Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

António de Souza-Cardoso em 04/02/09 | comentar | 24 comentários

O Benfica joga no próximo Domingo aquele que é, provavelmente e à luz do contexto actual do clube, o jogo da época.

Em primeiro lugar porque é, infelizmente, o que nos resta de valioso para ganhar. Espero a este propósito que o Benfica (tal como Porto) poupe no jogo de hoje com o Guimarães os seus jogadores mais influentes. Não apenas por o jogo é apenas com o Guimarães, mas ainda porque o jogo é ainda (e só) da Taça da Liga. Uma Taça feita, pelos usos e pelos vistos, para promover as rodagens dos bancos e para entusiasmar aquelas equipes que nunca ganham nada de verdadeiramente relevante.

Em segundo lugar porque a matemática nos obriga a ser realistas e, sendo o Porto o nosso principal opositor neste desiderato, os pontos que se ganham e perdem devem ser multiplicados por dois. Quer dizer, estão seis pontos em disputa no que à liderança do campeonato diz respeito. Para ainda ser mais sugestivo e preciso – no limite, o Benfica alcança a liderança e deixa o Porto a 2 pontos, ou o Porto reforça a liderança e descola 4 pontos do Benfica.

Em terceiro lugar porque é mais um jogo onde, uma vez mais, se discutem hegemonias: Entre o ainda maior Clube Português e aquele que tem ganho mais vezes nos últimos 20 anos. Entre aquele que ainda é e aquele que já reclama ser.

É por isso, também, um jogo que pode mudar psicologicamente qualquer das equipes:

O Porto que não tem a mesma qualidade e desempenho de épocas anteriores, pode galvanizar-se neste jogo e reforçar a convicção de que começou com novos valores mas que, entretanto, foi possível integrá-los e adaptá-los à cultura ganhadora do Clube que volta a ter níveis elevados de eficácia e desempenho.

O Benfica porque gastou mais 30 milhões para criar novamente valor na equipe. Porque reiniciou um novo ciclo, com um novo treinador e um novo director desportivo. Porque quer provar que mais do que um conjunto de estrelas, tem hoje um colectivo e uma organização capazes de o reabilitarem como Clube Glorioso e Vencedor.

É ainda um jogo que pode unir e conciliar os adeptos de cada Clube. Os do Porto que não gostam muito de Jesualdo e que sentiram a “tremideira” do inicio de época.

Os do Benfica que não se sentem compensados pelo apoio extraordinário que têm dado ao clube e que estão sinceramente cansados de novos ciclos e novas promessas.  

Os do Porto e os do Benfica que arrostarão por muitos dias a vergonha da derrota ou que gozarão truculentamente o excelso sabor da vitória.

Espero que um e outro Clube não tenha benefícios ou prejuízos externos á capacidade que vierem a demonstrar em campo. Quer dizer - espero que a equipe de arbitragem esteja á altura da enorme responsabilidade deste jogo.

Não escondo que tenho medo que isso não aconteça e que o clube mais vulnerável, a julgar pelo histórico deste campeonato, é o Benfica.

Isso seria muito mau:

 Porque reforçava a suspeita que todos temos da persistência do “sistema”.

Porque prejudicava, uma vez mais, o nosso Clube na única competição valiosa que ainda tem para ganhar.

E, não menos importante, porque dava pretexto aos benfiquistas mais conformados de justificaram mais este adiamento, mais esta declinação do Benfica.

Espero com sinceridade que isso não aconteça e que o Benfica se não adie, nem decline, um único dia mais.

O primeiro passo para isso é ganhar no Domingo no Dragão... o jogo da época.

 

 

 

 

António de Souza-Cardoso

 

PS: Espero ainda que, resistindo á tentação de “ficar próximo” do líder, o Benfica só jogue para ganhar. Porque deve ter sempre essa têmpera e essa ambição ganhadoras. Mas também porque se o não fizer, arrisca-se verdadeiramente a perder o jogo. Que assim não seja!

 

 


sinto-me: Muito esperançado
música: SLB. SLB, SLB
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

António de Souza-Cardoso em 04/10/08 | comentar | 49 comentários

 

Esta foi uma semana de sonho.

Não evidentemente pelo Porto ter sido humilhado por uma equipe que veste de vermelho e branco. E só não ter perdido pelo dobro dos golos que perdeu por manifesta infantilidade dos jogadores do Arsenal (até o treinador se ria…).

Não sou dos que se contenta com a desgraça alheia. A derrota dos outros só me interessa se o jogo for com o Benfica. Isto é, se eu puder comemorar legitimamente uma vitória.

