Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novo Benfica

Novo Benfica

19
Abr09

Notas soltas para o futuro.

Júlio Machado Vaz

Quando escrevi que a próxima época já começou não estava a gracejar, estes últimos jogos deveriam servir para - finalmente! - consolidar algumas ideias. Admito que o Vitória, a partir do segundo golo, deixou de existir, mas o Benfica fez coisas boas que gostosamente saboreei, num sossego que já não recordava:).

Vamos às notas:

1 - Ruben Amorim "não pode" ser desterrado na direita, mesmo com autorização de visitar de vez em quando o centro do terreno. O homem é disciplinado tacticamente, lê bem o jogo e, por consequência, passa com acerto e faz circular a bola, aspecto em que temos sido deficitários toda a época.

2 - Acho que foi criado um falso dilema ao longo da época - Suazo ou Cardozo? O paraguaio não é muito rápido, o pé direito rói-se de inveja do esquerdo e a cabeça ainda pode melhorar muito. Mas, na minha opinião, o homem deve estar lá, a questão é quem a seu lado ou ligeiramente atrás (e não creio que deva ser Aimar!). Pelo que continuo  a achar que deve ser Di María a mudar de ares para equilibrar as finanças:(.

3 - Há demasiadas bolas perdidas nas transições para o ataque pela "ausência" de pé esquerdo de David Luiz. Não alinho na história do Madini português... Acresce que o rapaz tem dificuldade a recuperar e não se coíbe de fazer faltas sucessivas (hoje até se ofereceu um penaltizito, cá para nós). O futuro dele é no meio, não ali.

4 - Sidnei deve "levar na carteira" se não se aplica nos treinos, mas parece-me um titular indiscutível.

5 - Não nos iludamos, a equipa continua a não defender e pressionar em bloco, o que é absolutamente indispensável.

6 - Tranquilos, os rapazes, mesmo descontando as facilidades, mostraram que podem jogar muito bom futebol, assim o índice de aproveitamento melhore... Mas Quique tem de perceber de uma vez por todas que avenidas sem trânsito para a equipa jogar em contra-ataque serão excepções e não a regra.

 

P.S. Agradeço a breve e gentil referência que o Nuno me fez no seu post de Quinta-Feira. Devo dizer que o conteúdo me surpreendeu e considero minha obrigação explicar porquê - espero que, como promete,  nos "visite" amiúde, pelo menos até ao fim da época. Se o não fizer, e compreendendo-lhe embora os múltiplos afazeres, arrisca uma interpretação que seguramente o desgostará - ter sido o Novo Benfica apenas uma rampa de lançamento para o projecto de uma eventual candidatura, trocado a meio do caminho pelo site a ela ligado. Ora não foi assim que ele me falou do blog há muitos meses atrás, mas com o entusiasmo dos barcos que se não abandonam num qualquer porto, por mais atraente que seja. E, que Diabo!, meia-dúzia de linhas semanais é um preço barato a pagar pela certeza de não ser mal interpretado:).   

16
Abr09

ATÉ JÁ!

Bruno Carvalho

 

É com grande satisfação que vejo que este nosso “Novo Benfica” dez meses após a sua fundação superou todas as expectativas iniciais.
 
Até ao momento foram publicados no “Novo Benfica” quase 300 posts, tendo registado mais de 315 mil visitas, mais de 670 mil page views e mais de 15.000 comentários!
 
São números impressionantes e a prova concludente da força do Benfica.
 
No entanto, seríamos ingénuos se pensássemos que isto se deve apenas ao nome Benfica, uma vez que blogs sobre o Benfica proliferam por aí sem se aproximarem minimamente dos números apresentados pelo “Novo Benfica”.
 
O que está na base deste enorme êxito, e digo-o sem falsas modéstias, é o facto de este ser um espaço onde se reflecte com muita seriedade o Benfica.
 
É, de facto, com grande mágoa que vejo o Benfica que temos actualmente.
 
Temos um Benfica permanentemente adiado que vive de ilusões.
 
Temos um Benfica pouco humilde e pouco trabalhador.
 
Temos um Benfica sem cultura de exigência, onde o Presidente se desculpabiliza permanentemente.
 
O que falta a este Benfica em suor, organização e disciplina, sobra em vaidade.
 
Só no Benfica é que o Director de Comunicação é uma estrela que se desmultiplica em entrevistas.
 
Só no Benfica é que o Assessor Jurídico é apresentador de televisão.
 
Só no Benfica é que um Vice-Presidente é comentador desportivo.
 
Eu não me revejo neste Benfica.
 
Tenho muita pena que haja Benfiquistas que se acomodam a tudo isto.
 
É que, enquanto o Benfica não mudar de vida, nunca ganhará nada.
 
É sobre um Benfica fanfarrão, arrogante e incompetente que tenho vindo a falar.
 
Este Benfica é totalmente inaceitável para mim.
 
