Sábado, 18 de Outubro de 2008

António de Souza-Cardoso em 18/10/08 | comentar

                          

A desastrada entrada da selecção nacional no Mundial pôs muita gente a pensar no deve e no haver desta mudança de seleccionador que ocorreu no final do último campeonato da Europa.

Sem, como o humorista, querer dizer que Queiroz fez o que Murtosa nunca conseguiu fazer - que é convencer-nos que Scolari é bom treinador, digo já que não sou, nunca fui, um admirador nem de Scolari, nem de Carlos Queiroz.

Reconheço, no entanto, a um e a outro, qualidades indispensáveis para se conseguir ser um bom treinador de futebol.

Scolari tem uma enorme inteligência emocional, um poder de comunicação empático e envolvente e uma capacidade de liderança e de motivação fora do comum.

Scolari tem aquela espécie de carisma popular que posto num político meteria medo, tal é a capacidade de manipulação que está por detrás de um espírito tão envolvente e sedutor.

Nunca, como com Scolari, a Selecção despertou tantas paixões, foi tão eclética do ponto de vista social e de género. Scolari conquistou o rico e o pobre, o masculino e o feminino, com aquele ar meigo e empenhado na hora de fazer, dorido e contristado na hora de perder, sublime e magnânimo na hora de ganhar. Scolari conquistou a nação inteira que em vez de lenços brancos desfraldou bandeiras, de unidade e amor pátrio, nas sacadas das janelas.

 Scolari e a Sua D. Olga foram tão próximos tão mobilizadores dos portugueses que, nas fases finais de campeonatos, começava-se a temer pela harmonia das famílias, não tanto porque ele queria ver o futebol e ela a novela, mas porque nenhum dos dois cuidava de fazer o jantar.

Scolari não tinha, no entanto, uma abundante competência técnica, uma elaborada visão táctica, uma profunda sensibilidade e percepção do jogo no seu conjunto. Um conhecimento integral do futebol, enfim, que o projectasse para a galeria dos verdadeiramente especiais.

Sclari era esperto e ladino mas não era cerebral. Era brigão e sanguíneo, mas não era organizado, acutilante, racional. Era persistente mas não flexível. Tinha garbo mas não sentido crítico.

Mas, apesar disso, Scolari tinha a fortuna, tinha a Senhora de “Caravaggio”. Que não era nossa mas que logo adoptamos com fervor.

Com o carisma e a fortuna e, principalmente com um naipe de jogadores que nos seus clubes se habituaram a vencer, Scolari teve resultados como nenhum outro seleccionador nacional.

Depois veio Carlos Queiroz, aquele precisamente que em Riade, tinha construído a primeira equipe de jovens campeões para Portugal que mais tarde se afirmaram com grande relevância no futebol nacional e internacional.

Carlos Queiroz, curiosa e ironicamente, foi a semente do fruto com que Scolari havia de saciar (quase viciar) os portugueses.

Sem o carisma de Scolari, Carlos Queiroz assume a postura professoral de quem valoriza os aspectos técnicos e tácticos do jogo. Mas que infelizmente não domina as valências humanas e comportamentais. Não é um líder, é só um professor.

Talvez, por isso, tenha vingado, nos escalões mais jovens, onde os comportamentos são mais simples de enquadrar e dominar. Talvez por isso, tenha sucumbido estrondosamente ao molho de galácticos que foi encontrar no Real Madrid. Talvez por isso, tenha sido sempre um competentíssimo nº 2. Aquele que percebe muito do jogo mas a quem é retirado o palco e a liderança. O Murtosa de Sir Alex Fergunson!

Depois, Carlos Queiroz não tem a sua Senhora de Caravaggio. Não tem a fortuna de Scolari e da maioria dos atrevidos. O jogo com a Dinamarca e a última meia hora com a Albânia mostraram que Queiroz não pode ficar entregue ao sabor da sorte. Se jogar roleta russa morre á primeira tentativa. Parece um daqueles personagens tristes que apesar de terem sido sempre esforçados e sabedores, nunca tiveram a sorte e o golpe de asa para, verdadeiramente, se cumprirem.

