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Novo Benfica

Novo Benfica

16
Fev09

O BENFICA GLOBAL

Pedro Fonseca

Podia chamar-lhe o Benfica Ecléctico, mas prefiro chamar-lhe o Benfica Global. Vou hoje abordar a questão das modalidades, centrando-me naquelas 5 que são consideradas as modalidades de alta competição: Basquetebol, o Andebol, o Hóquei Patins, o Voleibol e o Futsal. Mas podia falar de muitas outras, como, por exemplo, o paintball (é verdade... o paintball).

Ao longo da minha vivência benfiquista, tive várias referências, nomeadamente no futebol: Humberto, Chalana, Diamantino, Vítor Martins, Néné, Bento – seria estultícia da minha parte elencar todos os nomes que envergaram a camisola vermelha e que eu aprendi a glorificar.
Ao lado destes, não posso esquecer os nomes de Carlos Lisboa, Jean Jacques, Livramento, Ramalhete, Ricardinho, e os grandes do nosso atletismo, como António Leitão, José Carvalho, Anacleto Pinto ou agora os nossos Nélson Évora e Vanessa Fernandes.
Porque falo disto? Porque ao lado do eclipse das vitórias no futebol, na década de 90, também se verificou a mesma realidade nas modalidades. E se no futebol já se começam a ver fortes lampejos de luz, nas modalidades o sol também começou a raiar com intensidade.
Num caso como noutro, é só a partir da ascensão à liderança do Sport Lisboa e Benfica de Luís Filipe Vieira que se faz o regresso às vitórias. No futebol, a memória não nos trai – depois de 11 anos sem títulos, vencemos em 2003/04 a Taça de Portugal e em 2004/2005 o Campeonato e a Supertaça – todos sob a liderança de Vieira.
Nas modalidades, talvez que a memória esteja menos fresca. Por isso, aqui vai: no andebol, após 18 anos sem vencer o campeonato, regressamos ao título em 2007/08, e vencemos 2 taças da liga (2006/07 e 2008/09); a taça de Portugal não é ganha desde 1986/7 e a supertaça desde 1993/4.
Hoje, o andebol luta ombro a ombro por nova vitória no campeonato, e a recente vitória na taça da liga faz crer que o título máximo não irá fugir.
No basquetebol, os últimos títulos datam da década de 90, e não somos campeões desde 1994/5. Ainda revemos com um enorme prazer nostálgico as soberbas exibições daquele “cinco” mágico: Lisboa, Guimarães, Jean Jacques, Henrique Vieira e Mike Plowden. Gigantes que derrotaram os maiores da Europa, como o Real Madrid.
Hoje, comandados por essa glória que dá pelo nome de Henrique Vieira, vamos com 21 vitórias consecutivas e, tudo o indica, a caminho de vencer, de novo, o campeonato.
No hóquei, já vai longe o tempo das glórias do rinque, Livramento, Ramalhete ou Jorge Vicente. O campeonato não é ganho desde 1997/8, a taça de Portugal desde 2001/02 e a supertaça desde 2001/02. Este ano, com uma equipa jovem, estamos a poucos pontos do 1º lugar e face aos últimos resultados (nomeadamente a goleada infringida a FC Porto na Luz) com todas as condições para lutar pelo título no “play off”.
No voleibol, fomos campeões em 2004/05, quando não o éramos desde 1990/1, e ganhamos 3 taças de Portugal, em 2004/05, 2005/06 e 2006/07, o que não acontecia desde 1990/1. Este ano, as coisas não têm corrido na perfeição, mas a experiência de outra glória, que comanda a equipa há alguns anos, José Jardim, inspira todos os sonhos, até porque já vamos numa série de vitórias consecutivas.
Por fim, a nova modalidade, coqueluche das tv´s e dos pavilhões, o futsal. Pois aqui, o Benfica é rei e senhor, tendo sido 4 vezes campeão, 3 vezes vencedor da Taça e outras 3 da supertaça desde 2002/03. Neste período ainda foi finalista da UEFA Cup e da Taça das Taças. E temos um dos melhores jogadores do mundo, Ricardinho, muito assediado extra-muros mas que acabou por renovar com o Benfica.
E podíamos ainda falar das vitórias olímpicas de Nelson Évora e de Vanessa Fernandes, cujo ouro conquistado em Pequim, em Agosto passado, tornou o Benfica o clube português mais medalhado em Jogos Olímpicos.
Ainda recentemente, uma das nossas jóias da coroa, a Vanessa, assinou com o Benfica um contrato por mais 5 anos, num acto de gestão desportiva que merece todos os aplausos. Mas há mais. Falemos de infraestruturas…
Dois magníficos pavilhões, no complexo desportivo da Luz, são o sinal de que não é por falta de condições que os títulos vão falhar. Os nossos mais directos adversários ou não possuem qualquer equipamento, andando de casa às costas (Sporting) ou só agora estão a concluir um minimalista pavilhão, que não chegará para as encomendas (FC Porto).
Mas há mais. Enquanto o Benfica tem estas 5 modalidades de alta competição, o Sporting apenas possui 2 (futsal e andebol) e o FC Porto 3 (andebol, basquetebol e hóquei). Parece que já estou a ouvir: está tudo muito bem, mas o futebol?
Podem as vitórias nas modalidades substituir as do futebol? Não podem, claro. Nem o seu contrário é verdadeiro. Mas quando lemos Henrique Vieira, em recente entrevista a “A Bola”, dizer qualquer coisa como isto: “Todos os meses temos reuniões com o Presidente”. Sabemos que o Benfica Global não é hoje uma expressão nem um conceito sem sentido.
É uma ideia, um ideal, um espírito. Que já sofreu muitos tratos de polé (ai se Cosme Damião soubesse!), mas que tem vindo a reforçar-se, a fortalecer-se, numa lógica que passa por pensar uma instituição como um todo, no futebol e nas modalidades, e mesmo muito para além das paredes do estádio, dos pavilhões e das piscinas. E muito, mas mesmo muito, para além das próprias fronteiras pátrias. É este o Benfica Global que amamos.

