Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

José Esteves de Aguiar em 11/08/10 | comentar | 19 comentários

 

Antes de mais, queria pedir desculpa aos visitantes deste blog pela minha prolongada ausência do mesmo, ausência esta motivada por questões profissionais inadiáveis. Não tenho a presunção de pensar que eu tenha feito qualquer falta mas, pelo contrário, eu é que tenho sentido a falta destes escritos e da troca de comentários com que os leitores me têm honrado.

 

Passando ao tema deste post, começo por reconhecer que já bastante tem sido escrito sobre o jogo de arranque oficial da época 2010/2011, embora a Supertaça Cândido de Oliveira se reporte sempre à época anterior.

 

No cômputo geral, parece-me dificilmente rebatível que perdemos justamente. Mesmo depois daquele início desastroso, considero que, a partir dos 25 minutos de jogo, conseguimos passar a ter a iniciativa, tendo mesmo desenvolvido alguns ataques bem gizados, que só não levaram mais perigo à baliza do Porto porque Cardozo e Saviola se encontravam nitidamente em noite não.

 

Confesso que não percebo qual a razão para que Jorge Jesus tenha resolvido alterar, precisamente num jogo a doer, a estrutura que tão boa conta tinha vindo a dar na maior parte dos jogos da pré-época. Para mim era claro que já começava a ver-se a existência de rotinas no desenvolvimento do ataque do Benfica, assente essencialmente na acertada colocação de alguns jogadores.

 

Era o caso do Fábio Coentrão a defesa esquerdo – com o César Peixoto ou o Gaitan mais avançados na ala esquerda, do Jara (parece-me grande contratação) na ala direita mas fazendo rapidíssimas desmarcações e trocas de bola e com o Saviola muito móvel, fugindo à marcação dos adversários, embora ainda acusando falta de ritmo, o que se traduzia em frequentes dificuldades de dominar a bola nas condições a que já nos habituou.

 

E depois, claro, o Cardozo goleador, bem municiado por aqueles jogadores rápidos e altamente tecnicistas e ainda um Carlos Martins em boa forma, quer na execução de passes a “rasgar”, quer a experimentar os seus potentes remates de longe.

 

Sobre o Roberto, não querendo contribuir para a campanha de crucificação do rapaz, não posso deixar de lamentar a teimosia de Jorge Jesus em continuar a insistir na titularidade do guarda-redes espanhol, quando é clara a insegurança dele, bem patente aliás na cara de pânico que exibe.

 

Se Jorge Jesus acredita assim tanto no Roberto, deve protegê-lo durante este momento mau que atravessa, em vez de o lançar às feras como tem feito regularmente e, a meu ver insensatamente, o fez contra o Porto.

 

Se a intenção é que seja uma aposta de futuro, então que não o ponha a jogar no Benfica do presente, sob pena de lhe matar prematuramente a carreira. Aliás, penso que a margem de manobra de Jorge Jesus na utilização do Roberto deve estar a ficar cada vez mais curta, correndo o risco de, num destes dias, ser Luís Filipe Vieira ou Rui Costa a impor-lhe que o retire da equipa.

 

É sabido que, para que uma equipa se “solte” para a frente, é fundamental ter confiança em quem fica “lá atrás”. Quando os restantes jogadores não confiam no guarda-redes – o que me parece estar a ficar patente no Benfica – partem de forma mais retraída e mesmo hesitante para o ataque.

 

Um outro ponto em que me parece que Jorge Jesus “pecou” no jogo da Supertaça foi em escalar um meio-campo demasiado macio, para fazer frente a uma equipa reconhecidamente combativa como é o Porto e, ainda por cima, “picada” para uma vingança criada por espíritos imaginativos e férteis, que vislumbraram terem sido altamente prejudicados ao longo da época passada.

 

Para permitir a subida dos defesas laterais, parece-me óbvio que o meio campo defensivo do Benfica deveria ser reforçado e de combate, com Javi Garcia ao lado de Airton, tendo Carlos Martins ou Aimar mais adiantados, como municiadores de Jara, Cardozo e Saviola. Tenho, para mim e desde o descalabro do jogo de Liverpool da época passada, que há jogos em que há que assumir um meio campo mais defensivo, que permita aos homens da frente atacar sem receio de desguarnecer as costas.

 

Apesar dos reparos acima feitos, considero que o Benfica tem uma equipa suficientemente forte para consumo interno e mesmo para provocar umas agradáveis surpresas na Champions, mas Jorge Jesus deverá voltar ao registo que o caracterizou ao longo da temporada anterior – com grande humildade e sempre a deitar água na fervura de excessivos optimismos - ao contrário daquilo que aparenta neste início de época, mostrando mesmo alguma sobranceria.

 

No ano passado, também o primeiro jogo oficial se saldou por um resultado negativo – o empate caseiro com o Marítimo – mas a partir daí a equipa embalou para uma época que nos encheu de alegrias, espalhando um futebol espectacular e altamente eficaz por praticamente todos os campos por onde passou.

 

Acredito firmemente que o mesmo vai suceder nesta temporada e que o adágio popular mais uma vez vai ser cumprido – o primeiro milho é dos pardais!




Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

José Esteves de Aguiar em 17/06/10 | comentar | 19 comentários

 A exibição no primeiro jogo da Selecção Nacional neste Mundial 2010 dificilmente poderia ser mais à semelhança de Carlos Queiroz – mostrou-nos uma equipa receosa, nervosa, sem chama ou garra.

 

O único momento em que a Selecção se soltou, poderia ter resultado no golo mais espectacular do Campeonato – aquele remate de Cristiano Ronaldo ao poste, que levou o próprio Drogba a benzer-se de alívio.

 

Em praticamente todo o restante jogo, a nossa Selecção foi uma presa fácil da boa organização da Costa do Marfim, tacticamente quase perfeita a marcar em cima, sem deixar tempo e espaço aos nossos jogadores para “pensarem” o jogo.

 

Tornou-se evidente que, salvo raras excepções, a nossa Selecção se conformou com a ideia de que o mais importante era não perder.

 

O Eduardo e os jogadores da defesa estiveram bastante bem, com destaque para a exibição defensivamente sem mácula do Fábio Coentrão, jogando de uma forma tão decidida que até parecia que era o Jorge Jesus quem estava no banco.

 

Ficamos sem saber se o facto de raras vezes ter subido pelo seu corredor se ficou a dever a instruções nesses sentido dadas por Carlos Queiroz, ou impossibilidade real, atendendo a que a maioria das jogadas de ataque da Costa do Marfim se desenrolavam pelo seu lado.

 

De qualquer forma, é da mais elementar justiça destacar o grande jogo que Fábio Coentrão realizou.

 

Quanto ao meio campo da Selecção, foi demasiado leve, previsível e lento de movimentos, para conseguir incomodar os física e tacticamente poderosos jogadores da Costa do Marfim.

 

No ataque, apenas Cristiano Ronaldo deu um arzinho da sua graça, uma vez que Danny nada fez de útil em campo, falhando inúmeros passes e chegando sistematicamente atrasado aos lances e Liedson foi um erro de “casting”, lançado às feras numa luta desigual contra defesas muito mais possantes.

 

Com Simão Sabrosa em campo, a equipa soltou-se mais, mas faltou nitidamente um jogador alto e forte na área, do tipo do Hugo Almeida, para dar luta aos defensores da Costa do Marfim.

 

A entrada de Rúben Amorim – embora seja de saudar de forma inequívoca – leva-nos a pensar que algo estava mal na convocatória.

 

Se o Rúben não foi considerado, por Carlos Queiroz, como um convocado indiscutível, por que razão foi ele o escolhido para entrar em campo, rendendo Raúl Meireles, em detrimento de outros jogadores que integraram a convocatória desde o princípio? A resposta é óbvia - porque Rúben Amorim é um jogador que, tal como Fábio Coentrão, joga à Benfica, imbuído que está do espírito de luta e de conquista que lhe foi incutido por Jorge Jesus.

 

Esta conclusão leva-nos a outra: o Carlos Martins, na forma em que terminou a época, seria certamente muito mais útil à Selecção do que um Deco queixinhas, incapaz de dar o litro, de “comer relva”, como se impõe numa competição como o Campeonato do Mundo.

 

A esta Selecção falta, claramente, um treinador com espírito de conquista, que não se acobarde como tantas vezes aconteceu ao longo dos jogos de qualificação.

 

Que não ceda a pressões e interesses de agentes de jogadores, mas que transmita a estes a ideia de que devem disputar cada jogo como se fosse o último das suas vidas.

 

Só assim será possível continuar, com dignidade, nesta competição, a começar já pelo jogo contra a Coreia do Norte, uma equipa extremamente aguerrida e à qual apenas poderemos derrotar se lutarmos do princípio ao fim.

 

Precisamos, urgentemente, de uma Selecção que jogue à Benfica!

 




Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

José Esteves de Aguiar em 10/06/10 | comentar | 9 comentários

 

O nosso Benfica é hoje, sem margem para dúvidas, um clube altamente profissionalizado, no qual as épocas desportivas são cuidadosamente planeadas até nos mais pequenos detalhes.

 

Não tenho a menor dúvida de que ninguém se encontra a “dormir sobre os louros conquistados” e de que a próxima época já se encontra a ser preparada desde há uns meses.

 

Desde logo pela inevitabilidade da saída de dois ou três jogadores que foram muito importantes na época 2009/2010, face ao poderio económico dos colossos europeus que os pretendem contratar e, porque não dizê-lo, face à legítima expectativa de qualquer ser humano em querer melhorar o seu nível de vida e iniciar uma nova etapa na carreira profissional.

 

Se assistimos, todos os anos, a transferências milionárias de jogadores – e mesmo de treinadores – entre clubes que têm uma capacidade financeira equivalente (casos de Real Madrid, Manchester United, Barcelona, Milão, Inter, Chelsea, Arsenal, etc.), como poderemos ter a veleidade de pretender que o Benfica resista ao assédio de tais clubes?

 

O Benfica é enorme, mas escusado será relembrar a diferença do nível salarial praticado nas Ligas Espanhola, Inglesa ou Italiana.

 

Acresce que é muito importante o factor da motivação dos jogadores. Concordo em absoluto com Jorge Jesus quando afirma não querer jogadores contrariados na sua equipa.

