Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

Pedro Fonseca em 31/05/10 | comentar | 30 comentários

No meu blogue pessoal (http://oinfernodaluz.blogspot.com) escrevi há dias dois textos que intitulei "Benfica, a.LFV e d.LFV" (ler aqui) e "O discurso nacional" (ler aqui). A ideia era transmitir, através de factos, que o Sport Lisboa e Benfica tem um líder – presente, empenhado, dedicado e actuante.

Nos dias que correm, não é coisa pouca. Não há nenhuma instituição que se projecte com sucesso no futuro se não tiver uma liderança forte e afirmativa. Vemos que cada vez é mais difícil escolher o melhor de cada um de nós, em cada grupo ou instituição.

Se tem capacidade de liderança, falta-lhe carisma; se tem carisma, falta-lhe vontade; se tem vontade, falta-lhe poder de mobilização; se tem poder de mobilização, falta-lhe poder de decisão; se tem poder de decisão, falta-lhe credibilidade, etc...

É muito difícil um líder ter todas as qualidades exigidas a um homem que tem de assumir as mais altas responsabilidades. Olhamos para o nosso lado e vemos um Sporting sem timoneiro, a navegar à deriva; olhamos para o fc porto e vemos um líder desajustado da realidade e fragilizado. E ficamos por aqui, para não ir muito mais além.

É por isso que não me espanta que em alguns sectores apareçam opiniões a quererem alimentar supostas divergências entre Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus e/ou Rui Costa. Estes sectores sabem bem que o principal pilar do sucesso presente e futuro do Benfica é a sua forte liderança. Por isso, é preciso miná-la.

Vale a pena dizer a esses senhores que é tempo mal gasto. O Benfica, os sócios do Benfica, tiveram a histórica decisão de ter elegido Luís Filipe Vieira para seu Presidente, alguém que parece ter nascido para liderar. Nos últimos 8 anos, Vieira teve capacidade de liderança e de mobilização; mostrou carisma; o seu poder de decisão é elogiado; esbanja força de vontade e tem uma imagem de credibilidade. Por aqui, o Benfica não cederá nunca. Nem por aqui, nem por lado nenhum…

Ainda recentemente, isso ficou bem patente, nas declarações de Jorge Jesus e de Rui Costa. Um e outro, treinador e director desportivo, sabem bem que, apesar da grande autonomia e espaço de decisão que cada um tem na sua área de intervenção, a última palavra é sempre de Luís Filipe Vieira.

E é isso que mais perturba os nossos rivais.

 




Sábado, 29 de Maio de 2010

Miguel Álvares Ribeiro em 29/05/10 | comentar | 12 comentários

 

 

Tinha pensado escrever hoje sobre a Selecção Nacional, dada a proximidade da fase final do Mundial da África do Sul e a habitual aridez de assunto nesta fase do ano.

 

No entanto, a entrevista de Jorge Jesus à RTP-N obrigou-me a rever esse meu propósito. Em termos globais gostei da entrevista, a mostrar um Jesus descontraído mas entusiasmado e muito genuíno. Apesar de o discurso, fluente, não ser sempre gramaticalmente correcto, mostra um entusiasmo e paixão pelo seu trabalho que são contagiantes e contribuem para reforçar a imagem simpática de Jorge Jesus, particularmente entre os adeptos do Benfica.

 

O timing da entrevista também foi praticamente perfeito, numa altura em que não dispersa atenções sobre o seu trabalho nem alimenta polémicas inúteis, permitindo fazer um balanço da época e do trabalho realizado, bem como uma projecção da que se anuncia.

 

Foi por isso com grande surpresa que recebi, como, penso, muitos outros benfiquistas, as declarações sobre Quim, claramente fora do contexto geral da entrevista. Apesar de ir já a caminho dos 35 anos e estar, portanto, necessariamente perto da reforma, depois de uma excelente época, realçada até pelas declarações de Jesus sobre a distracção que revelaria (como veio a revelar, de facto) a sua não convocação por parte do seleccionador nacional, ninguém estaria à espera que Jesus descartasse Quim, não o considerando sequer como hipótese para lutar por um lugar na baliza do Benfica.

