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Novo Benfica

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20
Fev10

A gestão do plantel

Miguel Álvares Ribeiro

Revisitando o essencial dos meus últimos posts tenho que concluir que algo não está a correr como planeado na gestão do plantel do Benfica.

 

Para poder vender, é fundamental preparar a possível saída de alguns jogadores chave da equipa. Por isso o Benfica foi ao mercado e reforçou-se com vários elementos muito jovens e promissores. Mas é fundamental que estes sejam elementos de uma qualidade tal que entrem sem dúvida na equipa ou que se vá fazendo a progressiva integração desportiva destes elementos na equipa do Benfica.

 

Aparentemente não é isso que tem vindo a acontecer; nem a qualidade é tal que eles discutam o lugar com as primeiras escolhas, nem se lhes tem vindo a dar oportunidades de competição, de forma a promover o seu entrosamento com os colegas de equipa.

 

E, apesar de Jesus ter dito que a equipa atravessa o melhor momento físico da época, não é isso que se observa; a sobreutilização do mesmo núcleo de jogadores, com tudo o que de positivo tem em termos da definição de uma equipa tipo, tem mostrado muitos jogadores fatigados e que já não aguentam os 90 minutos do jogo. Os jogos com o Hertha e o Belenenses são disso bons exemplos (apesar de se terem conseguido resultados convenientes para as nossas cores). A mais notável excepção é David Luiz, um poço de energia e de voluntarismo.

 

A liderança da Super Liga e o trabalho de Jorge Jesus e da sua equipa técnica têm sido motivação suficiente para que se mantenha a atitude empenhada e comprometida dos jogadores, mas estes já não chegam frequentemente a tempo aos lances e, portanto, não são capazes de impedir o adversário de trocar a bola com alguma qualidade e tranquilidade.

 

Isto é o primeiro passo para transmitir alguma confiança ao adversário, permitindo-lhe pensar o jogo e aspirar a um bom resultado, nem que seja num lance fortuito. Também nisso se nota a menor frescura física dos nossos jogadores, que, segundo O Jogo, não sofriam tantos auto-golos desde a época de 61/62 (apesar disso de boa memória, por termos vencido a Taça dos Campeões Europeus).

 

Nesta fase decisiva das competições em que estamos envolvidos é fundamental ser realista e jogar para o resultado, mas deu-me pena ver aquele grupo de jogadores começar o jogo contra o Hertha com grande atitude e um excelente golo e depois quase desaparecer do terreno, deixando uma equipa vulgar dominar o jogo e mostrar aspirações a vencer a partida.

 

Espero que Jesus ainda tenha algumas surpresas de reserva, que permitam uma gestão do plantel para estes meses de intensa competição que nos esperam (se tudo corresse pelo melhor, daqui até meio do mês de Maio só haveria 4 semanas sem jogos a meio da semana), de forma a recuperar uma equipa com grande intensidade física e de jogo, com uma pressão alta que não deixe os adversários organizar o jogo e com a atitude dominadora e o jogo de ataque continuado que faz do Benfica a equipa mais espectacular da Superliga.

 

Força Benfica!

 

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