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Novo Benfica

Novo Benfica

23
Set09

Toda a Diferença

António de Souza-Cardoso

Desde que comecei a escrevinhar neste Blog e mesmo antes nas intervenções televisivas regulares que tive nos últimos 6 anos, no “N Jogadas” e no “A Bola é Redonda”, sempre me preocupei em chamar a atenção para a grande diferença que existia entre um Benfica Campeão e um Benfica qualquer.

O Benfica é o maior Clube do Mundo (julgo que se tem aproveitado mal, do ponto de vista comunicacional, esta grandiosa circunstância).

É provavelmente também a marca portuguesa de maior valor, principalmente nestes dias em que o marketing afectivo e experiencial, ganha efectiva preponderância.

O Benfica é ainda uma das poucas realidades universais que ainda restam a Portugal. O que num tempo de globalização nos deve orgulhar, até por aquilo que acrescenta de identidade e de coesão de toda a diáspora portuguesa espalhada pelo Mundo.

O Benfica é tudo isso e, também por isso, constitui uma realidade que nos ultrapassa a todos, desde o simples adepto como eu, até ao mais importante jogador ou dirigente.

Mas a verdade é que, para que tudo isto aconteça e permaneça, o Benfica tem que se cumprir.

Se é o maior, o que tem mais valor, a história mais grandiosa, a mais relevante notoriedade nacional e internacional, tem também que ser o Melhor.

E aparentemente (sabemos que depois, na prática, não é tão linear, porque os sistemas e os apitos ainda andam por aí..) é mais fácil a um Clube com os atributos do Benfica ser Melhor do que qualquer outro.

Este ano, ao contrário dos últimos anos, temos sido os Melhores. Não só os maiores, os mais notáveis, grandiosos ou universais. Mas também os Melhores.

E isto faz toda a diferença!

 Como hoje a Bola noticia, só o facto de o Benfica ter passado a “parecer” o melhor (não está em primeiro, nem é ainda Campeão) fez com que as acções subissem 30%, a facturação da bilheteira aumentasse 100% e as assistências, em comparação a igual período do ano passado, aumentassem 20% apesar de no ano anterior, por esta altura, termos já enfrentado o Porto e o Sporting. Leiria teve a maior enchente de sempre da sua história e no Restelo estiveram o dobro das pessoas que no ano anterior.

É este o caminho que o Benfica deve prosseguir o de fazer coincidir o “poder”, o “dever” e o “ser”.

Com a responsabilidade e o rigor de gestão dos dirigentes, a atitude e a entrega dos jogadores e a paixão e apoio galvanizador dos adeptos.

Isso, para o futuro do Benfica, fará toda a diferença.

 

António de Souza-Cardoso

PS: Desculpem, já depois da hora acrescentar ao meu post um abraço muito especial ao Bruno Carvalho por ter decidido retirar a providência cautelar,  depois de ontem o Tribunal Civel de Lisboa lhe ter dado razão. Tenho pena que poucos benfiquistas tenham percebido o sentido de serviço, o conhecimento e a inteligencia do Bruno Carvalho . Talvez este gesto, feito em nome da sua imensa paixão pelo Benfica, contribua para isso. 

 

5 comentários

  • Julgo que percebeu que o tribunal deu razão ao Bruno carvalho o que implicaria a repetição das eleições. Se lhe convém dizer que é a justiça que está mal ou que o juiz foi comprado é consigo. A mais cumpre-me enaltecer a atitude do bruno carvalho que mesmo tendo razão resolveu retirar a providência cautelar, provavelmente pela leitura que fez dos resultados eleitorais e pela que faz do actual momento do Benfica.
  • Sem imagem de perfil

    Farrusquinha 23.09.2009

    O tribunal não deu nada do que disse, nem implicava sequer repetir eleições.
    O tribunal só decidiu que a citação era válida e não nula.
    O tribunal nem sequer decidiu a providência cautelar, se lhe era de dar ou não provimento!
    E depois da providência cautelar, se lhe fosse dado provimento, ainda que havia de meter a acção principal. E essa é que valeria.
    Já uma vez lhe pedi cópias de peças judiciais para provar coisas que dizia.
    Calou-se e não demonstrou nada.
    Mas é uma vergonha que tente deitar areia para os olhos dos Benfiquistas que, naturalmente, não estão familiarizados com estas questões jurídicas.
    É deontologicamente incorrecto
  • Não percebo como pode falar em deontologia escondido atrás de um nome de cachorro pequeno. Eu não tenho peças processuais nenhumas e não tenho nesse caso (de que não me lembro) como neste acesso ao processo. Muito menos tenho obrigação de me justificar perante um anónimo.Mas sei e foi isso que disse que a decisão de Vilarinho de considerar inválida a citação foi, como agora se provou, ela própria inválida. E só essa decisão permitiu que a lista de Luis Filipe Vieira pudesse concorrer àquele acto eleitoral. Isto é público, não foi desmentido e não precisa de prova.
  • Sem imagem de perfil

    Farrusquinha 23.09.2009


    Por acaso, Senhor Sousa-Cardozo, não é cão, é gata!

    Mas se quiser saber quem sou, um dia podemos encontrar-nos e trocar impressões, quer sobre o Benfica, quer sobre questões de direito.

    O Senhor não tem peças mas pode tê-las. Basta pedi-las ao seu amigo Bruno Carvalho.
    Note-se que eu não tenho nada contra as amizades nem contra Bruno Carvalho. Nunca o desrespeitei por fazer o que fez nem sequer por causa das suas ideais.
    Só discordei e discordo delas, absolutamente mais nada.

    Todavia, permita-me dar a minha opinião sobre a (presumida) validade da citação que não foi acatada por Vilarinho, pois, no entender deste, ela era nula. Eu digo "presumida" porque não tenho de concordar forçosamente com a opinião de um juiz, seja ele quem for. Não sei se a consideraria - opinião pessoal, naturalmente - válida ou nula, pois nunca a vi.
    Tanto quanto me foi dado depreender - e se o Senhor tivesse junto as peças para comprovar as suas afirmações, talvez pudesse alterar a minha opinião, quem sabe! - válida a citação, neste caso, ou seja, nesta providência cautelar, como o Juiz do processo optou por ouvir a parte contrária antes de uma decisão de fundo sobre ela, era a audição e prova que se seguiria.
    Tanto que não houve decisão de fundo que Bruno Carvalho também viu chumbado por um juiz um seu requerimento para a executar . Ora, se não existia título executivo era porque não havia decisão (de fundo) porque sabe bem que é a decisão que constitui, no caso, esse título executivo.
    Logo, não existiu qualquer decisão a mandar parar o acto eleitoral ou a impedir que LFV concorresse às eleições.
    Aliás, disse a imprensa - eu sei que eles, em questões jurídicas, dizem muitas asneiras, mas estas não foram contestadas - que o juiz indeferiu esse requerimento para execução da providência cautelar, precisa e expressamente porque não havia decisão de fundo.
    Pode argumentar-me: o juiz também disse que tal decisão, se decisão houvesse, não comportaria - como está expresso na lei, aliás - execução. Mas isso foi uma justificação subsidiária. A principal é que não havia qualquer decisão.

    É por isto e só por isto, que eu afirmei que não está a ser claro, que está a tentar defender Bruno Carvalho - e, repito, não tenho nada contra e até acho bonito defender-se ou tentar defender-se um amigo - mas não o deve fazer à custa de imprecisões e de situações que não correspondem ao decidido, confundindo Benfiquistas de cuja família fazemos parte.

    Tudo isto, e como costumamos dizer, salvo sempre melhor opinião e com o devido e merecido respeito.
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