Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Paulo Ferreira em 22/08/08 | comentar | 8 comentários

Pode considerar-se que hoje acaba a fase de preparação da época. Amanhã começa a Superliga e o Benfica tem o seu 1º grande teste no Domingo frente ao Rio Ave, e é aí que teremos de constatar na prática o estado e potencial da nossa equipa, sabendo e percebendo que a mesma ainda está necessariamente numa fase de crescimento e que irá ainda melhorar muito ao longo da época.

 

O Benfica através de uma excelente estratégia (que a certa altura me deixou apreensivo e preocupado, confesso) conseguiu reforçar bem a sua equipa e tem neste momento um bom conjunto de jogadores. Mérito absoluto para LFV e Rui Costa e entra agora em força a capacidade de Flores transformar este belo conjunto de jogadores numa grande equipa. Mas até aí e pela amostra parece que estamos no bom caminho!

 

Para mim existe um sector que obviamente precisa de ser reforçado (lateral direito) embora ache que Maxi, não sendo brilhante, pode cumprir. E se vier um grande avançado melhor...embore se não vier não me parece grave!

Tenho uma preocupação que é o lado esquerdo mas mais por uma crise de excesso que por defeito (o que é bem melhor). Reys será o natural titular, mas parece-me que Di Maria pode ficar desaproveitado, o que será mau desportiva e financeiramente. Também Urreta ficará "tapado" e parece-me que pode ter um bom futuro. Enfim, é daquelas "crises" que qualquer um gosta de ter mas que terá de ser bem gerida sobre todos os pontos de vista.

 

Esperando ansiosamente o início do campeonato as minha atenções têm-se virado para os Jogos Olímpicos. E aqui...uma enorme satisfação pelos sucessos e também pelo facto dos medalhados serem atletas do Benfica. O clube apostou em atletas talentosos e com um cultura de vitória, deu-lhes condições e os resultados estão à vista! Parabéns para eles e para o Benfica por ser eclético e ter apostado nos atletas certos!

Sobre os Jogos tenho como opinião própria que os resultados da delegação portuguesa não foram brilhantes mas também não foram um desastre (muitas boas prestações e recordes apenas ofuscados por algumas ambições que nos sairam frustradas). Algumas declarações menos felizes (e tantas ouviríamos dos nossos futebolistas se não tivessem o apoio de gabinetes de comunicação que os "ensinam" a falar e lhes explicam o que devem ou não dizer) serviram para empolar alguns resultados menos meritórios. Por outro lado, declarações bem mais felizes e profundas (como as de Gustavo Lima na explicação dos apoios que faltam a estes atletas) passaram ao lado quando deveriam ser usadas para profunda reflexão. É preciso sublinhar que os atletas para serem de excelência têm de ter talento, trabalho, sacrifício, apoios que os permitam ser profissionais (não se pode exigir, por exemplo, a uma maratonista que treina depois de trabalhar num café 8 horas de pé que faça mais nada que não o seu melhor...e tem de se agradecer o esforço que faz pelas cores nacionais) mas também estarem bem preparados psicologicamente para terem uma cultura de vitória e suporte à pressão! Isto ao contrário do que diz o "brilhante" presidente (excelente a acusar no fracasso e a ir buscar os louros na vitória e ridículo como se contradiz em menos de 24 horas apenas pela prestação de 1 dos mais de 70 atletas que participam nos Jogos) treina-se! (aliás é um dos principais factores de diferenciação entre os treinadores de futebol e uma grande qualidade que reconheço em Mourinho ou Scolari).

É algo intrinseco mas tem de fazer parte das responsabilidades de quem prepara os atletas, fazê-lo de forma física mas também psicológica, incutindo-lhes responsabilidade, rigor, espírito de vitória e suporte à pressão dos grandes momentos. E já agora, prepará-los para enfrentar a comunicação social sem dizerem parvoíces (que estou certo que em alguns casos pelo menos foram ingénuas e pouco sentidas). Espero que para os próximos Jogos o Comité não se demita das funções que actualmente considera não serem suas e que apoie convenientemente quem participa durante os 4 anos que antecedem os jogos. Depois sim, exija!

 

 

PS - Desculpem se abusei nos comentários aos Jogos, mas achei importante reflectir sobre o assunto desportivo do dia e felicitar os nossos medalhados. Prometo que só comento Jogos Olímpicos daqui a 4 anos :)

 

Viva o Benfica!

