Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

António de Souza-Cardoso em 30/04/10 | comentar | 12 comentários

 

Nasci quando ano de 1959 já sossegava. Quem é de boas contas já percebeu que fiz cinquenta anos no final do ano passado.

 

Sou um pronunciado do Norte, bracarense pelo lado materno, amarantino pelo lado paterno. Mas nos anos sessenta e setenta que são contemporâneos da minha formação escolar, o que estava a dar, para quem como eu gostava de ganhar, era o Benfica.

Benfica que nunca nenhum dos da minha geração sentiu como um Clube de Lisboa. Pelo contrário, era um clube popular e transversal a todas as gerações, geografias, sensibilidades e estratos sócio-culturais.

 

Era também o Clube maioritário dos meus colegas de Escola e de Liceu, feitos em Leça da Palmeira e Matosinhos, respectivamente.

Vejo hoje, tristemente, alguns deles a trocar de camisola por um incompreensível impulso regionalista. Julgo que é mais preconceito regionalista que em nada engrandece os que, como eu, gostam muito da terra onde foram criados.

Igual preconceito existe e deve ser denunciado em relação a alguns Benfiquistas de Lisboa que tomando o Clube de forma “literal” dão razão aos ditos “regionalismos” porque não entendem esta dimensão popular e universal que o Benfica teve e tem. A que faz dele o maior Clube de Braga, do Norte, de Lisboa, de Paris e, provavelmente,… do Mundo.

 

Não fiz bem as contas mas, ao contrário do meu Filho, eu vivi durante um tempo em que o Benfica e o Porto se equivaleram. Na primeira metade da minha vida o Benfica foi claramente hegemónico. Ao contrário nas últimas duas décadas e meia.

Nos últimos tempos foram-nos “martelando” os ouvidos com uma cassete que berrava que nós éramos um Clube que já não se lembrava de ganhar. E para além do “embuste” da teoria democrática (não há matriz social mais popular e democrática que a do Benfica) ouvimos muitas vezes aquela lengalenga do Clube que só ganha na Playstation ou na RTP memória.

 

Estou muito convencido de que depois de tempos difíceis, que contaminaram a própria Organização do Clube, o Benfica tem a oportunidade de voltar a Ser.

Fui dos que critiquei esta Direcção, principalmente pelas responsabilidades que nunca quis assumir dos insucessos dos últimos 4 anos. Mas sou o primeiro a reconhecer que o Benfica mudou. Para melhor.

 

E, provavelmente, conquistou o futuro.

 

Relegando, como penso se provará no Domingo, a Playstation e a RTP Memória, que passarão a ficar guardadas para os nossos adversários.

 

 

António de Souza-Cardoso  




Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

José Esteves de Aguiar em 28/04/10 | comentar | 16 comentários

 

Eu sou daqueles que não deitam foguetes antes de tempo, preferindo aguardar serenamente e sem provocações aos nossos adversários, que a nossa anunciada vitória no campeonato se concretize.

 

Apesar de ser o Benfica, inequivocamente, a equipa que em Portugal melhor futebol tem praticado durante a presente época – facto reconhecido, aliás, por muitos dos treinadores de equipas adversárias – certo é que muita gente tentou minimizar os nossos êxitos, sob os mais variados pretextos.

 

O mais elementar bom-senso recomendaria que não se procurasse encontrar em túneis, arbitragens ou castigos a jogadores a justificação para tamanha superioridade, traduzida afinal no melhor ataque, na melhor defesa e na prática de um futebol que encanta quem o vê sem o desfoque do anti-benfiquismo primário.

 

Esta época tem um sabor especial pelo imenso prazer que as espectaculares exibições de futebol entusiasmante proporcionaram a todos os Benfiquistas. Mesmo que o Benfica não fosse campeão, já ninguém nos conseguiria retirar os momentos de deleite futebolístico que tivemos o privilégio de viver ao longo desta época.