Mas não deixa de confirmar aquilo que venho dizendo e que muitos portistas com notoriedade pública que andaram a falar de “queixinhas”, hoje já reconhecem, afirmando que algumas “das novas aquisições do Porto não tinham lugar na Sanjoanense”.

Digo e reafirmo que ao contrário do que é habitual o Porto fez uma transformação demasiado radical na estrutura da equipe, não só pela perda de influência de jogadores chave como José Bosingwa, Quaresma ou Paulo Assunção, mas principalmente com um protagonismo demasiado exagerado de aquisições cujo valor não é ainda claro e cujo entrosamento ainda não existe.

Para um plantel com este grau de novidade e de risco não podiam ter Jesualdo Ferreira, tinham mesmo que ter José Mourinho.

Como não têm Mourinho, o resultado está à vista e não me admirava que o Porto continuasse nesta angústia de voltar a agradar, com aumento da pressão sobre a equipe, influência negativa nos resultados e a saída do “mal amado” professor - o homem de que ninguém gosta e que, pelos vistos, também não gosta de ninguém.

Mas a minha paixão é o Benfica e depois do brilhante contra o Sporting que já se julgava invencível, tivemos na mesma semana a categórica exibição contra um Nápoles a fazer lembrar os tempos antigos. Um equipe que não é por acaso que vai em segundo no campeonato italiano e que tem uma “afficcion” e uma carismo do tamanho da grandeza e da história do Clube.

O “Novo Benfica” foi em alargada representação ao Estádio da Luz. Eu, o Bruno Carvalho, o Pedro Fonseca e o Miguel Álvares Ribeiro lá estávamos a representar o “Novo Benfica” e a testemunhar o muito de bom e de novo que há nesta equipa do Benfica.

Julgo que posso dizer em nome de todos que ficamos consoladinhos, com a autoridade de um miúdo chamado Sydnei, a energia transbordante de Yebda e a magia de Di Maria ou de Reyes que são sempre jogadores de quem se espera um golpe de génio.

O provavelmente prematuro dizermos que ganhamos para além de dois jogos decisivos uma equipe capaz de vencer o campeonato e lutar pelo titulo europeu. É ainda mais prematura dizer que, por um golpe de mágica o Benfica ganhou a organização que não teve nos últimos anos.

 

Mas a verdade é que é tudo mais promissor. Cada um faz o que tem que fazer. O Presidente preside, o Director desportivo dirige, o Treinador treina e os jogadores jogam (vêem como é fácil).

E também é verdade que independentemente de todos os apitos (e eu fui dos que os denunciei desde a primeira hora) o Benfica tem sempre melhores desempenhos quando se concentra naquilo que deve fazer que “jogar à bola”.

Venha agora o Leixões – actual líder do campeonato.

  

António de Souza-Cardoso

 

 


sinto-me: empolgado
música: We are de Champions
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Sábado, 27 de Setembro de 2008

António de Souza-Cardoso em 27/09/08 | comentar | 20 comentários

Escrevo algumas horas depois de ver o Porto ganhar aos Paços de Ferreira e somar a segunda vitória na Liga.

Acho sinceramente que o Paços é uma equipe de “trazer por casa”. Quero dizer, uma equipe que, como se viu com o Benfica, será muito difícil de bater no seu reduto. Mas, ao mesmo tempo, uma equipe que fora da Mata Real dificilmente conseguirá surpreender os seus adversários.

Sem estar em causa a justiça da vitória (o Paços não deu um único passo para a contrariar), confirmei neste jogo que esta equipe do Porto não tem nem a estatura, nem a categoria de épocas anteriores. Depois de dispensar os seus principais artistas, o que obrigou a uma renovação de banda mais larga que o quem sido habitual, o Porto não conseguiu reequilibrar a equipe porque apesar das muitas contratações, não assegurou nenhum valor indiscutível – nem “Cebola” que na equipe do Porto joga até chorar, mas sem qualquer consequência ou eficácia colectiva.

Depois, Lisandro perdeu (ou ainda não ganhou) o codícia e a fortuna da época anterior e Lucho parece o solitário “Comandante” de uma “Armada” que está longe de ser “Invencível”.

Tivemos, assim, no jogo de ontem (e julgo que teremos para o resto do campeonato) um Porto corrente que se bebe mas não deslumbra que até pode cumprir, se não for chamado a desígnios maiores.

Não é por acaso que os sócios se inquietam e assobiam. Não é por acaso que Jesualdo evoca, em desespero, as sequelas do apito final.

O Benfica, por seu lado, decide boa parte da época nos próximos 6 dias.

Com o Nápoles joga a continuidade europeia. Imprescindível numa equipe nova que se quer cumprir. Difícil, claro, mas obviamente à altura de que tem a ambição de voltar a ser grande.

