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Novo Benfica

Novo Benfica

19
Mai10

SABER PERDER NÃO É PARA TODOS!

José Esteves de Aguiar

 

No princípio de Agosto do ano passado escrevi neste blog que o anti-benfiquista primário Miguel Sousa Tavares andava preocupado com as boas exibições do Benfica.

 

Parecia, nessa altura, que um rasgo de lucidez tinha começado a perpassar por aquele espírito doentio, de tão perturbado e obsessivo que é, contra o nosso clube.

 

Puro engano, que foi sendo confirmado ao longo das diversas diarreias escritas semanais, com que MST foi sujando uma página denominada Nortada, publicada no jornal “A Bola” às terças-feiras.

 

Aquele homem vai de mal a pior, tendo a visão de tal forma condicionada, que faz lembrar uns animais a quem colocam umas palas ao lado dos olhos, para olharem sempre na mesma direcção…

 

Este comentário vem a propósito de um inacreditável artigo publicado pelo referido MST n’ A Bola de 11 de Maio de 2010, logo após a conquista do 32.º título de campeão nacional pelo nosso glorioso Benfica.

 

Nesse artigo, fazendo-se esquecido quanto ao facto de o Benfica se ter sagrado campeão nacional de futebol, MST dá enorme destaque à presença de Frederico Gil na final do Estoril Open e salienta ainda a conquista do campeonato de voleibol pelo Sporting de Espinho, a quase conquista do título de andebol pelo FCPorto, a vitória do Belenenses na Taça de futsal, o regresso do Portimonense e do Beira Mar à I Liga e conquistas do Sporting no ping-pong, na natação e no xadrez…

 

Como se tal não bastasse, arma-se em juiz e decreta que Falcão foi o melhor marcador da Liga Sagres porque – segundo o seu julgamento delirante – lhe “foram gamados” três golos, o Cardozo não foi o real marcador de um dos golos contra o Rio Ave e o paraguaio dispôs de onze grandes penalidades para marcar!

 

Mais, chega ao ponto de afirmar que, no último terço do campeonato, “desapareceu aquele Benfica que jogava mais e melhor (…) e ficou apenas uma profusão de penalties a favor e de adversários expulsos”.

 

Podia, ao menos, estudar um pouco de estatísticas e, se o fizesse, veria que os penalties marcados por Cardozo o foram na terceira, quinta, sexta, oitava, décima sexta e vigésima oitava jornadas! Ou seja, no último terço do campeonato, o Cardozo apenas marcou um golo de penalty, enquanto que o Falcão marcou… dois, incluindo o “de encomenda” no último jogo com a União de Leiria!

 

Aliás, facto curioso mas não relevante para MST é que, dos sete golos de penalty apontados pelo Benfica, seis foram-no diluídos em goleadas – nos 8-1 ao Setúbal, nos 5-0 ao Leixões, ao Marítimo e ao Olhanense e nos 6-1 ao Nacional - e apenas um na vitória tangencial por 2-1 no campo da União de Leiria.

 

Continuando com as suas diatribes, MST chega ao ponto de criticar a não inclusão de Fábio Faria na equipa do Rio Ave, por já ter sido comprado pelo Benfica. Provavelmente, ter-lhe-ia dado mais jeito que o novo reforço jogasse, para daí concluir que havia facilitado a vitória do Benfica…

 

Com a referência ao Fábio Faria – que, recorde-se, nem se equipou – MST finge não se lembrar de que o FCPorto comprou Beto precisamente antes de ter jogado com o forte Leixões da época passada e que o mesmo Beto foi extremamente mal batido em dois golos desse jogo!

 

MST critica ainda o árbitro por ter expulso o jogador do Rio Ave Wires, considerando que o mesmo teve apenas “uma entrada simultânea e mútua de pé em riste com o Airton” (nem sequer reparou que a agressão foi sobre o Ramires…). Não querendo ser mauzinho, sempre adoraria ver o MST a sofrer uma entrada daquelas sobre a sua coxa direita e, muito cordatamente, a oferecer a esquerda…

 

A perturbação de visão de MST revela contornos medicamente preocupantes quando vislumbra um fora de jogo de Saviola no primeiro golo do Benfica e não consegue ver que o Guarin está pelo menos dois metros adiantado em relação ao último defensor da União de Leiria, no lance que dá o empate ao FCPorto!

 

A terminar, não posso deixar de referir o recomeço das lamentações pela ausência do Hulk. Qualquer pessoa de boa-fé e razoável memória não deixará de recordar que, até à noite em que Hulk actuou no nosso Estádio (dentro e fora das quatro linhas…), naquela noite extremamente invernosa, nada de relevante tinha feito nesta época.

 

Lembro-me perfeitamente, aliás, de que era constantemente o jogador mais assobiado pelos adeptos portistas, devido ao seu individualismo inconsequente, que tanto os desesperava. Parece que só tem a agradecer a quem o forçou a uma paragem competitiva, pois regressou mais empenhado e mais produtivo.

 

Quanto ao MST, provavelmente deveremos ler as suas crónicas dentro do mesmo espírito com o qual ele tão entusiasticamente defendeu uma Maité Proença que gozou despudoradamente com os Portugueses e a sua História – o problema é, afinal, nosso, porque somos uns parolos e sem sentido de humor…

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