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Novo Benfica

Novo Benfica

17
Dez08

CARTA ABERTA A RUI COSTA

Bruno Carvalho

 

Caro Rui Costa,
 
Tenho por si grande estima e consideração e é por esse motivo que lhe dirijo esta carta, compartilhando o seu conteúdo com todos os benfiquistas.
 
Todos os anos, por esta altura, o Benfica vai às famosas “compras de Natal”.
 
Sei bem que a esta hora já há seguramente quem ache que o Benfica precisa de contratar um guarda-redes, um lateral esquerdo, um lateral direito, um defesa central, um organizador de jogo, um extremo direito e talvez, até, um avançado.
 
Permita-me que lhe sugira uma coisa: Este ano NÃO compre ninguém!
 
Apesar de todos sabermos que há sempre coisas a melhorar e a afinar em todas as equipas, penso que seria um grande estímulo para todo o grupo de trabalho que o Rui lidera não contratar ninguém.
 
Que maior prova de confiança poderá o Rui dar aos seus jogadores? Que maior desafio poderá lançar sobre todo o grupo?
 
Já agora permita-me que aproveite esta oportunidade para lhe dar duas sugestões:
 
A primeira prende-se com a renovação do contrato do Nuno Gomes.
 
Após a saída, no meu ponto de vista errada, de Petit, parece-me ser da maior importância que o Benfica mantenha no seu plantel um jogador como o Nuno Gomes.
 
É que Nuno Gomes (como poderia igualmente ser Petit) é um jogador que poderá com a sua experiência ter um peso decisivo dentro do balneário do Benfica.
 
O Rui saberá melhor do que ninguém que todos os clubes precisam de jogadores que transportem a famosa mística, ou seja, o conjunto de valores do próprio clube e que os transmitam aos mais novos.
 
Nuno Gomes parece-me ser o único jogador do plantel capaz de desempenhar esse papel uma vez que, neste momento, ele é um símbolo do Benfica.
 
Para além disso, acresce o facto do Nuno Gomes ser um excelente jogador, estar a realizar uma excelente época e ser um jogador do Benfica que é chamado muitas vezes à Selecção Nacional.
 
Será muito triste que Nuno Gomes venha a ser outro João Pinto…
 
Por tudo o que já deu ao Clube, parece-me da mais elementar justiça que se criem as condições necessárias para que Nuno Gomes termine a sua carreira com toda a dignidade no Benfica.
 
Se isso não vier a acontecer será mais um mau exemplo que o Benfica dá ao não ser capaz de proteger os seus valores.
 
A segunda sugestão que dou ao Rui é a de explicar bem a Quique Flores que um treinador do Benfica deve lutar sempre e somente pelo primeiro lugar e nunca pelo segundo, sobretudo num momento em que está em primeiro.
 
Num momento em que se lidera uma competição, admitir-se outro lugar que não seja o primeiro, parece-me ser um inequívoco sinal de fraqueza que é, de imediato, percebido pelos adversários.
 
Eu acho que será a altura do Rui perguntar ao Quique Flores se ele já terá ouvido falar de um clube chamado Real Madrid e de um tal Bernd Schuster?
 
Rui, agradeço toda a atenção dispensada a esta minha pequena mensagem que lhe envio com todo o respeito e amizade.
 
Um forte abraço benfiquista.
 
Bruno Carvalho
 
16
Dez08

Leixões - Benfica

Miguel Álvares Ribeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

Não gostei do jogo com o Leixões por diversos motivos:

 

  1. O primeiro, e simultaneamente o mais óbvio, foi o resultado
  2. O segundo, também óbvio e muito frequente ultimamente, foi a actuação do árbitro, que prejudicou claramente o Benfica. De facto, não só se esqueceu de ver uma grande penalidade clara sobre Nuno Gomes, como distribuiu cartões amarelos aos nossos jogadores de forma absolutamente despropositada.
  3. O terceiro, infelizmente também recorrente, foi a forma algo displicente com que os jogadores do Benfica actuaram, como que à espera que o jogo se resolvesse. Mais uma vez faltou a entrada no jogo com grande intensidade, que pusesse o Leixões em respeito. No conjunto dos 120 minutos penso que o Benfica foi superior, e que lhe faltou uma pontinha de sorte para transformar em golo uma das oportunidades criadas, mas faltou mais raça aos nossos jogadores e, na lotaria dos penalties, o Leixões fez a festa.
  4. O último motivo é um dos que me desgosta mais. Entre a saída de Rúben Amorim e a entrada de Nuno Gomes o Benfica jogou sem qualquer jogador português, enquanto no resto do jogo apenas um dos jogadores do Benfica era português!!!

Até 1979 o Benfica tinha como política utilizar apenas jogadores portugueses, e lembro-me bem do orgulho que sentia por isso. Fruto dessa política, e da política de formação e recrutamento dos jovens valores, era com alguma naturalidade que a Selecção Nacional incluía sempre um significativo número de jogadores do Benfica.

 

Os tempos mudaram e talvez não fosse, de facto, possível manter essa política, embora a contratação de Jorge Gomes, que a quebrou (obrigando mesmo à realização de uma Assembleia Geral para o efeito), sempre me tenha parecido um completo disparate. Apesar de tudo, passar de um extremo ao seu oposto, como se verificou no Domingo em Matosinhos, mostra um caminho profundamente errado.

 

E profundamente errado porque o Benfica tem todas as condições para apresentar uma formação de excelência e uma grande atractividade para os jovens valores, e porque esses jogadores formados no clube e que vão integrando a equipa principal são os que melhor sentem e transmitem o "peso da camisola" do Benfica.

