Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

António de Souza-Cardoso em 25/11/10 | comentar | 23 comentários

Depois do "estado de choque" interno veio o estado de choque europeu com o Benfica a ser goledo pelo modesto Hapoel de Telavive e, com isso, eliminado da fabulosa "Champions".

 

Não tivemos sorte é verdade. Dominamos um jogo em que fomos goleados, também é.

Mas temos que saber reflectir porque é que em duas semanas sofremos duas goleadas tão decisivas para o nosso desempenho interno e europeu.

 

Não temos a mesma equipa. Não tanto porque sairam 2 elementos mas porque "têm" que jogar as novas aquisições e, dizem, há jogadores com baixa motivação no Clube.

Ontem jogamos com 5 novos jogadores: Roberto, Gaitan, Sálvio, Kardec e Jara. E se é certo que são boas promessas é mais certo ainda que não têm a maturidade necessária para os jogos decisivos.

Não vou falar do passado recente de Roberto, mas não pude deixar de pensar quando Jorge Jesus abandonou o losango apostando em Gaintan e Sálvio para os extremos, a falta que fez o jogo profuso, inteligente e maduro de Nuno Gomes. Como teria substituido bem a imaturidade (prometedora, é certo) de Alain Kardec.

 

O Benfica tem de parar para pensar. Para recolocar objectivos, para recuperar psicologicamente os jogadores. Para voltar a animá-los da chama imensa que os fez campeões.

Isso faz-se com trabalho e humildade.

Mas também com ambição. Só não é possivel o que a matemática impede.

Por isso não prosseguiremos na Champions, mas Deus (não Jesus) nos livre de não ir à Liga Europa e de não termos a ambição de a ganhar.

Por isso perdemos a SuperTaça, mas Deus (não Jesus) nos livre de desistirmos antecipadamente do Campeonato ou de qualquer outra competição.

 

Acho que o Benfica tem que se recuperar e para isso, por cima do fato de gala de campeão tem agora que voltar a vestir o fato macaco do trabalho e da humildade que lhe deu tantos frutos o ano passado.

 

Viva o Benfica!

 

 

António de Souza-Cardoso

 




Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

José Esteves de Aguiar em 24/11/10 | comentar | 4 comentários

 

O nosso Benfica joga amanhã uma das duas finais que terá que enfrentar na Liga dos Campeões, para tentar passar a fase de grupos.

 

É claro que poderíamos – e deveríamos - estar, nesta altura, numa situação mais favorável, se tivesse havido uma atitude mais competitiva e profissional nos jogos disputados “fora”, principalmente naquele que perdemos de forma frustrante com o Schalke 04, uma equipa perfeitamente ao alcance do Benfica.

 

A nossa equipa tem que entrar, no jogo a disputar em Israel, com uma atitude ganhadora, dominadora e “guerreira”, demonstrando dentro de campo a evidente diferença de valores existentes nos dois planteis.

 

Já li, algures, que o Benfica teria que estar preparado para aguentar a pressão inicial do Hapoel, equipa que deverá entrar muito determinada, à procura da primeira vitória na Champions.

 

Acredito que os jogadores do Hapoel sintam motivação extra, por jogarem diante do seu público e que até tentem entrar a pressionar, tirando espaço de manobra à nossa equipa, mas o Benfica não poderá consentir isso.

 

Este jogo só é importante para uma das equipas, que é a nossa e, por isso mesmo, acho que deve ser do Benfica a iniciativa da partida, desde o apito inicial do árbitro.

 

Contra equipas como o Hapoel, principalmente quando jogam em casa, o Benfica tem que entrar “a fundo”, procurando confundir as marcações individuais que, certamente, irão ser dedicadas aos jogadores chave da nossa equipa.

 

O regresso de Cardozo, mesmo que não alinhe de início, pode funcionar como um incentivo extra, numa partida que teremos obrigatoriamente que ganhar e, se possível, marcando um número de golos que nos permita anular a desvantagem de “goal average” que temos em relação aos nossos adversários directos, na luta pela passagem à fase seguinte da competição.

 

O resultado do outro encontro do nosso grupo reveste-se, naturalmente, de grande importância para o Benfica desde que ganhemos o nosso jogo em Telavive. Se o Lyon ganhar fica automaticamente apurado, mas mesmo empatando ou perdendo ficará numa posição privilegiada, uma vez que recebe o Hapoel na última jornada.

 

Se o Schalke ganhar ou empatar, ficamos obrigados a vencer o jogo na Luz, na “final” do dia 07 de Dezembro próximo. Só se os alemães perdessem o jogo com o Lyon é que um empate na Luz nos bastaria para alcançarmos o segundo lugar do grupo.

 

Com tantas contas, já parecemos a Selecção Nacional, mas o certo é que os pontos desperdiçados nos primeiros jogos poderão fazer-nos falta no balanço final.

