Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Pedro Fonseca em 10/11/08 | comentar | 21 comentários

Foto Jantar

O António Souza-Cardozo escreveu um texto admirável sobre o memorável jantar de sexta-feira à noite, no Estádio da Luz, organizado por este blogue. Sem Benfica no fim-de-semana, vejo-me compelido a abordar, de novo, esta iniciativa, que contou com a presença do Presidente, Luís Filipe Vieira, e do Director Desportivo, Rui Costa.

Receio, porém, não estar suficientemente à altura de tal tarefa, depois do que escreveu o Souza-Cardoso. Assumo, no entanto, o desafio.
Antes de mais, uma palavra de agradecimento para os benfiquistas que marcaram presença no encontro. Depois, o agradecimento que se exige ao Presidente Luís Filipe Vieira e ao Director Desportivo, Rui Costa. Não só pela participação mas pelas intervenções realizadas.
Luís Filipe Vieira falou da obra erguida em 5 anos, a sua “menina dos olhos”, da recuperação financeira, da devolução da credibilidade ao clube, da revolução encetada ao nível administrativo, com a modernização interna do clube – cuja “cereja em cima do bolo” é a ligação “online” a todas as Casas do Benfica -, o novo estádio e centro de estágio, a recuperação das modalidades, hoje com performances ganhadoras, do reforço da equipa de futebol, etc.
José Nuno Martins, director do Jornal do Benfica, escreveu em recente editorial que a obra de Vieira é fruto de uma extraordinária perspectiva “visionária” do que deve ser o Benfica do futuro.
O Presidente do Benfica realçou, ainda, os novos projectos que o animam para o futuro: o Museu, a Fundação, e, principalmente, a revolução que pretende fazer ao nível audiovisual, através da Benfica TV, sabendo que o Benfica é o líder em termos de audiências televisivas. A recente polémica com a ZON TV Cabo é a prova de que Vieira não recua, nem verga, na defesa dos interesses do Benfica.
“Se tenho alguma responsabilidade neste processo de recuperação e regeneração do Benfica é ter tido sempre a preocupação de não olhar para a árvore, mas sim para a floresta”, disse, durante uma intervenção clarividente e esclarecedora.
O Benfica do futuro exige que não se abalem os alicerces construídos nestes últimos anos. E, por isso, é imperioso que se recusem quaisquer aventureirismos, que levariam o Benfica, outra vez, até perto do abismo.
Rui Costa é o garante que aos 3 títulos conquistados nos últimos anos (Campeonato, Taça e Supertaça), muitos mais se vão somar. De uma forma consistente e permanente. Ao comando do futebol, Rui Costa sabe como ninguém do seu ofício. Respira futebol e benfiquismo por todos os poros e sente-se como peixe na água a falar do jogo que o elegeu como um dos seus maiores intérpretes de sempre.
Guardo ainda na memória uma frase do Rui, que me há-de acompanhar até Maio/Junho, quando o campeonato estiver no fim. “Vamos ser campeões”, disse o Maestro. Foram como acordes de música celestial estas palavras. Despedimo-nos com a “chama imensa” bem acesa dentro da nossa alma. O Benfica do futuro está lançado a grande velocidade.
 
Post-Scriptum 1: Uma das maiores conquistas de Luís Filipe Vieira foi a mobilização dos benfiquistas em torno do clube. Agora que tanto se fala em “militância” clubística, Vieira bem pode dizer: “uns têm-na, outros não”. E para provar esta realidade, basta ver que o Sporting, em dois jogos importantíssimos (Shaktar e FC Porto) não reuniu mais de 45 mil pessoas em Alvalade. O Benfica, na Luz, num só jogo (Galatasaray), ultrapassou essa fasquia;
 
Post-Scriptum 2: Perdoem-me esta “boleia”, mas, sobre o jantar de sexat-feira, podem ainda consultar o que escrevi n´”O Inferno da Luz”.

sinto-me: Campeão
música: Ser benfiquista


Domingo, 9 de Novembro de 2008

António de Souza-Cardoso em 09/11/08 | comentar | 46 comentários

Benfica.jpg

Escrevo depois de uma jornada de caça madrugadora, feita junta a Mértola, num montado dobrado, imponente e custoso, prenhe de perdizes ásperas a exigir assomos rijos do corpo.

