Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Pedro Fonseca em 31/08/09 | comentar | 15 comentários

Terminada a época da caça – isto é, o período de transferências -, é tempo de fazer um balanço sobre o plantel do Benfica e os desafios que se avizinham. Parece claro a toda a gente que a equipa tem um poder de fogo considerável, aumentado recentemente com a contratação de mais um médio ofensivo brasileiro: Felipe Menezes.

Para além disso, parece também claro que Jorge Jesus quis ter um papel relevante na formação do plantel e, mais do que isso, quis formatá-lo à sua imagem e semelhança. Há duas filosofias muito em voga no futebol mundial. Uma assenta na ideia de que os treinadores têm de trabalhar com os jogadores que os clubes colocam à sua disposição; outra baseia-se na ideia de que o plantel de um clube tem de ser escolhido pelo treinador (ou em conjugação com as ideias do presidente e/ou director desportivo.

No caso do Benfica, o passado demonstra-nos que os plantéis foram formados muito à volta das ideias e dos contactos dos treinadores (lembram-se, certamente, do consulado de Graeme Souness e do contentor de jogadores britânicos que ele contratou).

Este ano, é visível um papel muito activo do presidente e do treinador na formação do plantel. Rui Costa terá tido uma interferência menor, tendo a sua acção sido muito positiva e mais notória na colocação dos jogadores dispensados.

A dispensa de Patric, contratado ainda sem Jesus ao comando, e as contratações de Weldon, Júlio César, César Peixoto e mesmo Felipe Menezes, demonstram que existe uma linha directa entre o gabinete de Jorge Jesus e o gabinete presidencial de Luís Filipe Vieira.

Olhando para o plantel, salta à vista que o Benfica, ao contrário do passado, tem hoje soluções para todos os lugares, mesmo duas soluções ao mesmo nível para cada posição. Tal reside, também, no facto de ter existido uma preocupação em escolher criteriosamente jogadores que joguem em várias posições, casos de César Peixoto, Felipe Menezes, Saviola ou mesmo Weldon, que tanto pode jogar na frente de ataque como nas alas.

Junte-se a isto um outro factor que revela todo o papel determinante de Jesus na formação do plantel: a escolha de jogadores que o treinador bem conhece e que conhecem o futebol português.

Tal indicia que Jorge Jesus sabe que mais do que “nomes” são precisos atletas que revelem um profundo conhecimento do nosso futebol, aliado ao conhecimento que o próprio treinador dele tem.

Esta é, portanto, uma simbiose perfeita: Jesus quer jogadores que conhece e que conhecem o nosso campeonato – uma aposta e uma estratégia que nos parece a mais correcta e que devia ter sido implementada há muito tempo.

Essa vai ser, estou convencido, a fórmula que irá levar de novo o Benfica ao sucesso. Uma fórmula que aqui defendi num artigo intitulado “Back to Basics”, onde, premonitoriamente, escrevi que César Peixoto seria uma boa contratação.

Costuma dizer-se que mais vale tarde que nunca. O Benfica tem de retomar a hegemonia do futebol português. Para isso tem de apostar em quem conhece bem o nosso campeonato, repleto de alçapões e esquinas perigosas.

Jorge Jesus e os seus rapazes sabem bem qual é o caminho para encontrarem o baú do tesouro. Está lá, à nossa espera, o troféu de campeão.




Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

António de Souza-Cardoso em 27/08/09 | comentar | 12 comentários

O jogo com o Guimarães despertou em mim o sentimento rigorosamente contrário ao que senti no jogo com o Marítimo.

No primeiro jogo que fizemos, tivemos excesso de futebol e deficit de fortuna. No segundo tivemos deficit de futebol e, porque não reconhecê-lo, alguma fortuna.

A única semelhança é que num e no outro não tivemos boas arbitragens. Mas isso, independentemente das conspirações e suas incontáveis teorias, é um mal formativo do futebol português com que temos que lidar.

