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Novo Benfica

Novo Benfica

09
Jun08

10.000 VISITANTES EM 5 DIAS

Bruno Carvalho

10000 views

 

O Novo Benfica nasceu na passada 5ª feira, dia 5 de Junho. Ao 5º dia atingimos as 10.000 visitas. É um número impressionante e só possível graças à grandeza do Benfica.

 
Este enorme sucesso só vem responsabilizar, ainda mais, todos os membros do painel de bloggers, bem como todos os participantes que nos têm deixado comentários pertinentes.
 
Com a força deste espaço queremos contribuir para um Benfica mais forte e sobretudo mais ganhador.
 
Prometemos a todos que iremos continuar a dinamizar este espaço, que é de todos os benfiquistas.
 
Obrigado a todos.
 
Viva o Benfica!
 
NOVOBENFICA
09
Jun08

Afirma Platini

Pedro Fonseca

Platini foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Como Presidente da UEFA está a fazer jus ao estatuto que ganhou nos relvados com a camisola 10 da Selecção francesa e da Juventus.

Despidas as camisolas, tirados os calções e descalçadas as chuteiras, depois de uma carreira memorável, ao nível dos imortais, Michel Platini abraçou a de treinador, como fizeram outros magos como ele: Beckenbauer, Cruyff ou Zico, para só nomear alguns, sendo seleccionador dos “Bleus”, entre 88 e 92, mas foi na área do dirigismo que a sua imagem de homem moderno e credível iria reclamar o mesmo estatuto que teve como jogador.
Hoje detém por mérito próprio a Presidência da UEFA, o máximo organismo do futebol europeu. Quando foi eleito, em Janeiro de 2007, numa luta renhida com o anterior presidente, Johansson, no cargo há 17 anos, prometeu apostar na vertente mais social da indústria do futebol, em detrimento da económica.
Ora, Platini sabe bem que para a sua estratégia ter frutos é preciso que a imagem do futebol seja uma limpa, séria, transparente, idónea. Só assim a indústria pode prosperar; só assim o espectáculo pode merecer o dinheiro que custa um bilhete; só assim os patrocinadores se sentem ressarcidos dos seus investimentos; só assim as famílias regressarão aos estádios; só assim as televisões fornecerão um serviço de qualidade reconhecida, pelo qual exigirão o preço justo aos consumidores e pagarão aos clubes as verbas a que eles têm direito.
O pior que pode acontecer à indústria-futebol é estar a vender gato por lebre. Platini tem consciência que o combate por um futebol sem batota é um combate difícil mas decisivo para salvar o futebol-espectáculo.
Na sua Presidência, já pode apresentar na folha de serviços as penalizações ao AC Milan e à Juventus, a propósito do CalcioCaos, e ao FC Porto, devido ao “Apito Final”. Se alguém tinha dúvidas sobre ao que vinha Platini, deve tê-las perdido na última sexta-feira.
Questionado sobre o castigo aplicado ao FC Porto, Platini disse: “Esta é uma mensagem muito forte contra a batota”. Não sei se Gilberto Madaíl e Jorge Nuno Pinto da Costa perceberam bem as palavras do Presidente da UEFA, que nisto de traduções estes dois amigos têm uns critérios muito largos.
Quando jogava, o grande Michel Platini destacava-se no campo, cabeça levantada, passes milimétricos, livres indefensáveis, inteligência em movimento. O mesmo Platini que nos deu tanto prazer ver jogar, é o mesmo que agora veste fato e gravata, despacha num gabinete em Nyon e dá conferências de imprensa onde também está de cabeça levantada, as palavras são milimetricamente certeiras, e atingem sempre o alvo. Inteligência em movimento.
08
Jun08

RUI COSTA ADMINISTRADOR?

Bruno Carvalho

   

Ultimo Folego do Maestro

 

 

Em primeiro lugar devo esclarecer, desde já, que sou fã do Rui Costa.

Mas, como vão ver, sou mesmo.

Não finjo ser porque é moda dizer bem do Rui Costa.

De facto, Rui Costa é o maior símbolo actual do Benfica, sendo que Eusébio está no Olimpo dos Deuses do Futebol, como é evidente.

