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Novo Benfica

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25
Nov09

JESUS TAMBÉM DORME

José Esteves de Aguiar

 

No jogo da Taça de Portugal que jogámos e perdemos com o Vitória de Guimarães, no passado domingo, tivemos oportunidade de conhecer uma faceta de Jorge Jesus que ainda não tínhamos visto, desde que ele chegou ao Benfica.
 
Estamos habituados a vê-lo numa actividade quase frenética em frente ao banco de suplentes, gritando ordens para dentro do campo, corrigindo posições e movimentos dos nossos jogadores, demonstrando grande concentração no jogo e atenção aos mais pequenos detalhes.
 
Foi, por isso mesmo, estranho – e diferente, para pior – o Jorge Jesus que orientou a nossa equipa naquele jogo.
 
Com efeito, apesar de ter passado o tempo todo de pé, pareceu mostrar um conformismo muito diferente da atitude a que nos vem habituando.
 
Parecia que só ele não conseguia aperceber-se da inércia de Keirrison no ataque, da lentidão exasperante de Sidnei de cada vez que tinha que disputar uma bola em corrida com Targino, da inferioridade numérica do nosso meio campo ou da gritante falta de resultados da prolongada troca de posições entre Di Maria e Ramires.
 
Como consequência de tal conformismo de Jorge Jesus, Weldon entrou muito tarde no jogo – porém a tempo de ser um dos melhores do Benfica – Targino quase nunca foi marcado por um homem rápido, como se impunha desde o princípio do jogo, Javi Garcia não conseguiu “chegar para as encomendas”, Di Maria e Ramires andaram perdidos no campo e acumulando passes errados enquanto estiveram fora das suas posições habituais e mesmo a entrada de Nuno Gomes pecou por tardia.
 
Com efeito, foi notório que, quando as “peças” foram colocadas nos seus devidos lugares e o ataque do Benfica contou com mais jogadores, a defesa do Vitória passou por momentos aflitivos. Porém, tal só aconteceu demasiado tarde para que o “carrossel” e pressão benfiquistas ainda pudessem dar os seus frutos.
 
É certo que poderíamos, com um pouco mais de calma e acerto na hora do remate, ter pelo menos igualado o marcador durante os noventa minutos, mas o certo é que “entrámos” demasiado tarde na partida.
 
Todos nós temos dias em que o biorritmo parece fazer o nosso cérebro trabalhar a meio-gás. Jorge Jesus também o seu direito a ter dias maus, em que a capacidade de reacção parece estar emperrada.
 
No entanto, um clube como o nosso Benfica não pode ficar dependente de situações deste tipo e, perante a evidente inércia de Jorge Jesus, alguém tinha obrigação de fazer alguma coisa, nem que mais não fosse, levar-lhe um café bem forte!
 
Será que Rui Costa ou algum adjunto de Jorge Jesus não pode (deve?), em tais circunstâncias, chamar-lhe a atenção para a errada leitura do jogo que está a fazer, ajudando-o a tomar as decisões que até o meu filho de nove anos desesperadamente implorava?
 
Esperemos que este acidente de percurso não tenha passado disso mesmo e que, precocemente perdido um dos objectivos da época, o Benfica concentre atenção e energia no seu alvo principal – que deve obviamente ser a Liga Sagres – não descurando a possibilidade de chegar o mais longe possível na Liga Europa.

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