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Novo Benfica

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26
Fev11

Ainda os estatutos da FPF

Miguel Álvares Ribeiro

Como toda a gente sabe, há um grupo de associações que continua, irresponsavelmente, a impedir a adaptação dos estatutos da FPF à lei de base do sistema desportivo.

 

Face à suspensão do estatuto de utilidade pública da FPF e às ameaças de suspensão de clubes e Selecção das competições internacionais, as associações de futebol que têm tentado bloquear este processo para manter os seus privilégios, afirmaram que aprovariam os estatutos propostos se a FIFA e a UEFA confirmassem que os estatutos propostos estão de acordo com os seus regulamentos e estatutos.

 

A FPF conseguiu o que parecia, se não impossível, pelo menos muito pouco provável, e obteve uma missiva conjunta da UEFA e da FIFA, que afirma claramente que os estatutos propostos não colidem em qualquer aspecto com os regulamentos e estatutos da UEFA e da FIFA.

 

Como, infelizmente, já seria de esperar deste grupo de irresponsáveis, apesar do que tinham dito, voltaram com a palavra atrás e afinal aquilo que exigiam já não era suficiente e ainda precisavam de esclarecer algumas dúvidas.

 

Passaram então a exigir, pasme-se, uma reunião com a UEFA e a FIFA para esclarecer dúvidas quanto à limitação de mandatos, ao método de Hondt e à representatividade previstos no Regime Jurídico das Federações Desportivas e propostos no projecto de estatutos.

 

Apesar do absurdo da situação Gilberto Madaíl vergou-se mais uma vez aos poderosos dirigentes associativos e prestou-se a contactar a FIFA e a UEFA para pedir que os recebessem em reunião.

 

Como seria natural, a FIFA e a UEFA recusaram reunir-se com as associações distritais e aproveitaram para “puxar as orelhas” à FPF afirmando que irão analisar a adequação dos estatutos da FPF à legislação em vigor proximamente. Se o impasse se mantiver, pode haver sanções que afastem as selecções e os clubes portugueses de competições internacionais. E dizem ainda que é responsabilidade da FPF entrar em diálogo e convencer os seus membros da importância de adoptar estatutos e código eleitoral em conformidade, primeiro, com os estatutos da FIFA e da UEFA e o código eleitoral da FIFA, segundo, com a legislação portuguesa.

 

Perante tudo isto é inevitável fazer algumas perguntas:

 

Como é possível que num assunto tão sensível estes dirigentes, que supostamente agem em representação dos clubes, não só não sintam necessidade de auscultar os clubes como actuem ao contrário do que muitos destes defendem?

 

Porque é que o presidente da FPF continua a negociar com estes dirigentes e se dispõe, por eles, a fazer tristes figuras perante a FIFA e a UEFA?

 

Como é possível que meia dúzia de pessoas continuem a minar os alicerces do sistema desportivo português?


Termino repetindo o final do post que há cerca de um mês escrevi sobre este mesmo assunto: A bem do futebol português só espero que sejam os estertores finais deste polvo que tão mal fez ao futebol português nas últimas décadas.

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