Com o Sporting,  joga a credibilidade interna. Não só porque se perder fica a 7 pontos do Sporting e a 3 do Porto logo à 4ª jornada. Mas também porque estas derrotas importam prejuízos anímicos (e matemáticos) sempre mais explícitos nos confrontos com os opositores directos, com quem ainda por cima jogamos em casa.

Para estes dois jogos o Benfica tem que entrar com determinação e vontade de ganhar, mas também com níveis de concentração que possam dar tranquilidade à equipe (pareço o Paulo Bento..).

Disse aqui (e fui contrariado por muitos) que o melhor ataque é a defesa, por constatar que uma equipe se faz de trás para a frente e que as equipes que nas últimas décadas têm dominado o futebol português são aquelas que apresentam, em determinado período, as melhores defesas.

Não gosto do futebol defensivo e demasiado taticista, mas compreendo o valor que tem estar seguro a trás para poder accionar com despreocupação a “tracção à frente”.

 Infelizmente o Benfica atropelou-se em reforços do meio campo para a frente e não se reforçou como devia na defesa.Com o Paços de Ferreira viu-se a fragilidade da nossa defesa (bem sei que não é a habitual) que inspira tal segurança que o próprio Quim parece contaminado por uma preocupante crise de confiança (ou será Macumba do Sr Scolari?).

Também me pareceu que Quique fez demasiadas flores nas substituições do jogo com o Paços e insiste em colocar Aimar numa posição em que ele não rende (ainda nos vai convencer que o jogador pouco acrescenta a esta equipe).

Boas surpresas (ou talvez não..) São Yebda, Martins e principalmente Ruben Amorim. Para mim o mais esclarecido e promissor dos jogadores que contratamos esta época. Como uma inteligência e uma leitura global do jogo muito raras no futebol português. Pena que esteja sempre num periclitante “entra e sai” e que o desperdicem colado ao lado direito para compensar um pretenso defesa direito que não temos.

Reyes também me parece ter um potencial enorme e uma imensa capacidade de explosão. Ao contrário, Di Maria veio demasiado deslumbrado dos Olímpicos e precisa de se reencontrar com esta equipe.

Bem, chega de especulações. Venha lá o leãozinho e depois o Nápoles.

Venham Eles para o começo do caminho, outra vez glorioso, deste Novo Benfica.

 

António de Souza-Cardoso

 


 

 

 

 

 

  


sinto-me: esperançado
música: slb


Sábado, 20 de Setembro de 2008

António de Souza-Cardoso em 20/09/08 | comentar | 28 comentários

Um dos grandes aliciantes do futebol reside na incerteza do resultado, tantas vezes dependente de um conjunto de pequenas variáveis aleatórias que não temos o poder de dominar. Desde o pequeno detalhe do penalty que o árbitro não viu (ou viu a mais), até ao pequeno espaço que distingue uma bola no ferro de uma bola dentro da baliza.

Claro que me poderão invocar a teoria dos grandes números para dizer que não se tem sempre sorte ou azar, ou que não se é prejudicado ou beneficiado toda a vida. Num universo perfeito esta teoria estatística parece inatacável. Mas o problema é que o futebol é, como todos temos confirmado, feito de sistemas e de pessoas que se transfiguram e diminuem, no turbilhão de emoções que o “desporto-Rei” proporciona.

 Não queria ir por aí. A minha formação jurídica tem sido severamente abalada pelas aberrantes interpretações de analistas diversos sobre as recentes evoluções nos processos do apito final e prefiro por essa cómoda razão, guardar-me para a altura certa em que a justiça e a verdade (a dos tribunais e não a dos jornais) se vierem a conciliar e consumar.

 A justiça publicada é normalmente, para quem trabalha nestas lides, uma justiça diminuída e vulnerável, feita de pequenas delações ao segredo de justiça e pequenos excertos e interpretações parciais de processos amplos, complexos e profundos. Esperemos tranquilamente, portanto.

Voltemos ao futebol. Nesta jornada europeia as equipes portuguesas tiveram sortes diferentes. A primeira delas reside seguramente no adversário ou adversários (na Liga dos Campeões) que lhes caíram em sorte. Temos que dizer que o Porto e o Sporting foram, uma vez mais, agraciados pela fortuna com as equipes que lhes saíram nos potes 3 e 4, aquelas que em teoria podem condicionar a passagem á fase seguinte. O campeão turco é uma equipe arrumada de um País com poucas tradições no futebol (talvez, por isso, os assobios dos portistas à sua equipe) e o Basileia (ou mesmo o Shaktar) não têm qualquer dimensão europeia.

