Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Pedro Fonseca em 28/02/11 | comentar | 8 comentários

Definitivamente, vão ter de esperar mais algum tempo. Pelo menos, até ser matematicamente confirmado. Eu sei que para os lados do dragão estão todos apreensivos. E nem sequer disfarçam.

Mas, levar a coisa ao extremo do ridículo também me parece exagerado. Convocar adversários de circunstância para fazer o trabalho sujo, já é algo que diz muito do desconforto que grassa no dragão.

Ontem, na Luz, o Marítimo fez tudo e fez de tudo para compensar o encaixe financeiro pelo compra de Djalma pelo dragão. Meter 11 dentro do meio campo quase durante todo o tempo de jogo, não abona muito a futura carreira de treinador de Pedro Martins.

Menos abona o facto de ter sido cúmplice e/ou complacente com as súbitas incapacidades dos jogadores maritimistas para se manterem de pé. A coisa atingiu, aliás, momentos épicos de palhaçada.

Os verde-rubros caíam por dá cá aquela palha. Um aqui, outro ali, mais outro acolá. O relvado da Luz estava semeado de jogadores do Marítimo. Deitados, claro. Que a relva é bem tratada, já sabe, e com o fim de tarde apetecível mais puxava à sorna.

Já nem vale a pena falar do árbitro. Nem dos fiscais de linha. Fizeram o que puderam. Qual penálti qual quê; golo anulado, sim senhor, que não queremos estragar a festa ao dragão; expulsão dos do Marítimo, nem pensar, isso só para quem usa camisola vermelha. Assim, se faz a arbitragem em Portugal. Desde a primeira hora deste campeonato, sabemos que temos de lutar contra ela, a arbitragem.

O Benfica sabe que vai deparar-se com cenários idênticos até final do campeonato. Mas enquanto tiver a alma que demonstrou ontem na Luz e o público a apoiar de princípio a fim com o fervor que se viu, sentiu e ouviu, vai haver campeonato até ao fim.

Ó dragão, tens de te esforçar mais, dentro e fora das quatro linhas!!!

 




Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

Miguel Álvares Ribeiro em 26/02/11 | comentar | 1 comentários

Como toda a gente sabe, há um grupo de associações que continua, irresponsavelmente, a impedir a adaptação dos estatutos da FPF à lei de base do sistema desportivo.

 

Face à suspensão do estatuto de utilidade pública da FPF e às ameaças de suspensão de clubes e Selecção das competições internacionais, as associações de futebol que têm tentado bloquear este processo para manter os seus privilégios, afirmaram que aprovariam os estatutos propostos se a FIFA e a UEFA confirmassem que os estatutos propostos estão de acordo com os seus regulamentos e estatutos.

 

A FPF conseguiu o que parecia, se não impossível, pelo menos muito pouco provável, e obteve uma missiva conjunta da UEFA e da FIFA, que afirma claramente que os estatutos propostos não colidem em qualquer aspecto com os regulamentos e estatutos da UEFA e da FIFA.

 

Como, infelizmente, já seria de esperar deste grupo de irresponsáveis, apesar do que tinham dito, voltaram com a palavra atrás e afinal aquilo que exigiam já não era suficiente e ainda precisavam de esclarecer algumas dúvidas.

 

Passaram então a exigir, pasme-se, uma reunião com a UEFA e a FIFA para esclarecer dúvidas quanto à limitação de mandatos, ao método de Hondt e à representatividade previstos no Regime Jurídico das Federações Desportivas e propostos no projecto de estatutos.

 

Apesar do absurdo da situação Gilberto Madaíl vergou-se mais uma vez aos poderosos dirigentes associativos e prestou-se a contactar a FIFA e a UEFA para pedir que os recebessem em reunião.

