Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Pedro Fonseca em 29/06/09 | comentar | 69 comentários

Quando faltam cinco dias para as eleições no Sport Lisboa e Benfica, uma certeza podemos já ter. Esta está a ser uma campanha civilizada e digna do nosso Glorioso clube. Luís Filipe Vieira, o candidato da lista A, tem feito o que sempre fez, andar perto dos sócios, num périplo que já se tornou lendário às Casas do Benfica.

 

Bruno Carvalho, o candidato da lista B, está a fazer, e bem, a sua entronização nas Casas do Benfica. É aqui que se joga sempre muito do futuro do nosso querido clube. Vieira sabe-o desde sempre.
De fora ficaram aqueles que julgam que o Benfica se discute em salas de hotel ou em conferências de imprensa em alcatifados espaços. Não, o Benfica discute-se e debate-se junto dos sócios, com os sócios.
Todos sabem a minha posição nestas eleições. Tenho a certeza, e a campanha não me fez mudar de ideias, que Luís Filipe Vieira é o melhor para o Benfica. Se tudo correr normalmente, vai entrar no seu terceiro mandato. A sua obra, em seis anos, é o seu melhor currículo e cartão de visita.
Mas, como o actual Presidente do Benfica, este não é um clube sectário, nem revanchista, nem adepto de purgas ou de caça ás bruxas. Depois das eleições, todos são precisos, todos são necessários – desde que venham com boa fé e dispostos a ajudar.
A união é essencial e decisiva para um Benfica cada vez maior. Apelo, assim, a todos os benfiquistas que vão votar. Que seja uma afluência condizente com a dimensão do nosso clube. Até por isso acho que a candidatura de Bruno Carvalho foi benéfica para o Sport Lisboa e Benfica.
Estes 5 dias que faltam devem ser aproveitados para mobilizar os benfiquistas a irem às urnas. Espera-se, por isso, que os candidatos, que têm sabido engrandecer o clube sem ataques pessoais, nem picardias gratuitas, possam ajudar a essa mobilização. Viva o Benfica!
Post-Scriptum: O que se passou na final de juniores devia envergonhar o futebol. Mas o que se passou depois das declarações de alguns responsáveis, devia envergonhar o Sporting, clube que mais uma vez mostrou que gosta de ser controlado.



Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

António de Souza-Cardoso em 25/06/09 | comentar | 63 comentários

Nós, os portugueses, temos o defeito ou a virtude de contextualizar. Quando temos um assunto para tratar adornamos a conversa, giramos em torno da questão, aproximamo-nos perigosamente, voltamos à esquiva e só mais tarde, com o interlocutor derreado, lhe espetamos a faca, se é que ainda sabemos o que é o assunto.

Como empresário luto muito contra este vício. Não se consegue uma reunião sem um intróito repleto de cortesias ou salamaleques. Sem “criar ambiente”. Como se estivéssemos ali por essa razão. E somos habitualmente mais eloquentes e eficazes a falar do que não interessa do que a “matar o galo”. Julgo que a produtividade portuguesa subiria vertiginosamente se nos proibíssemos a todos e aos que connosco trabalham de fazer outra coisa senão tratar do assunto que nos reuniu.

O mesmo ocorre com o futebol. Tendo a beleza que tem, o futebol latino ganha em estética o que perde em contundência e eficácia. Os “rodriguinhos” são bonitos mas não ganham jogos. E porque muita vezes, nós os aficionados, aplaudimos e confundimos as coisas, passamos para os jogadores a tentação de se envaidecerem e de serem excessivamente individualistas, o que num jogo táctico e colectivo como o futebol pode fazer toda a diferença.

Tinha começado este artigo por uma frase que apaguei e que agora recupero: “Hoje apetece-me ser objectivo”. Vejam lá o “teclado” e o tempo que já gastei em criticar aquilo que acabo de fazer.

E agora sim. Claro que temos que falar de eleições.

Toda a gente (então nos Blogs!) fala de independência, mas confesso que vejo muito pouca independência de quem quer que seja. Julgo até que o que existe é preconceito por aquilo que é novo, que mexe, que perturba que inquieta. Aparentemente preferimos estar quietos, na nossa vidinha leda e calma, ainda que à mesa (benfiquista) nos chegue o mesmo arroz e feijão do costume (promessas, novos ciclos e os mesmos terceiros lugares). Temos pouca ambição e não raras vezes mostramos inveja e ressentimento por quem a tem.