Rui Costa foi (e ainda seria se ele quisesse) um brilhante jogador. Fez uma carreira maravilhosa. É idolatrado na Luz e respeitadíssimo em Milão e Florença. Se pensarmos, por exemplo, em Figo podemos ver a diferença. Falo de Figo porque foi o melhor jogador do mundo e por isso gostaria de fazer uma comparação da sua carreira com a de Rui Costa. Figo foi feito jogador no Sporting e depois foi para Barcelona onde brilhou ao lado de Ronaldo. Mas depois Figo traiu a Catalunha e foi para Madrid, de onde foi dispensado sem glória para se asilar em Milão. Figo diz que não quer acabar a carreira no Sporting o que é seguramente pena para os spontinguistas. Figo é odiado em Barcelona e não significa nada de especial para os adeptos do Real Madrid que estão habituados a jogadores como Zidane, Beckham, Ronaldo, Raul, Robinho ou Roberto Carlos. Já nem quero falar da forma fervorosa que imagino com que Figo foi rezar à N. Sra. de Fátima, no jogo do Euro 2004 Portugal-Inglaterra, quando pensava que estávamos eliminados.
De facto, enche-me de orgulho que Rui Costa tenha crescido no Benfica, tenha, como é natural, tentado a sua sorte num campeonato melhor que o português, mas dando a maior receita possível ao clube com a sua transferência e ainda quis vir terminar em grande forma os seus dias como jogador no nosso Benfica, quando ainda era muito querido em Milão.
 
Mas fica agora aqui o meu aviso…
 
No Benfica é tudo feito com grande precipitação. Por exemplo, quando chega um jogador ao Benfica começa logo a jogar e exigem-se resultados imediatos. Lembram-se de Makukula? Mal chegou foi titular, e claro… uma desilusão. No FC Porto os jogadores chegam e desaparecem. Quando ouvimos falar deles outra vez ficamos admirados. Afinal são grandes jogadores: lembram-se dos casos de Anderson (que até pela equipa B andou), Bruno Alves, Raul Meireles ou Lisandro Lopez?
O mesmo se passa com Vítor Baía. Depois de brilhante jogador tornou-se dirigente do FC Porto. Mas ninguém ouve falar dele. Anda a fazer a sua aprendizagem. Com calma. E depois…
Com o Benfica as coisas são, infelizmente, muito diferentes.
Fizeram de Rui Costa Director-Geral enquanto ainda era jogador. Rui Costa tornou-se patrão dos seus treinadores em plena época 2007-08. Perguntem a Camacho se não tenho razão. Mas a SIC tratou de o provar. Por sorte uma sorte incrível tinham uma câmara em Manchester que filmou Rui Costa e Luis Filipe Vieira a saírem de um hotel onde tinham estado reunidos a tentar contratar Eriksson. O problema é que passados 3 dias Rui Costa estava a jogar o seu jogo de despedida contra o Setúbal.
Como a Makukula ninguém está a dar tempo a Rui Costa. Agora vai passar a Administrador quando ainda há pouco foi nomeado Director-Geral.
Rui Costa está a construir a equipa porque alguns dizem que Luís Filipe Vieira não sabe de futebol. Mas não foi por saber de futebol que Manuel Vilarinho chamou Filipe Vieira para o Benfica vindo do Alverca? Teremos todos a memória tão curta?
Desejo o maior sucesso a Rui Costa, mas temo que possa não vir a ter tempo para mostrar se pode ou não ser o líder do futebol do Benfica.
É que se Rui Costa falhar, não há problema. Prometem-nos logo outro novo ciclo, põem a águia Vitória a voar e rapidamente esquecemos tudo.
 
Bruno Carvalho
 
PS 1: O Sr. Presidente do Benfica pediu-nos na apresentação deste nosso blog que ajudemos o Benfica. É isso que pretendo fazer. Nunca farei críticas destrutivas, mas sim alertas para que o Benfica possa seguir outro rumo que o conduza às desejadas vitórias. Por isso o blog se chama NOVO BENFICA!
 
PS 2: Quando a equipa é boa, os jogadores do Benfica parecem logo outros. Viram que bem jogaram o Nuno Gomes e o Petit? Desejo um rápido restabelecimento ao Quim, que deveria ser neste Euro o titular indiscutível da baliza de Portugal.
08
Jun08

A argamassa.