 

Os momentos de intensa vibração com as maravilhosas jogadas de entendimento dos nossos jogadores, a emoção de cada golo por eles marcado, ficam de forma indelével na nossa memória colectiva, funcionando ao mesmo tempo como um lenitivo para “feridas” de épocas anteriores e para superar as sucessivas provocações dos adeptos do segundo maior clube português – o anti-Benfica.

 

Devemos, todavia, saber esperar pelo momento oportuno para celebrar, porque continuamos a bater-nos contra tudo e contra todos. Não basta ter a meta à vista, é imprescindível cortá-la em primeiro lugar, para alcançar o prémio supremo.

 

Como disse – e bem – Jorge Jesus no final do jogo contra o Olhanense, vencer o campeonato dentro do campo tem outro sabor.

 

A festa do título vai ser enorme e, em cada canto do Mundo onde exista um Benfiquista, certamente haverá celebração, demonstrando-se assim, uma vez mais, o carácter planetário do nosso Glorioso.

 

Em Portugal vamos ter ruas, avenidas e praças cheias de multidões a festejarem uma vitória que, além do mais, servirá para dar um novo alento a um povo desanimado pelas agruras da vida e pelo momento particularmente difícil que atravessamos.

 

Pinto da Costa não vai poder cumprir a promessa patética que fez a José Maria Pedroto. Aproveitemos nós para homenagear tantos e tantos ilustres Benfiquistas que, ao longo de décadas, têm colocado o nome do nosso clube num patamar GLORIOSO!

 

 

 

 




Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Pedro Fonseca em 26/04/10 | comentar | 7 comentários

 

Tenho aqui sublinhado a importância do consulado de Luís Filipe Vieira à frente do Sport Lisboa e Benfica. Não vou repetir o que tenho escrito ao longo destes meses e destes anos. Estou convencido que já ninguém lhe retira o lugar privilegiado junto dos maiores líderes do Benfica:  Cosme Damião, Joaquim Ferreira Bogalho, Maurício Vieira de Brito, Borges Coutinho.

Julgo, porém, que Vieira pode tornar-se no maior Presidente da História centenária do Benfica. Por duas razões essenciais: a sua obra infraestrutural e a sua disponibilidade para estar junto de sócios e adeptos, num interminável “tour” pelas Casas do Benfica.

Mas, e há sempre um mas, esta é uma opinião – a minha opinião. Porém, será uma opinião difícil de ser rebatida quando o Benfica for campeão europeu – algo que acredito vir a acontecer nas lideranças de Luís Filipe Vieira.

Ontem, foi dado um grande passo simbólico nesse sentido. O Benfica foi campeão europeu de futsal. Pela primeira vez, na História do Benfica, uma equipa das modalidades sagrou-se campeã europeia.

Esteve perto de acontecer no hóquei – mas não aconteceu. E no resto, apenas podemos recordar as grandes noites europeias do basquetebol. Ontem, com um Pavilhão Atlântico esgotado, com 10 mil pessoas, num ambiente de delírio, o Benfica foi campeão europeu.

Luís Filipe Vieira, que já apelidei de “Presidente do Povo”, estava lá, para saborear o seu primeiro título europeu colectivo. Vi-o emocionado com aquele momento. Talvez a preparar-se emocionalmente para um momento que julgo possível – o título de campeão europeu de futebol.

Vieira e os benfiquistas merecem-no. Se calhar este momento está mais perto do que muitos julgam. Vamos, para já, festejar esta grande conquista, profusamente divulgada nos canais desportivos de todo o mundo – nomeadamente o Eurosport, que, na língua de Shakespeare, transmitiu e relatou o grande feito benfiquista do Pavilhão Atlântico.

 





 "BENFICA CAMPEÃO, VAMOS FESTEJAR NO DRAGÃO", foi com este grito de satisfação, que cerca de 10 000 benfiquistas saíram do Pavilhão Atlântico após o primeiro título europeu do BENFICA, na modalidade de futsal.

Com efeito o futsal está de parabéns, após uma vitória justíssima na final da UEFA FUTSAL CUP, realizada em Lisboa. Perante uma equipa espanhola que, habitualmente, era  a campeã crónica desta competição internacional.