Por isso, caros leitores do “Novo Benfica”. Aqui fica o desafio. Qual o melhor? O mais indicado para Portugal (ou talvez, quem sabe, para o Benfica)?

O condutor de homens que tem a personalidade mas não tem o conhecimento. Ou o Professor que tem o conhecimento mas não tem a personalidade.

Por mim, digo já que se estivesse no casaco de Madail (cruzes!) nunca escolheria nem um nem o outro, porque são os dois apenas parte do que falta para realmente vencer.

Quem eu escolheria era um treinador tão especial, tão especial que tivesse o melhor destes dois mundos.

A têmpera do condutor de homens e a sabedoria do Professor. Eu conheço um. Espero que, como ele já disse (e é dos tais que nunca diz nada ao acaso), não tarde o dia em que se venha a cruzar com Portugal (o com o Benfica).

 

António de Souza-Cardoso

 


sinto-me: indeciso
música: eu (não) tenho dois amores


28 comentários:
De L-F@sapo.pt a 21 de Outubro de 2008 às 11:02
Parabéns. O post está brilhante.

Permita-me no entanto discordar de uma coisa. No meu ponto de vista, para uma selecção nacional, onde o tempo de treino e preparação é curto, onde a dificuldade de construir um grupo coeso é incomparavelmente maior à de um clube em que se trabalha diariamente em conjunto, julgo que uma personalidade como a de Scolari é a indicada.
Penso que Scolari é (foi) o seleccionador ideal, e os seus resultados em Portugal e no Brasil demonstram isso mesmo.
Lamentavelmente deixou-nos. Lamentavelmente houve quem muito fizesse por isso.

Mas é claro que Mourinho também daria um bom seleccionador nacional.
Até lá, espero estar enganado, mas teremos um deserto para atravessar.
Mourinhos, Scolaris, Lippis e Cappellos, não os há por aí aos pontapés.


De António de Souza-Cardoso a 21 de Outubro de 2008 às 16:07
Concordo meu Amigo. Espero poder acrescentar dentro de poucos anos à sua Short list de grandes seleccionadores o nome de Quique Flores. Obrigado pela participação. asc


De Genese a 20 de Outubro de 2008 às 09:13
Excelente texto, comparação perfeita.
Também eu agradeço o facto do Queiroz não ter vindo para o nosso glorioso.
Apesar de na altura ter preferido o Laudrup tenho que admitir que o Quique me tem feito mudar de opinião, um treinador motivador, que tem ideias claras para a equipa, que tem o balneário na mão e que não é teimoso, grande defeito de alguns treinadores (por ex Scolari ), sempre que vê que fez uma má opção corrige sem problemas.
Tenho percebido todas as opções que tem feito e todos percebem que é uma questão de tempo para a equipa começar a jogar bom futebol.
Quanto à selecção, infelizmente é verdade que o Queiroz tem servido para demonstrar que o Scolari era um bom seleccionador (eu que nunca gostei do Scolari a dizer isto...).
Impressionante como em alguns meses os portugueses já se divorciaram da selecção... Falta a tal personalidade, ser o pólo aglomerador de vontades


De António de Souza-Cardoso a 20 de Outubro de 2008 às 09:58
Caro Genese
Obrigado pelo comentário. Concordo que nós por cá estamos bem.asc


De jms a 19 de Outubro de 2008 às 22:32
Dando seguimento aos prognósticos depois do jogo, não esquecendo o timing correcto como o da sua comparação entre Queiroz e Scolari, gostaria de saber como enquadra e avalia, numa análise similar, o Señor Quique, após este extraordinário empate do Penafiel na Luz (ainda para mais conseguindo os do Vale do Soua fazer mais e melhores jogadas de perigo e presença no ataque nos últimos 20 minutos)?

Faço a pergunta após os 90' pois Queiroz também não teve direito a prolongamento (feliz ou infekizmente).