A verdade é que fiquei mais descansado com o ponto que fizemos em casa com o Marítimo do que com os 3 que fizemos fora com o Guimarães.

Ao contrário da maior parte dos jogos da pré época, vi contra o Guimarães uma equipa nervosa, com baixa concentração e um fio de jogo demasiado intermitente.

Os jogadores mais decisivos como Aimar e Coentrão, não foram desta vez tão decisivos.

Oscár Cardozo não foi, desta vez, tão produtivo e deve ter percebido que para marcar penalties não basta rematar com força.

Os laterais não estão ainda resolvidos. Espero que o “sacrifício” de Ruben Amorim e as hesitações entre David Luiz/Schaffer possam acabar rapidamente para não criarmos, como no passado recente, fantasmas e inquietações no sector defensivo.

Não gostei de Keirrisson. Não principalmente pela forma apagada e fugidia como passou pelo jogo.  Mas pela atitude sonolenta e pastosa com que abordou o jogo, longe de quem tem a ambição de ser campeão, ou pelo menos de ganhar um lugar na equipa.

No cômputo geral, ficou-me a sensação estranha e amarga de um “dejá vú”. Aquela que me tem perseguido nas últimas épocas:

Depois de 115 novas contratações deste elenco directivo temos bons jogadores. Disso julgo que ninguém tem dúvidas.

Mas quanto falta para termos um colectivo indiscutivelmente completo e ganhador?

Voltamos á cultura de exigência e de rigor que tem de ser imposta desde o balneário, aos mais pueris actos de gestão. Só ela pode fazer coincidir a qualidade dos jogadores com a da equipe.

Hoje temos um bom teste para repor os níveis de confiança de que necessitamos.

Espero que o pouco que falta venha depressa e a tempo de um Benfica verdadeiramente Campeão.

 

António de Souza-Cardoso

 




Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 26/08/09 | comentar | 8 comentários

 

Concordando com as minhas sugestões, Jesus pôs Shaffer a jogar contra o Poltava no lugar de Sidnei, passando David Luiz para o centro da defesa. Por necessidade, devido à lesão de Carlos Martins, entrou ainda Fábio Coentrão, que está a fazer um excelente início de época.

 

A excelente exibição e resultado da noite europeia, só aumentaram a minha motivação para ir a Guimarães, para ver o Glorioso ao vivo.

 

O ambiente em redor do Estádio era extraordinário, com muita gente equipada a rigor no apoio a ambas as equipas. Se já estou habituado a ver este entusiasmo em torno do Benfica, o apoio das gentes de Guimarães ao seu Vitória é um caso sério. Infelizmente, mais uma vez as claques deram uma triste demonstração de intolerância mútua, com apelos à violência (concretizados, que eu visse, antes e depois do jogo).

 

No que diz respeito ao jogo propriamente dito, apenas o Benfica jogou para o vencer mas a exibição foi muito mais descolorida do que estava à espera. O grande golo de Ramires no final do jogo trouxe alguma justiça ao marcador e, naturalmente, foi uma enorme explosão de alegria entre os benfiquistas presentes.

 

Apesar de tudo ter acabado bem para as nossas cores, há algumas lições importantes a tirar do jogo de Guimarães. Em primeiro lugar, não é possível continuar a falhar lances decisivos, nomeadamente panalties; em segundo lugar, não se pode descurar a concentração em qualquer jogo, muito menos quando perto do fim o resultado se mantém em branco. Neste particular notou-se muito a saída de Javi Garcia e a segurança adicional que oferece ao sector defensivo; Luisão foi o que mais se perdeu neste período e, não fosse a atenção de David Luiz e alguma sorte, e podiamos até ter perdido o jogo.

 

Amanhã temos um importante compromisso contra o Poltava; o resultado da primeira mão oferece uma grande tranquilidade mas não pode haver facilitismo. A presença na fase de grupos da Liga Europa é fundamental para O Benfica.