Júlio Machado Vaz

Avignon. O Mistral sopra impiedoso, talevez amuado pela minha ausência de um par de anos. Ontem fiz uma alucinante maratona de Barcelona até aqui para ver a Selecção Nacional e valeu a pena, só aos emigrantes dou o direito de estarem mais satisfeitos do que eu. Hoje revisitei o Palácio dos Papas e a ponte que uma canção/dança tornou imortal, com o permanente receio de uma greve dos músculos das pernas pior do que a anunciada pelos camionistas. 14 horas, Place de l´Horloge. O carrossel em que vi o meu neto mais velho rodar entre gargalhadas deliciadas; o empregado com o sorriso maroto; o rumpsteak avec frites que me acordou a saliva; o rosé fresquinho que a mucosa gástrica pagará dentro de uma hora ou duas. O telefone. Na minha idade, um arrepio na espinha garantido, as boas notícias são derrotadas pelas más com a mesma nitidez da vitória de Nadal sobre Federer em Roland Garros. O alívio - uma voz amiga e benfiquista, que se dava ao trabalho de me falar para o anúncio de um título nacional para a nossa "garotada". Fiquei a meditar na sorte que tenho: alguém que poderia ser meu filho perdoa-me a rabujice de quase sexagenário, o estatuto de agnóstico inveterado e os ideais políticos divergentes dos seus por essa fraterna argamassa que nos unirá até à (minha) morte - ambos somos definitiva, desesperada e tragicamente benfiquistas:). (Longe de mim negar que outros clubes despertam tasi afectos, limito-me a gozar os nossos!)

P.S. Enquanto escrevia este post, chegou um sms com a mesma origem - ganhámos em Alvalade 6-4 em Futsal. Percebem porque sou um felizardo grato?   

08
Jun08

OS Bons e os Maus Agoiros

António de Souza-Cardoso

  

Ontem ganhamos à Turquia na jornada inaugural do Euro 2008 – normal, mas Bom Agoiro.

Antes tínhamos conhecido a lesão incapacitante de Quim que seria substituído por Nuno Espírito Santo – Mau Agoiro, tanto mais que para além de um Miúdo sem a grandeza nem a maturidade necessárias, restam-nos agora, na Baliza da Selecção, 2 graúdos que passaram as respectivas épocas sugestivamente sentados nos respectivos bancos.  Até parece que Scolari, ao contrário do que diz no milionário anúncio “às vezes não pensa” - Mau Agoiro, ainda porque na equipe de todos nós, saiu uma águia na força da vida para entrar um dragão de pouca chama.

O Onze inicial começou, para a além da Legião estrangeira, com 2 Benfiquistas, um Sportinguista e nenhum portista –  mais um Bom Agoiro, portanto.

No cômputo geral tivemos 4 bolas nos ferros e um golo anulado – Mau agouro, será que as Virgens de Caravaggio e de Fátima, se esqueceram de nós e da nossa extrema devoção?

Avaliados os bons e os maus agoiros vamos ao jogo. Ao contrário do que alguns diziam, ficamos a saber que a Turquia joga pequeno e que Portugal tem evoluído bem no colectivo, embora ainda sem a precisão e o entrosamento (gosto muito desta palavra que não vejo dizer em mais lado nenhum e me faz sentir mais perto de um Rui Santos ou outro verdadeiro comentador) que gostaríamos. Não estamos, na Suiça, ainda a trabalhar como um relógio, mas no global julgo que melhoramos.

Quanto às exibições destaco a boa prestação de Pepe que me pareceu fisicamente melhor do que Ricardo Carvalho, as alas não comprometeram a defender nem deslumbraram a atacar, o meio campo, com um Moutinho muito voluntarioso, um Deco a parecer cansado na segunda parte e o incansável Petit, o grande jogador das coisas pequenas – quantas recuperações de bola quanta energia posta em jogo. Pena não termos tido este Petit toda a época. Na frente para além da saudosa leveza de Simão e da genialidade de Ronaldo, a surpresa foi Nuno Gomes. O Capitão foi o ponta-de-lança que os comentadores têm dito que falta á Selecção. Uma bola no poste, outra na barra e uma preciosa assistência para o primeiro golo. E ainda, muito, muito trabalho a fixar a defesa Turca no seu reduto.