Também nos envaidecemos quando nos consideram. O actual Presidente do Benfica desmultiplica-se em convites a quem lhe possa dar a notoriedade e a credibilidade que lhe escapa, ou a quem o possa criticar ou fazer sombra. Registo os convites a antigas glórias do Benfica que hoje (e bem) vivem do Clube, como briosos profissionais. E tenho pena que em período eleitoral se não respeite a sua independência e se abuse da sua necessidade. Registo ainda, com simpatia para quem foi convidado mas com ironia para quem convidou, que os dois Bloggers do Novo Benfica que se demitiram, pelas razões que então apresentaram, foram ambos convidados para a Comissão de Honra da (re)candidatura do actual Presidente.

Já disse muitas vezes que nada tenho contra Luis Filipe Vieira. Mas não gosto dos seus métodos que me parecem reveladores da sua falta de estatura e elevação. Para mim pior do que não ganhar só mesmo ganhar de qualquer maneira. Isso é um culto que se instalou a Norte e contra o qual eu sempre lutei.

Objectivamente para os muitos comentadores que criticaram na altura: Eu não avisei na saga do Treinador (vejam o post de então que tanto criticaram);

O mesmo para o golpe estatutário que foi dado. Vieira que já só precisa de um “Boby” e de um “Tareco”, demitiu-se. Porquê? Agora até os seus apaniguados com medo dos mesmos estatutos, falam que por causa “instabilidade”. Que instabilidade?

 Falem verdade!

 Demitiu-se para ficar com o melhor de dois mundos: Preparar a próxima época e contratar quem bem lhe aprouvesse (os 100 jogadores que já contratou não eram suficientes…) e, simultaneamente não permitir uma boa preparação do período eleitoral porque sentia crescer a oposição interna. Uma chapelada, como eu então disse, e ficou provado.

Também falei da elegibilidade da candidatura de Bruno Carvalho. Mesmo os não afectos a Vieira disseram que não. Que a letra dos estatutos (boa ou má) era clara. Expliquei (vejam no post) que era precisamente a letra e o espírito dos estatutos que caucionavam essa legitimidade.

Por isso é que, sem preconceitos, desafio todos os benfiquistas a pensarem o que está em jogo nesta disputa eleitoral. Conheço o Programa do Bruno Carvalho porque está publicado no seu site. Ainda não conheço o de Luis Filipe Vieira (mas estou seguro que vai existir). Gostava que fossem discutidos com espírito crítico e com abertura. Que fossem também reflectidos e discutidos os caminhos e garantias que cada projecto nos dá para um regresso do Benfica à liderança.

Que fosse discutida com clareza e transparência a situação financeira do Clube. As justificações para o aumento brutal do passivo. A estratégia para a publicidade, o merchandizing  e os restantes direitos televisivos. O projecto para as amadoras (Vilarinho deixou cair recentemente a máscara numa das suas gaffes habituais), para as Casas do Benfica, para as Claques. As mudanças na gestão (principalmente da gestão desportiva), na organização e na cultura de rigor e responsabilidade que o Benfica deve ter.

Enfim, para tudo o que pode fazer o Benfica voltar a ser grande.

Para já o que tenho visto mostra que Bruno Carvalho já foi muito mais longe do que lhe vaticinaram. Não se ia candidatar? Candidatou-se. Não lhe iam aceitar a candidatura por inelegibilidade? Foi aceite. Não tinha ideias nem Programa? Já os apresentou. Não tinha pessoas para os Órgãos Sociais? Estão apresentados também.

Paulatinamente fez um projecto que (goste-se da pessoa ou não) merece ser discutido. Porque do outro lado sabemos que vêem aí muitas promessas mas também sabemos já o que a “casa gasta”.

António de Souza-Cardoso

 




Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 24/06/09 | comentar | 32 comentários

 

      

 

 

As eleições para os órgãos sociais do Benfica deviam ser uma oportunidade para se discutir o clube, projectando as soluções que permitam o seu engrandecimento.

 

A discussão das propostas alternativas permitiria uma participação de todos os benfiquistas, pelo menos através da escolha do projecto que mais os entusiasmasse com o voto consciente e esclarecido.

 

Em vez disso, assiste-se a um jogo de interesses, em que cada candidato se preocupa pouco com os interesses do Benfica e muito com as suas hipóteses de chegar ao poder.

 

Luís Filipe Vieira nem sequer se dá ao incómodo de apresentar o seu projecto para que possa ser discutido e avaliado!

 

Além disso, manifestou claramente que a sua reeleição se sobrepõe ao superior interesse do Benfica, com a manobra táctica da antecipação das eleições, para uma altura em que já havia assumido um conjunto importante de compromissos que formatam definitivamente a gestão do futebol (e não só) para a próxima época, e com prazos tão apertados que limitava fortemente a capacidade de apresentação de candidaturas alternativas.