De António de Souza-Cardoso a 20 de Outubro de 2008 às 10:02
Eu não disse que Queiroz era uma mau treinador. Muito menos me atreveria a dizê-lo por causa de um resultado. Ontem o Benfica, tal como Portugal não teve sorte. Ontem o Penafiel, tal como a Albania, consegiu superar-se.
Quanto a Quique remeto para o ùltimo post do Pedro Ribeiro no qual me revejo inteiramente. asc


De iBenfiquista a 19 de Outubro de 2008 às 20:21
Depois de lhe descreverem o curriculum de um oficial para o seu exército, Napoleão perguntou, "E ele tem sorte?".

António, mais uma vez, um post brilhante. Já vi que é um adepto do Mourinho e que gostaria de o ver no Benfica. Scolari é, e foi, mais acessível. Foi pena não ter vindo há 2 anos, como parece. Tínhamos ganho dois anos. E, provavelmente, 2 campeonatos.

Carlos Queiroz (CQ), penso que não é suficientemente competente para treinador principal. É um bom treinador adjunto. Como diz, com piada, um Murtosa de Fergusson. Então quando tinha bigode... Lol. Mas, definitivamente, não um lider.

"A liderança, assim como a natação, não pode ser aprendida lendo sobre ela". Henry Mintzberg

Ao contrário do que muita gente pensa, a liderança não é inata. Aprende-se. Como se aprende a tocar piano ou a nadar. As pessoas podem ter aptidões inatas, de temperamento, de personalidade, para a liderança. Mas se não tiverem oportunidade de a practicar, ninguém se torna líder.

A principal qualidade de um líder é a empatia, assim como a visão. Tem de ter conhecimentos técnicos, mas a sua principal qualidade é mobilizar e motivar as pessoas. E é isso que Scolari tem, ao contrário de CQ. Por isso conseguiu mobilizar (quase) todo o povo português, um povo "difícil", ao redor de uma visão, de um projecto. E com ele, os jogadores.

Resultados que, não podemos esquecer, já tinha obtido em outras regiões e em contextos diferentes. Não foi por acaso. Nem por sorte.


"Liderança não é mais do que a capacidade de diminuir a insegurança nas outras pessoas". Lorenz Lytkens (professor sueco).

Uma característica muitas vezes negligenciada quando se fala de liderança, é a capacidade do líder de incutir nas pessoas uma grande sensação de segurança, de confiança. Confiança em si próprio e nos seus métodos. Como Mourinho o faz.

Scolari tem aqui grande vantagem sobre CQ. Este nunca me inspirou confiança antes de um jogo. Estamos sempre com o credo na boca. Qual será a equipa?

Outra característica de um líder é ter integridade, carácter e personalidade interiores, não se vergar a interesses que vão contra as suas convicções. Lideram pelo exemplo, caminham como falam. Embora iguais, vantagem para Scolari.


"Um exército de veados conduzido por um leão é mais terrível do que um exército de leões conduzido por um veado". Chabrias (general ateniense).

Neste aspecto Scolari e CQ não são comparáveis. Por exemplo, eu não sinto que CQ tenha visão. Não tem empatia nem é carismático. Aí concordo consigo.


"Um líder é um vendedor de esperança". Napoleão.

Um líder tem de saber formar e partilhar a sua visão. O carisma, permite comunicar e persuadir, a empatia estabelecer a ligação entre o líder e os "crentes".

Já viu o que toda essa energia teria feito ao Benfica, se Scolari tivesse sido treinador? Um clube adormecido, com enorme massa adepta, ter à sua frente uma pessoa com uma tal envolvência e empatia? O povo, em vez de bandeiras nacionais, poria bandeiras do Benfica nas janelas! LOL.


"A sorte é um dividendo do suor. Quanto mais suamos, mais sorte temos". Ray Croc (empresário, fundador da McDonalds).

Concordo quando diz que Scolari é muito esperto. E é muito intuitivo. Mas já discordo quando diz que "não tem competência técnica, uma elaborada visão táctica". E ainda mais quando diz que não é organizado.

