Sábado, 31 de Outubro de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 31/10/09 | comentar | 13 comentários

 

Para comemorar a marca redonda dos 500.000 visitantes que o Blog Novo Benfica já contabilizou, decidimos (nós, os bloggers) organizar um jantar dos 500.000 Benfiquistas depois.

 

 

O repasto teve lugar no Outeirinho, perto de Famalicão, e foi um sucesso sob todos os pontos de vista. Quem sugeriu o lugar merece os meus parabéns, pois o clima geral foi excelente, a refeição muito agradável e o serviço impecável.

 

Mais uma vez temos que agradecer ao Presidente a disponibilidade para participar nas nossas actividades, apesar das muitas solicitações que certamente teria e do longo dia de trabalho que já levava.

 

Agradável também foi a possibilidade de conviver com os dirigentes das casas do Benfica de Entre-Douro-e-Minho, que compareceram em grande número, mas o melhor da noite seria a troca de impressões com o Presidente Luís Filipe Vieira de uma maneira muito informal e descontraída ao longo do jantar. Revelou-se aí um Luís Filipe Vieira que eu, obviamente, não conhecia, muito à vontade e distendido, que nos contou algumas curiosidades que só quem viveu as histórias por dentro pode contar.

 

 

No final do jantar, o Pedro Fonseca e o António Sousa Cardoso tomaram a palavra e agradeceram, em nome do blog, a presença de todos, em particular do nosso Presidente.

 

 

Falou então brevemente o Presidente da Associação das casas do Benfica e encerrou os discursos o Presidente, com um discurso calmo mas apaixonado onde explicitou a estratégia que delineou para o Benfica do futuro.

 

 

Mais uma vez quero aqui agradecer publicamente ao Presidente a sua disponibilidade e fico já ansioso por chegarmos ao milhão de visitas pois certamente a festa vai ser de arromba.

 

P.S. – O Belenenses deu uma ajuda à festa e, para a festa ser completa, só falta o Benfica fazer mais uma excelente exibição logo em Braga, que nos permita isolar-nos na frente da classificação e marcar indelevelmente o caminho para o título.

 




Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Bruno Carvalho em 29/10/09 | comentar | 28 comentários

 

Benfica - 4 vs. Poltava - 0
Benfica – 8 vs. Setúbal -1
Belenenses – 0 vs. Benfica – 4
Benfica – 5 vs. Leixões – 0
Monsanto – 0 vs. Benfica – 6
Benfica – 5 vs. Everton - 0
Benfica – 6 vs. Nacional – 1
 
 
O Benfica é líder do campeonato.
 
O Benfica tem um ataque esmagador.
 
O Benfica pratica um futebol bonito e galvanizante.
 
Jorge Jesus tem tido um excelente desempenho.
 
As renovações dos contratos dos jogadores do Benfica têm sido feitas com critério, salvaguardando o futuro.
 
Os benfiquistas têm correspondido e têm enchido os estádios por este país fora.
 
Parabéns aos dirigentes do Benfica.
 
É assim que eu quero ver o Benfica sempre.
 
Saudações Benfiquistas,
 
Bruno Carvalho
 



Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

José Esteves de Aguiar em 28/10/09 | comentar | 40 comentários

 

Depois de mais uma estrondosa vitória do nosso Glorioso Benfica, não posso deixar de escrever sobre o jogo de ontem à noite.
 
Peço desculpa aos visitantes deste blog pelo facto de não me ter sido possível “postar” mais cedo, mas afazeres profissionais inadiáveis não mo permitiram.
 
A vontade de debater aquele jogo era tão grande que, principalmente benfiquistas, mas também sportinguistas e portistas (!) nem conseguiram esperar e começaram a fazer comentários às incidências da partida no post de ontem, não obstante ter um tema bastante diverso…
 
Para começar, parece-me da mais elementar justiça e bom-senso considerar que a vitória do Benfica foi o único resultado condizente com o que se passou dentro de campo. O próprio Manuel Machado, apesar de ser notório que ainda tinha, a sair-lhe da boca, umas perninhas dos sapos que teve que engolir, admitiu isso mesmo. Curiosamente – ou talvez não – apenas se queixou da arbitragem da segunda parte do jogo, passando olimpicamente sobre os primeiros 45 minutos, como se os mesmos nem tivessem existido!
 
