Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Pedro Fonseca em 29/06/10 | comentar | 21 comentários

Começou a nova época no Benfica, com a fasquia muito elevada. Elevou-a o Presidente e o treinador. Jorge Jesus apontou forte à Liga dos Campeões. Ontem, no pontapé de saída da nova temporada, Luís Filipe Vieira, em entrevista à Benfica TV, não teve papas na língua: investir é o caminho, para ser de novo campeões e surpreender na Europa.

O discurso de Vieira e de Jesus realça a forte união de propósitos e de objectivos comuns. Quando assim é, na cúpula, é mais de meio caminho andado para o sucesso final. A força da liderança de Vieira, nas palavras e nos actos, não pode deixar nenhum benfiquista indiferente.

Em tempo de vacas magras e de discursos assustadiços, sabe bem ouvir quem olha os desafios de frente, assume com coragem as responsabilidades e arrisca ganhar e ganhar sempre – com a fasquia muito elevada.

Com lideranças assim, no clube e na equipa, o futuro é risonho, promissor e será repleto de vitórias internas e externas. No Benfica não há discursos miserabilistas, nem estratégias medrosas, nem “velhos do Restelo”.

À frente do Benfica há quem perceba o destino de um clube único no Mundo: ganhar, cá dentro e lá fora.




Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

António de Souza-Cardoso em 23/06/10 | comentar | 9 comentários

Desde o inicio deste novo Benfica que venho defendendo que o principal segredo do desempenho de um colectivo tem a ver com uma palava mágica chamada - Atitude.

Feita de muitas coisas, é certo, mas traduzida naquilo que vimos no último Portugal Coreia.

Raramente estou de acordo com Miguel Sousa Tavares. Mas concordo com a análise de que a chave do jogo foi Portugal ter entrado sem medo de ganhar porque..., não teve medo de perder.

E a isto chama-se Atitude.

Atitude que Tiago teve e Deco não. Tiago jogou para a frente. Deco jogou para o lado e para trás.

Julgo que apesar de não haver mais Coreias daqui para frente, se mantiver a mesma Atitude, Portugal pode voltar a sonhar.

A mesma Atitude que levou o Benfica a ser o indiscutivel campeão desta época.

A mesma Atitude que Scolari goste-se ou não (eu não) conseguiu transmitir à Selecção Portuguesa.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS: Porque a Atitude é uma condição necessária mas por vezes não suficiente era bom que Ruben Amorim recuperasse a tempo, para garantir do lado direito a mesma Atitude que Fábio Coentrão tem mostrado na esquerda

 

 




Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Pedro Fonseca em 22/06/10 | comentar | 4 comentários

O Benfica tem um novo “menino d´ouro”. Chama-se Fábio Coentrão. As exibições que tem feito no Mundial da África do Sul confirmam as palavras de Jorge Jesus – estamos na presença de um dos melhores laterais-esquerdos do Mundo. Quando foi emprestado ao Saragoça e, posteriormente, regressado ao Rio Ave, escrevi no meu blogue pessoal (oinfernodaluz@blogspot.com) que Coentrão devia regressar de vez ao Benfica. Talvez tenha sido dos poucos a prever a “explosão” do menino das Caxinas. Depois de ter sido deslocado para lateral-esquerdo por Jorge Jesus, numa daquelas intuições tão pródigas (e únicas) aos treinadores portugueses – estou a lembrar-me de quando Chalana, antes da chegada de Camacho, resolver colocar Miguel a defesa-direito – Coentrão pegou de estaca e fez uma Liga maravilhosa. Agora no Mundial, o loirinho quer continuar a acertar nas previsões de Jesus. Depois da boa exibição (das únicas) frente à Costa do Marfim, uma grande exibição frente à Coreia do Norte. Ou muito me engano ou se conseguir algo parecido frente ao Brasil, a força da economia alemã, mesmo em tempo de crise, vai despejar na Luz um camião com 30 milhões de euros. O que vale é que o Bayern também equipa de vermelho.


Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

José Esteves de Aguiar em 17/06/10 | comentar | 19 comentários

 A exibição no primeiro jogo da Selecção Nacional neste Mundial 2010 dificilmente poderia ser mais à semelhança de Carlos Queiroz – mostrou-nos uma equipa receosa, nervosa, sem chama ou garra.

 

O único momento em que a Selecção se soltou, poderia ter resultado no golo mais espectacular do Campeonato – aquele remate de Cristiano Ronaldo ao poste, que levou o próprio Drogba a benzer-se de alívio.

 

Em praticamente todo o restante jogo, a nossa Selecção foi uma presa fácil da boa organização da Costa do Marfim, tacticamente quase perfeita a marcar em cima, sem deixar tempo e espaço aos nossos jogadores para “pensarem” o jogo.

 

Tornou-se evidente que, salvo raras excepções, a nossa Selecção se conformou com a ideia de que o mais importante era não perder.

 

O Eduardo e os jogadores da defesa estiveram bastante bem, com destaque para a exibição defensivamente sem mácula do Fábio Coentrão, jogando de uma forma tão decidida que até parecia que era o Jorge Jesus quem estava no banco.

 

Ficamos sem saber se o facto de raras vezes ter subido pelo seu corredor se ficou a dever a instruções nesses sentido dadas por Carlos Queiroz, ou impossibilidade real, atendendo a que a maioria das jogadas de ataque da Costa do Marfim se desenrolavam pelo seu lado.

 

De qualquer forma, é da mais elementar justiça destacar o grande jogo que Fábio Coentrão realizou.

 

Quanto ao meio campo da Selecção, foi demasiado leve, previsível e lento de movimentos, para conseguir incomodar os física e tacticamente poderosos jogadores da Costa do Marfim.

 

No ataque, apenas Cristiano Ronaldo deu um arzinho da sua graça, uma vez que Danny nada fez de útil em campo, falhando inúmeros passes e chegando sistematicamente atrasado aos lances e Liedson foi um erro de “casting”, lançado às feras numa luta desigual contra defesas muito mais possantes.

 

Com Simão Sabrosa em campo, a equipa soltou-se mais, mas faltou nitidamente um jogador alto e forte na área, do tipo do Hugo Almeida, para dar luta aos defensores da Costa do Marfim.

 

A entrada de Rúben Amorim – embora seja de saudar de forma inequívoca – leva-nos a pensar que algo estava mal na convocatória.

 

Se o Rúben não foi considerado, por Carlos Queiroz, como um convocado indiscutível, por que razão foi ele o escolhido para entrar em campo, rendendo Raúl Meireles, em detrimento de outros jogadores que integraram a convocatória desde o princípio? A resposta é óbvia - porque Rúben Amorim é um jogador que, tal como Fábio Coentrão, joga à Benfica, imbuído que está do espírito de luta e de conquista que lhe foi incutido por Jorge Jesus.

 

Esta conclusão leva-nos a outra: o Carlos Martins, na forma em que terminou a época, seria certamente muito mais útil à Selecção do que um Deco queixinhas, incapaz de dar o litro, de “comer relva”, como se impõe numa competição como o Campeonato do Mundo.

 

A esta Selecção falta, claramente, um treinador com espírito de conquista, que não se acobarde como tantas vezes aconteceu ao longo dos jogos de qualificação.

 

Que não ceda a pressões e interesses de agentes de jogadores, mas que transmita a estes a ideia de que devem disputar cada jogo como se fosse o último das suas vidas.

 

Só assim será possível continuar, com dignidade, nesta competição, a começar já pelo jogo contra a Coreia do Norte, uma equipa extremamente aguerrida e à qual apenas poderemos derrotar se lutarmos do princípio ao fim.

 

Precisamos, urgentemente, de uma Selecção que jogue à Benfica!

