Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Bruno Carvalho em 31/12/08 | comentar | 114 comentários

                                   

 

Aproveito este último dia do ano para relembrar um grande nome do Benfica: José Torres, o “Bom Gigante”, que tem, neste momento, 70 anos.
 
Sobretudo para os mais novos, recordo que José Torres jogou no Benfica entre 1959 e 1971, tendo sido companheiro de equipa de lendas como Eusébio, Coluna, Simões ou José Augusto.
 
Ao serviço do Benfica, Torres ganhou 9 campeonatos e 4 Taças de Portugal, tendo envergado a nossa camisola por 259 vezes e marcado, ao longo da sua carreira, 217 golos.
 
José Torres foi o melhor marcador do Campeonato Nacional, na época de 1962/63, com 26 golos.
 
Torres jogou, ainda, 3 finais da Taça dos Campeões Europeus ao serviço do Benfica: em 1963, 1965 e 1968, tendo sido sempre finalista vencido.
 
Ao serviço da Selecção Nacional, José Torres também brilhou, tendo sido internacional por 34 vezes, marcando 14 golos, tendo jogado os 6 jogos que a Selecção Portuguesa disputou na fase final do Mundial de 1966, em Inglaterra, em que Portugal se classificou em 3º lugar.
 
Como Seleccionador Nacional, José Torres, ficou famoso com a sua frase “deixem-me sonhar”, que antecedeu o jogo que qualificou Portugal para o Mundial do México, de 1986, em que Carlos Manuel acabou por marcar o célebre golo de Estugarda com que Portugal ganhou à República Federal da Alemanha por 1-0.
 
Por tudo isto José Torres merece um lugar de destaque no futebol português e, sobretudo, na memória do Benfica.
 
Estamos a falar de um jogador que foi, repito, 9 vezes Campeão Nacional com a camisola do Benfica e jogou 3 finais da Taça dos Campeões Europeus, num tempo em que os jogadores estavam longe de receber as fortunas que hoje em dia recebem.
 
Se pensarmos que actualmente, do nosso plantel, os jogadores com mais títulos apenas ganharam um único Campeonato Nacional ao serviço do Benfica, se nos lembrarmos que o Benfica ainda este ano se deu ao luxo de pagar prémios de 180 mil euros a Administradores da SAD que talvez nem benfiquistas sejam, se verificarmos que vivemos a época em que o Benfica paga os maiores salários de sempre aos seus jogadores, é totalmente inadmissível esquecer um símbolo do clube como é José Torres.
 
O Benfica podia, deveria e tem absoluta obrigação de cuidar melhor dos seus.
 
É que a solidariedade do Benfica não se pode esgotar em Pedro Mantorras. Um só salário que se paga mensalmente a Mantorras daria certamente para resolver problemas como este.
 
A verdade é que no Benfica gosta-se muito de falar em mística, mas poucos são os que entendem o que isso é.
 
A mística de um clube não deve ser nunca um conceito abstracto, mas algo que se constrói todos os dias.
 
A grandeza de um clube não se mede apenas pelos troféus que se conquistam. A grandeza advém principalmente dos valores que nos orientam.
 
A dimensão e força das instituições vêem-se nos actos que são praticados e no fervor com que somos capazes de defender os nossos, nos momentos em que eles precisam, sobretudo quando temos para com eles uma enorme dívida de gratidão.
 
Ser amigo dos ricos, dos famosos e dos poderosos é tarefa fácil para todos. O que se espera de um clube como o Benfica é algo muito distinto.
 
O que se espera do Benfica não é a ostentação, não são os jactos privados, não são os carros de luxo ou os relógios em ouro.
 
A prioridade do Benfica é ganhar, mas mantendo o respeito pela sua história, curvando-se, com respeito, perante aqueles que com o seu suor, abnegação e talento fizeram do Benfica o maior clube do mundo.
 
O que se pede ao Benfica não é que dê esmolas, mas que saiba cuidar dos seus, que seja um clube com memória e que a respeite e dignifique.
 
É que os balanços que se fazem habitualmente nos finais de cada ano perdem todo o seu sentido quando nos esquecemos do lado mais elementar da vida, quando nos esquecemos da amizade e da solidariedade.
 
Daqui, e neste final de ano, envio um abraço sincero e sentido a José Torres e à sua família, agradecendo tudo o que esse jogador extraordinário e essa extraordinária pessoa fizeram pelo Benfica.
 
