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Novo Benfica

Novo Benfica

09
Nov10

Estado de Choque

António de Souza-Cardoso

 

Fui um dos Benfiquistas (muitos?) que estiveram no Domingo no Estádio do Dragão.

Como a maioria dos que conheço, não gostamos nada da noticia da nova arrumação da equipa anunciada por Jorge Jesus.

David Luiz a defesa esquerdo? Ele que sempre jogou mal ai? Ele que precisa mais do que ninguém de um estimulante puxão de orelhas, fica desculpado por o porem a jogar numa posição que não é a sua?

Deixando o eixo da defesa sem mobilidade entregue à rapinice do Falcão?

Para quê?

Para ter Fabio Coentrão a tropeçar em David Luis?

Porquê inventar no jogo que do ponto de vista animico e pontual era tão decisivo para o Benfica?

Porquê sacrificar Saviola num jogo que precisava do sua velocidade e do seu sobressalto?

Para pôr Salvio, fingindo que jogávamos num 4-4-2, quando de facto jogamos em 4-5-1, deixando Kardec perdido e esquecido na frente?

Para quê sujeitar o Benfica a uma humilhação que será recordada para sempre pela vaidade garnizenta do nosso principal opositor? 

 

Tudo mau de mais. Fazendo lembrar outros tempos de que nem quero falar.

 

Sei bem que os do costume (esses sei que são poucos!) vêm outra vez dizer que cá estou eu a tirar a máscara e a atacar a Direcção e o Treinador.

Tudo porque me habituei a dizer o sinto.

 

E o que sinto é que Jorge Jesus ao contrário do ano passado não preparou bem a pré-época (fazendo lembrar Fernando Santos), não equilibrou a equipe, não descobriu a 1/3 do campeonato que modelo de jogo se ajusta melhor às caracteristicas do novo plantel.

Deslumbrou-se e vai perdendo espaço, confiança e liderança.

E isso volta a colocar pressão em Rui Costa e na Direcção do Benfica.

 

Precisamos, é claro, de levantar a cabeça. Sacudurmo-nos do estado de choque em que ainda nos sentimos.

Voltarmos ao tempo da humildade e do trabalho.

Da ambição e do rigor que Jorge Jesus incutiu à equipe no ano passado e que ainda está lá em potencia (vejam aqueles 75 minutos iniciais do jogo com o Lyon!).

 

Nada está perdido. Mas não deixemos que o Benfica, por falta de sentido critico, por complacência e outras coisas a que assisti no passado, se volte a contentar com a sombra de ser segundo, terceiro ou quarto em desrespeito pela Sua história e pela Sua grandeza.

 

António de Souza-Cardoso

 

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