 

Como seria natural, a FIFA e a UEFA recusaram reunir-se com as associações distritais e aproveitaram para “puxar as orelhas” à FPF afirmando que irão analisar a adequação dos estatutos da FPF à legislação em vigor proximamente. Se o impasse se mantiver, pode haver sanções que afastem as selecções e os clubes portugueses de competições internacionais. E dizem ainda que é responsabilidade da FPF entrar em diálogo e convencer os seus membros da importância de adoptar estatutos e código eleitoral em conformidade, primeiro, com os estatutos da FIFA e da UEFA e o código eleitoral da FIFA, segundo, com a legislação portuguesa.

 

Perante tudo isto é inevitável fazer algumas perguntas:

 

Como é possível que num assunto tão sensível estes dirigentes, que supostamente agem em representação dos clubes, não só não sintam necessidade de auscultar os clubes como actuem ao contrário do que muitos destes defendem?

 

Porque é que o presidente da FPF continua a negociar com estes dirigentes e se dispõe, por eles, a fazer tristes figuras perante a FIFA e a UEFA?

 

Como é possível que meia dúzia de pessoas continuem a minar os alicerces do sistema desportivo português?


Termino repetindo o final do post que há cerca de um mês escrevi sobre este mesmo assunto: A bem do futebol português só espero que sejam os estertores finais deste polvo que tão mal fez ao futebol português nas últimas décadas.




Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

José Esteves de Aguiar em 25/02/11 | comentar | 4 comentários

 

Como todos se lembram e eu próprio cheguei a escrever nestas páginas, a participação do nosso Benfica na fase de grupos da Champions foi absolutamente desastrosa, deixando mesmo antever que, uma vez milagrosamente repescado para a Liga Europa, o futuro não seria muito auspicioso.

 

No entanto, a transfiguração verificada no Benfica nos últimos meses e, muito particularmente, desde o início de 2011, chegou hoje à Alemanha, com uma força extraordinária.

 

Para além de ter tornado aparentemente fácil a passagem à eliminatória seguinte da Liga Europa e de ter ultrapassado uma “mala pata” que, até hoje, nos tinha impedido de vencer na Alemanha, é inegável que o Benfica deu no jogo desta noite mais uma prova da sua grande força física e anímica.

 

Ao contrário do que tinha feito - sempre que actuava fora de casa - nos anteriores jogos europeus desta época, desta vez o Benfica entrou de forma totalmente desinibida, impondo a sua classe desde o apito inicial, lançando autênticos diabos (vermelhos, pois claro!) à solta por aquele relvado, sempre com os olhos postos na baliza do Estugarda.

 

Foi, aliás, tanto na exibição como no resultado, um jogo muito semelhante ao brilhantemente ganho em Alvalade, na última jornada da Liga portuguesa.

 

É espectacular ver a vontade com que aqueles jogadores se lançam ao ataque, em vagas sucessivas que vão moendo as defesas contrárias, até que os golos surgem com a maior das naturalidades. O entendimento entre os argentinos do nosso plantel é visivelmente crescente, gizando jogadas de extraordinário recorte técnico, mas sempre com o espírito prático de lutar pela vitória de forma esclarecida.

 

De salientar, também, que jogue quem jogar a equipa não parece ressentir-se de tal facto, sendo extraordinariamente solidária e privilegiando uma notável entreajuda.

 

Neste particular, é notório como estamos bem servidos de guarda-redes. Qualquer um que jogue transmite confiança à equipa e quem vê o Roberto hoje em dia dificilmente consegue acreditar que seja o mesmo do início da época que, realmente, chegou a comprometer alguns resultados do Benfica.

 

A jogar com esta vontade e esta qualidade, o Benfica pode legitimamente aspirar a vencer a Liga Europa, deslumbrando sem se deslumbrar, jogando cada jogo como se de uma final se tratasse.

 

As grandes noites europeias sempre foram uma imagem de marca do Benfica e eu acredito que esta equipa ainda está a crescer, pelo que é perfeitamente legítimo sonhar com uma conquista europeia, que há muitos anos nos foge.




Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Pedro Fonseca em 21/02/11 | comentar

 

Há os heróis-heróis e os heróis-mártires. Pedro Mantorras, cuja carreira terminou pela voz do Presidente do Benfica, foi um herói-mártir, e talvez que essa seja a característica principal porque o angolano continuará a ser um ícone, um mito, para os benfiquistas.
Não me lembro, aliás, de uma tão dramática carreira no futebol mundial. Estava certo Luís Filipe Vieira quando, numa célebre entrevista televisiva, há cerca de 10 anos, mais coisa menos coisa, prognosticava que Pedro Mantorras seria mais tarde ou mais cedo um jogador de dimensão mundial, para valer qualquer coisa como 18 milhões de contas - 90 milhões de euros.
É curioso verificar agora que esta verba astronómica foi a que, no ano transacto, o Real Madrid deu por Cristiano Ronaldo, para o resgatar ao Manchester United. Vieira, tão criticado na altura, estava certo. O líder encarnado, que muitos gostam de dizer que "não percebe de futebol", foi certeiro na avaliação do valor futebolístico de Pedro Mantorras, então a dar os primeiros passos ao mais alto nível.
Mas Pedro Mantorras foi, também, o paradigma do que é o nosso país - e foi com isso que Vieira não contou. O futebolista angolano foi vítima do pior que há em Portugal: foi vítima de um "sistema" bem português que tenta, e muitas vezes consegue, destruir tudo aquilo que mostre qualidade acima da média, seja no futebol, seja em qualquer outra actividade.
Para além disso, Mantorras foi vítima da incúria, da incompetência, do desleixo, da inveja, da intriga, de uma certa maneira de "ser português", que é incapaz de suportar o sucesso dos outros. Aliás, para quem acredita nesta coisa do destino, parece que, "estava escrito nas estrelas" que Pedro Mantorras iria passar por um calvário.
Lembro-me bem, até porque estava lá, vi "in loco", a caça ao homem que foi protagonizada no Varzim - Benfica, 1ª jornada de 2000 - 2001, sobre Pedro Mantorras, na sua primeira aparição com a camisola do Benfica.
Eu vi a cumplicidade, a complacência de um árbitro chamado Isidoro Rodrigues, que deixou passar em claro todas as agressões, empurrões, agarrões, durante 90 minutos - devo dizer que, em quase quarenta anos a ver futebol ao vivo, nunca tinha visto coisa igual.
Seria essa a sina de Mantorras, como foi a de Eusébio, ser travado, golpeado, agredido pelos medíocres. Seria, se não se desse o caso de Pedro Mantorras ter sido traído por aqueles que deviam cuidar dele em primeira instância.
Isidoro Rodrigues foi, apenas, um pequeno símbolo da nossa pequenez e da nossa mediocridade. Pedro Mantorras será sempre um símbolo grande da nossa gloriosa Hstória, de país pequeno mas com um clube maior do que os maiores do Mundo.
E Pedro Mantorras é também um símbolo do Benfica que é farol da Lusofonia, com Eusébio e Coluna, Cavém e Águas, Costa Pereira e Santana. E Mantorras...

 

 





António de Souza-Cardoso em 21/02/11 | comentar | 11 comentários

Depois da exibição monumental de Guimarães, a provar a ressurreição do Benfica e a forma como tão bem superou o doloroso "apagão" do inicio de época, veio o Estugarda, uma equipa forte, fisica e tecnicamente, de escala e dimensão europeia, apesar do mau desempenho no campeonato.

Até por isso os alemães agarraram-se animicamente ao que lhes restava - a Liga Europa e deram na Luz e que tinham para dar.

 

O Benfica da primeira parte acusou a saida forçada de Saviola - Jara não é a mesma coisa, ou melhor, não é para a mesma coisa.

A menor inspiração de Salvio e a menos boa elasticidade e rapidez de Sidnei (que grande partida em Guimarães), ocasionaram um primeiro tempo sem o fulgor e a consistência das partidas anteriores.

