Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

António de Souza-Cardoso em 30/07/09 | comentar | 26 comentários

 

Estou, como tenho dito, muito animado com a nova dinâmica e atitude deste Benfica.

Os jogos já realizados na pré-época são, como também disse, muito prometedores.

Também me pareceu que nesta época houve a preocupação de ter um plantel coerente e equilibrado, onde não faltassem coisas e onde não sobrassem coisas.

Mas a verdade é que todos os dias abro os jornais e vejo mais uma contratação para o Benfica. Ele foi Keirisson, ele é Júlio César, ele será César Peixoto.

E se fico entusiasmado com a novidade de quem entra, fico preocupado com a fatalidade de quem tem que sair. Penso na qualidade e no potencial de Fredy Adu, de UrretaViscaya, de Fábio Coentrão. Penso na inteligência de Ruben Amorim, na visão de Carlos Martins ou na experiência e liderança de Nuno Gomes e começo a reflectir sobre quais destes magníficos jogadores serão sacrificados ao ímpeto renovador de uma Direcção em luta contra o tempo?

Não posso também deixar de ter preocupações sobre estas rupturas tão vincadas e abruptas que ainda no passado recente se revelaram desastrosas. Terá o Benfica a capacidade de acomodar tanta mudança?

Saberá Jorge Jesus equilibrar as expectativas de jogadores de grandes credenciais no Clube, com as novas estrelas que chegam às catadupas e que pedem tempo e jogo para justificarem o investimento feito?

Conseguirá Jorge Jesus o ascendente positivo e motivacional sobre um balneário a abarrotar de gente?

Para não falar das questões financeiras associadas a esta mudança e à necessidade de “fixar” jogadores indispensáveis ao Clube, como Óscar Cardoso e Angel di Maria.

Veremos.

Eu, depois das boas exibições já feitas com um plantel equilibrado como o Benfica parece ter, tinha estancado o ímpeto renovador e apostado, isso sim, em arrumar a casa. Em olhar para a Organização. Em varrer com o que não serve e reconstruir uma nova cultura de exigência para dentro e para fora. Para ver se dentro de casa assumimos coerentemente as nossas funções e responsabilidades e fora de casa somos capazes de exigir respeito pelo Benfica e pela verdade e transparência no futebol.

Mas pode ser que todas estas preocupações representem só o fatalismo ou a maledicência do meu lado escaldado.  

António de Souza-Cardoso

 




Terça-feira, 28 de Julho de 2009

José Esteves de Aguiar em 28/07/09 | comentar | 11 comentários

O nosso Benfica está, realmente, outro!

 
Dá gosto ver a forma como os jogadores se empenham, como lutam, como pressionam até ganharem a posse de bola.
 
Gostei muito – apesar da derrota “fabricada” – de ver a atitude do Benfica no jogo de apresentação contra o Atlético de Madrid e, mais ainda, gostei de ver os jogos contra o Sunderland e o Ajax.
 
Há quem diga que, neste último jogo, tivemos sorte na forma como obtivemos o primeiro golo, uma vez que foi um auto-golo da equipa adversária. Certo é que os erros dos adversários são, muitas vezes, fruto da pressão exercida pelos nossos jogadores.
 
Estou convicto de que muitas mais vezes algo semelhante irá acontecer ao longo da época que vai iniciar-se, desde que tal atitude “guerreira” da nossa equipa se mantenha.
 
Confesso que nunca fui um adepto incondicional de Jorge Jesus, mas tenho que reconhecer que é extraordinária a mudança positiva de atitude que conseguiu provocar em tão pouco tempo. Alguém reconhece o Di Maria, o Aimar, o Carlos Martins, o David Luís, como sendo os mesmos jogadores da época passada? Actualmente, parece-me que temos uma equipa formada por onze Maxi Pereiras, tal a garra com que disputam cada centímetro de relvado.
 
Se juntarmos a este facto fundamental a capacidade de dar espectáculo, de gizar jogadas espectaculares como as que temos visto, só podemos antever uma grande época!
 
Quem me conhece bem sabe que não sou de “embandeirar em arco”, mas também sabe que sou daqueles que acreditam até ao fim, que se recusam a alinhar em comentários derrotistas de “velhos do Restelo”.
 
