Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 13/01/09 | comentar | 45 comentários

Afinal o sistema está bem vivo e, com uma inesperada unanimidade, clama a uma só voz contra uma falha inesperada. Então não é suposto que o Benfica seja sempre prejudicado? Como é possível que um árbitro se atreva a não prejudicar claramente o Benfica?

 

Quando os árbitros erram contra o Benfica isso nem é notícia, é o que se espera deles … já o contrário, por tão inesperado e raro, dá direito a manchetes em todos os noticiários, primeiras páginas em todos os jornais, declarações inflamadas dos mais diversos agentes desportivos, etc …

 

Quanto ao Presidente e adeptos do Braga eu consigo compreender a sua indignação, pois ainda um par de semanas antes o Nacional (um concorrente directo do Braga na conquista de um lugar na Europa) havia sido claramente beneficiado no Estádio da Luz, pelo que, de acordo com uma já larga tradição, o Braga não esperaria menos.

 

Há não muito tempo Luís Filipe Vieira foi castigado com dois meses de suspensão pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) por "ter prestado declarações consideradas de tom irónico, sarcástico e insinuador, que puseram em causa a imparcialidade, seriedade e rigor do CJ da FPF".

 

Este castigo foi praticamente duplicado por, "com prévia autorização do delegado da LPFP e do árbitro da partida, LFV se apresentar no balneário da equipa de arbitragem com o propósito único de apresentar um pedido formal de desculpas à equipa de arbitragem".

 

Esta foi uma das primeiras falhas graves do sistema, pois a suspensão aplicada a LFV apenas o ajudou a encontrar o registo certo em que se deve apresentar o Presidente do Benfica.

 

Estou certo de que nem o Presidente nem o  treinador do Braga, nem sequer o presidente da mesa da  Assembleia Geral da FPF, terão qualquer destes problemas com a justiça desportiva, pois não foram irónicos, sarcásticos ou insinuadores, nem pretenderam apresentar qualquer tipo de desculpas, apenas vieram a terreiro alertar para o facto de que o sistema parece começar a apresentar falhas.

 




Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Este fim-de-semana, o futebol português fez um regresso ao passado. Um regresso aos velhos tempos do Apito Dourado, do Apito Final, e afins. Se são para ficar ou não, os próximos tempos vão-nos dar a resposta.

Pensavam que o “sistema” tinha acabado? Pensavam que os “rostos” desse mesmo “sistema” estavam moralmente mortos ou moribundos e sem qualquer capacidade de reacção? Pobres ingénuos.
Não é com palavras de circunstância ou com meros formalismos legais, que se desmonta uma complexa teia de interesses, cumplicidades e promiscuidades. O “sistema” estrebucha ainda, e de que maneira.
No sábado, no estádio do FC Porto, Paulo Batista,o árbitro de Portalegre, foi o porta-voz e o porta-estandarte desse poder ainda forte, vigoroso e estabelecido. Desde muito cedo disse ao que vinha. Duas entradas a “matar” de Rodriguez, logo no início do jogo, sobre um jogador do Leixões passaram impunes.
O que se seguiu dava para envergonhar muita gente, mas infelizmente é pouca a gente do futebol ainda com carácter para se envergonhar, a maioria já perdeu a vergonha toda.
O golo anulado ao Leixões é o exemplo acabado de que os vermes continuam a andar por aí, sentem-se e sabem-se impunes. E, aqui e agora, eu quero saudar as bravas gentes de Matosinhos e os generosos e corajosos adeptos do Leixões.
Gente do mar, gente de carácter e gente simples, que se sentiu roubada e vilipendiada. Mas nunca vergada. Eu quero, e comigo os milhões de benfiquistas, juntar a minha indignação à indignação de milhares de leixonenses.
Não fossem os jogadores do Leixões da mesma têmpera dos seus adeptos – bravos e corajosos – e mesmo contra todas as indignidades souberam ir buscar a vitória como quem vai buscar o alimento ao alto mar, e o futebol português teria assistido, sábado à noite, no estádio do FC Porto, a um dos maiores escândalos do nosso futebol.
Não contente com isto, o “sistema” voltou à carga, ontem na Luz. Rui Costa, o árbitro do Porto, fez tudo, mas tudo, para prejudicar o Benfica e, assim, atenuar um pouco o “desastre” de sábado.
O penálti que ninguém viu, marcado por Paulo Batista contra o Leixões, no estádio do FC Porto, e o penálti que toda a gente viu não marcado por Rui Costa no estádio da Luz, contra a Naval, são todo um compêndio de como o “sistema” funciona e actua.
E por isso, quero desde já lançar um aviso à navegação. Estão redondamente enganados os dirigentes do Benfica se pensam que é com palavras e discursos diplomáticos que se consegue acabar com este estado de coisas.
Os senhores do “sistema” têm de perceber que o Benfica não está distraído, que está atento e vigilante e, por isso, há que começar a utilizar a linguagem dura, a linguagem da verdade, a linguagem de quem não esmorecerá enquanto a credibilidade e a transparência não regressarem de vez ao futebol português. Porque quem não deve não teme.
 