 

Jesus aproveitou o descanso e o balneário para reabilitar a equipa e o Benfica apareceu revigorado para uma segunda parte de luxo onde só a manifesta falta de fortuna (e um árbitro tendencioso e impreciso) fizeram com que não resolvesse a eliminatória na Luz.

Grande exibição dos laterais - Maxi Pereira e Fábio Coentrão. Muito bem Javi Garcia (inesgotável energia) , Pablo Aimar (sublime virtuosismo) e Oscar Cardozo que no momento certo voltou a ser decisivo.

 

O Benfica provou que é, claramente, a equipa em Portugal a jogar melhor futebol. Quem viu a seguir o Sevilha-Porto, percebeu bem a diferença de desempenho e de fortuna.

 

A verdade é que continuamos vivos, para quem já nos tinha enterrado esta época.

Hoje virá o Sporting, a jogar no seu terreno e moralizado pelo bom desempenho europeu.

 

É mais uma final. Mas o Benfica paulatinamente tem vencido todas as finais.

 

E com Saviola no onze, a coisa "pia ainda mais fino"....

 

Vamos Benfica!

 

António de Souza-Cardoso

 

PS: O Novo Benfica irá contar proximamente com novos colaboradores. Prestes a chegar ao 750.000 visitantes o Blog, apesar de alguns poucos (mas com muitos nomes) que o tentam denegrir continua, como o nosso Benfica, vivo e de boa saúde.

Com a mesma independencia e pluralidade que nos juntou. E, principalmente, com o mesmo resistente e transbordante amor ao Benfica. É por isso e só por isso que aqui estamos e é também por isso que, por mais que alguns ladrem, a caravana do Novo Benfica continuará alegremente a passar.

 




Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

José Esteves de Aguiar em 17/02/11 | comentar | 5 comentários

 

 

Se dúvidas ainda houvesse, o jogo do passado Domingo, contra o Vitória de Guimarães, desfê-las totalmente – o Benfica que protagoniza grandes espectáculos de futebol, que vence e convence, está mesmo de volta.

 

Assim dá gosto ver futebol e é com espectáculos como aquele que se enchem estádios.

 

Na corrente época, apesar de já ter visto o nosso Benfica a fazer belíssimos jogos, ainda não tinha visto nenhum assim!

 

Foi um jogo de sentido único, com os nossos jogadores a pressionarem constantemente os adversários, positivamente “abafando-os” e massacrando-os com jogadas de elevadíssima “nota artística”.

 

Bem sei que há partidas em que, por muito bem que se jogue, a bola teima em não entrar. Esta, no entanto, aliou a grande exibição colectiva a três golos validados, dois invalidados (quando o do Saviola foi limpíssimo…), um penalty falhado, uma bola na barra, outra no poste e várias grandes defesas do guarda-redes adversário.

 

Juntando tudo isto, é legítimo afirmar que o Benfica passou ao lado de uma goleada histórica e logo frente a um Guimarães tradicionalmente muito difícil de bater.

 

Deu prazer ouvir os comentários de portistas e sportinguistas, totalmente rendidos ao enorme jogo que o Benfica fez. Também deu prazer constatar que, mesmo alguns jornalistas que costumam ter sempre algo de mau a dizer do nosso Glorioso – por exemplo de O Jogo, Jornal de Notícias ou Record – não conseguiram evitar comentar em tom elogioso a grande exibição do Benfica.

 

Jorge Jesus tem razão quando afirma que a nossa equipa é que melhor futebol pratica em Portugal e o entendimento entre os vários jogadores é cada dia mais evidente, o que permite que eles próprios se divirtam notoriamente com as belíssimas jogadas que protagonizam.

 

No entanto, é fundamental não perder a noção da realidade e manter elevados níveis de concentração ao longo de todo o tempo que duram os jogos, evitando qualquer sobranceria que, mais cedo ou mais tarde, acaba por dar mau resultado.

 

É preciso abordar todos os jogos e todos os adversários com enorme determinação, mas também com a humildade que apenas está ao alcance dos verdadeiramente bons.