Ora, toda a gente viu que o golo do Nacional foi obtido tirando partido da situação de fora-de-jogo em que se encontrava o seu marcador, Edgar Costa. Dois minutos depois, foi anulado um golo a Saviola por um fora-de-jogo muito menos evidente (no momento do remate de cabeça de Luisão, Saviola estava em linha com o último defesa do Nacional).
 
Ou seja, sem a ajuda do árbitro ao Nacional, o Benfica deveria ter chegado ao intervalo a ganhar por uns tranquilos 3-0 ou, pelo menos e eliminando os dois lances de fora-de-jogo, por 2-0.
 
No início da segunda parte, pareceu-me claro que o Aimar se aproveitou do toque do jogador do Nacional para ganhar uma grande penalidade. Uma vez que já há quem ande por aí a pregar que deveria ser aplicado um sumaríssimo a Aimar, por simulação, recordo o seguinte: mesmo que o entendimento da Liga seja de que existiu simulação de Aimar, o jogador só poderá ser alvo de uma multa, uma vez que o resultado era favorável ao Benfica (2-1), terminando 6-1. Segundo o ponto 3, alínea a) do artigo 121.º, “o jogador que provoque decisão errada da equipa de arbitragem por ter (…) simulado de forma evidente falta inexistente que conduza à marcação de grande penalidade (…) sem beneficio para a sua equipa ou prejuízo para a equipa adversária na atribuição final dos pontos o jogador é punido em multa de 500 a 2500 euros”.
 
Que me lembre, foi este o único erro do árbitro que beneficiou o Benfica, sendo certo que, aos 62 minutos, mais uma vez julgou errado e contra o nosso Clube. Acho que ninguém descortinou a razão para ser anulado o golo de Saviola…
 
Alegam os detractores do Benfica – incluindo os comentadores “experts” José Guilherme Aguiar e Eduardo Barroso e ainda o treinador do Nacional – que foi cometida “falta grosseira sobre Ruben Micael”, a preceder o 4.º golo do Benfica. Para que os leitores possam ajuizar por si próprios, sem influências externas, aqui fica o link para o lance em causa:
 
http://www.youtube.com/watch?v=LWv5qa2e86g
 
Ruben Micael nem é tocado e, de grosseira, apenas se vislumbra a simulação.
 
Apenas umas breves palavras sobre a atitude de Jorge Jesus aquando do quarto golo do Benfica. É certo que exibiu quatro dedos, numa clara alusão aos golos contabilizados até então, mas se isso é um gesto ofensivo, então milhões de crianças o fazem, todos os dias, quando se lhes pergunta a idade!
 
Tenho para mim que foi uma atitude muito mais de satisfação - depois de ter visto outros golos serem sonegados ao Benfica, anteriormente – do que de ofensa. Talvez alguma provocação, dentro da “guerrinha privada” que mantém com Manuel Machado, mas nunca algo suficientemente forte para merecer castigo. Alguém já comparou esta situação com a de Paulo Bento, quando fez o gesto típico de furtar, mas parece-me que a comparação não faz sentido, porque o gesto feito por Jorge Jesus não é ofensivo, nem deixa implícito qualquer tipo de acusação, seja a quem for!
 
Ultrapassadas estas questiúnculas, as quais mais não visam do que tentar tirar mérito à vitória do Benfica, certo é que continuamos a apresentar um futebol lindo, espectacular e demolidoramente eficaz.
 
O carrossel vertiginoso com que os jogadores do Benfica confundem e baralham as defensivas contrárias já se encontra bastante afinado, atendendo aos poucos meses de treinos de conjunto que o plantel tem, mas é legítimo pensarmos que o entendimento poderá ainda melhorar substancialmente.
 