 

No retorno da Super Liga jogamos, na 2ª feira, contra o V. Setúbal na Luz, sendo importante voltar às grandes exibições, para continuar a galvanizar a equipa e os adeptos.

 

 

P.S. - Pinto da Costa soma e segue. A última "boa acção" envolveu o atropelamento de um jornalista seguido de desrespeito a ordem de paragem da polícia e fuga. Mas estou certo que, mais uma vez, as nossas autoridades judiciais justificarão plenamente a bondade das suas acções.

 





José Esteves de Aguiar em 26/08/09 | comentar | 13 comentários

 

Depois do meu post da semana passada, bastante crítico em relação às arbitragens, não me apetece nada voltar a falar das incidências da segunda jornada da Liga Sagres, sob pena de ter que repetir o título.
 
Acho que os pontos em destaque dos principais jogos já foram escalpelizados, tanto na imprensa escrita, como em diversos debates televisivos.
 
Também já ouvi e li que há muito boa gente que se opõe à introdução de novas tecnologias na arbitragem do futebol. Mesmo os auriculares que hoje em dia são utilizados, geraram alguma polémica, no início.
 
A este propósito, não posso deixar de fazer uma comparação com o que se passa com outro desporto, o rugby.
 
Porque se verificará uma tão grande diferença de atitude? As decisões dos árbitros nos jogos de rugby praticamente não são contestadas pelos praticantes desta modalidade. Provavelmente, muitos dos leitores deste blog lembrar-se-ão de um dos exemplos mais tristes de pressão de jogadores profissionais de futebol sobre um árbitro, no caso de jogadores do FCP sobre José Pratas: (http://captomentes.blogspot.com/2008/10/jos-pratas-lembram-se.html).
 
Será que os jogadores de rugby têm menos envergadura física do que os do futebol? É evidente que não, se podemos imaginar um quadro ameaçador seria o de um grupo de jogadores de rugby, pesando no seu conjunto mais de uma tonelada de músculos, enfurecidos contra um árbitro…
 
No entanto, este é um cenário que não se vê nos jogos de rugby, nos quais as decisões dos árbitros são geralmente bem acatadas. Apesar deste tradicional bom comportamento dos jogadores de rugby, os meios tecnológicos colocados ao dispor dos árbitros são bem mais sofisticados.
 
Desta forma, o desporto sai indiscutivelmente beneficiado e prestigiado.
 
Há quem diga que o visionamento das imagens pelo árbitro, em caso de dúvida, levaria a interrupções do jogo. Mas será que tais interrupções seriam maiores o que as que se verificam actualmente, com verdadeiras assembleias populares concentradas à volta dos árbitros, das quais resulta, quase sempre, a amostragem de cartões amarelos ou mesmo vermelhos?
 
Não bastaria que o quarto árbitro – que se encontra fora do terreno de jogo – desse uma informação ao árbitro principal, utilizando para o efeito os equipamentos actualmente ao dispor? Parece-me que sim…e a verdade desportiva seria certamente menos torpedeada!
 
Bem sei que, mesmo com recurso às imagens televisivas, por vezes é difícil ter certezas, mas a margem de erro seria certamente reduzida.
 
Aplacar-se-iam assim os espíritos que defendem, a todo o transe, que o erro faz parte do espectáculo. Sempre sobrariam ainda alguns erros que não fossem fáceis de esclarecer com as imagens televisivas. Para mim, o erro que faz parte do espectáculo é o protagonizado pelos jogadores e não pelo árbitro.
 
Por outro lado, a profissionalização dos árbitros em muito poderia contribuir também para a dignificação do espectáculo.
 
No entanto, parece-me que há demasiados interesses em manter tudo na mesma, para assim continuar o regabofe que eu referia na semana passada.
 