 




Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Pedro Fonseca em 15/06/10 | comentar | 7 comentários

Com todos os olhos postos no Mundial, o Benfica 2010/2011 vai fazendo o seu caminho, sem sobressaltos, sem agitação, sem faz que anda mas não anda. Muita coisa mudou, para melhor, na gestão do futebol. Com todas as suas energias e atenção colocadas no "coração" do clube, Luís Filipe Vieira tem sabido ser um gestor desportivo de mão cheia-

No silêncio dos gabinetes, enquanto todos os dias os jornais - à falta de motivos de interesse na África do Sul - "inventavam" nomes de novos guarda-redes para a baliza do Benfica, eis que é fechado (ou "fichado") um "portero", de que dizem maravilhas - Roberto Jiménez. E, até ver, ninguém ainda abandonou o barco.

Mão de ferro e nervos de aço na liderança do Benfica é preciso para dizer "não" à saída de Luisão; colocar em sentido Cardozo; e fazer o Real Madrid sair da sua gaiola dourada e viajar até Lisboa para suplicar a libertação de Angel Di Maria. Uma súplica que tem um preço - 40 milhões de euros. E ponto final. Pé ante pé, a casa vai sendo arrumada.

Quim terá a saída pela porta grande que merece - palavra de Presidente. Gaitán, para o eventual lugar de Di Maria, e Jara, para colmatar uma possível saída de Éder Luís, já estão de papel assinado. Falta ainda um lateral-esquerdo e, principalmente, mais um número 10, porque Aimar pode não chegar para a Liga mais a Liga dos Campeões. E, quem sabe, mais uma supresa a caminho.

Agora, todos os olhos devem estar colocados no "maestro" que vem aí. Um craque de fazer encher um estádio. Aceitam-se sugestões e apostas. Está ou não está no Mundial? É europeu ou sul-americano? É novo ou experiente? Já jogou na Europa ou é a primeira vez que emigra? Escusam é de procurar nas sobras do Real Madrid ou do Atlético de Madrid.

Uma coisa é certa, 99% do plantel é para ficar. A "Champions" é um sonho que se pode tornar realidade.




Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

José Esteves de Aguiar em 10/06/10 | comentar | 9 comentários

 

O nosso Benfica é hoje, sem margem para dúvidas, um clube altamente profissionalizado, no qual as épocas desportivas são cuidadosamente planeadas até nos mais pequenos detalhes.

 

Não tenho a menor dúvida de que ninguém se encontra a “dormir sobre os louros conquistados” e de que a próxima época já se encontra a ser preparada desde há uns meses.

 

Desde logo pela inevitabilidade da saída de dois ou três jogadores que foram muito importantes na época 2009/2010, face ao poderio económico dos colossos europeus que os pretendem contratar e, porque não dizê-lo, face à legítima expectativa de qualquer ser humano em querer melhorar o seu nível de vida e iniciar uma nova etapa na carreira profissional.

 

Se assistimos, todos os anos, a transferências milionárias de jogadores – e mesmo de treinadores – entre clubes que têm uma capacidade financeira equivalente (casos de Real Madrid, Manchester United, Barcelona, Milão, Inter, Chelsea, Arsenal, etc.), como poderemos ter a veleidade de pretender que o Benfica resista ao assédio de tais clubes?

 

O Benfica é enorme, mas escusado será relembrar a diferença do nível salarial praticado nas Ligas Espanhola, Inglesa ou Italiana.

 

Acresce que é muito importante o factor da motivação dos jogadores. Concordo em absoluto com Jorge Jesus quando afirma não querer jogadores contrariados na sua equipa.

 

Se Di Maria ou Cardozo pretendem ir tentar a sua sorte num clube doutra Liga, que lhes proporciona a possibilidade de auferirem vencimentos muito superiores àqueles que o Benfica alguma vez lhes poderia pagar, penso que não lhes deveremos “cortar as asas”, desde que o encaixe financeiro para o nosso Clube seja significativo, embora algo abaixo das respectivas cláusulas de rescisão.

 

Tanto Di Maria como Cardozo deram importantes contributos desportivos ao Benfica e podem, agora, dar também importantes contributos financeiros. No entanto, nenhum deles alguma vez exteriorizou um amor ao Benfica tão devotado como o faz, por exemplo, David Luiz.