 

Vamos ter, nos próximos tempos, diversos testes de elevado grau de exigência, a começar já pelo Estugarda, mas a continuar nos jogos com o Sporting (não esquecer que nos derbies a equipa que se encontra na “mó de baixo” habitualmente se transfigura…) e com todos os adversários nacionais que hoje olham para o Benfica com algum temor e, por isso mesmo, dispostos a colocar dois autocarros em frente das suas balizas.

 

Apesar disso, acredito firmemente que vamos realizar um resto de época de alto nível, que só não nos levará a revalidar o título de campeão nacional se o Porto não ceder os pontos que lhe foram oferecidos de bandeja no início do campeonato, quer por erros (?) crassos de arbitragens, quer por alguma ineficácia própria, de que podemos queixar-nos.

 

Entretanto, deleitemo-nos com os grandes espectáculos que o Benfica continua a proporcionar-nos!

 

 




Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Pedro Fonseca em 15/02/11 | comentar | 3 comentários

Motivos vários levaram-me a estar ausente deste blog. Um blog de referência da blogosfera benfiquista. Um blog que atingiu um número de visitantes que o catapultou para a liderança dos blogues de futebol. Um blog que foi tema de notícias várias e que teve o prazer (e a honra, também) de ter visto o Presidente do Benfica marcar presença em três jantares de convívio para assinalar o seu lançamento, o 1º mês de existência e o ter atingido o meio milhão de visitantes.

Pelo meio desta ainda curta mas vibrante história, o blog foi colocado nas bocas do Mundo porque aí germinou uma candidatura à presidência do Benfica, a de Bruno Carvalho (não confundir com o candidato ao sporting), ele próprio um dos mentores, com António Souza-Cardoso, deste blog. Devo dizer, em abono da verdade, que esta foi uma iniciativa pessoal de Bruno Carvalho, que nunca colocou em causa a independência do blog durante a campanha eleitoral. Nem nunca Bruno Carvalho tentou ou fez questão de utilizar o blog e os seus membros para a sua campanha.

Talvez isso não tenha ficado claro na mente de alguns, que, de maneira precipitada e algo inexplicável, resolveram deixar de integrar a equipa fundadora.

Estas vicissitudes, todavia, vieram a prejudicar o blog, a sua influência, e a sua capacidade única de atrair visitantes. A razão de ser deste blog mantém-se, quanto mais não fosse porque é do Benfica que se trata. O António Souza-Cardoso, a quem quero aqui prestar a minha homenagem, tudo tem feito para manter vivo este espaço de referência benfiquista na blogosfera. Este esforço e dedicação é tanto mais admirável quanto o António Souza-Cardoso é um homem com uma actividade profissional de alta voltagem, que já lhe custou um pequeno e felizmente ultrapassado "susto".

Não fosse ele e, provavelmente, o Novo Benfica já não existia. É muito por ele que aqui continuo. Mas é também por respeito e amizade com o Raul Lopes, o Miguel Álvares Ribeiro e o José Esteves de Aguiar. Mas, principalmente, é porque um benfiquista nunca desiste; um benfiquista está sempre onde está o nome Benfica.

Peço desculpa aos leitores do blog esta prolongada ausência; pelo desculpa aos meus companheiros de painel. Estamos a atingir os 750 mil visitantes. É um número interessante. No final do campeonato, vamos qual o tráfego que geramos. E certamente que iremos fazer uma festa de arromba. Na Luz, no Jamor e em Dublin.




Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Miguel Álvares Ribeiro em 13/02/11 | comentar

 

 

David Luiz vai deixar muitas saudades no Benfica. Apesar da sua juventude, a forma apaixonada como se dedica ao jogo e o entusiasmo que põe em campo, criaram uma enorme empatia com os adeptos.

 

Para além de ser tecnicamente muito dotado, mesmo nas situações mais difíceis nunca desiste e as suas capacidades de liderança, a par da sua entrega total ao jogo, contagiam frequentemente os colegas para se excederem, o que é muito importante numa equipa.