 

Do que não restam dúvidas é de que a nossa equipa tem que “arregaçar as mangas” e jogar as duas próximas partidas da Champions como se de duas finais se tratasse.

 

Vencer os últimos dois jogos do grupo é fundamental, não só para as legítimas aspirações da passagem à fase seguinte, mas também para relançar o prestígio do Benfica além fronteiras. Só estando entre os melhores da Europa – e de forma regular – o Benfica ficará no lugar onde pertence e onde deverá permanecer sempre!

 

 

 




Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

António de Souza-Cardoso em 16/11/10 | comentar | 5 comentários

Depois do "Estado de Choque" o Benfica precisava de um impulso positivo.

 

E apesar da Naval ser lanterna vermelha a verdade é que nunca tivemos facilidades contra esta aguerrida equipa da Figueira da Foz e, para além da ausência importante de Óscar Cardoso, tínhamos as restantes mazelas do Dragão, com a indisponibilidade de Carlos Martins (que grande campeonato tem feito), Maxi Pereira e Luisão.

 

O jogo, ao contrário de outros, correu-nos bem. A Naval resolveu jogar e isso ajudou o Benfica que no modelo hibrido de jogo por onde tem variado desde a pré temporada, tem dificuldade em jogar com equipas demasiados fechadas atrás.

E o Benfica jogou bem. A começar por Roberto que começa a fazer defesas daquelas que poucos guarda-redes fazem - as que justificam o preço que custou.

 

Destaque também para Pablo Aimar - que grande jogo, enchendo o campo e só não marcando por manifesta falta de fortuna. Até Sálvio - que grandes pés, só precisa de tempo este jogador de equipe que me parece render mais encostado á direita. Até Nico Gaitan, finalmente liberto, a marcar dois golos de antologia.

 

Mas o momento certo para o Benfica, para a águia ferida na asa naquela pavorosa noite do dragão, estava reservada para os últimos minutos.

 

O Benfica é mistica e por isso vive e precisa dela. E quando Jorge Jesus (a lesão de Kardec ajudou, para não falar na de Cardozo) mandou aquecer Nuno Gomes, sentiu-se no Estádio da Luz aquele calor, aquela emoção que só sobressaem nos Clubes verdadeiramente grandes.

 

Nuno Gomes entrou nos últimos minutos de jogo. E vê-lo com aquela tempera e vontade de lutar que sempre teve, já foi um sinal.

O gaulês guarda-redes da Naval que até ali tinha sido o melhor jogador adversário em campo, não contava com tamanha determinação.

 

E por isso falhou naquele momento mágico em que Nuno Gomes se superou, tirando-lhe a bola  e ganhando força ainda para a empurrar para além do sonho.

 

Depois ergueu os braços ao Céu. Julgo que para agradecer e aplaudir o apoio de entes muito queridos.

 

E este fervor, esta emoção, passaram-lhe para o rosto e contagiaram-nos a todos.

 

E lembraram-nos que o Benfica precisa disso - da dedicação incondicional e da liderança que Nuno Gomes continua a demonstrar (veja-se a reacção de todos os jogadores).

 

É neste Benfica que é passado, presente e futuro, mas que preza os seus valores maiores, as suas memórias e os seus icones que me revejo.

 

Obrigado Nuno Gomes!

 

António de Souza-Cardoso




Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

António de Souza-Cardoso em 09/11/10 | comentar | 14 comentários

 

Fui um dos Benfiquistas (muitos?) que estiveram no Domingo no Estádio do Dragão.

Como a maioria dos que conheço, não gostamos nada da noticia da nova arrumação da equipa anunciada por Jorge Jesus.

David Luiz a defesa esquerdo? Ele que sempre jogou mal ai? Ele que precisa mais do que ninguém de um estimulante puxão de orelhas, fica desculpado por o porem a jogar numa posição que não é a sua?

Deixando o eixo da defesa sem mobilidade entregue à rapinice do Falcão?

Para quê?

Para ter Fabio Coentrão a tropeçar em David Luis?

Porquê inventar no jogo que do ponto de vista animico e pontual era tão decisivo para o Benfica?

Porquê sacrificar Saviola num jogo que precisava do sua velocidade e do seu sobressalto?

Para pôr Salvio, fingindo que jogávamos num 4-4-2, quando de facto jogamos em 4-5-1, deixando Kardec perdido e esquecido na frente?

Para quê sujeitar o Benfica a uma humilhação que será recordada para sempre pela vaidade garnizenta do nosso principal opositor? 

 

Tudo mau de mais. Fazendo lembrar outros tempos de que nem quero falar.

 

Sei bem que os do costume (esses sei que são poucos!) vêm outra vez dizer que cá estou eu a tirar a máscara e a atacar a Direcção e o Treinador.

Tudo porque me habituei a dizer o sinto.

