Domingo, 10 de Agosto de 2008

A equipa compõe-se.

Parece-me que falta um lateral direito, mas de resto, parecem existir opções de qualidade para todos os lugares. Acho é que se estamos dispostos a dar 9 milhões por Luis Garcia, podíamos, com esse dinheiro ir buscar um lateral direito de indiscutível categoria...digo eu.

Nos centrais, do que se viu ontem, parece-me que o Sidnei pode ser titular, ao lado de Luisão, mas fica a expectativa de perceber o que acontecerá quando David Luiz estiver em condições.

Léo é um grande jogador e absolutamente indIscutÍvel. Acho que Katsouranis é melhor no meio campo do que na defesa, mas terá luta: Yebda parece ter qualidade. Entre um e outro, para já...prefiro o grego. Ruben Amorim, muito puxado para a direita perde um pouco da eficácia que pode ter jogando mais no meio, mas aí a concorrência é ainda mais dura, com o francês e o grego, mais Carlos Martins, que aparece bem, vamos ver como será com o decorrer da época, sobretudo em termos de controlo emocional. Urreta promete muito, será mesmo a grande surpresa desta pré-época.

Aimar tem de jogar mais longe do ponta de lança para render aquilo que sabe. Meter o argentino nas costas de Cardozo, como segundo avançado, tão perto da grande-área, é tirar-lhe espaço e bola. Jogando mais atrás, liberta-se mais, e parece ler melhor o jogo.

Cardozo é craque, já o sabíamos.

Reyes podia ter dado o seu primeiro toque na bola e ter feito logo o seu primeiro golo pelo Benfica. É um grande craque, isso é evidente. Vamos é ver se conseguirá e quererá sê-lo, na Luz. Balboa jogou melhor ontem do que noutros jogos, mas ainda não convence. É dar-lhe tempo, suponho.

Makukula pode ser útil e Nuno Gomes foi colocado numa posição semelhante à de Aimar, e, jogando mais atrás, pode ser interessante, porque é bom nas tabelinhas, lê bem o jogo e pode ser mais eficaz aí do que na área, como finalizador. Até fica mais protegido da cobrança intolerante da bancada...

Filipe Bastos e Miguel Vitor...ainda bem que ficam no plantel, para aprender e ir entrando aos poucos na equipa. Bynia vai ter de pedalar muito, e bater menos, se quiser ter possibilidades de jogar. Mas continuo a dizer que pode tornar-se um bom jogador, se aprender a controlar-se mais.

Na baliza Quim fez na época passada uma temporada excelente, e conseguiu "ganhar" os adeptos, demonstrando uma personalidade e uma força que são de ter em conta. Já vimos muitos tremerem com o assobio da Luz, mas Quim aguentou-se e hoje Moreira e Moretto devem saber que estão um passo atrás do guarda-redes que se deveria ser, igualmente, o títular da Selecção nacional.

Quique Flores parece saber ao que vai, e continua com um discurso sereno e cauteloso, pedindo tempo e paciência. Acho que faz bem, até porque tem um plantel com qualidade, mas uma equipa nova não se consegue fazer de repente.

Mas uma coisa é certa: com Porto e Sporting logo nas primeiras jornadas, é bom que este Benfica...cresça depressa.

 

PS- Uma palavra para a benfiquista Telma Monteiro. Não faltarão juÍzos precipitados e injustos, pelo facto dela não ter chegado às medalhas, mas, para mim ela é, e continuará a sê-lo, uma super campeã. Os Jogos Olímpicos não são uma prova qualquer, e nunca há favas contadas. Ela tem a personalidade e o valor para perceber que haverá mais Olimpíadas e que  o seu destino, como o do Benfica de que faz parte, é ganhar.




Sábado, 9 de Agosto de 2008

António de Souza-Cardoso em 09/08/08 | comentar | 36 comentários

As grandes equipas do Benfica, tiveram sempre grandes defesas! Não falo já dos mais remotos anos 60 onde todos os sectores da equipa eram de uma excelência inigualável no futebol português, como comprovam o nº de campeonatos ganhos e as duas Taças dos Campeões Europeus.