 

Que sejam necessários 2 ou 3 excelentes jogadores estrangeiros, para dar maior consistência e um toque de classe à equipa, eu sou obrigado, nos dias de hoje, a concordar; mas que a equipa jogue praticamente só com estrangeiros é algo que me desgosta e que deve merecer uma profunda reflexão.

15
Dez08

A união faz a força

Pedro Fonseca

Luís Filipe Vieira deu uma grande entrevista à Benfica TV. Repisando algumas das ideias e projectos que tem vindo a anunciar, o Presidente do Benfica evitou pronunciar-se sobre uma possível recandidatura.

 

A pouco menos de um ano das eleições no Benfica, é normal que se comece a questionar quem serão os candidatos. Mas também é importante que os benfiquistas percebam que os “timings” dos órgãos de comunicação social não são os “timings” de Luís Filipe Vieira nem do Benfica. A maior parte das vezes são até “timings” muito diferentes e opostos.
Vieira faz bem em não ceder à pressão mediática. Não para alimentar qualquer tabu, mas porque, se calhar, há quem queira provocar manobras de diversão para desviar o Presidente do Benfica e os benfiquistas daquilo que é, para já, prioritário: consolidar a liderança, consolidar o projecto da Benfica TV, preparar o Benfica para os novos desafios, internos e externos.
Por outro lado, ninguém melhor do que Luís Filipe Vieira sabe qual é o momento ideal para se pronunciar sobre as próximas eleições. Dir-me-ão que nenhum benfiquista espera outra coisa que não seja a continuidade do actual líder. É bom, porém, que se saiba que se hoje é apetecível ser líder do Benfica isso deve-se ao trabalho hérculeo de recuperação financeira e da imagem do clube, e essa recuperação deve-se em grande parte a Luís Filipe Vieira.
Com o que foi conseguido e alcançado nestes últimos anos, é normal pensar-se que Luís Filipe Vieira tem uma passadeira vermelha estendida até ao cadeirão da Luz. Contudo, o sentido de responsabilidade do Presidente do Benfica não se distrai com as coisas fáceis e adquiridas.
Arrumada a casa ao nível do Departamento de Futebol profissional, com Rui Costa ao leme, Vieira tem sobre os ombros responsabilidades imensas. Não se trata agora de levantar do chão um clube depauperado, arrasado, descredibilizado por gestões danosas e irresponsáveis; trata-se de projectar o Benfica do futuro, alicerçado em projectos de vanguarda, primeiro entre os maiores clubes do Mundo.
A Benfica TV, que dá os primeiros passos, o projecto da Fundação Benfica, em prol dos mais carenciados, o Museu do Benfica, depositário de uma história gloriosa, as novas correlações de forças no âmbito das transmissões e direitos televisivos, obriga o Presidente do Benfica a um novo e redobrado esforço, dedicação e empenho.
Estes desafios não podem, por isso, ser abraçados por um homem só. Os benfiquistas têm de estar unidos e decididos a apoiar estes projectos e esta estratégia. Só com a nossa união, só com todos a remar para o mesmo lado, é que esta tarefa gigantesca será coroada de êxito.
Vieira sabe que pode contar com os benfiquistas, como contou no passado. Mas este apoio tem de ser dado com provas concretas, com acções determinadas e claras. Querem prova mais concreta e objectiva de que o Benfica está no bom caminho? Pois aqui vai: “No desempenho dos presidentes dos “grandes” no último mês, todos receberam apreciações positivas, mas a novidade é dada pelo facto de, a nível absoluto, Pinto da Costa ficar abaixo do seu homólogo do Benfica, Luís Filipe Vieira. É a primeira vez que tal sucede na vigência do Termómetro (sondagem mensal publicada no jornal “O Jogo”, na passada sexta-feira,  sobre o desempenho dos presidentes dos 3 “grandes”)”.
Este dado é tanto ou mais significativo quando se sabe que foi no último mês que o Benfica sofreu uma das suas maiores goleadas na Europa (5-0 frente ao Olympiacos, na Grécia, para a Taça UEFA), deitando quase por terra um dos principais objectivos da temporada.
A extraordinária receptividade dos benfiquistas a Luís Filipe Vieira resulta da conjugação de vários factores: 1 – O reconhecimento pela recuperação da credibilidade do clube; 2 – O reconhecimento pelo trabalho de equilibro económico-financeiro; 3 – O reconhecimento pelo trabalho de modernização das infra-estruturas desportivas; 4 – O reconhecimento pelo trabalho de recuperação do ecletismo do Benfica; 5 – O reconhecimento pela disponibilidade e energia demonstradas no reforço da militância e na expansão do benfiquismo, assim como na criação de novos projectos e lançamento de novos desafios: a Benfica TV e a Fundação Benfica, entre outros.
Os tempos difíceis que atravessamos obrigam-nos a uma responsabilidade acrescida. O Benfica é grande e importante demais para voltar a  cair em situações de aventureirismo, como as de um passado mais ou menos recente. O futuro obriga todos os benfiquistas a darem as mãos em prol de um projecto de Campeões.
 Ps1O meu texto anterior, intitulado “Mais que um clube” deu azo a alguns comentários a que pretendo responder. Uns “historiadores” chamavam a atenção para o facto da escravatura nos EUA ter sido erradicada muito antes dos anos 60. Se isso é verdade, de direito, não o é, de facto. Basta ler o que se passava em estados como o Alabama ou o Texas. Mas o que não foi erradicado foi a “escravatura moral”, que teve como ícone, Rosa Parks.
Ps2 - Nesse texto, referi alguns dos grandes jogadores que vestiram a camisola do Barcelona. Por lapso, referi Puskas, um grande jogador, sim, mas do Real Madrid. No texto, fazia a comparação entre o Barça e o Real, e isso levou ao lapso, pelo que onde se leu Puskas devia ler-se, Kocsis.
13
Dez08

Outra Vez O Benfica e o Norte!