Um Bom Ano para todos, benfiquistas ou não.
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: A propósito dos balanços de 2008 que vou lendo por aí, parecem-me todos muito cor-de-rosa e bastante desfasados da realidade.
Essas doses de optimismo são absolutamente prejudiciais ao futuro do Benfica, uma vez que impedem que se procurem soluções para os problemas. Enquanto não formos capazes de enfrentar a realidade dificilmente encontraremos o caminho das vitórias.
O ano de 2008 foi muito difícil para o Benfica. Há que ter a coragem e o discernimento para o dizer, sem quaisquer rodeios.
Em 2008, o Benfica ficou em 4º lugar no Campeonato, atrás do Guimarães, no ano em que o Presidente anunciava que tínhamos a melhor equipa dos últimos 10 anos.
Em 2008, fomos afastados da Taça de Portugal pelo Sporting, num jogo que perdemos em Alvalade por 5-3, quando estávamos a ganhar por 2-0 ao intervalo.
Em 2008, fomos afastados da Taça UEFA pelo Getafe, que ganhou na Luz e em Madrid.
Em 2008, assistimos a uma gestão desportiva lamentável, tendo o Benfica acabado o campeonato com um voluntarioso, mas confrangedor, Chalana como treinador, depois de Camacho ter batido com a porta quando o Benfica ia em segundo lugar, sendo que Camacho estava já, por sua vez, a substituir Fernando Santos que tinha sido despedido ao fim da 1ª jornada. Fazer pior do que isto seria muito difícil e os resultados desta trapalhada foram bem visíveis, tendo o Benfica ficado a 23 pontos do 1º classificado!
Em 2008, comprometemos já muito o ano de 2009 ao termos sido afastados da Taça de Portugal pelo Leixões e por já termos sido eliminados da Taça UEFA, numa participação totalmente inqualificável.
Em 2008, assistimos, ainda, a uma preocupante derrapagem das contas do Benfica, sendo que a informação disponível mais recente, mostra que a SAD, nos 3 primeiros meses do ano, registou um prejuízo de 2 milhões de euros.
Resta-nos a consolação de podermos passar o ano em primeiro lugar no Campeonato e mantermos a esperança de conseguir mantê-lo até ao fim.
Se Rui Costa com Quique Flores e David Suazo e Pablo Aimar e José António Reyes e Angel Di Maria e Óscar Cardozo e Nuno Gomes e Katsouranis e Carlos Martins e Ruben Amorim e Luisão e David Luís e Sidnei, todos juntos, não forem capazes de nos dar o título, por mais sistemas que tenham que enfrentar, então algo de muito errado se passa no Benfica.
Haja mentalidade ganhadora!
É que, com franqueza, já não há paciência para que nos venham falar em mais Novos Ciclos.
Já foram tantos.
E a cada Novo Ciclo seguiu-se sempre uma Nova Desilusão.
Espero que desta vez seja diferente.
Espero que em 2009 sejamos, finalmente, campeões.
 



Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 30/12/08 | comentar | 11 comentários

 

 

 
Em vésperas de passagem de ano é usual fazer um balanço do ano que passou e votos para o Ano Novo que entra.
 
Como o balanço já aqui foi feito pelo Pedro Fonseca, vou apenas dedicar este meu post aos propósitos para o ano desportivo de 2009.
 
Como nisto de propósitos se deve ser ambicioso, ainda que correndo o risco de ser um pouco utópico, o meu principal desejo para o ano desportivo de 2009 em Portugal, é que exista verdade desportiva e espírito desportivo entre os praticantes.
 
Isto, que aparentemente devia ser óbvio e mesmo um pré-requisito para a existência da competição desportiva, significaria uma verdadeira revolução no nosso sistema desportivo.
 
Em primeiro lugar, implicaria o afastamento de muitas figuras. Estes, que se servem do desporto e o viciam, não só não deviam ter lugar no sistema desportivo, como dele afastam muitos dos que o gostariam de integrar mas não o fazem para não se misturarem com essa gente.
 
Por outro lado, para nós Benfiquistas, isso traria muito mais alegrias, pois teríamos muito mais a comemorar, em termos de vitórias e de títulos.
 
Para nosso bem e do nosso sistema desportivo, faço votos de que 2009 seja o ano em que se repõe a verdade desportiva e se reinstala o, há muito perdido, espírito desportivo.
 
Por isso, desejo a todos, especialmente aos Benfiquistas, um excelente Ano Novo de 2009.
 
Viva o Benfica!
 
 



Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Pedro Fonseca em 29/12/08 | comentar | 29 comentários

Este é o meu último post de 2008. Nestas alturas, a tradição obriga a que façamos um balanço do ano. Para mim, a tradição ainda é o que era. Por isso, elegi os momentos que marcaram, na minha opinião, 2008.

