Domingo, 31 de Janeiro de 2010

 

Na véspera das comemorações da implantação da República, o Guimarães veio à capital do País tentar um bom resultado perante um avassalador BENFICA.

 

Perante mais de 50.000 espectadores o Vitória vacilou e perdeu.  Isto não quer dizer que a Monarquia baqueou perante a República. Quer dizer, isso sim, que D. Afonso Henriques , desta vez , não ultrapassou o grande Benfica como o tinha feito para a eliminatória da taça de PORTUGAL.

Com uma primeira parte soberba, o Benfica só não foi para o intervalo com vantagem porque Elmano Santos não viu um clarissimo penalty cometido por Moreno.

Com um Cardozo em noite negativa surgiu um CARLOS MARTINS em noite endiabrada, culminada com um terceiro golo de se lhe tirar o chapéu.

Pena foi a mão na bola na 2ª parte que lhe valeu a expulsão e obrigou o GLORIOSO a jogar 20 minutos com 10 jogadores.

Mas os dois golos que marcou, sobretudo o terceiro servem de atenuante para o desequilibrio psicológico  que sofreu.

Gostei , francamente, do VSC equipa equilibrada , perigosa e que, desta vez, assumiu o jogo de uma forma interessante onde Nuno Assis protagonizou um excelente jogo.

O actual BENFICA pode dar-se ao luxo de prescindir de um RAMIRES não vindo qualquer mal ao mundo.

Como JJ disse após o jogo, em outras circuntâncias, o brasileiro teria jogado.

É cada vez mais determinante uma equipa de futebol ter jogadores de nível equiparado para poderem jogar em qualquer altura, sempre que forem solicitados.

É isto que se passa no actual BENFICA. Rigor, classe dos jogadores, mesmo os chamados suplentes, consistência de jogo, autencidade , determinação e empenho.

Estou certo que é um regalo para os espectadores ver jogar o actual GLORIOSO.

 

 




Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Miguel Álvares Ribeiro em 30/01/10 | comentar | 1 comentários

 

A grandeza de um clube mede-se em grande medida pelos resultados desportivos, particularmente da sua equipa profissional de futebol. Mas não só. A grandiosidade implica mais que isso.

 

No caso do Benfica, os resultados desportivos, do futebol e não só, estão a fazer jus a essa grandeza do clube. Mas não é só!

 

Ainda no plano desportivo, a entrega pela UEFA ao Benfica da organização da final da maior competição europeia de futsal, é um sinal claro da capacidade organizativa e do respeito que o clube merece nas instâncias internacionais.

 

Mas, o que realmente tem feito nestes dias do Benfica um clube grandioso é a Fundação Benfica. Este projecto, com nobres propósitos sociais, que fica a dever-se essencialmente a Luís Filipe Vieira, já deu mostras de grande dinamismo e terá certamente implicações muito mais profundas do que se previa inicialmente. Uma das maiores será certamente a de catapultar o Benfica para a grandiosidade que não está ao alcance de qualquer clube de futebol.

 

O sucesso e grande dinamismo da Fundação Benfica deve-se também em grande parte à visão e entrega de Carlos Móia, um nortenho de Ovar, seguramente um dos maiores dirigentes desportivos de Portugal. Numa interessante entrevista, dada já quase há um ano (www.google.com/imgres), Carlos Móia declarava “atingi o ponto mais bonito da minha vida: ser presidente da fundação”. Este tipo de simplicidade é característico de pessoas excepcionais – diria mesmo, grandiosas!

 

 

 

Entre as iniciativas mais recentes e notáveis da Fundação Benfica vou ressaltar duas:

 

No início da semana recebemos o Jogo contra a pobreza, iniciativa que pela primeira vez associou directamente a ONU a um clube de futebol e que contou, também pela primeira vez, com o alto patrocínio da FIFA e da UEFA em conjunto. E foram mais de 50.000 benfiquistas a contribuir para o espectáculo e para uma causa maior.

 

Ontem, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, foi assinado um protocolo entre a Fundação Benfica e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que proporcionará cuidados de saúde para uma centena de jovens carenciados do concelho da Amadora, abrangidos pelo projecto Radial de Operações Fundação Benfica.

 

São iniciativas como esta que fazem de um grande clube um clube grandioso.

 

O Benfica é grandioso! Viva O Benfica!

 

 




Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

António de Souza-Cardoso em 26/01/10 | comentar | 18 comentários

O pretexto foi triste. Mas o resto foi tubo bonito. Nenhum estádio do Mundo saberia acolher daquela maneira e com tamanha participação um jogo de solidariedade com estas características.

