outros.

11
Mai09

ESCLARECIMENTO

Bruno Carvalho

 

Li com atenção os posts de Júlio Machado Vaz e Pedro Ribeiro e cumpre-me esclarecer várias coisas.
 
Por um lado, quando criei o “Novo Benfica” com o António Souza-Cardoso estava longe de imaginar que 10 meses depois estaria na corrida eleitoral para a presidência do Benfica, até porque confiava que Rui Costa e as contratações sonantes realizadas pudessem acabar com o permanente ciclo de derrotas. Quem tiver alguma dúvida sobre isso poderá consultar o que escrevi e rapidamente perceberá que é verdade o que digo.
 
Por outro lado, nunca perguntámos a nenhum dos bloggers do “Novo Benfica” qual era a sua posição face à actual Direcção e ao seu Presidente. Cada um sempre foi livre de escrever o que bem entendeu sem qualquer interferência minha, como é evidente.
 
Como todos são livres de escrever o que entendem, também me sinto no direito de o fazer.
 
Parece-me natural que neste momento se fale da minha candidatura neste blog, assim como se fala nos jornais, na rádio e na televisão (excepto na Benfica TV). Estou certo que quando outras candidaturas surgirem quem escreve neste blog as analisará, se assim entender fazê-lo.
 
Quanto ao comunicado que sou acusado de ter colocado neste blog indevidamente, apenas tenho isto a dizer: esse comunicado foi colocado na Lusa, enviado para todos os jornais e teve a devida divulgação nos media. Apenas o coloquei no nosso blog por respeito aos nossos leitores, uma vez que foi aqui que anunciei a minha candidatura que estava a ser colocada em causa.
 
Ao contrário do que diz o Júlio, eu nunca usei o blog como instrumento de campanha.
 
Poderia ter denunciado aqui que uma pessoa dentro do Benfica (não é difícil perceberem de quem se trata) telefonou para as redacções dos jornais a dizer que eu não tinha condições para me candidatar, mesmo sabendo que isso não era verdade. Essa mesma pessoa telefonou para a Direcção de Informação da RTP para que não passassem um entrevista minha cujo um pequeno excerto tinha passado no programa “Trio de Ataque”.
 
Podia contar, ainda, algumas cenas rocambolescas e quase surreais que já me aconteceram, mas que resolvi calar por entender que o “Novo Benfica” não era o espaço certo para as divulgar.
 
Confesso que tenho pena que Júlio Machado Vaz e Pedro Ribeiro abandonem o blog e sobretudo pela forma como escolheram fazê-lo, bem diferente da forma que eu usei quando os convidei. Admito que o problema deve ser meu, mas eu nunca teria atitude idêntica sem falar primeiro com as pessoas antes de tornar a minha decisão pública.
 
O Júlio Machado Vaz escreveu sempre quando quis, nos dias em que quis, e o que quis. O mesmo se passa com o Pedro Ribeiro que foi rápido em estar de acordo com o Júlio Machado Vaz, apesar de o seu último post datar de 5 de Dezembro de 2008, isto é, há mais de 5 meses atrás e os dois anteriores serem respectivamente de Outubro e Agosto de 2008.
 
Cumpre-me, ainda, esclarecer que ao contrário do que muitos julgam eu não tinha abandonado o “Novo Benfica”. O que fiz foi desobrigar-me de escrever sempre às quintas-feiras e pedir para mim, com todo o respeito pelos meus companheiros de blog, um estatuto idêntico ao que já tinham Júlio Machado Vaz e Pedro Ribeiro, isto é, não ter dia fixo para escrever.
 
Finalmente, gostaria de dizer que, caso os meus companheiros de blog sintam o mesmo que Júlio Machado Vaz e Pedro Ribeiro, estou disponível para encerrar o blog.
 
Fico a aguardar as respectivas posições.
 
Saudações benfiquistas.
 
Bruno Carvalho
 
10
Mai09

Fim de época.

PR

Subscrevo totalmente o que diz Julio Machado Vaz. E comunico a minha decisão de deixar este blog, pois não me sinto cómodo, num blog que me parece ser um blog de uma candidatura.

Deixo este blog, com um abraço a todos e boa sorte.

Viva o Benfica!

10
Mai09

24 horas depois.