 

David Luiz chegou ao Benfica em Janeiro de 2007, ainda com 18 anos, por empréstimo do Esporte Clube Vitória, de Salvador da Bahia.

 

A estreia, numa noite europeia contra o Paris St Germain, não foi muito feliz. Entrou para substituir o lesionado Luisão e nos 10 minutos que se seguiram à sua entrada o PSG deu a volta ao resultado adverso de 0-1, num dos golos com a participação activa do próprio David Luiz.

 

Apesar da infeliz estreia, devido à lesão de Luisão teve oportunidade de se fixar no eixo da defesa durante grande parte da época, convencendo os dirigentes a exercer a opção de compra do seu passe.

 

A época 2007/2008 seria mais difícil, já que duas lesões prolongadas o deixaram de fora das opções do treinador a maior parte da época e mesmo no início da seguinte.

 

2008/2009 e, especialmente, 2009/2010 foram as épocas da consagração de David Luiz no Benfica, culminando com a conquista do campeonato em que foi considerado o melhor jogador.

 

Resumindo, apesar de ainda ter 23 anos já participou em 5 épocas da SuperLiga portuguesa ao serviço do glorioso, 3 delas completas e deixou uma marca indelével na galeria dos heróis benfiquistas.

 

Para além de ser um atleta de excepção, David Luiz mostrou ser um homem de grande estatura e maturidade. Ao contrário do que se tem visto muito frequentemente soube ainda ser agradecido ao clube que o lançou para a fama.

 

Um bom exemplo foi dado em entrevista quando, após uma tentativa falhada de transferência no final da época passada, a imprensa procurava desesperadamente desestabilizar o atleta e o Benfica:

 

- Tem-se falado e escrito muito sobre o seu futuro e vários têm sido os grandes clubes europeus interessados na sua contratação. Qual é o ponto da situação?


- Eu estou no maior clube do Mundo, não estou preocupado com o futuro, o Benfica é a minha casa. Quando vim para cá poucos acreditavam em mim, tinha 18 anos, mas o presidente Luís Filipe Vieira foi-me buscar e apostou sempre em mim. Aliás, o presidente tem sido a alma deste clube, tem estado sempre presente junto da equipa com sacrifício da sua vida pessoal e profissional. Portanto, o mínimo que eu posso fazer é retribuir com trabalho e o meu futuro está nas mãos dele. O que Luís Filipe Vieira disser será o meu futuro!

 

 

É por tudo isto que não posso deixar de dizer, sentidamente

 

Obrigado David Luiz!

 

 

PS – Segundo as melhores (e mais optimistas) previsões meteorológicas prevê-se uma maré vermelha para o final da tarde de hoje, que irá varrer o país de Norte a Sul (pelo menos de Braga a Lisboa)




Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

António de Souza-Cardoso em 06/02/11 | comentar | 1 comentários

Em primeiro lugar, as minhas desculpas pela ausência prolongada ligada a poblemas de saúde.

Na passada quarta-feita fui com o meu Filho ao Dragão. Tinhamos lá estado também na 1ª volta do campeonato.

Tinha a certeza que não íamos viver o mesmo filme. E a esperança  de que, desta vez, o pesadelo passasse para o lado do Porto.

 

A minha preocupação apesar da ausência de Falcão era uma menor velocidade no eixo da defesa e a impossibilidade de Jesus poder contar com Carlos Martins, em boa forma.

 

Quando o jogo começou aliviei. O Benfica voltava à atitude do ano passado. Pressão alta, nunca desistindo de um bola e com excelentes transições da defesa para o ataque. Luisão estava imperial e Sidnei pareceu-me sereno (não o do Porto que não me pareceu solução) e com outra maturidade e arrojo.Coentrão e Maxi estavam, cada um no seu género, um poço de energia. Javi Garcia fazia a diferença e quando preciso, dava à defesa a elasticidade que pode ter sido perdida com a saida de David Luiz. Peixoto surpreendentemente eficaz nesta nova posição.Nico Gaitan esteve especialmente empenhado, ele que às vezes parece adormecer no jogo. Sálvio discreto, mas muito bem a defender. Oscar Cardozo muito batalhador e Saviola sempre irrequieto, sempre a criar dores de cabeça ao adversário. Finalmente, Júlio César, até faz esquecer Roberto. Julgo até que o Benfica pode jogar serenamente com qualquer dos seus 3 guarda-redes.