 

Saudações Benfiquistas,

Paulo Ferreira




Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Bruno Carvalho em 21/08/08 | comentar | 18 comentários

 
O Benfica tem-nos habituado, nos últimos anos, a grandes pré-temporadas onde é sempre a equipa que se destaca pelas aquisições que faz, o que contrasta depois com a performance da equipa durante a época.
 
Já disse num post anterior que esta é a altura do ano em que nós estamos mais felizes.
 
Este ano, mais uma vez, somos claramente os campeões da pré-época.
 
Chegou mais um autocarro de jogadores e partiu outro cheio de homens que há pouco tinham chegado à Luz rotulados de craques.
 
Nota-se no ar um entusiasmo geral que, aliás, perpassa por este blog.
 
A pergunta que se impõe é: será que vai acontecer a mesma coisa que anos anteriores mal a bola comece a rolar a sério?
 
Penso que o desempenho do Benfica nesta pré-época, apesar de alguns problemas foi claramente melhor do que habitual e vou expor, com clareza, o que na minha opinião, de bom se fez e o que foi menos bom:
 
POSITIVO
 
O destaque principal vai inteirinho para Luís Filipe Vieira: geriu bem os silêncios, colocou o homem certo à frente do futebol (apesar de ter sido à custa do sucesso desportivo de toda a época anterior) e mostrou que o Benfica é detentor de uma solidez financeira invejável. Luís Filipe Vieira junta a tudo isto o facto de continuar a ser o líder da cruzada pela limpeza do futebol português.
 
Tenho aqui criticado algumas vezes o desempenho do nosso Presidente, mas penso que o comportamento de LFV nesta pré-época foi, a todos os títulos, exemplar. Foi solidário com Rui Costa e soube estar longe dos holofotes da fama mesmo nos momentos em que Pablo Aimar e José António Reyes fizeram a sua chegada triunfal a Lisboa.
 
Positivo foi também o trabalho de Rui Costa. O Benfica este ano viu chegar muitos jogadores, mas desta vez não chegou refugo. Aimar, Reyes e Carlos Martins não são uns jogadores quaisquer. Vêm seguramente conferir qualidade ao Benfica. Urreta, Yebda, Balboa e Ruben Amorim, noutro nível, parecem ser boas apostas. Como poderá ter sido uma boa aposta Sidnei. O tempo o dirá.
 
Se juntarmos a estes jogadores a categoria de Cardozo, Di Maria, David Luiz, Katsoranis e Quim, começamos a ter, de facto, uma boa equipa.
 
Pareceu-me, ainda, extremamente positiva (e muito importante em termos de correlação de forças) a resposta que o Benfica deu ao Porto relativamente à saída de Cristian Rodriguez. É que ir buscar Reyes para esse lugar foi de mestre.
 
Positiva foi também a escolha do treinador. Parece ser muito sério, exigente e moderno apesar de ainda ser claro que existem problemas na colocação da equipa em campo.
 
NEGATIVO
 
De negativo há poucas coisas, mas há sempre este problema de termos tido que comprar muitos jogadores e termos de começar outro ciclo. Mas parece-me que desta vez foram escolhidos jogadores com classe e com critério.
 
Parece-me, no entanto, extraordinário que o Benfica ainda não tenha ido comprar um bom defesa direito. É gritante que Nelson não serve para o lugar e Maxi Pereira deixa muito a desejar. Mas ainda há tempo e certamente Rui Costa deve andar a tratar do assunto.
 
Não gostei igualmente da saída de Petit do Benfica e gostaria de Makukula se mantivesse no plantel.
 
O que menos gostei da pré-época foi a forma como tudo o que se passou no Benfica vinha espelhado na comunicação social. Sabíamos, ao minuto, que o avião tinha levantado para ir buscar Aimar e depois Reyes. Foi tudo uma espécie de Reality Show. Rui Costa sabe bem que, quando a época começar, proteger o balneário é essencial. Há que parar com essa fuga permanente de informação de vez. Ela só serve aos nossos adversários e a jornais e televisões que não hesitarão em desfazer tudo do que se está a construir no Benfica mal isso lhes dê vantagens.
 
CONCLUSÃO
 
Afinal também eu estou entusiasmo com a pré-época. É verdade. Também sou adepto e benfiquista doente como todos vocês.
 
Mas parece-me que há claros sinais de melhorias na forma como as coisas foram feitas este ano.
 