Falo de tempos mais recentes onde o Benfica, com boas defesas, ganhava (quase) sempre. Quem não se lembra de Ricardo Gomes, Mozer, Aldair, Humberto Coelho, Marchena e Ricardo Rocha para falar de defesas centrais, ou de Artur, Veloso, Miguel ou Pietra, para falar de alguns dos excelentes laterais do Benfica das últimas épocas?

O Benfica perdeu a hegemonia do futebol português quando deixou de ter a melhor defesa. Curiosamente o Porto ganhou esse espaço ao Benfica, no coincidente momento, em que passou a garantir e defesa mais competitiva e segura.

Passemos o filme à frente e testemos a tese nestes últimos, dolorosos, anos. O Benfica não tem laterais que defendam há mais de 3 anos. O Benfica tem apenas Luisão, nem sempre motivado e quase sempre desacompanhado, no eixo da defesa.

 Há dois anos o Benfica perdeu o campeonato e as aspirações europeias quando Luisão se sentou, lesionado, para parar durante longo tempo. No final da mesma época perdeu para toda a época seguinte uma das melhores contratações que fez – David Luiz, comprado para o lugar de um Ricardo Rocha que, como hoje se vê, não devia ter saído do Benfica.

Mas recorremos a dados mais estatísticos que Vos digo de memória. O Benfica ganhou o campeonato há 4 anos e não conseguiu melhor que um terceiro lugar nos últimos 3 anos.

Em qualquer destes últimos 3 anos o Benfica marcou mais golos do que no ano em que foi campeão. Mesmo neste último, vergonhoso, 4º lugar marcou também mais golos do que o Sporting e que o Guimarães que o antecederam na classificação.

Conclusão: o problema esteve sempre na defesa, apesar (e não será por acaso) das excelentes exibições feitas pelos seus guarda-redes – veja-se o caso de Quim na última época!

Parece confirmada no Benfica a tese que diz que qualquer equipe campeã se constrói a partir da defesa. Mas então se é assim, porque raio é que continuamos à procura de mais jogadores para o meio campo e o ataque?

 Para dispensar gratuitamente grandes referências do Benfica como Petit que já “assinou” uma grande exibição (com golo e tudo) na sua estreia pelo Colónia?

Onde estão os laterais que o Benfica precisa? Vamos jogar á esquerda com um bom jogador que não defende bem, mas é generoso a atacar, apesar do peso da idade lhe tirar a velocidade que tanto o notabilizou?

 E à direita? Vamos adaptar outro jogador? Miguel Vitor? Vamos continuar a insistir em Nelson que também não defende?

Será que Rui Costa e toda a equipe técnica não vêem o que toda a gente vê? Com o dinheiro de Luis Garcia (para que servem Nuno Gomes, Makukula e Óscar Cardozo, para não dizer Reyes, Aimar ou Pedro Mantorras?) estou seguro que poderíamos ter uma defesa segura.

Por isso, meus amigos, aqui fica o alerta: neste tão curto resto de defeso concentremo-nos em construir uma boa defesa porque provavelmente, ao contrário do que diz o adágio, “o melhor ataque é a defesa”!

 Ou, como dizia Egas Moniz, aio e mestre de armas do nosso primeiro Rei: – “Sem um bom escudo, a espada de nada serve”.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS – Mais do que vergonhosa, a atitude da Comissão Disciplinar da Liga em suspender Luis Filipe Vieira, foi perigosa para o futebol português. Pelo precedente que abriu, pela discricionariedade que suscita e estimula. Revejam a entrevista de Pinto da Costa à SIC e o grave teor das acusações que faz à Federação e à Liga e perceberão. Reflictam nas palavras públicas escritas por Freitas do Amaral, no seu parecer, e as acusações claras feitas ao mesmo Conselho de Justiça da Federação e entenderão. Nenhum deles será suspenso. A justiça será denegada. O que passa a valer é a discricionariedade e a caça às bruxas. Sem que se possa sequer “chamar a policia”!

 


sinto-me: Defensivo
música: (Não) Chamem a Policia!


Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Paulo Ferreira em 08/08/08 | comentar | 12 comentários

Não tenho por hábito tecer grandes comentários sobre o "sistema", sobre o jogo de influências, viciação de resultados, enfim factores externos ao futebol jogado nas quatro linhas e que de uma forma mais ou menos incisiva contribuem nos desfechos finais dos campeonatos. Normalmente não o comento porque entendo que  existe muito quem o faça (às vezes até demais) e que é mais produtivo olhar para as virtudes e defeitos internos para que com ou sem jogos externos consigamos ser melhores.