Basta vermos que o Guimarães só por clamorosos erros de arbitragem nas duas mãos (azar?) não eliminou o Basileia que está no grupo do Sporting e, ao contrário, numa competição teoricamente inferior, esteve muito longe de poder fazer frente ao futebol envolvente do Portmouth que lhe caiu em sorte.

Também o Benfica não teve sorte. Estou convencido que o Porto e o Sporting teriam igual dificuldade em deixar para trás o Nápoles. Não falo só do facto de nenhuma equipe portuguesa ter alguma vez eliminado o Nápoles numa competição europeia (julgo que o Porto perdeu todos os jogos oficiais que fez com o Nápoles). Falo do ambiente e da equipe que vi em S. Paolo, só possivel nos clubes de verdadeira grandeza e dimensão.

 

O Benfica pode e deve passar, mas a verdade é que não teve sorte.

No jogo jogado, acho que o Porto apesar das intermitências da exibição mereceu ganhar, mas e se o árbitro marcasse o penalty que realmente existiu a favor dos Turcos perto do final quando ainda estava 2 a 1? Não marcou e condicionou em definitivo a sorte do jogo.

O Sporting mereceu perder. Mas pareceu-me sinceramente exagerado o penalty que origina o segundo golo do Barcelona e que mata um jogo que Sporting (como já é habitual contra as grandes Equipas) não soube, sequer, disputar.

 O Setúbal sofreu um golo no último minuto que castiga injustamente uma exibição de excelente nível desta equipe de raça sobrevivente. Outra vez a sorte….

Em suma, existem equipes melhores do que outras e estou seguro que o Benfica não tem tido nas últimas duas décadas uma equipe e uma organização que estejam para além da sorte. Mas a verdade é que engrandecemos muitas vezes equipes que, em relação a outras que diminuímos, têm por vezes, apenas, essa indelével diferença da fortuna, ou da falta dela.

Estou seguro que o Benfica (se o universo se mantiver perfeito) se há-de reconciliar com a sorte e eliminar, pela primeira vez na história do futebol português, essa magnifica equipe de Napoli tão sedenta e determinada de voltar às luzes da ribalta do futebol europeu.

Para já, boa sorte para que Benfica possa já na Mata Real dar os “Passos” necessários para a conquista do titulo.

Lá Vos espero!

 

António de Souza-Cardoso

 


sinto-me: Afortunado
música: Luck for me


Sábado, 30 de Agosto de 2008

António de Souza-Cardoso em 30/08/08 | comentar | 15 comentários

 

Hoje teremos mais um clássico.

 Não vale a pena diminuir a expectativa, a emoção e a competitividade destes jogos, onde directamente nos confrontamos com o principal opositor.

Gostamos de ganhar sempre, mas ganhar estes jogos tem realmente um sabor e um sentimento especiais.

 Só aparecer no café ou no trabalho de papo cheio, sorriso aberto e crista levantada, é uma perspectiva bem mais reluzente do que termos que fintar a troça, acabrunhados no gabinete ou em casa, com aquela premente necessidade de desaparecer, enquanto remoemos o indigesto sabor da derrota.

Estive em Vila do Conde e não gostei. Do nevoeiro, da equipe, da forma como foi armada na primeira parte, da amnésia do Carlos Martins, da falta de sorte da cabeça de Yebda, ou da falta de jeito (ou de árbitro?) de Aimar naquela jogada quase final (e fatal).

Houve pouca sorte, pouco árbitro e pouco Benfica no Estádio dos Arcos.

Por isso não queria nada levar com o Porto à segunda jornada. Com a nossa equipe ainda em fase de progressão e aprendizagem que já depois do jogo de Vila do Conde recebeu mais dois jogadores provavelmente “titularíssimos” – Di Maria e David Suazo.

Sei bem que o Porto também mexeu significativamente na sua estrutura e teve um resultado diferente com o Belenenses, porque os da “Cruz de Cristo” resolveram nascer outra vez e por outros, pequenos, pormenores (como o remate de Hulk) que só a fortuna sabe explicar.

Mas ainda assim preferia que não fosse agora.

A importância dos clássicos tem, para além das razões emotivas, razões de pura raiz matemática. De facto, nas contas finais dos jogos entre 2 opositores directos estão, sempre, doze pontos em jogo: seis que podemos ganhar e outros seis que podemos evitar que o nosso adversário ganhe.

O Benfica dos últimos anos, perdeu alguns campeonatos precisamente nos clássicos.

Porque, para além de tudo o que é azul, encarnado ou dourado (não vou falar, mas apetecia-me muito, de Jorge Sousa), lhe tem faltado a atitude vencedora, imprescindível em confrontos com este nível de pressão.

Por isso não vou fazer para este jogo de treinador de bancada.