Afirmo já aqui que não exijo que o Benfica seja campeão este ano. Se for, melhor. O que exijo é respeito pelo trabalho sério que foi feito este ano. É importante que não se ponha tudo em causa mal os resultados não correspondam áquilo que queremos.
 
É preciso ter paciência pois o Benfica parece finalmente estar claramente no bom caminho
 
Espero ver um Benfica solidário.
 
É necessário que Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Quique Flores consigam entender-se nos maus momentos que seguramente vão existir, uma vez que não há margem para mais novos ciclos.
 
Viva o Benfica!
 
Um abraço a todos.
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: Parabéns à iniciativa do Miguel Osório. Achei excelente e vem mostrar a vitalidade deste espaço que é de todos os benfiquistas.
 

sinto-me: Esperançado


Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

 

Na semana passada lancei o desafio de publicar um post de um dos meus leitores. A resposta não poderia ter sido melhor, provando que a família benfiquista é de facto muito especial.


Confesso-vos que seleccionar um post entre a quase centena que recebi foi uma tarefa muito complicada. Escolhi este do Sr. Afonso por que faz precisamente o elogio à Família Benfiquista e porque destaca o papel que Rui Costa tem vindo a assumir no seio do clube e o seu amor pelo clube como forma para vencer os muitos desafios que se avizinham.

 

Despeço-me agora desta minha família na esperança que o Benfica comece  o campeonato com uma vitória frente ao Rio Ave, jogando à Benfica...

MO

 

“Como benfiquista cá estou eu a expressar a minha opinião em relação a assuntos, pseudo, imaginários ou até inventados, pois essa é uma das nossas funções, colocar o tema Benfica no centro do universo. Duvido mesmo, meu caro, que haja outro clube no mundo que seja tema de conversa em tantas bocas, na ponta dos dedos pelas teclas dos computadores ou pela voz presa a um telemóvel. Muitos falam na grandeza e na originalidade deste clube mas nós não estamos muito preocupados em provar isso, estamos mesmo é decididos a sentirmo-nos cada vez mais orgulhosos em fazer parte de uma grande família, repare não é só um clube, é mesmo uma enorme família. A nossa grandeza universal é justificada, dia após dia, por aqueles que são nossos adversários, e que vêm nas nossas derrotas as suas maiores vitórias, mas isso cada um sabe de si...

 

A questão que aqui coloca é o do principal problema do glorioso ser estrutural e não conjuntural. Digo-o sinceramente, que eu não gosto de colocar etiquetas aos problemas que têm de ser resolvidos. O que me parece é que essa é uma questão que já foi aflorada pelo actual presidente há uns anos... e os problemas estruturais resolvem-se com pessoas e com capacidade, carácter, amor. E nesse campo temos Rui Costa e não me aprece que ele seja um D. Sebastião que vê o slb como a missão da vida dele ou que seja um profissional que entende o glorioso como o seu ganha pão... Rui Costa é tão especial porque nós vemo-nos nele, é um dos milhões de adeptos como nós, apaixonados por um clube imenso, e que chegou onde nós queríamos estar. É como ele auscultasse os corações desses milhões e que esteja a diagnosticar a cura para os males que nos têm feito e que nos dê perspectivas de um regresso ao futuro, digno do nosso nome. Em pequenas coisas Rui Costa é mesmo especial, é um ser extraordinário, uma criatura tão elevada, isso vê-se em pequenas coisas que tentam ridicularizar como em lágrimas derramadas na luz quando marca um golo, numa carta escrita ao Aimar, com o coração ou num beijo dado ao David Luiz, com uma paixão que os une ao universo encarnado. O slb não tem de ter medo de um dia perder o rui porque de insubstituíveis está o cemitério cheio, a diferença é que uns são menos substituíveis do que outros, e um amor como o rui tem ao Benfica não pode ser preenchido por nada deste mundo. Ele é como nós, eternos e imortais numa louca paixão vermelha! O benfiquista pode ser um poeta, um romântico e um sonhador e, isso para os outros, é sinal de passado. A maior das mentiras é não querermos perceber que o futuro é tanto mais risonho se surgir de um sonho lindo, de um pensamento romântico ou de um poema apaixonado. O slb é isto tudo e tudo o que isto não disse. Abraço. Afonsus, CD”

 




Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 19/08/08 | comentar | 9 comentários

De férias, sem acesso fácil à Internet, estou bastante menos informado do que é habitual durante o ano. Desculpem-me, portanto, se esta crónica tiver repetições de ideias já expostas por outros colegas de blog.