 

Se Di Maria ou Cardozo pretendem ir tentar a sua sorte num clube doutra Liga, que lhes proporciona a possibilidade de auferirem vencimentos muito superiores àqueles que o Benfica alguma vez lhes poderia pagar, penso que não lhes deveremos “cortar as asas”, desde que o encaixe financeiro para o nosso Clube seja significativo, embora algo abaixo das respectivas cláusulas de rescisão.

 

Tanto Di Maria como Cardozo deram importantes contributos desportivos ao Benfica e podem, agora, dar também importantes contributos financeiros. No entanto, nenhum deles alguma vez exteriorizou um amor ao Benfica tão devotado como o faz, por exemplo, David Luiz.

 

Nenhum jogador é exactamente substituível por outro, mas devemos acreditar na capacidade profissional de quem já escolheu e contratou alternativas para colmatar previsíveis saídas.

 

É claro que os jogadores que entrarem de novo terão que passar por um período de adaptação, principalmente os oriundos da América Latina. Neste particular, as notícias veiculadas nos últimos dias, que dão conta da eventual contratação de jogadores a actuarem em Ligas Europeias, parecem-me positivas.

Não deixo de lamentar, contudo, o facto de o Benfica não apostar mais em jogadores Portugueses, com óbvios reflexos nas convocatórias para a Selecção Nacional. Aproveito para saudar a chamada de Ruben Amorim, ainda que tardia e motivada pela lesão de Nani.

 

Ainda na época 2009/2010 pudemos constatar a diferença de capacidade de adaptação por parte de jogadores que já actuavam ou tinham actuado na Europa (casos de Javi Garcia, Saviola, Weldon ou Fábio Coentrão, por exemplo) face a outros acabados de chegar da América Latina (como Schaffer, Éder Luís, Keirrisson, ou mesmo Kardec). É certo que tivemos pelo menos dois jogadores que, pela sua rápida adaptação, contrariaram esta tendência (Ramires e Airton), mas tal poderá dever-se ao facto de serem jogadores com espírito mais “guerreiro”.

 

A mais rápida integração de jogadores chegados de novo, bem como a recuperação de jogadores que já integravam o plantel mas em sub-rendimento (tais como Di Maria, Cardozo, Aimar ou Carlos Martins), são inequivocamente obra de Jorge Jesus, um verdadeiro profissional e um profundo estudioso das características de cada um dos jogadores que tem à sua disposição.

 

Estou curioso para ver o Benfica da nova época e de que forma Jorge Jesus  irá organizar a equipa, mas extremamente confiante em que vamos continuar no ciclo vitorioso e com motivos para sorrir com as alegrias desportivas que iremos receber.

 

 




Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

José Esteves de Aguiar em 19/05/10 | comentar | 42 comentários

 

No princípio de Agosto do ano passado escrevi neste blog que o anti-benfiquista primário Miguel Sousa Tavares andava preocupado com as boas exibições do Benfica.

 

Parecia, nessa altura, que um rasgo de lucidez tinha começado a perpassar por aquele espírito doentio, de tão perturbado e obsessivo que é, contra o nosso clube.

 

Puro engano, que foi sendo confirmado ao longo das diversas diarreias escritas semanais, com que MST foi sujando uma página denominada Nortada, publicada no jornal “A Bola” às terças-feiras.

 

Aquele homem vai de mal a pior, tendo a visão de tal forma condicionada, que faz lembrar uns animais a quem colocam umas palas ao lado dos olhos, para olharem sempre na mesma direcção…

 

Este comentário vem a propósito de um inacreditável artigo publicado pelo referido MST n’ A Bola de 11 de Maio de 2010, logo após a conquista do 32.º título de campeão nacional pelo nosso glorioso Benfica.

 

Nesse artigo, fazendo-se esquecido quanto ao facto de o Benfica se ter sagrado campeão nacional de futebol, MST dá enorme destaque à presença de Frederico Gil na final do Estoril Open e salienta ainda a conquista do campeonato de voleibol pelo Sporting de Espinho, a quase conquista do título de andebol pelo FCPorto, a vitória do Belenenses na Taça de futsal, o regresso do Portimonense e do Beira Mar à I Liga e conquistas do Sporting no ping-pong, na natação e no xadrez…

 

Como se tal não bastasse, arma-se em juiz e decreta que Falcão foi o melhor marcador da Liga Sagres porque – segundo o seu julgamento delirante – lhe “foram gamados” três golos, o Cardozo não foi o real marcador de um dos golos contra o Rio Ave e o paraguaio dispôs de onze grandes penalidades para marcar!

 

Mais, chega ao ponto de afirmar que, no último terço do campeonato, “desapareceu aquele Benfica que jogava mais e melhor (…) e ficou apenas uma profusão de penalties a favor e de adversários expulsos”.

 

Podia, ao menos, estudar um pouco de estatísticas e, se o fizesse, veria que os penalties marcados por Cardozo o foram na terceira, quinta, sexta, oitava, décima sexta e vigésima oitava jornadas! Ou seja, no último terço do campeonato, o Cardozo apenas marcou um golo de penalty, enquanto que o Falcão marcou… dois, incluindo o “de encomenda” no último jogo com a União de Leiria!

 

Aliás, facto curioso mas não relevante para MST é que, dos sete golos de penalty apontados pelo Benfica, seis foram-no diluídos em goleadas – nos 8-1 ao Setúbal, nos 5-0 ao Leixões, ao Marítimo e ao Olhanense e nos 6-1 ao Nacional - e apenas um na vitória tangencial por 2-1 no campo da União de Leiria.