Poucos clubes no Mundo têm tantas glórias internacionalmente conhecidas como o Benfica, para poder abrilhantar esta Festa.

E por isto tudo foi um momento único.

Do toque de Eusébio, ao voo da águia, ao saudoso e triunfante regresso de Miccoli (que dupla, com Nuno Gomes!!), à inteligência de Sheu e de Valdo, à elegância de Humberto ou de Néné, à vontade imensa (e rechonchuda) de Magnusson, à juventude eterna de Karel  Poborsky ou de Veloso, ao talento infindável de Fernando Chalana, à entrega de Rui Águas ou de Pietra, à magia de Rui Costa, a todos os outros que mais uma vez honraram a camisola do Benfica, às estrelas do grande futebol Mundial com especial deferência para um Senhor chamado Zinedine Zidane, tudo ajudou para uma noite de memória inesquecível que nos fará também lembrar o sofrimento de tantos milhares de haitianos.

Hoje realizou-se o sorteio para a Taça da Liga. É verdade que não há campeões sem sorte. Mas a sorte devia poder distribuir-se com melhor equidade. Se repararem neste percurso da Taça da Liga, o Porto corre o risco de ir à final sem que lhe tivesse calhado uma equipe verdadeiramente difícil.

Foram também conhecidos os despachos de pronúncia de Hulk e Sapunaru. E percebido da gravidade dos factos e das penas em que incorrem. Se a justiça for feita (principalmente no caso do reincidente Hulk), Jesualdo não tem que estar desgostoso com a demora. Porque vai demorar muito mais a poder contar com os dois “pugilistas”.

O Porto lá vai tentando cavar outros túneis mas, felizmente, as pessoas já conhecem o truque e sabem muito bem distinguir a obra-prima da prima do mestre-de-obras.

 

António de Souza-Cardoso

 




Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Pedro Fonseca em 25/01/10 | comentar | 23 comentários

Hoje à noite o Benfica junta mais uma estrela ao seu equipamento. Não se trata de nenhum título europeu, nem nacional. Trata-se de um simples jogo de futebol. Porquê então esta referência?

 

O jogo chama-se “Contra a Pobreza”, o que só por si merecia um aplauso generalizado. Mas se todos ainda tivermos presente a catástrofe ocorrida no Haiti, para onde serão encaminhados as centenas de milhar de euros recolhidos com este jogo, então percebemos bem que o Benfica é mais que um clube de futebol.
Só uma instituição planetária da dimensão do Benfica conseguia que um jogo desta grandeza ética, moral e humana, onde vão estar presentes algumas das maiores vedetas do futebol mundial da actualidade e de todos os tempos, fosse realizado na Luz.
A Luz, a nossa catedral, foi a escolhida para acolher um evento desta grandeza e simbolismo. O Benfica, através da Fundação Benfica, é o organizador desta iniciativa cuja receita terá o destino mais nobre e justo.
Palavras para quê? Quando um clube de um país pequeno, pobre e periférico, é elegido como porta-estandarte de uma acção humanitária com esta envergadura percebemos bem porque é que “nós somos o país, nós somos Portugal”.
Melhor ainda. A acção do Benfica ultrapassa fronteiras, sobrevoa oceanos, abrange o mundo inteiro. Quando daqui a alguns anos, que esperamos sejam poucos, começar a reconstrução do Haiti, o Benfica estará a ela ligada umbilicalmente, como uma verdadeira ONG (Organização Não Governamental), lado a lado com a AMI e os Médicos Sem Fronteiras. Qual o clube mundial que se pode orgulhar deste reconhecimento?
Face a isto, o que importam os túneis, os discursos incendiários, as tricas e bagatelas do costume? Como se costuma dizer: cada um tem o que merece.




Raul Lopes em 25/01/10 | comentar | 2 comentários

A vitória do glorioso, no Rio Ave, foi mais uma viagem onde a classe e a a eficiência do futebol do BENFICA vingou, mais uma vez. Cosme Machado ainda tentou colocar alguma espuma nesta vitória, mas foi incapaz de conseguir tal pretensão. Com um penalty de Gaspar por assinalar e outro não existente (David Luís jogou apenas e só a bola) o árbitro tentou pôr alguma espuma na taça da cerveja mas não logrou o objectivo.

Com um início de 2ª parte em grande estilo o BENFICA passou para a frente com um  grande golo de CARLOS MARTINS, golo que leva seguramente muitos espectadores aos estádios de futebol. E esta taça bem precisa deles - destes golos e de espectadores.

