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Novo Benfica

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21
Out09

AINDA O CASO DO PROF. JOSÉ ANTÓNIO

José Esteves de Aguiar

 

No princípio do mês passado, escrevi sobre o estranho caso do Prof. José António Silva, treinador de andebol do Benfica e sobre a inacreditável perseguição que lhe tem sido movida pelo Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Prof. Jorge Olímpio Bento.
 
Desde então, o caso conheceu mais alguns episódios, a começar pela caricata e despropositada reacção do Prof. Bento a comentários proferidos pelo Dr. Sílvio Cervan na sua qualidade de comentador no programa “O Dia Seguinte”.
 
Com efeito, apesar de ser do conhecimento geral que Sílvio Cervan não participa naquele programa na qualidade de Vice-Presidente do Benfica, mas sim como comentador afecto ao nosso clube, o Prof. Bento resolveu – porque assim lhe convinha – assumir tais comentários como se de uma posição oficial do Benfica se tratasse.
 
Assim sendo, dirigiu ao Presidente do Benfica uma carta na qual afirma que “face aos termos usados pelo Sr. Vice-Presidente do Sport Lisboa e Benfica (…) esta Faculdade declara-se indisponível para discutir a cedência de um docente, visando treinar a equipa profissional de andebol desse clube”.
 
De seguida, malevolamente, a mesma carta afirma “em todo o caso a Faculdade não coloca quaisquer entraves à saída do docente em causa. Basta que ele peça a rescisão do contrato com a Faculdade; o pedido será imediatamente deferido”. Mais claro não podia ficar que aquilo que o Prof. Bento mais deseja é ver o Prof. José António pelas costas.
 
Como é possível alguém, como o Prof. Bento, que usa e abusa da sua posição dominante na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, ter a “lata” de escrever, referindo-se ao Dr. Sílvio Cervan, “as instituições são depositárias e irradiadoras de ideais, normas, princípios e valores destinados a inspirar e balizar a vida e a conduta dos cidadãos. Por isso mesmo, os detentores de cargos e portadores de responsabilidade estão obrigados a tomar atitudes e decisões e a praticar actos condizentes com essa posição”.
 
Não parece mesmo um discurso para o Prof. Bento fazer em frente ao espelho?
 
O ódio de estimação que o Prof. Bento nutre pelo Benfica faz com que não consiga sequer aperceber-se das incríveis contradições em que cai, nem da péssima imagem que está a transmitir da Faculdade que dirige. Parece impossível que ninguém – dentro da Faculdade ou mesmo da Universidade do Porto, nomeadamente o seu Reitor – consiga fazê-lo actuar dentro de critérios de razoabilidade.
 
O Benfica, muito bem, não se conforma com este estado de coisas e esta prepotência injustificável, que mais não visa do que impedir a equipa de andebol do nosso clube de ser treinada pelo Prof. José António.
 
E, não se conformando, no início de Outubro já solicitou a intervenção do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. Que se saiba, até este momento não houve qualquer inflexão da posição assumida pelo Prof. Bento, pelo que a via judicial está a ser equacionada.
 
Este é o Benfica de que eu gosto – que acredita que as causas justas são para levar até ás últimas consequências e que luta incansavelmente para alcançar os seus objectivos.
 
Dentro ou fora de campo!
 

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