É certo que não devemos embandeirar em arco, não só porque ainda não ganhámos nada de significativo, mas também porque ainda não defrontámos os adversários mais difíceis. No entanto, parece-me que, desde o tempo do Eusébio e C.ª, nenhuma equipa portuguesa fez o que este Benfica tem feito: vencer e convencer, com goleadas sucessivas, proporcionando ao mesmo tempo grandes espectáculos a quem gosta de ver bom futebol, independentemente da cor clubista.
 
Nota-se que os jogadores estão felizes e que eles próprios se divertem com a bola e com as jogadas de fino recorte técnico que desenvolvem, jogo após jogo.
 
Mas a inveja mora ao lado e por todos os lados. Não tenhamos dúvidas de que cada vez mais escolhos vão semear no nosso caminho.
 
No entanto, a caminho do(s) título(s), este Benfica soma e segue!



Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Pedro Fonseca em 26/10/09 | comentar | 32 comentários

Não há clubes perenes. Lembro-me sempre desse gigante dos anos 40 que chegou a jogar em Portugal, em digressões históricas, o clube argentino, San Lorenzo de Almagro, ou o grande Torino que, depois da tragédia de Superga nunca mais recuperou a liderança do futebol italiano.

 

Um e outro são hoje clubes em estado comatoso, ignorados no mundo inteiro. E onde pára o bi-campeão europeu Nottingham Forest? Longe, muito longe, dos holofotes da glória. Mesmo o estado do Ajax, tri-campeão europeu, nos fantásticos anos de Cruyff, é de um declínio evidente.
Os exemplos são muitos e variados. Muita gente pensa, em Portugal, que os clubes de futebol não morrem. Esta ideia foi construída ao longo de anos de impunidade dos clubes perante o Estado e a Justiça. As dívidas ao fisco e à segurança social eram atiradas para trás das costas, o que interessava era contratar o próximo avançado brasileiro.
A Justiça também não ousava tocar nos dirigentes desportivos. Os crimes contra a verdade desportiva eram ignorados ou até vistos com alguma ironia. A do costume. Nos últimos tempos alguma coisa se alterou para tudo continuar na mesma.
Vem isto a propósito de declarações de Miguel Bento, director de marketing do Benfica, ao jornal “A Bola”. Dizia ele que não tivesse Luís Filipe Vieira assumido a liderança do Benfica e o clube provavelmente já não existiria hoje.
Miguel Bento referia-se ao empenhamento, contra tudo e contra todos, de Vieira para a construção do novo Estádio da Luz. Sem o estádio, defende, o Benfica teria sido ostracizado e ficaria irremediavelmente para trás.
Estou de acordo com Miguel Bento, mas julgo que a acção de Luís Filipe Vieira se estendeu muito para além da construção do novo estádio, que foi, sem dúvida, a cereja em cima do bolo.
Quando hoje se formaliza a entrada de mais de 400 sócios em menos de uma semana e se ultrapassa a meta dos 200 mil sócios – isso tem por trás o trabalho de muita gente, mas deve-se, principalmente, à dinâmica introduzida pelo actual Presidente do Benfica;
Quando hoje as equipas das principais modalidades – hóquei, basquetebol, voleibol, futsal ou andebol – garantem vitórias sobre vitórias, isso deve-se à classe dos seus atletas e à competência dos seus técnicos, mas toda a reorganização que foi implementada e que evitou que muitas delas acabassem, foi impulsionada pelo actual Presidente do Benfica;
Quando os clubes a nível mundial se deixam cair nas mãos de multimilionários de ocaisão, Vieira sempre defendeu que o Benfica pertence aos sócios, não deixando, contudo, de fabricar visionárias operações financeiras e montar projectos estruturais (como a Benfica TV) que permitem pensar num clube a ombrear com os maiores do Mundo;
Quando hoje a “marca” Benfica tem o valor quantitativo e qualitativo de uma autêntica “golden share”, líder no mercado nacional e internacional, isso foi obra de gerações de benfiquistas, mas a sua recuperação do pântano em que tinha caído deve-se, fundamentalmente, à visão estratégica e de gestão do actual Presidente do Benfica.
Podia enumerar mais uma série de medidas estruturais tomadas nos últimos seis anos sob a liderança de Luís Filipe Vieira, mas tal serviria apenas para esmiuçar a dimensão de uma obra que recolocou o Benfica no seu lugar histórico – o Primeiro.
Um dia, aqui ou noutro espaço de opinião, vamos desmontar a mistificação de quem diz que Vieira errou na gestão desportiva, descontextualizando esta “verdade” sem reflectir sobre o estado do futebol português.
Talvez que só o tempo e o distanciamento nos permita perceber bem a dimensão da obra realizada (e a que ainda está por realizar, lá iremos em breve) por Luís Filipe Vieira no Benfica. Nas duras circunstâncias em que o fez.
Não há que ter medo das palavras e, por isso, temos para nós – e estou convencido para a esmagadora maioria dos benfiquistas – que Luís Filipe Vieira é o maior Presidente da História do Sport Lisboa e Benfica.
Post-Scriptum: Bettencourt criticou o "stars fund" do Benfica mas agora vem dizer que o sporting pode criar um. Bem dizia Luís Filipe Vieira que "pela boca morre o peixe".
 