Foi por isso que decidi candidatar-me à Presidência do Sport Lisboa e Benfica.
 
Tenho a firme convicção de que sou capaz de alterar o actual estado das coisas.
 
E é precisamente por ter que me dedicar intensamente ao meu projecto para o Benfica que não posso continuar a assumir o compromisso de escrever semanalmente neste nosso espaço “Novo Benfica”.
 
Não estou, com isto, a abandonar o “Novo Benfica”.
 
No entanto, com o nível de empenhamento com que estou neste momento a construir soluções para o Benfica, não me é possível dispor de tempo para escrever os meus textos e para responder a todos aqueles que os comentam.
 
Fica, no entanto, a promessa que quando entender necessário aqui virei dizer o que penso.
 
Fica também já aqui anunciado que muito em breve começará a funcionar o site da minha candidatura que terá espaço para que todos possamos trocar ideias de forma a que possamos recolocar o Benfica no lugar de onde nunca deveria ter saído: a liderança do futebol português.
 
Quero deixar aqui uma palavra muito especial para os meus companheiros do blog:
 
- ao Pedro Fonseca, pessoa de quem sou muito amigo, um grande benfiquista, que faz o favor de representar com brilhantismo o Benfica no programa desportivo do meu Canal. É sabido que eu e o Pedro temos muitas vezes pontos de vista opostos sobre o que se passa no Benfica, mas que fique bem claro uma coisa: aquilo que nos une é muito mais do que aquilo que nos separa. Queremos ambos um grande Benfica.
 
- ao Miguel Álvares Ribeiro. Confesso que não o conhecia, mas digo publicamente que tenho hoje a melhor impressão do Miguel. É alguém muito sério e com fortes convicções. As divergências que tem tido comigo são salutares e mostram como se pode conviver com quem tem visões diferentes da nossa.
 
- ao António Souza-Cardoso. O António Souza-Cardoso é das pessoas mais cultas, inteligentes e perspicazes que conheço. Os seus textos são sempre excelentes e escritos com uma elegância ímpar. Tenho a felicidade de ter o António como um dos meus melhores amigos e de partilhar com ele a visão sobre o Benfica. De facto, eu e o António temos visões muito semelhantes dos problemas e das soluções de que o Benfica tanto precisa. Quero agradecer ao António o apoio público à minha candidatura à Presidência do Benfica.
 
- ao Paulo Ferreira. Conheço bem o Paulo Ferreira sob o ponto de vista profissional. O Paulo é um profissional muitíssimo competente e sério. Ao longo deste anos que tenho convivido com o Paulo, ganhei por ele muito respeito e admiração. Penso que os textos do Paulo se têm pautado por uma extrema moderação e sensatez. Também ao Paulo se deve muito o sucesso do “Novo Benfica“. Quero, igualmente, agradecer-lhe o apoio à minha candidatura à Presidência do Benfica, que o Paulo fez questão de tornar público.
 
- ao Júlio Machado Vaz, Pedro Ribeiro e Miguel Osório. A todos eles agradeço o contributo que sempre deram a este blog, com a qualidade que a todos eles é reconhecida.
 
Quanto ao Miguel Esteves Cardoso e Armindo Monteiro, que muito simpaticamente aceitaram o convite para integrarem este projecto, tenho esperança que um dia ainda venham a entrar em campo para dignificarem a camisola do “Novo Benfica”.
 
Mas o grande sucesso do “Novo Benfica” deve-se sobretudo a todos aqueles que lêem e participam neste espaço.
 
Como em tudo na vida, uns juntam-se a esse esforço e contribuem com as suas opiniões muito válidas e construtivas e outros apenas se preocupam em destruir, incapazes de tolerarem qualquer opinião diferente das deles.
 
Confesso agora que recebi muitas ameaças e insultos que visavam não só a minha integridade física, bem como pretendiam atingir a minha família.
 
A esses digo-lhes com clareza: não tenho medo. Podem continuar com as ameaças que eu vou prosseguir a minha luta por devolver o Benfica ao lugar de nunca deveria ter saído.
 
A todos os outros não tenho palavras para expressar o meu sincero agradecimento.
 
Volto a dizer que isto não é uma despedida. É um até já. Tenciono voltar a escrever neste espaço quando entender que tal se justifique.
 
Espero que compreendam que a única razão que me faz parar por agora é o facto de não ter tempo. Estou a usar todos os minutos que disponho para construir um projecto ganhador que orgulhe todos os Benfiquistas.
 
Um abraço amigo para todos.
 
Viva o Benfica!
 