Para além da “garra” evidenciada e do espectáculo proporcionado, o que mais me tem dado grandes esperanças no novo Benfica é a sensação com que fico, jogo após jogo, de que o futebol flui com naturalidade, parecendo tornar quase surpreendentemente fácil o que se antevia difícil. Independentemente dos resultados, a sensação com que tenho ficado em vários jogos é a de que, se precisássemos de forçar mais, poderíamos construir resultados mais dilatados, sem grande dificuldade.
 
As soluções ao alcance de Jorge Jesus são, realmente, bastante melhores do que no passado recente, reforçando a sensação de que Luís Filipe Vieira pretende realmente, neste seu novo mandato, reforçar a vertente desportiva.
 
Os reforços recebidos têm demonstrado sê-lo, de facto, com natural destaque para Saviola, Shaffer, Javi e Ramires. Confirma-se agora a chegada de Keirrison, embora para “rodar” no Benfica.
Confesso que tenho pena – eu que me lembro perfeitamente do Benfica jogar apenas com Portugueses, embora Portugal abrangesse, nessa altura, um âmbito geográfico muito mais amplo – que o nosso clube alinhe actualmente com tantos estrangeiros.
 
No entanto, tenho grande esperança que esta seja apenas uma fase transitória da história do Benfica porque, com as condições criadas para o surgimento de novos valores, dentro de dois ou três anos poderemos contar com várias jovens promessas portuguesas – entretanto confirmadas – no escalão principal.
 
O Futuro é nosso!



Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Pedro Fonseca em 27/07/09 | comentar | 38 comentários

Há cerca de um ano, Jorge Jesus esteve para entrar no Benfica pela mão de Luís Filipe Vieira. Vicissitudes naturais do mundo do futebol fizeram com que o Benfica se virasse para outro lado, tendo a escolha recaído na terceira opção (neste caso, quarta) para treinador principal da equipa de futebol, depois de não terem sido bem sucedidas as abordagens a Eriksson e a Carlos Queiroz. Veio Quique Flores, com os resultados que se conhecem.

 

É curioso agora verificar que a vida também não corre de feição aos outros dois nomes equacionados. Eriksson está num clube da quarta divisão inglesa; Queiroz vive momentos difíceis à frente da Selecção Nacional.
Na cabeça de Vieira, Jesus ficou sempre como a primeira opção para o que desse e viesse. O Presidente do Benfica sabia o que queria e o então treinador do Sporting de Braga continuava a merecer a sua confiança.
Depois de uma época desportiva desastrosa, Vieira tinha pela frente a conjuntura, provavelmente, mais difícil da sua Presidência. O último campeonato estava a 5 anos de distância; os investimentos em novos jogadores estavam longe de surtir efeito; no horizonte aparecia um complicado período eleitoral.
Seria eleitoralmente mais eficaz apostar num treinador estrangeiro de nome sonante e palpitante, mas Vieira não foi por aí, recusando o caminho mais fácil para a sua reeleição. Contrariando aqueles que o acusam de “não perceber de futebol” (seja lá o que isso quer dizer), Luís Filipe Vieira apostou no homem que ele sabia, há muito, ser o treinador certo e ideal para comandar o Benfica.
Aqueles que elegem a teimosia como a característica mais vincada da personalidade de Vieira têm aqui um exemplo de como essa teimosia foi uma inequívoca marca de qualidade para a defesa dos interesses do Sport Lisboa e Benfica.
Finalmente, chegou Jesus, pela mão de Luís Filipe Vieira. Dois homens da mesma cepa lideram os destinos do Benfica. Entre os dois há aquilo que se pode chamar uma “empatia genética”. Vieram de baixo até ao topo. São perfis bem portugueses, de “self made men”. Nenhum deles nasceu em berço de ouro. Falam claro, sem rodriguinhos nem figuras de estilo.
Um e outro são líderes “à Benfica”. O futebol dá muitas voltas e é sujeito a muitas imponderabilidades, mas a dupla Vieira/Jesus tem tudo para dar certo. O Presidente do Benfica sabe que joga uma cartada final e decisiva. Jogou todas as fichas em Jesus.
Um treinador português com o perfil de Jorge Jesus nunca seria consensual no universo benfiquista, mas Vieira seguiu o seu instinto e decidiu. Com o Presidente do Benfica, as decisões nunca servem para agradar a gregos e troianos, mas para servir o Benfica.
Até ver, Jesus já conquistou tudo e todos. Vieira tem razões para estar feliz. A aposta tem sido coroada de sucesso. A época é, contudo, longa e os perigos vários. Certo é que para estes dois homens, o destino é comum: Ganhar!