António de Souza-Cardoso

 

Hoje é dia de Taça. De Festa, portanto, no sentido mais pictórico e mais popular, porque reúne na mesma competição, grandes e pequenos - a “Liga dos primeiros” e a “Liga dos últimos”, os eleitos e os enjeitados.

Não é este o caso, naquele jogo que reúne todas as atenções e reclama, por isso, todos os comentários.

E não é esse o caso porque, quando o campeonato já não é uma criança, são precisamente os dois primeiros que se defrontam.

E se o Benfica está felizmente habituado a estas “altitudes” o Leixões não está.

Mas a verdade é que todos reconhecerão que o lugar que ocupa não é já meramente circunstancial ou adventício. Porque ganhou no Dragão. Porque ganhou em Alvalade. Porque para usar as habituais mnemónicas, vingará o Natal na mesma posição de grande destaque e, provavelmente, com os objectivos de toda a época plenamente cumpridos.

Tenho um carinho especial pelo Leixões e a isto não deve ser estranho o facto de ter vivido mais de 25 anos na bonita “praia” de Leça da Palmeira, no Concelho de Matosinhos.

Fiquei por isso “entranhado” de Mar e partilhei muitas vezes com muito entusiasmo o fervor destes homens pela sua terra e pelo seu clube. Aprendi a admirar os “bebés” e a perceber que a um Clube de Futebol não basta ter a excelente formação (e predestinação) que o Leixões tinha. Falta algo mais, ligado á influência, ao poder e ao poder do dinheiro que não é e, infelizmente nunca será, próprio das terras pequenas.

A minha ligação natural ao Leixões, clube da terra onde mais tempo vivi, e ao Braga, clube da terra onde nasci, talvez tenham condicionado a minhas opções clubísticas.

Porque o Braga e o Leixões, ambos garbosamente vestidos de vermelho e branco, ambos oriundos de terras pequenas, viviam por oposição ao centralismo regional exercido (então e agora) pelo Futebol Clube do Porto.

Mas mais do que este sentimento de “oposição” ao poder hegemónico mais próximo, a verdade é que o que determinou que desde cedo me tornasse apaixonadamente Benfiquista foi a natural vontade que todos temos de vencer.

E na minha infância o Benfica ganhava tudo, ou quase tudo.

E eu não deixava de “vingar” o genuíno carinho que nutria e nutro pelos clubes das terras onde nasci e onde mais tempo vivi, por me identificar com o grande Clube de Portugal. O que ganhava tudo, mesmo ao poder “hegemónico” regional que o Futebol Clube do Porto representava e representa.

Eu e uma boa parte dos matosinhenses e dos bracarenses do meu tempo.

E não digo do meu tempo inocentemente. Porque este sentimento geral se foi desvanecendo á medida que o Benfica deixou de ser indiscutível. Á medida em que o Benfica foi deixando de ser o principal campeão.

E, talvez por isso, o maior sentido de urgência dos nortenhos benfiquistas em verem o seu clube vencer, em ter um clube de superioridade indiscutível em Portugal e no Mundo.

Entendam desta forma a nossa inquietação e a motivação principal que eu pessoalmente tive em entrar no projecto “Novo Benfica”. Não quero deixar de contribuir, da forma modesta que sei, a ajudar a recuperar este Benfica campeão que, na minha infância, “contaminou” Portugal.

Hoje eu, apesar de ainda estar entranhado de Mar, fico á espera outra vez que esse Mar Português se aquiete, com a força do Benfica que é também a força do Portugal antigo que, outrora venceu e glorificou o Mar.

Hoje recordarei a minha infância em Matosinhos quando vi, muito miúdo, o Rei Eusébio marcar no Estádio do Mar um livre impossível. E, já nessa altura, um árbitro impossível anulou o golo por não ter ainda apitado para a marcação. Eusébio, esse jogador impossível, fez novamente o impossível, marcando, da mesma forma impossível aquele golo impossível. Não foi a mão e Deus foi mesmo o pé de Eusébio que consumou, em festa, aquele milagre.

E o impossível aconteceu. O Estádio do Mar (ou boa parte dele) levantou-se de transbordante entusiasmo, vergado aos pés de tanta impossibilidade e de tão grande magia.

Hoje, tal como há uma semana nos Barreiros, vamos ganhar e vamos outra vez recuperar a infância de muitos nortenhos (de Braga, de Matosinhos, de tantas outras terras pequenas) que não têm que ser do Chelsea ou do Barcelona, porque vão ter outra vez em Portugal o melhor Clube do Mundo.