 

O Benfica deve muito a Luís Filipe Vieira pelo que fez no passado, em termos da reconstrução da instituição e da recuperação da sua credibilidade. Infelizmente, com este tipo de actuação, é o próprio Luís Filipe Vieira que está a destruir a sua credibilidade e a sua imagem perante os benfiquistas.

 

Quanto ao Bruno, a sua candidatura tem o grande mérito de ter conseguido, apesar de todas as dificuldades que esta manobra eleitoral certamente provocou, apresentar uma lista e elaborar um projecto que serve de base programática para o mandato. Concorde-se ou não com as ideias propostas (e eu gostei bastante de algumas, mas não irei discutir aqui este tópico para não dispersar em relação ao essencial do post de hoje, que já vai longo), pelo menos sabemos o que esperar do Bruno se ele for eleito.

 

Apesar disso, a manobra táctica de pedir eleições antecipadas e depois acusar LFV de não ser elegível à luz dos estatutos do Benfica por ter acedido ao seu pedido (OK, não vamos discutir a táctica do “timing” das eleições) insere-se claramente num tipo de jogada eleitoral tão ou mais criticável que a de Luís Filipe Vieira.

 

Quanto às medidas mais imediatas que cada um tomará se for eleito, também me parece que nenhuma das candidaturas foi muito feliz. De facto, apesar de não conhecer muitas propostas concretas para o curto prazo, as que conheço preferia não conhecer.

 

Luís Filipe Vieira promete envolver-se pessoalmente na gestão diária do futebol. Apesar de, obviamente, o Presidente ser o responsável máximo por tudo o que acontece no Benfica, fui um dos que aplaudiu a forma como LFV se retirou da gestão diária do futebol, entregando-a a Rui Costa, pelo que considero este um retrocesso na organização interna. Além disso, não consigo compreender como é que alguém que não pode sequer assistir aos jogos da equipa por conselho médico pode ser o responsável pela gestão dessa mesma equipa (em boa verdade, apesar de não ser médico, não percebi muito bem como é que o conselho médico proíbe a assistência aos jogos de futebol, mas permite a participação em provas de atletismo e a assistência aos jogos das outras modalidades). Além disso, as medidas de gestão já implementadas reflectem uma confrangedora falta de originalidade, com o despedimento do técnico que ia ser uma aposta de continuidade e a contratação de um novo técnico e de mais uns quantos jogadores.

 

O Bruno, apesar de felizmente já ter feito um recuo táctico, anunciou muito clara e repetidamente que a sua primeira medida seria a contratação de Carlos Azenha e o despedimento de Jorge Jesus, a quem prometeu que seria o treinador com a passagem mais curta pela Luz. Esta seria, sem dúvida, uma medida com profundas implicações ao nível do normal planeamento e desenvolvimento da preparação da época, entretanto iniciada uns dias antes e isto seria suficiente para que a decisão inicial fosse muito ponderada e definitiva (de facto, apesar de concordar que só os burros é que não mudam de opinião, acho que não se anuncia uma medida com este impacto sem uma profunda reflexão de todos os prós e contras que encerra). Independentemente de não poder avaliar a qualidade técnica de Carlos Azenha (como aliás a maioria dos portugueses, uma vez que o conhecem apenas por ter sido adjunto de Jesualdo na época 2007/08 e comentador desportivo na televisão na época passada), não me parece que a diferença relativamente a Jorge Jesus possa ser considerada tão significativa que mereça o risco inerente ao desequilíbrio que, necessariamente, se geraria no seio do plantel.

 

Das primeiras decisões de Jesus, após a contratação pelo Benfica, divulgadas pela imprensa, consta a decisão de não contar com Chalana e Diamantino como técnicos adjuntos. A ser verdade, esta é mais uma clara demonstração de ineficácia da actual Direcção; de facto, ou estes técnicos não têm competência para os lugares para que foram contratados, ou então não pode ser dada esta margem de manobra a um técnico recém-chegado ao clube.

 

Voltando ao início, as eleições para os órgãos sociais do Benfica deviam ser uma oportunidade para se discutir o clube, projectando as soluções que permitam o seu engrandecimento. Infelizmente, por tudo o que se tem passado, parece que será mais uma forma de os benfiquistas se agredirem mutuamente em facções rivais e de fornecerem mais armas aos nossos adversários, não só nas "bocas" que iremos ouvir nos próximos dias, como, e mais importante, na luta pelos nossos objectivos em termos desportivos.  

 




Terça-feira, 23 de Junho de 2009

José Esteves de Aguiar em 23/06/09 | comentar | 34 comentários

 

O nosso Grande Benfica não para de nos surpreender. Desta vez, a propósito das eleições e, certamente, sem nos dar razões para nos sentirmos orgulhosos.