 

Continuando com as suas diatribes, MST chega ao ponto de criticar a não inclusão de Fábio Faria na equipa do Rio Ave, por já ter sido comprado pelo Benfica. Provavelmente, ter-lhe-ia dado mais jeito que o novo reforço jogasse, para daí concluir que havia facilitado a vitória do Benfica…

 

Com a referência ao Fábio Faria – que, recorde-se, nem se equipou – MST finge não se lembrar de que o FCPorto comprou Beto precisamente antes de ter jogado com o forte Leixões da época passada e que o mesmo Beto foi extremamente mal batido em dois golos desse jogo!

 

MST critica ainda o árbitro por ter expulso o jogador do Rio Ave Wires, considerando que o mesmo teve apenas “uma entrada simultânea e mútua de pé em riste com o Airton” (nem sequer reparou que a agressão foi sobre o Ramires…). Não querendo ser mauzinho, sempre adoraria ver o MST a sofrer uma entrada daquelas sobre a sua coxa direita e, muito cordatamente, a oferecer a esquerda…

 

A perturbação de visão de MST revela contornos medicamente preocupantes quando vislumbra um fora de jogo de Saviola no primeiro golo do Benfica e não consegue ver que o Guarin está pelo menos dois metros adiantado em relação ao último defensor da União de Leiria, no lance que dá o empate ao FCPorto!

 

A terminar, não posso deixar de referir o recomeço das lamentações pela ausência do Hulk. Qualquer pessoa de boa-fé e razoável memória não deixará de recordar que, até à noite em que Hulk actuou no nosso Estádio (dentro e fora das quatro linhas…), naquela noite extremamente invernosa, nada de relevante tinha feito nesta época.

 

Lembro-me perfeitamente, aliás, de que era constantemente o jogador mais assobiado pelos adeptos portistas, devido ao seu individualismo inconsequente, que tanto os desesperava. Parece que só tem a agradecer a quem o forçou a uma paragem competitiva, pois regressou mais empenhado e mais produtivo.

 

Quanto ao MST, provavelmente deveremos ler as suas crónicas dentro do mesmo espírito com o qual ele tão entusiasticamente defendeu uma Maité Proença que gozou despudoradamente com os Portugueses e a sua História – o problema é, afinal, nosso, porque somos uns parolos e sem sentido de humor…




Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

 

Sobre a brilhante conquista do título de CAMPEÃO NACIONAL pelo nosso Glorioso BENFICA, muito bem escreveram os meus antecessores neste blog, pelo que me limito a salientar a enorme felicidade que tive por estar com os meus filhos naquele maravilhoso Estádio, cheio de Famílias inteiras, unidas de corpo e alma com a nossa equipa e o seu objectivo comum (o título nacional) e individual (a Bola de Prata para Cardozo).

 

De lamentar, apenas, o facto de um pequeno grupo de adeptos (?) ter insistido em tentar estragar a festa, atirando sucessivos foguetes para o campo e mesmo para o meio de outros adeptos do Benfica…!

 

Passando às tais três histórias de falta de atitude, começo por salientar o “discurso de derrotado” de Domingos Paciência, revelando uma vergonhosa ausência de “fair play”, ele que até era considerado um gentleman quando jogava dentro das quatro linhas. A sua falta de aceitação das evidências, relativamente à vitória do Benfica – um clube que marcou mais 30 golos do que o Braga e deu espectáculo em quase todos os jogos - faz lembrar uma outra situação caricata – quando, há uns anos, o Porto perdeu a final da Taça das Taças para a Juventus e o Pinto da Costa, por considerar injusto o resultado, mandou fazer uma réplica (imitação perfeita) da taça perdida e ainda hoje a tem na sala de troféus do Porto…

Imagino que o presidente do Braga, fiel discípulo do Pinto da Costa, já deve ter pedido o nome do fabricante das réplicas de taças, para encomendar o seu exemplar de campeão nacional 2009/2010!

 

Quanto à segunda das três histórias, não posso deixar de salientar as diferenças dos discursos do Presidente da Câmara de Lisboa e do Presidente do Benfica. O primeiro tentou capitalizar para si o título de campeão do Benfica, referindo-o como um título para Lisboa, revelando falta de atitude desportiva, de bom-senso político e de noção da realidade do que é o nosso Benfica.

 

O Presidente do nosso clube fez questão de repor as coisas no seu devido lugar, afirmando que “este título não é de Lisboa, é de Portugal”. E disse mais: “o Benfica nasceu em Lisboa, tem honra na sua cidade, mas não se deixa fechar nela. Não dividimos o País, somos do Norte e do Sul, de qualquer lugar onde haja Benfiquistas!”. Com efeito, reduzir o título a Lisboa, seria menosprezar de forma inaceitável os milhões de adeptos – e dezenas de milhares de sócios – que em tanto contribuíram para o êxito do Benfica, em todas as cidades, vilas e aldeias de Portugal, mas também em tantos outros locais do Mundo, demonstrando – se é que tal ainda era preciso – que somos mesmo um clube à escala mundial.