 

António de Souza-Cardoso

 

10
Dez08

UM PROBLEMA DE IDENTIDADE

Bruno Carvalho

 

                            

 
“Como é possível que os benfiquistas tenham de aturar este portista infiltrado num blog apelidado de Novo Benfica.”
de José Almeida (8 de Dezembro de 2008)
 
 “Continuo achar que esta "encomenda" é um Andrade infiltrado,
tem tendências para o azul corrupto,
fala muito neles e nas suas virtudes de sabor a fruta.”
de "aguiapoeta”  (6 de Dezembro de 2008)

 “Senhor Bruno Carvalho... assuma as suas verdadeiras cores...
ou cale-se para sempre.
Você é não só a vergonha deste Blog,
como a vergonha da nação benfiquista.”
de “dosul” (5 de Dezembro de 2008)
 
 
 
Escolhi estas citações, como poderia ter escolhido muitas outras.
 
De facto, fico perplexo ao observar como é possível haver estas discussões infantis sobre se alguém é ou não do Benfica.
 
Numa rápida consulta por blogues de outros clubes, nacionais e estrangeiros, este género de discussão não é de todo comum.
 
No Benfica, alguém que diga alguma coisa que aparentemente pareça divergir com o status quo é imediatamente apontado como infiltrado, traidor, que não é do Benfica e por aí adiante.
 
Quando olho para o meu caso, ainda mais absurdo tudo me parece. Toda a gente sabe que vivi no Porto a minha vida inteira e que sou Director da televisão da minha cidade. Pergunto: não seria mais natural que quisesse esconder que sou benfiquista?
 
Os exemplos à minha volta apontam para muita gente que não era do FC Porto e passou a fingir que sempre foi portista com medo de não ser aceite na cidade.
 
Então, tendo eu uma função tão visível, se não fosse benfiquista não teria alguém já descoberto? Não terei eu amigos de infância que o possam comprovar ou desmentir?
 
Toda a gente que me conhece sabe perfeitamente que eu sou e sempre fui benfiquista a vida inteira. E que fique claro, eu não escondo nem esconderei nunca a minha paixão pelo Benfica, seja em que circunstâncias forem.
 
Recordo a todos que dei a cara desde o primeiro momento, nunca me escondi por detrás de nenhum nick, nem nunca me inibi de dar a minha opinião.
 
Desde que este blog existe, jantei duas vezes com o Presidente do Benfica, onde estiveram presentes também, no primeiro jantar Manuel Vilarinho e Mário Dias e no segundo Rui Costa e Paulo Gonçalves.
 
Tive muito gosto em jantar com essas distintas figuras do Benfica, mas fui sempre dizendo, olhos nos olhos, ao Sr. Presidente do Benfica que continuaria a dar a minha opinião de uma forma livre, ainda que isso lhe pudesse ser inconveniente.
 
Julgo, com sinceridade, que o Presidente do Benfica compreendeu a minha posição, até porque no segundo jantar já tinha lido, por várias vezes, textos meus que lhe eram críticos, mas que foram escritos com respeito e espírito construtivo.
 
Mas neste blog, as críticas não são bem aceites e há muita intolerância.
 
É certo que há muitos que me compreendem e que querem discutir o Benfica a sério.
 
Há outros, neste caso outro, que começou por usar 11 nomes diferentes e hoje já vai em muitos mais, para dar a ideia de contestação. Esse senhor, sim, sente-se bastante afectado para perder tanto tempo e energia a comentar os meus textos. Que interesses estarei eu a atingir? Com franqueza não sei, mas que estou a deixá-lo preocupado, lá isso estou.
 
Há, ainda, outros comentários, e afirmo isto sem rodeios, em que o grau de probabilidade de virem de alguém de dentro do Benfica é bastante grande, pois aqui e ali vão deixando escapar pequenos detalhes que só nós (eu e eles) podemos entender.
 
O que me deixa mais confuso, são todos aqueles, e são sem dúvida bastantes, que respondem aos meus posts, não com quaisquer argumentos fundados, mas apenas com acusações de que eu não sou benfiquista e que estou a soldo de outros interesses, apenas porque não dou como explicação para todos os males do Benfica a cartilha oficial, fácil e muito conveniente do sistema e da corrupção.
 
A todos gostava de dizer que não recebo lições de benfiquismo de ninguém.
 
E a todos, gostava de relembrar que todas as minhas análises têm por bases factos e têm sempre uma intenção construtiva. Nunca ninguém me viu, nem verá, a fazer insultos gratuitos neste blog.
 
Quando acho que algo está mal digo, aponto sem quaisquer problemas ou constrangimentos as razões que estão na sua base, com o objectivo de os ver corrigidos. E isso leva alguns a imediatamente questionar o meu benfiquismo.
 
Isto conduz-me a uma questão que se levanta com alguma insistência no meu espírito: porquê?
 
Porque é que os benfiquistas duvidam do benfiquismo uns dos outros?
 
É que não duvidam somente do meu benfiquismo. Alguém que ouse, em algum comentário, defender-me ou estar minimamente de acordo comigo, é imediatamente maltratado e o seu benfiquismo é logo questionado.
 
E eu volto a perguntar, porque será que isto acontece no Benfica e não se passa noutros clubes?
 
Com sinceridade, eu acho que isto reflecte uma enorme insegurança relativamente à identidade do Clube e também o facto de muitos se terem servido do Benfica em vez de terem servido o Benfica.
 
Mas há algo mais do que isso.
 
Este problema de identidade tem igualmente por base a falta de certezas que os benfiquistas têm sobre quem dirige os destinos do clube.
 
Por mais recalcada que essas dúvidas estejam, a verdade é que elas existem.
 