 

Com 6 épocas ao serviço do Benfica e uma postura profissional irrepreensível, Quim soube conquistar a simpatia e admiração da generalidade dos adeptos, pelo que foi com tristeza que ouvi as declarações de Jesus e o proclamado interesse de equipas rivais na sua contratação.

 

Foi, portanto, com muito agrado que recebi hoje o meu exemplar de A Bola (que compro sempre ao Sábado para ler A chama imensa de Ricardo Araújo Pereira) em cuja capa se refere que Quim e Moreira serão convidados a renovar. Tomando como boa esta informação, que espero seja verdadeira, esteve bem a Direcção do Benfica, tratando de resolver rapidamente este assunto e de tentar manter no nosso plantel um elemento que está já associado indelevelmente à história recente do Benfica.

 

Em nome de todos os adeptos benfiquistas agradeço a Quim por todas as boas exibições que fez ao serviço do nosso clube, ajudando-nos a passar melhor tantas tardes e noites. Espero ainda que aceite o convite para renovar, que seja muito feliz nos anos que ainda jogar, e que faça a vida negra a Jesus pela dificuldade em optar pela melhor solução para a nossa baliza.

 

Força Quim!

 

Força Benfica!




Terça-feira, 25 de Maio de 2010

Pedro Fonseca em 25/05/10 | comentar | 14 comentários

Nos dias de brasa em que vivemos, não pelo calor que regressou em força, mas pela crise em que estamos mergulhados, os sinais que continuamos a ver emitidos pelas principais instituições políticas do País são de molde a duvidar da sua capacidade para nos guiar entre a tempestade até atingir porto seguro.

Se a sua credibilidade já anda pelas ruas da amargura, os nossos políticos parecem apostados ainda a arrastarem-se mais na lama, numa altura em que nós, pobres contribuintes, ansiamos por uma estratégia e por um rumo.

O que é que o futebol tem a ver com isto? Nada, ou tudo… O Parlamento, casa da democracia, devia dar o exemplo. Mas os nossos parlamentares não olham a meios para se cobrir de ridículo.

Cumprindo uma vergonhosa tradição, os parlamentares afectos ao fc porto acham-se no direito de agendar repastos para um espaço que deve (devia) estar reservado a outras dignidades.

Um espaço que é público, sem senhor, mas que é de todos nós – e que não pode ser utilizado para encontros de fins inconfessáveis. Nem já vou ao ponto de invocar casos judiciais, mais ou menos concluídos, que envolvem (ou envolveram) algumas daquelas personalidades.

A casa da Democracia não serve para lavagem de imagem, nem para branquear comportamentos. Se os parlamentares azuis continuam a cometer o mesmo lapso, para gáudio dos seus convidados, alguém os devia chamar à razão. Para que serve um presidente da Assembleia da República?

Vejam o exemplo do Benfica. Os parlamentares benfiquistas vão comemorar com a Direcção do Sport Lisboa e Benfica a conquista do campeonato nacional. Não na sua qualidade de deputados, mas de cidadãos, mais ou menos anónimos.

Luís Filipe Vieira, Presidente do Benfica, teve a lucidez e a clarividência de perceber que a política e o futebol têm os seus espaços próprios. E um convívio entre dirigentes de um clube de futebol e deputados da nação, em virtude de um título de campeão, não deve ocupar o espaço nobre do Parlamento.

O sentido de Estado que os deputados não tiveram, teve-o Luís Filipe Vieira. Às vezes é o futebol a dar o exemplo à política.




Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

José Esteves de Aguiar em 19/05/10 | comentar | 42 comentários

 

No princípio de Agosto do ano passado escrevi neste blog que o anti-benfiquista primário Miguel Sousa Tavares andava preocupado com as boas exibições do Benfica.

 

Parecia, nessa altura, que um rasgo de lucidez tinha começado a perpassar por aquele espírito doentio, de tão perturbado e obsessivo que é, contra o nosso clube.