Post-Scriptum: Nas últimas semanas, Luís Filipe Vieira celebrou um acordo de grande envergadura com a Sagres (Centralcer), cujo valor é invulgar para o mercado português. A Sagres vai passar a patrocinar todas as modalidades do Sport Lisboa e Benfica. Mais um acto de gestão de relevante significado para o engrandecimento do Benfica Global.

13
Fev09

E que tal olharmos para o Paços de Ferreira ?

Paulo Ferreira

Inevitavelmente ainda se vive o rescaldo do Clássico FC Porto vs Benfica. Como é óbvio e já sobejamente falado, o penalty de Reys talvez seja (olhando com isenção diria que tanto aceito que se marque como que não se marque) e o penalty de Yedba não existe.

 

 

O que me custa é que é muito mais grave ver-se o que não aconteceu, do que escapar algo que possa ter acontecido. Sobretudo quando a posição do árbitro é tão boa. Teoria da Compensação? Pressão? Acto Premeditado? Não sei, mas que foi decisivo…foi!

 

 

Não prática fomos prejudicados, podíamos ter ganho, o FC Porto em relação às claques e adeptos do Benfica portou-se com a classe do costume e Jesualdo soltou mais uma vez a sua inconsistência e desonestidade intelectual. No fundo, não de novo!

 

 

No entanto, não alinho pelo discurso de que assistimos a um grande Benfica no Dragão! Assistimos a uma equipa que se apresentou com uma boa atitude, tacticamente esteve bem e que no fundo foi melhor que um FC Porto que definitivamente este ano está bem mais fraco. E penso que com um pouco mais de crença e ambição podíamos ter ganho…mesmo tendo em conta os erros de arbitragem!

 

 

O que me deixa desconfortável no Benfica não é a forma como aborda os jogos com os grandes, mas como tantas vezes aborda os jogos com os mais pequenos. Se o Benfica está ou não no caminho certo, não me parece que seja o jogo do FCP que o define, mas sim o que por exemplo acontecerá já este fim-de-semana em casa com o Paços de Ferreira. A questão que me assola é que Benfica teremos? Será que a atitude, profissionalismo, cultura de vitória e responsabilização se instalou definitivamente? Espero que sim, e que o jogo passado não tenho sido apenas um fogacho (com já aconteceu anteriormente) decorrente de um jogo onde os níveis de motivação estão nos píncaros e os olhos do mundo com atenção aos desempenhos individuais.

 

 

Por isso mesmo, espero que os jogadores, treinadores e até dirigentes esqueçam o jogo do Porto e os castigos que andam a pedir para Bruno Alves ou Lizandro! E que tal focar as atenções no importante jogo em casa que é já no Domingo? É que desse é que advém pontos mais do que necessários para uma equipa que tem obrigação de ser campeã.

 

 

Naturalmente que o Benfica deve pressionar os seus adversários e as estruturas que gerem o futebol quando estas não funcionam. Mas é importante gerir timings, agir no momento, e sobretudo não desfocar a atenção do essencial e encontrar pretextos que justifiquem o injustificável!

 

 

O jogo com o Porto revoltou-me, mas o futuro é o caminho! Com ambição e cultura de vitória seremos campeões porque somos melhores e se necessário contra tudo e contra todos. Será que ela existe de forma consistente? Veremos…

 

 

Saudações Benfiquistas,

Paulo Ferreira

12
Fev09

SÉTIMO CÉU

Bruno Carvalho

             

 

Sei muito bem que alguns aguardam este meu texto com saliva a escorrer-lhes pelos cantos da boca, tal a ansiedade em que estão para me poderem criticar, uma vez que acham que chegou uma boa altura para isso.
 
É curioso, porque esses que tanto me querem atacar julgam-se mais benfiquistas do que eu e, não é menos verdade, que eu me julgo muito mais benfiquista do que eles, pelo menos no sentido daquilo que eu defino o que é ser benfiquista.
 
Como não gosto de desiludir ninguém, vou escrever um texto de acordo com a minha forma de ver as coisas.
 
A minha principal conclusão é que o status quo do Benfica, isto é, os actuais dirigentes do Benfica e todos aqueles que com o seu apoio têm vindo a sustentar a actual situação do Benfica devem estar muito felizes, devem mesmo ter subido ao sétimo céu que é, como se sabe, o paraíso supremo.
 
É fácil de explicar o motivo que me leva a dizer isso: o Benfica colocou-se exactamente na posição em que tanto gosta de estar e que lhe retira toda a pressão.
 
O Benfica, apesar de não ter ganho no Dragão e consequentemente não ter atingido o primeiro lugar no campeonato, conseguiu aquilo a que tanto nos acostumou: conseguiu, uma vez mais, colocar-se na posição do coitadinho, do clube permanentemente roubado e espoliado pelos maus, pelos árbitros, pelo presidente da arbitragem, pelo sistema, por tudo e por todos.
 
Neste momento, o Benfica já não precisa de ganhar. O Benfica já tem a desculpa perfeita para o caso de não ganhar.
 
Na realidade, após este jogo, o Benfica já nem precisa de ser campeão. Já há culpados a quem se poderá apontar o dedo e, assim, todos dormirão mais tranquilos.
 
Perguntam-me logo todos: “então o penalti do Yebda, foi ou não falta?”
 
Não, não foi penalti. Digo isso com toda a clareza, mas também me parece que não o foi por mero acaso, pois o Yebda bem se esforçou por fazer a tal falta e não toca nos pés do Lisandro por milagre.
 
Mas, de facto, não foi penalti e eu detesto, como qualquer outro benfiquista, que o Benfica seja injustiçado por uma decisão errada de um árbitro.
 
Dito isto, não acho que o Benfica tenha empatado o jogo apenas por causa do árbitro, mas sim, sobretudo, pela sua falta de ambição demonstrada na segunda parte, uma vez que, estando a ganhar por 1-0, foi pouco o que fez no jogo para ampliar a vitória, limitando-se a tentar não sofrer o empate.
 