Eu vou explicar melhor…
 
Eu sei que não gostam que o faça, mas alguém tem dúvidas que o Presidente do FC Porto seja portista? Pinto da Costa fez toda a sua vida desportiva no Porto. Pode ter cometido muitos erros, pode ter feito muitas coisas com as quais não concordamos, mas alguém duvida que é portista? Alguém duvida que Reinaldo Teles é portista? Alguém duvida que Adelino Caldeira é portista? Alguém duvida que Antero Henrique é portista? Alguém põe em causa que Rui Cerqueira é portista?
 
Alguém acha que é possível encontrar nos órgãos sociais do FC Porto uma só pessoa que não tenha sido única e exclusivamente portista a vida inteira?
 
É por causa disso que o FC Porto pode ter treinadores que se assumem benfiquistas, como Fernando Santos ou Jesualdo Ferreira, sem quaisquer problemas. É por causa disso que Rui Moreira ou Miguel Sousa Tavares fazem, há anos, oposição a Pinto da Costa e eu nunca vi um único portista questionar o portismo de ambos.
 
Se olharmos para o Sporting, ninguém tem dúvidas que Filipe Soares Franco é sportinguista, nem Miguel Ribeiro Teles, nem Moniz Pereira. São sportinguistas e ponto final. Ninguém tem dúvidas sobre isso.
 
Olhemos, agora, para o Benfica.
 
Comecemos pelo Presidente, Luís Filipe Vieira.
 
Começo por dizer, sem ponta de ironia, que acredito que Luís Filipe Vieira é benfiquista.
 
Mas todos sabemos que o actual Presidente do Benfica foi Presidente do Alverca, ou seja, a história desportiva de Luís Filipe Vieira ultrapassa, em muito, o Benfica.
 
Luís Filipe Vieira diz em público que é sócio do Benfica, Porto e Sporting e que tem as quotas em dia. Será que Pinto da Costa é sócio do Benfica?
 
Quem tem memória e não tenta reescrever a História, deve lembrar-se bem que, como Presidente do Alverca, Luís Filipe Vieira tinha no FC Porto e em Pinto da Costa os seus principais aliados. O Alverca era mesmo utilizado para fazer com que alguns jogadores do Benfica fossem para o Porto.
 
Manuel Vilarinho, então Presidente do Benfica, convidou Luís Filipe Vieira para assumir o futebol do Benfica e foi assim que a vida de Luís Filipe Vieira como dirigente do Benfica se iniciou. Mas alguém tem a certeza absoluta que se esse convite tivesse vindo do seu amigo de então, Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira não teria ido para o Porto?
 
Sinceramente eu não sei, como não deve saber, em consciência, a maioria dos benfiquistas.
 
Mas eu digo, e repito, acredito que Luís Filipe Vieira é benfiquista porque ele assim o diz e eu não tenho razões para duvidar dele.
 
Mas o Benfica não é só Luís Filipe Vieira.
 
No último campeonato ganho pelo Benfica houve, indiscutivelmente, mão de José Veiga. Apesar do livro que escreveu, toda a gente sabe que Veiga era e é portista. Não fosse a desavença com Pinto da Costa, Veiga ainda a esta hora trabalharia alegremente com o Porto. Foi o ódio e o desejo de vingança que fizeram com que Veiga fosse tão obstinado em ganhar um campeonato ao Porto. E conseguiu. Mas isso não faz de Veiga um benfiquista, mas sim um portista ressabiado.
 
Mas não precisamos recuar tanto no tempo para descobrirmos mais razões para o problema de identidade a que me refiro.
 
O actual braço direito de Luís Filipe Vieira e Administrador da SAD do Benfica com o pelouro financeiro, Domingos Soares de Oliveira, é conhecido em todos os meios por ser sportinguista. Não discuto o seu valor profissional nem o seu empenho em prol do Benfica. Não é disso que falo. Eu estou a falar da identidade de um clube, e estamos a falar do actual número dois do Benfica que, afinal, talvez nem benfiquista seja.
 
Pergunto, haverá no Sporting algum administrador benfiquista? Seria isso normal?
 
Seria normal que o número dois do Sporting fosse benfiquista?
 
Mas podemos continuar…
 
O assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves também não é benfiquista. Foi o próprio que o disse no nosso último jantar. Louvo-lhe, ao menos, a sinceridade, mas também não tinha outra alternativa. Toda a gente conhece o seu passado e é público que Paulo Gonçalves foi funcionário da SAD do FC Porto, tendo depois transitado para o Boavista. Paulo Gonçalves é tido pelas pessoas que lhe são próximas como portista.
 
Pergunto, será o assessor jurídico do FC Porto benfiquista?
 
Haverá alguém na SAD do Porto benfiquista?
 
Garantidamente, se olharmos com mais cuidado, vamos descobrir muitos mais casos de não benfiquistas a terem lugar de destaque, aos mais diversos níveis, na actual estrutura do Benfica.
 
E eu pergunto: como é isto possível?
 
Não haverá profissionais competentes que sejam benfiquistas e gostassem de trabalhar no seu clube? É que os que lá estão não trabalham de graça!
 
Como é possível falar de mística, de dedicação, de amor ao clube, de sacrifício, de esforço, quando há tantos que trabalham no clube, mas não o amam?
 
Se não amam o clube, o que estão lá a fazer?
 
É por causa de coisas como estas que depois se fala em prémios chorudos… E depois a culpa é da Agência Lusa.
 
E então, meus amigos, afinal têm a certeza que sou eu que não sou benfiquista?
 
Sou acusado se não ser benfiquista apenas porque expresso livremente a minha opinião?
 
