Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Hoje decidi publicar - com a devida vénia - um texto que me foi enviado por um amigo, Francisco Andrade, o qual tem vindo recentemente a este blog, enriquecer vários posts com os seus oportunos comentários.

 

Definição de prioridades e objectivos

 

A nível nacional – penso que claramente deveria ser assumido um clube nacional, de preferência ligado ao Universo Benfica (uma filial do Glorioso), que fosse considerado parceiro estratégico preferencial para a política de empréstimos do SLB. Este parceiro poderia jogar ou na Divisão de Honra ou até na Liga Principal. Este ponto parece-me claro, tal como me parece claro que o parceiro existe e deve ser assumido sem rodeios: o Clube Desportivo Santa Clara (filial do Benfica) é o clube que deverá ser sempre, em cada época, ser tido como parceiro preferencial do Benfica para efeito de empréstimos de jogadores. Mesmo que o CD Santa Clara ascenda à Primeira Liga. Penso até que, nesse caso, haveria enorme vantagem em fazer rodar jogadores do Benfica na filial açoriana.

 

Uma outra filial do Benfica poderá e deverá ser assumida como importante, a médio prazo – trata-se do Sport Benfica de Castelo Branco (actualmente a disputar a III Divisão Nacional). De momento, ainda não constitui uma alternativa muito interessante, pois não será aliciante para jovens jogadores oriundos das camadas jovens do Benfica estagiarem numa III Divisão. Mas bastaria a subida do Benfica albicastrense à 2.ª B e já teríamos uma situação equivalente à que o Benfica, durante algumas épocas e com custos bem mais elevados, foi mantendo através da sua equipa B (penso que não faz qualquer sentido manter equipas B em divisões secundárias, quando o Universo Benfica até dispõe de estruturas capazes de garantirem a rodagem dos seus jogadores nessas divisões). Mas claro que o ideal seria que o Benfica de Castelo Branco conseguisse regressar, a médio prazo, ao lugar que já lhe pertenceu na Divisão de Honra. 

 

Independentemente do Universo Benfica e da posição que venha a ocupar num futuro próximo o Sport Benfica de Castelo Branco, parece que uma boa política seria a de privilegiar alguns clubes (também da zona Norte do País, porque não) que sejam rivais daqueles que têm merecido situação de preferência por parte de FC Porto – por exemplo, sabe-se que o FC Porto tem mantido uma ligação especial com o FC Penafiel – não deveria o Benfica apoiar, por exemplo, o Lousada? Sabe-se também que o Varzim SC é a filial n.º 1 do FC Porto. Não deveria o Benfica manter entre os seus parceiros preferenciais o FC Rio Ave?

 

A nível internacional

Penso que em termos estratégicos fará todo o sentido pensar num sério apoio, a médio prazo, ao Sport London e Benfica. Um Benfica a disputar as competições profissionais do futebol inglês, mesmo que nas divisões secundárias, seria uma aposta estratégica da maior importância. A competitividade do futebol inglês, o elevado ritmo de jogo presente em todas as competições profissionais inglesas, seriam garantes, à partida, da utilidade para o Benfica de fazer rodar jogadores seus na filial londrina. Acresce a visibilidade e prestígio para o clube que decorreriam dessa participação nas ligas profissionais inglesas, sem esquecer o facto de serem essas precisamente as competições que mais possibilitam uma angariação de receitas bem necessária ao futebol de alta competição.

No entanto, parece também evidente que a utilização do Sport London e Benfica como verdadeira equipa B do Benfica, se bem que desejável, terá custos e ainda levará alguns anos a alcançar.