Bruno Carvalho
 
 
PS 1: A todos aqueles que, com toda a legitimidade, querem conhecer as minhas ideias para o Benfica, terão a oportunidade de conhecer o meu projecto em tempo útil.
Mas uma coisa é certa: graças a este blog, nunca se conheceu tanto o pensamento de um candidato a Presidente do Benfica como no meu caso.
Quem quiser saber o que penso basta ler o que escrevi para trás.
È evidente que o meu projecto será coerente com o meu pensamento sobre o Benfica.
Os sócios terão, desta vez, a oportunidade de poderem escolher nas próximas eleições.
Quem quiser continuar com o que tem actualmente tem uma solução fácil.
Quem estiver farto de tanta conversa e de tanta falta de vitórias, irá ter uma alternativa.
 
PS 2: No passado dia 12 de Março anunciei que serei candidato a Presidente do Benfica. È interessante verificar que decorrido mais de 1 mês a Benfica TV nem sequer se dignou a contactar-me. Viva a democracia!
 

 

14
Abr09

Tempo de Fé

António de Souza-Cardoso

Acabámos de viver o tempo da Páscoa. Um tempo de meditação e sofrimento, mas também de renovação libertadora. Um tempo, principalmente, de Fé.

Depois virá o Pentecostes que nos obriga (pelo menos aos que acreditam, como Eu) a tirar consequências da nossa Fé, do nosso compromisso com Deus.

No Sábado, o Benfica jogou mais uma das suas finais.

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica fez tudo para ganhar.

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica foi miseravelmente prejudicado pelo árbitro (uma vez mais…).

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica não teve a fortuna do seu lado.

Ao contrário do jogo com o Estrela, o Benfica perdeu.

Com a escandalosa injustiça que a cruz da Páscoa simboliza. Mas, provavelmente, com a mesma força redentora.  

Porque  se é verdade que o Benfica perdeu 3 pontos (que até podem ser decisivos para a luta pelo título), não é menos verdade que ganhou mais do que isso em dignidade e em atitude.

Que ganhou mais do que isso em confiança na equipe e no seu treinador.

Que ganhou mais do que isso em esperança e convicção ganhadoras.

Quem viu os jogos “tipos Estrela” (que foram, infelizmente, demasiados) não saboreou bem a vitória, precisamente porque adivinhava que a jogar assim, mais tarde ou mais cedo, o Benfica seria abandonado pela sorte ou por uma arbitragem circunstancialmente favorável (ou, pelo menos isenta!).

Ao contrário, quem viu os jogos “tipo Académica” (e também foram alguns), sentiu misturado com o amargo da derrota, a doce esperança de voltar a ganhar. Apesar da falta de sorte, ou de justiça…

Por isso eu acho que, em tempo de Páscoa, mesmo no sofrimento da derrota, devemos prosseguir com Fé renovada na equipe.

Sem imolar ninguém, acreditando que sempre que o Benfica joga da forma empenhada e altiva como jogou, podemos perder alguma coisa, mas vamos ganhando futuro. O futuro que o Benfica não tem tido.

Neste tempo que é ainda de Fé devemos ganhar o que ainda temos para ganhar. Porque se o fizermos, provavelmente, não ganhamos mais nada. Mas estaremos mais próximos de ganhar o futuro.

Depois virá o tempo de Pentecostes, de tirar consequências do que fizemos e do que não fizemos. E de assumirmos a mudança do que está mal ou a continuidade do que está bem.

Mas isso, será só depois.

Até lá temos que cumprir a nossa Fé!

 

António de Souza-Cardoso

 

13
Abr09

SIGA A RUSGA

Pedro Fonseca

De repente todos começaram a falar, a dar palpites, a conceber estratégias. Saltaram da cartola os mais prováveis e os mais improváveis, os mais credíveis e os desacreditados, os notáveis, os papagaios e os diletantes. E os demais que ainda estão para vir.

 