Bem sei que é tudo uma questão de expectativas, mas, na minha opinião, este Benfica podia e devia ter feito muito melhor.
 
As recentes declarações públicas dos dirigentes máximos do Benfica mostram uma grande satisfação com a atitude do Benfica no jogo contra o Porto. Apenas posso entender que estejam satisfeitos porque ou estavam à espera de pior ou, então, não são capazes de exigir mais. É tudo uma questão de ambição. Quem tem pouca ambição normalmente contenta-se com pouco.
 
Parece-me claro aquilo que venho dizendo há muito tempo: o Benfica tem um plantel claramente superior ao do Porto e quem tivesse alguma dúvida disso bastava olhar para os dois bancos de suplentes. O Benfica tinha sentados no banco Cardozo, Nuno Gomes, Di Maria, Carlos Martins, Binya, Jorge Ribeiro e Quim, enquanto o Porto tinha Mariano González, Farias, Pedro Emanuel, Stepanov, Guarin, Tomás Costa e Nuno Espírito Santo. A diferença parece clara.
 
Assim, quando se é melhor deve jogar-se para ganhar.
 
Ao Benfica, para vencer a partida, faltou-lhe o denominado “estofo de campeão”, faltou-lhe a crença nas suas próprias capacidades, faltou-lhe a mentalidade ganhadora.
 
No Benfica há muito que se preferiu instalar um discurso de desculpabilização e de empurrar as responsabilidades para outros.
 
Talvez a maioria dos adeptos do Benfica não goste, não perceba, ou não queira perceber, o que vou escrevendo neste blog, mas uma coisa posso assegurar: com outra mentalidade, com outro discurso, com outra atitude, provavelmente teríamos ganho, até com alguma facilidade, no Dragão.
 
É claro que é mais simples, mais cómodo e, sobretudo, traz muito mais popularidade responsabilizar os outros pelos nossos fracassos.
 
Neste aspecto, o Benfica está no perigoso caminho de hostilizar tudo e todos, queixando-se permanentemente dos árbitros, de todos, tratando-os como se todos fossem uns criminosos e corruptos.
 
Aqueles que acham que o Benfica é o principal prejudicado pelas arbitragens deveriam olhar para o caso do Sporting de Braga.
 
O Braga veio à Luz dar um banho de futebol ao Benfica e só não ganhou devido a vários erros do árbitro. Na semana seguinte podia e devia ter ganho ao Porto e isso só não sucedeu, novamente, devido a erros de arbitragem.
 
Se estes dois jogos tivessem acabado com a merecida vitória do Braga, o que teria sucedido não fosse a influência dos árbitros, neste momento o Braga teria mais 6 pontos, o Porto menos 3 e o Benfica também menos 3. Neste momento, o líder do campeonato seria precisamente o Braga com 35 pontos, o Porto teria 32 e o Benfica, Sporting e Leixões teriam 31.
 
Já agora, aproveito para perguntar aos meus consócios benfiquistas que se limitam a olhar para as arbitragens, como é que é possível que o Benfica deste ano consiga ter apenas mais um ponto que a desgraça da equipa do ano passado?
 
Como é possível que Suazo, Aimar, Reyes, Ruben Amorim, Katsouranis, Yebda, Carlos Martins, Luisão, Sidnei, David Luiz & Companhia tenham, ao final da 17ª jornada, apenas mais 3 pontos que o Leixões e terem mesmo sido eliminados da Taça de Portugal por esse mesmo Leixões?
 
Um Leixões que teve mesmo que vender a sua maior estrela, Wesley, que saiu no final de Dezembro por 350 mil euros! Parece, de facto, um valor irrisório para quem se habituou aos 300 mil euros por mês que recebe Suazo ou dos 220 mil euros mensais que recebe Reyes.
 
Os jogadores de Matosinhos chamam-se Beto, Braga, Chumbinho, Zé Manel ou China. Não são meninos ricos e mimados que passam a vida a chorar e a lamentarem-se dos árbitros.
 
Para concluir, reitero o meu ponto de vista: o problema principal do Benfica prende-se com a cultura do próprio clube. O Benfica afastou-se de uma cultura de exigência e conquista para uma cultura de vitimização e de desculpabilização.
 
O Benfica chegou a ter o Porto à sua mercê, mas faltou-lhe a ambição dos campeões para desferir o golpe final. O Benfica não ganhou porque lhe faltou mentalidade ganhadora e a prová-lo esteve a substituição de Suazo por Di Maria,
 
Agora temos o Benfica de que muitos gostam. Um Benfica coitadinho, um Benfica prejudicado, um Benfica vitimizado, um Benfica que não é campeão porque não o deixam.
 
Está aberta a caixa de Pandora de todas as desculpas para não sermos, uma vez mais, campeões.
 
Sei que muitos estão fartos do que eu digo. Mas saibam que eu também estou farto de todos aqueles que se resignam à condição de coitadinhos.
 
Saudações Benfiquistas,
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: Ao contrário do que alguns, menos atentos, pensam, eu não estive silencioso. Eu, por regra interna do blog, escrevo à 5ª feira e respeito sempre o meu compromisso.
  
11
Fev09

Ao Colo da Impunidade!

António de Souza-Cardoso

 

Tinha referido no post anterior que para o “Jogo da Época”, a bem do futebol português, se dispensavam as “mãos invisíveis” que, dizem, insistem em manipular os corredores da bola.

Ao contrário, para o “Jogo da Época” desejei que estivessem apenas convocados os pés visíveis e virtuosos que viessem a pisar o verdadeiro relvado, onde a disputa franca e leal deveria acontecer.

Infelizmente a mão invisível venceu o pé virtuoso e tivemos um empate no terreno de jogo e uma clara derrota na “purificação” do futebol português.

Empatamos um jogo que devíamos ter ganho. Por infeliz denegação da justiça.

 E os Portistas sabem-no. Claro que esgrimirão sempre com pequenos incidentes que os houve de um lado e do outro. Quanto mais não seja por simples “descarga” dialéctica. Mas no fundo, sabem que a mão invisível saiu, desta vez, em seu amparo.