Penso, no entanto, que o objectivo de fazer rodar jogadores do Benfica, oriundos das camadas de formação, no exigente e competitivo futebol inglês, deve ser desde já assumido sob outras formas que possibilitem, com redução dos custos iniciais, tirar partido do elevado ritmo competitivo das ligas inglesas. Parece-me que, independentemente do sucesso que possa vir a ter a médio prazo o Benfica londrino, deve ser procurado de imediato um parceiro estratégico nos campeonatos de Inglaterra, para efeitos de cedência de jovens jogadores do Benfica. O ideal seria um clube com prestígio, um histórico do futebol inglês, a militar na segunda liga e desejoso de um regresso a um lugar entre os maiores. Um clube que verdadeiramente interessasse a um jovem jogador português representar. E, se possível, integrado numa zona de Inglaterra em que houvesse uma razoável representatividade da comunidade luso-brasileira. Parece-me que, de momento, dois históricos clubes do futebol inglês preencherão estes requisitos: o Nottingham Forest e o Leeds United, dois históricos do futebol inglês e europeu (atenção que o Nottingham Forest, para além de também equipar de vermelho, foi por duas vezes campeão europeu de futebol!!), ambos desejosos de voltarem a ocupar o lugar que já foi seu. Penso que poderia ser equacionada uma parceria, preferencialmente com o Nottingham Forest, tendo até em vista, no campo das contrapartidas, algum apoio que pudesse ser angariado em Inglaterra com destino ao Sport London e Benfica.  

  

Um caso especial – é talvez difícil falar de um caso muito particular no Universo Benfica, um clube que disputa a primeira liga de um dos campeonatos menos evoluídos da Europa mas, ao mesmo tempo, o clube do Universo Benfica que está mais próximo de conseguir uma classificação que lhe dê acesso às competições europeias de clubes. Penso, por isso, que alguma atenção deve ser dada ao FC RM Hamm Benfica, clube do Luxemburgo (e que conta com entusiástico apoio da comunidade portuguesa naquele País). A este respeito devo notar que, apesar de tudo, poderá ser bem mais aliciante, para um jovem jogador oriundo das camadas jovens do Benfica, actuar num campeonato de primeira divisão (por fraco que seja) com a perspectiva de conquistar títulos nacionais e de participar em competições europeias, do que actuar numa III Divisão portuguesa, que era o que acontecia com a equipa B do Benfica. 

 

Estes são apenas alguns pontos que eu gostaria de ver debatidos na Nação Benfiquista. Sem esquecer o trabalho que haverá por fazer noutros núcleos benfiquistas, sobretudo na Europa. Onde também poderia ser equacionado o desenvolvimento de um trabalho junto da comunidade portuguesa em França, onde existe já uma pequena estrutura benfiquista em Paris, o Sport Paris e Benfica – e esse sim, teria todas as possibilidades de se tornar a médio prazo num dos grandes clubes de França. 

 

 

 

 




Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Pedro Fonseca em 29/03/10 | comentar | 17 comentários

É um clássico. Quando as coisas estão pretas, o presidente do fc porto tem sempre uma estação de televisão amiga à mão para debitar os seus argumentos, lançar as cortinas de fumo que quer, criar momentos de ilusionismo.

Foi assim no passado, como aquando do processo “Apito Dourado”. É assim no presente, quando se vê arredado do título, com um processo de sucessão à porta, umas eleições na Liga que quer controlar a todo o custo, e uma decisão do CJ da Federação sobre os “casos” Hulk e Sapunaru que lhe foi parcialmente favorável.

A questão é que agora, o presidente do fc porto não vai ficar a falar sozinho, sem contraditório, nem perguntas incómodas. É certo que Judite Sousa é uma profissional respeitada e certamente não deixará de abordar todas as questões, mas é uma jornalista do Porto e do fc porto.

No mesmo dia e à mesma hora, na SIC, o Presidente do Benfica dará a sua opinião/versão dos “casos” Hulk e Sapunaru. Ao contrário do presidente do fc porto, Luís Filipe Vieira não escolhe canais de televisão por serem mais ou menos simpáticos, nem jornalistas por serem mais ou menos incómodos.

Pelo contrário, a tarefa de entrevistar o Presidente do Benfica vai caber a Miguel Sousa Tavares (MST), que não é propriamente flor que se cheire, e costuma ter uma atitude agressiva, a raiar a má educação, quando tem pela frente entrevistados que não entram no seu jogo.

Quero sublinhar, mais uma vez, também nesta situação, a coragem e a frontalidade de Luís Filipe Vieira, que mostra não ter medo de nada nem de ninguém. Os benfiquistas devem ter orgulho no carácter do seu Presidente.