A Interviú de Madrid tem vários títulos europeus e é uma equipa com grande fiabilidade no futsal espanhol. O nosso BENFICA, esteve irrepreensível nesta final, excepto BÉBÉ que teve uma falha grave que podia ter comprometido o resultado final. Está de parabéns André Lima, os jogadores e público benfiquista que, quase encheu o Pavilhão.

Este histórico feito abre portas aos festejos da equipa de futebol na próxima jornada da Liga de futebol profissional.

Preconizei, no anterior post, um desejo: a celebração do título no dragão e com uma vitória concludente.

Estão reunidas todas as condições para que tal facto aconteça, após a vitória do Braga na Figueira da Foz.

Os adeptos benfiquistas da cidade do Porto e do grande Porto terão a sua oportunidade para vibrarem com uma vitória importante do seu clube, após alguns anos sem títulos condizentes com a história do clube.

A festa final será na CATEDRAL, com o Rio Ave, onde mais uma vez estarão, estou certo, cerca de 65 000 benfiquistas, amantes do bom futebol que irão festejar um título desejado há muitos anos.

Espero que o jogo do dragão não ensombre uma caminhada longa para um título ganho com muito mérito, com muita qualidade e sem jogadas de bastidores que outros utilizaram durante anos.




Sábado, 24 de Abril de 2010

Miguel Álvares Ribeiro em 24/04/10 | comentar | 3 comentários

No dia em que a conquista da SuperLiga de futebol pode ficar praticamente decidida, vou deixar os comentários sobre o fim-de-semana futebolístico para quem os vai publicar depois dos jogos e dirigir o meu para as outras modalidades. Os grandes destaques neste domínio vão, naturalmente, neste momento para o futsal e o voleibol.

 

Apesar de a nível nacional a nossa equipa de futsal não vir manifestando a superioridade que patenteou nas últimas épocas, venceu ontem num jogo empolgante a equipa campeã de Itália por 8-4 na meia-final da UEFA futsal cup. Amanhã, num Pavilhão Atlântico repleto de benfiquistas, vamos jogar a final frente à poderosa equipa espanhola do Interviú. Vamos todos torcer por mais uma conquista inédita no desporto português.

 

A equipa de voleibol está na final do Campeonato nacional, contra a forte equipa do Sporting de Espinho. Depois de uma empolgante reviravolta no último jogo, em casa, passando de um resultado desfavorável de 0-2 para uma vitória por 3-2, vamos amanhã a Espinho com uma vantagem de 2-0 nos jogos já disputados (ambas as vitórias por 3-2, demonstrando o equilíbrio existente). A final decide-se à melhor de 5, pelo que podemos alcançar o título amanhã em Espinho.

 

Merece ainda uma referência especial a equipa de Basquetebol, campeonato onde vamos destacados em 1º lugar na fase regular, com uma única derrota, seguidos a alguma distância por Ovarense e Porto.

 

Do lado menos positivo devem incluir-se o Hóquei em patins e o Andebol, com prestações abaixo das expectativas.

 

P.S. – Luís Filipe Vieira associou a sua voz à de José Eduardo Bettencourt no apoio à candidatura de Fernando Gomes a presidente da Liga; apesar de todo o crédito que conseguiu junto dos adeptos benfiquistas, que invocou, e de não ter o nosso Presidente por ingénuo, dadas as circunstâncias que rodeiam esta candidatura e o passado clubístico do candidato, mantenho neste capítulo a maior desconfiança; espero sinceramente estar enganado.




Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

António de Souza-Cardoso em 22/04/10 | comentar | 13 comentários

Nunca na minha vida contei com descontos, facilidades ou jeitinhos de terceiros.

 

Tenho gosto de poder dizer que o que tenho e fiz dependeu, no essencial, do meu trabalho e do meu empenho.

 

Confio, pois, apenas nas minhas contas e nunca dou como seguro algo que não esteja ao meu alcance resolver ou alcançar.

 

Assim gosto que aconteça com quem me é querido. E também, claro, com o meu (nosso) Benfica.