 
Que me lembre, é a primeira vez em que tantas circunstâncias pouco habituais se entrecruzam, a saber:
 
1 - As eleições foram antecipadas – no meio de grande polémica – tendo levado um sócio a apresentar uma providência cautelar com vista a suspender a aplicação da decisão de antecipação. Entretanto, sem qualquer explicação plausível, o mesmo sócio desistiu da providência cautelar que havia interposto – antes mesmo de a mesma ser apreciada pelo Tribunal - apenas alegando o seu Advogado que “Nos últimos dias estava a ser procurado por muita gente, por isso resolveu desistir para preservar a tranquilidade familiar”. Passará pela cabeça de alguém, ao interpor uma providência cautelar relativa às eleições do Benfica, com todo o mediatismo que tal necessariamente implica, que irá passar despercebido? Convenhamos que não é propriamente o mesmo que requerer o arresto de uma viatura de um qualquer cidadão anónimo…
 
2 - Temos duas candidaturas apresentadas com os pré-requisitos cumpridos – a de Luís Filipe Vieira e a de Bruno Carvalho - e uma outra candidatura – a de Carlos Quaresma – que nem sequer apresentava um número suficiente de elementos para preenchimento dos órgãos sociais (apenas apresentou 11, quando deveriam ser 20…), pelo que não foi possível validá-la.
 
3 – A candidatura de Bruno Carvalho foi apresentada a bordo de um avião e confesso que até hoje me escapa a lógica de tal aparato. Parece-me que, desta vez mais do que nunca, precisamos de candidaturas com os pés bem assentes no chão. Não consigo perceber qual a mais-valia (excepto para a TAP) de ser apresentada uma candidatura num avião especialmente fretado, numa altura em que há tantos Benfiquistas que se vêm obrigados a escolher entre pagar as quotas do Clube do seu coração, ou fazer umas comprinhas necessárias no supermercado…
 
3 - As duas candidaturas apresentadas e validadas em princípio, encontram-se sob análise, devido a eventuais incompatibilidades estatutárias.
 
A de Luís Filipe Vieira por Bruno Carvalho alegar não ser estatutariamente possível os membros de órgãos sociais que apresentem a demissão recandidatarem-se antes de decorridos seis anos;
 
A de Bruno Carvalho por, alegadamente, não possuir um número de anos suficiente, como sócio do Benfica, para lhe ser estatutariamente possível candidatar-se a Presidente do nosso grande Clube.
 
Ou seja e no limite, se as objecções levantadas a estas duas candidaturas fossem atendidas por quem de direito, nenhuma delas poderia seguir por diante! De repente, umas eleições antecipadas ficariam desertas, uma vez que já não é possível apresentar qualquer outra candidatura a tempo da data marcada para as eleições.
 
4 – Uma outra putativa candidatura – a do Movimento Benfica, vencer, vencer – não chegou a passar de um projecto, uma vez que o candidato supostamente escolhido há cerca de três meses (José Eduardo Moniz) afinal só terá sido convidado à última da hora e não teria tempo para preparar devidamente a sua candidatura. Será que se tratou de uma segunda escolha, a qual só avançou depois da recusa de outro potencial candidato?
 
5 – Ainda quanto a esta última hipótese de candidatura, surge agora uma teoria de eventual conspiração, a fazer lembrar os tempos de 1580. Os castelhanos estariam a preparar-se para tomar de assalto o Benfica, visando os potenciais lucros que lhes poderiam ser propiciados pela marca e pela televisão privada.
 
No meio de todos estes factos, ditos e desditos, ficam os Benfiquistas com um sabor amargo na boca. Bem sei que o Benfica é um alvo extremamente apetecível, mas será que não poderíamos ter uma campanha um pouco mais normal?
 
E será que, após as eleições – sejam elas quando forem e com quem forem – seremos capazes de fechar as feridas profundas que têm vindo a ser abertas?
 
Os nossos adversários mais directos esfregam as mãos de contentes com o circo que está montado e só esperam que, no final, a barraca venha abaixo.
 
Compete a nós, Benfiquistas habituados a cair e a reerguer-nos, unir esforços para evitar que tal aconteça. Compete também a nós, Benfiquistas indefectíveis, transmitir aos nossos candidatos que não gostamos que ofereçam aos nossos adversários, de mão beijada, motivos para sermos objecto de chacota.
 
