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Novo Benfica

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16
Nov10

O segredo de se Chamar.... Nuno Gomes

António de Souza-Cardoso

Depois do "Estado de Choque" o Benfica precisava de um impulso positivo.

 

E apesar da Naval ser lanterna vermelha a verdade é que nunca tivemos facilidades contra esta aguerrida equipa da Figueira da Foz e, para além da ausência importante de Óscar Cardoso, tínhamos as restantes mazelas do Dragão, com a indisponibilidade de Carlos Martins (que grande campeonato tem feito), Maxi Pereira e Luisão.

 

O jogo, ao contrário de outros, correu-nos bem. A Naval resolveu jogar e isso ajudou o Benfica que no modelo hibrido de jogo por onde tem variado desde a pré temporada, tem dificuldade em jogar com equipas demasiados fechadas atrás.

E o Benfica jogou bem. A começar por Roberto que começa a fazer defesas daquelas que poucos guarda-redes fazem - as que justificam o preço que custou.

 

Destaque também para Pablo Aimar - que grande jogo, enchendo o campo e só não marcando por manifesta falta de fortuna. Até Sálvio - que grandes pés, só precisa de tempo este jogador de equipe que me parece render mais encostado á direita. Até Nico Gaitan, finalmente liberto, a marcar dois golos de antologia.

 

Mas o momento certo para o Benfica, para a águia ferida na asa naquela pavorosa noite do dragão, estava reservada para os últimos minutos.

 

O Benfica é mistica e por isso vive e precisa dela. E quando Jorge Jesus (a lesão de Kardec ajudou, para não falar na de Cardozo) mandou aquecer Nuno Gomes, sentiu-se no Estádio da Luz aquele calor, aquela emoção que só sobressaem nos Clubes verdadeiramente grandes.

 

Nuno Gomes entrou nos últimos minutos de jogo. E vê-lo com aquela tempera e vontade de lutar que sempre teve, já foi um sinal.

O gaulês guarda-redes da Naval que até ali tinha sido o melhor jogador adversário em campo, não contava com tamanha determinação.

 

E por isso falhou naquele momento mágico em que Nuno Gomes se superou, tirando-lhe a bola  e ganhando força ainda para a empurrar para além do sonho.

 

Depois ergueu os braços ao Céu. Julgo que para agradecer e aplaudir o apoio de entes muito queridos.

 

E este fervor, esta emoção, passaram-lhe para o rosto e contagiaram-nos a todos.

 

E lembraram-nos que o Benfica precisa disso - da dedicação incondicional e da liderança que Nuno Gomes continua a demonstrar (veja-se a reacção de todos os jogadores).

 

É neste Benfica que é passado, presente e futuro, mas que preza os seus valores maiores, as suas memórias e os seus icones que me revejo.

 

Obrigado Nuno Gomes!

 

António de Souza-Cardoso

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