Espero que, em contraponto com a agressividade/ódio que o presidente do fc porto vai certamente exibir frente a Judite Sousa, o Presidente do Benfica opte pela serenidade, pela elevação, pelo civismo, não entrando no jogo de MST, que certamente vai tentar levar a entrevista para o campo da “peixeirada”.

Ao ressabiamento do presidente do fc porto, o Presidente do Benfica deve contrapor a esperança no futuro do futebol português; ao ódio do presidente do fc porto, Vieira deve contrapor o facto do Benfica não ser factor de divisão nacional, mas sim ser o símbolo e a marca que mais une os portugueses, de Norte a Sul, do Litoral ao Interior, das Ilhas às comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo.

Vieira não deve deixar-se encurralar por MST, que vai tentar conduzir a entrevista para os temas que lhe interessam: túnel da Luz, Ricardo Costa, (talvez) Apito Dourado, eleições na Liga (nomeadamente, Vieira deve preparar-se para uma pergunta-chave, sobre a sua afirmação “mais vale ter poder na Liga que ter bons jogadores”) e passivo do clube. O Presidente do Benfica deve evitar a todo o custo entrar em justificações, mas sim falar pela positiva, e sublinhar sempre o trabalho positivo que tem sido feito.

O Presidente do Benfica deve insistir na tese da transparência  e credibilização do futebol português, que o Benfica comandou com o processo Apito Dourado; deve falar da obra gigantesca que o Benfica, por si liderado, ergueu nesta última década; deve falar dos mais de 210 mil sócios, o maior clube do mundo; deve falar dos recordes de assistência na Luz; deve falar da necessidade do Benfica receber o que merece dos direitos televisivos, porque o clube é a “galinha de ovos de ouro” do futebol português; deve falar da Benfica TV e da Fundação Benfica; deve falar de uma equipa que é elogiada e respeitada na Europa do futebol.

Ou seja, Luís Filipe Vieira deve falar de tudo aquilo que os benfiquistas querem ouvir e não daquilo para que MST o vai querer empurrar.





Raul Lopes em 29/03/10 | comentar | 4 comentários

Com a Catedral a rebentar pelas costuras o GLORIOSO deixou o Braga a ver o título por um canudo.

Sem fazer uma exibição de alto gabarito, o BENFICA demonstrou inequivocamente porque é líder e vai ganhar a Liga este ano, com todo o mérito.

 O Braga com um posicionamento no terreno de jogo digno de registo, com todas as suas pedras a saber o que fazer, foi insuficiente para um BENFICA individual e colectivamente forte.

É certo que o Braga veio para a Luz tentar o empate, mas um golo no fim da primeira parte, em período de descontos, fez ruir toda a estratégia de Domingos Paciência. Não tenho dúvidas que o golo de LUISÃO é tão decisivo como aquele que marcou ao sporting, há cinco anos.

O BENFICA ainda na primeira parte podia e devia ter marcado mais golos, recordo a perdida de SAVIOLA, após lance falhado de Filipe Oliveira e as várias perdidas de CARDOZO, que esteve em noite para esquecer. Aliás na segunda parte CARDOZO continuou a desperdiçar golos feitos, lembro que lhe faltou garra em três lances junto à baliza de Eduardo.

Na segunda parte o Braga tentou inverter a situação de desvantagem, com as entradas de Luís Aguiar e Mateus,  mas o nosso BENFICA manteve a sua qualidade e competência, embora com certa ansiedade, que lhe mereceu a vitória indiscutível.

Segue-se, no âmbito da LIGA EUROPA, o Liverpool na próxima quinta-feira. A LUZ, estou certo, irá encher de novo e irá vibrar com mais uma vitória do nosso BENFICA que irá catapultar, finalmente, o BENFICA para um firmamento Europeu e Mundial do qual andou arredado vários anos.




Sábado, 27 de Março de 2010

Miguel Álvares Ribeiro em 27/03/10 | comentar | 3 comentários

Como acumulou um passivo muito significativo, o Benfica terá forçosamente que aumentar receitas nos anos mais próximos, de forma a conseguir resultados positivos e ir abatendo o passivo. Isso poderá, naturalmente, passar pela venda do passe de um ou outro jogador em circunstâncias especialmente favoráveis. Dado o assédio de alguns colossos do futebol europeu, não acredito mesmo que consigamos manter na próxima época algumas das principais referências da equipa.