No entanto não resisto a comentar o castigo de 2 meses a LVF. É preciso ter lata e ser totalmente desprovido de vergonha para depois de tudo o que se passou e vai passar, vomitar um castigo destes... Achei na altura as declarações exageradas e noutro contexto até aceitaria (com alguma dificuldades mas enfim) um castigo, mas nesta fase é totalmente inaceitável. E é inaceitável porque aquele orgão composto por um conjunto de indivíduos com ética duvidosa que decidem em função do poder que representam e não em função da justiça está completamente desacreditado.
E já agora, se LFV apanha 2 meses de suspensão nem quero saber o que poderá acontecer a Freitas do Amaral! É que as declarações dele foram bem mais incisivas face a um orgão "semelhante".

 

A propósito de Boavista ouvindo as declarações de um seu dirigente ontem a um Canal de Televisão não lhe posso deixar de dar razão quanto à análise de parcialidade de comportamento da Federação. Em circunstância iguais defende um comportamento da UEFA perante o FCP e comporta-se de forma antagónica dentro de portas. Mas que outro comportamento se esperava de um quadro dirigente subserviente e que já tantas vezes bateu nos "moribundos" para deitar areia para os olhos de todos e camuflar outros comportamentos noutras ocasiões!

 

Por fim e falando do nosso Benfica. Na semana passada escrevi um post em que revelava alguma apreensão pelo estado de preparação do Benfica, mais como desabafo de quem gostaria que as coisas estivessem mais adiantadas e continuo a achar que existe atraso em relação aos outros clubes e a qualidade futebolística não se aproxima da evidenciada pelo FCP nesta altura (o que é natural).
Mas nesta altura estou mais optimista e a "casa" começa a ficar arrumada. Saiu quem tinha de sair e está a chegar quem fazia falta chegar!
E no que diz respeito às movimentações de mercado o mérito de LFV e Rui Costa tem de ser reconhecido. O 1º transformou o Clube, num entidade com credibilidade e saúde financeira que permite chamar nomes sonantes num ano em que nem sequer estamos na Liga dos Campeões e o 2º mostra serviço conseguindo colocar jogadores de qualidade e não falhando os alvos que terá escolhido em conjunto com o treinador (ou se falhou não se soube...o que também é de reconhecido mérito).


No meio de tudo isto amanhã jogamos podendo apresentar uma equipa já bem próxima daquele que será o Benfica 08/09. É caso para dizer, mais vale mais devagar e bem que mais depressa e mal...

 

PS - Falou-se em posts anteriores de jogadores espanhóis e do risco de descaracterização do clube. Sinceramente não concordo, porque os tempos são outros, os jogadores raramente passam muito tempo no mesmo clube, existem os empresários, etc. Além de tudo isso, já vi muito estrangeiro valorizar mais o clube que muito português que lá passou. Penso que a prioridade é ter bons jogadores e que consigam personificar os valores do clube...se forem portugueses melhor!

 

Saudações Benfiquistas,
Paulo Ferreira




Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Bruno Carvalho em 07/08/08 | comentar | 58 comentários

 

 
Estamos em pleno Agosto, época de férias para a grande maioria dos portugueses. É a altura ideal para, sem pretensiosismos, podermos pensar um pouco o nosso Benfica ainda longe da pressão dos resultados.
 
Tem-se falado muito neste blog (e noutros fóruns) da política desportiva do Benfica. Afinal o que é uma boa política desportiva?
 
Para mim a definição de uma política desportiva correcta, algo há muito arredado do Estádio da Luz, é algo muito fácil, não sendo a panaceia que muitos nos querem fazer querer, atirando-nos areia para os olhos ou avançando com teses de difícil compreensão.
 
Uma boa política desportiva é tão simples quanto isto: ficar com os bons jogadores no clube dando-lhes boas condições de trabalho, mandar os maus embora, tudo dentro de um orçamento previamente definido.
 
