Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Bruno Carvalho em 26/11/08 | comentar

 

Apesar de estarmos num blog do Benfica, não me parece nada estranho que falemos do nosso principal adversário dos últimos anos.
 
Aliás, estou em crer que é a dificuldade em perceber qual a relação que o Benfica deve ter com o FC Porto que nos tem levado a tantos equívocos e dissabores.
 
Acho, igualmente, positivo clarificar, desde já, que tenho um grande respeito pelo FC Porto e que muitos dos meus melhores amigos são portistas, o que até é natural atendendo a que eu vivo na cidade do Porto.
 
Não me parece que seja possível compreender o que é actualmente o FC Porto sem fazer um retrato da realidade social vivida na cidade do Porto e na Região Norte de Portugal.
 
 
 
 
Se olharmos para o Índice de Poder de Compra (IPC) verificamos que, sendo a média de Portugal 100, o Índice de Poder de Compra na Região de Lisboa e Vale do Tejo é de 149 e o do Norte é de 83.
 
Lisboa é, de facto, o local de Portugal onde o poder de compra é mais elevado, situando-se, claramente, acima da média do País, enquanto no Norte o poder de compra é apenas 55% do de Lisboa (praticamente metade) e situa-se muito abaixo da média nacional.
 
Se, por outro lado, olharmos para os dados de desemprego do final de 2007, verificamos que a Taxa de Desemprego em Portugal se situava nos 7.9%, enquanto no Norte atingia 9.5%, sendo a zona do País mais afectada por este flagelo.
 
Apesar de alguma recuperação em 2008, é previsível que o Norte seja atingido com violência pela actual crise devido às características exportadoras de muitas das suas empresas, numa altura em que os principais mercados (Estados Unidos, Espanha, Alemanha, etc.) estão em clara recessão.
 
Pode-se, ainda, constatar que as oportunidades de emprego nas multinacionais, na Administração Pública e na área dos serviços estão quase todas em Lisboa. Assim, o Porto vê constantemente os seus jovens irem viver para a capital ou para o estrangeiro.
 
Mas não é preciso olhar muito para os números para se perceber a difícil situação que o Porto e o Norte do País atravessam.
 
A cidade do Porto assistiu, nos últimos anos, a uma confrangedora perda de importância no contexto nacional.
 
Tomemos, por exemplo, o caso dos bancos. Várias instituições financeiras que tinham sede no Porto, transferiram o seu centro de decisão para Lisboa, de uma forma formal ou informal. O BPA, BCP e até o BPI são casos disso.
 
Ao nível da Comunicação Social o panorama também tem sido deprimente, tendo fechado um título emblemático como “O Comércio do Porto” e com “O Primeiro de Janeiro” reduzido a quase nada. Mesmo o grande jornal da região, o “JN”, está longe de ser o jornal do Porto como era no passado.
 
O Porto é humilhado e mal tratado quase diariamente. Por exemplo, o aeroporto do Porto é controlado por Lisboa e agora até a gestão do Metro do Porto foi assumida pelo governo e retirada às instituições locais, apesar do Metro ser considerado um caso de enorme sucesso.
 
Em largas franjas da população do Porto há o sentimento que a capital portuguesa é centralista, egoísta e pouco solidária com o resto do País.
 
Pode-se dizer, sem exageros, que o Norte de Portugal e a cidade do Porto em particular, vivem uma das situações mais difíceis da sua história, onde a pobreza, a falta de perspectivas de futuro e a sensação de abandono predominam.
 
Provavelmente muitos dos que estão a ler o que escrevo, e muitos são de Lisboa, não acreditam em mim ou acham que estou a exagerar.
 
Infelizmente não estou. A situação é ainda pior do que aquela que eu consigo transmitir.
 
É importante que se diga que eu não tenho nada contra Lisboa. É uma cidade de que eu muito gosto, da qual me orgulho (em especial do Estádio da Luz) e onde tenho diversos amigos.
 
Isso não me impede de constatar que já há vários anos os nossos políticos optaram deliberadamente por concentrar toda a riqueza e quase todo o investimento em Lisboa na tentativa de criar uma cidade que fosse capaz de competir com as principais metrópoles europeias e designadamente com Madrid e Barcelona.
 
No entanto, esse modelo adoptado, que existe na prática, mas não é comunicado formalmente às pessoas, tem graves consequências, quer para o resto do País quer para a própria cidade de Lisboa, que também sofre com essa opção, uma vez que esta acarreta enormes inconvenientes, desde problemas sociais, de exclusão, de violência, de criminalidade, de mobilidade e muitos outros.
 
É neste contexto de grave crise no Norte do País e de profundo desânimo, que temos que olhar para o FC Porto e para as suas vitórias.
 
É que o FC Porto tornou-se a alegria e a esperança de muita gente.
 