Venha a melhor equipe que tivermos disponível, mas venha principalmente a raça e a mística que a camisola do Benfica deve dar a qualquer jogador que a vista.

Aquela meia vitória que é entrar em campo com a convicção, a vontade e a inquebrantável determinação de ganhar.

Dizendo de dentes cerrados, depois de afagar a relva e benzer a testa um – Até os comemos!

 

António de Souza-Cardoso

 


sinto-me: Determinado
música: Vamos Lá Cambada!


Sábado, 26 de Julho de 2008

António de Souza-Cardoso em 26/07/08 | comentar | 88 comentários

 

Todos os bons aficionados de futebol, são também experimentados e talentosos treinadores de bancada.

Eu sou um deles. Julgo que o melhor… (?)

Confesso-vos até que tenho um sonho recorrente que revela bem esta apoteótica transmutação do meu “alter-ego”. Sonho frequentemente que sou o treinador do Benfica. Mas exerço essa apaixonante função pela calada. De facto, aos olhos de todos não sou eu quem lá está, é mesmo o treinador do Benfica.

Eu explico melhor: ainda ontem talvez pelo rodopio das transferências ou porque se aproximava o primeiro jogo da pré-época, voltei ao meu sonho. Lá estava eu, todo pimpão, no banco do Benfica mas…,na pele de Quique Flores. Tenho até medo que o Júlio Machado Vaz ensaie uma explicação sobre este assunto.

A verdade é que me divirto imenso com esta sorrateira actividade que me dá o poder de ser efectivamente o treinador do Benfica. E, portanto, de pôr e dispor com algum dislate de todas aquelas estrelas em vez de, como o comum dos mortais, atirar palpites para o ar, daqueles que os treinadores nunca seguem.

Claro que neste meu glorioso sonho, o Benfica é mesmo o Benfica!

Ganha sempre, é sempre campeão!

 E eu, depois da vitória, agora na pele de Quique Flores dou, com carinhoso enfado, um aceno final à torcida que enlouquece de alegria, bem lá no alto do terceiro anel.

Bom, mas recuperando o tema dos treinadores de bancada, acho que está na hora de cada um de nós dizer de sua justiça. Qual o onze campeão deste Benfica?

Antes que comecem a disparar palpites vamos fazer uns “suponhamos”:

Primeiro, suponhamos que ninguém está lesionado (menos o Mantorras, claro). Suponhamos ainda que o Benfica contrata mais 2 jogadores. Para não haver variáveis aleatórias eu defino quem são: Luis Garcia e Belleti.

Pronto, vamos lá puxar pelo magnífico “treinador de bancada” que temos em nós e palpitemos sobre o Benfica desta época:

 Qual o sistema de jogo? Qual o onze principal? Qual o melhor marcador? Quais os 3 primeiros do campeonato e, já agora, quais as principais dispensas deste Benfica.

Eu digo já: Vamos jogar em 4x4x2 (que pode evoluir, como ontem, para um 4x2x3x1). A equipe será:

Quim; Belleti, Luisão, David Luis e Leo;  Balboa, Petit, Aimar e Di Maria; Óscar Cardozo e Luis Garcia (Katso ou Yedba podem substituir um dos avançados no sistema alternativo). O melhor marcador do Benfica será Óscar Cardozo (pudera, com este apelido!..); O Benfica ganha o campeonato seguido do Porto e do Sporting. As principais dispensas serão: Luis Filipe (ufa!); Edcarlos, Maxi Pereira e Nuno Assis.

Pronto, meus amigos, está visto. Têm Vexas a palavra!

 No final quem melhor acertar, tem direito, em embalagem devidamente acondicionada (não vá a ASAE tecê-las), a .. ..um quartilho de feijão catarino. Essa é que é essa!

 

António de Souza-Cardoso

PS1 – Por falar em feijões, gostei da atitude de Quique de não querer perder, jogo nenhum. Eu, a feijões ainda vá, mas quando for a doer livrem-se de fazer a pasmaceira de jogo que fizeram ontem.

PS2 – Freitas do Amaral veio confirmar o que todos já sabíamos. O Presidente da Federação, na sua imensa falta de coragem, precisou de um causídico renomado e insuspeito para tomar por ele a decisão que já sabia ser a mais justa e correcta. Com esta pequena manobra dilatória, Pôncio Pilatos, desculpem Gilberto Madail (assim é que é) , parece ter conseguiu livrar o Porto de não ser afastado da Champions.

 


sinto-me: Expectante
música: Vamos Lá Cambada!