Façamos, então, o seguinte exercício: sem comprar nenhum jogador, mantendo no clube apenas jogadores que já lá estiveram muito recentemente, o Benfica poderia ter um plantel de 26 jogadores (podendo ainda dispensar 2 ou 3 à escolha) parecido com isto:
 
- Guarda-Redes: Quim, Moreira
- Defesas Direitos: Miguel, Alcides
. Defesas Esquerdos: Léo, Sepsi
- Defesas Centrais: Luisão, David Luiz, Ricardo Rocha, Miguel Vítor
- Médios Defensivos: Petit, Manuel Fernandes, Katsoranis, Binya
- Médios Ofensivos: Simão, Tiago, Karagounis, Diego Souza, Cristian Rodriguez, Di Maria, Giovanni, Nuno Assis
- Avançados: Cardozo, Miccoli, Nuno Gomes, Makukula
 
Esta equipa, cuja vasta maioria dos jogadores foi comprada pela actual Direcção do Benfica, seria, estou certo disso, campeã nacional várias vezes e poderia lutar por qualquer competição europeia, não ficando a sua construção dependente dos humores de nenhum treinador.
 
O que o Benfica teria que fazer era manter um ambiente ganhador de forma a que os jogadores se sentissem bem no clube e estivessem orgulhosos de o representar.
 
É importante dizer que da lista que apresentei, dos jogadores que saíram do Benfica não houve um único que tivesse saído para um clube maior ou melhor que o Benfica.
 
Chamo ainda a atenção para o facto de as receitas das vendas dos jogadores que saíram terem sido seguramente menores que os custos da aquisição dos cerca de 100 jogadores que nos últimos anos foram comprados pelo Benfica.
 
Mais palavras para quê? Tudo o resto são desculpas…
 
Um abraço a todos e boas férias!
 
Bruno Carvalho
 
 

PS: Desculpem tudo o que escrevi neste post. Não me lembrei que isto estragava o negócio dos empresários, a distribuição das comissões, etc...

Só escrevi disparates. Deve ser do sol. Perdoem-me.

 


sinto-me: Tranquilo


Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

 

Muito se tem falado da nova estratégia de Luís Filipe Veira (talvez a última), na capacidade de Rui Costa conduzir e planear o departamento futebol, mas regra geral todas as conversas de café acabam na qualidade do actual plantel ou do próximo reforço que está para chegar.

 

Enquanto Benfiquista julgo que é importante retomar o tema da identidade do clube. Lembro-me bem de quando um determinado presidente prometeu um Benfica feito com a espinha dorsal da Selecção Portuguesa...

 

Amanhã se Luis Garcia se confirmar (espero que sim...) estaremos quase mais próximos da Selecção Espanhola do que da Portuguesa, o que tendo em conta o último Europeu até pode não ser mau, desportivamente falando.

 

A questão que gostava de levantar aos Benfiquistas, é quantos se revêem numa equipa que fala português-brasileiro na defesa (Leo/ Luisão/ David Luiz) e espanhol do meio campo para a frente (Balboa, Aimar, Cardozo, Reyes/ Garcia?)?

 

Acham que estes jogadores sentem a camisola do Benfica como sentiram Coluna, Eusébio, Chalana, Álvaro ou Diamantino? Julgo que não.

 

Desta questão emergem muitas outras, nomeadamente como é que sendo o nosso país um dos maiores formadores do futebol mundial, e o Benfica o maior clube nacional, não temos um único português que venha da "cantera" com possibilidades de se afirmar como titular na equipa do Benfica?

 

Uns dirão que Vale e Azevedo acabou com a Formação mas o que tem Luís Filipe Vieira feito pela Formação? Quantos novos talentos surgiram durante os seus mandatos?

 

Outra das questões que me causam algum espanto, é a capacidade que o Benfica dá constantemente aos seus treinadores de fazerem as equipas com os seus amigos de longa data.

 

 

Esta época começa realmente a lembrar-me as de Souness em que vieram Steve Harkness, Scott Minto, Mark Pembridge, Michael Thomas -um dos piores de sempre, Dean Saunders e o gigante Brian Deane.

 

Acho sinceramente que o Benfica deve dar liberdade aos treinadores para formarem as suas equipas, mas estes deverão sempre fazê-lo tendo em conta os princípios e valores do Clube. Isto é, a visão do treinador deve ser submetida a uma visão maior, que é a do Clube e, neste caso, a do Maestro.

