Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

António de Souza-Cardoso em 08/12/08 | comentar | 34 comentários

Bailinho da Madeira

A semana passada escrevi aqui, depois da copiosa derrota com o Olimpyacos, que há muito que não sentia vergonha do meu clube.

Passaram apenas alguns dias, até à noite gloriosa da Madeira que já me impele a dizer, com o maior entusiasmo, que há muito que não sentia tanto orgulho no meu clube.

Não só porque ganhamos por seis a zero num campo tão difícil e contra um adversário tão habitualmente aguerrido e competitivo (não sou bom em memórias passadas mas tenho dúvidas que algum clube, pelo menos no passado recente, tenha ganho por margem tão concludente nos Barreiros).

Não só porque estivemos bem, em todos os domínios e sectores do jogo. Desta vez, o guarda-redes (bem vindo Moreira!) não falhou. Desta vez, apresentamos uma defesa que soube defender e com laterais que subiram o suficiente no apoio ao ataque (Reyes precisa do seu lado de um bom defesa e não de um ala que se atrapalhe com ele). Tivemos  Katsoranis no seu melhor, a garantir a mesma solidez defensiva, mas principalmente a elasticidade e a ligação ofensiva que Yebda não tem conseguido ao lado do esforçadíssimo Bynia. Tivemos a inteligência e leitura de jogo superiores de Ruben Amorim. Tivemos esse génio à solta que dá pelo nome de José António Reyes. E um outro mago da bola, ainda à procura de índices físicos chamado Pablo Aimar. Mas tivemos, principalmente, David Suazo, uma flecha com permanente instinto pelo golo, e com aquele impressionante garbo e poder físico que entusiasma por cada vez que toca na bola. Tivemos ainda o Nuno Gomes. Que com a brilhante postura táctica que tem não precisou de estar muito tempo em jogo para dar um a marcar e “facturar” por duas vezes. Falei já com abundância da importância que Nuno Gomes tem nesta equipe. E aqui está mais uma clara evidência (para quem ainda precisa…)

Não só, ainda, porque tivemos Rui Costa onde verdadeiramente gosta e sabe estar. Junto ao relvado. A dizer que ainda lá está, junto da equipe, para ajudar, para incitar, para dirigir um gesto, um olhar, um estímulo…

Não só, também, porque senti que a equipe se não tiver que rodar tanto (esta goleada até nos poderia pôr a sonhar num outra mais “metalistica”, mas que sendo necessária pode não ser suficiente) assentará rotinas e procedimentos mais cedo, e fará render melhor os seus inúmeros talentos.

Não só, finalmente, porque fica provado à abundância a qualidade do plantel do Benfica. Falta ainda caminho e trabalho para fazer do todo o que a soma das partes pode dar. Mas há poucas dúvidas da qualidade de muitas das novas contratações do Benfica

Não só por tudo isso mas, principalmente, porque hoje acordei, no dia da Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, e pude dizer o que há tanto tempo e com tanta saudade não dizia :

 - Não vejo ninguém, mas mesmo ninguém, à minha frente!

Que loucura de frase, que consolo de alma para os que connosco partilham a mesma paixão. Que inatacável contundência para com os adversários que nos tentam permanentemente menorizar.

Não vejo ninguém, mas é que ninguém, à minha frente!

Estamos em primeiro lugar meus Senhores! Lá no topo do Mundo, único onde a àguia se sente bem.

Somos, finalmente, a equipe do presente porque se tudo acabasse neste presente minuto éramos campeões.

Somos, também, a equipe do futuro ( O Novo Benfica), porque indo á frente agora, temos melhor chance de chegar à frente, depois.

Estou feliz, julgo que todos estamos felizes.

 E não parece demais, mesmo para aqueles que neste blog se têm mostrado mais conformados com o passado recente do clube, que elevemos os nossos níveis de exigência e que depois do adeus inglório á Europa digamos, todos, que só continuaremos felizes se formos Campeões.

Estou certo que a Festa do Campeão começou ontem, em grande, com aquele inesquecível “Bailinho da Madeira”.

 

António de Souza-Cardoso

 


sinto-me: Feliz, muito Feliz
música: O bailinhao da Madeira



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