E será que foi desta vez? Ou vale a pena falar em recorrência ou, naquela ocorrência sistémica que Dias Ferreira começou por denunciar, com o enigmático nome de “sistema”?

Se fizermos memória ou ensaiarmos um breve balanço deste tema sentimos que o “sistema” pareceu estremecer com o processo apito dourado. Mas depois, como a montanha não conseguiu parir mais do que o rato habitual, o próprio sistema terá sentido que, afinal, o crime até compensa.

Vale a pena recordar, a este propósito, aquilo que aconteceu ou não aconteceu (ainda?) com o castigo de 6 pontos aplicado ao F. C. do Porto. Como está este caso? Como foi e está a ser resolvido? Que epilogo e explicação existirão para a estória deste obscuro processo?

Vamos ao outro lado da questão – o jogo.

No jogo ficou comprovado aquilo que referi também no post anterior. É já certo que o Porto está pior do que em épocas anteriores. É também evidente que o Benfica tem mais e melhores actores (jogadores, equipe técnica e dirigente) do que em anos anteriores. É até verdade que neste jogo tivemos suficiente (não toda) atitude para nos superiorizarmos claramente ao nosso adversário.

A dúvida que permanece é se estas estrelas se estão ou não a formar em constelação positiva. É se o Benfica melhora naquilo que faz diferença para disputar a hegemonia – a atitude, a mística e a organização.

Continuo a ver e a sentir intermitência exibicional e comportamental no meu clube. Continuo a achar que as estrelas se atropelam mais do que se complementam. Continuo a não estar seguro da vontade férrea e do carácter forte e ganhador de todos os que hoje servem o Benfica.

E é por isso que em vez de confiança nós, os Benfiquistas, encarando o jogo seguinte, sempre com o “credo na boca”.

E não nos surpreendemos quando os jogadores e equipe técnica acabam abraçados em esfusiante alegria quando conseguimos ganhar, em casa, por 1 a 0 ao último classificado, como aconteceu há pouco mais de uma semana com o Rio Ave.  

Por isso a vigia e a denúncia que temos que fazer dos “colos” e das “impunidades” desta vida, não substituem nem devem ser confundidas com o caminho longo que ainda temos que percorrer para voltarmos a ser Gloriosos e Campeões.

A bem da justiça (que não aconteceu neste jogo), diga-se que demos no Dragão um passo prometedor para a construção deste “Novo Benfica”.

 

António de Souza-Cardoso

 

10
Fev09

O Benfica é o maior!

Miguel Álvares Ribeiro

Faltou um pouco mais de atrevimento ao Benfica, já para não falar de uma arbitragem sem falhas, para sair do Dragão com os 3 pontos.

 

Apesar do desencanto por termos injustamente deixado 2 pontos no Dragão, o que fica do jogo é a constatação de que o trabalho no futebol do Benfica vai, de forma lenta mas sustentada, no bom caminho.

 

Nota-se que o Benfica é uma equipa construída de trás para a frente, isto é, Quique privilegia a segurança defensiva e tenta que a construção ofensiva se faça sem nunca abrir demasiado a retaguarda - daí que o trabalho das situações de bola parada seja crucial e tenha já rendido importantes golos ao Benfica.

 

Claro que este tipo de estratégia resulta bem contra equipas fortes e menos bem contra equipas mais fracas, que se acantonam na defesa e procuram o contra-ataque rápido, já que a saída para o ataque, e particularmente o ataque continuado, são os pontos menos conseguidos deste Benfica.

 

Mas mesmo neste domínio já se notam melhorias significativas, a que não é alheia a subida de forma de Pablo Aimar, e que nos permitem antever uma melhoria sustentada em termos exibicionais e, portanto, de resultados.

 

Realce mais uma vez para a elegância e o desportivismo do discurso de Quique, ainda mais patente e notável quando contrastado com o discurso amargo, ressabiado e de baixíssimo nível de Jesualdo.

 

O fim de semana Benfiquista ficou claramente marcado por este Porto-Benfica, mas os resultados das outras modalidades são também, cada vez mais, uma alegria para os adeptos e uma clara afirmação do Benfica no panorama desportivo português:

 

Andebol

S. Bernardo 29 – Benfica 32

(2º lugar a 3 pontos do Porto)

 

Atletismo – Campeontao Nacional sub 23

Campeão nacional no sector masculino e 3º classificado no feminino

 

Basquetebol

Benfica 77 – V. Guimarães 66

(1º lugar 100% vitorioso)

 

Curiosa ainda a notícia sobre mais uma derrota do Porto:

“A equipa de basquetebol do FC Porto sofreu uma derrota frente ao Vagos. No final da partida ficou no marcador 91-84; com este resultado as contas para chegar ao primeiro lugar na classificação ficam mais complicadas.”

http://infordesporto.sapo.pt/Informacao/Modalidades/Basquetebol/noticiabasquetebol_fcp_basfcperdemfrentevagos_080209_593256.asp

A vontade e falta de isenção do jornalista são tão grandes e descaradas que não tem sequer noção do ridículo a que se presta!

 

Futsal

Modicus 0 – Benfica 1 (jogo interrompido por falta de condições do piso do Pavilhão)

(4º lugar a 3 pontos de Belenenses e F. J. Antunes mas, se confirmar a vitória neste jogo, 1º lugar empatado com as referidas equipas)

 

Hóquei em patins

Benfica 5 – Cambra 1

(2º lugar a 4 pontos do Porto)

 

Voleibol

Castelo da Maia 1 – Benfica 3

Vilacondense 1 – Benfica 3

(4º lugar a 7 pontos do Sp. Espinho mas com menos 1 jogo)

 

Também nas modalidades “amadoras” o Benfica dá mostras de estar a construir, de forma realista e sustentada, um conjunto de projectos desportivos da maior importância.

 

09
Fev09

FICÇÃO OU REALIDADE?