 

Este pensamento conduz-nos a uma questão ainda mais profunda, quais são os valores do clube e da tão falada Marca Benfica?

 

Serão portugalidade/ liderança/ espírito vencedor/ património ou apenas espírito vencedor como o Chelsea de Mourinho ou o Arsenal de Wenger que nem vence e joga sem um único inglês?

 

Enquanto ninguém tem uma ideia daquilo que deve ser o Benfica no presente e no futuro, resta-nos assobiar para o lado e esperar pela vitória do Sport Madrid e Benfica num próximo campeonato.

 

Um abraço a todos os benfiquistas,

MO

 

PS: já agora um Italiano (Miccoli) não fazia mal para equilibrar as contas.




Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 05/08/08 | comentar | 37 comentários

 

No meu post da semana passada escrevi "No próximo fim-de-semana o Benfica tem forçosamente que apresentar algo próximo do que espera de uma equipa perto do final da pré-temporada. Em princípio lá estarei para ver se é desta!"
 
Infelizmente acabei por não assistir ao vivo, mas no jogo de ontem já se viram 20-25 minutos de bom futebol e excelentes pormenores de alguns jogadores, nomeadamente de Ruben Amorim e Urreta, bem acompanhados por Cardozo e Aimar, e finalmente uma defesa que, sem brilhar, não comprometeu – surpresa agradável a exibição na direita de Miguel Vítor.
 
Apesar disso mantêm-se algumas limitações habituais nas últimas épocas.
Comecemos pelas nossas:
 
Depois de um início em que conseguimos uma vantagem importante de dois golos, quando se esperava que conseguíssemos finalmente alcançar níveis de tranquilidade que permitissem um futebol mais calmo e esclarecido, explorando até o contra-ataque, voltou a assistir-se a uma ansiedade crescente. Mais uma vez não resistimos a um pressing alto, com frequentes perdas de bola na transição defesa – ataque; parecia que havia sempre mais um jogador na equipa do Vitória de Guimarães.
 
Passemos às exteriores:
 
Mais uma vez se assistiu à infeliz opção de alguns adeptos que, em vez de apoiar e incitar a sua equipa, optam por insultar a adversária.
 
Não percebo a lógica da escolha dos comentadores das estações de TV; aparentemente o mais importante é ser anti-benfiquista. No jogo de ontem conseguiram ter dúvidas na marcação do penalty que daria origem ao nosso primeiro golo, já que não foi o central do Guimarães que derrubou Urreta, mas sim este que deixou a perna para trás para provocar a falta!!! No entanto não tiveram dúvidas no penalty assinalado contra o Benfica (apesar de concordar com o critério do árbitro, acho claramente que este é mais duvidoso) e pelo menos noutro lance que, segundo eles, devia ter sido penalty contra o Benfica.
 
A equipa de arbitragem esteve bem nos lances mais importantes do jogo e adoptou o habitual critério uniforme nas faltas a meio campo – na dúvida assinala-se falta contra o Benfica.
 
 
Para finalizar, apenas duas notas que não têm nada a ver com o jogo de ontem.
 
Excelente notícia a aquisição por empréstimo, com opção de compra, de Jose Antonio Reyes.
 
Respondendo a algumas críticas que me foram feitas, deixem-me dizer que não escrevo para dizer bem ou mal de acordo com qualquer interesse. As reflexões que aqui faço são apenas a minha opinião, de Benfiquista apaixonado e sofredor. Não tenho qualquer interesse em dizer mal, antes pelo contrário, quem me dera poder escrever sempre a elogiar. No entanto, é importante sermos capazes de ser simultaneamente críticos e ambiciosos.
 

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Pedro Fonseca em 04/08/08 | comentar | 52 comentários

Alexandre Pais, director do “Record”, não é jornalista de elogio fácil. Nem muito menos um daqueles que trafica a opinião em troco de um prato de lentilhas. É, por isso, relevante o qualificativo com que este assumido belenense classificou a estratégia de Luís Filipe Vieira à frente do Benfica: corajosa.