 

Puro engano, que foi sendo confirmado ao longo das diversas diarreias escritas semanais, com que MST foi sujando uma página denominada Nortada, publicada no jornal “A Bola” às terças-feiras.

 

Aquele homem vai de mal a pior, tendo a visão de tal forma condicionada, que faz lembrar uns animais a quem colocam umas palas ao lado dos olhos, para olharem sempre na mesma direcção…

 

Este comentário vem a propósito de um inacreditável artigo publicado pelo referido MST n’ A Bola de 11 de Maio de 2010, logo após a conquista do 32.º título de campeão nacional pelo nosso glorioso Benfica.

 

Nesse artigo, fazendo-se esquecido quanto ao facto de o Benfica se ter sagrado campeão nacional de futebol, MST dá enorme destaque à presença de Frederico Gil na final do Estoril Open e salienta ainda a conquista do campeonato de voleibol pelo Sporting de Espinho, a quase conquista do título de andebol pelo FCPorto, a vitória do Belenenses na Taça de futsal, o regresso do Portimonense e do Beira Mar à I Liga e conquistas do Sporting no ping-pong, na natação e no xadrez…

 

Como se tal não bastasse, arma-se em juiz e decreta que Falcão foi o melhor marcador da Liga Sagres porque – segundo o seu julgamento delirante – lhe “foram gamados” três golos, o Cardozo não foi o real marcador de um dos golos contra o Rio Ave e o paraguaio dispôs de onze grandes penalidades para marcar!

 

Mais, chega ao ponto de afirmar que, no último terço do campeonato, “desapareceu aquele Benfica que jogava mais e melhor (…) e ficou apenas uma profusão de penalties a favor e de adversários expulsos”.

 

Podia, ao menos, estudar um pouco de estatísticas e, se o fizesse, veria que os penalties marcados por Cardozo o foram na terceira, quinta, sexta, oitava, décima sexta e vigésima oitava jornadas! Ou seja, no último terço do campeonato, o Cardozo apenas marcou um golo de penalty, enquanto que o Falcão marcou… dois, incluindo o “de encomenda” no último jogo com a União de Leiria!

 

Aliás, facto curioso mas não relevante para MST é que, dos sete golos de penalty apontados pelo Benfica, seis foram-no diluídos em goleadas – nos 8-1 ao Setúbal, nos 5-0 ao Leixões, ao Marítimo e ao Olhanense e nos 6-1 ao Nacional - e apenas um na vitória tangencial por 2-1 no campo da União de Leiria.

 

Continuando com as suas diatribes, MST chega ao ponto de criticar a não inclusão de Fábio Faria na equipa do Rio Ave, por já ter sido comprado pelo Benfica. Provavelmente, ter-lhe-ia dado mais jeito que o novo reforço jogasse, para daí concluir que havia facilitado a vitória do Benfica…

 

Com a referência ao Fábio Faria – que, recorde-se, nem se equipou – MST finge não se lembrar de que o FCPorto comprou Beto precisamente antes de ter jogado com o forte Leixões da época passada e que o mesmo Beto foi extremamente mal batido em dois golos desse jogo!

 

MST critica ainda o árbitro por ter expulso o jogador do Rio Ave Wires, considerando que o mesmo teve apenas “uma entrada simultânea e mútua de pé em riste com o Airton” (nem sequer reparou que a agressão foi sobre o Ramires…). Não querendo ser mauzinho, sempre adoraria ver o MST a sofrer uma entrada daquelas sobre a sua coxa direita e, muito cordatamente, a oferecer a esquerda…

 

A perturbação de visão de MST revela contornos medicamente preocupantes quando vislumbra um fora de jogo de Saviola no primeiro golo do Benfica e não consegue ver que o Guarin está pelo menos dois metros adiantado em relação ao último defensor da União de Leiria, no lance que dá o empate ao FCPorto!