Talvez por isso, não fui dos que acharam que o Braga estaria sempre na eminência de perder. E nunca, nas duras contas do campeonato, quis contar com o ovo no traseiro dessa insegura galinha.

 

É verdade que o Braga se superou como nunca aconteceu na sua história e foi, realmente, o único Clube que adiou a certeza que em nós foi crescendo da redenção ganhadora do Benfica.

 

Mas apesar da ciência estatística nos poder sugerir que era e é provável que o Braga venha a perder pontos, julgo que o Benfica será campeão porque fará pelo menos 4 pontos nos 9 que ainda estão em disputa. Independentemente do que, com maior ou menor probabilidade, efectivamente acontecer com o já surpreendente Sporting de Braga.

 

Por isso nas minhas contas não deixaremos de ganhar 3 dos 4 pontos que nos faltam no próximo sábado contra a Olhanense.

E se assim for falta-nos um ponto para ser campeões.

 

Que tenho a certeza atingiremos no jogo seguinte…, no estádio do Dragão.

 

E por isso, podemos dizer com redobrada alegria que será, provavelmente no Porto que festejaremos o título de Campeões.

 

António de Souza-Cardoso




Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Pedro Fonseca em 19/04/10 | comentar | 15 comentários

Hoje em dia o futebol também se joga muito nos estúdios de televisão. Em quatro estações de televisão (Porto Canal  - programa “A Bola é Redonda”; SIC – “O Dia Seguinte”; RTP – “Trio d´Ataque”; e TVI – “Prolongamento”), os 3 maiores clubes do futebol português têm comentadores que representam as suas cores.

Não são, por isso, comentadores independentes, nem se pretende que sejam objectivos e imparciais – e isso faz toda a diferença. Estão ali para defender o seu/deles clube e é isso que lhes pedem os adeptos.

(Recentemente, um novo canal, Q, lançou também um programa deste tipo. Apesar do Benfica estar representado por uma pessoa que admiro e estimo, Leonor Pinhão, não me posso para já pronunciar porque apenas o visualizei por breves minutos).

Quanto ao Porto Canal, evito também juízos de valor por nele participar. Vamos aos restantes. Dizia eu que estes comentadores estão ali com uma única função: defender os superiores interesses do Sport Lisboa e Benfica.

Não estão ali nem para serem simpáticos, nem objectivos, nem imparciais, nem supostamente diplomáticos ou para defenderem a sua imagem. Durante muitos anos vi o “Dia Seguinte” e a verdade é que muitas vezes não me sentia confortável, como sócio e adepto do Benfica, com o desempenho de Fernando Seara. Sempre achei que ele colocava à frente da defesa dos interesses do Benfica a defesa de outros interesses. Achava eu e achavam muitos benfiquistas.

Seara transferiu-se para a TVI, para o programa “Prolongamento”, onde faz companhia a Pôncio Monteiro (fcp) e Eduardo Barroso (scp). Deixei de o ver com tanta frequência, mas admito que, com o Benfica em alta, lhe seja mais fácil argumentar.

Quem o substituiu foi Sílvio Cervan. Conheço-o bem e sou seu amigo. À partida, carregava 3 desvantagens: era vice-presidente do Benfica, o que se traduzia, na prática, numa limitação institucional; ia lidar com duas “velhas raposas” do ecrã, Guilherme Aguiar (fcp) e Dias Ferreira (scp); e as suas excelentes crónicas n´“A Bola” colocavam a expectativa dos benfiquistas muito alta.

É certo que não vejo o programa com assiduidade, por força da minha participação na “A Bola é Redonda”, do Porto Canal, mas leio sempre o Sílvio Cervan n´ “A Bola” e se há coisa de que ele não pode ser acusado é de defender intransigentemente os superiores interesses do Benfica.

Sobra António-Pedro Vasconcelos. Começo por referir que é o programa que, por razões que já expliquei, mais vejo. O “Trio d´Ataque” é composto por personalidades de grande civilidade: A-PV, Rui Moreira (fcp) e Rui Oliveira e Costa (scp).