Depois lá veio um penalty inventado por Cosme e o golo imerecido do Rio Ave. Das duas uma: ou expulsava David Luís e marcava penalty, o que não fez, ou nada marcava, a não ser o competente corner.

Enfim ... erro de principiante.

DI MARIA terminou com as veleidades de Cosme e após grande assistência de CARDOZO marcou o segundo golo com uma frieza que é conveniente assinalar.

Mais uma vitória numa competição que tem necessariamente de ser credibilizada.

Não só pela ausência de espectadores - só o BENFICA tem  massa adepta para encher estádios - mas também pela organização da Liga que, em termos regulamentares, tão mal tem tratado esta taça.

Finalmente direi que até gosto de cerveja com espuma mas esta cerveja pareceu-me uma imperial em fim de barril.

Só a classe da exibição do BENFICA conseguiu dar alguma espuma a este jogo.




Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Miguel Álvares Ribeiro em 23/01/10 | comentar | 20 comentários

 

 

Que a grande época que o Benfica está a fazer está a causar grande mossa e apreensão para os lados do Dragão, já não é novidade nenhuma. Pior ainda, a organização de que tem dado provas, aliada a uma estratégia de futuro, parece estar a semear o pânico entre as hostes portistas.

 

O desespero dos seus apaniguados é agora bem visível e mais um motivo para que os Benfiquistas estejam ao mesmo tempo satisfeitos e atentos. As recentes declarações de PC mostram claramente o grau de desespero que se sente no Dragão. Fez bem o nosso Presidente em o ignorar e apenas responder indirectamente e com elevação, sem sequer lhe atribuir importância suficiente para que se estabelecesse o diálogo que a maioria da imprensa gostaria.

 

Que a imprensa se tem prestado aos mais variados fretes a essa estrutura indigna não é novidade nenhuma, mas foi exemplarmente recordada pelas escutas que recentemente foram colocadas online e que recordam o episódio de Deco no “pato” (www.youtube.com/user/tripulha#p/u/4/P2dX61WvLDE), sobejamente conhecido, onde um conhecido e, até à altura prestigiado, comentador desportivo se prostitui perante PC e o FCP, para "lavar" o comportamento de Deco, que assim se saiu praticamente incólume de um acto de grave indisciplina perante o árbitro.

 

Apesar de tudo, quando se trata de imprensa privada, esta opção, sempre criticável do ponto de vista deontológico, merece necessariamente o julgamento dos seus accionistas e do seu público (razão pela qual já deixei de contribuir para a maioria dela e nunca assinei a Sport TV). Custa mais a perceber que um serviço público informativo, pago por todos nós, quer queiramos quer não, através dos nossos impostos, se preste ao mesmo tipo de servicinhos, como foi escandalosamente patente nestes dias pela Lusa e acontece frequentemente com a RTP.

 

Acho que está na hora de afrontar este tipo de comportamentos e de dizer claramente que estruturas públicas, obrigadas pelo seu próprio estatuto a prestar um serviço público, não podem estar ao serviço de interesses particulares. Apesar de tudo, como já vão sendo conhecidos os modos de actuação dos dirigentes desta colectividade, os danos causados por este tipo de actuação serão cada vez menores e vão dando principalmente uma nota clara do grau de desespero que atingiram.

 




Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

António de Souza-Cardoso em 20/01/10 | comentar | 6 comentários

Julgo que vivemos hoje o momento mais importante do campeonato. Aquele onde o futuro pode ser antecipado ou adiado.

A vitória contundente e limpa com que o Benfica despachou o Marítimo e o empate que o Porto consentiu, por culpa própria, com o Paços de Ferreira, colocaram Benfica e Braga a 6 pontos do Porto e acossaram ainda mais uma equipe que, longe do brilhantismo dos anos anteriores, se refugia agora na habitual dramatização e vitimização à espera de, com ameaças e suspeitas, poder compensar a falta de talento que tem demonstrado dentro de campo.

Julgo que o Benfica e os Benfiquistas devem estar preparados para um crescendo de vitimização e dramatização. E devem responder a isso com a serenidade de quem sabe que tem nesta altura um colectivo melhor.

Por isso a importância de nos concentrarmos no nossos trabalho.

Na próxima jornada o Porto desloca-se ao difícil campo do Nacional da Madeira e o Benfica recebe em sua casa o Guimarães. Julgo que este momento de fragilidade do “dragão” deve ser aproveitado. Com concentração e serenidade.

Sem deslumbramentos nem reacções excessivas. Deixemos que o desgaste sobre para quem simula estar agastado. Não nos perturbemos e, pelo contrário, percebamos a importância do momento.