 

A terminar, não posso deixar de referir o recomeço das lamentações pela ausência do Hulk. Qualquer pessoa de boa-fé e razoável memória não deixará de recordar que, até à noite em que Hulk actuou no nosso Estádio (dentro e fora das quatro linhas…), naquela noite extremamente invernosa, nada de relevante tinha feito nesta época.

 

Lembro-me perfeitamente, aliás, de que era constantemente o jogador mais assobiado pelos adeptos portistas, devido ao seu individualismo inconsequente, que tanto os desesperava. Parece que só tem a agradecer a quem o forçou a uma paragem competitiva, pois regressou mais empenhado e mais produtivo.

 

Quanto ao MST, provavelmente deveremos ler as suas crónicas dentro do mesmo espírito com o qual ele tão entusiasticamente defendeu uma Maité Proença que gozou despudoradamente com os Portugueses e a sua História – o problema é, afinal, nosso, porque somos uns parolos e sem sentido de humor…




Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Vamos ao que verdadeiramente interessa.

O Benfica Campeão fez reencontrar o clube com a sua matriz genética, com a sua história, com o seu destino de vencer.

Mas, depois de deitados os foguetes, depois da festa, é preciso perceber que os tempos modernos exigem a lucidez de uma mensagem, o rigor de uma palavra, a estratégia de um discurso, o rumo de uma intervenção.

Luís Filipe Vieira, na conferência de Imprensa após o último jogo; na cerimónia na Câmara Municipal de Lisboa; e agora nesta visita histórica a Timor-Leste, teve essa lucidez, esse rigor, essa estratégia e esse rumo.

Hoje, os tempos modernos exigem líderes diferentes.

O carisma, a obra, os resultados, são importantes, sempre o foram.

Mas, agora, é também decisivo num líder, saber passar a mensagem.

A mensagem mobiliza, aglutina, contextualiza, explica e esclarece – define um rumo e traça uma estratégia.

O actual Presidente do Benfica percebeu isso, primeiro que ninguém.

Quando Vieira diz que “o Benfica não é do Norte, nem do Sul, é de Portugal”; “o Benfica não divide o País”; ou “o Benfica tem as suas raízes em Lisboa mas é um clube do Mundo, não se deixa fechar na sua cidade”, sabe o que diz e porque o diz.

O Benfica foi sempre um clube nacional, suportado pelas suas históricas vitórias em Portugal e na Europa. Mas, os seus presidentes (a maioria, pelo menos) tiveram sempre um comportamento e um discurso lisboeta.

As vitórias em catadupa evitavam, porém, que o clube se fechasse na sua cidade.

Antes de Vieira, o Benfica teve dos presidentes mais lisboetas da sua história, com o famigerado Vale e Azevedo à cabeça.

Sem títulos e com uma negra herança económico-financeira para solucionar, Vieira percebeu que o recentrar da mensagem, falando para os benfiquistas de todo o mundo e homenageando-os na hora da vitória (a tarefa eventualmente mais fácil, mas nem por isso menos importante) era um dos pilares do sucesso futuro.

É uma das facetas menos enaltecidas do seu consulado, mas com o seu discurso “nacional” e aglutinador – a que juntou a recuperação financeira e, depois, os títulos – Vieira salvou o Benfica.

Com o seu interminável “tour” junto das Casas do Benfica, Luís Filipe Vieira tornou-se no mais “nacional” presidente da história do Sport Lisboa e Benfica, ele que até é lisboeta de gema.





Quem diria no ínicio da disputa da Taça de Portugal em futebol que fcporto e Chaves iriam chegar à final do Jamor?

Penso que ninguém ousaria prever tal desiderato. Tal foi uma realidade. Um dos intervenientes derrotado em toda a linha na liga nacional o outro recentemente despromovido da liga vitalis.

O Estádio Nacional não esteve repleto, faltaram vender cerca de 7 000 bilhetes, e os espectadores presenciaram um jogo medíocre onde mais uma vez sobressaíram as incapacidades das duas equipas reveladas no decorrer da época. Pareceram duas formações que disputaram a mesma liga e com as mesmas dificuldades.