Domingo, 20 de Julho de 2008

António de Souza-Cardoso em 20/07/08 | comentar | 52 comentários

Quinta-feira, Luis Filipe Vieira quebrou um longo silêncio e aceitou ser o convidado de Judite de Sousa, na Grande Entrevista.

Sem querer ensaiar qualquer análise ao perfil do Presidente do Benfica confirmei, mal a emissão começou, que Luis Filipe não está confortável nas “águas do pequeno ecrã”. Apareceu tenso, desconfiado e contrito, perante uma entrevistadora aguerrida a querer mostrar que não sofre de “parcialidades maritais”.

O Presidente do Benfica não é um homem de comunicação. Não falo só da sua base sócio cultural que o leva a chamar “jurídico a um jurista”, a usar erradas redundâncias como “as pessoas pessoais” ou recorrentes lapsos gramaticais, como pendurar um indevido mas irresistível artigo definido antes de qualquer forma verbal. Não que isso para mim, apesar de inestético, seja sequer importante.

 Não é missão do Presidente do Benfica dar aulas de português aos nossos filhos, ou escrever um ” best- seller”, embora seja da nossa natureza humana termos orgulho naqueles que lideram as instituições de que gostamos. Termos como tão bem dizia Frei Bento Domingues, a propósito da Religião dos Portugueses, “um Presidente que se apresente”.

Vamos ao que interessa:  o conteúdo e não a forma da entrevista. Separemos a entrevista nos seus dois tempos principais – o do Apito Final e o da análise do momento desportivo do Benfica.

No primeiro tempo, o Presidente do Benfica esteve quase sempre bem. Se retiramos aquele duvidoso momento em que disse que por ele, mesmo ganhando na Secretaria, não ia à Liga dos Campeões, Luis Filipe esteve quase irrepreensível. Percebo qual era a intenção e até acredito que fosse genuína a posição pessoal que revelou, mas a verdade é que a opinião pública não pode deixar de comparar com a história da raposa que só quando viu que não chegava às uvas que tanto queria comer, é que concluiu que afinal não as queria…., porque estavam verdes.

Na denúncia corajosa e determinada da corrupção no futebol português Luis Filipe esteve muito bem. Começou e bem por desmistificar. O que está em discussão, como muito bem disse, não é se houve ou não corrupção, essa está mais do que provada. Bem assim como os seus agentes, onde se inclui o FC do Porto e o seu Presidente. O que está simplesmente em causa, são questões de natureza processual, como a legalidade dos meios de prova, em termos internos, ou o trânsito em julgado da decisão, em termos europeus. Mas que houve corrupção houve e que mais tarde ou mais cedo vai ser punida, em termos nacionais e europeus, claro que vai.

O Presidente ainda soube colocar a discussão no plano mais vasto das opções que existem para o futuro do Futebol e do Desporto. Ou assobiamos para o ar e fazemos de conta que a batota faz parte do jogo. Ou queremos mesmo que o jogo seja limpo e então, temos muita coisa para mudar.

No primeiro tempo do desafio nota 18 para o Presidente. Corajoso e combativo. E ainda sem medo de pôr nomes aos bois, apesar das perseguições de que tem sido alvo.

A segunda parte não correu tão bem. Luis Filipe tem um enorme deficit de sentido critico. E por isso uma tão grande dificuldade em assumir a responsabilidade dos maus resultados desportivos.

Pois se ele não treina, nem mete golos..? Mas no minuto seguinte, exige a Rui Costa que ao que sabe também não treinará nem meterá golos que ganhe tudo, que seja campeão. Insanável contradição.

Também não esteve bem na questão do treinador. Talvez a sua dificuldade de comunicação o tenha traído. Percebo que provavelmente queria dizer que Quique não foi o terceiro escolhido, mas um dos 3 que estavam sob a atenta observação do Benfica . Mas o que verdadeiramente aconteceu é que a opinião pública confirmou, pela boca do Presidente do Benfica, a sensação que já tinha que Quique não foi, efectivamente, a primeira escolha.

E pronto. Acho que jogamos bem na primeira parte. Tivemos uma segunda parte insegura e titubeante e não tenho a certeza se ganhamos o jogo.

Ou, dito de outra maneira, acho que Luis Filipe foi igual a si próprio: está muito bem quando se fala da recuperação financeira, da credibilidade institucional, ou da defesa da verdade desportiva. Está muito pior quando a bola lhe chega aos pés…

Mesmo assim, os meus sinceros parabéns ao Presidente do Benfica pela enorme coragem que demonstrou.

António de Souza-Cardoso

 

PS – Quem está sempre mal é o outro Luis Filipe (o nº 2 e não o nº 1) como mais uma vez se viu ontem no jogo contra o Estoril. Que julgo que apenas serviu para confirmar quem não pode ficar num Benfica Campeão….