PS – Ao meu amigo António de Souza-Cardoso, que fez o favor de se referir (também) a mim no seu último post, gostaria de esclarecê-lo: de facto sou, em princípio, apoiante do actual Presidente do Benfica, pelas razões que apontei no meu post “Certezas e Equívocos – Parte 2”, mas prezo-me de ter o espírito suficientemente aberto para analisar as alternativas. Quanto a estas, confesso que esperava bastante mais.
 



Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Em 2004, em jantar de aniversário da Casa do Benfica de Santo Tirso, da qual sou muito orgulhosamente presidente da Assembleia Geral, tive ocasião de dizer publicamente a Luís Filipe Vieira, seis meses após ter sido eleito pela primeira vez para a Presidência do Sport Lisboa e Benfica, que esta humilde mas generosa e dinâmica Casa tinha sido a primeira a apoiar a sua eleição. Disse-lhe mais: não estamos arrependidos.
Hoje, não seis meses mas quase seis anos depois, digo-o a título pessoal (mas sei que é o sentimento esmagador da Casa): não estou arrependido. Daqui a poucos dias os benfiquistas vão votar para eleger os órgãos sociais para o triénio 2009/2012.
Ter opinião e manifestá-la é um direito e um dever de cada benfiquista. Um clube geneticamente democrático, mesmo antes da democracia, não tem medo destes momentos, porque sabe que sai sempre mais forte, mais solidário e mais unido destas pugnas eleitorais.
É por isso que não nos devemos afastar do que é essencial e, principalmente, não devemos dar pretextos aos nossos adversários. Os benfiquistas exigem, por isso, uma campanha digna, limpa, à Benfica. Não imitemos os maus exemplos que vimos noutras paragens.
A partir do dia 4 de Julho, todos os benfiquistas se devem unir em volta do Presidente democraticamente eleito. Todos somos indispensáveis para fazer com que o Benfica continue a cumprir o seu destino histórico: Ganhar.
A posição que assumo perante os benfiquistas, em sintéticos 11 pontos, é uma reflexão e, julgo, um estímulo para que ninguém deixe de ir votar. Temos de demonstrar, com uma afluência maciça, que somos o Maior Clube de Portugal.
Porque voto Luís Filipe Vieira: 1 – Devolveu a credibilidade e a honra ao clube; 2 – Saneou-o financeiramente e equilibrou as contas; 3 – Fez reacender a Mística; 4 – Bateu-se corajosamente pela verdade desportiva; 5 – Terminou com um jejum de 11 anos, com o título nacional de futebol de 2004; 6 – Criou infra-estruturas desportivas para as próximas gerações (o novo Estádio, o Centro de Estágios, os 2 pavilhões, as piscinas); 7 – Criou a Benfica TV, projecto inédito em Portugal e veículo de difusão de mística e benfiquismo; 8 – Criou a Fundação Benfica, instituição de cariz social que prestigia o nome do clube; 9 – Reforçou a “marca” Benfica, com a campanha de angariação de sócios, transformando o Benfica no Maior Clube do Mundo; 10 – Apoiou as modalidades e a formação – o Benfica Eclético e Global -, permitindo-lhes retornar ao trilho dos títulos; 11 – Apoiou e estimulou todas as Casas do Benfica (em Portugal e no Mundo), nunca faltando com a sua presença, tendo sido, provavelmente, o mais “nacional” de todos os Presidentes do Sport Lisboa e Benfica.
Aqui ficam expressas as razões do meu voto. Mais importante é, porém, que todos os sócios do Benfica se expressem no próximo dia 3 de Julho. Luís Filipe Vieira tem, ainda, uma parte da História para realizar e concluir: o regresso consistente às vitórias no futebol (e o projecto do Museu do Benfica para lançar). Arrumada definitivamente a casa no campo financeiro e infra-estrutural, tem agora todo o tempo para essa tarefa. A História o registará! Viva o Benfica!

 

Post - Scriptum: Só hoje assumo publicamente o meu apoio ao actual Presidente do Benfica. Faço-o no momento em que julguei mais adequado: está definido e estabilizado o naipe de candidatos. Não o fiz no passado para não alimentar o ruído e a confusão, prejudiciais ao Benfica. A partir de agora e até dia 3 de Julho espero uma campanha à Benfica: digna e esclarecedora. A partir de dia 3, todos somos necessários, todos somos Benfica!




Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Paulo Ferreira em 19/06/09 | comentar | 68 comentários

As eleições entram numa fase decisiva e os sócios terão de decidir.

 

Já manifestei o meu apoio à candidatura do Bruno Carvalho e congratulo-me com a sua persistência e postura, mantendo de forma corajosa a intenção de liderar um clube que representa a maior marca nacional.