Pedro Fonseca
Ontem, o Benfica foi ao Dragão ganhar ao FC Porto, por 0-1, regressar à liderança do campeonato e colocar um ponto final em 4 anos consecutivos sem vitórias no recinto dos azuis e brancos.
Todos estarão lembrados da vergonhosa história do ano passado, onde um senhor árbitro chamado P. “Garoto” Proença inventou um penálti contra o Benfica, que permitiu ao FC Porto chegar ao empate.
Este foi um mal que, no entanto, veio por bem. O que se passou a seguir ao escandaloso roubo de 8 de Fevereiro de 2009, determinou uma viragem histórica no futebol português.
A investigação a cargo de diversas polícias internacionais, como a Interpol, o FBI, e a Scotland Yard (que nisto os investigadores portugueses não são de fiar), conseguiu descobrir o rasto do dinheiro, dissimulado em férias pagas nas Caraíbas e em off-shores nas Ilhas Caimão.
P. “Garoto” Proença teve o mesmo fim de Jacinto Paixão, Carlos Calheiros, José Guímaro e Francisco Silva. Mas a limpeza não se ficou por aqui. Face à situação catastrófica do futebol nacional, o Governo teve de intervir para decretar o estado de calamidade.
Foi pedido à FIFA e à UEFA que autorizassem a nomeação de árbitros estrangeiros e a introdução das novas tecnologias nos jogos do nosso campeonato. A verdade desportiva regressou aos relvados nacionais, depois de 20 anos de suspeições e atentados à credibilidade do futebol.
 O Benfica conseguiu chegar ao título e, este ano, na liderança do campeonato, é o mais sério candidato à revalidação do ceptro. Mas nem tudo é perfeito. O “sistema” tenta a todo o custo um regresso ao passado. Um regresso à vergonha e à ignomínia - que se passearam impunes anos e anos a fio.
Nos tribunais portugueses, os processos de corrupção desportiva ou marcam passo ou são torpedeados por questões jurídico-formais que adiam e protelam uma decisão final. Os apitos continuam a silvar por aí.
Talvez seja necessário também pedir a intervenção de juízes estrangeiros para obter uma maior celeridade nos processos em curso, e decisões rigorosas e transparentes. Enquanto tal não acontece, vamos esperar que o leve sotaque siciliano que tem infestado os bastidores do nosso futebol tenha sido amordaçado de vez.
Todos temos de estar alerta. No passado, as operações de limpeza de Calheiros e J. Paixão e outros “apóstolos”, davam a ideia de que finalmente podíamos ter a certeza de que a fraude desportiva tinha os dias contados. Puro engano.
O “sistema” é esperto e não dorme. Com Olegário queimado, Sousa suspeito, Xistra desgastado e Costa excessivo, foi buscar o impoluto “Garoto” Proença. Aquele a quem ninguém apontaria nada.
O rapaz, lavadinho e de brilhantina nos cabelos, cometeu, porém, o pecado da gula. Chegou ao estádio de gravatinha azul bebé e pôs-se à conversa com os funcionários do clube da casa. Enlevado com tanta simpatia, “Garoto” Proença esqueceu-se que naquele local as câmeras captam tudo, para mais tarde recordar.
Depois, “Garoto” não se conteve. Penálti mal assinalado contra o Benfica; expulsões perdoadas a B. Alves por patada em Suazo, e a Lisandro por calcadela em Katsouranis. Foi um fartar vilanagem. Era demais e era preciso intervir. Até o ajudante de campo de P. “Garoto”, vendo tanta impunidade e libertinagem, já cumprimentava efusivo os jogadores de azul, na altura da substituição. Um fartote!
E foi assim que o Governo, como dissemos, apelou à Interpol, ao FBI e à Scotland Yard. De sobreaviso ficaram a CIA, a Stassi e a Mossad. Protocolos com penitenciárias de alta segurança, como Sing Sing e Alcatraz, foram firmados, que as cadeias portuguesas não são de confiança.
O mundo olhava com espanto e com incredulidade, mas a justiça e a verdade acabaram por vencer. Como tudo na vida, nada se pode dar por adquirido. É preciso, cada vez mais, cerrar fileiras em torno de quem não pactua com as malfeitorias de um passado negro. Depois de 8 de Fevereiro de 2009, nada ficou como dantes no futebol português. Para bem da verdade e da credibilidade desportiva.
Post-ScriptumO que acabei de escrever é ficção ou realidade? Nem eu próprio o sei bem. Acredito – quero acreditar – que como disse, a verdade desportiva será uma certeza no nosso futebol. Espero que esse dia esteja para breve. Este texto é um texto de revolta e de raiva. E de protesto.
06
Fev09

O Clássico

Paulo Ferreira

O Futebol Nacional está moribundo!

 

A qualidade do futebol praticado é fraca, as arbitragens são miseráveis, as confusões na Liga e Federação são amiúdes, o estigma da falta de clareza e jogos de interesses é mais do que uma sensação, as assistências aos jogos são más e cada vez existem mais dívidas e incumprimentos dos clubes para com os seus empregados, fisco, etc.

 

No meio disto a Federação sacode a água do capote e em frente ao abismo dá um passo em frente acenando-nos com um Mundial e colocando Carlos Queiroz a liderar (?) uma Selecção (?) que já teve melhores dias e os clubes por sua vez contêm-se nas contratações de Inverno, num gesto que não sei bem se é um indicador de que finalmente ganhou consciência ou é simplesmente um sinal que as Finanças ainda estão pior do que transparecem.

 

Os sinais são preocupantes. E por tal, os clássicos revestem-se de uma importância vital para o Futebol porque permitem revitalizar o ânimo, juntam adeptos nos cafés, trazem o futebol para a ordem do dia, levam pessoas ao Estádio, enfim…são um balão de oxigénio numa indústria que sobrevive com muita falta de ar.