Domingo, 25 de Outubro de 2009

Raul Lopes em 25/10/09 | comentar | 10 comentários

É com muita honra que escrevo pela primeira vez neste blog. Com efeito tendo sido convidado por vários amigos, já habituais protagonistas deste espaço, eis que surge a minha oportunidade num momento em que o BENFICA pode finalmente  passar a liderar a liga nacional na próxima segunda feira. 

Após o empate do Braga no terreno do Rio Ave, só resta ao Benfica ganhar ao Nacional,  na Catedral. Não tenho quaisquer dúvidas que tal irá acontecer. Se por um lado é inteiramente merecido pela forma como o Benfica tem actuado, com exibições  convincentes, nos vários campos do país por outro , penso humildemente que o GLORIOSO devia ter começado esta liga sempre na sua liderança já que o seu futebol, pela sua qualidade, nada tem a haver com o futebol praticado pelos outros concorrentes, nomeadamente pelo Braga. Curiosa foi a intervenção do Presidente do clube arsenalista que após o empate em Vila do Conde teve o desplante de afirmar que o Benfica iria desestabilizar  alguns jogadores bracarenses na semana que antecede a deslocação  à cidade dos arcebispos. Dado o caudal ofensivo do Benfica estará ele a preparar as suas gentes para uma derrota que seguramente será real e por muitos ou estará a seguir as  pisadas de outro presidente de um clube do Porto  que foi useiro e vezeiro neste tipo de tácticas?Penso que o professor foi melhor a executá-las " in illo tempore" do que o seu discípulo nos tempos  hodiernos. 

António Salvador  tem de entender que o Benfica tem uma equipa muito superior ao Braga e não ganhou ao Marítimo por causa de um penalty  falso, no último minuto de jogo. Não deve nem pode desculpabilizar os insucessos da sua equipa com críticas ao SLB, sem ainda ter jogado. Com as goleadas que o Benfica tem brindado os adversários António Salvador demonstrou inequivocamente que está com medo antes de entrar em campo. Os benfiquistas não pensam que correm  sérios riscos de não terem adversários para jogar, dada a sua  superioridade inatacável.




Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

António de Souza-Cardoso em 22/10/09 | comentar | 29 comentários

 

 Escrevo ainda sob a forte emoção do jogo monumental feito pelo Benfica frente a um dos melhores Clubes, de uma das melhores (senão a melhor) Ligas de Futebol do Mundo.

O Everton é de facto uma equipa de gabarito europeu. E é principalmente uma equipa madura, disciplinada, experiente e servida de excelentes jogadores.

Como em muitos dos grandes Clubes Ingleses (veja o Manchester de Sir Alex Fergunson) o segredo está na grande estabilidade organizativa do Clube, treinado há já 8 anos pelo conhecido David Moyes.