Eu acho ridícula a falta de noção que existe relativamente à estratégia para derrotar o FC Porto.
 
Eu dou um exemplo: muitos acham que agridem ou diminuem o FC Porto chamando-o “Clube Regional”. Acham esses que assim insultam ou ridicularizam o Porto. Nada de mais errado.
 
O Porto é de facto um clube regional. Mas o Porto quer ser um clube regional. Está nos genes do Porto ser um clube regional. É isso que dá força ao Porto. Olhemos para o Barcelona. Não é o Barcelona um clube regional? E isso diminui o Barcelona?
 
Quanto mais chamarem ao FC Porto “Clube Regional”, mais forte estão a torná-lo, mais estão a unir os jogadores, os adeptos, mais o Porto se torna bandeira da Região Norte.
 
É por isso, e muitos não o entendem, que é difícil ser-se benfiquista hoje na cidade do Porto. É que o FC Porto é usado por muitos como um instrumento numa pretensa guerra Norte-Sul.
 
É por não me identificar com essa guerra, e muito menos com a utilização do futebol para esses fins, que me sinto muito confortável de gostar tanto do Benfica, mesmo vivendo no Porto, ainda que isso me traga às vezes alguns dissabores. E, efectivamente, traz.
 
O Benfica é, de facto, um clube diferente, um clube com uma implantação mundial e com uma dimensão muito superior à do FC Porto.
 
Mas no Benfica, essa dimensão e essa grandeza em nada têm contribuído nos últimos anos para as vitórias. É que tem faltado humildade e respeito pelos outros para transformar essa força em resultados desportivos.
 
O Benfica, pura e simplesmente não tem sabido reagir aos sucessos do FC Porto e ao presidente que o Porto tem.
 
E já agora que falamos do presidente do FC Porto, parece-me importante perceber o que é o Porto antes e depois de Pinto da Costa.
 
Pinto da Costa assume a presidência do Porto em 1982. Nessa altura o Porto tinha no seu palmarés 7 campeonatos, 4 Taças de Portugal, 2 Supertaças e nenhum título europeu, nem sequer uma final.
 
Durante os mandatos de Pinto da Costa como presidente, o Porto ganhou 16 campeonatos, 9 Taças de Portugal, 13 Supertaças, foi 2 vezes Campeão Europeu, ganhou 2 Taças Intercontinentais, 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia e isto para falar apenas de futebol.
 
Pinto da Costa ganhou 70% dos campeonatos que o FC Porto conquistou ao longo do seu historial, 69% das Taças de Portugal, 87% das Supertaças e 100% dos títulos europeus que o seu clube venceu.
 
O actual presidente do FC Porto conseguiu que o Porto ultrapassasse o Sporting no ranking de títulos conquistados a nível interno e tornou o Porto o clube português com mais títulos internacionais ganhos.
 
Desde que Pinto da Costa é presidente, o Porto ganhou 16 campeonatos enquanto os restantes clubes todos juntos ganharam 11. Mas o pior de tudo é que esse domínio tem-se vindo a acentuar. O Porto que nunca tinha ganho sequer 1 tricampeonato, chegou a um penta e nos últimos 6 anos ganhou 5 campeonatos, sendo actualmente, tricampeão.
 
Falo das vitórias do Porto com a frieza dos números e com a tristeza de ver ano após ano a total incapacidade do Benfica em reagir de uma forma enérgica a este cenário.
 
Uma das coisas que na realidade mais me choca é o facto do Benfica ter demonstrado uma total inépcia para lidar com Pinto da Costa ao longo de todos estes anos.
 
Foi, aliás, o ódio a Pinto da Costa que fez com que os benfiquistas elegessem Vale e Azevedo para presidente do Benfica. Na altura, Vale e Azevedo era apelidado o “Pinto da Costa Vermelho”.
 
Na última década, apenas por duas vezes vi o Benfica reagir a Pinto da Costa com determinação e estratégia. Uma foi na época 2004/05 com José Veiga e a outra vez é agora com Rui Costa.
 
É importante clarificar que José Veiga e Rui Costa têm comportamentos totalmente diferentes e que eu nunca me identifiquei com Veiga e sou um confesso admirador de Rui Costa.
 
Apesar de não gostar do estilo de Veiga (ainda hoje me lembro de uma lamentável conferência de imprensa em que Veiga e Luís Filipe Vieira atacavam a vida pessoal de Pinto da Costa), reconheço que ele foi capaz de blindar o balneário do Benfica, construir um espírito de grupo, defender o treinador e o grupo de trabalho. E isso deu-nos um título ao fim de 11 anos.
 
Hoje, felizmente, temos o Rui Costa. Rui Costa já no defeso respondeu com mestria a Pinto da Costa, no momento em que ferido pela ida de Cristian Rodriguez para o Porto, foi buscar o Reyes ao Atlético de Madrid.
 