 

Nenhum jogador é exactamente substituível por outro, mas devemos acreditar na capacidade profissional de quem já escolheu e contratou alternativas para colmatar previsíveis saídas.

 

É claro que os jogadores que entrarem de novo terão que passar por um período de adaptação, principalmente os oriundos da América Latina. Neste particular, as notícias veiculadas nos últimos dias, que dão conta da eventual contratação de jogadores a actuarem em Ligas Europeias, parecem-me positivas.

Não deixo de lamentar, contudo, o facto de o Benfica não apostar mais em jogadores Portugueses, com óbvios reflexos nas convocatórias para a Selecção Nacional. Aproveito para saudar a chamada de Ruben Amorim, ainda que tardia e motivada pela lesão de Nani.

 

Ainda na época 2009/2010 pudemos constatar a diferença de capacidade de adaptação por parte de jogadores que já actuavam ou tinham actuado na Europa (casos de Javi Garcia, Saviola, Weldon ou Fábio Coentrão, por exemplo) face a outros acabados de chegar da América Latina (como Schaffer, Éder Luís, Keirrisson, ou mesmo Kardec). É certo que tivemos pelo menos dois jogadores que, pela sua rápida adaptação, contrariaram esta tendência (Ramires e Airton), mas tal poderá dever-se ao facto de serem jogadores com espírito mais “guerreiro”.

 

A mais rápida integração de jogadores chegados de novo, bem como a recuperação de jogadores que já integravam o plantel mas em sub-rendimento (tais como Di Maria, Cardozo, Aimar ou Carlos Martins), são inequivocamente obra de Jorge Jesus, um verdadeiro profissional e um profundo estudioso das características de cada um dos jogadores que tem à sua disposição.

 

Estou curioso para ver o Benfica da nova época e de que forma Jorge Jesus  irá organizar a equipa, mas extremamente confiante em que vamos continuar no ciclo vitorioso e com motivos para sorrir com as alegrias desportivas que iremos receber.

 

 




Segunda-feira, 7 de Junho de 2010

Com o Mundial a dominar as atenções mediáticas, o nosso defeso desportivo parece posto em sossego, num remanso tranquilo, que até parece que os dirigentes desportivos portugueses tiveram lições apressadas de civilidade.

Puro engano, eles são os mesmos e só estão à espera de uma oportunidade para regressar os bons velhos tempos das tricas, das intrigas, das polémicas mesquinhas e de trazer por casa.

Estou cada vez mais convencido que o Benfica começou a ganhar o último campeonato quando Luís Filipe Vieira ordenou que não se falasse de arbitragens. Ordenou e todos obedeceram.

O Benfica, através do seu líder, teve a lucidez de não se deixar arrastar para o pântano e para o lodaçal que outros gostam de criar porque só assim sabem ganhar. Ao adoptar um estilo de estadista, acima dos pequenos truques e vinganças que fazem parte dos últimos 20 anos da história do futebol português, com os resultados que se conhecem, Luís Filipe Vieira prestou um serviço inestimável ao nosso futebol e foi aí que começou o Benfica campeão.

Infelizmente, estou certo que poucos lhe vão seguir as pisadas. E estou certo que no dragão tudo vão fazer para criar novos cenários de guerrilha e alimentar declarações incendiárias. O Benfica fará bem se, mais uma vez, seguir as ordens do seu líder.

Sem querer fazer futurologia, estou em crer que, mal acabe o Mundial, o fc porto será tentado a lançar mais uma guerra no seio do futebol português. Esta, a propósito do local do jogo da Supertaça, a  7 de Agosto.

O Benfica fará bem em não contribuir para esta guerra. Sem deixar de fazer valer os seus direitos e interesses, o Benfica e os seus dirigentes não deve deixar-se arrastar para o terreno minado dos que não sabem conviver em sociedades civilizadas.

Nestas alturas lembro-me sempre da frase, se não estou em erro, de Carlos Manuel, aquando da polémica sobre o local da final da Taça de Portugal de 82: “Jogamos em qualquer lado, até no quintal do senhor Pinto da Costa”. Jogamos nas Antas e ganhamos por 0-1.




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