 
 
 



Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Pedro Fonseca em 24/08/09 | comentar | 13 comentários

Tinha prometido no meu último post, há uma semana atrás, escrever sobre a temática da liderança(s) – dos clubes, bem entendido. O facto de escrever à segunda-feira, ficando por isso mais em cima da actualidade futebolística, obriga-me a pedir desculpa aos meus leitores e aos leitores deste blogue.

 

Não vou dissertar sobre a excelente vitória do Benfica frente ao Vitória de Guimarães (fi-lo no meu blogue pessoal - "O INFERNO DA LUZ"), mas sobre algo que julgo que irá ter importância decisiva no futuro do futebol português e, em particular, dos 3 grandes clubes – Benfica, Sporting e FC Porto: as lideranças. Aliás, já está a ter…
Nos últimos dias, alguns factos marcaram o panorama futebolístico nacional. Curiosamente, ou não, passaram despercebidos à opinião pública. O primeiro teve a ver com uma invulgar entrevista dada à Agência Lusa.
Invulgar pelo conteúdo; invulgar pelo protagonista; invulgar pelo “timing”. Tendo sido dada à Lusa, cada um dos órgãos de comunicação social aproveitou aquilo que melhor entendeu de importante para divulgar.
Curiosamente, ou não, nenhum relevou uma afirmação: “Isto era um clube de pequena dimensão, antes de cá chegar”. “Isto” é o FC Porto e a quem se referia o entrevistado era ao senhor Pinto da Costa.
O entrevistado da Lusa chama-se Antero Henrique, director-geral do FC Porto, e rompeu com o seu estilo discreto para dar esta entrevista, em que para além do panegírico ao presidente do FC Porto, serviu para atacar o Benfica.
Curiosamente, ou não, quem mais chamou a atenção para esta “displicência linguística” de Antero Henrique foi Rui Moreira, rectificando n´“A Bola” que o FC Porto nunca foi de pequena dimensão.
Deixemos de lado a dimensão que cada um dos portistas quer dar ao seu clube (pelo menos, nós benfiquistas sabemos que o Benfica sempre foi Glorioso e de dimensão mundial, desde 1904) e centremo-nos no essencial: Antero Henrique (AH) e Rui Moreira (RM) posicionam-se para suceder a Pinto da Costa.
Ora, o FC Porto começa a ter um grave problema de liderança. A liderança de Pinto da Costa, para o bem e para o mal, formatou um FC Porto. Será sempre um outro FC Porto pós-PC. E já se percebeu que com AH será a linha dura, com RM a linha civilizada e, talvez, um FC Porto mais “nacional”, com vantagens e desvantagens.
Problema de liderança tem também o Sporting. Claramente mais grave que o do FC Porto. Aliás, é na falta dessa liderança que reside grande parte do desastre desportivo a que os sportinguistas vêm assistindo.
JE Bettencourt, personalidade cujo carácter faz falta ao futebol português, é tudo menos um líder. Julgo que os sportinguistas cometeram um erro histórico ao elegê-lo. Não está em causa a sua seriedade nem honorabilidade.
O problema é que, como os países e as instituições, os clubes precisam de líderes, respeitados, carismáticos, mobilizadores. Bettencourt não tem nenhuma dessas características. No início do mandato tentou um assomo de populismo, que não se encaixa no seu perfil. Agora, o Sporting vê regressar o fantasma da falta de militância (pouco mais de 20 mil contra o Braga está ao nível do Guimarães) e não se vê nem alma nem mística.
De falta de liderança não se pode queixar o Benfica. Em tempo de vacas magras no que aos resultados do futebol diz respeito, o clube aproxima-se dos 200 mil sócios, mobiliza os adeptos, entusiasma a nação benfiquista, enche a Luz e enche os outros campos, como se viu ontem em Guimarães.
No epicentro de todo este fervor em volta do clube, neste reacender da alma e da mística, está a liderança de Luís Filipe Vieira. Enquanto que no FC Porto e no Sporting as actuais lideranças têm os dias contados, no Benfica a actual liderança está para ficar. E recomenda-se.
Vieira é um líder mobilizador, carismático, genuíno e empolgante. Tem coragem e um discurso positivo. Galvaniza os sócios e os adeptos. E em tempo de crise não hesita em mostrar ser um gestor de créditos firmados.
Investe numa grande equipa de futebol, que dá espectáculo e que enche os estádios. No Benfica não se pensa pequeno, nem se alimenta o cinzentismo. No Benfica, o sonho é do tamanho da esperança. Vieira sabe bem o que é a mística. E alimenta-a.



Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Paulo Ferreira em 21/08/09 | comentar | 3 comentários

Depois de grande entusiasmo alegria e esperança gerada pela pré-época, a primeira jornada constituiu de alguma forma uma pequena desilusão!

 

Não pelo futebol praticado que foi bastante razoável e de grande luta e atitude, mas pelo resultado. Um empate em casa é sempre um mau resultado e é-o sobretudo quando a equipa contrária pratica um futebol tão fraco.

Este é o meu primeiro comentário. Achei que o fraco futebol do Marítimo, a ausência de qualquer vontade de jogar (autêntico autocarro na baliza) e sobretudo o constante anti-jogo são uma vergonha e que devem ser fortemente criticados. Estranho por isso que a comunicação social elogie a "estratégia" de Carvalhal!

 

Também achei a arbitragem de fraco nível e prejudicial para o Benfica, mas este ano mais que nunca temos qualidade para dar a volta a texto e ganhar mesmo contra 12.

 

Preocupou-me o fraco rendimento de Aimar, Cardozo e Saviola que de facto se sentem quando existem tão poucos espaços e tanta dureza e ficou claro para mim que David Luíz deve jogar no meio e que Fábio Coentrão pode ser a grande afirmação deste ano.

 

Ontem depois de um começo mais lento que o habitual este ano, a equipa partiu para uma boa exibição, recheada com golos e felizmente com boas prestações de quem tinha estado menos bem no primeiro jogo o que me deixou bastante mais descansado.

 

O adversário era fraco mas também o eram tantos outros nos anos anteriores e este resultado e exibição foram bem melhores que outrora.

 

Analisando o início agora a sério ficam-me as seguintes convicções:

1 - O Benfica é efectivamente uma equipa forte, corre e luta muito, parece humilde e caso assim continue tem tudo para ser Campeão e ir longe na Europa

2 - Parece-me que David Luiz tem de jogar no meio que é onde mais rende e Shaffer é uma aposta segura no lado esquerdo

3 - O Benfica deve jogar sempre com dois alas (Di Maria e Coentrão)

4 - Weldon pode ser uma grande surpresa e constituir um grande activo para o clube

 

E agora é não tirar o pé do acelerador e ir ganhar a Guimarães.

 

Paulo Ferreira




Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

António de Souza-Cardoso em 20/08/09 | comentar | 8 comentários

Julgo que nenhum Benfiquista ficou contente com o resultado do jogo inaugural da Primeira Liga.

Mas julgo também que nenhum Benfiquista ficou realmente preocupado, dado que todos percebemos que o árbitro deu “só ares” de não estar nos seus “dias” e o Benfica teve um nível exibicional mais do que suficiente para vencer o Marítimo.

Jogos com esta sorte fugidia e este apito esquivo não se repetirão certamente muitas vezes, como bem disse Jorge Jesus.

A pior noticia foi talvez a paragem forçada de Carlos Martins.

Julgo também, pelo menos quando o Benfica não tem que ter uma postura defensiva, que deve apostar em Schaffer na direita  e não em David Luiz. No resto, concordância total com a doutrina de Jesus.

Mas hoje vem um teste mais exigente para o Benfica.

Muito de nós culpam o “sistema e os apitos” dos maus desempenhos do Benfica nos últimos 4 anos.