“Luís Filipe Vieira é um homem de coragem”, escreveu Alexandre Pais num dos seus recentes editoriais, na última página de “Record”. O jornalista analisava o investimento que o Benfica estava a fazer na sua equipa de futebol, um ano depois de uma época desportiva desastrosa, e numa altura em que não poderá contar com os milhões da Liga dos Campeões.
Gestor de reconhecidos méritos – a cujo currículo junta como cereja em cima do bolo o ter colocado em ordem as contas do Sport Lisboa e Benfica -, Luís Filipe Vieira sabe que o assumir de riscos calculados faz parte do dia-a-dia de um líder de uma grande instituição.
É certo que o futebol envolve variáveis cujo grau de aleatoriedade atinge o absurdo. Até por isso, o investimento que o Benfica está a fazer, atacando mercados financeiramente mais poderosos e aliciando jogadores de topo, merece que se dedique uma atenção muito especial ao trabalho que nos últimos anos foi feito por Luís Filipe Vieira.
Não é por acaso que, por exemplo, o Espanhol elogia o comportamento do Benfica nas negociações pela contratação do “delantero” Luís Garcia. E, em cima desse elogio, sobe a fasquia das exigências financeiras e, apesar de do lado encarnado ouvir um rotundo “não”, continua a manter em aberto as vias negociais.
O que é que isto significa? Tão-só que o Espanhol reconhece que o Benfica, a palavra dos dirigentes do Benfica, merece credibilidade. Mas mais: que reconhecem ao Benfica uma sólida capacidade financeira que lhes permite contar com o dinheiro na conta bancária.
Os que criticaram a dependência dos “diktats” da Olivedesportos, continuam mudos face ao corajoso distanciamento que esta direcção do Benfica encetou, nomeadamente através da constituição de um Canal Benfica;
Os que assistiram impávidos ou críticos à “entrega” do Sporting aos bancos, principalmente ao BES, (a ponto de se questionar se quem lidera os “leões” é Filipe Soares Franco ou Ricardo Salgado), ou que verificam ser o FC Porto controlado por empresários sem escrúpulos, como Juan Figer, continuam indiferentes ao facto do Benfica ser o único grande clube português imune às pressões do exterior;
Os que viram e ouviram, pela primeira vez, um Presidente da UEFA congratular-se com a estratégia de um clube português em nome da transparência, da verdade desportiva, da credibilidade do futebol, preferiram dar voz aos intriguistas do sistema.
Em Portugal é assim: a competência e o mérito têm sempre no reverso da medalha a inveja. O problema para estes invejosos e maldizentes é que o Benfica não é gerido de fora para dentro; o Benfica está bem e recomenda-se; o Benfica é o presente e o futuro do futebol português, naquilo que ele tem de mais cristalino. Como se viu no sábado à noite em Guimarães, onde os presidentes do Benfica e do V. Guimarães deram uma corajosa demonstração de unidade em nome da credibilidade do futebol, as centenas de crianças presentes no estádio foram bem a imagem daquilo que somos: a maior instituição desportiva portuguesa, o maior clube do Mundo.



Sábado, 2 de Agosto de 2008

António de Souza-Cardoso em 02/08/08 | comentar | 13 comentários

Sócrates comprometeu-se com Estatuto dos Açores Cavaco Silva fala ao país sobre o estatutoPolítico-Administrativo da Região Autónoma dos Açores

 