Quando tocou a vespertina tinha dormido 3 horas velozes, minguadas e senti o corpo lerdo e dorminhoco a pedir mais descanso para as despesas do dia.

Pensei no que acontecera na véspera. Pensa-se sempre na véspera com arrependimento. Aquele último wisky…, aquela última hora de escusada folia.

Mas quando rememorei, sorri, ainda com o doce sabor do Benfica.

 Foi uma “Ganda Noite”.

 Acabada, é certo, com 3 horas de condução até Mértola sob o castigo de um nevoeiro denso. Mas valeu a pena.

Lá estava o “Terra Limpa” com um texto magnífico que explicava que o Xistra é um instrumento de limpeza equídea (com amostra e tudo);

 Lá estava a querida Vitória que tem um sorriso tão amigo e suave como os comentários que escreve.

 Lá estava o João e o Pai do João que o educou com esmero e paixão benfiquista.

 Lá estava o meu Amigo Raúl Lopes e o nosso amigo Luis Miguel que não via há anos “gordos” (os anos, não ele).

 Lá estava a tertúlia, feita de gente fogosa e cheia de graça.

Lá estava o Presidente, bem-humorado e chistoso, dando ao evento o cariz familiar que merecia.

Lá estava o Rui Costa, rigorosamente á minha frente (juro, não estou a regar) com aquele ar de “menino” (como ele diz) que nos cativa a todos.

Lá estávamos nós:

 Eu, o Bruno Carvalho (feliz, tal como eu), o Pedro Fonseca (que finalmente conseguiu dar cabo de mais um carro), o Armindo (a quem falta o tempo para a “palavra” mas não para “comunhão”), o Pedro Ribeiro (que joga com a mesma destreza connosco e com a Tertúlia).

 A noite teve, para mim que lá regressava depois da arrepiante vitória com o Nápoles, muitos momentos inesquecíveis, coroados com uma intervenção serena, construtiva e ambiciosa do Presidente Luis Filipe Vieira que correspondeu à transbordante vontade, tão bem defendida pelo Bruno Carvalho, de sermos (sempre) “Campeões para Sempre”.

Mas os dois momentos que me tocaram mais fundo, os grandes golos que este novo Benfica fez na noite de ontem da Luz, foram os daquele texto apaixonado do Carlos que, sem estar presente, nos projectou a todos para este intrépido romantismo que é “sermos Benfica”, na mesma imensa paixão: projectados no ar naquela indelével mas majestática linha da esperança ou, como com o Galatasaray, arrostados no chão a sacudir o pó, só no tempo preciso que nos leva a subir outra vez.

E a intervenção (toda) de Rui Costa, que nos contou a sua vida (toda) de Benfiquista inteiro, mesmo nos tempos em que a geografia e a grandeza o afastaram de nós.

Durante uns vinte mágicos minutos, ali ficou, com aquele ar de “Menino” ainda apaixonado, a falar da Sua amada com elegante desvelo e inebriante paixão.

Quando o Rui terminou pedindo para o Balneário o texto do Carlos, juntou num rosto que é o dele e num gesto que nos abraçou a todos, a grande Declaração de Amor que acompanhará a memória desta Ganda Noite de paixão e fervor Benfiquista.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS1: Seria injusto não destacar o papel do Pedro Fonseca na organização do Jantar. Também Ele um exemplo maior de Amor e dedicação ao Clube. Manuel Alegre diria: – “que este Amor é de Pedro por … Benfica”. Eu digo, com mais simplicidade: - Obrigado Pedro!

PS2: Outra vez por razões que me ultrapassam - o Alentejo profundo está ainda mal “conectado”, não conseguir pôr o post no momento que seria oportuno. As minhas desculpas por isso.