Eu, sem ser ingénuo e percebendo que o Benfica tem sido prejudicado, não alinho nesse coro conformista que até faz inveja a Bettencourt. E não alinho porque percebo que o Benfica não tem sido a melhor equipa.

A prová-lo está o desempenho europeu que (não) tem tido, em especial na última época.

É, de facto, impossível justificar com quaisquer fantasias o percurso europeu do Benfica, num ano em que terminou com um ponto, no último lugar da fase de Grupos, na menos importante competição europeia, frente a equipas sem o nosso nome e a nossa dimensão.

Já para não falar do “desatinado” 5 a 1 contra o sofrível Olimpiakos…

Mas o Benfica deste ano está diferente! Tem que estar diferente.

E é por isso que tem que voltar a ter a ambição de se afirmar permanentemente como um clube ganhador em Portugal e na Europa.

 É também por isso que é imprescindível ( e natural) que “despache” sem apelos ou agravos, o pouco conhecido Vorskla Poltava (nem me venham falar em comparações com o Metalist, equipe de que já me esqueci).

É, finalmente por isso, que eu espero, com muita serenidade e convicção, um regresso do Benfica pela porta maior à Europa dos verdadeiramente grandes.

 

António de Souza-Cardoso

 

 

 

 




Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 19/08/09 | comentar | 11 comentários

 

 

De férias e sem acesso à Internet, não publiquei o meu post nas últimas semanas, mas não queria prolongar essa situação após o início do campeonato. Desculpar-me-ão, portanto, eventuais repetições relativamente a material publicado no blog, de que não tenho conhecimento, bem como a incerteza sobre como e quando poderei publicar os eventuais comentários e respostas.

 

A pré-época revelou novamente um enorme entusiasmo em volta da equipa que o Benfica, com importantes investimentos, vem construindo. Uma multidão de adeptos proporcionou sempre um extraordinário apoio à equipa, que correspondeu com bons resultados e exibições interessantes para esta altura da preparação.

 

O início da competição a sério trouxe-nos o primeiro dissabor, com um empate frente ao Marítimo na Luz. O Benfica perdeu dois pontos mas dificilmente esta situação se repetirá num jogo com características semelhantes; de facto o Marítimo marcou numa jogada fortuita e só não sofreu mais golos por grande felicidade.

 

Apesar do mau resultado, ficaram algumas boas indicações para o futuro. Além da solidez defensiva, que vinha sendo construída em épocas anteriores, notou-se uma muito maior alegria e capacidade de construção de jogo ofensivo. A diferença mais notória para mim foi a confiança com que os jogadores assumem a posse de bola e a capacidade de jogarem de frente para a baliza adversária, criando inúmeras oportunidades de golo e um futebol que entusiasma os espectadores.

 

Apesar dos importantes investimentos efectuados, mantém-se o problema dos defesas laterais, que conduziu já a soluções impensáveis, como a recuperação de Luís Filipe. De tudo quanto vi (e penso que vi tudo o que era possível) da pré-época, não percebi a opção por David Luiz a lateral esquerdo contra o Marítimo, num jogo onde se sabia que seria importante contar com flanqueadores e onde seria mais importante atacar do que defender. Do que vi, Shaffer provou ser um lateral muito ofensivo, com capacidade para efectuar cruzamentos de excelente qualidade, embora talvez ainda não suficientemente forte a defender.

 

É importante manter o apoio e o entusiasmo dos adeptos à volta da equipa, com vários compromissos muito importantes nos próximos dias. Pela minha parte estarei já colado ao televisor amanhã e, se tudo correr como espero, no estádio, em Guimarães, no Domingo.

 




Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

José Esteves de Aguiar em 18/08/09 | comentar | 20 comentários

 

 
Começou a Liga Sagres 2009/2010 e, lamentável mas não inesperadamente, já começou o regabofe de arbitragens influenciadoras dos resultados do Benfica e do FCP.
 