 

Quando Coentrão marcou o golo, representou naquele lance a recuperação da atitude do passado. Quem não acreditasse, quem não insistisse, quem se acomodasse, não marcaria aquele golo, pleno de crer, de presistência e de sacrificio.

 

O Porto encolheu, ainda abananado com este novo Benfica e, para além de um lance desperdiçado no centro da área por James Rodriguez, não se viram grandes oportunidades do lider do campeonato.

 

O Benfica chegaria ao segundo num golo portentoso de Javi Garcia, um dos mais úteis e assombrosos jogadores do Benfica.

O jogo ficaria marcado por uma expulsão absurda de Coentrão. 

O Benfica teve que corrigir e passar a defender mais a trás.

E a boa noticia foi a consistência defensiva que não deu hipoteses a um Porto já sem ligação e coerência de jogo.

A verdade é que o Benfica esteve mais perto do 3 a 0 do que o Porto de marcar, com o estrondoso remate de Óscar Cardozo que Helton defendeu, pleno de instinto e de ... fortuna.

 

Sai do Dragão de alma lavada, sentindo-me vingado da última vez que lá estive.

Mas mais do que vingado senti-me esperançado no futuro. Julgo que nada ainda está perdido. Temos que manter a mesma atitude de esforço, de humildade e de vontade de vencer.

Temos ainda muito para ganhar, nomeadamente ao Porto com quem ainda jogaremos duas vezes em nossa Casa.

 

Salvé este grande regresso do Novo Benfica que Jesus .... ressuscitou!

 

 

António de Souza-Cardoso  

 

PS: Julgo que David Luiz merece uma palavra de homenagem e de gratidão. Pela entrega e dedicação que sempre devotou ao Clube de quem disse (e eu acredito) que permanecerá para sempre no seu coração. Bem hajas David Luiz!




Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

Miguel Álvares Ribeiro em 02/02/11 | comentar | 8 comentários

  

 

Grande demostração de classe dos jogadores do Benfica num estádio muito difícil, frente a um Porto muito moralizado e que tem estado a jogar bem.

 

No Benfica estiveram especialmente bem Javi Garcia, Luisão e Fábio Coentrão, este apesar de ter sido muito mal expulso - em contraste com Belluschi que, com uma arbitragem isenta, não chegava ao intervalo

 

A equipa do Benfica entrou muito bem no jogo e, com uma pressão alta eficaz, foi criando dificuldades à defesa portista. Aos 6 minutos Fábio Coentrão, muito oportuno e decidido, marcou o primeiro golo para o Benfica, aproveitando um desentendimento entre o central e o guarda-redes portistas.

 

Novamente numa recuperação de bola, fruto da pressão alta exercida, Javi Garcia marcou um belo golo, pleno de oportunidade, num remate bem colocado de fora da área.

 

A expulsão, quando ainda faltava cerca de meia hora para o fim do jogo mudou completamente a face do jogo, mas mesmo com 10 contra 11 o Benfica não cedeu e realizou uma exibição defensiva com poucas falhas.

 

Em termos individuais, para além das já referidas enormes exibições de Javi Garcia e Luisão, realce para o grande crescimento de Nico Gaitán, para a entrada de Sidnei que quase conseguiu fazer esquecer a falta de David Luiz e para a segurança de Júlio César na baliza. Menos bem do que nas últimas partidas esteve Sálvio, mais apagado do que tem sido habitual.

 

O Benfica foi um justíssimo vencedor.

 

Venha a segunda mão na Catedral!




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