 

Sou desde há muito defensor que o Futebol Nacional necessita de mais jogos grandes para sobreviver. Numa Liga em que apenas 5 Clubes têm uma média superior a 6 mil espectadores por jogo! e existem clubes com médias inferiores a 2 mil espectadores!!! dois jogos entre Benfica e FCP por ano parece-me um tiro no pé. Neste sentido aplaudo a criação da Taça da Liga (embora tenha ficado ferida de morte com a falta de clareza dos seus regulamentos) e abomino a forma displicente como o Porto a tratou (é diferente usar uma competição para promover uma rotação de jogadores do que tratá-la com desrespeito). Mas é uma medida insuficiente e pouco estrutural e que não ataca a fundo o principal problema que é a mistura de alhos com bugalhos em que se tornou a nossa Liga. Reduzir equipas, mudar sistema de competições e promover mais jogos grandes é vital! É uma questão de sobrevivência!

 

Posto isto, vamos ao Clássico! O Benfica tem condições de o ganhar e tem de ambicionar fazê-lo de forma assumida. Seis meses depois do arranque da época, com um bom plantel e fora das principais competições extra Liga, o Benfica tem obrigação de ganhar e de jogar para tal. Não sendo um jogo decisivo é um jogo que pode decidir…e portanto, está na altura de mostrar que este é que é mesmo o novo ciclo! Têm a palavra os protagonistas! (que espero que sejam só os que jogam…)

 

Mas parece-me que o Benfica ainda sofre de um défice de Gestão de Comunicação. Por que raio é que numa semana de clássico vamos entrar em trocas de palavras com clubes rivais a propósito de quem está aliado a quem? Independentemente de haver ou não razão é assunto fulcral nesta semana? Não valeria a pena usar a Comunicação Social para outras coisas bem mais importantes…ou não a usar e focar as atenções para dentro. Diz o povo que o “Silêncio é de Ouro” e tem muita razão!

 

Vamos ao jogo! Temos de o ganhar!

 

PS - Mantorras marcou na semana passada! É um jogador que nunca será o que poderia ter sido, mas representa a mística benfiquista pelo espírito de sacrifício, perseverança, esperança, dedicação, ambição e crença. Tudo atributos que têm andado bem arredados do nosso Benfica e é por isso que nós adeptos gostamos dele. Só é triste é que tudo o que ele representa devia ser personificado por todos no Benfica e não apenas pelo Pedro…

 

PS 1 – Quique colocou com classe ponto final naquilo que poderia ter sido uma “novela” Léo. Ao dizer que quer que o jogador seja recordado pelos adeptos pelo que foi no Benfica, Quique deixa sem assunto, aquilo que poderia agitar mais uma vez as hostes encarnadas. Ora lá está uma boa forma de usar a Comunicação…

 

Saudações Benfiquistas,

Paulo Ferreira

05
Fev09

DESTA VEZ, É PARA GANHAR NO DRAGÃO!

Bruno Carvalho

             

 

 

23 Abril, 1991
 
Faltavam cinco jornadas para terminar o campeonato e o Benfica era primeiro com 1 ponto de vantagem sobre o FC Porto.
 
Nesse dia de Abril, de 1991, o FC Porto recebia o Benfica no estádio das Antas e era o jogo do título.
 
O Benfica era treinado por Eriksson e o treinador adjunto chamava-se… Toni. O Porto era treinado por Artur Jorge.
 
Nessa altura, o Benfica contava com jogadores como Bento, Silvino e Neno (que foi o guarda-redes titular), Ricardo Gomes, Veloso, Stefan Schwarz, Paulo Madeira, Vítor Paneira, Pacheco, Paulo Sousa, Isaías, Valdo, Jonas Thern, Vata, Mats Magnusson, Rui Águas e… César Brito.
 
Foi nesse tarde de glória que, aos 82 e depois aos 85 minutos, César Brito marcou por duas vezes e fez com que o Benfica ganhasse nas Antas por 2-0.
 
Foi um Benfica com classe e categoria que jogou nas Antas, recheado de grandes jogadores e que teve a arte e o saber para conquistar o título no campo do adversário.
 
Num tempo em que a vitória valia apenas 2 pontos, o Benfica entrou nas Antas com 1 ponto de avanço, saiu de lá com uma vantagem de 3 e acabaria por ser campeão, quatro jornadas mais tarde, com 2 pontos de diferença sobre o Porto.
 
 
15 Outubro, 2005
 
Temos que avançar um pouco mais de 14 anos, até ao ano de 2005, para vermos outra vitória do Benfica no estádio do FC Porto, desta feita já no Dragão, onde o Benfica voltou a ganhar por 2-0 e curiosamente com os 2 golos a serem novamente marcados pelo mesmo jogador, desta feita Nuno Gomes.
 
Esta vitória só não teve o sabor da de 1991 porque o Benfica não foi campeão nacional nessa época, tendo sido o FC Porto a conquistar o título de 2005/06.
 
 
20 Abril, 2008
 
Este foi um dia lamentável na história do Benfica e corresponde ao Porto-Benfica da época passada em que o Porto nos ganhou por 2-0.
 
O facto de o Porto ter ganho ao Benfica no Dragão não tem nada assim de muito anormal para o Benfica destes tempos modernos, uma vez que nos últimos 15 anos, o Porto ganhou em casa ao Benfica por 12 vezes, empatou 2 e perdeu uma única vez.
 
A título de curiosidade, registe-se que nos últimos 15 jogos Benfica-Porto, no Estádio da Luz, a contar para o campeonato, o Benfica ganhou 5, o Porto venceu outros 5 e os dois clubes empataram também por 5 vezes, o que demonstra um grande equilíbrio. Esse equilíbrio não tem sido, infelizmente, a regra nas visitas do Benfica ao Porto.
 
Estando já habituados, como demonstra a frieza os números, a sofrer no estádio do FC Porto, a época passada foi especialmente penosa para qualquer benfiquista.
 
É que no ano passado assistimos a algo que nunca pensei ser possível acontecer a um clube como o Benfica: vi satisfação no Benfica por perder por “apenas” 2-0 no Dragão!
 
O jogo Porto-Benfica aconteceu à 27ª jornada e sucedeu a um outro encontro também não muito feliz, em que o Benfica tinha perdido em pleno Estádio da Luz, por 3-0, contra a Académica.
 