 

 

Nos jogos com Feyenord e Inter já se viu uma evolução assinalável do Benfica em termos de construção da equipa e de qualidade de jogo. Mantêm-se apenas algumas ingenuidades na defesa, a causar calafrios, felizmente já muito menos frequentes e, nestes jogos, sem quaisquer consequências. Com a recuperação de David Luiz e o apoio de Katsouranis à frente da defesa estou convencido que este problema será resolvido, com vantagem na qualidade da transição defesa-ataque.

 

 

A pretensão de Quique (e, digo eu, de todos os benfiquistas) parece estar a ser realizada, com duas boas opções para cada posição – em certos casos custa até ter de escolher um jogador e deixar outro de fora.

 

 

O "meu" 11 ideal:

 

Quim; Nelson, David Luiz, Luisão e Leo; Reyes, Katsouranis, Carlos Martins e Ruben Amorim; Aimar e Cardozo.

 

Excelentes suplentes, que até custa deixar de fora, são, para mim, Moreira, Urreta, Di Maria, Yebda, Felipe Bastos e Balboa.

 

 

Na defesa, Maxi Pereira, Sidnei, Miguel Vítor, Jorge Ribeiro e a polivalência de Katsouranis dão alguma confiança para os eventuais problemas que possam surgir.

 

No ataque Nuno Gomes pode surgir como 2º avançado, com Aimar a jogar mais atrás na construção de jogo e Makukula pode ser uma alternativa a Cardozo, embora se perceba que seja um dos sectores que Quique gostaria de ver reforçado.

 

 

Vamos ver como corre no Domingo, em Vila do Conde, o nosso início da SuperLiga, num campo tradicionalmente difícil. Espero conseguir arranjar bilhetes para ir ver o jogo ao vivo.

 

Força Benfica!!!

 

 

P.S. – Amanhã é o primeiro jogo da Selecção de novo com Carlos Queiroz no comando. Fui dos que sempre achou que Scolari fez um trabalho excelente à frente da nossa Selecção e que a "herança" que deixa a Queiroz é pesada, já que nos habituou a bons resultados e apuramentos sistemáticos para as fases finais.

 

 

Concordo também que Queiroz é a melhor solução para substituir Scolari. Pelo seu passado e perfil espera-se que, além dos cuidados com a Selecção A, se dedique a construir um projecto de futuro, desenvolvendo a integração com as Selecções mais jovens, para que o investimento na formação de novos valores possa representar uma aposta que assegure o futuro. Espero sinceramente que seja muito bem sucedido nesta sua experiência.

 

 

Força Portugal!!!




Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Pedro Fonseca em 18/08/08 | comentar | 38 comentários

A uma semana do primeiro jogo oficial, Domingo à noite contra o Rio Ave, para o Campeonato, já é possível fazer um balanço deste Novo Benfica, que parece renascido das cinzas. Depois de uma época desastrosa, cujos principais responsáveis foram, numa primeira fase as arbitragens negativas (começaram logo na primeira jornada contra o Leixões, no Bessa), e numa segunda fase José António Camacho, ao ter lançado a toalha para o chão apanhando toda a gente de surpresa, a nova época chega com renovadas esperanças.

O Benfica, que em dois jogos de preparação arrastou à Luz 100 mil pessoas, está bem e recomenda-se. Quando Luís Filipe Vieira entregou nas mãos de Rui Costa a gestão desportiva, estava dado o mote para começar a trilhar os caminhos do sucesso desportivo.

Quem criticou o “timing” desta escolha não sabe e nunca soube o que é liderar uma grande instituição desportiva. A escolha de Rui Costa teria de ser feita bem antes da época terminar, permitindo ao ex- nº 10 o tempo suficiente para não só se preparar mentalmente para uma função super-exigente, como para dar tempo à estrutura interna para reencaixar as peças.

Uma decisão deste tipo não se toma em cima do joelho, nem em cima do acontecimento. Se tivesse escolhido Rui Costa depois da época terminar, Vieira não estava a facilitar-lhe o trabalho. Assim, o Presidente do Benfica, salvaguardando os mais altos interesses do clube, protegeu Rui Costa e deu-lhe todas as condições, psicológicas, desportivas e orçamentais, para a realização de um trabalho que está a ser coroado de êxito.