 


sinto-me: animadote
música: With a Little Help of my friends


Domingo, 22 de Junho de 2008

António de Souza-Cardoso em 22/06/08 | comentar | 94 comentários

 

 

Sou, sempre fui, um admirador do futebol de Cristian Rodriguez. Acho mesmo que depois de Óscar Cardoso esta foi provavelmente a melhor contratação do Benfica da época passada. É um jogador jovem, mas com uma maturidade e um empenho em jogo que surpreendem pela positiva.

Como qualquer jogador com a sua juventude, a que está ainda por fazer é a formação da personalidade - o carácter que cedo ou tarde, o poderá transformar num jogador completo reconhecido e recordado por todos ou, pelo contrário, lembrado apenas com a comiseração dos que ficaram aquém das suas aptidões naturais – recordam-se de Victor Baptista ou, mais recentemente, de Mário Jardel?

Julgo que Cristian Rodriguez obteve do Benfica total reconhecimento pelos seus méritos e especial atenção pela sua continuidade no clube. Se assim não fosse não lhe teria sido oferecido o melhor salário de todos os jogadores que hoje integram o plantel do Benfica. A solução que a seu tempo tudo teria resolvido, foi liminarmente afastada pelo Benfica por implicar ilegalidades intoleráveis do foro criminal que, a serem verdade, em nada abonam em relação aos representantes de Rodriguez (diz-me com quem andas….).

Cristian Rodriguez garantiu por duas vezes a Rui Costa que continuaria no Benfica. Desmentiu, aliás reiteradamente, o intolerável assédio do Dragão.

Curiosamente o Presidente (ainda?)da SAD portista deu publicamente, há pouco mais de um mês, a sua palavra de honra de que o jogador jamais representaria o Clube.

Da honra ou da palavra do Presidente portista conhecemos nós abundantes exemplos – talvez interessem a quem estuda judicialmente a sua conduta (?).

De Cristian Rodriguez ficamos a conhecer agora.

Com pena para quem, como eu, o admirava como jogador. Com alívio para quem, como nós, percebe agora a falta de firmeza do seu carácter.

Com todas estas declinações da palavra, da honra e do carácter (de “Cebola” e do Clube que agora o contrata), o tempo dirá quem vai chorar em último lugar…

 

António de Souza-Cardoso

 


sinto-me: Decepcionado
música: Yesterday


Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

António de Souza-Cardoso em 18/06/08 | comentar | 107 comentários

 

 

 

A propósito do artigo de ontem de Miguel Sousa Tavares na Bola, dei comigo a pensar no que mudaria se, como em outras coisas que também eu aprecio (a caça, a boa mesa e o espírito de aventura), o conhecido comentador tivesse a virtude e a graça de ser Benfiquista.

Sem querer (nem poder) imitar o estilo, julgo que o artigo teria o título deste e seria talvez assim:

Todos nós conhecemos a figura do “Xico Esperto”, dos tempos de escola, na adolescência. Também conhecido pelo “carapau de corrida” ou o “espirra-canivetes” o “Xico Esperto” era aquele que quando o professor perguntava “quem foi que ganhou?”, respondia despudoramente “fui eu..”, qualquer que fosse a sua verdadeira qualificação.

Com isso o “Xico Esperto” tentava insinuar-se nas boas graças do poder, como o líder, o chefe de seita, o melhor de todos, pisando os colegas, trapaçando, fazendo batota...

A verdade é que todos sabiam que ele não passava de um arruaceiro preguiçoso e malcriado, que projectava a sua existência medíocre, à custa do copianço, da batota e da má influência que exercia sobre dois ou três microcéfalos que se obrigavam e abrigavam na sua envaidecida protecção.

Enquanto que o “Xico Esperto” era uma figura odiosa para a maioria da turma, causadora de repúdio ou de receio, ele próprio parecia viver bem com isso, porque o seu objectivo era passar de ano, não por mérito, mas pela batoteira imagem de liderança que passava junto dos professores á custa das “xico-espertices” que fazia junto dos colegas.

De há alguns anos para cá o Insigne Clube do Dragão, que tantas justas glórias recolheu nos tempos áureos de Américo de Sá, Pinto de Magalhães ou José Maria Pedroto, transformou-se no “Xico Esperto” oficial do futebol português.

Com a agravante de levar esta “xico-espertice” para esferas internacionais, assim permitindo na fácil confusão da “nuvem por Juno” que se degrade a imagem do futebol português e dos seus agentes.

Sou dos que pensam que o Benfica não teve esta época o merecimento necessário para ir à Liga dos Campeões e que prefiro, com total sinceridade, aquela mais nobre e distintiva posição de declínio de um benefício que não ganhei, nem mereci, no espaço adequado que é o terreno de jogo.