 

Por último, não posso deixar em claro a falta de atitude de Carlos Queiroz. É claro que é altamente questionável que, do campeão nacional, o seleccionador apenas convoque um jogador. Que seja tão mentecapto que não reconheça a importância da experiência de Quim, o guarda-redes menos batido – a par de Eduardo – da Liga Portuguesa, que não perceba a importância de contar com a polivalência e o empenho de um Rúben Amorim, a raça e capacidade de remate de um Carlos Martins provavelmente na sua melhor forma de sempre, ou a experiência e importância no balneário de um Nuno Gomes.

 

Sem Carlos Martins – ou João Moutinho – quem fará as vezes de Deco, caso este se lesione, seja castigado ou, simplesmente, não esteja a render o necessário?

 

Quando questiono a falta de atitude de Carlos Queiroz não me refiro apenas às escolhas, tão discutíveis, de alguns nomes em detrimento de outros.

 

Refiro-me, principalmente, à falta de atitude ambiciosa de um homem que vai comandar uma selecção num campeonato do Mundo.

 

Para quê convocar dez defesas e três médios defensivos e apenas dois ponta-de-lança? Que mensagem, senão de medo e de “perder por poucos” transmite (inclusive aos jogadores), um seleccionador como este?

 

Não podemos esquecer-nos de que, mais do que o seleccionador do apuramento para o Mundial, Carlos Queiroz foi o seleccionador que quase deitava a perder tal apuramento, porque começou as contas a considerar logo que empates fora eram bons resultados…

 

Poderá ser um bom adjunto para Ferguson, mas é um péssimo seleccionador, um homem sem coragem para colocar a nossa Selecção a jogar futebol de ataque, como filosofia de jogo e não como último recurso e já com “as calças na mão”.

 

Oxalá me engane e, se tal acontecer, serei o primeiro a vir aqui mesmo dar a mão à palmatória, mas infelizmente antevejo uma ida e volta muito rápida da nossa Selecção. Mas talvez Carlos Queiroz tenha a sorte de Portugal fazer no Mundial o mesmo que a Grécia fez no Euro 2004 – defender com unhas e dentes, destruir o jogo dos adversários e lançar contra-ataques venenosos.

 

Até pode ganhar, mas a falta de atitude ganhadora expressa na convocatória contrasta de forma gritante com as expectativas quase histéricas de Madaíl.




Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

José Esteves de Aguiar em 05/05/10 | comentar | 11 comentários

 

Ao contrário de alguns comentários que já li e ouvi, considero que o nosso Benfica fez, no Estádio do Dragão, mais do que o suficiente para obter um resultado diferente.

 

Para começar, parece-me de enaltecer a coragem com que encararam um jogo rodeado por um clima de ameaças – inclusive concretizadas – sem precedentes em jogos do campeonato principal do nosso País.

 

Não me recordo, sinceramente, de uma partida em que o jogo psicológico de intimidação da equipa adversária tivesse chegado tão longe como neste Porto-Benfica.

 

Estive com os meus filhos no Hotel onde o Benfica estava hospedado e tive oportunidade para uns breves momentos de conversa com vários jogadores.

 

Era notório o clima de tensão existente - principalmente nos jogadores mais novos - e posso assegurar-vos que tal tensão não tinha apenas a ver com o facto de estarem prestes a participar num jogo de grande responsabilidade.

 

Sentia-se alguma relutância em abandonarem a segurança do Hotel e partirem ao encontro de uma realidade que todos sabiam ser de elevado risco para a sua integridade física, aliás como sobejamente publicitado na Internet nos dias precedentes.

 

Quando saíram do Hotel em direcção à camioneta, formaram um grupo compacto, com os mais experientes a enquadrarem os mais novos e no exterior foram recebidos em apoteose por largas centenas de Benfiquistas que os aguardavam. Estou certo de que este apoio lhes deu um novo alento, eventualmente abalado por novos incidentes à chegada ao Estádio do Dragão, inclusive com o arremesso IMPUNE de grande número de pedras, bolas de golfe e garrafas de vidro contra a camioneta, com as consequências que todos conhecemos.

 

Ao ver o estado em que ficou a camioneta do Benfica e ao ver que nem um culpado foi encontrado, para amostra, chego à triste conclusão de que houve conivência de algumas forças de segurança. Se calhar, o guarda Abel ainda tem grande influência…

 

Quanto ao jogo propriamente dito, o Benfica entrou muito bem, Di Maria parecia estar num daqueles dias bons – para além de algumas grandes arrancadas, basta lembrar o extraordinário remate à barra, totalmente esquecido pela comunicação social, ao contrário do endeusamento do golo do Belushi.

 

No entanto, Olegário Benquerença resolveu penalizá-lo com um cartão amarelo totalmente injustificado, impedindo-o assim de disputar a última partida deste campeonato. A reacção de Di Maria, que a televisão mostrou, levando as mãos à cara com ar de desespero, foi bem reveladora do estado de espírito do jogador. Certamente que lhe passou pela cabeça, naquele momento, que perante a mais que previsível saída do clube no final da época, o jogo contra o Rio Ave seria o da sua despedida de um público que tanto o acarinha.

 

Coincidência ou não, certo é que a partir desse momento praticamente não mais se viu Di Maria no relvado.