O balanço desta pré-época é, assim, positivo. Quique é uma aposta ganha: utiliza as mais avançadas tecnologias ao serviço do treino e tem um discurso moderno e cativante; as novas contratações foram cirúrgicas e são também apostas ganhas: Reyes e Aimar são jogadores do topo mundial; Carlos Martins vai fazer furor no Campeonato e na Selecção; Balboa e Urreta, são jovens prontos a explodir; Sidney precisa de mais minutos para uma melhor avaliação, mas, para já, mostra eficiência; Ruben Amorim é um bom jogador que permite alguma rotação. E ainda há Di Maria, a fazer um sensacional torneio olímpico, que se pode tornar na grande figura deste Campeonato, se o deixarem (é uma aposta!).

Temos assim que as 3 grandes figuras deste Novo Benfica, campeãs da pré-época foram: Luís Filipe Vieira – o Presidente do Benfica ganhou a batalha pela credibilidade e transparência do futebol (falta ganhar a guerra, o que uma vitória no Campeonato ajudaria e muito), e garantiu as condições financeiras para que o Benfica pudesse contratar jogadores de nível mundial como Aimar e Reyes; Rui Costa – o Director Desportivo teve tempo para se preparar para as novas funções e esse tempo foi decisivo, pois conseguiu contratar jogadores para entrar de caras na equipa principal, escolher o treinador certo para o Benfica actual, e está sempre junto da equipa (como deve ser); Quique Flores – o Treinador espanhol trouxe mais disciplina, mais organização, mais cultura profissional, para além de estar a construir uma equipa com “ganas” de vencer sempre. É o que se pode chamar um “triângulo mágico”.

 

Post-Scriptum: Vanessa Fernandes ganhou, ontem de madrugada, a primeira medalha portuguesa nos Jogos Olímpicos de Pequim, ficando em segundo lugar na prova do triatlo. Nelson Évora também começou em cheio a sua qualificação para a final do triplo salto em comprimento, fazendo-nos sonhar com mais uma medalha. São dois atletas do Benfica e ídolos olímpicos, como o foi, no passado, António Leitão, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. É esta a imagem única no Mundo de um clube de futebol de dimensão mundial. Um Benfica Olímpico.


sinto-me: Optimista
música: Comes a time


Sábado, 16 de Agosto de 2008

António de Souza-Cardoso em 16/08/08 | comentar | 14 comentários

Desde o jogo oficial de apresentação que a Família Benfiquista, na qual orgulhosamente me incluo, anda mais “animadota”, na expectativa de que agora sim, temos equipa para ombrear com os putativos concorrentes nacionais e europeus.

O jogo de ontem não deixou de confirmar essa subida de forma, com um Benfica a jogar como não fez na quase totalidade da época passada – em colectivo e com elevados índices de motivação. Mas não deixou de representar também aquilo que o Benfica deve evitar a todo o custo: perder, mesmo que seja por falta de sorte…

Ousando, uma vez mais, vestir a pele do tal treinador de bancada que floresce em cada alma benfiquista, julgo que ainda se nota trabalho por fazer e um melhor desenho do modelo de jogo e da distribuição dos jogadores em campo (lá irei…).

Gostei mais da primeira parte do que da segunda. Gostei mais, desde logo, dos dois alas iniciais. Para além do surpreendente e talentoso Urreta sou um admirador confesso de Ruben Amorim. Que pela enorme capacidade de ler o jogo e de abrir as defesas contrárias me parece demasiado limitado a jogar á direita.

Acho que na primeira parte o Benfica teve mesmo falta de sorte, bem simbolizada naquele estrondoso remate ao ferro de Óscar Cardozo (a estatística dos grandes nºs favorece Cardozo para um época com menos bolas ao ferro…)

Gostei muito da reentrada de David Luis. Um jovem imponente e tranquilo que julgo ter condições para devolver ao eixo da defesa o capital de segurança e de consistência de que a equipe e Luisão tanto precisam.

Para além da dúvida referida de Rúben Amorim (e provavelmente de achar mais útil Bynia do que Yebda na recuperação e retenção de bola) julgo que o momento do jogo foi o da entrada de Nelson, Nuno Gomes e David Luiz.

Este vosso Amigo andava a congeminar aquelas 3 precisas entradas, confessadas aos seus companheiros de sofá, e rejubilou julgando (parvamente, como verão) que o mesmo passou pela cabeça de Quique Flores.