 

Vou votar no Bruno por várias ordens de razões:

  1. Entendo que o Bruno tem o perfil de liderança que o Benfica necessita
  2. Sei que o Bruno é uma pessoa muito séria e competente
  3. Reconheço no Bruno um benfiquisto extremo, que é a única razão pela qual não tolera que os outros sejam melhores que o Benfica
  4. Sei que o Bruno é uma pessoa exigente e que fará tudo para que o Benfica seja um clube com maior responsabilidade e exigência, o que dará maiores probabilidades de vencer
  5. Entendo que o Benfica precisa de sangue e ideas novas que o levem de regresso à Glória de outros tempos

Por outro lado, tenho dificuldades em reconhecer maiores competências nas alternativas.

 

A direcção actual mostrou com a decisão de demissão para provocar eleições antecipadas (que o são mas numa data em que a época já começou para que se possa justificar decisões - tomadas ao abrigo de uma SAD - que não são meros actos de gestão) que actua num domínio de falta de transparência e dependência do poder, que julgava e esperava estar afastados do Benfica. Esta medida da forma como aconteceu retirou a confiança e minimizou a admiração pelo trabalho que vinha sendo feito.

 

Quanto às alternativa do movimento Vencer, Vencer, revelou ontem não o ser! Mas se olharmos com atenção já não o era tal o grande de grande incompatibilidade entre as diversas pessoas que o compõem e que daria por certo uma instabilidade que ninguém deseja.

 

Por tudo isto, e por desejar o melhor para o Benfica espero que Bruno Carvalho seja o próximo Presidente!

 

Viva o Benfica,

Paulo F.




Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

António de Souza-Cardoso em 18/06/09 | comentar | 25 comentários

O Miguel Álvares Ribeiro, sempre atento ao “Novo Benfica”, lembrou bem o momento festivo que atravessamos depois de, na semana passada, termos “vingado” o nosso primeiro aniversário.

Julgo que interpreto o sentimento de todos quantos estiveram e estão ligados a este projecto se disser que, depois de tantas centenas de posts, de tantos milhares de comentários de tantas centenas de milhar de visitas e “page views”, o “Novo” Benfica”  soube ganhar o que tinha para ganhar e soube, principalmente, estar à altura da história e da glória do Benfica.

A todos, mesmo todos:

Aos sempre ausentes (julgo que por lesão) Miguel e Armindo; aos agora desistentes (julgo que por desilusão) Júlio e Pedro Ribeiro; mas essencialmente aos resistentes, passados e presentes, que continuam a animar este blog, aos que escrevem, aos que lêem, aos que comentam, aos que apoiam, aos que criticam, …

 Um obrigado sincero!

Fomos nós todos que fizemos este Blog!

E quando vejo gente do Mundo inteiro a aplaudir esta iniciativa sinto, com sincero arrepio, que valeu a pena. Porque o Benfica é grande. Porque o Benfica é diverso. Porque o Benfica é assim.

Muita gente não percebeu a liberdade e a diversidade deste Blog. Eu que apoio indefectivelmente o Bruno Carvalho (que comigo fundou este Blog) para a Presidência do Benfica, convidei sem nenhuma conversa ou condição prévia dois bons Amigos para nos ajudarem. Primeiro, o Miguel Álvares Ribeiro que, pelos vistos, está ainda à espera do Seu “Príncipe Encantado” (espero que não um Presidente a tempo parcial…) e, mais tarde, o José Esteves de Aguiar que julgo ser apoiante (se é que percebi bem) do actual Presidente.

Considero muito o Pedro Fonseca que o Bruno Carvalho convidou para o Blog e que é, parece-me, um “apaixonado” defensor não de quem o convidou mas…do actual Presidente do Benfica.

Julgo que chegou a altura de Vos dizer que na minha qualidade de sócio correspondente não posso ser candidato ao que quer que seja.

Não importa aqui a opinião que possamos ter sobre esta ideia potencialmente discriminatória dos Estatutos. Ao tentarem incluir todos os associados do Norte do Sul, do Continente às Ilhas, de Portugal ao Mundo, criaram uma figura supletiva (a de sócio correspondente) que nestes momentos decisivos pode ser considerada uma figura menor (de sócio de “segunda”).

Quer dizer, quem dá efectiva universalidade ao Clube é quem, nas decisões importantes, nada pode protagonizar.

A verdade é que considero que todos devem conhecer os Estatutos do Clube e ninguém (com boa ou má intenção) os deve usar ou manipular para outros fins que não estejam de acordo com a sua letra e o seu espírito. Talvez por diferença de carácter, não quero para mim aquilo que critico nos outros.