Júlio Machado Vaz

Sobre o velho Benfica não sei o que acrescentar. A Via Sacra vai continuar? É preciso beber o cálice até ao fim? A substituição de Urreta diz tudo? Os progressos invisíveis anunciados por Quique, por definição!, escapam-me? Ná, até a net fez greve ontem em Cantelães, sinal óbvio de trânsito proibido:).

Mas o Novo Benfica merece um comentário que desagua em decisão lógica. Os que têm a gentileza de me ler, sabem da minha previsão de que nada ficaria na mesma a partir do anúncio da intenção de candidatura por parte do Bruno. E também do pedido que lhe fiz, na ressaca da surpresa pelo anúncio do abandono do blog - prometia visitar-nos? Pois que viesse e muitas vezes!

Acontece que esta semana voltou, mas de forma surpreendente, através de um Comunicado em resposta a uma notícia de jornal. Eu e o Bruno mantemos há vários anos uma relação cordialíssima, tanto a nível pessoal como profissional. Mais uma razão para a minha franqueza - discordo em absoluto da sua decisão. Compreendo o entusiasmo, os nervos à flor da pele, a vertigem do debate. Mas é preciso respirar fundo e agir, não simplesmente reagir. O Bruno disse que não faria campanha até ao fim da época e mergulhou nela a todo o vapor; abandonou o Novo Benfica a pretexto dela; reaparece com um Comunicado que poderia ser assinado por um assessor de imprensa e exposto em qualquer jornal ou parede.

O próprio facto de ser assumidamente um Comunicado confirma os meus receios - o Novo Benfica, ao menos por enquanto, torna-se o "site enquanto não há site" da putativa candidatura do Bruno. Não foi esse o projecto para que me desafiou o ano passado e devo confessar que não me sinto cómodo nele. Deve ser uma das poucas afirmações de Quique que subscrevo - não há razão para dramas quando fazemos uma análise e decidimos que é melhor separaramo-nos civilizadamente. Minha santa Avó dizia - quem não está bem, muda-se. Assim faço eu, quando me apetecer ruminar sobre o nosso Benfica ficarei pelo meu próprio blog. 

Quero deixar um abraço não apenas ao Bruno, mas também a todos os outros colaboradores do Novo Benfica. Um bocadinho mais apertado ao António Souza-Cardoso, pela paciência com que aturou a minha heterodoxia semanas a fio no programa sobre futebol do Porto Canal! E um obrigado sentido a quem me leu, concordou e zurziu dentro dos limites da cordialidade. Porque as opiniões são subjectivas, mas não o que nos une,  este amor - hoje em dia amuado, mas para sempre! -pelo Benfica:).  

10
Mai09

PONTO EM COMUM

Bruno Carvalho

    

 
Ontem ficámos, uma vez mais, arredados da Liga dos Campeões.
 
A única dúvida que subsiste é se o Benfica ficará em 3º ou 4º lugar como, aliás, tem acontecido nos últimos anos:
 
- época 2005/06: 3º
- época 2006/07: 3º
- época 2007/08: 4º
- época 2008/09: 3º ou 4º
 
Vários comentadores vêm agora atirar as culpas para Quique Flores e vêm falar de um lamentável fim de época do Benfica.
 
Mas o ano passado não foi igual?
 
No ano passado não ficámos em 4º, a 23 pontos do campeão, e não tivemos 3 treinadores?
 
Será que a culpa é mesmo de Quique Flores, de Chalana, de Camacho, de Fernando Santos, de Ronald Koeman e tantos outros treinadores que não têm sucesso no Benfica?
 
O que é que têm em comum as épocas 2005/06, 2006/07, 2007/08 e 2008/09?
 
Quem é o ponto comum neste desastre total?
 
Quique pode ter muitas culpas este ano, mas seguramente não tem culpa nenhuma do 4º lugar do ano passado pois nem sequer estava em Portugal.
 
Rui Costa pode ter muitas responsabilidades no insucesso deste ano como Director Desportivo, mas como jogador seguramente ninguém lhe poderá apontar nada. Era um jogador fantástico que deu tudo sempre que jogou pelo Benfica.
 
Então quem é que está sempre presente nos sucessivos fracassos e tenta sempre sacudir qualquer responsabilidade?
 
É fácil perceber que o ponto comum de tantos fracassos é só um: Luís Filipe Vieira.
 