 

Mas a venda do passe de jogadores tem que ser vista como uma situação excepcional, devendo o Benfica ter como estratégia que a sua principal “área de negócio” seja a do sucesso desportivo. Para isso é imprescindível manter uma equipa de grande nível, que renove constantemente este enorme entusiasmo que gerou em torno dos adeptos, que depois extravasa para todos os sectores desportivos.

 

Dito de uma forma mais terra-a-terra, o Benfica não pode ter como objectivo vender bem, todos os anos, os seus principais jogadores, mas sim ter uma equipa presente na discussão de todas as principais provas que disputa, com presença regular na Champions League, e gerar, por via desses sucessos, cada vez mais receitas.

 

A imprensa fala já na possibilidade de o Benfica vender 7 jogadores do seu plantel: Luisão, David Luiz, Javi Garcia, Ramires, Di Maria, Fábio Coentrão e Cardozo. Espero que a Direcção nem sequer como hipótese admita uma situação deste tipo. Isso seria um retorno ao passado com consequências totalmente imprevisíveis, mas que nada de bom auguraria.

 

A necessidade de realizar capital para abater o passivo, a particular valorização de alguns jogadores nesta excelente época do Benfica que simultaneamente é ano de Mundial, e a progressiva integração dos reforços de Inverno levam-me a admitir que o Benfica possa vender 2 ou 3 jogadores, para os quais até já tem algumas alternativas. O assédio de alguns dos grandes clubes europeus e a vontade dos próprios jogadores serão certamente elementos determinantes neste processo.

 

Dada a sua enorme projecção, não tenho muitas esperanças de que se consiga manter Di Maria no plantel, mas gostaria de pensar que o contrário se verificaria com os restantes elementos mais jovens e com maior margem de progressão. Se, como se diz, o Benfica tiver que vender 3 jogadores, eu optaria por Di Maria, Cardozo e Luisão mas temo que não seja fácil segurar Ramires, Javi Garcia e David Luiz.

 

Relativamente a David Luiz, jogador de que gosto particularmente, permito-me transcrever parte de uma entrevista dada a “A Bola” , que mostra que além de grande futebolista é um grande homem:

 

 

- Tem-se falado e escrito muito sobre o seu futuro e vários têm sido os grandes clubes europeus interessados na sua contratação. Qual é o ponto da situação?


- Eu estou no maior clube do Mundo, não estou preocupado com o futuro, o Benfica é a minha casa. Quando vim para cá poucos acreditavam em mim, tinha 18 anos, mas o presidente Luís Filipe Vieira foi-me buscar e apostou sempre em mim. Aliás, o presidente tem sido a alma deste clube, tem estado sempre presente junto da equipa com sacrifício da sua vida pessoal e profissional. Portanto, o mínimo que eu posso fazer é retribuir com trabalho e o meu futuro está nas mãos dele. O que Luís Filipe Vieira disser será o meu futuro!

 

 

P. S. - Com uma exibição mais do que suficiente, frente a um Porto muito fraco e de cabeça perdida, já conquistámos o primeiro troféu oficial da época. Para terminar em grande o decisivo mês de Março, só falta ganhar logo ao Braga, o que praticamente garante a conquista da Super Liga.




Quarta-feira, 24 de Março de 2010

 

No plano desportivo, estamos falados: na presente época, o Porto disse adeus a todas as Ligas – da Liga dos Campeões 2009/2010, saiu pela porta pequena, na de 2010/2011, nem por uma janela entrará, da Liga Sagres já está arredado e, para terminar, foi goleado pelo Glorioso na final da Taça da Liga.

 

Ou seja, Ligas para o Porto, nem vê-las! Mas será mesmo assim?

 

Tudo quanto referi acima aplica-se ao plano desportivo, mas Pinto da Costa não dorme e já idealizou qual a Liga que o Porto pode ganhar neste ano – a Presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

 

Muito convenientemente, há cerca de um mês e meio, Fernando Gomes apresentou a sua demissão da SAD do Porto, mantendo-se embora como vice-presidente deste clube.