Por isso, para os espíritos mais ansiosos (julgo que é mais preciso dizer, mais destrutivos), digo agora que não faz (nem nunca fez) parte das minhas cogitações integrar a Lista do Bruno Carvalho.

Pela simples razão que os Estatutos me não permitem essa missão de serviço que, independentemente de poder aceitar ou merecer, muito me honraria.

Estive orgulhosamente ontem no “Eagle One”, na apresentação oficial da candidatura do Bruno Carvalho. Retive aquilo que no Bruno sempre me cativou:

Um sentido e um projecto para o Clube. Uma estratégia e um Programa claros que pode ser conhecida e avaliada no site da candidatura (www.brunocarvalhopresidente.com) .

Uma ambição por um Benfica Glorioso. Uma vontade por um Benfica que volte a ganhar.

 Uma paixão para que todos possamos ver, ao vivo e a cores, um Benfica permanentemente Campeão.

A personalidade, o conhecimento e o carácter de um Líder e de um Senhor.

No voo grande da águia em que orgulhosamente participei retive o entusiasmo e a esperança de um “Regresso ao Futuro”.

 O mesmo sentimento que me inspirou e me inspira a estar e a ser do “Novo Benfica”.

 

António de Souza-Cardoso

  





José Esteves de Aguiar em 18/06/09 | comentar | 17 comentários

O título deste post, por si só e para além do óbvio jogo de palavras, encerra algumas das dúvidas que me assaltam o espírito, sobre a possibilidade de Jorge Jesus ter êxito no Inferno da Luz.

 
O novo treinador do Benfica vai deparar-se com uma realidade totalmente distinta daquela a que está habituado e com a qual soube lidar razoavelmente nos últimos anos.
 
Desde logo, terá que aprender a lidar com o Inferno da Luz, um palco sui generis no qual as pessoas passam de bestiais a bestas (e vice-versa), enquanto o diabo esfrega um olho (hoje deu-me para anjos e demónios…)
 
O público da Luz sabe ser muito generoso e dedicado - por vezes até me surpreendo com a paciência de que sabe dar provas – e numerosos jogos da época transacta foram disso prova evidente.
 
Quando eu me sentia já irritado pela inoperância e, por vezes, displicência que se viu nalguns jogos disputados na Luz, cheguei a surpreender-me com o crédito quase ilimitado que foi sendo concedido aos jogadores e equipa técnica, a tal ponto que um golito salvador já era festejado como se de um título se tratasse!
 
No entanto, foi também na Luz que já vi jogadores da nossa equipa a serem achincalhados de uma forma que nem os jogadores adversários mereciam.
 
Nesse aspecto, um dos piores exemplos que me lembro de ter visto – e que a televisão mostrou de forma quase exaustiva – foi a de um adepto (?) do Benfica que, em vez de exibir um cartaz pedindo a camisola de determinado jogador, tinha na mão uma cartolina onde tinha escrito: “Nuno Gomes, queres a minha camisola?”
 
Desmoralizar os nossos próprios jogadores é dar um tiro no pé e indigno de um verdadeiro Benfiquista!
 
Por falar em jogadores, estou convencido de que estes vão ser o segundo Inferno de Jesus, se não forem devidamente “metidos na ordem”. Os jogadores que Jorge Jesus treinou até agora eram medianos e provavelmente nunca haviam sido orientados por técnicos de nível elevado. A realidade agora será outra: Jesus vai deparar-se com alguns jogadores de nível internacional, com bastante experiência e que poderão ter a veleidade de não respeitarem um treinador que só agora chega a um clube grande.
 
Sabe-se que Jorge Jesus não se ensaia nada para gritar com os seus jogadores, chegando mesmo a insultá-los quando estes não cumprem à risca as suas instruções. Para se impor no Benfica tem que estar com as “costas quentes”, sentindo total apoio do Director Desportivo e do Presidente.
 
Um Benfica ganhador não pode dar-se ao luxo de permitir que alguns jogadores se comportem como prima-donas e tem que castigar exemplarmente – com o banco ou mesmo a bancada – qualquer profissional com os ordenados em dia que se atreva a não honrar a camisola sagrada do nosso glorioso.
 
Jesus chegou ao Inferno – o meu desejo é que não seja rapidamente queimado e que saiba conviver com os diabos à solta que o esperam!
 



Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Miguel Álvares Ribeiro em 16/06/09 | comentar | 14 comentários

 

 

Só a fervilhante actualidade do Benfica pode justificar a crise de amnésia colectiva que nos atacou, provocando o extraordinário esquecimento que pretendo tentar remediar com este post.

 

O Novo Benfica cumpriu, há poucos dias, o primeiro aniversário.