Rui Costa com os seus conhecimentos de futebol conseguiu outra coisa que há muito não se via: o Benfica tem melhor treinador e melhores jogadores que o Porto. Se o Benfica tivesse no seu seio o hábito de ganhar eu diria, desde já, que o campeonato era nosso. Como esse hábito não existe, as pernas tremem mais, mas até para isso Rui Costa é fundamental. Rui Costa já ganhou tudo e com a sua experiência de Milão seguramente conseguirá transmitir ao grupo a confiança necessária para sermos campeões.
 
E com melhor equipa e com melhor treinador que os nossos adversários, os resultados estão á vista: temos já 4 pontos (no mínimo) de avanço sobre o Porto e 5 sobre o Sporting.
 
Há, ainda, outra questão que poucos têm referido, mas que me parece determinante também para os resultados que o Porto tem conseguido. Há já vários anos que o orçamento do Porto para o futebol é maior que o do Benfica e do Sporting juntos. Este facto demonstra bem onde tem estado a liderança do futebol português.
 
Na realidade, não sei se isso é uma situação sustentável para o Porto a longo prazo e, com franqueza, isso não me interessa pois não me preocupam as finanças dos outros clubes. Mas que isso confere uma grande vantagem desportiva ao Porto, isso é inegável.
 
No entanto, isso, por si só não explica tudo, uma vez que há vários anos que o orçamento para o futebol do Benfica é significativamente maior que o do Sporting e nós temos ficado sistematicamente atrás deles e até conseguimos ficar atrás do Guimarães que tem um orçamento muitíssimo menor.
 
Vamos agora, então, ao tema da corrupção. Sei bem que é disso que esperam que fale e aqui revele se sou ou não um verdadeiro benfiquista.
 
Que tristeza! Onde nós chegámos! A prova de fogo de um benfiquista é a forma como trata, ou melhor, como insulta, o presidente de um clube adversário e não aquilo que pode fazer pelo seu próprio clube.
 
Esse tem sido o erro sistemático do Benfica. O Benfica em vez de construir uma identidade forte e ganhadora, desperdiça o seu tempo a pensar em Pinto da Costa e como o pode ofender.
 
Se alguém pensa que vou insultar o Presidente do FC Porto, pode parar já de ler este texto, uma vez que não o vou fazer. Eu tenho respeito pelo presidente do FC Porto, como imagino que Luís Filipe Vieira tinha por ele quando era presidente do Alverca.
 
Mas não pensem que vou fugir ao assunto. Eu vou falar com franqueza de Pinto da Costa.
 
Pinto da Costa foi condenado no âmbito do Apito Final, por corrupção desportiva, pelo Conselho de Disciplina da Liga e recorreu da sentença, que veio a ser confirmada pelo Conselho de Justiça da Federação, numa reunião recheada de polémica. Sinceramente eu acho que essa reunião foi uma vergonha e não deixou ninguém convencido de que aí se fez justiça. A reforçar o que digo, está o facto do TAS (Tribunal Arbitral du Sport), em Lausanne, na Suíça, ter desconsiderado totalmente essa decisão do Conselho de Justiça.
 
Pinto da Costa, entretanto, recorreu para os tribunais administrativos, onde, entre outras coisas, põe em causa a utilização das escutas telefónicas como meio de prova. Este processo ainda decorre, pelo que devemos aguardar atentamente os seus resultados, ainda que já se saiba que o Supremo Tribunal Administrativo, no processo do presidente da U. Leiria, veio dizer que as escutas não poderiam ser utilizadas, o que pode fazer reverter todo este processo.
 
Quanto ao FC Porto a história é ainda pior. O FC Porto foi condenado pelo Conselho de Disciplina da Liga e, pasme-se, não recorreu.
 
O Porto cometeu, na minha perspectiva, um erro trágico ao não ter recorrido da sentença que o condenava no processo Apito Final.
 
É que a honra não tem preço e muito menos se vende por 6 pontos.
 
Por mais que tenham descoberto depois que o recurso de Pinto da Costa aproveita ao Porto, o certo é que o Porto não recorreu, o que significa que aceitou o castigo e logo qualquer um pode deduzir que o Porto se deu como culpado num processo de corrupção desportiva.
 
Deste modo, o Porto colocou-se numa posição em que lhe é muito difícil defender-se quando alguém lhe chama “corrupto”. A provar o que eu digo estão as várias declarações feitas pelo presidente da UEFA, Michel Platini, a propósito do Porto que devem fazer corar de vergonha qualquer dirigente ou adepto portista.
 
O Porto comportou-se com esperteza saloia, não tendo assumido a postura séria que uma instituição de prestígio exigiria, sabendo-se que o principal valor que se deve defender na vida é a honra.
 