Se o nosso GLORIOSO não tivesse perdido em casa com o Guimarães, certamente que a final da Taça de Portugal teria tido outro brilho e resultaria em mais uma grande festa de futebol.

Não esqueçamos que o fcp para estar na final teve, entre outros, de eliminar o Belenenses no Restelo , após o prolongamento e ao fim de cerca de trinta grandes penalidades.

Desta final o que resultou de mais importante foi o destaque da gastronomia transmontana que foi servida na mata do Jamor.

Dos pastéis de chaves, aos folares e ao célebre presunto transmontano tudo serviu para os participantes da festa do futebol se divertirem, esquecendo por momentos o mau futebol que presenciaram.

Como é diferente uma final quando participa o nosso BENFICA.

Até os adeptos da equipa vencedora se esqueceram de festejar, tal a frustação da exibição que presenciaram.

Uma última palavra para a reeleição de PC no fcp em eleições onde , imaginem,não se sabe em lado nenhum o número de votantes. Nem no site oficial do clube. Noventa e oito por cento dos votos de quantos votantes?

 




Sábado, 15 de Maio de 2010

Miguel Álvares Ribeiro em 15/05/10 | comentar | 9 comentários

 

A época 2009/2010 do Benfica na SuperLiga, que nem começou muito bem, fruto de um injusto empate em casa frente ao Marítimo, viria a revelar-se a melhor do Benfica desde há muito tempo.

 

A principal diferença com o passado consistiu na apresentação de um futebol muito atractivo e eficaz, frequentemente espectacular, com uma constância exibicional muito elevada. Nesse aspecto a exigência de Jorge Jesus e a sua preocupação permanente com a intensidade e qualidade de jogo foram determinantes na mudança de postura e mentalidade dos jogadores.

 

O entusiasmo que estas exibições causaram entre os adeptos criou outra determinante força motriz deste Benfica, o apoio incondicional dos adeptos em todo e qualquer estádio em que a equipa jogou, um pouco por todo o mundo.

 

Por trás de tudo isto está uma planificação estratégica com um elevado nível de risco da Direcção do Benfica, em particular do seu presidente Luís Filipe Vieira, que resultou em pleno. Depois de um ano decepcionante e a aposta falhada em Quique Flores, a arriscada aposta em Jorge Jesus e no reforço da equipa com alguns jogadores para posições chave foi um claro sucesso. Entre estes merecem franco destaque Javi Garcia, Saviola, Ramires e Fábio Coentrão, este resgatado de empréstimo.

 

Entre os jogadores, afinal os principais protagonistas desta grande campanha do Benfica em 2009/2010, grande destaque ainda para David Luiz, di Maria, Luisão, Cardozo, Quim e Maxi Pereira, os restantes constituintes do esqueleto da equipa. Todos foram importantes e seria injusto não referir também Pablo Aimar, Carlos Martins, Rúben Amorim, Airton, Weldon e, apesar de pouco utilizado, o capitão Nuno Gomes.

 

Outro aspecto importante no sucesso foi a forma como a equipa respondeu nos momentos de maior pressão, revelando uma enorme consistência e resistência, física e psicológica, que lhe permitiu ultrapassar todos os obstáculos.

 

Embora possa parecer menos determinante, não posso deixar de referir a adopção de um novo discurso e uma postura mais reservada de LFV, bem como uma nova estratégia de comunicação do SLB, que considero claramente muito mais ajustadas à grandeza e importância do clube, e que não deixaram de desempenhar um importante papel no seu sucesso.

 

Foi bonita a festa do título, que mostrou mais uma vez a grandeza do Benfica e o enorme entusiasmo e carinho com que a massa adepta apoiou sempre o Glorioso.

 

O que deve deixar todos os benfiquistas muito satisfeitos (e os adversários muito preocupados, como tem sido fácil notar) é que, apesar da inevitabilidade de vender 2 ou 3 jogadores (saúdo com grande alegria a decisão de David Luiz de se manter no plantel), decidida que está já a continuidade da equipa técnica, estão reunidas as condições para que o Benfica recupere o lugar cimeiro no futebol português de que tem andado arredado nos últimos tempos, planeando para 2010/2011 o assalto à Europa. 