 

Mas não se ficaram por aqui as rasteiras de Olegário Benquerença ao Benfica. Foram escandalosamente cirúrgicas as amostragens de cartões amarelos a Fábio Coentrão e a Javi Garcia, tornando perfeitamente clara a encomenda que havia sido feita a um árbitro que não mostrou a mínima categoria para estar presente no Mundial – o seu objectivo foi claramente intimidar os jogadores do nosso clube e conseguiu-o.

 

Chegou a ser caricata a forma decidida como distribuía cartões amarelos a jogadores do Benfica e como permitia protestos exuberantes de jogadores do Porto (Raúl Meireles, Bruno Alves e Belushi foram exemplos repetidos de tal comportamento, que passou em claro em termos disciplinares).

 

Dos penalties não marcados já nem vale a pena falar, mas um árbitro que se preze teria interrompido o jogo para fazer constar no relatório todos os objectos estranhos àquele desporto que choveram sobre o relvado e sobre os participantes Benfiquistas – bolas de golfe, moedas, isqueiros, paus de bandeira, foguetes e até telemóveis…

 

Em suma, fomos miseravelmente rasteirados no Estádio do Dragão, pela equipa de arbitragem e por quem deveria manter a ordem pública.

 

No próximo Domingo daremos cabal resposta aos festejos do Porto pelo terceiro lugar que alcançaram, celebrando condignamente a conquista da Liga Sagres desta época




Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

José Esteves de Aguiar em 28/04/10 | comentar | 16 comentários

 

Eu sou daqueles que não deitam foguetes antes de tempo, preferindo aguardar serenamente e sem provocações aos nossos adversários, que a nossa anunciada vitória no campeonato se concretize.

 

Apesar de ser o Benfica, inequivocamente, a equipa que em Portugal melhor futebol tem praticado durante a presente época – facto reconhecido, aliás, por muitos dos treinadores de equipas adversárias – certo é que muita gente tentou minimizar os nossos êxitos, sob os mais variados pretextos.

 

O mais elementar bom-senso recomendaria que não se procurasse encontrar em túneis, arbitragens ou castigos a jogadores a justificação para tamanha superioridade, traduzida afinal no melhor ataque, na melhor defesa e na prática de um futebol que encanta quem o vê sem o desfoque do anti-benfiquismo primário.

 

Esta época tem um sabor especial pelo imenso prazer que as espectaculares exibições de futebol entusiasmante proporcionaram a todos os Benfiquistas. Mesmo que o Benfica não fosse campeão, já ninguém nos conseguiria retirar os momentos de deleite futebolístico que tivemos o privilégio de viver ao longo desta época.

 

Os momentos de intensa vibração com as maravilhosas jogadas de entendimento dos nossos jogadores, a emoção de cada golo por eles marcado, ficam de forma indelével na nossa memória colectiva, funcionando ao mesmo tempo como um lenitivo para “feridas” de épocas anteriores e para superar as sucessivas provocações dos adeptos do segundo maior clube português – o anti-Benfica.

 

Devemos, todavia, saber esperar pelo momento oportuno para celebrar, porque continuamos a bater-nos contra tudo e contra todos. Não basta ter a meta à vista, é imprescindível cortá-la em primeiro lugar, para alcançar o prémio supremo.

 

Como disse – e bem – Jorge Jesus no final do jogo contra o Olhanense, vencer o campeonato dentro do campo tem outro sabor.

 

A festa do título vai ser enorme e, em cada canto do Mundo onde exista um Benfiquista, certamente haverá celebração, demonstrando-se assim, uma vez mais, o carácter planetário do nosso Glorioso.

 

Em Portugal vamos ter ruas, avenidas e praças cheias de multidões a festejarem uma vitória que, além do mais, servirá para dar um novo alento a um povo desanimado pelas agruras da vida e pelo momento particularmente difícil que atravessamos.

 

Pinto da Costa não vai poder cumprir a promessa patética que fez a José Maria Pedroto. Aproveitemos nós para homenagear tantos e tantos ilustres Benfiquistas que, ao longo de décadas, têm colocado o nome do nosso clube num patamar GLORIOSO!

 

 

 

 




Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

José Esteves de Aguiar em 14/04/10 | comentar | 17 comentários

 

O Benfica deu mais um passo importante na sua caminhada rumo ao título de campeão nacional 2009/2010.

 

A vitória sobre o Sporting não foi nada fácil, até porque os nossos adversários entraram no jogo de uma forma desinibida, contrastando com alguma ansiedade visível nos nossos jogadores.

 

Para além da ansiedade de quem já “cheira” o título, é notório o mau momento de forma de alguns dos jogadores do Benfica.

 

Neste ponto, parece-me ser de salientar – pela negativa – Javi Garcia e Ramires. Não questionando, de forma alguma, o profissionalismo destes jogadores, constata-se mesmo assim que não conseguem apresentar em campo a qualidade de que já anteriormente deram provas.

 

Perdem mais bolas do que ganham, deixam-se antecipar pelos adversários e fazem faltas escusadas.

 

Pareceu-me que, durante a maior parte dos primeiros 45 minutos, o Sporting conseguiu ser “mais equipa” e controlar melhor o meio-campo, aproveitando o nervosismo de alguns dos nossos jogadores que, inclusive, discutiram uns com os outros por mais do que uma vez.