Pronto está visto, venha a República Checa onde a obrigação é vencer e, com isso, passar à fase seguinte

Um comentário final á entrevista do Presidente do Porto à SIC:

Assistimos a uma radical mudança de táctica no jogo jurídico azul e branco. Já perceberam que a invocação da não retroactividade da Lei não tem a definitiva validade jurídica que lhe queriam pôr. Perceberam também que conseguiram pressionar um Gilberto Madail sempre “esponjoso” e maleável e a pedir represália encarnada. Têm, finalmente, muita esperança, vá-se lá saber porquê no Conselho de Justiça e no recurso. Talvez animados por aquele também surpreendente (?) convite para se constituírem como assistentes no recurso interposto por Jorge Nuno (a vigiar…).

 Por isso a tese é: (1) vamos ganhar o recurso em tempo (desconfiemos todos se assim for);(2) o recurso de Jorge Nuno aproveita ao Porto (será que os catedráticos também disseram isto? – não me cheira);  e (3) a UEFA vê-se, em sede de recurso, confrontada com um batoteiro que já não o é (felizmente que na UEFA é menos permeável a  estes catedráticos “malabarismos”)  

No final, vi um Presidente mais envelhecido, sem a garimpa e o chiste de outros tempos. Com algumas “brancas” e outros mistérios como aquela dos suíços que ficamos sem saber se eram relógios, queijos ou canivetes….

 

António de Souza-Cardoso

 

08
Jun08

Ecletismo ? A que preço ?

Paulo Ferreira

Em dia de "ressaca" de selecção, escolhi outro tema para abordar.

Não sem antes dar os parabéns a Portugal. Fez um jogo muito razoável, imprimindo velocidade, pressão, ofensividade e mostrando um sentido colectivo e de ambição interessante. Não retirando mérito a todos os outros, Deco foi determinante, organizando muito bem o ataque e lançando o contra-ataque de forma exímia. Os nossos Petit (que falta nos fez este ano) e Nuno Gomes (a barra e o poste não quiserem nada com ele) estiveram bem e por último uma palavra para Quim que teve de deixar o grupo por lesão.

 

Quanto ao tema....as modalidades !

Já aqui foram abordadas e com opiniões antagónicas. Deveriam ser extintas ? Deveriam manter-se caso se consigam auto-financiar ? Devem manter-se com o fruto da formação ?

Uma pergunta fez o Presidente do Clube no nosso jantar "Estão preparados para ter as modalidades apenas com a sua formação e assumir que não existem condições para ganhar ?", pergunta à qual não respondi porque não sabia a resposta.

Mas ontem ao ver o Benfica vs Porto em Hóquei descobria-a. Não !

Gostei de ver o Benfica ganhar ontem, como tinha gostado ver o Benfica ser campeão de Andebol (a saída de Donner ainda me está atravessada mas lá voltarei noutro post), e tinha detestado ver o Benfica perder nas meias finais de Volei e Basket. Admito que o Benfica não ganhe sempre, mas não faz sentido participar sem ambições de vitória.

Idealmente, as equipas do Benfica devem ser alicerçadas na sua formação e conseguir uma sponsorização que as permita auto sustentarem-se. Só assim poderão ser competitivas e rentáveis. Caso o consigam faz sentido que elas existam.

Caso não consigam, é preferível que não existam. O Benfica é um clube de futebol e é ridículo canalizar uma fatia considerável do orçamento, retirando capacidade de investimento e consequentemente competitiva ao mesmo, para financiar modalidades que não geram receitas e apenas esporadicamente levam uma assistência razoável aos pavilhões.

Concluíndo, modalidades sim mas não a qualquer preço! O Benfica é um clube essencialmente de futebol e tem de ser sempre um clube com ambições de vitória!

07
Jun08

Portugal-Turquia

Miguel Álvares Ribeiro

 

 

Notícia infeliz, ainda antes do início do primeiro jogo, a lesão de Quim que o vai impedir de jogar no Euro 2008. Felizmente não é nada grave e estará recuperado a tempo do início da preparação da época no Benfica.

 

 

 

Equipa mais que provável de Portugal para o jogo que começa daqui a pouco mais de 2 horas:

 

 

 

 

Ricardo na baliza

 

Defesa com Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira

 

 

Meio campo com Petit, João Moutinho e Deco

 

 

Ataque com Cristiano Ronaldo, Nuno Gomes e Simão Sabrosa

 

 

Vamos Portugal! Uma vitória clara no jogo inaugural para alegrar as hostes!

 

Força Portugal!

06
Jun08

A transferência surpresa.

MO

Há transferências que doem mais do que derrotas: ver um dos nossos partir para um rival é uma realidade por vezes difícil de superar.