É isto o Benfica. Um Mundo. Um clube apetecível, sempre apetecível. Espreitam os treinadores empregados e os desempregados, os nacionais e os estrangeiros – uma oportunidade de ouro para treinar um dos clubes mais famosos do planeta.
Cemitério de treinadores? Que importa, vale mais ser rei por um dia do que plebeu toda a vida. Os treinadores de bancada agitam-se em fóruns e mesas-redondas, debates e análises, elucubrações e reacções.
O mundo gira, o país consome-se em crises e desemprego, mas o Benfica, que diabo!, é o Benfica. As televisões esfregam as mãos, na expectativa de audiências recordes. Os jornais prometem capas mais sensacionais para o dia seguinte.
A paranóia chegou a tal ponto que um destes encartados pensadores da bola, há muito arredio destas vidas, chegou a alvitrar que “o Benfica devia assumir que não vai ganhar nos próximos anos e, assim, poder reorganizar-se”.
Tudo isto depois de uma derrota, na Luz é certo. Meu Deus!, o actual presidente e ex-presidente do Sporting quase que chegam a vias de facto perante o país e tudo continua na paz do Senhor. O fc porto está a dois dias de um jogo que o pode colocar nas meias-finais da “Champions” e nem uma agulha bule naquela quieta melancolia.
O Benfica, nós somos o Benfica. E sendo o Benfica, a dimensão das coisas mais comezinhas atinge proporções inusitadas. A esta altura já estou a ouvir os meus simpáticos leitores: “Este gajo está em exercício de diversão”. Puro engano.
O Benfica, sempre o Benfica, é o que nos interessa e o que nos une. Por isso, não deixa de ser engraçado toda esta agitação. Os sócios agitam lenços brancos nas bancadas da Luz, mas amanhã e depois encherão com a mesma fé, o mesmo sonho, essas bancadas.
Porque o Sport Lisboa e Benfica é dos sócios, dos mais de 200 mil que nos tornam o maior clube do Mundo. E se há coisa que os sócios do Benfica não são é burros. Souberam sempre, nos momentos mais complicados, ter a lucidez de indicar o caminho.
Nunca precisamos de promover listas de assinaturas encomendadas para garantir vagas de fundo artificiais. Somos o Benfica, a democracia antes da democracia, o clube do povo, a alma de Portugal.
O que significa uma derrota perante esta realidade? Uma dor passageira, uma noite mal dormida, uma irritação conjuntural. Há o levantar do chão, sacudir o pó e recomeçar o caminho que nos há-de levar à vitória.
Basta de auto-flagelação, como disse Quique, certo por uma vez. Ser solidário não é ser acrítico, querer a união não é esconder os erros, apelar à serenidade não é ignorar que algo deve mudar.
A reflexão temos de fazê-la entre nós. Para já ainda há um caminho a percorrer, com os que estão connosco. Um objectivo a perseguir, um lugar a conquistar, uma “Champions” para alcançar.
Até lá, vamo-nos divertindo com o foguetório, a girândola de ilusões, o carrossel desenfreado. Siga a rusga.
Post-Scriptum: Tivessem os árbitros tido um comportamento idóneo em algumas partidas do Benfica, de que o último caso com a Académica foi paradigmático (e nunca nos esqueceremos do que aconteceu no Dragão) e mesmo com todos os erros técnicos e opções erradas estávamos em boas condições de alcançar o título.
11
Abr09

Via Sacra em Sábado de Aleluia:).

Júlio Machado Vaz

Não crucifico gente que se esfarrapa em campo, desconhece a sorte,  encontra um guarda-redes em estado de graça e um árbitro que - sem surpresa! - considero assombrado pelo jogo da Amadora... 

Mas seria ingénuo ficar por aí. Momentos houve em que me pareceu ver o Benfica em 4-2-4, o que permite o regabofe já habitual esta época - o meio-campo do adversário chega a ensaiar "meiinhos" com o nosso:). Por arrastamento, a transição para o ataque não evita a tentação do pontapé longo para a cabeça de Cardozo. Que até vem melhorando nesse aspecto, mas não está devidamente acompanhado, Nuno Gomes é hoje um homem de tabelas e não de finalização. E será lógico ver Cardozo tantas vezes nas linhas laterais? Se ganhar a jogada, cruza para quem? Há quanto tempo não marca o Benfica de bola corrida? É ou não verdade que mesmo contra dez as oportunidades surgiram de cruzamentos bombeados? A raça de David Luiz faz esquecer a ausência de um pé esquerdo e da velocidade de recuperação necessária naquela posição? Carlos Martins tem classe para ser um número dez? Quando param as hesitações sobre o lugar ideal para Aimar (aquele "fora-de-jogo" no início...). Balboa para quê? Miguel Vítor não fez duas asneiras no mesmo lance, que terminou em golo?

Até ao final do campeonato o Benfica vai perder mais pontos e nem me surpreenderia que o próprio terceiro lugar acabasse por ficar em risco. O que é secundário, creio. Volto à mesma tecla - desde o primeiro post afirmei que não exigia títulos, mas nove meses depois não se vislumbra a consolidação que todos desejávamos. Acresce que há pormenores (?) ridículos. As declarações de Nuno Piloto na parede do balneário? Mas qual foi o crime do rapaz? Dizer que não jogamos o suficiente para ser campeões? Mas se ele dissesse o contrário eu medicava-o sem remorsos! E o treinador fala num certo espírito de vingança, por além disso a Académica nos ter ganho na época passada? Ou seja: se vencêssemos hoje  fazíamos uma festa por o jogador/estudante (bons tempos...) engolir palavras que continuavam verdadeiras? E "lavávamos" o banho de futebol de 2007/08? São hoje em dia esses os objectivos do Benfica? Por amor do Deus em que não acredito, é preciso ter a noção do ridículo para não mergulhar nele!

Nuno Gomes disse que se calhar era melhor jogar mal e ganhar. Trata-se de um desabafo comodista. É verdade que as grandes equipas ganham, mesmo jogando pouco. Pelo golpe de génio de um jogador, o alto índice de aproveitamento de oportunidades que se contam pelos dedos da mão, a teimosia de que fala o ditado popular - "água... em pedra dura, tanto dá até que fura". Desculpem as reticências, mas há palavras que na minha idade já se evita por superstição:))))).