Com efeito, começando pelo jogo do Porto em Paços de Ferreira, Carlos Xistra resolveu proibir a equipa da casa de ganhar. Quando Carlitos se isolou, tendo inclusive ultrapassado Helton, o árbitro decidiu inventar um fora-de-jogo e anular aquele que poderia – e deveria - ter sido o lance decisivo da partida.
 
É claro que faria muito mais jeito ao Paços de Ferreira o acréscimo dos dois pontos, do que faria falta ao Porto a retirada de um, mas certo é que assim se vai amealhando… e a Liga é uma prova de regularidade.
 
Outra singularidade da arbitragem de Carlos Xistra tem a ver com a expulsão de Hulk. A violenta entrada deste, “em tesoura”, às pernas de um colega de profissão justificaria, por si só, o cartão vermelho directo. No entanto, o árbitro mostrou-lhe o segundo cartão amarelo e o vermelho por acumulação e, só agora, vem dizer que afinal mostrou o cartão vermelho directo, por palavras que lhe terão sido dirigidas por Hulk. Que grande xistrada!
 
Ainda a propósito de Hulk, é curioso que Jesualdo Ferreira e outros iluminados do FCP peçam aos árbitros para protegerem aquele jogador. Para mim a curiosidade desta situação assenta em dois pontos: primeiro, parece-me que também os adversários precisam de ser protegidos, perante um Hulk tão agressivo como aquele que temos visto ultimamente. Em segundo lugar, acho curioso que quem pede a protecção dos árbitros para o Hulk, seja precisamente o clube cujos jogadores já “mimosearam” grandes tecnicistas como João Vieira Pinto ou Simão Sabrosa com entradas violentíssimas, quando não agressões deliberadas!
 
Já agora, porque não pedir a mesma protecção para jogadores como Aimar, Saviola, Di Maria, Fábio Coentrão ou Carlos Martins, autênticos “sacos de pancada” devido à sua capacidade técnica para “esconder” a bola dos adversários? Ou mesmo para Óscar Cardozo, jogador que embora não sendo dado a primores técnicos, se farta de sofrer faltas que, muitas vezes, passam impunes só porque ele é maior do que os adversários que as cometem?
 
Passando ao jogo do Benfica com o Marítimo, parece-me que temos todas as razões para manter o optimismo que nos acompanhou na pré-época. Fizemos um grande jogo de futebol, embora me pareça que a equipa não entrou tão pressionante desde o primeiro minuto, como o havia feito nos jogos da pré-época. Não digo que demos meio jogo de avanço, porque acho que a atitude é bem diferente da evidenciada em grande parte dos jogos da época anterior, mas deveríamos ter massacrado desde o início e não apenas na segunda parte.
 
Houve, no entanto, três outras condicionantes que levaram a um resultado que, na perspectiva de quem quer ser campeão, temos necessariamente que considerar negativo.
 
A primeira condicionante foi a notória falta de sorte nalguns momentos – como por exemplo no livre atirado à barra por Aimar ou nos remates efectuados já dentro da pequena área do Marítimo e que esbarravam numa floresta de pernas - e também o relativo desacerto dos nossos avançados.
 
A segunda condicionante foi que, mais uma vez, um guarda-redes que joga contra o Benfica faz o jogo da vida dele. Já há uns anos, este mesmo guarda-redes – então ao serviço do Paços de Ferreira – fez uma exibição portentosa, insuficiente no entanto para evitar então uma derrota por 1-3.
 
Este Peçanha foi, ao mesmo tempo e no mesmo jogo, simultaneamente herói do Marítimo (por tudo que defendeu) e mestre do anti-jogo (por tantas lesões que simulou e que, se fossem reais, fariam com que ele estivesse hoje mais maltratado do que o Adriano…).
 