 

Força Benfica!




Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

 

Sobre a brilhante conquista do título de CAMPEÃO NACIONAL pelo nosso Glorioso BENFICA, muito bem escreveram os meus antecessores neste blog, pelo que me limito a salientar a enorme felicidade que tive por estar com os meus filhos naquele maravilhoso Estádio, cheio de Famílias inteiras, unidas de corpo e alma com a nossa equipa e o seu objectivo comum (o título nacional) e individual (a Bola de Prata para Cardozo).

 

De lamentar, apenas, o facto de um pequeno grupo de adeptos (?) ter insistido em tentar estragar a festa, atirando sucessivos foguetes para o campo e mesmo para o meio de outros adeptos do Benfica…!

 

Passando às tais três histórias de falta de atitude, começo por salientar o “discurso de derrotado” de Domingos Paciência, revelando uma vergonhosa ausência de “fair play”, ele que até era considerado um gentleman quando jogava dentro das quatro linhas. A sua falta de aceitação das evidências, relativamente à vitória do Benfica – um clube que marcou mais 30 golos do que o Braga e deu espectáculo em quase todos os jogos - faz lembrar uma outra situação caricata – quando, há uns anos, o Porto perdeu a final da Taça das Taças para a Juventus e o Pinto da Costa, por considerar injusto o resultado, mandou fazer uma réplica (imitação perfeita) da taça perdida e ainda hoje a tem na sala de troféus do Porto…

Imagino que o presidente do Braga, fiel discípulo do Pinto da Costa, já deve ter pedido o nome do fabricante das réplicas de taças, para encomendar o seu exemplar de campeão nacional 2009/2010!

 

Quanto à segunda das três histórias, não posso deixar de salientar as diferenças dos discursos do Presidente da Câmara de Lisboa e do Presidente do Benfica. O primeiro tentou capitalizar para si o título de campeão do Benfica, referindo-o como um título para Lisboa, revelando falta de atitude desportiva, de bom-senso político e de noção da realidade do que é o nosso Benfica.

 

O Presidente do nosso clube fez questão de repor as coisas no seu devido lugar, afirmando que “este título não é de Lisboa, é de Portugal”. E disse mais: “o Benfica nasceu em Lisboa, tem honra na sua cidade, mas não se deixa fechar nela. Não dividimos o País, somos do Norte e do Sul, de qualquer lugar onde haja Benfiquistas!”. Com efeito, reduzir o título a Lisboa, seria menosprezar de forma inaceitável os milhões de adeptos – e dezenas de milhares de sócios – que em tanto contribuíram para o êxito do Benfica, em todas as cidades, vilas e aldeias de Portugal, mas também em tantos outros locais do Mundo, demonstrando – se é que tal ainda era preciso – que somos mesmo um clube à escala mundial.

 

Por último, não posso deixar em claro a falta de atitude de Carlos Queiroz. É claro que é altamente questionável que, do campeão nacional, o seleccionador apenas convoque um jogador. Que seja tão mentecapto que não reconheça a importância da experiência de Quim, o guarda-redes menos batido – a par de Eduardo – da Liga Portuguesa, que não perceba a importância de contar com a polivalência e o empenho de um Rúben Amorim, a raça e capacidade de remate de um Carlos Martins provavelmente na sua melhor forma de sempre, ou a experiência e importância no balneário de um Nuno Gomes.

 

Sem Carlos Martins – ou João Moutinho – quem fará as vezes de Deco, caso este se lesione, seja castigado ou, simplesmente, não esteja a render o necessário?

 

Quando questiono a falta de atitude de Carlos Queiroz não me refiro apenas às escolhas, tão discutíveis, de alguns nomes em detrimento de outros.

 

Refiro-me, principalmente, à falta de atitude ambiciosa de um homem que vai comandar uma selecção num campeonato do Mundo.