De facto as entradas estavam certas. As saídas é que não. Julgava eu (mais ainda quando vi que ia sair Carlos Martins..) que Nuno Gomes faria de segundo ponta de lança, libertando Aimar para o lugar de Carlos Martins e David Luis substituiria Yebda, libertando Katso para o seu lugar. Nelson, por seu turno, daria a velocidade e profundidade que faltava ao lado direito.

Quique jogaria finalmente no sistema que eu julgava ser o que ele próprio defendia para o Benfica. Enganei-me. E o único pobre consolo que tenho é que vi a equipe cair a partir desse preciso momento.

Depois vieram os penalties onde valeu a maior experiência do Inter (será que não havia ninguém em campo mais experiente e rotinado do que Filipe Bastos e Nelson?).

No balanço final ficou esta dúvida na mistura com a tristeza de não termos conseguido satisfazer o pedido do grande Pantera Negra – “Deixem cá a Taça!”:

Será que num grande jogo como este faltou sorte ou ainda falta Eusébio isto é, ainda falta equipe, ainda falta Benfica? Ou dito de outro modo: toda a atenção é pouca no reforço ou desenho da equipe para que, como ontem, o Benfica não fique à mercê da sorte.

 

António de Souza-Cardoso

 

 


sinto-me: Lucky Luke
música: Boa Sorte


Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Bruno Carvalho em 14/08/08 | comentar | 30 comentários

 

 
Muito se tem falado do facto da equipa do Benfica ter uma personalidade vincadamente espanhola para a temporada que se avizinha.
 
Muitos têm criticado esse facto.
 
No entanto, pessoalmente, parece-me algo absolutamente normal e gostava mesmo de avançar uma proposta que julgo que muito poderia beneficiar o futebol português e especialmente o Benfica, uma vez que a marca Benfica é, de facto, de uma dimensão e força incomparáveis no cenário do desporto nacional.
 
Penso que seria hora de pensarmos avançar para uma Liga Ibérica.
 
Eu vou propor um modelo, mas admito que poderá haver soluções melhores.
 
Assim, poderia formar-se uma primeira divisão com 20 equipas: 15 espanholas e 5 portuguesas e uma segunda divisão com base no mesmo critério. As equipas que jogassem as Ligas Ibéricas não jogariam qualquer campeonato nacional.
 
Em cada época baixariam as 4 equipas piores classificadas de cada Liga. Os 4 primeiros da 2ª Liga Ibérica subiriam à 1ª Liga por troca com as 4 equipas que descessem.
 
Da 2ª Liga desceriam igualmente 4 equipas. Para ver quem subiria à 2ª Liga Ibérica far-se-ia uma eliminatória entre os 4 primeiros classificados do campeonato português e os 4 primeiros do campeonato espanhol. O 1º classificado português jogaria uma eliminatória a 2 mãos com o 4º classificado do campeonato espanhol, o 2º português jogaria com o 3º classificado espanhol, o 3º classificado português jogaria com o 2º espanhol e o 4º português jogaria com o 1º classificado espanhol. As 4 equipas vencedoras destas eliminatórias ascenderiam à 2ª Liga Ibérica.
 
Para a 1ª Liga Ibérica entrariam as equipas que tivessem o melhor palmarés dos últimos 5 anos nos respectivos países. Assim, das 5 equipas que representariam Portugal estariam seguramente o Benfica, Porto e Sporting.
 
Para assegurar que os campeonatos fossem efectivamente ibéricos e não houvesse a cedência à hegemonia futebolística de qualquer um dois países, ficava garantido à partida que a 1ª e 2ªs Ligas Ibéricas teriam de contar, cada uma delas, com um mínimo de 3 equipas portuguesas e 6 espanholas.
 
Continuaria a haver a Taça de Portugal e a Taça do Rei nos moldes como se disputam hoje, isto é, cada uma delas apenas com os clubes do seu próprio país.
 
Existiriam vantagens óbvias no modelo de competição que proponho:
 
1.      Vantagens Desportivas
 
De facto, o Benfica em vez de jogar apenas com o Porto e Sporting em cada época, passaria a defrontar também equipas como o Real Madrid, Barcelona, Valência, Atlético de Madrid, Sevilha, etc., já para não falar do Getafe, Espanhol ou Vila Real que nos ganharam todas recentemente. Quem não gostaria de ver jogos destes todas as semanas?
 