A permissão de tal anti-jogo, principalmente por parte de Peçanha, mas também de outros jogadores do Marítimo, foi apenas uma das vertentes negativas da actuação do árbitro Artur Soares Dias, a terceira das condicionantes que pretendo referir. As outras vertentes negativas evidenciadas pelo árbitro têm a ver com questões técnicas, as quais passo a enumerar:
a) no penalty assinalado por pretensa falta de David Luiz, parece-me claro que a bola vai à mão e não o contrário, até porque o jogador do Benfica se encontra meio de costas para a jogada e muito próximo do ponto de partida da bola;
b) ainda na primeira parte do jogo, numa jogada em que o mesmo David Luiz se encontra dentro da área do Marítimo e vai a receber a bola, de costas para a baliza, é nitidamente carregado por trás, sem que a devida grande penalidade fosse assinalada;
c) no único penalty assinalado contra o Marítimo, ocorreu um duplo erro da equipa de arbitragem, que deveria ter levado à repetição da grande penalidade – o guarda-redes avançou da linha de baliza ainda antes do pontapé de Cardozo e, mais grave, o Miguelito e o Fábio Coentrão estavam bem dentro da área quando o pontapé foi desferido. Imagens da Sport TV mostram claramente que era impossível o árbitro não se aperceber de tal facto, até porque se passa totalmente dentro do campo de visão deste;
d) pouco antes de terminar o jogo, já depois do golo do Benfica, um jogador do Marítimo que se encontrava dentro da sua grande-área cortou nitidamente com a mão uma jogada de Weldon. Se uma situação equivalente foi sancionada com penalty contra o Benfica, então deveria haver critérios uniformes e ser assinalada grande penalidade contra o Marítimo…
 
Enfim, não há dúvida que vamos ter mais do mesmo e que ao Benfica não bastará ser melhor do que o Porto, se quiser ser campeão. Vai ter que ser muito melhor, para compensar as “habilidades” - umas mais subtis, outras mais grosseiras como as de domingo passado – que alguns árbitros insistem em cometer!
 
 



Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Um problema de actualidade impede-me de escrever sobre o tema que tinha previamente definido e para o qual já tinha feito uma espécie de esboço mental: o papel das lideranças nos clubes portugueses.

 

Fica para a próxima. Para já, sinto-me refém da necessidade de escrever algo sobre o primeiro jogo na Liga, frente ao Marítimo, na Luz. Começo por assinalar o facto de terem estado no estádio quase 55 mil benfiquistas, o que demonstra não só a vitalidade do clube, como a onda de euforia que está instalada.

 

Está ou estava? Esta primeira questão é essencial para o futuro da época. Continuo a considerar que o Benfica tem tudo para chegar ao título, apesar deste percalço, com o empate frente ao Marítimo.

 

Mas, estou certo, não passou de um percalço em que o futebol é fértil. O Benfica jogou qb para ganhar por muitos e, nem sequer vou arranjar desculpas no penálti falhado de Cardozo, nas oportunidades criadas e desperdiçadas ou na dualidade de critérios do árbitro que, na dúvida, prejudicou sempre o Benfica. Exemplo maior: a grande penalidade marcada contra o Benfica e a grande penalidade não marcada contra o Marítimo, após jogada de Weldon e mão na área do defesa madeirense.

 

Enfim, já estamos habituados. Vou ser breve. Gostei da segunda parte, como Jesus sublinhou. O massacre foi total e foi bonito de ver o público sempre a apoiar, como o treinador também salientou.

 

Não entro, para já, em mais pormenores. Destaco apenas que gostei de Jesus, nas substituições que fez, e na conferência de imprensa que deu. Num e noutro caso, foi um treinador à Benfica. Logo, um treinador campeão.

 

Espero agora que a Luz também se encha na 5ª feira contra o Voltava e espero também uma grande vitória, domingo, em Guimarães. O Benfica está bem e recomenda-se.




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