 

O motivo divulgado nessa altura prendia-se com divergências pela contratação de Kléber pelo Porto. Afinal, Kléber não foi contratado e Fernando Gomes saiu na mesma...

 

E porquê? Porque Pinto da Costa lhe traçou outra missão – a de conquistar a Presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

 

De imediato, Fernando Gomes terá começado a procurar apoios, tendo tido a “lata” de afirmar, em entrevista à Lusa neste mês de Março, que não tinha ainda o apoio de qualquer clube…

 

Pois, andamos todos a dormir e acreditamos mesmo que Fernando Gomes resolveu apresentar uma “candidatura espontânea”…

 

Com a política de empréstimo de jogadores seguida pelo Porto nos últimos anos, está desde já assegurado o apoio de um largo número de clubes, quer estejam já a beneficiar de tais empréstimos, quer almejem a tal e queiram estar “nas boas graças” de Pinto da Costa e seu séquito.

 

O Fernando Gomes que vai apresentar-se para a Presidência da Liga será, certamente, um lobo com pele de cordeiro, cheio de boas intenções para gerar consensos, paz e amor para todos os clubes!

 

Convém é não esquecer que é a mesmíssima pessoa que, exactamente há um ano, em entrevista ao JN, deixou bem claro o seu ódio pelo Benfica.

 

Permitam-me a transcrição de uma pequena parte dessa entrevista.

 

À pergunta “Chegou a temer que o F. C. Porto não jogasse a Champions em 2008/09?”, respondeu então Fernando Gomes:

 

“Foi um episódio muito negro e que só sucedeu porque houve uma pessoa que, exorbitando as suas competências, funcionou como "musa inspiradora" do senhor Cunha Leal, que, apesar de não perceber nada de regulamentos e de ter sido responsável por dois grandes escândalos do futebol português - a inscrição de Ricardo Rocha pelo Benfica e a permissão da realização do jogo Estoril-Benfica no Algarve - lançou a nuvem do artigo 1.04, gerando um alarido que levou a UEFA a abrir o processo. Foi também essa "musa" que deu todas as dicas ao "renomado" José Manuel Delgado, permitindo-lhe que efectuasse uma campanha lamentável contra o F. C. Porto no jornal A Bola. Ainda mais grave é um clube que não logrou atingir a Liga dos Campeões ter agido sem pensar nas consequências para o futebol português. E depois ainda tiveram a lata de vir dizer que, se ganhassem esse direito através dos tribunais, não iriam participar. Só dá mesmo vontade de rir!”

 

Nessa mesma entrevista, a dado passo Fernando Gomes afirma:

 

“O FC Porto não se entrega nas mãos do acaso para ser bem sucedido. Não o faz a nível desportivo e também não o faz ao nível financeiro.”

 

Acrescento eu: também não o faz ao nível das arbitragens e, claramente, planeia também não o fazer ao mais alto nível dirigente da Liga.

 

Temos que estar altamente vigilantes e atentos, porque novas jogadas de bastidores estão a ser cuidadosamente preparadas. O Benfica incomoda muita gente e o Polvo não dorme!

 

 

 




Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Pedro Fonseca em 22/03/10 | comentar | 6 comentários

 