E, neste caso, Pinto da Costa esteve muito mal.
 
Das duas, uma: ou Pinto da Costa concordou com o facto de o Porto não ter recorrido, o que no meu ponto de vista é um erro lamentável ou, se não concordou, tinha que se demitir, uma vez que era ele o presidente e não poderia transigir num assunto desta importância. Demitia-se e a seguir convocava eleições ouvindo a opinião dos sócios do seu clube.
 
Assim, Pinto da Costa, apesar de ser um Presidente dos mais bem sucedidos em termos de títulos na história do futebol mundial, apesar de ter construído um estádio novo, apesar de ter construído um centro de estágios, apesar de ter renovado o campo da Constituição, apesar de estar a terminar o pavilhão, cometeu um enorme erro.
 
Na minha opinião 6 pontos estragaram tudo e o Porto perdeu o respeito dos seus adversários porque não soube dar-se ao respeito.
 
Eu prefiro sinceramente nada ganhar do que a desonra que se abateu sobre o FC Porto.
 
Contudo, eu não sou dos que acha que o Porto conquistou todas as vitórias que enumerei por ser um clube corrupto ou porque comprou tudo e todos.
 
Eu não alinho na conversa do sistema que me parece, sobretudo, uma desculpa para quem não consegue ganhar em campo.
 
Estou convicto que o Porto ganhou o que ganhou porque ao longo destes anos foi melhor que o Benfica e porque tinha melhores equipas e melhores treinadores que os seus adversários.
 
O Porto chegou inclusivamente a ser Campeão Europeu com uma equipa que poderia ser a do Benfica. O treinador era o do Benfica (Mourinho), os jogadores principais (Deco e Maniche) eram do Benfica, e depois o próprio Mourinho foi buscar Derlei e Nuno Valente ao Leiria e Paulo Ferreira ao Setúbal por meia dúzia de tostões. O sonho que se viveu no Porto podia, perfeitamente, ter sido vivido pelo Benfica.
 
 
Todos bem sabemos que Pinto da Costa definiu, há muito, o Benfica como alvo a abater. E nesse aspecto, há que admitir que o Benfica tem dado uma grande ajuda, com constantes tiros nos pés. Não foi com certeza Pinto da Costa que elegeu presidentes como Manuel Damásio ou Vale e Azevedo. Não foi Pinto da Costa que contratou, ao longo de anos, centenas de jogadores medíocres e treinadores sem qualidade, deixando fugir os principais talentos para os adversários directos.
 
O Benfica queixa-se muito do sistema, mas devia queixar-se sobretudo do seu sistema de gestão desportiva que tem sido miserável ao longo de todos estes anos.
 
No que diz respeito às arbitragens, que fique claro que eu não gosto dos árbitros portugueses e acho que eles são, na sua maioria, medíocres. Mas isso é consensual.
 
De facto, basta perguntar aos adeptos do Porto ou do Sporting se gostam dos árbitros que temos. Perguntem-lhes se não acham que os seus clubes são prejudicados pelos árbitros. Eles acham genuinamente que sim, como acham os adeptos dos clubes mais pequenos. No fundo acham todos. É que os árbitros, na sua generalidade, são francamente maus.
 
No entanto, não acho que sejam os árbitros a génese dos problemas do Benfica e a prova está aí à vista de todos.
 
Como já disse atrás, Rui Costa assumiu a pasta do futebol e o Benfica construiu logo uma melhor equipa que os seus adversários, tendo melhor plantel e melhor treinador que os demais, e os resultados apareceram de imediato. O Benfica tem já 4 pontos (no mínimo) de vantagem sobre o Porto e 5 sobre o Sporting.
 
Esse é o caminho. O caminho do conhecimento, do saber estar e da competência.
 
É por isso, e por muito mais motivos, que eu gosto tanto do Rui Costa!
 
Bruno Carvalho
 
PS 1: A confirmar muito do que eu disse, o FC Porto qualificou-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões pelo 3º ano consecutivo, mesmo com a pior equipa dos últimos anos. Registe-se que, desde que existe Liga dos Campeões, é a 9ª vez que o Porto passa a fase de grupos, sendo que o Benfica apenas conseguiu tal feito uma única vez, com Ronald Koeman, na época 2005/2006.
 