 

Confrontei-me com esta realidade por experiência própria. O meu filho M., de 5 anos, mudou-se esta temporada do Benfica para o FC Porto.

 

Foi um dos capítulos mais negros da minha história de benfiquista mas confirmo que não havia nada a fazer: antes de eu dar por isso já ele estava com a cabeça no Dragão e a festejar mais um título (diga-se com mais 90% dos seus pequenos amigos).

 

A minha adesão ao projecto "Novo Benfica" , no seguimento de um simpático convite do BCarvalho, é por isso um misto de catarse e de fé. De catarse por ter sido responsável pela fuga de uma "promessa" para um rival. De fé porque espero que na próxima reabertura de mercado possa trazê-lo-lo de volta para seio da grande família benfiquista.

 

Este episódio revela uma dura realidade: no Desporto, como em tantas coisas na vida, os dados adquiridos são um adversário temível. Os sucessos curriculares não chegam. Devem ser perseguidos e alcançados novos títulos no dia a dia pois constituem o maior impulsionador de paixão, orgulho e fidelização.

 

A possibilidade do Benfica participar na próxima edição da Liga dos Campeões constitui uma oportunidade de ouro para o Benfica "de" Rui Costa atenuar os efeitos da terrível época de 2007/2008 e projectar novamente o seu nome nos maiores palcos europeus .

 

O "maestro" não esperaria certamente este cenário que, paradoxalmente, poderá funcionar contra si: crescem as expectativas mas diminui o tempo de preparação da nova época.

 

É certamente um baptismo de fogo para o "maestro", cuja carreira como futebolista o colocou bem cedo perante desafios igualmente importantes que ele superou com talento, inteligência e garra. Nesses momentos Rui Costa contou com o nosso apoio entusiástico na bancada. Agora poderá contar neste blog com a nossa experiência profissional para trilhar o caminho das vitórias que todos os benfiquistas desejam.

 

Todas as quartas procurarei participar na construção de um Benfica mais forte.

 

Todos os dias procurarei recuperar o M. para o Benfica e explicar-lhe que apesar das notícias dos últimos tempos , o Futebol é um Desporto em que vale a pena acreditar e perante o qual não é accionável qualquer cláusula de rescisão.

06
Jun08

espírito desportivo

Miguel Álvares Ribeiro

Conhecedor do meu interesse pelo desporto e da minha paixão benfiquista, o António Souza-Cardoso desafiou-me a participar neste Blogue Novo Benfica; obviamente que nem hesitei em aceitar o convite. O lançamento do blogue, no conhecido restaurante "O Barbas" - um especial agradecimento à simpatia do dono que o abriu de propósito para nos acolher - constituiu para mim uma interessante e curiosa manifestação de Benfiquismo e obrigou-me a reflectir sobre a clara diferença de perspectivas que eu próprio adopto se olhar para o fenómeno desportivo numa perspectiva analítica ou se puser as “lentes” de adepto.
Enquanto fui dirigente desportivo de um clube inteiramente amador, sempre pus em primeiro plano os valores associados à cultura desportiva, em clara sobreposição aos resultados desportivos imediatos. Mais do que nas capacidades atléticas ou físicas, para mim um verdadeiro desportista vê-se na forma como sabe respeitar os adversários e encarar as derrotas e as vitórias. Entristece-me que o futebol, hoje em dia praticamente saído da área do desporto para a dos negócios, seja a única modalidade com forte visibilidade mediática, e ao mesmo tempo a que pior serve os desígnios do espírito desportivo, com frequentes manifestações de profundo desrespeito pelos adversários por parte de jogadores e adeptos.
Sem dúvida que uma equipa de futebol muito forte, capaz de conquistar títulos, é cada vez mais determinante, mas continuo a achar que a grandeza do Benfica se deve em muito ao ecletismo e ao sucesso de outras modalidades, que levaram o Benfica a todos os pontos do país e mesmo do Mundo.
Quando convidado a dizer umas breves palavras foi este o mote que escolhi, salientando a importância das modalidades “amadoras” na promoção do verdadeiro espírito desportivo. Numa breve mas incisiva e esclarecedora intervenção, o Presidente Luís Filipe Vieira referiu alguns números que vou tentar reproduzir: o orçamento das “amadoras” do Benfica é aproximadamente 1/10 do do futebol, mas o futebol representa cerca de 99% do total de receitas e 97% da assistência aos jogos (sendo que neste caso cerca de 60% da assistência aos jogos das “amadoras” é relativa a convites). Perguntou ainda se estaria preparado para que as nossas equipas fossem apenas constituídas por jogadores formados no Benfica, ainda que tal implicasse o provável alheamento da disputa dos principais campeonatos. Impulsivamente, com a “segurança” das minhas convicções nesse campo, disse logo que sim, mas neste momento já não estou nada certo disso.
Acho que o tema das modalidades amadoras pode e deve merecer um profundo debate na família Benfiquista, embora também saiba (até pela amostra de opiniões claramente divergentes entre os presentes) que nunca será consensual. Realmente, para um clube da grandeza do Benfica, é fundamental que as equipas se encontrem sempre a lutar pelas posições cimeiras nos campeonatos em que participam, mas também acho fundamental que se faça uma fortíssima aposta na formação e na promoção dos valores associados ao espírito desportivo.
No meu caso sei que foi fundamental para me tornar Benfiquista o exemplo de Eusébio, sem dúvida para mim um dos maiores futebolistas de todos os tempos mas simultaneamente simples, humilde e profundamente respeitador dos adversários. Na actualidade penso que temos outro excelente exemplo na nossa super-campeã Vanessa Fernandes.
Espero sinceramente que seja possível termos muitos mais no futuro!
 