Domingo, 26 de Julho de 2009

António de Souza-Cardoso em 26/07/09 | comentar | 26 comentários

Tenho visto com entusiasmo o “Novo Benfica” 2009/2010..

Bem sei, como dizem os nossos adversários, que este início da época é, à sombra do passado recente, a altura do ano em que a esperança renasce e nem a alma benfiquista mais recalcitrada ou empedernida consegue ficar indiferente à esperança de um futuro que o passado glorioso do Clube repetidamente exige.

Os sucessivos investimentos feitos nos últimos anos aprofundam esta repetida expectativa que a força da marca do Benfica ajuda a amplificar.

Sou um crítico conhecido (pelo menos nos limites deste Blog) do actual Presidente do Benfica. Não obviamente por qualquer razão pessoal. Nas poucas vezes que privei com o Presidente Luis Filipe Vieira, fiquei sempre devedor de uma grande cordialidade que me merecem reconhecimento e apreço. Mas, com a mesma frontalidade que tive com amigos e adversários, sempre achei que o “tempo de vida” e as características de Filipe Vieira não servem o futuro do Benfica. Um bom gestor de empresas não é obrigatoriamente um bom gestor de um clube desportivo porque, como em todos os negócios, existe uma especial intuição que uns têm e …. outros, não.

Este é, no entanto, o tempo genuíno de acreditar e eu, inefável apaixonado do Benfica, não tenho outra hipótese senão acreditar outra vez que, desta vez, vai ser realmente diferente.

Não que nada tenha mudado em relação aos últimos anos. Pelo terceiro ano consecutivo o Benfica faz “uma fuga para a frente”. É o Clube português que mais investe e o que menos “resultados relativos” tem, quer do ponto de vista estritamente desportivo, quer ao nível do “deve e haver” das transferências no cada vez mais curto mercado internacional.

E qualquer leigo percebe que este ciclo desportivo e financeiro não pode continuar por muito tempo. O Benfica tem gasto próximo dos 30 milhões de euros em cada uma das últimas 3 épocas. Sem resultados desportivos. E, logo, sem o retorno financeiro esperado. E também, porque os ciclos “viciosos” têm as suas regras, sem a possibilidade de vender os seus principais activos.

Luis Filipe Vierira quis mais uma vez arriscar. E provavelmente fez bem. O Benfica não pode estar tanto tempo sem ganhar. Mas precisa de acrescentar duas coisas a este arrojo.

Uma, de natureza pessoal, é passar a assumir a liderança e a responsabilidade. Quem arrisca e ganha não deve dispensar os merecidos aplausos. Mas quem arrisca e perde, ainda para mais repetidamente, não deve ficar a assobiar para o ar. Porque o risco, (o dinheiro é claro), não sai do bolso de quem arrisca mas da instituição que todos devemos abnegadamente servir.  

 

Outra, relacionada com a instituição. Se o Benfica não acrescentar a este arrojo um grande cultura de organização, baseada novamente na responsabilidade, na exigência e no rigor, pode continuar a arriscar anualmente que só por acaso petiscará qualquer coisa. Espero, com sinceridade, que Luis Filipe Vieira perceba estas duas lacunas.

A não ser que a ambição do Benfica e dos Benfiquistas seja mais pequena do que ser campeão.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS1: Que grande entrevista a de Ricardo Costa ao “Semanário Sol”. Com a clareza e frontalidade de quem nada deve e nada teme, este boavisteiro nascido no Porto, afirma preto no branco que à luz dos novos regulamentos aprovados pela Liga o Porto desceria de divisão pelos actos de corrupção praticados pelo Seu Presidente. E se o castigo de seis pontos, mesmo à luz dos anteriores regulamentos (que não puniam boa parte dos crimes praticados) tivesse sido aplicado no ano passado, o Porto não seria campeão. Então, temos jogo viciado ou não temos?