PS 2: Questionado pela RTP sobre quem seria o melhor jogador da Liga Portuguesa, Pablo Aimar (outra vez lesionado!) respondeu que era Lucho González, jogador do FC Porto. Será que não chega de dar tiros nos pés? Não haverá ninguém no Benfica atento a estas coisas? Alguma vez alguém do Porto disse que o melhor jogador da Liga era o Simão Sabrosa? Não podia Pablo Aimar ter dito que era o David Suazo, o Reyes ou o Luisão? Ou até não poderia ter dito, com um sorriso, que era ele próprio? Tinha que dizer que era um jogador do Porto? Agora imaginem lá quem se ficou a rir…



221 comentários:
De António Barreto a 16 de Dezembro de 2008 às 20:42
Ainda a propósito da regionalização:

Não creio que o Sr PC se preocupe com o assunto, julgo que apenas lhe interessa satisfazer a sua vaidade desmesurada. A sua acção assenta num velho método de gestão estratégica, segundo o qual, à semelhança do que se passa na vida animal, o crescimento, afirmação, de uma entidade se pode fazer desafiando sistematicamente a entidade liderante, neste caso, o Benfica. È um método muito utilizado também pelo Sr Mourinho, e que, só é mau quando não acompanhado de ética.

Para os “promotores” da regionalização, o Benfica é um alvo a abater, pela sua característica universalista e agregadora que definem, hipocritamente, como centralista.

Na verdade, é mais fácil implementar a regionalização desfragmentando os seus elementos de coesão nacional; quais enzimas em processo catabólico precedendo a anabólica reconstrução de nova entidade, o “Portugal das regiões”.

É este o problema primordial do Benfica, não tenhamos ilusões! Os seus inimigos estão muito para além do Sr PC e são de origem política!

Na verdade, parece-me que, no terreno, a regionalização já começou. E começou pelo futebol; a regulamentação desportiva parece subordinada aos superiores interesses do “povo azul”.

Julgo mesmo que, essa subordinação, alastrou para algumas entidades públicas muito relevantes, a julgar por variados acontecimentos de que a imprensa tem dado conta desde há muito tempo! Os exemplos estão aí, e nem é preciso muito trabalho para os detectar, porém, ficamos por aqui... por agora!


Um abraço,



De António Barreto a 14 de Dezembro de 2008 às 20:54
Ora então cá vai o resto;

Quanto ao Sr Deco, foi, efectivamente, uma decisão de grande incompetência do Sr Souness, que convenceu a Direcção do Benfica à sua não contratação, contra a recomendação do nosso Simões, que, sagaz, o descobriu no Brasil.

Pois é, os Srs árbitros “são medíocres” e erram sem distinção de clube, mas são menos medíocres e progridem na carreira quando o FCP beneficia directa e indirectamente dos seus erros; o sistema não conta? Porém, logo que o FCP tem um desaire, vem o respectivo treinador e certos “adidos de imprensa” fazer queixinhas da arbitragem, pedindo “a excomunhão perpétua” do pobre Juiz!

Nem o Sr Mourinho Nem o Sr Jesualdo escapam! Imagine só o que aconteceria se o FCP estivesse no lugar do Benfica!

Acho que os defensores da regionalização estão a cometer um erro estratégico!


A regionalização e a alegada “falta de escrúpulos de alguns dirigentes do FCP” e outros, estão na origem dos problemas do Benfica, porém há razões ainda mais profundas, de cariz político.

Ficará para outra vez.

Olhe, graças à alegada "esperteza saloia militante " do Sr Benquerença, lá foi mais uma taça! Porém, parabéns aos bravos jogadores, treinador e adeptos do Leixões, clube de enormes tradições que muito aprecio desde a infância - não fosse eu, também um homem do mar - e que mereceram a vitória.

Não esqueço também os nossos valentes e talentosos atletas que, derrotados, mas não vencidos, como diz o nosso Sr Seara, mereciam igualmente, passar à etapa seguinte.

Por último, um grande abraço solidário ao nosso Reys, que sempre enche o campo com o seu talento, alegria e valentia; também o nosso Eusébio falhou penálties.

Força Rui!


Um abraço


De António Barreto a 14 de Dezembro de 2008 às 20:35
Continuando;

Quanto a orçamentos, enquanto “o sistema” estiver activo não há verba que valha ao Benfica por muito boas equipas que tenha! Não tarda, e até ao final da presente época, o Benfica irá ter em todas as jornadas um ou dois jogadores nucleares afastados por acumulação de amarelos, tal como aconteceu na época passada. A Direcção compra e os coelhinhos e caceteiros subtraem! É tudo “malta inteligente”!

Ainda assim, sabe porque é que o Sr Jardel foi para o FCP quando tinha tudo acertado com o Benfica do Sr Damásio e do nosso grande Tóni? Faltou o “pilim”, o “graveto” “o cacau” para acompanhar o FCP que sempre está na sombra a picar!

Olhe Bruno, com muita pena minha, não tenho respeito pelo Sr PC enquanto dirigente desportivo, por uma simples razão, mesmo sem “fruta”, rebuçadinhos, “café com leite” “quinhentinhos” “água das pedras” etc e tal.