2.      Vantagens Financeiras
 
Para além das evidentes enchentes previsíveis que o Estádio da Luz veria com frequência, as receitas publicitárias e televisivas cresceriam exponencialmente. Um clube com uma massa associativa da dimensão da do Benfica e com o peso da sua marca rapidamente passaria a ter receitas para poder ter um dos melhores planteis da Europa. Não precisaríamos que alguns jovenzitos espanhóis viessem para cá dizer que o Benfica é igual ao Real Madrid quando todos sabemos que não é. Já imaginaram o Cristiano Ronaldo dizer que queria sair do Manchester United para o Benfica? Claro que o Benfica não é igual ao Real Madrid, mas, com o que proponho, poderia efectivamente vir a sê-lo em poucos anos
 
3. Competitividade Europeia
 
Ao disputar uma Liga tão competitiva como a Liga Ibérica, os clubes estariam integrados numa das mais competitivas ligas do mundo o que os conduziria inevitavelmente a uma grande capacidade europeia
 
4. Fim do sistema
 
Esta Liga Ibérica acabaria de vez com a podridão que se sente existir no futebol português. Não haveria mais subordinação a interesses instalados ou a caricaturas de órgãos de disciplina ou justiça.
 
 
Esta é a minha sugestão para mudar, de vez, o panorama do futebol nacional.
 
Penso desta forma todos sairiam a ganhar: teríamos mais e melhores espectáculos, teríamos ganhos exponenciais de receitas, poderíamos construir equipas verdadeiramente competitivas e de dimensão europeia, tudo isto num ambiente desportivo muito longe da suspeição em que hoje se vive em Portugal.
 
Provavelmente ninguém me dará ouvidos. Provavelmente muitos me ridicularizarão.
 
Mas quase todos, no seu íntimo, gostariam que aquilo que eu venho aqui propor se pudesse concretizar.
 
Mas sabem que mais?
 
Pode concretizar-se mesmo. É muito mais difícil aderir à União Europeia ou participar na construção de uma Moeda Única Europeia: o Euro.
 
Tudo isto só depende de nós e da visão dos nossos dirigentes desportivos.
 
A criação desta Liga poderia ser fortemente impulsionada pelo Presidente do Benfica.
 
Assim haja vontade e visão.
 
Eu, por mim, vou continuar a gozar as minhas férias.
 
Um abraço a todos.
 
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: É claro que saber qual seria o comportamento desportivo do Benfica numa Liga Ibérica como a que proponho é outra discussão totalmente distinta.

 


sinto-me: de férias


Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Caros leitores e participantes deste blog, desde que aceitei contribuir para este blog, que tenho como missão estimular a vossa participação.


Acredito sinceramente que ao promover a discussão sobre a realidade do nosso clube, estarei de alguma forma a contribuir para um Benfica melhor.


Faço um esforço para seleccionar temas que promovam a nossa reflexão, e tento não escolher temas fáceis como elogiar a circulação de bola da nossa equipa no último jogo, ou os primeiros 10 minutos de Reyes ao serviço do Benfica.


Não obstante, tal como vocês, vibrei no fim-de-semana passado ao ver o Benfica jogar como talvez não se via há 10 anos, reconheço ainda o trabalho e o esforço que Rui Costa tem feito para nos devolver a grandeza.


No entanto, julgo que os problemas do Benfica são mais estruturais do que conjunturais, e que não estão criadas as condições para que o nosso clube vença sistematicamente competições nacionais e internacionais, remunerando tanto sócios como accionistas.


Imaginem o que aconteceria se Rui Costa fosse convidado pelo AC. Milan para ser director desportivo na época que vem...


Posto isto, confesso-vos que fico extremamente satisfeito quando leio os vossos comentários, positivos ou negativos, pois estes significam que a nação benfiquista está viva e que o nosso clube não é apenas mais uma S.A.D.


Com o objectivo de reforçar a vossa participação e de trazer alguma inovação a este blog gostaria de vos lançar um primeiro desafio: esta semana escrevam-me para mopost@hotmail.com


O post que mais eleve o debate sobre o nosso clube será publicado.


Assim me despeço, com a certeza que continuarei todas as semanas a dar-vos a minha visão sobre o glorioso, correndo o risco de passar de bestial (quando elogiar o benfica) a besta (quando criticar o clube) em apenas um parágrafo.


Um abraço,

MO


ps: que as redes pretas nos protejam do Inter de Mourinho....