 

No meio do desacerto generalizado por parte dos nossos jogadores, Éder Luís salienta-se por ter sido, até agora, a menos conseguida das contratações de Inverno.

 

Durante o intervalo, no balneário, Jorge Jesus deve ter “dado na cabeça” dos nossos jogadores, tal a transformação que apresentaram da primeira para a segunda parte o jogo.

 

A substituição de Éder Luís por Aimar não explica por si só uma transformação tão radical - a equipa surgiu confiante, dominadora, com capacidade para ligar as jogadas e para empurrar o Sporting para o seu meio-campo, fazendo circular a bola em carrossel e criando sucessivas avalanches de futebol ofensivo.

 

Os defesas laterais foram muito atacantes, destacando-se mesmo mais do que os extremos que tinham à sua frente e ficando, aliás, ambos ligados ao primeiro golo do Benfica.

 

Quanto a este golo, parece-me justo salientar o espírito de sacrifício de Cardozo que, apesar de lesionado, se manteve em campo durante o tempo necessário para deixar a sua marca neste jogo.

 

A clarividência com que Aimar entrou no jogo pareceu contagiar os seus colegas de equipa, os quais se desinibiram mais, contribuindo de forma decisiva para uma vitória inteiramente justa, perante um adversário valoroso, mas que foi incapaz de resistir ao aumento de intensidade competitiva colocado em campo na segunda parte, pelos jogadores futuros campeões de Portugal.

 

 




Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

José Esteves de Aguiar em 08/04/10 | comentar | 11 comentários

 

Na passada segunda-feira, o nosso Glorioso deu mais uma prova de que os seus jogadores têm raça de campeões.

 

Vendo-se a perder por 2-0 no campo da Naval, aos 12 minutos de jogo, o Benfica não se desuniu, não abanou nem vacilou – intensificou o seu ataque demolidor e, sete minutos depois, já tinha empatado.

 

Não tirando o pé do acelerador, o nosso clube demonstrou mais uma vez que tem soluções para (quase) tudo.

 

O terceiro golo foi de uma simplicidade arrasadora: passe longo, muito bem medido e com grande visão de jogo, da David Luiz para a corrida de Di Maria e este, com apenas um toque, desviou a bola do alcance de Peiser, alcançando um golo de belo efeito e grande relevância.

 

A partir daí, o resultado ainda subiu para 4-2, mas poderia ter-se verificado mais uma goleada das antigas, tantas as oportunidades criadas pela nossa equipa, não obstante se encontrar já em gestão de esforço.

 

Recentemente, vimos esta mesma categoria nos nossos jogadores, tanto no jogo da segunda mão contra o Marselha, como especialmente no jogo contra o Liverpool.

 

Vendo-se perante um resultado adverso e, de certa forma, inesperado, a equipa do Benfica não “acusa o toque”, parte para cima do adversário com vagas sucessivas de ataques e massacra até alcançar os seus objectivos.

 

Esta capacidade de reacção reflecte, também, uma intensa sintonia com os adeptos. No jogo contra o Liverpool, foi impressionante participar na reacção do público ao golo sofrido – o Estádio em peso começou imediatamente a puxar pela equipa, fazendo-lhe crer que aquele “acidente de percurso” podia e seria reparado e ultrapassado.

 

A equipa “puxa” pelos adeptos e vice-versa, criando-se assim um clima de tal entusiasmo que leva tudo à frente!

 

É claro que no jogo da segunda mão, contra o Liverpool, não teremos esse efeito “público”, até porque os adeptos do clube inglês são dos mais fiéis de todos, apoiando entusiasticamente a sua equipa mesmo quando as coisas não estão a correr de feição. Assim sendo, por muito que se esforcem, os adeptos Portugueses que vão estar presentes não terão grandes possibilidades de se fazerem ouvir, mas os jogadores sabem que eles vão estar lá.

 

Os nossos jogadores sabem também que muitos outros milhões de adeptos, um pouco por todo o Mundo, vão estar a “torcer” por eles e a vibrarem intensamente com a alegria que, espero, eles nos vão dar, ultrapassando esta eliminatória e continuando a mostrar a sua raça de campeões!!!

 

 




Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Hoje decidi publicar - com a devida vénia - um texto que me foi enviado por um amigo, Francisco Andrade, o qual tem vindo recentemente a este blog, enriquecer vários posts com os seus oportunos comentários.

 

Definição de prioridades e objectivos

 

A nível nacional – penso que claramente deveria ser assumido um clube nacional, de preferência ligado ao Universo Benfica (uma filial do Glorioso), que fosse considerado parceiro estratégico preferencial para a política de empréstimos do SLB. Este parceiro poderia jogar ou na Divisão de Honra ou até na Liga Principal. Este ponto parece-me claro, tal como me parece claro que o parceiro existe e deve ser assumido sem rodeios: o Clube Desportivo Santa Clara (filial do Benfica) é o clube que deverá ser sempre, em cada época, ser tido como parceiro preferencial do Benfica para efeito de empréstimos de jogadores. Mesmo que o CD Santa Clara ascenda à Primeira Liga. Penso até que, nesse caso, haveria enorme vantagem em fazer rodar jogadores do Benfica na filial açoriana.