 

PS2: Gostei da exibição do Benfica contra o Sunderland. Julgo que só falta melhorar no eixo da defesa. Não gostei que tivéssemos começado o jogo sem um único português. Não honra a história nem a glória do Benfica. Só para meditar…

  




Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Depois de umas semanas afastado do Blog por motivos de força maior, é com enorme prazer que regresso a este espaço para acompanhar e comentar o nosso Benfica.

 

Como sempre, no defeso as forças crescem, a mística volta e a esperança renasce. Este ano no entanto, julgo haver mais condições que no ano transacto para estarmos optimistas. Senão vejamos:

  1. O Treinador é um conhecedor do Futebol Português e não necessita de períodos de compreensão ou adaptação
  2. A época foi planeada com tempo e as contratações mais importantes estão feitas e integradas desde o arranque dos trabalhos
  3. O plantel é mais forte

Ainda assim existem lacunas que me preocupam ligeiramente:

  1. A posição de guarda-redes continua sem um Michel Preud'homme que garanta pontos "impossíveis". Não estamos mal servidos e não é por causa de Quim ou Moreira que seremos ou não campeões, mas gostava efectivamente de ver a baliza mais bem servida
  2. A equipa não tem extremos de raiz, sendo que isso exigirá um forte cultura táctica e rapidez de execução que permita que a equipa se desdobre e "alargue" em campo. Isto será particularmente importante contra equipas pequenas e muito fechada e para as quais se o Benfica concentrar o jogo no meio do terreno terá mais dificuldade
  3. A rentabilidade real de Saviola, Aimar, Di Maria e Cardozo estarão muito ligadas à qualidade do Benfica deste ano e não será fácil colmatar castigos, lesões, etc

Em resumo, acho que com muito trabalho e exigência, este plantel tem qualidade e condições para devolver alguma glória ao Clube e é isso que espero. Também eu com esperança e optimismo renovado.

 

PS - Pelo 3º ano consecutivo o Benfica aposta forte (30 milhões) em aquisições. Espero que desta vez as apostas sejam certas...e vitoriosas

 

PS1 - Não gosto de ver no Benfica boicotes. A TVI por muito parcialmente que trate a informação não deve ser impedida de entrar nas Conferências de Impresa. Não me parece que possamos ter os comportamentos que criticamos aos outros...e como se diz mantém os amigos perto mas os inimigos mais ainda!

 

Saudações Benfiquistas,

Paulo Ferreira




Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

 

 

Por ocasião da passagem de mais um aniversário recebi do Benfica uma mensagem de parabéns, que me anunciava a oferta de um bilhete para assistir ao jogo de apresentação do Benfica 2009/2010.

 

Gostei da ideia, sobretudo pelo cuidado demonstrado no relacionamento com os associados e enquanto estratégia de marketing, e da organização que pressupõe por parte da equipa que gere estas iniciativas.

 

Os bilhetes foram adquiridos na Casa do Benfica no Porto, e lá fui de romaria para a Luz com o meu filho e um amigo. A paragem obrigatória na Mealhada, para o leitão, deixou-nos mais confortados para a Romagem à Catedral.

 

Chegados ao Estádio e depois de adquirida a camisola nº 30 de Saviola para equipar a rigor o meu filho, fomos assistir ao espectáculo desde o início. Os lugares não eram famosos, mas pelo menos obrigaram-me a perder uns quilos, na subida dos degraus até quase ao topo do 3º piso do estádio. Nota fraca para o prometido espectáculo de apresentação da equipa, que não passou de um mero desfilar dos jogadores numa passadeira e palco pouco atractivos.

 

 

Impressionante como de costume o voo da Vitória no período imediatamente antes do início do jogo. Por muito repetido que seja (e já o vi várias vezes) nunca deixa de ser espectacular.