Para todos os que põem, sistematicamente, e muitas vezes de uma forma grosseira em causa o meu benfiquismo, gostava apenas de lhes dizer as seguintes palavras: eu nunca festejei um golo que um adversário do Benfica nos tenha marcado. Fiquei feliz com todos os golos que o Benfica marcou. Em criança, chorei em diversas derrotas do Benfica (e não foram lágrimas de crocodilo), apesar de me ter deixado disso, talvez porque fiquei mais velho, ou porque já me habituei a tanto desgosto e desilusão.
 
Uma coisa é certa, tanta dúvida disparatada relativamente ao benfiquismo das pessoas, apenas reflecte um problema de identidade do próprio Benfica.
 
Os benfiquistas estão fartos de serem usados.
 
O Benfica é de todos os benfiquistas e deve ser gerido por benfiquistas!
 
Viva o Benfica!
 
Bruno Carvalho
 
 
PS 1: Gostava de salientar que escrevo este post num momento em que o Benfica assumiu a liderança da Liga, coisa que não sucedia há mais de 3 anos e após uma fulgurante vitória na Madeira por 6-0. Não sou nenhum abutre à espera de tempos maus para escrever ou dizer o que penso. Por isso considerei que este era o momento ideal para falar de um problema tão sério do Benfica, como é o caso da identidade do Clube.
 
PS 2: Dedico este post ao “Gosto Muito de Fruta”. Tenho muita pena de, ainda, não o conhecer pessoalmente, mas quero agradecer-lhe a defesa que me faz, o que lhe vale um sem número de insultos.
 
PS 3: Como tornei público, completei ontem 40 anos. Quero agradecer aos jogadores do Benfica o facto de sermos primeiros na data do meu aniversário. Foi uma bela prenda! Nos muitos telefonemas que recebi, todos os meus amigos deram-me os parabéns pelo Benfica ser primeiro. Soube-me muito bem. Espero que fiquemos nesse lugar até ao fim do campeonato.
09
Dez08

PARA O MIGUEL ÁLVARES RIBEIRO

Bruno Carvalho

 

Caro Miguel,
 
Acordei bem-disposto até porque hoje faço 40 anos.
 
Quando entrei no blog, vi o teu post que muito me surpreendeu.
 
Em primeiro lugar, porque falas de um post meu, num tom de censura, sem teres tido a amabilidade de me telefonares primeiro.
 
Gostava de salientar que eu nunca fiz nenhum comentário a qualquer post dos meus companheiros de blog, mas a situação inversa é bastante comum.
 
Finalmente digo-te que quando escrevo um post, faço-o contando com a inteligência de quem lê.
 
Naturalmente, quando falei dos “Verdadeiros Benfiquistas”, coloquei a expressão entre aspas. Estão lá as aspas sempre. É fácil verificar. Referia-me a todos aqueles que passam o tempo a questionar o Benfiquismo daqueles que ousam criticar aquilo que está mal.
 
Aviso, desde já, que não recebo lições de Benfiquismo de ninguém!
 
Eu também me incluo no grupo dos Verdadeiros Benfiquistas, mas sem aspas, sem cegueiras, sem grilhetas e sem constrangimentos na sua liberdade de opinião.
 
O meu próximo post, que colocarei amanhã ao final do dia fala disso mesmo, dos problemas de identidade do Benfica.
 
Viva o Benfica!
 
Bruno Carvalho
Verdadeiro Benfiquista
 
09
Dez08

Já lá estamos! E o Novo Benfica?

Miguel Álvares Ribeiro

 

 

Finalmente, após longo tempo de previsões falhadas, acertei! O meu último post terminava com "Ainda não foi desta ... mas vamos lá chegar!" ... e lá chegámos!
 
Além do magnífico resultado alcançado no Estádio dos Barreiros, que nos levou à liderança da Liga Sagres, este fim-de-semana prolongado foi quase perfeito em termos de resultados desportivos:
 
Basquetebol: Galitos 63 – Benfica 71 e Benfica 83 – Física 71
Futsal: Benfica 8 – Odivelas 4
Andebol: Benfica 28 – Sporting Horta 28
Hóquei em patins: Benfica 3 – Juventude de Viana 3
Voleibol: Benfica 3 – Clube K 0 e Oeiras 0 - Benfica 3
Rugby: Benfica 16 – Cascaias 0
Torneio Internacional Carlos Queiroz (futebol, para jovens entre os 10 e 12 anos): Benfica vence FC Porto na final (5-1); Diogo Barbosa, do Benfica, foi eleito o melhor jogador.
 
Infelizmente, na minha opinião, a semana não correu assim tão bem ao nosso blog. O Novo Benfica foi-me apresentado, e é assim que para mim se justifica, enquanto espaço de reflexão do Benfica e de união dos benfiquistas.
 
É por isso que considero o post Ensaio sobre a cegueira profundamente infeliz. Não pelas ideias que aí são expressas, apesar de não concordar com elas, mas por o achar ofensivo e insultuoso para os “verdadeiros benfiquistas”, grupo no qual me incluo claramente. É ainda, do meu ponto de vista, um claro motivo de desunião e não ajuda nada a uma reflexão sobre o Benfica, na medida em que apenas consegue extremar posições.
 
Apesar de ser o que o Bruno Carvalho considera um "verdadeiro benfiquista", nunca me passaria pela cabeça usar as "explicações dos verdadeiros benfiquistas", e acho muito perigosa a abordagem feita que, usando apenas os factos, mais não faz do que advogar que os fins justificam os meios. Mais ainda, parece louvar a extraordinária organização com que o porto conseguiu implementar os seus comprovados e assumidos métodos de corrupção.
 