No final da semana o País viveu um longo dia com “o coração na garganta “ à espera da grave e reservada comunicação ao País que o Presidente da República anunciou para o horário nobre das televisões. Encharcados em ansioliticos, os portugueses dividiam-se na interpretação prospectiva desta nova versão do tabu. A verdade é que só duas alternativas mereciam a solenidade majestática da convocatória: Ou, no antes de férias, o nº 1 da República ia comunicar aos portugueses os contornos “tremendistas” da crise internacional, e a forma perversa com o crude o sub-prime (?) tomariam conta do nosso bolso ou, numa versão optimista, Cavaco Silva de braços ao alto e com os dedos em “V” anunciaria que Luis Garcia tinha entrado no Benfica por troca com Luis Filipe (o nº 2, claro!). Mas afinal, o Presidente, num discurso amuado, veio falar afinal de questões jurídico-constitucionais ligadas ao Açores, e da forma como uma vez mais um Presidente da República (não) deve actuar. Ora batatas, dissemos todos ao fim de 5 minutos, enquanto “zapávamos” para outro canal. Para tudo isto não merecia a pena tanta “mis en scéne”. Bastava, por exemplo e agora sim (uma vez que de direito constitucional se trata) pedir um parecer ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa. É o mal do semi-presidencialismo porque a verdade é que só temos um “semi-Presidente” que só não faz o que nós gostávamos que fizesse. Este Novo Benfica (que ainda não é o “Nosso”) da pré época de 2008, tarda a cumprir o desafio lançado a Quique Flores por Rui Costa – Acordar o Benfica! De facto, este efeito despertador é menos visível (e previsível) quando se continuam a notar as recorrentes lacunas de que fala a “família Benfiquista”: Sem perder tempo com os guarda-redes (sem deslumbres, acho que não é por ai), é urgente e vital contratar um novo defesa direito e um novo central. Diria que é mais urgente e vital do que tudo o resto. Depois, dava jeito ter um ala esquerdo com mais jeito do que o que temos (ou não temos?) e um avançado goleador que no sistema de 4x4x2 (mais ou menos dinâmico) jogasse ao lado de Óscar Cardozo (grande apelido!). Todos os dias lá vamos ao quiosque jogar “A Bola” que ainda nos resta e… ainda não foi desta! Será que vamos iniciar mais um ciclo que arrasa a casa cara que construímos o ano passado (erro grave de concepção justificamos nós) e iniciamos a construção de uma outra casa, tão cara como a primeira e com os mesmos erros fundacionais e os mesmos desequilíbrios de concepção e de projecto? Julgo que ao contrário de Rui Costa e de Quique Flores que merecem ter um tempo de qualidade neste Benfica, a actual direcção põe o seu destino nesta época que coincide com final do seu mandato. Porque teve já todo o tempo do mundo para ter resultados desportivos à imagem do Benfica. Experimentou já todos os ciclos do universo, mesmo este de semi-presidencialismo em que, tal como Cavaco, o Presidente não manda (não marca golos, não treina os jogadores…) ou finge que não manda. Sosseguem por favor os apaniguados da actual Direcção, porque eu sou daqueles que sente um genuíno reconhecimento a Luis Filipe Vieira por voltar a credibilizar o Benfica. Mas também sei que isso e a saúde financeira do clube são questões meramente instrumentais, porque a verdade é que um Benfica credível e rico que não ganha, serve para quê? Julgo, no entanto que ainda vamos a tempo de, sem tabus, entrarmos num ciclo virtuoso que glorifique todos os destinos e sufrague até o semi-presidencialismo que temos.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS1 – Ao contrário de muitos, julgo que Petit saiu do Benfica de uma forma pequena. Se o Clube nada ganha, porque não continuar a contar com a sua enorme experiência, capacidade de sacrifício e de agregação e o seu infindável amor ao Benfica?

 

PS2 – Hoje a Igreja comemora o dia de S. Eusébio de Vercelli, um Bispo do Século IV.O que me faz lembrar a justiça da “Eusébio Cup”, anunciada numa versão que me pareceu apressada e “magra” de mais. Esperemos que este seja um exemplo da “Memória com Futuro” que queremos para o Benfica.

 


sinto-me: Monárquico
música: god save the king


Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Paulo Ferreira em 01/08/08 | comentar | 27 comentários

Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que tenho confiança no trabalho de Rui Costa, acho Flores uma boa aposta e continuo optimista para um novo ciclo desportivo no Benfica.

 

Posto isto, não deixo de estar preocupado.
Não vou falar do aspecto de Gestão Financeira já amplamente discutido em posts anteriores, embora ache importante destacar que se não me choca investir 30 milhões, me escandaliza esbanjá-los. O ano transacto gastou-se muito dinheiro em jogadores que este ano irão sair bem abaixo do preço de custo. Sendo os jogadores o maior activo do clube penso que está tudo dito...

 

Mas neste momento é a parte desportiva que me interessa e essa gestão está-me a deixar confuso.
No meu entendimento a pré-época serve:
1) Para testar jogadores e Sistemas técnico-tácticos
2) Sustentar as bases físicas que permitam administrar correctamente o esforço de toda uma época

3) Implementar dinâmicas de jogo que serão depois naturalmente optimizadas ao longo da época

 

Olhando para a pré-época do Benfica não consigo vislumbrar o que está a ser feito em nenhum destes campos.