 

 

 

Fantástico também o ambiente no Estádio, com 57.462 espectadores numa 3ª feira à noite.

 

 

 

 

Quanto ao jogo, nota muito negativa para a deplorável arbitragem de um árbitro(?) sem qualidade, que prejudicou o Benfica de uma forma sistemática, não assinalando as faltas a nosso favor e conseguindo não marcar uma grande penalidade clara a nosso favor mas assinalar uma inexistente, por pretensa falta de Miguel Vítor sobre Aguero. Pensei, ingenuamente, que pelo menos num jogo particular contra uma equipa espanhola poderíamos ter uma arbitragem isenta.

 

O Benfica, sem jogar muito bem, criou situações de golo suficientes para ganhar confortavelmente mas, como infelizmente também vem sendo hábito, falhou quase todas e permitiu que o Atlético de Madrid, sem criar jogadas verdadeiramente perigosas, marcasse dois golos!

 

Reyes e Simão foram muito acarinhados pelos adeptos do Benfica e mostraram ambos que fazem muita falta nesta nossa equipa. Quanto aos nossos reforços, aqui vai muito brevemente a minha opinião:

 

Sepsi – noite para esquecer.

Patric – não comprometeu mas não entusiasmou.

Shaffer – a seguir a Maxi Pereira foi o que mostrou melhor desempenho como lateral, especialmente no ataque, com alguns bons apontamentos, como aquele cruzamento para a cabeça de Cardozo que quase deu golo.

Saviola – jogador de grande classe, que ainda nos vai dar muitas alegrias; fez o primeiro golo numa excelente jogada e ofereceu-o a Cardozo.

Roderick – muito seguro a defender, sem complicar; gostei mais uma vez de ver este miúdo a jogar.

Ramires – entrou aparentemente muito nervoso, com algumas perdas de bola, mas depois mostrou qualidade, sobretudo a defender, até porque o entendimento com os colegas no ataque não pode ainda existir.

Fábio Coentrão – bom regresso ao Benfica, cujo ataque ganhou maior dinamismo após a sua entrada.

 

Reforcei a minha opinião de que, apesar das ausências que ainda se verificam, temos o melhor ataque desde há muitos anos, mas que se mantém alguma lentidão na organização do processo ofensivo (Carlos Martins foi o mais notório) e também algumas imperdoáveis falhas de concentração, quer na concretização das jogadas de ataque, quer em termos defensivos, como as que deram os dois golos do Atlético de Madrid.

 

 




Terça-feira, 21 de Julho de 2009

José Esteves de Aguiar em 21/07/09 | comentar | 13 comentários

 

Encontro-me em Lisboa, onde espero assistir hoje ao jogo de apresentação do nosso Benfica.
 
Ontem à tarde fui ao Estádio, para buscar os ingressos e fiquei espantado com a quantidade de gente que por lá circulava.
 
Não eram apenas as pessoas que faziam fila nas bilheteiras mas, principalmente, o ambiente familiar que lá se vivia e respirava.
 
Seguramente, muitas pessoas que estão de férias, quer residam em Portugal, quer sejam emigrantes. Estes, religiosamente, fazem a sua peregrinação à Catedral da Luz, procurando transmitir aos seus descendentes – muitos dos quais mal falam português – o que significa esta alma benfiquista.
 
As lojas estavam cheias, a marca Benfica vendia-se em todas as formas e objectos, tudo servia para levar uma recordação, algo que nos faça sentir perto, mesmo quando estamos longe…
 
É muito bonito ver e sentir este benfiquismo, mais forte do que todas as adversidades, as desilusões ou mesmo as fúrias pontuais que todos sentimos, fruto de frustrações por resultados desportivos menos conseguidos.
 
Uma nova época está a começar e a paixão por este Grande Clube sente-se de forma tão evidente que é inegável.
 
Assim saibam os “artistas” retribuir dentro do campo este apoio generoso, entusiástico e caloroso que todos nós, adeptos ou sócios, lhes procuramos transmitir!



Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Pedro Fonseca em 20/07/09 | comentar | 49 comentários

Este é o ano de todos os perigos. A reeleição de Luís Filipe Vieira, sufragada por uma esmagadora maioria de benfiquistas que não querem que o Benfica caia em mãos estranhas aos sócios, foi um soco no estômago daqueles que por detrás da candidatura de José Eduardo Moniz, com a sua aquiescência ou não, queriam tomar de assalto o nosso clube.

 

Vieira sabe, porém, que uma batalha está ganha, mas a guerra ainda está para durar. A vertente desportiva é, por isso, a mina de ouro que todos querem agarrar – os direitos televisivos pós contrato com a Olivedesportos.
O investimento feito na equipa de futebol, cujas exibições estão a deixar os benfiquistas de água na boca, visa o único objectivo possível – o título de campeão. Vieira também precisa dele como de pão para a boca.
Quem quer tomar de assalto o Benfica tudo fará para fragilizar Luís Filipe Vieira. E aqueles que se aprestavam para se constituir em alternativa ao actual líder do nosso clube, aplaudirão todos os passos em falso da equipa de futebol.
Vieira sabe disso. Rui Costa também. Os nossos adversários também sabem que este é um ano crucial para o Benfica. A peça principal de todo este puzzle está nos resultados desportivos. Se negativos, Vieira pode cair e o Benfica ficará irremediavelmente exposto; se positivos, então retomaremos a hegemonia do futebol português por muitos e bons anos.
Os últimos sinais dão a entender que o Benfica vai ter de lutar contra tudo e todos. Rui Moreira, o comentador desportivo portista, em crónica no jornal “A Bola”, fez o seu papel. Disse que o Benfica fará “os possíveis e impossíveis” para ganhar o campeonato. Era bom que Moreira clarificasse o que quis dizer, sem lançar estas subtilezas de linguagem para mandar recados a terceiros.
Estamos atentos. Os benfiquistas sabem bem o que quer dizer “fazer os impossíveis” na boca de um portista. O recado estava dado e a arbitragem da final do Torneio do Guadiana percebeu-o bem.
Uma grande penalidade correctamente assinalada sobre Aimar, mereceu um levantamento de rancho no banco do Olhanense, comandado por Jorge Costa, o ex-capitão do FC Porto, que recentemente afirmou que em Portugal o único grande que treinaria seria a sua ex-equipa.
Na ressaca desse lance, o árbitro assinala incorrectamente uma grande penalidade contra o Benfica. É irrelevante dizer que a primeira, falhada por Cardozo, devia ser repetida por adiantamento do guarda-redes. O que é preciso sublinhar são estas habilidades a que o futebol português está há muito habituado.
Querem outro exemplo? Domingos Paciência, lembram-se dele em Leiria? Como treinador da União, olhos no chão, para não ver o seu querido clube a ser derrotado pela equipa que comandava.
Domingos não perdeu o norte. Substituiu Jorge Jesus no comando do Sporting de Braga (coincidência?) e logo disse ao que vinha. Contra todas as regras da ética e do companheirismo afirmou que nunca tinha visto tantas pubalgias num plantel, numa crítica velada aos métodos de Jorge Jesus. E ontem, foi mais claro, ao dizer que o Sporting de Braga deveria ter feito mais e melhor na última temporada. Domingos não perde por esperar e espero que Jesus lhe responda dentro do campo.
Mas estas afirmações não caíram do céu nem nasceram da livre iniciativa de Domingos, que sempre demonstrou ser um bom moço de recados. O que tudo isto revela é que para o Benfica, este campeonato vai ser o ano de todos os perigos!



Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

António de Souza-Cardoso em 16/07/09 | comentar | 23 comentários

 

Começo por pedir desculpa não só pelo atraso horário deste post mas também pela demora na actualização dos V. comentários. A verdade é que os amigos do alheio me aliviaram do meu portátil e só hoje consegui repor a normalidade da minha vida (pelo menos no que à comunicação diz respeito).

Concordo que depois das eleições este é o tempo mais estimulante do futebol.

Acabei de ver o nosso Benfica ganhar ao Atlético de Bilbau no primeiro jogo do Torneio do Guadiana.

Como bem disse Jorge Jesus não foi tecnicamente o melhor jogo deste Benfica renovado, mas houve vontade e disponibilidade física para ganhar.