Da mesma forma, embora num âmbito completamente diferente, considero muito infeliz a referência do Paulo Ferreira às motivações dos professores no seu post A avaliação: "Não estando completamente dentro do problema que leva os professores à rua e sabendo que têm muitas razões de queixa, no essencial o que não querem é ser avaliados!"
 
Tenho o maior respeito pelos professores dos ensino básico e secundário, que fazem um trabalho fundamental para a sociedade. Sei que a grande maioria dos que conheço são profissionais competentes e dedicados, que desejam a avaliação mas estão contra as perversidades do modelo proposto e, sobretudo, contra a desresponsabilização crescente dos alunos, a quem tudo é devido e quase nada pode ser exigido.
 
Como em todas as classes há bons e maus profissionais e, portanto, haverá certamente alguns cujas motivações não são as melhores, mas isso não justifica a crítica generalizada.
 
Peço desculpa a todos por este post, que pouco tem que ver com o Benfica, mas considero necessário que se faça também uma reflexão sobre o nosso papel enquanto bloggers.
 
Advogo que todos devem ter direito a expressar a sua opinião, por mais polémica que seja. Há questões que, pela sua natureza, dividem as pessoas, mas também acho, sinceramente, que qualquer dos posts aqui referidos transmitiria melhor a sua mensagem se procurasse ser mais inclusivo e evitasse entrar em campos que, sendo desnecessários à tese que pretendem mostrar, provocam a desunião.
 
08
Dez08

O Bailinho da Madeira

António de Souza-Cardoso

Bailinho da Madeira

A semana passada escrevi aqui, depois da copiosa derrota com o Olimpyacos, que há muito que não sentia vergonha do meu clube.

Passaram apenas alguns dias, até à noite gloriosa da Madeira que já me impele a dizer, com o maior entusiasmo, que há muito que não sentia tanto orgulho no meu clube.

Não só porque ganhamos por seis a zero num campo tão difícil e contra um adversário tão habitualmente aguerrido e competitivo (não sou bom em memórias passadas mas tenho dúvidas que algum clube, pelo menos no passado recente, tenha ganho por margem tão concludente nos Barreiros).

Não só porque estivemos bem, em todos os domínios e sectores do jogo. Desta vez, o guarda-redes (bem vindo Moreira!) não falhou. Desta vez, apresentamos uma defesa que soube defender e com laterais que subiram o suficiente no apoio ao ataque (Reyes precisa do seu lado de um bom defesa e não de um ala que se atrapalhe com ele). Tivemos  Katsoranis no seu melhor, a garantir a mesma solidez defensiva, mas principalmente a elasticidade e a ligação ofensiva que Yebda não tem conseguido ao lado do esforçadíssimo Bynia. Tivemos a inteligência e leitura de jogo superiores de Ruben Amorim. Tivemos esse génio à solta que dá pelo nome de José António Reyes. E um outro mago da bola, ainda à procura de índices físicos chamado Pablo Aimar. Mas tivemos, principalmente, David Suazo, uma flecha com permanente instinto pelo golo, e com aquele impressionante garbo e poder físico que entusiasma por cada vez que toca na bola. Tivemos ainda o Nuno Gomes. Que com a brilhante postura táctica que tem não precisou de estar muito tempo em jogo para dar um a marcar e “facturar” por duas vezes. Falei já com abundância da importância que Nuno Gomes tem nesta equipe. E aqui está mais uma clara evidência (para quem ainda precisa…)

Não só, ainda, porque tivemos Rui Costa onde verdadeiramente gosta e sabe estar. Junto ao relvado. A dizer que ainda lá está, junto da equipe, para ajudar, para incitar, para dirigir um gesto, um olhar, um estímulo…

Não só, também, porque senti que a equipe se não tiver que rodar tanto (esta goleada até nos poderia pôr a sonhar num outra mais “metalistica”, mas que sendo necessária pode não ser suficiente) assentará rotinas e procedimentos mais cedo, e fará render melhor os seus inúmeros talentos.

Não só, finalmente, porque fica provado à abundância a qualidade do plantel do Benfica. Falta ainda caminho e trabalho para fazer do todo o que a soma das partes pode dar. Mas há poucas dúvidas da qualidade de muitas das novas contratações do Benfica

Não só por tudo isso mas, principalmente, porque hoje acordei, no dia da Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, e pude dizer o que há tanto tempo e com tanta saudade não dizia :

 - Não vejo ninguém, mas mesmo ninguém, à minha frente!

Que loucura de frase, que consolo de alma para os que connosco partilham a mesma paixão. Que inatacável contundência para com os adversários que nos tentam permanentemente menorizar.

Não vejo ninguém, mas é que ninguém, à minha frente!

Estamos em primeiro lugar meus Senhores! Lá no topo do Mundo, único onde a àguia se sente bem.

Somos, finalmente, a equipe do presente porque se tudo acabasse neste presente minuto éramos campeões.

Somos, também, a equipe do futuro ( O Novo Benfica), porque indo á frente agora, temos melhor chance de chegar à frente, depois.

Estou feliz, julgo que todos estamos felizes.

 E não parece demais, mesmo para aqueles que neste blog se têm mostrado mais conformados com o passado recente do clube, que elevemos os nossos níveis de exigência e que depois do adeus inglório á Europa digamos, todos, que só continuaremos felizes se formos Campeões.