Mas primeiro, quero eleger o homem do ano – Nélson Évora, português e benfiquista, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim. Quem senão um atleta benfiquista poderia dar a Portugal a maior alegria e o maior feito desportivo de 2008?
Vamos agora aos momentos mais marcantes. Sendo a ordem arbitrária, começo por um que teve o paradoxo de ser simultaneamente triste e feliz para os benfiquistas: a despedida de Rui Costa dos relvados.
O “maestro” disse adeus a uma carreira fantástica, não com os êxitos desportivos que desejaria, mas envergando a camisola que sempre amou e dignificou. Quando regressou ao Benfica vindo de Milão, pela mão de Luís Filipe Vieira, Rui Costa trazia dois objectivos na cabeça: ser campeão com a camisola do Benfica e acabar assim a carreira de jogador.
As lesões impediram que isso acontecesse, condicionando o desempenho desportivo de uma equipa que estava dependente da sua presença em campo. Acabou a última época já em sofrimento físico e psicológico. Disse adeus aos relvados em noite de emoções na Luz, numa das mais belas despedidas que o futebol já viu. Perdeu o Benfica um génio da bola, ganhou um excepcional director desportivo.
2008 foi um ano mau para o futebol profissional do Benfica. O 4º lugar na Liga foi resultado de dois factores conjugados: as lesões de Rui Costa, que o impediram de dar o seu contributo por vários jogos, e o abandono do treinador Camacho, com muitas jornadas ainda por disputar. No meio destas imprevisibilidades, era difícil fazer melhor.
Transformado em Apito Final, o processo de investigação à corrupção no futebol português, denominado Apito Dourado, viu o seu epílogo este ano, com a condenação de dois clubes importantes, o Boavista FC e o FC Porto, e respectivos dirigentes máximos.
Não me cabe aqui fazer a abordagem deste processo, nem dos seus soluços jurídicos. Apenas registo que no caso do Boavista, ele conduziu o popular clube do Bessa à descida de escalão e ao previsível desaparecimento; no caso do FC Porto, a situação, a meu ver, é mais grave porque irreversível.
O Apito Final, aparentemente, não produziu sequelas desportivas na colectividade das Antas. Aparentemente. Contudo, os prejuízos na imagem internacional do clube (internamente a imagem nunca foi muito famosa) foram gigantescos e, repito, irreversíveis.
Digo-o com conhecimento de causa. Em Genebra e em Basileia, onde assisti a jogos de Portugal no Euro 2008, quando me identificava junto de adeptos de outras selecções dizendo que era da “região do Porto”, tinha como resposta: “Ah, do clube que compra os árbitros!!!”. Talvez os portistas não tenham ainda essa nítida percepção, mas que essa nódoa é algo que manchará para sempre o clube, mais vitória menos vitória, isso é inequívoco.
Agosto foi mês de Jogos Olímpicos. Lá longe, em Pequim, o nome do Benfica foi gritado e dignificado. Nélson Évora (repito, o Homem do Ano), Vanessa Fernandes e Angel di Maria tornaram o Benfica no clube português mais medalhado em Jogos Olímpicos (não esquecer também a medalha de bronze de António Leitão, em Los Angeles/84).
Algumas semanas antes, o Euro 2008, na Suiça e na Áustria, fez parar Portugal. Uma semi-desilusão, com a eliminação nos quartos-final aos pés da finalista Alemanha. Os benfiquistas presentes no torneio, Nuno Gomes e Petit (Quim, infeliz, veio para casa devido a lesão) cotaram-se como dos melhores.
Outro dos pontos marcantes do ano foi a criação da Benfica TV. O arranque deste projecto, algo negligenciado por alguma imprensa (por motivos óbvios), está muito para lá do mero facto de colocar o Benfica na vanguarda dos clubes portugueses e ao lado dos maiores do mundo.
Contam-se pelos dedos das mãos os clubes de expressão mundial que deram o passo para montar um projecto audiovisual próprio. Mas a Benfica TV vai também ser um instrumento decisivo na “revolução” dos direitos televisivos em Portugal. Liderando as audiências, o Benfica exige as contrapartidas monetárias que a sua dimensão reivindica. Com a Benfica TV, Luís Filipe Vieira passa a deter a “arma” decisiva para a batalha que se avizinha.
2008 não terminou sem que o Benfica ascendesse ao lugar que deve ser sempre o seu: o 1º. Esta posição, que está já a incomodar muita gente (vidé arbitragem de Pedro Henriques no Benfica – Nacional), tem muitos responsáveis, mas deve-se sobretudo a uma estrutura de futebol profissional, blindada, eficaz e solidária (como se viu na resposta ao escândalo da anulação do golo de Cardozo no já referido Benfica – Nacional), pronta para dar resposta positiva a todos os desafios – e vão ser muitos e duros – que 2009 vai trazer. Estamos preparados! Um Bom Ano para todos!
 