É que, um campeão autêntico não se ocupa em fragilizar os adversários para os defrontar, como faz o Sr PC; antes, nobremente, aguarda que disponha da sua máxima força, afim de o vencer lealmente, olhos nos olhos, e assim, ganhar o respeito de todos, incluindo do próprio adversário e seus adeptos, como faz o Benfica - quer exemplos? -. É esta a outra grande diferença e é por isso que sou Benfiquista!

O Bruno devia saber, que os incidentes que se verificaram no CJ da FPF, foram, alegadamente, pacientemente planeados pelos “beneficiários do sistema” afim de o desacreditar, e que, a decisão do TAS resultou de uma tremenda demonstração de “valentia” - qual herói caçador de leões - do Sr assessor jurídico da FPF, o qual, após concludente e oportuna entrevista do Sr PC no canal estatal - apesar do castigo imposto pela CD da LPFP - deu o dito por não dito! Aí Valente! Porém, as conclusões do Sr Freitas do Amaral não deixam dúvidas.

Quanto à UEFA e ao TAS, e ao Sr Presidente da FPF, diga-me lá; o que tem feito essa gente para prevenir e combater a corrupção desportiva? Parece-me que, quando aparece, se limitam a “varrê-la” para debaixo do tapete afim de não prejudicar o negócio! Mas que grande tapete!

Pode até o processo reverter, aliás, estão criadas as condições para tal - quer que lhe explique? - porém, os factos são indesmentíveis e esclarecedores, perante a opinião pública, quanto aos méritos efectivos da liderança desportiva do Sr PC!

Ora então vamos às obras; não pode ignorar que, o polémico PPA aprovado pela Câmara Socialista do Porto, permitiu aprovar um projecto de urbanização na zona das Antas que proporcionou ao FCP um encaixe, alegadamente, da ordem dos 100 milhões de euros de uma poderosa construtora, cujo principal accionista veio integrar a SAD do FCP, com o capital de, alegadamente, 10 milhões de euros! Assim também eu sou capaz de construir estádios!

Quanto ao centro de estágios, está equivocado; foi construído pela Sociedade Porto D’Ouro, financiada alegadamente, na totalidade, pela Câmara Social-Democrata de Vila Nova de Gaia, que, por sua vez, alegadamente, obteve os meios, do Ministério da Administração Interna tutelado à data pelo ex-autarca do da Câmara do Porto. Pelo seu uso, paga, a SAD do FCP uma verba irrisória, sendo a sua manutenção, alegadamente, assegurada pelo mesmo Município de VNG. Assim, também eu sou capaz de construir centros de estágio!

Quanto ao Pavilhão, acho que o Sr PC, podia financiar do seu próprio bolso, pelo menos, meia dúzia deles para o FCP e cidade do Porto, graças à generosa retribuição que aufere da SAD do FCP!

Mourinho nunca teria sido campeão pelo Benfica e sabe-o, por isso foi para o Porto! Por isso não o respeito enquanto treinador! Lembra-se do golo do Sr João Tomáz no Guimarães-Porto? Se fosse Guimarães-Benfica, teria valido, e lá iriam mais três pontos “à viola”!

Maniche saiu do Benfica, porque, certa entidade, alegadamente, concertada com o Sr PC, fez com ele, extemporaneamente, à revelia dos regulamentos desportivos vigentes, um contrato de representação desportiva. A partir daí, o rendimento do Sr Maniche baixou drasticamente, a ponto de ser afastado da equipa principal, transformado em pseudo-vítima! Não sabia disto? Chama-se“ esperteza saloia”!

Ainda não foi desta,
Concluo no seguinte.



De António Barreto a 14 de Dezembro de 2008 às 20:31
Olá Bruno, cá estou eu outra vez para rebater a sua “dissertação”.

Se bem percebo, o Bruno entende que o Benfica deve ter uma relação de subserviência e profundo reconhecimento pela “superior competência” do FCP e seus dirigentes; talvez então deixassem o Benfica ganhar um campeonatozinho de vez em quando, aceder a uma liga dos campeões uma vez por outra, ganhar uma tacita de Portugal de quando em vez, tal como acontece com o SCP, como prémio pelo silêncio dos seus dirigentes! Não me parece boa ideia!

Com as convicções que aqui expressa, tem em cada adepto Portista um amigo e um espectador; disso não tenho dúvidas!

Lisboa é o que a sua idiossincrasia e a História determinaram, tal como o Porto. O regime vigente tem-se revelado incapaz de promover o desenvolvimento harmonioso do território, tendo-se agravado as assimetrias económicas e sociais bem como a profunda desertificação do interior, realidades habitualmente atribuídas à atitude discriminatória do Estado Novo e que, podem agora ser assacadas também, à incompetência dos principais agentes políticos da 3ª República. As vítimas do centralismo, porém, não estão só no Porto, mas em todo o território, incluindo em Lisboa, sendo que, entre os honrados portuenses, muitos são adeptos Benfiquistas e de outros clubes que não o FCP. Todos têm direito ao mesmo conforto e os não adeptos do FCP são duplamente atingidos.