Se for preciso dar nota de alguma preocupação ela deve ser dada em relação à equipe que tem os mesmos pontos que nós e que já demonstrou ser a segunda melhor do campeonato.

Recolhimento e probidade, determinação e concentração no trabalho grande que há ainda a fazer, devem ser hoje as preocupações essenciais do Benfica.

Acompanhadas, claro, do mesmo espírito de liderança e coesão interna. Por isso me repugna uma saída de Nuno Gomes que a tantos clubes interessa mas que ao Benfica importa mais que a qualquer um. Pela história que tem no clube, pela liderança, experiencia e confiança que transmite ao grupo e que tão importante é neste momento decisivo.

Julgo que a palavra de ordem é “deixar os cães a ladrar” e tocar a caravana para a frente. Concentremo-nos no jogo com o Guimarães.

Até lá, com a confiança de quem sabe o que vale, podemo-nos entreter a trautear a música inesquecível de Zeca Afonso – Venham mais cinco….

 

António de Souza-Cardoso

  




Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Pedro Fonseca em 18/01/10 | comentar | 12 comentários

O carácter dos homens vê-se nas pequenas coisas. Jorge Jesus, por exemplo, ama o futebol, respira futebol, mas a doença grave do pai diz-lhe que há mais vida para além do futebol e há coisas bem mais importantes. Jorge Jesus aprendeu que assim é. É um homem de carácter.

 

Luís Filipe Vieira, por exemplo, podia ter incendiado o país e o futebol português. Sabe a força da sua palavra e sabe os milhões de adeptos que representa. Com o Benfica por cima podia ter cavalgado esta onda vermelha e partir a louça toda. Preferiu e bem a serenidade e o bom senso. É um homem de carácter.
Rui Costa, por exemplo, sabe da força do seu estatuto de intocável. Sabe bem o que se vem passando nos bastidores para prejudicar o Benfica. Podia lançar anátemas, vinganças, ódios. Podia preparar estratégias de pressão, mil jogadas de bastidores. Preferiu e bem adoptar a postura que melhor lhe cai e é a sua imagem de marca: reservado e imperturbável. É um homem de carácter.
Outros, não. Lançam mão de tudo. Utilizam tudo, família incluída, para melhor atingirem os seus objectivos rasteiros, sem grandeza, sem desígnio, sem causa. Apenas e só a pensar na sua sobrevivência, na manutenção do seu poder espúrio e efémero.
Contra os que gostariam que entrássemos numa guerra civil, o sul contra o norte, as ilhas contra o continente, o litoral contra o interior, nós dizemos que somos a bandeira da união, o máximo denominador comum dos portugueses, a convergência nacional.
Nunca o grito “Benfica é Portugal” foi tão necessário, tão eloquente, tão grandioso. Deixando para os outros as pequenas tricas, ignorando os velhos agitadores, desprezando os que fazem da raiva a sua razão de viver, Vieira disse na Madeira (um lugar simbólico) o que se exigia de um líder: “O Benfica é Portugal”. Nunca como hoje temos que defender esta mensagem.
Post-Scriptum: O meu amigo Raul Lopes assume com brilhantismo o papel de comentar os jogos do Benfica. Foi mais uma vez certeiro, eloquente e talentoso na sua crónica sobre o Marítimo-Benfica, pelo que lhe endereço os meus parabéns. Sem espinhas.



Domingo, 17 de Janeiro de 2010

O jogo dos Barreiros que se antevia difícil para o BENFICA acabou por ser fácil sobretudo após os primeiros 28 m de jogo.

Com efeito o comportamento de alguns jogadores do Marítimo fez que o jogo fosse um passeio informal para o SLB que assim conseguiu amealhar mais três pontos para a caminhada do título e assim disfrutar de uma agradável  viagem à pérola do atlântico.

Com um lance de sorte no primeiro minuto de jogo, ( uma bola que tabelou em David Luíz e foi ao poste da baliza à guarda de QUIM) o BENFICA foi lentamente tomando as rédeas do jogo.

Apesar do ínicio do jogo não ter sido brilhante para o BENFICA, o seu grande colectivo foi dando a volta à situação e ao minuto 28m SAVIOLA (mais uma vez) após grande insistência de CARDOZO fez o que sabe: o golo.

Após as expulsões acabou o jogo não terminando com o score do ano passado porque o BENFICA não quiz.