 

E o que sinto é que Jorge Jesus ao contrário do ano passado não preparou bem a pré-época (fazendo lembrar Fernando Santos), não equilibrou a equipe, não descobriu a 1/3 do campeonato que modelo de jogo se ajusta melhor às caracteristicas do novo plantel.

Deslumbrou-se e vai perdendo espaço, confiança e liderança.

E isso volta a colocar pressão em Rui Costa e na Direcção do Benfica.

 

Precisamos, é claro, de levantar a cabeça. Sacudurmo-nos do estado de choque em que ainda nos sentimos.

Voltarmos ao tempo da humildade e do trabalho.

Da ambição e do rigor que Jorge Jesus incutiu à equipe no ano passado e que ainda está lá em potencia (vejam aqueles 75 minutos iniciais do jogo com o Lyon!).

 

Nada está perdido. Mas não deixemos que o Benfica, por falta de sentido critico, por complacência e outras coisas a que assisti no passado, se volte a contentar com a sombra de ser segundo, terceiro ou quarto em desrespeito pela Sua história e pela Sua grandeza.

 

António de Souza-Cardoso

 




Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

José Esteves de Aguiar em 04/11/10 | comentar | 1 comentários

 

Tal como escrevi na passada semana, parece-me que falta, a vários dos jogadores do nosso Benfica actual, algum traquejo internacional.

 

É, seguramente, o preço a pagar pela juventude de grande parte do plantel, embora haja excepções à regra, como é evidentemente o caso de Fábio Coentrão.

 

Acontece que Fábio Coentrão é um jogador muito acima da média, conseguindo com a sua garra, técnica apurada e força inesgotável, superar os constrangimentos que frequentemente surgem a jogadores mais novos, quando confrontados com outros muito mais experientes. Este era o caso também de, por exemplo, Di Maria e Ramires.

 

A falta de experiência torna-se mais notória nos confrontos internacionais e, principalmente, numa Liga dos Campeões. Paradigmático foi o jogo da passada terça-feira, contra o Lyon.

 

Sob a batuta do experiente Carlos Martins, o Benfica pegou muito bem no jogo, dominando-o durante 75 minutos em que, por vezes, a exibição colectiva chegou a roçar o brilhantismo. Há quem diga que terá sido um dos melhores jogos do Carlos Martins desde que está no Benfica e até poderá ser verdade, mas certo é que a importância da sua presença em campo tem sido uma constante na presente época.

 

Neste jogo, em particular, são de referir dois “pequenos-grandes” pormenores: fez as assistências para os quatro golos do Benfica e, com a sua saída do campo, começou o descalabro defensivo da nossa equipa.

 

Carlos Martins até nem é um jogador que defenda muito, mas não há dúvida de que enquanto ele esteve em campo, ajudou a tapar muitos dos caminhos para a nossa baliza.

 

A experiência permite aos bons jogadores “adivinharem” onde a bola vai cair, ganhando assim muitos lances por antecipação e jogarem sempre de cabeça levantada, de forma a fazerem passes precisos para colegas de equipa que se desmarquem bem. Foi exactamente o que se passou com os dois passes para os golos do Fábio Coentrão.

 

Com a saída de campo do Carlos Martins, parece-me que o Jorge Jesus deveria tê-lo substituído pelo Airton, o que permitiria uma consistência muito maior ao meio-campo do que com Felipe Menezes. Este último, bem como Jara e mesmo Weldon mostraram-se completamente perdidos dentro do campo, parecendo não terem noção das funções que deveriam desempenhar.

 

Aliás, a falta de experiência fez-se notar inclusive no David Luiz, com alguns cortes disparatados para onde estava virado e tentativas de transportar a bola “à  Beckenbauer” que resultaram em perdas complicadas.

 

Para o jogo no Dragão, espero que os nossos jogadores consigam deixar-se de vedetismos e joguem com grande garra e concentração, para podermos vencer a partida.

 

Desde logo temos uma contrariedade que é o facto de ser arbitrada por um dos juízes que já por diversas vezes tem prejudicado o Benfica.

 

Recordemos, por exemplo, que em 21 de Agosto passado, na Madeira, Proença esteve na derrota da nossa equipa diante do Nacional (1-2), com amplas razões de queixa para o nosso lado.

 

O último clássico entre Porto e Benfica que dirigiu também foi no Estádio do Dragão, remontando a Fevereiro de 2009, partida que terminou igualada a uma bola, então com grande polémica devido ao penalty assinalado sobre Lisandro Lopez, que valeu o golo do empate aos portistas. 

 

Lembrem-se também outras “infelizes” actuações de Pedro Proença, em prejuízo do Benfica: http://www.youtube.com/watch?v=mP1FCaGbGF0

 

De qualquer forma, contra tudo e contra todos, FORÇA BENFICA!!!

 

 




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