O Presidente do Benfica é o responsável máximo do clube. É ao Presidente do Benfica e à sua total incapacidade de liderança que se ficam a dever tão frustrantes resultados.
 
Depois de gastar 30 milhões de euros a época passada e ter voltado a gastar mais 30 milhões este ano, a única coisa que se consegue são 3ºs e 4ºs lugares.
 
Anda-se a desbaratar dinheiro, anda-se a comprometer o futuro do Benfica para nada!
 
O Benfica existe para ganhar. A marca Benfica necessita de vitórias. O Benfica tem de ser campeão e estar todos os anos na Liga dos Campeões.
 
Até quando vamos suportar tantas derrotas e tantas desculpas?
 
Bruno Carvalho
 
08
Mai09

Triste Fim de Semana

Paulo Ferreira

Escrevi a semana passada que os tiros no pé continuavam e que nos estávamos a arriscar a perder com o Nacional a hipótese de continuar na luta pelo 2º lugar.

 

O anúncio de reforços com direito a análises do treinador na véspera de um jogo como o da semana passada é apenas um exemplo de como não se deve gerir um clube e a sua vida quotidiana (e o planeamento futuro).

 

Infelizmente e mesmo depois do SCP empatar (o que reavivou esperanças e deveria encher a equipa de motivação) conseguimos ser derrotados e agora aspiramos apenas a manter-nos em 3º (sendo que se nos distraímos ainda acabamos em 4º...).

 

Por muito que se defenda LFV, Rui Costa, Quique e a própria equipa, esta época é profundamente decepcionante e deve ser equacionado profundamente o porquê de tal (voltar) acontecer.

 

Hoje mais preocupado fiquei ao ouvir Luisão dizer que é preciso tempo e estabilidade! Mais tempo? E que estabilidade? Esta é mais uma demonstração do espírito pouco ambicioso e desculpabilizador que está instituído. A falta de responsabilização de toda a estrutura é gritante, preocupante e castradora do que é necessário para vencer!

O que Luisão deveria ter dito é que o plantel é de luxo, tem os ordenados (altos) em dia e que tinha obrigação de fazer melhor em todas as frentes.

 

Agora sim, é tempo de começar a preparar a próxima época, uma vez que já não existem objectivos na corrente e nesse sentido são necessárias definições de base antes de começar a mandar vir carregamentos de jogadores. Quem será o treinador da próxima época? Qual o diagnóstico do que correu mal e quais as medidas para que não volte a acontecer? Qual afinal o papel da formação no Benfica? Qual afinal a política de contratações que se quer seguir?

Como Benfiquista (dos que ainda são ambiciosos) gostava que se desses respostas concretas a estes temas...

 

PS - Carlos Queirós vai convocar Pepe para a selecção. É um direito que lhe assiste e nem acho que Pepe deva ser crucificado pelo que fez. Mas para quem mandou dois miúdos fora da selecção por causa de um penalty é estranho. Ou seja, sou rigído com os fracos e agacho-me perante os mais fortes. Para mim, é no mínimo um sinal de falta de carácter e um bom início para voltar ao passado em que jogador que não tivesse tiques de pugilista não cabia na selecção.

 

PS 1 - Não sou jurista e por isso não tenho propriedade para analisar se a candidatura do Bruno pode seguir em frente (embora pela leitura dos estatutos a opinião que tenho formada é que sim). Mas o que me faz espécie é depois da época lamentável que o Benfica fez, alguém esteja interessado em discutir este tema em vez do que de fundo se passa no clube.

 

Saudações Benfiquistas,

Paulo Ferreira

07
Mai09

"Juristas de Bancada"

António de Souza-Cardoso

Não gosto por mero pudor (que é meu e que não contém nenhuma critica para quem o não tem) de comentar posts ou opiniões dos meus companheiros de Blog.

Mas confesso que desta vez não resisto em “meter a colher” relativamente ao texto do meu Amigo Miguel Álvares Ribeiro e, principalmente, aos comentários que suscitou.

O Miguel, cuja isenção neste caso é maior que a minha, não quis abordar a questão juridico-regulamentar envolvida na “elegibilidade” da candidatura do Bruno Carvalho.

O Miguel, apesar de insigne Professor Universitário percebe apenas das Leis da Química e da Física.

O Miguel não tratou esse problema e, se calhar por isso, foi distratado ou, pior do que isso, mal e injustamente tratado.