Saudações Benfiquistas
Miguel Álvares Ribeiro
06
Jun08

Novo Benfica: O futuro de olhos postos no “passado”

Paulo Ferreira

 

Não sou um habitual “blogueiro”, mas perante o convite de participar neste projecto não pude deixar de me sentir honrado e aceder a participar.
E faço-o apenas com um objectivo, ajudar o Benfica!
Entendo que a forma de ajudar o Benfica por este meio não é atacar quem trabalha em prol dele utilizando estrategicamente momentos mais delicados, normalmente aliados a resultados desportivos menos conseguidos. Não será também sendo conivente com situações com as quais não me identifico apenas para não melindrar fulano ou sicrano. Mas mesmo nestas situações procurarei que as minhas intervenções sejam de apoio e de sugestão construtiva.
No jantar de abertura deste blog tive o prazer de privar com o Presidente do Clube (Sr. Luís Filipe Vieira), o ex-presidente do Clube e actual Presidente da Assembleia Geral (Dr. Manuel Vilarinho) e com o Sr. Mário Dias, do Benfica Estádio. A sua presença e a forma franca como abordaram o passado e presente do Benfica, demonstraram inequivocamente a forma intensa como vivem o clube e trabalham em prol do mesmo. Nem tudo o que foi feito terá sido perfeito, mas o Benfica deve a estes homem ser actualmente um clube respeitado, com credibilidade e com uma situação económica-financeira mais equilibrada.
Apesar desta grande evolução nos últimos anos e até algumas conquistas nacionais e presenças meritórias a nível internacional, um benfiquista ferrenho já viveu melhores dias.
A outrora glória de grandes títulos (que pena não ser nascido a tempo de ver as gloriosas vitórias na Taça dos Campeões...) e o inequívoco domínio a nível nacional, tardam em reaparecer para regozijo de todos nós. E com isso sofremos...porque amamos o Benfica!
Acredito que para a época vindoura estão alicerçadas as bases do sucesso:
1)      Rui Costa como Director Desportivo: perdeu-se um excelente jogador, mas ganhou-se um quadro dirigente inteligente, astuto, com grande credibilidade e que conhece o futebol e todos os seus agentes como poucos
2)      Escolha de treinador jovem e ambicioso, mas com provas dadas num dos campeonatos mais competitivos do mundo.
3)      Preocupação em construir um plantel mais equilibrado, mantendo “peças” fulcrais e procurando jogadores que possam colmatar deficiencias pontuais e que sejam sobretudo jogadores colectivos.
Desejo um Benfica imparável e vencedor e acredito efectivamente que a curto prazo o Benfica pode voltar às grandes conquistas europeias.
Viva o Benfica!
PS – Boa sorte para a selecção! Não estou muito optimista (também não o sou por natureza) mas confio nos nossos jogadores e acredito na capacidade motivacional de Scolari
PS 1 – Não me parece que a melhor forma de defender o futebol nacional por parte do presidente da Federação seja defender tão veementemente quem prevarica!

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