 

Para quê convocar dez defesas e três médios defensivos e apenas dois ponta-de-lança? Que mensagem, senão de medo e de “perder por poucos” transmite (inclusive aos jogadores), um seleccionador como este?

 

Não podemos esquecer-nos de que, mais do que o seleccionador do apuramento para o Mundial, Carlos Queiroz foi o seleccionador que quase deitava a perder tal apuramento, porque começou as contas a considerar logo que empates fora eram bons resultados…

 

Poderá ser um bom adjunto para Ferguson, mas é um péssimo seleccionador, um homem sem coragem para colocar a nossa Selecção a jogar futebol de ataque, como filosofia de jogo e não como último recurso e já com “as calças na mão”.

 

Oxalá me engane e, se tal acontecer, serei o primeiro a vir aqui mesmo dar a mão à palmatória, mas infelizmente antevejo uma ida e volta muito rápida da nossa Selecção. Mas talvez Carlos Queiroz tenha a sorte de Portugal fazer no Mundial o mesmo que a Grécia fez no Euro 2004 – defender com unhas e dentes, destruir o jogo dos adversários e lançar contra-ataques venenosos.

 

Até pode ganhar, mas a falta de atitude ganhadora expressa na convocatória contrasta de forma gritante com as expectativas quase histéricas de Madaíl.




Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Benfica players ride a bus by Lisbon's Marques ...

foto: AP (Associated Press)

 

Caiu o pano sobre mais um campeonato nacional: o Benfica foi Campeão e conquistou o seu 32º título. Na hora da festa, única nacional e mundial, ficam aqui alguns dos vencedores e vencidos desta maratona que acabou em glória. Glorioso, tu és Campeão!

 

Vencedores

 

ADEPTOS – Os adeptos do Benfica foram os grandes vencedores da noite mágica de ontem. Luís Filipe Vieira dedicou-lhes o título e não podia ser mais correcto e mais legítimo. Milhões em Portugal e em todo o Mundo saíram à rua para festejar a conquista do 32º título de campeão. O Benfica demonstrou ser o único clube nacional e de dimensão mundial. Mas durante todo o campeonato os adeptos não largaram a equipa, batendo recordes de assistência na Luz e em todos os estádios do país onde jogasse o Glorioso. Tudo culminou com um Estádio da Luz a abarrotar e, depois, a festa foi o que se viu e ouviu. Para recordar!

LUÍS FILIPE VIEIRA – O Presidente do Benfica tem uma significativa quota-parte de responsabilidade neste título. Foi ele que teve a coragem de apostar em Jorge Jesus. Uma aposta totalmente ganha. Foi ele que teve a coragem de investir fortemente na equipa de futebol. E hoje a saúde financeira do Benfica está assegurada. Foi ele que mobilizou a nação benfiquista através de um discurso em que apelou sempre à mística – e ela está de regresso. A ovação que teve ontem na Luz quando foi receber a sua medalha de campeão é mais do que merecida. Foi o momento da consagração como “O Presidente do Povo”!

JORGE JESUS –  O treinador do Benfica colocou a equipa a jogar mais do que o dobro. Mas Jesus fez mais – nunca se desviou do seu caminho; foi sempre rigoroso e de um profissionalismo ímpar e exemplar; deu assim o exemplo aos jogadores (e o exemplo deve vir sempre de cima). Dedicou-se de alma e coração ao trabalho na Luz e nunca se distraiu – com entrevistas, por exemplo. Jesus nunca deu uma entrevista de fundo durante o campeonato, como fizeram os seus antecessores, e aí está um detalhe importante. O mestre da táctica merece este título como poucos.

JOGADORES/PLANTEL – A ordem desta lista é arbitrária. Os jogadores podiam ficar em primeiro ou no fim, mas são sempre eles, no fundo, os nossos heróis, os nossos mágicos, aqueles que envergam o manto sagrado. Para nós, sempre imortais. Para eles o nosso obrigado, pela classe, pelo talento, pelo sangue, suor e lágrimas. Eles são o nosso “hino da alegria”.