 

 

 

O claro sucesso deste blog mede-se facilmente pelo facto de estarmos à beira dos 400 mil visitantes, tendo publicado 345 posts e cerca de 18 mil comentários. Apesar de todas as vicissitudes por que passámos neste ano, o projecto Novo Benfica não só se afirmou como mantém toda a sua actualidade. Fazia falta um blog que se dedicasse essencialmente a pensar o Benfica, para além do comentário sobre a actualidade benfiquista.

 

Abaixo podem ver alguns indicadores estatísticos sobre o Novo Benfica. Em primeiro lugar a avaliação mensal do número de visitas e de páginas visualizadas:

 

 

 

E também uma demonstração de que o Benfica é universal, apesar de, como é natural, a maioria dos visitantes serem portugueses:

 

 

 

 

 

 

A todos os que, com as suas visitas e comentários, nos têm ajudado a construir o sucesso do Novo Benfica, o nosso muito obrigado.

 

VIVA O BENFICA!

 




Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Pedro Fonseca em 15/06/09 | comentar | 21 comentários

Os últimos dias foram marcados pelo anúncio da transferência milionária de Cristiano Ronaldo de Machester para Madrid. No vulcão mediático que se gerou, muitas doutas opiniões verberaram o dinheiro aplicado nesta operação – 94 milhões de euros.
 Nada de mais errado. Florentino Perez sabe o que faz e o que faz fá-lo bem. O actual presidente do Real Madrid, conhecido por ter construído a famosa equipa dos “galácticos”, não investiu à louca. Pelo contrário, ele sabe que este e outros investimentos se pagam a eles próprios.
Estamos a falar, como já perceberam, de merchandising – que é a mesma coisa que dizer “venda de emoções”. Quantas “camisetas” de Ronaldo, de Kaká, de Villa, não se vão vender por estes dias na “Tienda Bernabéu”? E quem diz “camisetas” diz qualquer tipo de adereços que leve o nome destas estrelas…
Antes de começarem a chutar a bola no relvado do Santiago Bernabéu, estes novos galácticos já estão a fazer movimentar as caixas registadoras do Real Madrid. Por isso, os investimentos só são caros quando não trazem qualquer retorno.
Estamos a falar de merchandising, repito. Algo onde os clubes portugueses estão ainda na pré-história. Uns, FC Porto e Sporting, nunca poderão aspirar a recolher muitos frutos (verbas) desta actividade em virtude do seu mercado ser muito limitado – mais limitado o do Sporting do que o do FC Porto.
O Benfica, pelo contrário, tem perante si um mercado interno de seis milhões de potenciais clientes e um mercado externo que pode facilmente chegar aos 50 milhões. Poucos clubes no Mundo se podem gabar de ter tal dimensão e tal força de penetração ao nível das emoções que despertam. No passado, chamava-se a isto a “mística”, agora chama-se a “marca”.
Imaginem agora a febre que seria se juntássemos o passado glorioso, a mística e os êxitos desportivos do presente, que estão aí a chegar. Por isso, é que é preciso fazer uma inflexão nesta matéria do merchandising no Benfica.
O passado não foi risonho e as responsabilidades devem ser atribuídas à empresa que tinha essa tarefa (a TBZ). Eu sei, porque testemunhei, a insatisfação do Presidente do Benfica quanto ao trabalho que estava a ser feito nesta área. Agora, só pode melhorar.
Pensem nisto: quem consegue reunir mais de 500 pessoas num jantar à volta de um anúncio de que não se tem a certeza de que possa ocorrer, não deve temer os investimentos que estão a ser feitos, ou que possam vir a ser feitos. Basta que se saiba retirar deles o retorno devido, como o faz o Real Madrid, como vai estar preparado o Benfica para o fazer também.
Outro gerador de importantes receitas é o Museu do Real Madrid – o mais visitado museu de Espanha. Só quem tem uma História assim pode aspirar a garantir elevado número de visitantes. O Museu do Benfica é também um projecto com o cunho de Luís Filipe Vieira e, também ele, pode ser uma importante fonte de receitas. Por aqui se vê como o passado não é “coisa morta”, pelo contrário, deve ser fonte permanente de vida.
Mesmo sem retumbantes êxitos desportivos no futebol, ninguém pode renegar este mérito maior a Luís Filipe Vieira: ter levantado a marca e a mística do chão; ter, de novo, feito brilhar um nome que se arrastava na lama – Sport Lisboa e Benfica.
Post-Scriptum: Fez bem Luis Filipe Vieira em ter adiado o anúncio da sua recandidatura à Presidência do Sport Lisboa e Benfica. Há coisas que não podem ser ofuscadas por uma mera troca de camisolas.



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