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Júlio Machado Vaz em 12/08/08 | comentar | 7 comentários

Aguardo com muita curiosidade o jogo contra o Inter. O resultado é secundário, mas o desempenho da defesa em situações de contra-ataque rápido por parte do adversário parece-me uma incógnita importante, qual a capacidade de recuperação deste quarteto? 

E vocês conhecem a razão: dias depois o Benfica defrontará o Rio Ave, cujo sistema de jogo será o habitual das equipas menos poderosas quando defrontam os favoritos, a saber, e como dizia José Maria Pedroto - "ao ataque, fechadinhos cá atrás":).

Uma frase de Quique Flores serve de aviso à navegação eufórica que vim encontrar nas hostes - "precisávamos de mais dois meses". Concordo. Arrisco dizer que este ano sim, o Benfica terá o melhor plantel dos últimos dez anos.

Mas uma equipa é mais do que isso, a sua maturidade implica que os actores, pese embora o valor individual, sejam capazes de dizer o que Van Basten disse um dia sobre o golo que Rijkaard (?) nos marcou: "sabia que ele apareceria ali".

Exactamente. Não se pode atrasar o começo do campeonato para depois das vindimas?:). 




Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Pedro Fonseca em 11/08/08 | comentar | 52 comentários

O Boavista conhece hoje, provavelmente, o seu destino como clube de futebol. Ou cumpre os requisitos que lhe permitam disputar as provas profissionais, e no caso concreto a Liga de Honra, ou fica confinado às provas não profissionais, caindo para a II B. Ontem, ao faltar mais uma vez ao jogo da Taça da Liga com o Sp. da Covilhã, o histórico clube do Bessa cumpriu mais uma etapa nesta saga dos últimos meses que o há-de levar ou ao Inferno ou ao Purgatório.

Estamos a falar de um clube que já foi campeão nacional, que já ganhou taças de Portugal, que já representou o futebol português ao mais alto nível nas competições europeias.
Porque é que os axadrezados chegaram aqui? Pura e simplesmente por gestão danosa. Mas o Boavista não é caso isolado, para trás ficaram Farense, Salgueiros, Campomaiorense, entre alguns outros, e a lista é capaz de não parar nos próximos anos, com a U. Leiria como um dos principais candidatos a integrá-la.
Isto significa que, nos tempos que correm, já não é possível falar em clubes eternos. Já não basta calçar umas chuteiras, vestir uns calções e uma camisola e jogar com amor à mesma para que tudo faça sentido.
Hoje, felizmente e infelizmente, a condução financeira de um clube tem bem mais complexidade e importância que a contratação de um jogador ou de um treinador. Todos sabemos que o “core business” (como se diz nos manuais de gestão) de um clube de futebol é a sua equipa principal, e as vitórias e os títulos o “encaixe financeiro” que todos os sócios e adeptos desejam. É claro que é assim, o Benfica tem demonstrado isso ao longo da sua história centenária.
Mas, atenção, o rigor e o “pulso de ferro” na gestão de um grande clube de futebol mundial, como o Benfica, é algo que deve ser prioritário e deve ficar na dependência de quem sabe  o que está a fazer.
É que, aliado a este facto está a credibilidade da marca. E sabemos que a “marca Benfica” exige a adopção de comportamentos que não podem defraudar ninguém, como o cumprimento dos compromissos assumidos e, eis o ponto, uma conduta em defesa da transparência da indústria do futebol.
Não por acaso, hoje, na primeira página de um jornal de economia de referência, o Diário Económico, se noticiava que o “FC Porto é o pior clube da Europa na bolsa” – vejam como o comportamento dos líderes podem afectar irreversivelmente a imagem de um clube de nomeada.
Quero com isto dizer o seguinte: apoio sem reservas Rui Costa, o homem certo no lugar certo; vejo em Quique Flores um treinador capaz de nos levar ao título e regressar aos grandes palcos europeus, mas defendo que Luís Filipe Vieira deve continuar por muitos e bons anos à frente dos destinos do nosso clube.
Os tempos, como o prova o Boavista, não estão para aventureirismos, mas sim para continuar a trilhar os caminhos da consolidação, esperemos que irreversível, do Benfica no topo da Europa. São precisos muitos anos para construir, mas é muito rápido destruir.
 
Post-Scriptum: Benfica, Sporting e Porto fizeram a sua apresentação aos sócios no fim de semana. Na Luz, quase 45 mil espectadores; em Alvalade, 23 mil; no Dragão; 37 mil. Há coisas que nunca mudam, pois não?

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