Em contraponto ao centralismo Lisboeta, na 3ª República, a título de compensação, permitiu-se a instituição de uma ditadura desportiva com sede no Porto, cujo principal beneficiário é o FCP, que atropela tudo e todos os que, honradamente, com ele disputam as provas desportivas. Que bela alternativa!

O FCP, representa sim, os interesses de algumas elites locais, nada preocupadas com a solidariedade nacional - quer exemplos? - mas apenas com o seu próprio poder, não hesitando em manipular os honrados adeptos Portistas, “mantendo reféns” os poderes políticos nacional e local de eventuais conflitos sociais fracturantes, cuja contrapartida, são os êxitos desportivos que descreve; os êxitos da prepotência e da cobardia e do calculismo políticos!

Repare lá melhor na composição do quadro de accionistas de referência do FCP e do seu Conselho e verá que o sector político, económico; bancário, da imprensa, da construção, e outros, estão muito bem representados.

Repare que as maiores distritais dos maiores partidos políticos estão no Porto; são decisivas para a eleição dos Secretários Gerais e tal tem-se reflectido nos sucessivos governos. Porque será que “o sistema” se tem mantido há mais de 25 anos e vai sair quase incólume dos processos de corrupção desportiva em curso?

Faça o mesmo exercício para o Benfica e verificará que, este é, de facto, o clube do Povo e que, ser Benfiquista, hoje, acima de tudo, é ser resistente à prepotência, à arrogância e à insanidade que assolou o futebol nacional e, em certa medida, o País. O Benfica, é, hoje, mais que nunca, um símbolo de Liberdade, e, quanto à infame acusação de “colaboracionismo” com o Estado Novo que alguns patetas defendem, verifique que atletas faziam a saudação fascista no início dos jogos - quer uma ajuda? -.

A comparação do FCP com o Barcelona é despropositada face à história, mas, é um facto que, algumas “elites” do norte transformaram o FCP num instrumento de afirmação política regional, forçando uma fractura social pela via desportiva, facilitadora da Regionalização, sempre na agenda política após o 25 de Abril, para a qual contam com poderosíssimos apoios políticos e económicos. É essa a grande desvantagem do Benfica, um clube popular, sem dimensão política!

Não Bruno, o que fez os Benfiquistas elegerem o Sr Vale e Azevedo, foram os desastres económico e desportivo da gestão dos Srs Manuel Damásio e Artur Jorge.

A respeito do Sr José Veiga, já reparou que os média deixaram de dar notícias a seu respeito? Será porque sanou todos os conflitos económicos e fiscais de que era acusado, ou, simplesmente, porque foi atingido o alegado objectivo de o afastar do Benfica? Quem controla, afinal, a imprensa? É que, se calhar, era capaz de ganhar o campeonato seguinte! Não será?

Vou concluir no comentário seguinte,
Estamos sempre em desvantagem, não é?


De eppursimuove a 2 de Dezembro de 2008 às 13:52
Um excelente post. Quem diria que o seu autor é benfiquista... Se calhar é por ser director do Porto Canal. Como ouvi alguém dizer, é mau para o Porto que o seu canal de TV seja liderado por um benfiquista. Mas depois de ler este post, até nem acho mal. O benfiquista está a fazer um bom trabalho.


De Bruno Carvalho a 2 de Dezembro de 2008 às 16:15
O Porto Canal não é uma televisão de nenhum clube de futebol, logo é totalmente indiferente qual é o clube das pessoas que aí trabalham. Não se devem confundir as coisas.
Bruno Carvalho


De eppursimuove a 2 de Dezembro de 2008 às 19:03
Totalmente de acordo. Mas já pensou o que seria se um dos canais da Catalunha tivesse à frente dos seus destinos um madridista? Isso nunca aconteceria. Independente da competência das pessoas e que, no seu caso, é reconhecida pelo bom trabalho que está a fazer.

Bem haja


De Isabel Sanchez a 1 de Dezembro de 2008 às 22:22
Gostei bastante deste texto.
Acho que é o primeiro benfiquista que conheço que sabe realmente ver o que está bem e o que está mal.
E o que é verdade e o que é mentira.


De Bruno Carvalho a 2 de Dezembro de 2008 às 16:17
Caro straw,
Pode crer que há muitos benfiquistas que pensam como eu. Também existe um grande esforço para tentar mostrar que estou isolado. Puro engano!
Bruno Carvalho


De andre ricardo a 30 de Novembro de 2008 às 17:37
Meu caro Bruno
È lamentável a maneira como fala do clube que diz ser adepto. È lamentável a maneira como elogia quem considera como inimigo principal o clube que o senhor diz ser adepto. è lamentável a maneira como senhor invoca vitórias de um clube que roubou o clube que o senhor diz ser adepto.