Tenho admiração e estima por A-PV. Compreendo que muitas vezes lhe seja difícil sair de um registo mais elegante e diplomático. Os benfiquistas sentem-se orgulhosos por o terem como representante, embora eu gostasse que, aqui e ali, fosse mais contundente e menos civilizado (nomeadamente quando Rui Moreira abraça o estilo trauliteiro).

Gosto da coragem (até por viver no Porto) do Sílvio Cervan, do seu estilo apaixonado, irrequieto e, muitas vezes, brilhantemente ingénuo. Não é fácil digladiar-se com personagens como Guilherme Aguiar e Dias Ferreira. Mas o que eu não perco mesmo são as suas crónicas de senador n´”A Bola”.

 

Post-Scriptum: Não falei de duas outras personalidades: Manuel dos Santos e Medeiros Ferreira. Duas figuras da alta roda da política que entraram no combate desportivo sem lhes caírem os parentes no chão. O primeiro, eurodeputado do PS, foi durante algum tempo protagonista do “Dia Seguinte”; o segundo, ex-alto dirigente socialistas, representa o Benfica em programa da Antena 1, contra Alfredo Barroso (scp) e Miguel Guedes (fcp), e fá-lo com distinção.





A cidade de  Coimbra foi invadida por milhares de adeptos do BENFICA que quase encheram o Estádio. Só não esteve repleto -faltaram vender cerca de 7000 bilhetes - pelo facto do preço ser exageradamente caro. Convenhámos que para os tempos que correm, 65 euros para ver um jogo de futebol é caro e  demonstra alguma insensibilidade  por parte da Direcção da Briosa. Assim, foi pena, não ver o Estádio Cidade de Coimbra repleto dos amantes do bom futebol que ambas as equipas têm praticado nos relvados portugueses. O nosso GLORIOSO, nesta ponta final do campeonato, quando o título se aproxima, devia ter ainda mais adeptos e simpatizantes nas bancadas. Os preços dos bilhetes tiraram inequivocamente espectadores a este jogo.

O BENFICA começou o jogo a ganhar - golo de WELDON - e soube gerir todo tempo de jogo com a classe que se reconhece.

DI MARIA mais uma vez, foi uma pedra fundamental e soube "inventar" duas jogadas que originaram mais dois golos para o indiscutível líder desta liga.

Sem SAVIOLA, com CARDOZO algo receoso devido à lesão que o apoquentou, sobressaiu mais uma vez a qualidade do plantel.  Notou-se, sem dúvida a falta de LUISÃO, já que quanto a mim SIDNEI, não é  um substituto à altura do capitão.

André Vilas-Boas é arguto e fez com que a Académica jogasse um bom futebol,  digno de uma primeira Liga. Não merece descer!

Não será pedir muito, mas estou certo que o título deste ano vai ser celebrado no Estádio do Dragão. A cidade do PORTO merece celebrar mais um título do BENFICA como aconteceu no ano de 2005.

Penso que não será uma ironia! Ganhando à Olhanense na LUZ, ganhando o Braga na Figueira da Foz, estão reunidas todas as condições para os festejos se iniciarem na Invicta e com uma grande vitória no Dragão.

A ver vamos.




Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

António de Souza-Cardoso em 15/04/10 | comentar | 28 comentários

O Benfica tem uma das melhores equipas da Europa.

Não tem, ou não tem ainda, um dos melhores planteis da Europa, no sentido de assegurar as suficientes opções alternativas que permitam manter intacta a qualidade e eficiência do colectivo.

 

Jorge Jesus teve no jogo de Liverpool que fazer a gestão de alguns jogadores mais cansados ou em mais nítida quebra de forma.

E por isso armou uma defesa que eu acho que (a começar pelo guarda-redes) só lembrava mesmo a Quique Flores. E porque o fez perante uma das melhores linhas avançadas do Mundo, essa opção foi-lhe fatal. Se olharmos bem o único jogador poupado (para além de Quim que ocupa um lugar de menor desgaste) foi Fábio Coentrão. Por isso julgo que não poupamos muito e que gastamos a possibilidade de prosseguir na Europa.