Bem sei que a diferença pontual era já muito grande, de tal forma que o Benfica acabou o campeonato do ano passado a 23 pontos do Porto.
 
O que eu nunca imaginei, foi assistir ao alívio do então treinador Chalana e dos dirigentes máximos do Benfica pelo facto do Benfica ter saído do Porto com uma derrota que, segundo eles, não tinha sido humilhante.
 
Pois se os números da derrota não foram humilhantes, eu digo que, como benfiquista, nunca me senti tão humilhado em toda a minha vida.
 
Tive vergonha de ver o meu clube reduzido ao ponto de ficar satisfeito por ter perdido por poucos no Dragão, num jogo em que o FC Porto, claramente, nem se esforçou muito.
 
Eu já vi o Benfica perder 7-1 em Alvalade e não me senti humilhado, até porque nesse ano fomos campeões e no ano seguinte disputamos a final da Taça dos Campeões Europeus. Perdemos por 7, numa tarde má que acontece aos melhores, mas mantivemos a honra. E nessa altura éramos os melhores e éramos orgulhosos e não éramos os coitadinhos que nos tornámos hoje.
 
O ano passado perdemos por 2, mas perdemos muito mais do que um jogo, perdemos a decência, a dignidade, a altivez e, sobretudo, o orgulho de sermos o Benfica.
 
Foi muito triste, mas parece que muitos não se importam.
 
Eu importo-me. E muito.
 
É contra este género de coisas que eu me indigno, mas que muitos fingem não me perceberem.
 
É por isso que continuarei a minha luta para que o Benfica reassuma o papel que lhe está destinado: ser o número um de Portugal sempre, mesmo quando perde, impondo respeito na Europa e no mundo e não sendo mal tratado por treinadores de equipas esquisitas como o Metalist que, ainda por cima, nos ganham no nosso estádio.
 
 
8 Fevereiro, 2009
 
No próximo domingo o Benfica tem uma possibilidade ímpar para limpar a imagem resultante do lamentável episódio do ano passado onde o sentimento de impotência chegou a ser confrangedor.
 
O Benfica, este ano, está recheado de jogadores famosos, que ganham excelentes salários, e que chegam este ano ao Dragão com a moral num patamar muito alto, ao contrário do que ocorreu na época transacta.
 
Endereço os meus parabéns a Quique Flores que teve a inteligência de conseguir ganhar a equipa no último jogo com o Rio Ave.
 
Ficou bem claro que Cardozo é um grande jogador, vimos Carlos Martins em excelente plano, tivemos um Sidnei seguro ao lado do patrão Luisão, lançou Reyes a tempo de o reconciliar com a equipa e com os adeptos e ainda teve a felicidade de ver o jogador mais querido do público da Luz marcar o golo da vitória, 4 minutos após ter entrado em campo.
 
Com espírito de conquista, com mentalidade vencedora, com a atitude correcta, o Benfica está mais perto do que nunca de vencer o próximo jogo.
 
Estou convicto que se, como todos esperamos, o Benfica ganhar no Dragão, esse será o ponto de partida, à semelhança do que ocorreu em 1991, para vencermos a Liga.
 
Espero, sinceramente, ver em campo um Benfica dominador e seguro de si e das suas potencialidades, espero ver uma equipa conquistadora que se concentre no jogo e que perceba que tem que dar o seu melhor desde o 1º minuto e que não seja preciso que Quique Flores acorde os jogadores ao intervalo para o jogo.
 
Espero ver um Benfica que nos devolva o orgulho de sermos benfiquistas.
 
Não quero ouvir falar de desculpas, de erros dos árbitros, de lamentos, de acusações.
 
O que eu quero ver é um Benfica a ganhar ao FC Porto.
 
O que eu quero é que, no domingo, o Benfica fique muito mais perto de ser campeão.
 
Saudações Benfiquistas,
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: Tendo eu escrito, no passado dia 17 de Dezembro, uma carta aberta a Rui Costa sugerindo que este ano o Benfica não comprasse nenhum jogador no mercado de Inverno, tenho que vir agora a público aplaudir o nosso Administrador e Director Desportivo por não ter, efectivamente, contratado ninguém este Janeiro. Não há dúvida que, desta forma, Rui Costa deu um grande voto de confiança a este grupo, a estes jogadores. Está na hora do grupo devolver a confiança depositada nele e ganhar no Dragão.
Àqueles maldizentes que costumam andar por este blog, digo-lhes, desde já, que não acho que a minha carta aberta a Rui Costa tenha tido qualquer influência na decisão dele de não ter contratado ninguém. Tratou-se apenas de uma simples convergência de pontos de vista.
 
04
Fev09

O Jogo da Época

António de Souza-Cardoso

O Benfica joga no próximo Domingo aquele que é, provavelmente e à luz do contexto actual do clube, o jogo da época.

Em primeiro lugar porque é, infelizmente, o que nos resta de valioso para ganhar. Espero a este propósito que o Benfica (tal como Porto) poupe no jogo de hoje com o Guimarães os seus jogadores mais influentes. Não apenas por o jogo é apenas com o Guimarães, mas ainda porque o jogo é ainda (e só) da Taça da Liga. Uma Taça feita, pelos usos e pelos vistos, para promover as rodagens dos bancos e para entusiasmar aquelas equipes que nunca ganham nada de verdadeiramente relevante.

Em segundo lugar porque a matemática nos obriga a ser realistas e, sendo o Porto o nosso principal opositor neste desiderato, os pontos que se ganham e perdem devem ser multiplicados por dois. Quer dizer, estão seis pontos em disputa no que à liderança do campeonato diz respeito. Para ainda ser mais sugestivo e preciso – no limite, o Benfica alcança a liderança e deixa o Porto a 2 pontos, ou o Porto reforça a liderança e descola 4 pontos do Benfica.

Em terceiro lugar porque é mais um jogo onde, uma vez mais, se discutem hegemonias: Entre o ainda maior Clube Português e aquele que tem ganho mais vezes nos últimos 20 anos. Entre aquele que ainda é e aquele que já reclama ser.