Mas desta vez David nada pode fazer. Porque do outro lado estava um monstro de energia, de criatividade, de magia e atitude, chamado Benfica. Um verdadeiro Golias do futebol que explodiu no Estádio da Luz fazendo renascer o sonho europeu de tantas, tantas noites de glória.

Desta vez ganhou o mais forte, ganhou o melhor.

Aqueles primeiros 5 minutos da segunda parte, com 3 golos de antologia, correrão mundo e farão anunciar a todos o renascimento de um Benfica Maior.

A indescritível criatividade de Angelito, a genialidade de Javier Saviola, a eficácia de Óscar Cardoso, a visão de Pablo Aimar, a magia de Ramires, a imponência de Luisão, a atitude de David Luis, a inteligência de Ruben Amorim, a segurança de Javi Garcia, a vontade de César Peixoto, a tranquilidade de Júlio César, a velocidade de Coentrão, a clarividência de Carlos Martins e a acutilância de Weldon. Tudo reunido num Benfica memorável, superiormente dirigido por Jorge Jesus.

Isto sim, traduz uma atitude e uma vontade capazes de concitar e reunir toda a Família Benfiquista.

Desta vez a vítima foi o categorizado Everton, dirigido pelo experiente David Moyes que não se devem recordar de terem sofrido outro, tão expressivo, massacre.

 E estes tão claros 5 a 0 não serão desta vez desvalorizados, nem diminuídos como ocorreu noutras recentes goleadas do Benfica. Não serão por quem for sério no Futebol. Não serão porque a Europa e o Mundo vão falar deste Novo Benfica de encantar que goleia as melhores equipas do Mundo. Não serão porque o Benfica vai continuar a ganhar e a golear.

Que Jesus permita que não se canse, nem se perca na história este fantástico Golias que nos faz sonhar outra vez.

 

António de Soua-Cardoso

 




Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

José Esteves de Aguiar em 21/10/09 | comentar | 38 comentários

 

No princípio do mês passado, escrevi sobre o estranho caso do Prof. José António Silva, treinador de andebol do Benfica e sobre a inacreditável perseguição que lhe tem sido movida pelo Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Prof. Jorge Olímpio Bento.
 
Desde então, o caso conheceu mais alguns episódios, a começar pela caricata e despropositada reacção do Prof. Bento a comentários proferidos pelo Dr. Sílvio Cervan na sua qualidade de comentador no programa “O Dia Seguinte”.
 
Com efeito, apesar de ser do conhecimento geral que Sílvio Cervan não participa naquele programa na qualidade de Vice-Presidente do Benfica, mas sim como comentador afecto ao nosso clube, o Prof. Bento resolveu – porque assim lhe convinha – assumir tais comentários como se de uma posição oficial do Benfica se tratasse.
 
Assim sendo, dirigiu ao Presidente do Benfica uma carta na qual afirma que “face aos termos usados pelo Sr. Vice-Presidente do Sport Lisboa e Benfica (…) esta Faculdade declara-se indisponível para discutir a cedência de um docente, visando treinar a equipa profissional de andebol desse clube”.
 
De seguida, malevolamente, a mesma carta afirma “em todo o caso a Faculdade não coloca quaisquer entraves à saída do docente em causa. Basta que ele peça a rescisão do contrato com a Faculdade; o pedido será imediatamente deferido”. Mais claro não podia ficar que aquilo que o Prof. Bento mais deseja é ver o Prof. José António pelas costas.
 
Como é possível alguém, como o Prof. Bento, que usa e abusa da sua posição dominante na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, ter a “lata” de escrever, referindo-se ao Dr. Sílvio Cervan, “as instituições são depositárias e irradiadoras de ideais, normas, princípios e valores destinados a inspirar e balizar a vida e a conduta dos cidadãos. Por isso mesmo, os detentores de cargos e portadores de responsabilidade estão obrigados a tomar atitudes e decisões e a praticar actos condizentes com essa posição”.
 
Não parece mesmo um discurso para o Prof. Bento fazer em frente ao espelho?
 