Tenho muita esperança que, ao contrário do ano passado, possamos construir uma equipa equilibrada e coerente. Sem faltas claras nalgumas posições ou situações de excesso indesejáveis em planteis que exigem uma gestão harmoniosa de expectativas.

 A compensação dos laterais foi uma boa notícia. Assim o seja também a sua qualidade e adaptação ao clube.

Julgo pelos jogos que já vi que a prioridade deve ser dada a dupla titular de centrais (Luisão sai ou não?) e à urgente contratação de um trinco. Parece-me de menos sacrificar mais um ano Ruben Amorim pondo-o a jogar,  como hoje, numa posição que não é a dele.

No resto só boas noticiais. Aimar mostra uma adaptação e uma entrega que podem ser decisivas para este Benfica. Fábio Coentrão entrou com ganas de disputar o lugar. E Javier Saviola é daqueles que não engana. Tenha ele como Ramires a atitude certa. A mesma que levou Rui Costa a dispensar Falcão. Só isso nos fará mudar de cultura e encontrar sucesso na organização e gestão desportiva.

Um Clube grande como o Benfica, só pode ser trampolim para ganhar títulos e não para saltar clubes supostamente de maior dimensão. Mais não seja porque não há clubes com maior dimensão que o Benfica. Essa é que é essa!

Vamos vigiando que o gato anda muito escaldado mas que este Benfica promete, promete.

 

António de Souza-Cardoso

 PS: Dada a hora tardia e o sono com que estava não reparei que o boneco escolhido tinha uma corda ao pescoço. Não era essa a ideia que queria transmitir, nem existe qualquer cinismo neste post relativo aos "sinais prometedores" que vejo no nosso Benfica. As minhas desculpas e aqui fica uma imagem mais "prometedora". 




Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 15/07/09 | comentar | 31 comentários

 

 

Na gestão das contratações para a época 2009/2010, ressalto como especialmente positiva a declaração de intenções de Rui Costa (a propósito da tentativa falhada de contratação de Falcão) de não pretender aceitar atletas que não estejam empenhados em vir para o Benfica. Nas suas palavras: «O Benfica só vai contratar jogadores que tenham a mesma vontade que o clube. Quando há dúvidas, prefiro optar por outro jogador, independentemente do seu valor».

 

Esta tem que ser a postura do Benfica e fico muito agradado por ver o principal dirigente do nosso futebol profissional a declará-la sem tibiezas. O que estranho, neste âmbito, são os casos de Ramires e de Reyes.

 

De facto, ainda antes de pisar o relvado da Luz, Ramires já revelou à imprensa que vem para Portugal “com a intenção de realizar uma boa temporada e sair depois para outro grande clube europeu”. Não me parece que se enquadre no espírito anunciado por Rui Costa quanto ao grande prazer em representar o clube!


No extremo diametralmente oposto temos o caso de Reyes, um dos melhores jogadores do Benfica na época passada. Rui Costa assumiu o desejo de continuar a contar com Reyes, tendo mesmo chegado a dizer que era um dos casos prioritários, e este sim foi um jogador que manifestou claramente o desejo de representar o Benfica! Além disso, não percebo como se vai rentabilizar o importante investimento feito na aquisição de 25% do seu passe.

 

O estabelecimento dos princípios orientadores é importante, mas é preciso um esforço grande de coerência para que seja uma realidade com efeitos consequentes … 

 

P. S. – Dos jogos treino já realizados, e apesar das muitas ausências que ainda se verificam, fica-me a agradável sensação de que temos o melhor ataque desde há muitos anos. As jogadas de entendimento rápido estão já num estado de mecanização muito acima do que seria de esperar nesta fase da preparação mas, infelizmente, mantêm-se imperdoáveis falhas de concentração, como as que deram os dois golos do Sion. Não é que a defesa tenha estado mal; mesmo com a utilização da dupla de centrais mais nova de que me consigo recordar no Benfica, não foi por aí que os problemas surgiram. O Sion não conseguiu criar jogadas verdadeiramente perigosas, mas marcou dois golos!

 

 

 

 

 

 




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