Neste momento de euforia legítima, natural e humana, lembrei-me, vá lá saber-se porquê?, de recentes palavras de Carlos Carvalhal. O treinador do Sporting disse, e cito de cor: “A derrota tem um rosto, mas a vitória tem muitos rostos”.
É uma frase certeira. Lembrei-me disto ao reflectir sobre esta época excepcional do Benfica (eu sei que ainda só ganhamos a Taça da Liga), e que ontem deu mais um exemplo avassalador de força.
Qual é o rosto da(s) vitória(s)? Jorge Jesus, sem dúvida, que trouxe trabalho, responsabilidade, competência, liderança. Rui Costa, sem dúvida, também, que carrega a mística, blindou o balneário, transpira classe e garra, garante a experiência e a mundividência. Nuno Gomes, sem dúvida, que aceita humilde um papel secundário no relvado, mas que é fora dele e no balneário a alma, o cimento que une as várias sensibilidades, o líder que todos respeitam.
Luisão, claro que sim, um capitão sempre presente e à altura do seu posto. Todos os jogadores do plantel, sem excepção, e mais Pietra (a velha glória) e Raul José, Miguel Quaresma, e todo o staff técnico (perdoem-me esquecer os nomes de alguns) – claro, claro que são rostos das vitórias. E os adeptos, os sócios, os milhões de benfiquistas, rostos também desta(s) vitória(s).
Deixem-me, porém, sublinhar um rosto acima de todos os outros. Acima, não só porque é o Presidente do Benfica, mas porque teve e tem totais responsabilidades na escolha de todos os outros rostos.
Rui Costa – foi Luís Filipe Vieira quem o escolheu para o cargo de director desportivo, que manifestamente lhe serve como uma luva e cujo desempenho tem sido decisivo para esta empolgante época do Benfica;
Jorge Jesus – foi Luís Filipe Vieira quem o escolheu para treinador do Benfica e o resgatou a outras paragens, com os resultados que se conhecem;
Nuno Gomes – foi Luís Filipe Vieira quem o “obrigou” a ficar e o Nuno é hoje uma peça essencial do balneário;
Luisão – o nosso central-capitão sabe bem da importância de Vieira na sua carreira;
Sócios e adeptos – poucos têm dúvidas de que Vieira é o “Presidente do Povo”.
Se quem manda, quem lidera, ou quem preside, tem de aguentar e dar a cara, quando os tempos são difíceis, também é justo que se realce a dedicação, o trabalho, a certeza das escolhas, a preserverança no caminho trilhado, a coragem de enfrentar todos os riscos e todas as adversidades, quando o tempo é de bonança e o futuro risonho. Luís Filipe Vieira merece, assim, ser o rosto principal deste novo tempo de vitórias e empolgamento, deste novo Benfica, porque foi ele quem escolheu os outros rostos.




Mais uma edição da Taça da Liga, mais uma vitória do BENFICA. Perante um fcp perfeitamente descaracterizado, sem chama e muito nervoso o SLB nem precisou de acelerar muito para obter uma vitória perfeitamente convincente. O nervosismo dos azúis e brancos ficou bem estampado pela obtenção do primeiro golo do BENFICA e pela intervenção de Nuno. Posteriormente pelas múltiplas picardias fomentadas por Bruno Alves que devia ter sido expulso.

A gestão do plantel cuja responsabilidade é de JJ foi brilhante. Realço o óptimo jogo de AIRTON que substituindo JAVI GARCIA foi simplesmente impecável. Considero-o o homem do jogo.

Depois um CARLOS MARTINS em noite sim, marcando um golo de livre, fantástico,. acerca de 35m da baliza azul. Finalmente mais uma arrancada de RUBEN AMORIM, lembrando a de MARSELHA e finalizada por CARDOZO.

É este o actual BENFICA, equipa coesa, tranquila, muito bem orientada com todos os jogadores com grande espírito de conquista, jogando ou estando no banco de suplentes. Depois de um grande jogo efectuado na quinta feira passada o nosso GLORIOSO foi, neste jogo, portador de uma invejável frescura fisíca e mental que lhe permitiu banalizar, mais uma vez, um adversário que se tornou medíocre perante a categoria e classe revelada pelos nossos jogadores.

É hora de pensarmos e ambicionarmos em grandes conquistas não só no plano interno mas também na esfera internacional.

Penso que, com este élan demonstrado em vários jogos pelo SLB, é muito difícil a alguma equipa do mundo obter qualquer resultado positivo perante nós.

O fcp colocou em campo as suas fraquezas, as más contratações , a pouca categoria de alguns jogadores, em suma o desastre da gestão desportiva de Pinto da Costa, nesta época .




Sábado, 20 de Março de 2010

Miguel Álvares Ribeiro em 20/03/10 | comentar | 6 comentários

Até aqui o decisivo mês de Março, como lhe chamei nos meus últimos posts, foi cumprido com grande sucesso e mérito pelo nosso Benfica. Se ganhar os dois jogos que ainda faltam neste mês teremos já o principal objectivo, da conquista da Super Liga, praticamente atingido e ainda a Taça da Liga como complemento.