É por isso, também, um jogo que pode mudar psicologicamente qualquer das equipes:

O Porto que não tem a mesma qualidade e desempenho de épocas anteriores, pode galvanizar-se neste jogo e reforçar a convicção de que começou com novos valores mas que, entretanto, foi possível integrá-los e adaptá-los à cultura ganhadora do Clube que volta a ter níveis elevados de eficácia e desempenho.

O Benfica porque gastou mais 30 milhões para criar novamente valor na equipe. Porque reiniciou um novo ciclo, com um novo treinador e um novo director desportivo. Porque quer provar que mais do que um conjunto de estrelas, tem hoje um colectivo e uma organização capazes de o reabilitarem como Clube Glorioso e Vencedor.

É ainda um jogo que pode unir e conciliar os adeptos de cada Clube. Os do Porto que não gostam muito de Jesualdo e que sentiram a “tremideira” do inicio de época.

Os do Benfica que não se sentem compensados pelo apoio extraordinário que têm dado ao clube e que estão sinceramente cansados de novos ciclos e novas promessas.  

Os do Porto e os do Benfica que arrostarão por muitos dias a vergonha da derrota ou que gozarão truculentamente o excelso sabor da vitória.

Espero que um e outro Clube não tenha benefícios ou prejuízos externos á capacidade que vierem a demonstrar em campo. Quer dizer - espero que a equipe de arbitragem esteja á altura da enorme responsabilidade deste jogo.

Não escondo que tenho medo que isso não aconteça e que o clube mais vulnerável, a julgar pelo histórico deste campeonato, é o Benfica.

Isso seria muito mau:

 Porque reforçava a suspeita que todos temos da persistência do “sistema”.

Porque prejudicava, uma vez mais, o nosso Clube na única competição valiosa que ainda tem para ganhar.

E, não menos importante, porque dava pretexto aos benfiquistas mais conformados de justificaram mais este adiamento, mais esta declinação do Benfica.

Espero com sinceridade que isso não aconteça e que o Benfica se não adie, nem decline, um único dia mais.

O primeiro passo para isso é ganhar no Domingo no Dragão... o jogo da época.

 

 

 

 

António de Souza-Cardoso

 

PS: Espero ainda que, resistindo á tentação de “ficar próximo” do líder, o Benfica só jogue para ganhar. Porque deve ter sempre essa têmpera e essa ambição ganhadoras. Mas também porque se o não fizer, arrisca-se verdadeiramente a perder o jogo. Que assim não seja!

 

 

03
Fev09

As tristes trapalhadas do nosso futebol

Miguel Álvares Ribeiro

Em mais uma das “trapalhadas” em que o nosso futebol é pródigo, estão marcadas para amanhã as meias-finais da Taça da Liga mas, não só não se sabia até há momentos se iriam, de facto, ter lugar, como ainda não era certo quem jogaria contra quem e onde!

 

Não é possível dignificar e promover uma competição, com pouca visibilidade e sem tradição, quando são os próprios responsáveis pela sua organização a dar mostras de um confrangedor amadorismo, primeiro na forma leviana como escreveram os Regulamentos e depois permitindo que se arrastasse quase até à hora dos jogos a incerteza sobre se eles ocorrerão e sobre quem defronta quem e onde!!!

 

Como é possível preparar convenientemente os jogos, desde a parte física e técnico-táctica das equipas, passando pela organização das deslocações e estadias e mesmo a organização dos jogos, como a emissão e venda de bilhetes, policiamento, etc?

 

E depois esperam que haja grande adesão do público e entusiasmo dos patrocinadores?!?

 

Existem certamente juristas na FPF e na Liga que deviam ter alertado para a incorrecção nos Regulamentos, mas possivelmente estariam nessa altura demasiado ocupados a preparar dossiers para a UEFA a explicar como o Porto podia aproveitar o recurso de Pinto da Costa...

 

A propósito do “jiga-joga, ou será mais 'joga-não joga'?, que tem envolvido a participação do 'fc do porto' no jogo das 'meias' da taça da 'liga'” transcrevo aqui parcialmente o comentário de António Boronha, no seu curioso blog http://antonioboronha.blogspot.com/:

 

“talvez as razões sejam de procurar noutro lado, nomeadamente quanto à possibilidade de uma eventual decisão amanhã do 'conselho de justiça' da 'federação' que 'obrigue' o 'benfica' a jogar também.
seja contra o 'guimarães' ou em novo confronto com o 'belenenses'.
pinto da costa é uma pessoa que goza de informação privilegiada de tudo o que se passa na 'fpf' e, por isso, em matérias que daí possam vir a emanar, com consequências para os interesses imediatos do seu emblema, raramente se engana.

amanhã saberemos mais sobre o dom da infalibilidade, comummente atribuído aos 'papas'.”

 

Adivinhem agora qual foi a decisão do CJ? Pois ... rejeitou os dois recursos do Belenenses relativos à qualificação para as meias-finais da Taça da Liga, porque "foram dirigidos à directora executiva da Liga, que não era tida nem achada no processo" !!!

 

Casos como este não interessam a ninguém e só servem para diminuir o já muito abalado prestígio do nosso futebol e de uma competição que se pretende afirmar.

 

 

Independentemente de tudo isto, a semana futebolística que decorre é sobretudo marcada pelo Porto-Benfica que se jogará no Estádio do Dragão no próximo Domingo.

 

Espero realmente que o Porto-Benfica seja um grande jogo, comentado ao longo de toda a semana pela qualidade e beleza do futebol jogado (sobretudo o do Benfica, espero eu!) e não pelos casos de arbitragem.

 

A vitória do Benfica irá dar novo alento à nossa equipa e fazê-la arrancar para uma 2ª volta muito mais positiva, a culminar com mais um título de campeão. Para isso é fundamental que toda a equipa se empenhe fortemente no jogo e que Quique consiga mais uma vez retirar todo o rendimento que aquele conjunto de jogadores já demonstrou ser capaz de proporcionar.

 

Força Benfica!

 

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