 

Uma outra filial do Benfica poderá e deverá ser assumida como importante, a médio prazo – trata-se do Sport Benfica de Castelo Branco (actualmente a disputar a III Divisão Nacional). De momento, ainda não constitui uma alternativa muito interessante, pois não será aliciante para jovens jogadores oriundos das camadas jovens do Benfica estagiarem numa III Divisão. Mas bastaria a subida do Benfica albicastrense à 2.ª B e já teríamos uma situação equivalente à que o Benfica, durante algumas épocas e com custos bem mais elevados, foi mantendo através da sua equipa B (penso que não faz qualquer sentido manter equipas B em divisões secundárias, quando o Universo Benfica até dispõe de estruturas capazes de garantirem a rodagem dos seus jogadores nessas divisões). Mas claro que o ideal seria que o Benfica de Castelo Branco conseguisse regressar, a médio prazo, ao lugar que já lhe pertenceu na Divisão de Honra. 

 

Independentemente do Universo Benfica e da posição que venha a ocupar num futuro próximo o Sport Benfica de Castelo Branco, parece que uma boa política seria a de privilegiar alguns clubes (também da zona Norte do País, porque não) que sejam rivais daqueles que têm merecido situação de preferência por parte de FC Porto – por exemplo, sabe-se que o FC Porto tem mantido uma ligação especial com o FC Penafiel – não deveria o Benfica apoiar, por exemplo, o Lousada? Sabe-se também que o Varzim SC é a filial n.º 1 do FC Porto. Não deveria o Benfica manter entre os seus parceiros preferenciais o FC Rio Ave?

 

A nível internacional

Penso que em termos estratégicos fará todo o sentido pensar num sério apoio, a médio prazo, ao Sport London e Benfica. Um Benfica a disputar as competições profissionais do futebol inglês, mesmo que nas divisões secundárias, seria uma aposta estratégica da maior importância. A competitividade do futebol inglês, o elevado ritmo de jogo presente em todas as competições profissionais inglesas, seriam garantes, à partida, da utilidade para o Benfica de fazer rodar jogadores seus na filial londrina. Acresce a visibilidade e prestígio para o clube que decorreriam dessa participação nas ligas profissionais inglesas, sem esquecer o facto de serem essas precisamente as competições que mais possibilitam uma angariação de receitas bem necessária ao futebol de alta competição.

No entanto, parece também evidente que a utilização do Sport London e Benfica como verdadeira equipa B do Benfica, se bem que desejável, terá custos e ainda levará alguns anos a alcançar.

Penso, no entanto, que o objectivo de fazer rodar jogadores do Benfica, oriundos das camadas de formação, no exigente e competitivo futebol inglês, deve ser desde já assumido sob outras formas que possibilitem, com redução dos custos iniciais, tirar partido do elevado ritmo competitivo das ligas inglesas. Parece-me que, independentemente do sucesso que possa vir a ter a médio prazo o Benfica londrino, deve ser procurado de imediato um parceiro estratégico nos campeonatos de Inglaterra, para efeitos de cedência de jovens jogadores do Benfica. O ideal seria um clube com prestígio, um histórico do futebol inglês, a militar na segunda liga e desejoso de um regresso a um lugar entre os maiores. Um clube que verdadeiramente interessasse a um jovem jogador português representar. E, se possível, integrado numa zona de Inglaterra em que houvesse uma razoável representatividade da comunidade luso-brasileira. Parece-me que, de momento, dois históricos clubes do futebol inglês preencherão estes requisitos: o Nottingham Forest e o Leeds United, dois históricos do futebol inglês e europeu (atenção que o Nottingham Forest, para além de também equipar de vermelho, foi por duas vezes campeão europeu de futebol!!), ambos desejosos de voltarem a ocupar o lugar que já foi seu. Penso que poderia ser equacionada uma parceria, preferencialmente com o Nottingham Forest, tendo até em vista, no campo das contrapartidas, algum apoio que pudesse ser angariado em Inglaterra com destino ao Sport London e Benfica.  

  

Um caso especial – é talvez difícil falar de um caso muito particular no Universo Benfica, um clube que disputa a primeira liga de um dos campeonatos menos evoluídos da Europa mas, ao mesmo tempo, o clube do Universo Benfica que está mais próximo de conseguir uma classificação que lhe dê acesso às competições europeias de clubes. Penso, por isso, que alguma atenção deve ser dada ao FC RM Hamm Benfica, clube do Luxemburgo (e que conta com entusiástico apoio da comunidade portuguesa naquele País). A este respeito devo notar que, apesar de tudo, poderá ser bem mais aliciante, para um jovem jogador oriundo das camadas jovens do Benfica, actuar num campeonato de primeira divisão (por fraco que seja) com a perspectiva de conquistar títulos nacionais e de participar em competições europeias, do que actuar numa III Divisão portuguesa, que era o que acontecia com a equipa B do Benfica. 

 

Estes são apenas alguns pontos que eu gostaria de ver debatidos na Nação Benfiquista. Sem esquecer o trabalho que haverá por fazer noutros núcleos benfiquistas, sobretudo na Europa. Onde também poderia ser equacionado o desenvolvimento de um trabalho junto da comunidade portuguesa em França, onde existe já uma pequena estrutura benfiquista em Paris, o Sport Paris e Benfica – e esse sim, teria todas as possibilidades de se tornar a médio prazo num dos grandes clubes de França. 

 

 

 

 





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