Das duas uma ou o senhor é um romantico e um grande ingénuo ou o senhor tem um caracter cujo adjectivo me recuso a pronunciar.

Ainda lhe dou o beneficio da duvida, mas por pouco tempo meu caro, por pouco tempo.


De Bruno Carvalho a 1 de Dezembro de 2008 às 18:04
Caro André,
Agradeço-lhe o benefício da dúvida, apesar de estar seguro que ainda o vou desiludir mais. Ou talvez não. Talvez consiga que me percebam. Talvez. Tenho essa esperança.
Obrigado e um abraço
Bruno Carvalho


De Norberto Coelho a 2 de Dezembro de 2008 às 13:56
Caro Bruno.

Como residente na cidade do Porto, ler este comentário não me deixou indiferente na medida em que subscrevo todo o enquadramento sócio , cultural e mesmo económico que fez da nossa cidade. No que diz respeito ao plano desportivo considero que todos os Benfiquistas sofrem de uma Pintodependência ". senão vejamos de um lado temos Benfiquistas que tentam combater esta doença com "Ódio" por outro lado temos Benfiquistas como o Bruno (poucos) que tentam combate-la com ideias supostamente mais esclarecidas, se reparar em ambos os cenários o Pinto da Costa é pano de fundo do pensamento dos Benfiquistas, em conclusão permita que lhe diga a doença está lá a sua forma de a combater é que é diferente.
No meu entender este é claramente um comentário virado para resultados, nesta linha de raciocínio pergunto: Que resultados apresentou Rui Costa, até ao momento para ser tão elogiado? Ou será que as suas palavras são um mero voto de confiança? Como disse e bem o Veiga apresentou resultados, não se terá esquecido da velha raposa ?

As melhoras.

Um Abraço

Norberto Coelho


De agent_smith a 29 de Novembro de 2008 às 23:17

aqui se vê a o quanto pequeninos e sujos são os seus amigos:

http://www.record.pt/noticia.asp?id=814024&idCanal=17

é isto q defende?

enfim


De Bruno Carvalho a 1 de Dezembro de 2008 às 18:05
Se ler com atenção o meu post perceberá o que eu digo.
Bruno Carvalho


De El Niño Rosso a 29 de Novembro de 2008 às 19:28
Já deu para ver que este blog é para benfiquistas inteligentes, abertos de espírito. Como eu não sou assim só me resta a porta de saída (ou será melhor sair pela janela?) e nunca mais voltar. Foi a última vez que comentei neste espaço e a última vez que o visitarei. Felizmente tenho dezenas, centenas mesmo, de blogs benfiquistas de gente burra e inculta, para visitar. Fiquem bem.


De Bruno Carvalho a 1 de Dezembro de 2008 às 18:08
Eu sempre disse e volto a dizer, há, de facto, outros blogs sobre o Benfica mais apropriados para ler as coisas habituais. O Novo Benfica não é para isso.
Obrigado e divirta-se nos outros blogs. Nós continuaremos por aqui para quando mudar de ideias.
Um abraço
Bruno Carvalho


De Dylan a 29 de Novembro de 2008 às 19:04
Não me preocupa a questão do Porto ser ou não ser prejudicado pelo poder Central. O que me faz pensar é concelhos do centro do País como Mação, Oleiros, Vila de Rei, que foram fustigados por incêndios em 2003 e ficaram sem 90% da sua área florestal, depararem-se agora com a desertificação humana e dos solos. Concelhos como Mértola e Alcoutim com uma população extremamente envelhecida ou a pobreza indisfarçável do nordeste transmontano.
Não será o Benfica a alegria dessa gente, desse povo?

Será que existe conflitos de interesses Porto vs Lisboa? Eu prefiro falar de assimetrias entre o litoral e o interior - isso sim - mais importantes e decisivas para o futuro do País.
Não terá o Porto vantagem sobre estes concelhos que falei:
-aeroporto
-vias de acesso
-boa localização geográfica
-forte apoio de associações industriais e empresariais

Quanto a Pinto da Costa, só lhe desejo aquilo que ele também deseja ao Benfica. Um homenzinho que, ao passar nos corredores de um hospital, disse ter visto o Benfica na morgue, nunca terá o respeito da nação benfiquista. Lamento que ele tenha o seu!


De Bruno Carvalho a 1 de Dezembro de 2008 às 18:12
Caro Dylan,
O Benfica é alegria desse povo de Mértola ou Alcoutim, como também faz a alegria de muita gente em Paris, no Luxemburgo, na África do Sul ou em Newark.
No entanto, se o Benfica ganhasse mais vezes dava mais alegria a toda essa gente.
Um abraço
Bruno Carvalho


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