 

Tive pena de não ver a primeira equipa do Benfica a defrontar o Liverpool. E tive pena porque acho que esta primeira equipa poderia ser campeã europeia.

 

O mesmo no jogo com o Sporting. Que provavelmente terá sido o jogo do titulo.

Jesus “inventou” um 4-4-2 com Éder Luis a segundo ponta de lança. E fez mal. Por razões tácticas, porque entregou o meio campo a um Sporting muito bem armado e com jogadores de elevada qualidade. Mas também porque optou por um jogador que (ao contrário de Airton e Kardec) não tem “estaleca” para este Benfica. Não é, como Júlio César e Sidnei, um jogador de primeira equipa.

Ao contrário do Liverpool Jorge Jesus teve o tempo a seu favor. Porque ao contrário de Anfield Road onde o tempo lhe foi fatal teve, desta vez, o tempo de corrigir a tempo.

E o Benfica teve, com a sua primeira equipa (onde só faltou Saviola), a qualidade e magia habituais. 

 

Julgo que, agora que a gestão do tempo e do cansaço está mais simplificada, agora que faltam apenas 4 jogos para o fim do campeonato bastará ao Benfica para ser campeão, o trabalho, a humildade e a qualidade da sua primeira equipa.

 

Assim ela jogue sempre.

 

António de Souza-Cardoso




Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

José Esteves de Aguiar em 14/04/10 | comentar | 17 comentários

 

O Benfica deu mais um passo importante na sua caminhada rumo ao título de campeão nacional 2009/2010.

 

A vitória sobre o Sporting não foi nada fácil, até porque os nossos adversários entraram no jogo de uma forma desinibida, contrastando com alguma ansiedade visível nos nossos jogadores.

 

Para além da ansiedade de quem já “cheira” o título, é notório o mau momento de forma de alguns dos jogadores do Benfica.

 

Neste ponto, parece-me ser de salientar – pela negativa – Javi Garcia e Ramires. Não questionando, de forma alguma, o profissionalismo destes jogadores, constata-se mesmo assim que não conseguem apresentar em campo a qualidade de que já anteriormente deram provas.

 

Perdem mais bolas do que ganham, deixam-se antecipar pelos adversários e fazem faltas escusadas.

 

Pareceu-me que, durante a maior parte dos primeiros 45 minutos, o Sporting conseguiu ser “mais equipa” e controlar melhor o meio-campo, aproveitando o nervosismo de alguns dos nossos jogadores que, inclusive, discutiram uns com os outros por mais do que uma vez.

 

No meio do desacerto generalizado por parte dos nossos jogadores, Éder Luís salienta-se por ter sido, até agora, a menos conseguida das contratações de Inverno.

 

Durante o intervalo, no balneário, Jorge Jesus deve ter “dado na cabeça” dos nossos jogadores, tal a transformação que apresentaram da primeira para a segunda parte o jogo.

 

A substituição de Éder Luís por Aimar não explica por si só uma transformação tão radical - a equipa surgiu confiante, dominadora, com capacidade para ligar as jogadas e para empurrar o Sporting para o seu meio-campo, fazendo circular a bola em carrossel e criando sucessivas avalanches de futebol ofensivo.

 

Os defesas laterais foram muito atacantes, destacando-se mesmo mais do que os extremos que tinham à sua frente e ficando, aliás, ambos ligados ao primeiro golo do Benfica.

 

Quanto a este golo, parece-me justo salientar o espírito de sacrifício de Cardozo que, apesar de lesionado, se manteve em campo durante o tempo necessário para deixar a sua marca neste jogo.

 

A clarividência com que Aimar entrou no jogo pareceu contagiar os seus colegas de equipa, os quais se desinibiram mais, contribuindo de forma decisiva para uma vitória inteiramente justa, perante um adversário valoroso, mas que foi incapaz de resistir ao aumento de intensidade competitiva colocado em campo na segunda parte, pelos jogadores futuros campeões de Portugal.

 

 




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