Estou certo que a Festa do Campeão começou ontem, em grande, com aquele inesquecível “Bailinho da Madeira”.

 

António de Souza-Cardoso

 

07
Dez08

Adeus, amigos, até Maio!

Júlio Machado Vaz

Contra factos não há argumentos - saio do País e o Benfica vence fora como o não fazia há mais de trinta anos. O sinal é claro, o problema reside em mim:(. Por isso, pela vossa  e minha felicidade futebolística, resignar-me-ei a permanecer até ao fim da época aqui em Baiona. Melancolicamente debicando paellas, tortilhas, tapas variadas, Alvarinhos e Riojas, enquanto suspiro pela sopa sem batata que habita o meu frigorífico e provoca um aceno de aprovação por parte do médico de família. Ó meses penosos...

 

P.S. Meia-dúzia de golos não me tornam cego, o critério (?) de amostragem dos cartões amarelos pareceu-me apoiado numa premissa que, cristamente, decretarei afundada em neurónios recônditos. A saber - se estão dez de um lado, porque raio deverão sobreviver onze do outro?  

07
Dez08

A Avaliação

Paulo Ferreira

Num país onde a iniciativa privada é fraca, e o tecido empresarial ficou entregue a algumas grandes empresas com “carimbo” estatal e muitas micro-empresas “familiares”, o povo português não está habituado a ser profissionalmente avaliado.

Apenas nos últimos anos com a globalização e a entrada de grandes multinacionais e o aparecimento de algumas iniciativas nacionais de maior dimensão, é que as palavras descentralização da decisão, responsabilização e avaliação começaram a entrar no nosso vocabulário.

 

Não estando completamente dentro do problema que leva os professores à rua e sabendo que têm muitas razões de queixa, no essencial o que não querem é ser avaliados! (e alguns como a professora da minha filha ainda têm a lata de dizer que as greves são boas porque permitem fins de semana prolongados – a greve foi 5ª, 2ª era feriado e ela faltou na 6ª…que lindo exemplo e forma de preparar as crianças para o rigor empresarial que as espera um dia). Mas independentemente das motivações dos professores…a ministra também já foi avaliada e ainda não percebeu…

 

Quem avalia tem de ser avaliado! Se não, quem avalia fica num posição de autoritarismo completamente inaceitável…

 

É assim nas empresas e é assim nos clubes. E é aqui no blog, onde temos o direito e dever de avaliar (e também comentar, apoiar,…) e somos avaliados por quem nos comenta…

 

Tudo isto para chegar a uma verdade que me parece inatacável, num clube o treinador avalia os jogadores, é avaliado pelos adeptos, director desportivo e direcção, o director desportivo é avaliado pelos adeptos e direcção…e a direcção tem de ser avaliada também!

E quem avalia desde que o faça objectivamente está apenas a cumprir o seu papel na teia de avaliação, indispensável para a evolução do próprio clube. Avaliar a direcção e a sua acção (desde que objectivamente) não tem nada que ver com ser ou não ser do Benfica ou com gostar mais ou menos do clube… pelo contrário, acho que apenas se pode ajudar apoiando mas chamando a atenção para o que está mal e assim criar condições para o melhorar! Estar calado perante o que está mal e deixar que tal continue não é ser um bom benfiquista…

 

E tal como nas empresas olhar para os outros (benchmarking é o nome habitualmente utilizado) para ver o que fazem, como fazem e trilhar o nosso próprio caminho de acordo com toda a informação obtida e experiências que outros já viveram é sinal de inteligência…permite não alterando a nossa identidade, construir um caminho mais eficaz e até diferenciador.

 

Deixando este tema que de alguma forma comenta os últimos dias de comentários no blog, abordo ainda alguns temas na ordem do dia:

1 – O FCP e o SCP tomaram o gosto às vitórias e começam a apresentar alguma regularidade nas vitórias o que nos deixa hoje numa posição de maior “pressão”. A deslocação à Madeira é difícil mas temos de ser capaz de sair de lá com os 3 pontos. Temos qualidade para tal e espero que desta o assalto ao 1º lugar seja uma realidade!

 

2 – O Benfica terá na 4ª feira mais um grande marco da sua história, o lançamento do Benfica TV. É um passo arrojado, difícil, mas necessário e que pode ter grande sucesso. Espero que apesar de ser a “voz” do Benfica, não se limite a ser um Canal de propaganda, e que seja efectivamente um Canal de informação e entretenimento com o suporte da marca Benfica. Os comentários dos jogos, preocuparam-me…

 

3 – Na onda da avaliação, Quim foi avaliado e bem por Quique e saiu da equipa titular. Tenho dúvidas se relegar o jogador para fora dos convocados é a melhor opção e se é de facto “proteger” o jogador… o tempo o dirá!

 

Saudações Benfiquistas,

Paulo Ferreira  

 

PS - O Pedro Ribeiro ao falar da grandeza do Benfica disse “Quando uma criança de rua passeia descalça na Costa do Sol, em Maputo, só com a camisola do Benfica vestida”. Tenho ido em trabalho várias vezes a Maputo nos últimos tempos e confirmo o quão impressionante é a grandeza do Benfica…na Costa do Sol como em vários outros pontos do país apenas existe um Clube, o Benfica! Qual Porto ou Sporting ou mesmo outros grandes clubes europeus…este povo vive e respira o Benfica muito mais do que possamos pensar e acima dos seus próprios clubes locais. Também a eles, o Benfica e os seus jogadores devem esforço e humildade!

 

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