 


sinto-me: Apaixonado, sempre
música: Love For Ever


Sábado, 25 de Outubro de 2008

António de Souza-Cardoso em 25/10/08 | comentar | 33 comentários

Hoje, no solarengo dia 25 de Outubro, faz 5 anos que foi inaugurado o Estádio da Luz.

Cerca de 5 milhões de espectadores, 123 jogos e 80 vitórias depois, cumpre fazer uma primeira avaliação.

A “Nova Luz”, como sublinhou o Presidente, Luis Filipe Vieira, simbolizou a vontade de renascer de novo. Sem nenhum fractura com o passado, mas na perspectiva de que mesmo as grandes instituições, aquelas que têm melhor memória, podem ter momentos de entorpecimento e de preguiça e precisam de ser reinventadas e reconciliadas com o seu passado.

Depois de um conjunto de Direcções desastrosas o velho Benfica precisava de ser espevitado pelo ar fresco da mudança. Julgo que a “Nova Luz” tem cumprido esse primeiro desiderato. O de dar auto-estima aos benfiquistas, proporcionando-lhes uma casa nova de que todos nos orgulhamos e que está à altura dos pergaminhos e da dimensão universal do clube.

Um ano e meio depois da inauguração da Nova Luz, o Benfica foi campeão. E o entusiasmo da mudança alastrou-se aos Benfiquistas confiantes que o Clube voltaria a percorrer a áurea gloriosa de outros tempos e de outras casas.

Passaram-se 3 anos e o Benfica não ganhou mais. A Direcção de Luis Filipe Vieira não conseguiu ainda conciliar o Benfica com a Sua História, conferindo á mudança, uma dinâmica definitivamente vitoriosa.

As almas ganhadoras como a minha inquietam-se. E a pergunta que fica num momento de avaliação como este, não pode deixar de ser a interrogação de quem está ansioso por ganhar: Será que é desta?

Julgo, como já aqui disse, que o Benfica começa a ganhar aquilo que não teve nas duas últimas décadas – uma organização forte, assente num modelo de gestão claro e numa estratégia desportiva onde o rigor, o trabalho e ambição constituem mais do que objectivos, pressupostos de acção. Onde cada um tem o seu lugar e conhece o seu papel.

O Benfica apresentou, pelo segundo ano consecutivo, resultados positivos. Apesar dos investimentos feitos, as contas da SAD começam a consolidar-se e o passivo foi já reduzido de uma forma clara, conferindo uma imagem de credibilidade que permite ao Benfica perspectivar a continuação dos investimentos que tem feito a nível desportivo e sem os quais não fará aquilo que é, afinal, o seu principal desígnio – ganhar.

Dir-me-ão - tudo tem um tempo e esta Direcção tem provado que o Benfica está a dar passos seguros para uma reabilitação sustentada e duradoura.

Eu, apaixonado do Benfica, digo logo que sim, e agradeço o esforço de todos quantos contribuíram para esta mudança, este assomo de personalidade, esta vontade de emergir…

 Mas na mesma condição de apaixonado, digo também que esse tempo agradecido já foi dado a esta Direcção por todos os benfiquistas que continuam juntos, a alimentar a mesma mística e a mesma vontade de vencer.

Por isso é no tempo de hoje, porque não podemos esperar um minuto mais, no tempo em que comemoramos os 5 anos da “Nova Luz” que queremos ganhar.

 Que queremos ser todos “O Novo Benfica”.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS: A minha homenagem sentida ao capitão do Benfica, Nuno Gomes. Sempre fui um seu devoto aficionado. Sempre o admirei pelas raras características que têm como goleador e como “construtor. É muito estimulante ver o “Novo Benfica” ser inspirado pela sua experiência e competência. É muito bom ver Nuno Gomes voltar às grandes exibições. Ele que deu o primeiro sinal de vitória na “Nova Luz”, marcando o primeiro golo. Ele que com a sua inteligência e liderança pode ser um dos principais instigadores deste “Novo Benfica”, sempre campeão!

 

 

 


sinto-me: Renascido
música: Parabéns a Você!



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