 

A espantosa exibição do Benfica em Marselha foi uma demonstração enorme da qualidade do nosso plantel e da superior estratégia montada por Jorge Jesus. Só faltou uma maior eficácia dos avançados para alcançarmos um resultado histórico, mas a qualidade do futebol praticado e a reviravolta operada no marcador depois do injusto golo do Marselha, levantou o ego de todos os Benfiquistas e aumentou as expectativas no que toca à Liga Europa.

 

 

Inevitavelmente, este sucesso trouxe novamente uma maior preocupação com o calendário e a gestão do plantel. Após a final da Taça da Liga, teremos uma nova sucessão “louca” de 5 jogos em cerca de 2 semanas: 27/01/03/08/11 respectivamente contra, Braga (casa), Liverpool (casa), Naval (fora), Liverpool (fora) e Sporting (casa).

 

Mantenho, tal como Jesus, a opinião que se deve continuar a apontar como objectivo prioritário a conquista do título. Deste modo, o jogo contra o Braga será, naturalmente, o que irá merecer maior atenção por parte da equipa técnica do Benfica, já que será absolutamente decisivo para a atribuição do título e, se conseguirmos vencer por 2-0 ou mais (ganhando vantagem para uma hipotética igualdade pontual final), passamos a dispor de um muito maior à-vontade para poder gerir o plantel nos jogos da Super Liga.

 

Começa também a perceber-se que os reforços de Inverno, apesar de ainda jogarem geralmente poucos minutos, começam a justificar as hipóteses que lhes são dadas, como foi o caso mais recente de Kardec e do bonito e decisivo golo (à ponta de lança) que marcou em Marselha. A progressiva integração destes elementos é fundamental para o futuro do Benfica, não só porque não acredito que consigamos manter na próxima época algumas das “jóias da coroa”, mas também por permitirem uma maior rotatividade de algumas peças chave do plantel.

 

Já com menor incerteza, mantenho o final do post de há 2 semanas: vencendo os desafios de Março, o Benfica pode ambicionar uma época notável com todos os títulos que ainda disputa.

 

Força Benfica!

 




Sexta-feira, 19 de Março de 2010

António de Souza-Cardoso em 19/03/10 | comentar | 8 comentários

É um consolo ver o Benfica a jogar como ontem em Marselha.

Se conseguíssemos manter sempre este nível de concentração e de intensidade de jogo, o Benfica seria não só campeão nacional, como campeão europeu.

Não é sério desvalorizar a equipe do Marselha. A verdade incontornável é que se trata de uma grande equipa que disputa directamente com o Lyon e o Bordéus a liderança da Liga Francesa. Lyon e Bordéus que acabam de passar aos quartos de final da Champions mostrando, para quem não quer ver, a enorme competitividade do campeonato francês.

O Marselha que mostrou no Estádio da Luz que tem uma das melhores equipes da Europa, não conseguiu, nem consegue ter argumentos para um Benfica a jogar da maneira como ontem jogou.

Apesar de alguma falta de eficácia de jogadores que não costumam falhar tanto – falo de Angel Di Maria e Oscar Cardozo, e apesar de Júlio César ter sido, no meu entender, novamente mal batido, este Benfica foi um gigante de crer, de empenho e de dedicação ao jogo.

Assim o nosso sonho não tem que ter limites.

E mesmo com um difícil calendário e com má sina que nos persegue em cada sorteio, estou seguro que o Benfica voltará a fazer história na Luz e em Anfield Road, na final antecipada contra o Liverpool.

Agora vem a Taça da Liga. E eu acho que Jesus deve fazer descansar alguns jogadores. Não tanto por não valorizar a Taça da Liga. Não ainda por não querer ganhar ao Futebol Clube do Porto.

 Mas porque acho sinceramente que este ano, sobra muito Benfica quando o comparamos com o Porto. Finalmente….

Depois virá o Braga, no jogo mais decisivo para a definição do próximo campeão nacional.