Não basta decretar que jogar bem não compensa...  Ou culpar a arbitragem, que, sem dúvida!, considero ter-nos prejudicado. Mas nas actuais condições, tal discurso assume o estatuto de cortina de fumo. Passe o exagero, a nova época já começou. Há contratações rotundamente falhadas a corrigir e encaixes a realizar. Considero uma burrice deixar partir Cardozo, o homem precisa é de jogar e na posição para que está talhado! Partiríamos da dupla Nuno Gomes/Mantorras para os quatro atacantes necessários? Mas um já não é um verdadeiro ponta de lança, o outro tem um cantinho de particular enlevo no nosso coração, mas não noventa minutos nas pernas. Di María, que teima em não amadurecer, e um dos centrais, diria eu. Se Rui Costa resistir aos lenços brancos em nome da estabilidade, seria pedir muito que Quique percebesse como se joga em Portugal contra os grandes? Ou a culpa é do pobre Diamantino, "promovido" a observador dos adversários e vivendo num limbo clandestino? A decisão é difícil e o menino Rui será responsabilizado por ela... 

Sim, porque acabo de ler as declarações de Quique. Como de costume, deviam ser gravadas e utilizadas nos cursos de formação de treinadores para explicar que não se pode justificar tudo com as arbitragens. Mas... "O título começa a ficar muito longe"? "foi uma época em que tivemos de nos habituar a muitas coisas novas..., não se pode pedir muito mais"?

Pois eu peço decoro!

Bom Domingo de Páscoa para todos, gente:).

10
Abr09

Que as amêndoas sejam doces...

Paulo Ferreira

Em fim de semana de Páscoas, desejo que o meu Domingo seja feliz e que o nosso Benfica para isso contribua!

 

 

Espero que a semana depois do jogo com a Académica seja bastante mais feliz que a anterior. Na passada semana assisti a um Benfica que me envergonhou com a sua exibição na Amadora e a uma exibição convincente do líder frente a um Guimarães que seria porventura o adversário mais complicado que teria até final da Liga.

Depois na 3ª feira assisti a uma exibição de nível do FC Porto na Liga dos Campeões frente a uma equipa com um orçamento 4x superior!

 

 

Mais à frente a semana brindou-nos com o fica não fica de Quique na1ª página, as declarações de Carlos Martins sobre a forma como ignora as críticas dos adeptos e hoje Bagão volta a piscar o olho à liderança do Clube (curiosamente lançando análises ao FCP – afinal os “grandes benfiquistas” também olham a norte…), enquanto se fala (ainda) de Miccoli e da continuidade "tremida" de Luisão.

 

 

Neste momento não existe ponta por onde se pegue no Benfica. As exibições são miseráveis e já não se pode falar em dar tempo, simplesmente porque o Benfica neste capítulo não evolui...regride! E o que Carlos Martins diz ontem espelha bem o porquê...pura e simplesmente os jogadores (salvo raras excepções) são um conjunto de vaidosos aburguesados com os bolsos cheios e sem vergonha nem sentido do que é vestir aquela camisola!

 

E mais grave que isso é que os deixam ser assim...

 

 

Apesar de ainda existirem objectivos este ano, é urgente preparar-se o futuro de imediato para que deixemos de vez de andar a vender sonhos e ilusões. Luís Filipe Vieira deve assumir já se se recandidata e se sim qual o seu plano para conseguir fazer o que não conseguiu até agora! E deve ter a coragem de defender que a ida à urnas seja antes de Outubro para não se correr o risco de mandar mais um ano para o lixo com a treta do costume a que se convencionou chamar “novo ciclo”.

 

 

O único “novo ciclo” que a mim me interessa é aquele que leve o Benfica onde TEM de estar e para isso nem precisa de investir. Pode até desinvestir se com cuidado:

1)      Segurar quem interessa para depois não andar a chorar sobre quem deixou sair (na maior parte das vezes para depois ir gastar mais em quem rende menos)

2)      Despachar já quem veio passar férias a um país com Sol

3)      Promover os talentos oriundos da Formação (afinal não lutamos pelo título de Juniores há 3 anos?)

4)      Encontrar jogadores jovens e ambiciosos (com talento naturalmente) que garantam estar de alma no Benfica e que deixem tudo em campo

5)      Proteger esses talentos para depois não se perderem no Benfica (ao invés de potenciarem o que têm) e dizerem depois como Coentrão “deslumbrei-me em Lisboa”

 

 

 

 

Encontrado o Grupo (jogadores e equipa técnica…e por favor deixem lá em paz o Erickson) que dê estas garantias é depois preciso fechá-lo num ambiente de exigência total de treino, metodologia de actividades que garanta um serviço ao clube permanente e que não se resuma a “ir ao treino”, estratégia de comunicação decente, relação com empresários controlada, responsabilização global em que quem pisa o risco sabe que isso tem consequências sérias e mais um conjunto de medidas que não descrevo exaustivamente mas que garantem um grupo unido, solidário, ambicioso e com uma sede de vitória que se manifeste em campo…sempre!