Então como podia ter sorte? Esta não vem por acaso. Tem de haver organização, muita preparação e trabalho para se ter sorte. E não me venham falar de Virgens, venham elas de onde vier.

"A sorte é o encontro do acaso com a preparação". Michael Lebeouf.


Quanto ao Mourinho, tenho a certeza que faria um bom trabalho no Benfica. Apesar de não ter a ajuda do Sistema na sua máxima força, como quando esteve no Porto.

Não gosto de arrogantes. Mourinho, sendo uma pessoa muito insegura, esconde essa insegurança por detrás de uma fachada arrogante. Mas aprendeu com o tempo a ser líder, e tem o carisma que lhe está associado. Neste momento, o melhor é esquecê-lo. A realidade do Benfica é diferente. Que não para pior, esperamos.

"O problema em ser-se líder hoje é que nunca podemos estar certos se as pessoas nos estão a seguir, ou a tentar caçar-nos".

No caso do selecionador, penso que, actualmente, abriu a caça ao Queiroz. Lol.

Saudações Benfiquista


De António de Souza-Cardoso a 20 de Outubro de 2008 às 10:06
Caro iBenfiquista

Agradeço o excelente comentário e os seus tão acutilantes "ensinamentos" sobre liderança.Não posso estar mais de acordo. Com a pequena diferença de que acho que Scolari era todo emoção e liderança, mas muito pouco transpiração e sabedoria. Abraço. asc


De Cair-e-levantar a 19 de Outubro de 2008 às 01:06
á uns dias mandei um comentário que não foi publicado,espero que publiquem este,
vejam o que escrevi e se quiserem comentem,abraço
Viva O Benfica!
www.cair-e-levantar.blogspot.com


De António de Souza-Cardoso a 19 de Outubro de 2008 às 11:09
Não terá sido a um post meu porque felizmente não deixei de publicar qualquer comentário. abraço.asc


De Jorge Relvao a 18 de Outubro de 2008 às 22:05
Caro António,

Concordo com quase tudo (Espectacular análise), não concordo com o tal "especial". A selecção nacional é um pouco como o Benfica, só funciona com um técnico estrangeiro... vá-se lá saber porquê?
Um Abraço
Jorge Relvao


De António de Souza-Cardoso a 19 de Outubro de 2008 às 11:10
Obrigado Jorge. Eu confesso que tenho um fraquinho pelo homem (salvo seja).asc


De Carlos Frota a 18 de Outubro de 2008 às 20:30
Tem sido curioso ler os exercícios de comparação entre Scolari e Queirós, quase sempre muito contaminados por paixão. O seu ASC ) evita bastante a paixão e assenta numa racionalidade que aprecio. Um bom post. Lamento, como todos, o estado a que chegou a nossa selecção (mas atenção, porque temos muitas baixas reais n o plantel), e gostaria de não ter de atribuir as culpas ao treinador/seleccionador. Mas houve um aspecto que me chocou. Coimo pode ser um bom treinador alguém que confessa que não sabe o que fazer com a equipa que ele escolheu? Francamente...


De António de Souza-Cardoso a 19 de Outubro de 2008 às 11:12
Suponho que foi uma declaração infeliz de quem, de facto não tem tido sorte. Abraço. asc


De Hugo a 18 de Outubro de 2008 às 20:11
Gosto do método de trabalho de Queirós a nível técnico e valorizo o trabalho de Scolari como líder (eu não gosto dele mas isso é um facto!). No entanto, concordo consigo quando diz que deveriamos ter um seleccionador que seja um misto dos dois...

Para mim será sempre Humberto Coelho, alguém que provou, aquando do Euro2000, ser capaz de garantir boas exibições e bons resultados.