Se nestes dois jogos decisivos, jogarmos como em Marselha, estaremos muito próximos de poder dizer que a Grandeza e a Glória do Benfica, ressuscitaram pela mão (não de Vata) mas de Jesus.

 

António de Souza-Cardoso

 




Quinta-feira, 18 de Março de 2010

José Esteves de Aguiar em 18/03/10 | comentar | 27 comentários

 

 
O meu Pai era bracarense de nascimento e passou uma boa parte da sua vida em Braga, sendo um adepto de futebol bastante moderado, mas com um carinho especial pelo Sporting local.
 
Desde que me lembro de ouvir falar de futebol, dizia-me o meu Pai que devíamos apoiar o nosso clube do coração nas competições nacionais e apoiar todas as equipas Portuguesas, quando se tratasse de confrontos internacionais.
 
Certo é que cresci com essa mentalidade e coloquei-a em prática durante muitos anos.
 
É claro que, vibrar intensamente, era só com os êxitos do Benfica, mas ficava satisfeito com as vitórias internacionais de qualquer equipa Portuguesa.
 
Lembro-me, perfeitamente, de me encontrar em Itália quando, em 1987, o F. C. Porto ganhou a primeira Taça dos Campeões Europeus e de festejar o triunfo como uma vitória de Portugal.
 
Acredito que o facto de me encontrar nessa altura fora de Portugal me tivesse dado mais orgulho pelo feito de uma equipa Portuguesa, mas realmente festejei então a vitória do Porto.
 
Acontece que, no ano imediato, o Benfica atingiu a final da Taça dos Campeões Europeus, que veio a perder para o PSV Eindhoven. Nas semanas que antecederam esta final, já era possível observar, nas bancadas do Estádio das Antas, tarjas com dizeres do tipo “PSV cumpre o teu dever” (!)
 
Pior, muito pior, foi no dia em que o Benfica perdeu a referida final, pois os adeptos portistas vieram para a rua festejar de forma tão efusiva que alguém, nessa altura, comentou que parecia um S. João antecipado.
 
A mesmíssima situação repetiu-se dois anos depois, em 1990, quando o Benfica disputou e perdeu a final da Taça dos Campeões Europeus para o ACMilan.
 
O ódio contra o Benfica que havia sido semeado e adubado por Pinto da Costa, atingia o seu clímax, vendo-se adeptos portistas a festejarem as vitórias dos adversários do Benfica como se de vitórias do seu próprio clube se tratasse!
 
Confesso que, desde essa altura, mudei a minha forma de viver os confrontos internacionais. Não os de todos os outros clubes Portugueses, mas apenas os do Porto, numa lógica de “amor com amor se paga”.
 
Não festejo os insucessos internacionais do Porto, mas também não os lamento.
 
Curioso é ver que os meus filhos pequenos, Benfiquistas nascidos e criados na cidade do Porto, não aceitam sequer a possibilidade de seguirem à risca a filosofia desportivamente correcta que o Avô defendia e que eu próprio lhes procurei transmitir. Fazem-no, sim, em relação a todos os outros clubes Portugueses, mas rejeitam liminarmente apoiar qualquer jogo internacional do F. C. Porto.
 
A justificação é muito simples: na escola, os adeptos portistas são implacáveis em relação aos resultados do Benfica e, obviamente, quem não se sente, não é filho de boa gente.
 
Antes de terminar, gostaria de partilhar com os leitores deste blog uma situação caricata que se passou aquando da recente derrota por 5-0 do Porto no campo do Arsenal.
 
Mal terminou a partida, os portistas ressabiados, em vez de falarem sobre o jogo da sua equipa, começaram a postar – por exemplo no Facebook – vídeos de derrotas do Benfica, tais como a de Vigo ou, mais recente, a do ano passado, na Grécia.
 
Também em numerosos blogs, os adeptos portistas esperneavam em todos os sentidos, procurando atenuar a sua frustração, recorrendo a situações de desaires do Benfica.
 
Realmente, pertencemos a um clube enorme – não só serve para nos animar nas nossas vitórias, como para animar os portistas nas derrotas deles!!!
 
 
 
 
 
 



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