 

 

Espero que este ano as amêndoas sejam doces, mas sobretudo quero no futuro próximo não ter dúvidas que o Benfica que se apresentará no dia seguinte não me irá envergonhar! E esse futuro não pode esperar.

 

 

Boa Páscoa,

Paulo Ferreira

09
Abr09

QUANTO TEMPO DEMORA CONSTRUIR UMA EQUIPA?

Bruno Carvalho

 
Por incompetência, por não serem capazes de ganhar, os actuais dirigentes do Benfica apenas sabem falar do sistema ou dizer que as equipas demoram muito tempo a formar.
 
Relativamente ao sistema já falei na semana passada, por isso vou agora abordar o tema do tempo que demora a construir uma equipa.
 
Quanto tempo demorará?
 
Para isso acho útil que se olhe para alguns exemplos.
 
Quanto tempo demorou Mourinho em fazer do FC Porto Campeão Nacional e vencedor da Taça UEFA?
 
Quando chegou ao FC Porto, Mourinho encontrou um clube desfeito que não era campeão há 3 anos e que se preparava para nem sequer se qualificar para as competições europeias.
 
José Mourinho chegou a meio da época para substituir Octávio Machado e conseguiu qualificar, in extremis, o Porto para a Taça UEFA.
 
No ano seguinte, o FC Porto com alguns jogadores do Leiria, do Setúbal e até do Benfica (como sempre!) foi Campeão e ganhou a Taça UEFA e no ano seguinte ganhou outra vez o campeonato e foi Campeão Europeu, tendo feito tudo isto sem andar a gastar fortunas em estrelas decadentes.
 
Afinal quanto tempo demora a construir uma equipa?
 
Será que pode demorar alguns meses ou tem sempre que se esperar muitos anos?
 
Olhei para o FC Porto como podia ter olhado para o Chelsea.
 
O Chelsea foi campeão logo no ano de estreia de Mourinho, coisa que não acontecia há mais de 50 anos.
 
E no ano seguinte, o Chelsea voltou a ser campeão.
 
Então quanto tempo é que é preciso para construir uma equipa?
 
No entanto, o mais grave é o que se está a passar este ano e que muitos benfiquistas ainda não se aperceberam.
 
Ora vejamos.
 
Depois de no final da última época ter vendido Ricardo Quaresma ao Inter e Bosingwa ao Chelsea e ter visto Paulo Assunção sair intempestivamente para o Atlético de Madrid a que podemos somar a saída de Pepe para o Real Madrid na época anterior, era sabido que o FC Porto precisaria de reconstruir a sua equipa.
 
Para os mais desatentos o FC Porto deste ano tem 6 titulares que o ano passado nem sequer estavam no clube: Cissokho (21 anos), Sapunaru (24 anos), Rolando (23 anos), Fernando (21 anos), Cristian Rodriguez (23 anos) e Hulk (22 anos).
 
Como se pode verificar, este ano, o FC Porto reconstruiu totalmente a sua equipa.
 
E com que resultados?
 
Já se sabe que nos anos em que o Porto tem que reconstruir a equipa fica mais vulnerável, mas este ano o FC Porto lidera o campeonato, está perto da final da Taça de Portugal e vê-se a forma como está a jogar na Liga dos Campeões.
 
Parece-me claro que o FC Porto durante este época, com muito trabalho e sem alaridos nem entrevistas do seu Director de Comunicação, fez o seu trabalho de reconstrução da equipa.
 
E isso é muito perigoso.
 
É que o Porto já é Tri-Campeão e poderá tornar-se Tetra este ano.
 
Com a equipa refeita, o FC Porto poderá estar a preparar-se para ganhar mais 3 ou 4 campeonatos seguidos o que poderá anunciar um ciclo nunca antes visto no futebol português de vermos uma equipa ganhar 7 ou 8 campeonatos seguidos.
 
Podemos estar a ver o início de um fenómeno do tipo Lyon no futebol português.
 
Em França o Lyon já ganhou 7 anos seguidos e finalmente este ano tem concorrência no campeonato francês.
 
Em Portugal, olhando para Benfica e Sporting só se vê o vazio.
 
O vazio de ideias e de ambição.
 
Há muito que o Sporting desistiu de lutar por ser campeão todos os anos. O objectivo do Sporting é claro: ficar à frente do Benfica para poder entrar na Liga dos Campeões e ganhar uma Taça de Portugal ou uma Supertaça, de vez em quando, para calar os seus adeptos.
 