RUI COSTA -  Uniu o balneário e manteve sempre uma estreita, fiel e solidária relação com Jorge Jesus. Acompanhou a equipa e sofreu como poucos. Depois do passo em falso da época anterior, Rui Costa assume-se como um director desportivo de excelência.

ÓSCAR “TACUARA” CARDOZO – Como sofreu a Luz pelo seu segundo golo. O injustiçado de Quique Flores foi ontem uma estrela cintilante. A equipa foi solidária e jogou para ele (e, por isso, não goleou o Rio Ave), mas Cardozo fez jus a esse companheirismo. Dois golos à ponta-de-lança, e a bola de prata (que um jogador do Benfica não conquistava desde 91) a ser ganha merecidamente pelo avançado paraguaio.

 

Vencidos

 

FC PORTO – Derrotado em toda a linha por um Benfica de alta qualidade e por um super Braga. Fora da Liga dos Campeões, vai, talvez passar por uma travessia do deserto de proporções ainda por apurar e de consequências imprevistas. Um clube que tem alguns adeptos assim não merece muito mais.

FALCAO – Falou de mais e pagou por isso. Mais concentrado no seu papel sem ter de servir de porta-voz de ninguém e será um grande jogador. Nem as “ajudas” do guarda-redes do União de Leiria chegaram para derrotar Cardozo. E os festejos nos camarotes do Municipal de Leiria, quando marcou o 2º de penálti, devem ter deixado amargos de boca.

MESQUITA MACHADO – Disse que ia a pé a Fátima. Ainda vai a tempo de lá chegar e pedir perdão.

PINTO DA COSTA -  Prometeu o título a Pedroto. E agora?

ÁRBITROS – Tudo fizeram para impedir o Benfica de chegar ao título. O sistema, afinal, ainda está vivo. Mas agora já de pouco serve…

 





Raul Lopes em 10/05/10 | comentar | 26 comentários

De PORTUGAL a TIMOR, milhões de benfiquistas festejam o 32º  título do GLORIOSO. A superioridade, a competência, o espírito de conquista, a capacidade de sofrer, a solidariedade, foram atributos para uma grande vitória e há muito desejada por milhões  de portugueses. A vitória nesta LIGA deve-se, essencialmente, aos jogadores e obviamente a JORGE DE JESUS. Este com um ínicio de pré-época verdadeiramente estonteante, soube manter em muitos jogos, um nível artístico de elevada nota e sobretudo, muito superior à concorrência.

Com um porto perfeitamente descaracterizado, com um sporting totalmente debilitado, eis que surgiu um "outsider" chamado braga, que à custa de um futebol de certa forma eficaz mas largamente beneficiado por arbitragens, esteve na nossa peugada durante algumas jornadas e obrigou-nos a trabalhar muito para o podermos ultrapassar e manter a vantagem final de cinco pontos.

Não tenho quaisquer dúvidas que o nosso futebol foi e é muito superior ao do clube da cidade dos arcebispos. Também não tenho dúvidas que se a nossa vantagem tivesse sido superior, mais cedo, certamente  teriamos logrado alcançar a final da Liga Europa. Pacientemente ouvi o discurso de Paciência na  Choupana e concluí que há pessoas que não sabem perder. O seu discurso foi perfeitamente descabido quando afirma que o BENFICA foi a equipa que mais vezes jogou contra dez. Porque será Domingos? A resposta é simples: a equipa do BENFICA tem jogadores com uma grande capacidade técnica e por isso força os adversários às faltas, daí os amarelos e os posteriores encarnados.

LFV esteve bem no seu discurso final. Ambicioso, sonha como eu que o BENFICA alcance a vitória na CHAMPIONS e consiga chegar aos 300.000 mil sócios. É com estas vitórias que as oportunidades podem surgir e por isso devem ser dinamizadas.

Uma última palavra para o BRUNO CARVALHO que, atempadamente, deu uma sapatada numa Direcção que esteve adormecida durante alguns anos.

Com a sua candidatura teve a coragem de fazer que o êxito deste ano também fosse dele.




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