Mas isso não tira que eu não exija à Direcção do meu clube que defenda com intransigência o rigor e a verdade desportiva, lutando abnegadamente para que os “xicos-espertos” sejam definitivamente erradicados do futebol português, sem vergonha de os denunciar de voz alta e cara descoberta, ainda que correndo o risco de que lhes chamem queixinhas.

Quantas queixinhas não faço eu, ou o Miguel Sousa Tavares, contra a desfaçatez da ASAE, o cigarro hipócrita do Primeiro-Ministro, ou tantos outros destemperos à verdade e à justiça que infelizmente se passam no nosso Portugal?

O que Miguel ST se esqueceu foi que o “Xico-Esperto” nasceu primeiro que o Queixinhas.

Fez, á luz da única apreciação jurídica conhecida, batota comprovada e beneficiou de um regulamento iníquo para, em vez de baixar de divisão como devia, perder apenas 6 pontos que não lhe faziam falta nenhuma. Como bom “Xico-Esperto” resolveu estar quietinho, aceitar aquele inócuo correctivo que lhe mantinha a áurea e a garimpa. E até o declarou publicamente, que “nem precisava explicar – estava á vista de todos”, ele apesar de consumadamente corrupto continuava a ser o vencedor, único objectivo de qualquer “Xico-esperto”.

Não recorreu, portanto, aceitando como verdadeira a obscura e terrível acusação que sobre ele pendia. Assumindo-se definitivamente como o “Xico-Esperto” oficial do futebol português.

Miguel ST vem depois tentar salvar as más consequências (designadamente europeias) da “xico-espertice”, falando do princípio geral da não retroactividade da lei penal quando aqui estamos perante um disposição do direito desportivo que não está obviamente subsumida a esse princípio geral. Por irresistível “xico-espertice”, Sousa Tavares chama-lhe “direito punitivo”, para tentar abrigar neste mais abstracto conceito o direito penal e o desportivo. Também a mim me repugna a retroactividade da lei, mas a verdade é que esta pode ser accionada pelo Direito desportivo, como foi e seria se, entretanto, não tivessem ocorrido outras “xico-espertices”.

A principal, foi a intolerável pressão exercida sobre a Federação Portuguesa de Futebol, instituição que é dirigida por um Presidente que parece frouxo e vulnerável. Pressão cirurgicamente feita na entrevista á SIC, ao assessor jurídico João Leal e ao fax liso que enviou para a UEFA,  a pedido desta. João Leal que á imagem do seu Presidente não aguentou da tripa perante a habitual arruaça do “Xico-Esperto”, acabou por vestir a pele de outro personagem do nosso tempo de escola – o “geleia”. Aquele desgraçado que vivia aterrorizado à mão do Xico-Esperto e fazia tudo para não o contrariar ou atingir.

 João Leal e Gilberto Madail – os “geleias” oficiais do futebol português, fizeram o mesmo, lavaram as mãos num sintomático “não me comprometas” dizendo à UEFA que nada sabiam sobre trânsito em julgado nenhum, ou sequer sobre os factos que levaram à condenação do Futebol Clube do Porto.

E foi por isso, e só por isso, que a UEFA, mais preocupada em organizar sem sobressaltos a próxima “Champions” resolveu adiar aquilo que os primeiros responsáveis e interessados – os “Geleia” da Federação Portuguesa de Futebol, negavam conhecer e insistiam, também, em adiar.

Por isso se o Miguel Sousa Tavares confessa que o FCP deveria ter recorrido, aceitando que juridicamente com essa omissão suscitou o trânsito em julgado da decisão do Conselho de Disciplina da Liga então, sem “xico-espertices”, tem é que reconhecer que a UEFA decidiu mal, ou foi mal influenciada na decisão de não aceitar como provado o referido transito em julgado. Única razão pela qual não condenou, ainda o FC Porto.

Mas, agora para todos os “Xico-Espertos”, atenção: ninguém ilibou o F.C. Porto, nem ele próprio, como me parece que se acabará por provar.

 Por isso, “no mais tarde ou mais cedo”, em que qualquer “Xico Esperto” é julgado e punido, aguardarei tranquilamente por um desfecho justo e verdadeiro, continuando a exigir á Direcção do Benfica que, para além de ganhar campeonatos (que é a sua tarefa primeira), tenha a coragem de denunciar sempre os “Xicos-Espertos” desta vida.

Porque, para mim, quem denuncia “Xicos-Espertos”não é queixinhas é Valente!

 

António de Souza-Cardoso

 

 

 


sinto-me: tranquilo
música: "My Way"



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