O ódio de estimação que o Prof. Bento nutre pelo Benfica faz com que não consiga sequer aperceber-se das incríveis contradições em que cai, nem da péssima imagem que está a transmitir da Faculdade que dirige. Parece impossível que ninguém – dentro da Faculdade ou mesmo da Universidade do Porto, nomeadamente o seu Reitor – consiga fazê-lo actuar dentro de critérios de razoabilidade.
 
O Benfica, muito bem, não se conforma com este estado de coisas e esta prepotência injustificável, que mais não visa do que impedir a equipa de andebol do nosso clube de ser treinada pelo Prof. José António.
 
E, não se conformando, no início de Outubro já solicitou a intervenção do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. Que se saiba, até este momento não houve qualquer inflexão da posição assumida pelo Prof. Bento, pelo que a via judicial está a ser equacionada.
 
Este é o Benfica de que eu gosto – que acredita que as causas justas são para levar até ás últimas consequências e que luta incansavelmente para alcançar os seus objectivos.
 
Dentro ou fora de campo!
 



Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Pedro Fonseca em 19/10/09 | comentar | 13 comentários

É o debate do momento: vai a equipa do Benfica manter este ritmo até ao final da época? Os nossos adversários olham para o céu em súplica. Aguardam que venha a chuva, os terrenos pesados, para verem escorregar o Benfica.

 

Será que a metereologia também joga por nós? Caramba, até que enfim encontramos quem ainda não caiu nas malhas do sistema. Mas é bom não abusar, que eles - não tarda -  vão comprar uns índios para fazerem a dança da chuva.
Nem um pingo para amostra a já vamos a caminhar para o final de Outubro. Há 15 dias, em Paços de Ferreira, o tempo pareceu sorrir aos nossos adversários e fazer caretas aos nossos jogadores.
Carlos Martins, contudo, fez de Aimar-todo-o-terreno e Cardozo não se intimida facilmente. Passada com distinção esta “prova de chuva”, regressou o tempo seco e as goleadas. Os nossos adversários rezam a São Pedro e pedem chuva a potes, torrencial.
Não se pode comprar o São Pedro, perguntam em surdina? De árbitros, observadores, delegados sabemos nós, agora de santos, ainda se fossem papas – pensam com os seus botões.
Todas as noites é vê-los sentados, como devotos fiéis, em frente ao televisor à espera do final do noticiário das 20 horas, ansiosos por uma boa nova do “estado do tempo”. Enquanto a chuva não vem esfriar os ânimos, disfarçam com a pergunta: será que vão manter este ritmo até ao fim?
Haja fé.



Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

António de Souza-Cardoso em 15/10/09 | comentar | 15 comentários

A classificação portuguesa para o mundial da África do Sul parece mais próxima, apesar de ainda não consumada.

O processo de classificação teve, apesar da actual e mais airosa perspectiva, as suas vicissitudes, a tal ponto que deixamos de depender de nós próprios para garantirmos a classificação. Isto num grupo, onde a única grande potência mundial era mesmo Portugal, o que não deixa de ser demonstrativo da irregularidade do nosso desempenho.

Carlos Queirós é um treinador com inegáveis qualidades técnicas mas também com indisfarçáveis tibiezas naquilo que à liderança e à firmeza dizem respeito, em especial em tempo de crise. O melhor dos dois mundos para Portugal seria juntar a capacidade técnica de Queirós com a inteligência emotiva e capacidade de liderança de Scolari. Mas como isso não é possível, assistimos hoje com bonomia à ressurreição do Professor que muitos tinham já por morto e enterrado e outros tantos (talvez os mesmos!!) resolveram agora desenterrar, ressuscitar e glorificar. Coisas do futebol…

E tudo isto porque Portugal ganhou à Hungria e a Malta, em casa!! Dois Países de grande destaque mundial, como é sabido. Sim porque, para quem não se lembre, Portugal não jogou no jogo decisivo deste apuramento que foi o Dinamarca-Suécia.

Mas sem ironias, acho que apesar das sucessivas modificações na estrutura principal da equipa, Portugal esteve bem nos dois jogos e merece a qualificação.