Esta viagem à Madeira foi assim um passeio turístico para o SLB que demonstrou mais uma vez e de forma inequívoca que joga um futebol de grande pendor atacante sabendo a sua equipa marcar golos para todos os gostos.

Importante considero as declarações de LFV que ignorando pura e simplesmente o fcp e o seu presidente disse para mais de mil e trezentas pessoas reunidas no jantar da Madeira que o BENFICA é um clube mundial, reconhecido em qualquer parte do mundo.

Eu digo que o BENFICA é um clube planetário porque deixa as tricas norte \ sul para outros,  esses sim provincianos e que nada fazem para a unidade de PORTUGAL.

Quando se avista a decadência toca a bater à porta de outros que sempre foram grandes e nunca tiveram a necessidade de recorrer a métodos anti-desportivos.




Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

José Esteves de Aguiar em 13/01/10 | comentar | 10 comentários

 

Notícias constantes, nos mais diversos órgãos de comunicação social e com maior acuidade nestes últimos dias, têm dado conta do interesse de grandes clubes europeus na aquisição de jogadores do Benfica.
 
Não me lembro de assistir a tamanho assédio em relação a um clube do futebol português, nem mesmo no tempo de maior destaque internacional do F.C. Porto. Na altura em que Mourinho foi para o Chelsea, levou consigo alguns jogadores de confiança, mas não se verificou a mesma loucura a que assistimos nos últimos tempos em relação ao Benfica.
 
A não ser que necessite em absoluto, o Benfica faria muito bem em não vender nenhum jogador nesta altura, sendo preferível esperar pela exposição na grande montra do futebol mundial, que será o próximo Campeonato do Mundo, na África do Sul.
 
É claro que poderá haver jogadores que neste momento brilham e que não tenham oportunidade de fazer o mesmo durante o Campeonato do Mundo, seja por estarem integrados em selecções prematuramente eliminadas, seja por não conseguirem apresentar-se nas melhores condições físicas nessa altura, como resultado de uma época desgastante.
 
Neste momento, ocorrem-me, como jogadores pertencentes ao plantel do Benfica (mesmo se emprestados) e que poderão marcar presença no Mundial, os seguintes: Portugal – Quim, Nuno Gomes, Rúben Amorim e César Peixoto; Brasil – Luisão, David Luiz e Ramires; Argentina – Aimar, Di Maria e Saviola; Uruguai – Maxi Pereira e Urreta; Argélia – Halliche e Yebda; Paraguai – Cardozo; Camarões – Bynia; EUA – Adu; Espanha – Javi Garcia.
 
São dezoito jogadores com possibilidades de virem a jogar no Mundial, muitos dos quais poderão vir a melhorar substancialmente a sua cotação no mercado, logo valorizando ainda mais a carteira de jogadores do Benfica.
 
O Benfica está, actualmente, a conseguir algo que o F. C. Porto vinha fazendo há vários anos – comprar jogadores a bom preço e valorizá-los de forma notória, podendo obter excelentes retornos dos investimentos efectuados.
 
Tenho a certeza de que, quando algumas vendas vierem a concretizar-se, o dinheiro apurado será aplicado de forma rentável e visível, não dando azo a críticas semelhantes às de tantos adeptos portistas que, só não confrontam a respectiva Direcção com as suspeitas que lhes assaltam os espíritos, porque o clube deles tem ganho competições. Mas vamos a ver se a mesma atitude passiva e de “olhar para o lado” continuará, se os resultados desportivos começarem a não aparecer…
 
Suspeito que, nessa altura, não vai faltar quem questione a SAD portista sobre o destino de tantos milhões de euros supostamente entrados nos cofres – graças a vendas de jogadores e participações na Liga dos Campeões – e como é possível manter-se um passivo tão elevado. A ver vamos.
 
Quanto ao Benfica parece-me de realçar a intensidade deste assédio aos jogadores, apesar de a equipa estar fora da Champions há alguns anos. Imagine-se o que seria se estes jogadores se exibissem na competição mais importante da Europa, a nível de clubes, o que seguramente acontecerá na próxima época!
 
De qualquer forma, o dinheiro não é tudo e estou certo de que a SAD do Benfica saberá acautelar a próxima temporada, não destruindo o “núcleo duro” fundamental da equipa actual.
 
É que este Benfica já vale muito, actualmente, dispondo de activos que, se necessário, cobrem os passivos, mas acredito firmemente que a valorização vai continuar, criando um efeito “bola de neve”, em que os bons resultados desportivos geram receitas e lucros e em que estes, por sua vez, proporcionam condições para a obtenção de ainda melhores resultados desportivos futuros.
 
 
 
 



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