No Benfica fala-se sempre que se quer ser campeão, mas há 3 anos seguidos que ficamos em 3º ou 4º lugar e a única coisa que conseguimos ganhar são Taças do Guadiana ou, agora, Taças da Liga.
 
Quando vejo o Porto a jogar daquela forma na Liga dos Campeões sinto uma enorme frustração por ver aonde chegou o Benfica.
 
Enquanto o Benfica e o Sporting fazem tanto barulho por causa de uma Taça da Liga o FC Porto luta pela Liga dos Campeões.
 
É que, apesar da fanfarronice e de tantas palavras ocas, ficou claro o desempenho miserável do Benfica na Taça UEFA, onde ficou em último de um grupo constituído por equipas vulgares, enquanto o Sporting andou a humilhar-se e a envergonhar o País ao perder por 12-1 com o Bayern de Munique.
 
Que pena ver o Benfica neste estado.
 
Que pena ver tantos benfiquistas resignados a isto.
 
Muitos me dizem que falo muito do FC Porto. Provavelmente é verdade. Mas falo porque quero ser melhor do que eles e não quero fazer a figura de avestruz que muitos fazem.
 
Fica feito aqui o aviso: continuem a falar do sistema e dos anos que demoram a construir equipas e o resultado será o de o Benfica nunca mais ganhar nada.
 
Até quando os benfiquistas acreditarão nestas histórias?
 
Sei que muitos já despertaram, mas o que mais me incomoda é a resignação e conformismo de muitos.
 
Sei que é possível quebrar este ciclo.
 
Vamos lá então responder à pergunta inicial: quanto tempo demora a construir uma equipa?
 
Demora o tempo que a competência precisa para actuar.
 
Não são precisos anos a fio, mas sim saber.
 
Esse é o principal problema do Benfica.
 
No Benfica falta saber fazer as coisas, falta competência, falta organização, falta planificação, falta esforço, falta humildade e falta cultura de exigência.
 
Até quando?
 
Saudações Benfiquistas,
 
Bruno Carvalho
 
08
Abr09

Pequenos Pormenores

António de Souza-Cardoso

 

Finalmente de regresso ao campeonato que nos permite tangibilizar teorias naquilo que verdadeiramente nos importa que é o jogo, vale a pena perceber o que é e o que não é do caminho do Benfica.

Tenho sido acusado de atacar sistematicamente esta Direcção e de o fazer com maior assiduidade e contundência desde que o Bruno Carvalho anunciou neste Blog a sua candidatura.

A verdade é que já no ano passado, antes de iniciarmos este Blog que teve também a motivação de ajudar a repensar o Benfica (nem tudo estaria bem já naquela altura), manifestei publicamente as minhas reservas sobre a qualidade da gestão desportiva do Clube e sobre o deficit de Cultura de Organização de que sofria. Fi-lo reiterada e publicamente, no programa semanal de Televisão “a Bola é Redonda” onde, no final da época, fui (com nítida vantagem para o Canal e para os telespectadores) substituído pelo meu Amigo Pedro Fonseca.

Depois foi o tempo romântico de fundar um espaço de reflexão a que quisemos dar o sugestivo nome de “Novo Benfica”.

Como todos os Benfiquistas seguimos com esperança a “transfiguração” de Rui Costa. Critiquei, oportunamente, o facto do Presidente do Benfica, esconder os inesquecíveis resultados desportivos da época anterior, através da hipoteca do futuro de Rui Costa, prematuramente promovido a Director Desportivo, potencial Presidente ou…, a sabe Deus o quê?

 No tempo de nos desculpabilizarmos vale tudo, mesmo transformar um jogador decisivo como foi o Rui na época passada, num “bem futuro”, de putativas expectativas e com quase tudo por cumprir. E enquanto ainda jogava (!!!)

Percebo mas não aceito esta permanente desresponsabilização de Luis Filipe Vieira.

Depois foi o tempo de um grande treinador, à imagem de Rui Costa, e do impulso que o Presidente do Benfica queria para a equipe de futebol.

Com Quique Flores, um homem com a cultura do mítico Real Madrid, empenhavam-se as esperanças da Direcção e também novo Director desportivo que o escolheu.

Com Quique Flores vieram para o (quase galáctico) universo do Clube novas estrelas como Reyes, Suazo ou Aimar, num esforço inusitado para um Clube que não consegue (de há muitos anos) colocar os seus activos no cada vez mais enxuto mercado internacional, nem ter acesso às provas que verdadeiramente financiam os clubes de maior dimensão.

Ninguém podia negar a esperança (mais uma) dos benfiquistas perante esta promessa (mais uma) de mudança que nos foi servida com cores garridas e inabaláveis convicções.

Este final de Quaresma impele-nos sempre para uma introspecção avaliativa -“quid Iuris” de tanta promessa, de tanto e bom futuro hipotecado, de tantos milhões de euros que fogem como areia das mãos do Clube?