Saudações Benfiquistas,


http://epluribusunum1904-2008.blogspot.com

PS - Posso perguntar-lhe a quem se refere como o "seu" seleccionador? :)
Ou prefere que tente adivinhar quem é? :)


De António de Souza-Cardoso a 19 de Outubro de 2008 às 11:13
Não é o Humberto Coelho meu amigo. Eu disse que era muito especial. Talvez o especial nº 1. Abraço.asc


De OBSERVADOR ATENTO a 18 de Outubro de 2008 às 16:42
Caro António,

O Professor Manuel Sérgio explicou, um dia, a Mourinho que um treinador é essencialmente um gestor de recursos humanos, ou seja um líder. Pelo seu comentário percebe-se, claramente, que Scolari é melhor que Queiroz, porque o conhecimento, seja do futebol ou outra actividade similar, adquire-se, mas a capacidade de liderança tem algo de inato. No meu ponto de vista não é possível visualizar um grande treinador sem uma excepcional capacidade de liderança, já, pelo contrário, podemos encontrar um treinador com excepcionais conhecimentos, mas que não passa da mediania em termos de resultados. Com os modernos processos tecnológicos cada vez teremos mais informação objectiva sobre os jogadores: quanto correm, com que intensidade. De igual modo teremos cada vez mais possibilidades de analisar sistemas tácticos em pormenor e planeamento físico. Mas há uma coisa que fica sempre: a liderança, ou seja os aspectos mentais ou motivacionais, que sempre serão o segredo na mão de alguns. Nem mais nem menos: é este o segredo de José Mourinho, o Special one , tal como foi de John Kennedy ou Napoleão, entre outros. Que este caso sirva de lição ao Benfica em futuras contratações. O que seria o GLORIOSO, hoje, com um Queiroz cerebral, mas sem a mística dos líderes, num momento em que era necessário um tratamento de choque. Provavelmente estaríamos há procura de outro treinador. A terminar não resisto, de forma simplificada, a algumas comparações: Jesualdo, bom em conhecimento, medíocre em liderança; Jorge Jesus, muito bom em conhecimento regular na liderança; Paulo Bento, bom no conhecimento, regular na liderança. O nosso Quique Flores, embora ainda seja cedo, atrevo-me a considerar bom no conhecimento e muito bom na liderança, batido apenas por Mourinho, muito bom em ambos os items.

Um abraço e bom fim de semana


De António de Souza-Cardoso a 18 de Outubro de 2008 às 17:39
Meu Caro Atento

Gostei muito do seu comentario que até gostaria de ter escrito. asc


De Paulo a 18 de Outubro de 2008 às 15:49
Raramente vi a selecção jogar tão bem como quando Humberto Coelho foi seleccionador! Creio que Fernando Santos seria igualmente indicado para o lugar.

Li a entrevista que o Lobo Antunes deu à Bola, às tantas ele pergunta ao Homero Serpa - você sente alguma coisa quando a selecção joga? - Eu também não sinto nada, sinto que a selecção é um pólo de interesses e joguinhos nada claros e não sei nada do que se passa lá dentro. Há demasiado dinheiro a rolar antes da bola. Há muito que a selecção deixou de ser a "Selecção de todos nós", basta ver a atitude do que supostamente serão os seus três pilares, presidente, que sai antes do jogo terminar e desculpa-se com uma ida à casa de banho (vá gozar com o raio que o parta), o seleccionador que entende não ter que se justificar perante a nação que o apoia, (30 000 em Braga, queriam melhor?) perdeu-se nos elevadores, além de ser cobarde falta ao respeito a toda a gente, e o capitão, que quanto a mim não tem competência nenhuma para ser capitão, nem educação nem formação moral, baseando-me apenas nas atitudes que tem tido ao longo dos jogos que tem feito por Portugal, o último em particular. Será capitão apenas por ser o que tem a conta mais gorda? Merda para esta selecção. Gosto demais do meu país para ter gente desta a representá-lo.

Resta o Benfica.

Paulo


De António de Souza-Cardoso a 18 de Outubro de 2008 às 17:40
Tambem acho que o Pais merecia melhor. Mas como diz o meu amigo, ainda temos o Benfica. asc


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