O Benfica começou a época a 8 de Julho ainda com muitos jogadores em descanso após trabalhos nas selecções. O trabalho feito até à inclusão de todo o plantel tem uma eficácia muito relativa, dado que andamos a treinar com apenas meia dúzia de jogadores que de facto jogarão no Benfica durante a época.


Depois os jogadores foram incluídos mas continuámos à espera de anunciados reforços que tardam em chegar e que naturalmente que a vir irão perder uma componente essencial da época, a pré-época.
 

Finalmente, numa altura em que julgámos que o plantel estaria a estabilizar faltando apenas 2 ou 3 peças para completar o plantel e colocar alguns jogadores que estão no plantel mas que já não deviam estar, começamos a libertar jogadores que teoricamente seriam peças importantes no Benfica de 08/09.

 

Os jogos efectuados na pré-época também me fazem alguma confusão. Senão vejamos os onze iniciais apresentados:

Benfica 1-1 Estoril
11 Inicial: Moreira, Luís Filipe, Miguel Vítor, Edcarlos, Léo, Yedba, Carlos Martins, Nuno Assis, Balboa, Makukula e Yu Dabao

Benfica 2-3 Blackburn
11 Inicial: Moreira, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos, Sepsi, Carlos Martins, Yebda, Fellipe Bastos, Nuno Assis, Urretavizcaya e Nelson Oliveira

Benfica 0-2 Sporting
11 Inicial: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Katsouranis, Leo, Balboa, Bynia, Carlos Martins, Nuno Assis, Aimar e Urretavizcaya

 

Quer isto dizer que o Benfica fez já 3 jogos em que em 2 deles (os dois primeiros) apresentou no máximo um onze com 4 jogadores que poderão vir a ser titulares no Benfica de 08/09. No 3º jogo apresentou mais alguns mas com a incógnita de ficarem ou não no Benfica.

Estes jogos em que se apresentam equipas de jogadores que virão a ser dispensados têm muito mais inconvenientes que vantagens, já que não servem para rotinar nada, os resultados obtidos quer se queira quer não desolam os adeptos e criam pressão à equipa, e inclusivamente desvalorizam alguns jogadores que queremos colocar fora do plantel de tão mal que eles jogam! Por alguma razão as grandes equipas nacionais e internacionais estão a fazer jogos particulares apresentando equipas muito mais "fechadas" que o Benfica e com onzes muito parecidos com aqueles que serão os seus onze base...

 

Por tudo isto, julgo que até aqui não se cumpriu qualquer objectivo nesta pré-época que não seja dar algum suporte físico aos jogadores que vierem a ficar no plantel. E mesmo nesta altura não sei que plantel teremos:
Guarda-Redes: Virá mais algum ? Codina ?
Defesa: Os dois melhores defesas centrais todos os dias dizem que se querem ir embora. Temos outro que é bom mas está lesionado há um ano num dedo! e outro que veio agora que é uma incógnita. De EdCarlos nem vale a pena comentar. Continuamos sem lateral direito a sério...
Meio Campo Defensivo: Indo Katsoranis para Defesa Central ou indo embora e estando Petit no Colónia (a custo zero), as nossa melhores opções são um Yedba e um Fellipe Bastos, o que me parece pouco e nem sequer provaram nada (nem cá nem opor onde passaram antes)
Meio Campo Ofensivo: Balboa, Urreta e DiMaria são os únicos extremos que temos...chegará ? É que também ainda não provaram grande coisa...
Avançados: Mantorras ainda nem começou em campo porque está no ginásio a reforçar a massa muscular (ainda existem dúvidas que por muito doloroso que seja,

não serve para o Benfica  ?), Makukula é para sair e perder dinheiro pelo que parece, Nuno Gomes estamos sempre com esperanças que saia e até de Cardozo chegam notícias que pode sair (o que espero que não aconteça). Ou seja, falta também aqui definir tanta coisa.

 

Resumindo, o plantel ainda vai sofrer demasiadas alterações numa altura em que o campeonato está à porta e como tal a preparação está atrasadíssima. E se alguma desta razia até poderia ser necessária não poderia ter sido feita mais cedo ?

 

Espero ao menos que as alterações que se façam valham a pena a médio prazo.

 

Saudações Benfiquistas,
Paulo Ferreira




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