Registo o portentoso jogo de Simão Sabrosa no Estádio da Luz (quanta saudade…). Registo ainda a total ausência de benfiquistas no onze principal. Embora me pareça que para além de César Peixoto e Nuno Gomes, também Ruben Amorim e Coentrão têm lugar nesta equipa. Mas a verdade é que o nosso Benfica parece ter desistido de apostar no produto português. A prová-lo está o facto de ser aquele que, dos grandes, menos seleccionados tem de Portugal e mais seleccionados tem das restantes selecções estrangeiras.

Opções que me inquietam mas que são o que são.

Vem ai o Play off e eu espero que Portugal que é bom nas horas do aperto (no tal “mata-mata”) não morra na Praia e esteja mesmo na África do Sul.

Naquele habitual “deixem-nos sonhar” que até é capaz de desfraldar bandeiras em cada casa portuguesa.

Assim seja!

António de Souza-Cardoso

 




Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Pedro Fonseca em 14/10/09 | comentar | 16 comentários

Começo por pedir desculpas aos leitores deste blogue, que já ultrapassou a marca emblemática das 500 mil visitas – meta que será devidamente assinalada com um jantar no próximo dia 30, brilhantemente rotulado (pelo meu amigo António Souza-Cardoso) “Jantar dos 500 mil benfiquistas depois” -, por este atraso na publicação do meu post.

 

Aqui vai ele, portanto – mais vale tarde que nunca. Com o campeonato colocado em sossego, as selecções animaram o pousio futebolístico. Pelo mundo fora, os jogadores do Benfica foram estrelas, vedetas, protagonistas globais.
Cá dentro, a marca Benfica também deu cartas. Na Luz, Portugal deu o passo significativo para o apuramento para o Mundial da África do Sul. Mais de 50 mil pessoas – que não caberiam nem em Alvalade, nem no Dragão – exemplificaram porque é que a Luz é a casa de Portugal.
Simão, o nosso Simão, também brilhou. Naquele relvado que ele conhece como ninguém, o genial extremo sentiu-se como peixe na água. Muitas teorias se lançaram sobre o motivo que levou Simão a não festejar exuberantemente o primeiro golo contra a Hungria.
Também tenho uma: Simão sentiu-se nostálgicos dos golos que ali marcou com a camisola vermelha das águias e, por segundos, sentiu-se a viajar na máquina do tempo. O tempo, sabe-se, não volta para trás, mas diz o povo que o bom filho a casa torna. Simão foi um bom filho e a Luz é a sua casa.
Pouco antes, a dezenas de milhar de quilómetros de distância, Pablo Aimar e Di Maria brilhavam ao serviço de uma das mais poderosas selecções mundiais, a Argentina. Metido em trabalhos, Maradona não teve outro remédio senão chamar El Mago e Angelito, enquanto abdicava de Lucho, Lisandro, Riquelme, Zanetti, Burdisso, Cambiasso ou Kun Aguero.
Num jogo de vida ou morte, sob uma tempestade violenta, Pablo Aimar pintou a manta, passou Messi para segundo plano, e como se não bastasse, deu em bandeja de ouro uma bola para Higuaín fazer o primeiro golo.
No lado esquerdo, Di Maria foi um perigo à solta e, não estivesse a Argentina a passar por um período de abaixamento psicológico e o Peru teria sido goleado. No Brasil, sempre favorito em Mundiais, Ramires e Luisão vão pegando de estaca, enquanto que Óscar Cardozo continua com o pé quente no Paraguai. E ainda não falei de Maxi, a caminho do Mundial com o Uruguai.
Para quem anda muito preocupado com a gestão do Benfica, a resposta está aqui: centenas de milhões de euros em activos e que, após o Mundial de 2010, na África do Sul, podem render avultadas quantias aos cofres da Luz.
No caso de Portugal, a coisa é menos expressiva. Temos Nuno Gomes e César Peixoto, e para já, mais nada. Porém, o futuro diz-nos que jogadores como Fábio Coentrão, como Ruben Amorim, como Miguel Vítor ou como Carlos Martins podem fazer com que o Benfica volte a ter a maioria na Selecção Nacional.



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