Nada, uma vez mais, não ganhamos nada.

E porque será?

Fazendo aquela comparação com o F.C. Porto que os meus detractores tanto gostam:

Se compararmos os jogadores um a um, provavelmente ganhamos;

No comparativo dos treinadores eu também escolheria Quique Flores (Jesualdo já deu e já era no nosso Benfica);

No paralelismo dos Directores desportivos, confesso que nem sei bem quem é o do F. C. do Porto (?);

Então porque será? Onde está a diferença entre um Porto que vimos ontem empatar garbosamente com o Campeão do Mundo em Old Trafford (ou ganhar contundentemente ao Guimarães, para não me falarem já de motivações) e o Benfica que ganhou pela margem mínima a uma equipe de desempregados, sem que o sistema tivesse (desta vez) culpa nenhuma.

Para esta Direcção do Benfica é sempre mais fácil o canto da sereia que apenas promete o melhor dos amanhãs.

Hoje, porque a Páscoa se aproxima, vai imolando o Cordeiro espanhol Quique Flores constituído arguido de todos os males de mais um insucesso Benfiquista (quem o escolheu, quem foi?).

Hoje, porque as eleições se aproximam, vai insinuando novos e triunfantes ciclos, no meio de quixotescos golpes de espada aos moinhos de vento que a justiça não quer condenar (não que eu não tenha inquietudes com a Justiça…).

A verdade, meus Amigos, que alguns só não querem ver é que há muitas pequenas diferenças de cultura, de postura, de organização, de crença, de confiança, que só estão ao alcance dos líderes e que se contaminam pelos seus seguidores. São, porventura, pormenores, mas fazem seguramente toda a diferença.

Eu limito-me a fazer o teste do algodão: olho para a equipe do Porto (feita, como a nossa, com tantas coisas novas e com tão menos dinehiro) e para a minha equipe a jogarem e vejo, com infinita tristeza, a diferença - os senhores não vêm???. E percebo a treta do treinador, dos sistemas, dos directores desportivos e de todo o baú de desculpas onde se esconde a Direcção do Benfica.

E fico com tremendas saudades de alguns pequenos pormenores – de entrega, de dedicação, de liderança, de autoridade e de raça.

E fico com saudades daquela mistura entre a pele e camisola que encontrávamos, por exemplo, em Petit.

O “petit” pormenor de um dos últimos moicanos da mística benfiquista. Um dos últimos verdadeiros capitães do Benfica. Que não desistia, nem deixava desistir, que liderava, que unia, que organizava, que nunca queria menos do que ganhar. Que era um líder, natural, verdadeiro, a quem se podia entregar um balneário, apesar do treinador ou do director desportivo. Um Ícone que o Benfica deve fazer regressar a casa.

Como foi possível, apesar de tantos milhões ter perdido Petit? Ou Micolli, ou Leo, ou Cristian Rodriguez (que exibição de sonho com a camisola errada)?

Pequenos pormenores que fazem grande diferença e não nos deixam voltar a ser Grandes!

.

António de Souza-Cardoso

 

07
Abr09

SOS - cont.

Miguel Álvares Ribeiro

 

Tenho sido um defensor constante da necessidade de estabilidade para construir um projecto desportivo de sucesso no futebol do Benfica.

 

Com algumas excepções recentes, gosto muito da postura correcta, educada e que não procura desculpas fáceis para os insucessos, de Quique Flores.

 

Apesar disso, a minha minha confiança na capacidade técnica e táctica de Quique tem vindo a diminuir muito nos últimos tempos, em função das paupérrimas exibições do Benfica contra equipas de segundo plano. Acresce que o Benfica jogava bem e com alegria na fase inicial da época (lembro-me em particular dos jogos contra Guimarães, Sporting e Nápoles) e agora parece uma equipa sem rumo, que soçobra à primeira contrariedade, o que não abona em favor do trabalho da equipa técnica.

 

Por outro lado, deve reconhecer-se que nos últimos anos temos tido bons jogadores e os resultados não aparecem, sistematicamente, com diversos treinadores, a quem se reconhece competência, pelo que a culpa certamente não será só (eventualmente, nem  será principalmente) deles…

 

À Direcção do Benfica, com particular responsabilidade para Rui Costa, compete analisar profundamente o funcionamento da estrutura do departamento de futebol do Benfica e identificar as falhas que têm impedido o sucesso.

 

Esta é certamente uma tarefa difícil e eventualmente ingrata, pois irá mexer com pessoas que vêm servindo o Benfica, admito até que de forma empenhada e desinteressada, mas que não estão à altura das responsabilidades que lhes estão confiadas. Neste domínio não pode haver contemplações e os responsáveis por essas falhas têm que ser responsabilizados e substituídos nas suas funções.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2010
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2009
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2008
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D