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Novo Benfica

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18
Mar10

APOIAR AS EQUIPAS PORTUGUESAS

José Esteves de Aguiar

 

 
O meu Pai era bracarense de nascimento e passou uma boa parte da sua vida em Braga, sendo um adepto de futebol bastante moderado, mas com um carinho especial pelo Sporting local.
 
Desde que me lembro de ouvir falar de futebol, dizia-me o meu Pai que devíamos apoiar o nosso clube do coração nas competições nacionais e apoiar todas as equipas Portuguesas, quando se tratasse de confrontos internacionais.
 
Certo é que cresci com essa mentalidade e coloquei-a em prática durante muitos anos.
 
É claro que, vibrar intensamente, era só com os êxitos do Benfica, mas ficava satisfeito com as vitórias internacionais de qualquer equipa Portuguesa.
 
Lembro-me, perfeitamente, de me encontrar em Itália quando, em 1987, o F. C. Porto ganhou a primeira Taça dos Campeões Europeus e de festejar o triunfo como uma vitória de Portugal.
 
Acredito que o facto de me encontrar nessa altura fora de Portugal me tivesse dado mais orgulho pelo feito de uma equipa Portuguesa, mas realmente festejei então a vitória do Porto.
 
Acontece que, no ano imediato, o Benfica atingiu a final da Taça dos Campeões Europeus, que veio a perder para o PSV Eindhoven. Nas semanas que antecederam esta final, já era possível observar, nas bancadas do Estádio das Antas, tarjas com dizeres do tipo “PSV cumpre o teu dever” (!)
 
Pior, muito pior, foi no dia em que o Benfica perdeu a referida final, pois os adeptos portistas vieram para a rua festejar de forma tão efusiva que alguém, nessa altura, comentou que parecia um S. João antecipado.
 
A mesmíssima situação repetiu-se dois anos depois, em 1990, quando o Benfica disputou e perdeu a final da Taça dos Campeões Europeus para o ACMilan.
 
O ódio contra o Benfica que havia sido semeado e adubado por Pinto da Costa, atingia o seu clímax, vendo-se adeptos portistas a festejarem as vitórias dos adversários do Benfica como se de vitórias do seu próprio clube se tratasse!
 
Confesso que, desde essa altura, mudei a minha forma de viver os confrontos internacionais. Não os de todos os outros clubes Portugueses, mas apenas os do Porto, numa lógica de “amor com amor se paga”.
 
Não festejo os insucessos internacionais do Porto, mas também não os lamento.
 
Curioso é ver que os meus filhos pequenos, Benfiquistas nascidos e criados na cidade do Porto, não aceitam sequer a possibilidade de seguirem à risca a filosofia desportivamente correcta que o Avô defendia e que eu próprio lhes procurei transmitir. Fazem-no, sim, em relação a todos os outros clubes Portugueses, mas rejeitam liminarmente apoiar qualquer jogo internacional do F. C. Porto.
 
A justificação é muito simples: na escola, os adeptos portistas são implacáveis em relação aos resultados do Benfica e, obviamente, quem não se sente, não é filho de boa gente.
 
Antes de terminar, gostaria de partilhar com os leitores deste blog uma situação caricata que se passou aquando da recente derrota por 5-0 do Porto no campo do Arsenal.
 
Mal terminou a partida, os portistas ressabiados, em vez de falarem sobre o jogo da sua equipa, começaram a postar – por exemplo no Facebook – vídeos de derrotas do Benfica, tais como a de Vigo ou, mais recente, a do ano passado, na Grécia.
 
Também em numerosos blogs, os adeptos portistas esperneavam em todos os sentidos, procurando atenuar a sua frustração, recorrendo a situações de desaires do Benfica.
 
Realmente, pertencemos a um clube enorme – não só serve para nos animar nas nossas vitórias, como para animar os portistas nas derrotas deles!!!
 
 
 
 
 
 

2 comentários

  • Caro homónimo: obrigado pelas suas palavras, tão coincidentes com o meu próprio pensamento!
    Um abraço.
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