O Miguel que é uma pessoa que admiro muito (há muitos anos) pelos princípios e pela coerência que nunca declina, quis tratar de um outro assunto:

Quis opinar se era ou não justo impedir um sócio de ser candidato por ser ou ter sido sócio correspondente.

Quis reflectir, por outro lado, se independentemente dos candidatos era bom ou mau para o Benfica que essa limitação existisse.

E quis, finalmente, perguntar se o actual momento do Benfica e a realização das próximas eleições, não justificariam uma alteração estatutária que permitisse uma maior mobilização associativa e com ela o aparecimento de novos projectos, ideias e protagonistas.

Eu, ao contrário do Miguel, vou directo à questão jurídica que ele não tratou e que muitos deram como adquirida.

Também, ao contrário do Miguel (ou pelo menos “diferentemente”), sou jurista, formado em Direito na Universidade Católica do Porto em 1987, e conheço por via das funções profissionais que desempenhei nos últimos vinte anos, as diferentes “construções jurídicas” das associações e organizações, qualquer que seja a sua natureza.

E com essa formação e experiência, afirmo sem nenhum rebuço, que o Bruno Carvalho pode candidatar-se à presidência do Benfica sem que seja necessária qualquer alteração estatutária.

O artigo 23ª dos estatutos merece uma leitura menos apressada do que a que tem sido feita e, principalmente, uma inevitável confrontação e conciliação com os nºs 1, 2 e 3 do artigo 12º que previamente regula os direitos e deveres dos associados.

O que o artigo 23º dos estatutos impõe aos associados que pretendam candidatar-se aos órgãos sociais é que, à data da eleição, respeitem duas condições distintas, sem as quais se não podem candidatar:

A primeira é que, à data da eleição, os candidatos perfaçam 5 anos ininterruptos de filiação associativa.

A segunda é que, à data da eleição, detenham a categoria de sócios efectivos.

E estas condições embora tenham que ser cumulativas, no sentido em que uma e outra têm que existir e ser verificáveis na esfera individual dos candidatos, não carecem de ser justapostas, no sentido de que a segunda condição (a da categoria de sócio) se alargue ou sobreponha à primeira.

Se a letra do estatuto não contraria esta minha interpretação, muito menos se compreenderia qualquer outra à luz do que terá sido o espírito do legislador.

Porque a verdade é que só esta interpretação parece não conflituar com as disposições prévias, previstas nas alíneas d) e e) do nº 1 e nos nºs 2 e 3 do art. 12º que regulam precisamente os direitos dos associados. Direitos inalienáveis que não podem ser depois condicionados ou diminuídos por outras disposições (ou pela apressada e abusiva interpretação das mesmas).

Como podem comprovar, o artigo 12º quando consagra o direito que o associado tem de se candidatar aos órgãos sociais, impõe apenas 5 anos consecutivos de “filiação associativa”. Não referindo, em parte alguma, que essa condição temporal tenha que ser feita na mesma especial categoria de sócio.

Não pode, por isso, este direito claramente expresso no art. 12º, ser afastado ou limitado por interpretações abusivas do art. 23º cuja leitura e compreensão deve, pelo contrário, ser feita á luz dos direitos dos associados que o estatuto previamente consagra.

Poderia explanar ainda mais profundamente estes argumentos mas, tal como o Miguel, também me não assiste essa motivação.

A minha motivação é a mesma da dele e rege-se por uma questão que não é jurídica mas de princípio: os Estatutos existem para servir o Benfica e não para que ninguém se sirva deles.

E quando deixarem de o servir bem, por exemplo porque condicionam a participação associativa e a procura de alternativas credíveis, então devem ser mudados.

Não em favor de Luis Filipe Vieira ou de Bruno Carvalho. Mas sim, e sempre, em favor do Benfica.

Infelizmente no nosso Clube, à míngua de resultados desportivos à altura da nossa história e da nossa grandeza, existe muita gente entretida a pensar em questões jurídicas. A começar pelos dirigentes que até vão recrutar “gente do adversário” para dirigir esse crucial departamento.

 Aos “Juristas de Bancada” que fizeram tanto alarido com o artigo do Miguel é caso para perguntar de que é que têm medo?

Só se for mesmo dos sócios do Benfica ….

 

António de Souza-Cardoso

  

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