Post-Scriptum 1Na verdade foi um fim-de-semana infausto para os arautos da desgraça e para os vermes do “sistema”. Dentro das quatro linhas, foi o que se viu. Fora das quatro linhas, o Benfica provou, mais uma vez, que está bem e recomenda-se: apresentou resultados líquidos positivos pelo segundo ano consecutivo e conseguiu, ainda, reduzir substancialmente o seu passivo. Com os principais clubes portugueses, como FC Porto e Sporting, a acumularem prejuízos astronómicos, cuja crise internacional mais irá agravar, o Benfica, clube e SAD, apresenta uma saúde financeira invejável, em mais um reflexo da correcta estratégia traçada pela gestão de Luís Filipe Vieira.
 
Post-Scriptum 2Aproxima-se cada vez mais o dia do grande jantar (7 de Novembro), do Novo Benfica. Todos os benfiquistas podem e devem inscrever-se através do email novobenficajantar@gmail.com. Ao longo dos próximos dias vamos revelando as muitas surpresas que estão a ser preparadas. Inscreva-se!

sinto-me: Enojado
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Pedro Fonseca em 22/09/08 | comentar | 108 comentários

O futebol português volta a ser abalado hoje com a notícia que faz manchete do “Correio da Manhã”, que revela que as classificações dos árbitros foram viciadas. Mais um prego no caixão de uma indústria que continua a trilhar caminhos em direcção ao abismo.

Só se surpreende quem não esteve atento ao fenómeno desportivo nos últimos 20 anos ou quem esteve fora de Portugal neste mesmo perído. Os pecadilhos estiveram sempre à vista de toda a gente e Dias da Cunha identificou bem os rostos desse denominado “sistema”: os presidentes do FC Porto e do Boavista FC.
O processo que conduziu ao Apito Dourado e ao Apito Final nasceu tarde e ignorou um rol de viciação de resultados desportivos denunciada por muitos jornalistas com coluna vertebral, mas as autoridades públicas assobiaram para o ar. Fizeram de conta.
Carlos Pinhão, Alfredo Farinha, Marinho Neves, entre outros, sabem bem do que se trata. Octávio Machado também, mas o seu livro, qual pedrada no charco, passou quase ignorado pelos “media”. Eles não fizeram de conta.
O contra-ataque do “sistema” está aí. Alguns querem agora branquear tudo o que se passou, agarrando-se a supostos formalismos legais para descredibilizar uma investigação e as decisões dos órgãos jurisdicionais da Liga e da Federação.
No meio disto tudo, o Governo e o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, fazem figura de corpo presente, também eles assobiando para o ar. Continuam a fazer de conta.
Querem “matar” o futebol? Então a receita simples: deixem o actual dirigismo desportivo à solta e não apurem toda a verdade da viciação de resultados nos últimos 20 anos. O “sistema” agradece.
Em Portugal, país de brandos costumes, o livro de Carolina Salgado nunca existiu, nem o de Marinho Neves, nem os”quinhentinhos”, nem qualquer tipo de “fruta” ou de “chocolatinhos”.
Portugal é assim: o lixo empurra-se para debaixo do tapete. Um dia, temos todos que prestar contas por esta nossa apatia e negligência. Um dia… espera-se que não seja tarde de mais.
 

sinto-me: Desiludido
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