PS: O Bruno Carvalho, cujos textos muito aprecio pela sua pertinência e arguta inteligência, deu, num dos seus últimos posts, uma notícia bombástica (os blogues também servem para dar notícias e não só para publicar opiniões), que, não fosse a nossa comunicação social andar distraída, seria manchete em qualquer jornal: José Veiga é benfiquista.
Ao revelar que o ex-presidente da Casa do FC Porto do Luxemburgo e antigo conselheiro predilecto de Pinto da Costa sempre foi, afinal, adepto (sócio?) do Benfica, destrói também um dos maiores mitos do clube azul-e-branco: só ter na sua estrutura portistas “bacteriologicamente” puros. Luís Filipe Vieira está perdoado.

sinto-me: Alegre
música: Happy New Year


Sábado, 27 de Dezembro de 2008

António de Souza-Cardoso em 27/12/08 | comentar | 17 comentários

Pouco há a dizer hoje, no último sábado do Ano, a não ser desejar a toda a Família Benfiquista, a quem este Blog é especialmente dedicado, um novo Ano Bom:

- Com paz e concórdia entre os Homens de boa vontade (tão poucos no futebol);

- Com verdade, justiça e equidade (tão fustigada e diminuída no futebol);

- Com um olhar especial pelo Outro (que só existe no futebol se for do nosso Clube; e mesmo assim…)

- Com anseio de felicidade e prosperidade para todos os Povos (tão difícil no “Ano Negro”em que vamos entrar)

- COM O BENFICA CAMPEÃO! (não acredito em campeões do Natal do Carnaval e da Páscoa. Só me conformo mesmo com o autêntico e genuíno Campeão que é o que o Benfica vai ser no final desta época).

 A todos os que participam neste Blog de forma construtiva e edificante, mesmo que discordante e controversa, os meus desejos sinceros de um Ano de 2009 pleno de boas realizações.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS: Ainda este Ano a Comissão Disciplinar da Liga analisará o castigo ignóbil aplicado a Nuno Gomes no último jogo com o Nacional. Fica a esperança que a Justiça desportiva esteja melhor neste último “julgamento” do que esteve em todo o ano de 2008 e que mesmo aconteça com os “Henriques” e os ”Xistras” deste Mundo.  

 

 

 

 


sinto-me: Renovado
música: Happy New Year!


Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Paulo Ferreira em 26/12/08 | comentar | 18 comentários

Espero que todos estejam a ter umas Festas Felizes e que a consoada tenha sido fantástica. E que 2009, um ano que se prevê difícil, seja um bom ano para cada um de vós e que para o nosso Benfica seja a confirmação de um virar de página, com a conquista de mais um título!

 

Custa-me a entender que num país em crise (financeira e desportiva) e onde os estádios cada vez estão mais vazios, não se aproveite esta época para promover o espectáculo. Muitas pessoas estão de férias, estão disponíveis e por certo seria uma boa forte de mobilizar o público para ir ao futebol promovendo a união de famílias inteiras em torno deste grande espectáculo. Parar entre o dia 22 e o dia 4, não me parece ajudar em nada o futebol!

 

 O jogo com o Nacional já foi por aqui analisado e reanalisado, por isso a única coisa que me apraz dizer é que é lamentável quando se erra e se justifica o mesmo com o injustificável. Não é um sinal de boa fé nem de inteligência! E a verdade é que o Benfica nesta altura estaria com mais 2 pontos que podem vir a fazer falta.

Mas cuidado, jogámos pouco, muito pouco, e não se pode tapar o sol com a peneira à conta de um erro óbvio de arbitragem. Temos de ser melhores e a principal razão pela qual não ganhámos não foi só a incompetência do árbitro mas sim a falta de qualidade do futebol que praticámos. Para sermos campeões temos de ser melhores, até porque ao que parece e pela amostra podemos continuar a esperar arbitragens deste nível!

 

Uma última nota para dizer que parto para 2009 com grande esperança na equipa e na estrutura que a suporta. Está coesa, fala a uma voz e desportivamente parecem estar criadas as condições para dar o salto!

 

Um Bom Ano para todos e que o Benfica seja Campeão,

Paulo Ferreira




Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Bruno Carvalho em 24/12/08 | comentar | 39 comentários

                          

 
Chegados a este período do ano o que realmente importa é desejar a todos um excelente Natal.
 
Este ano a família benfiquista tem razões para sorrir uma vez que há 15 anos que não tínhamos esta satisfação de passarmos a noite de Natal em primeiro lugar do campeonato.
 
Se a tradição ainda for o que era, esta liderança natalícia significará que o Benfica será o campeão nacional este ano, uma vez que, na vastíssima maioria dos anos, o campeão de inverno é o campeão no final da época.
 
Como tive a oportunidade de dizer antes do campeonato começar, parece-me que cada vez mais os destinos de Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Quique Flores estão interligados. E isso é bom.
 
É bom porque incute no Benfica um espírito de solidariedade e de co-responsabilização, ao contrário do que se tem passado noutros anos em que se tem procurado sempre um bode expiatório.
 
Desta vez, com um director desportivo como Rui Costa e um treinador com a reputação de Quique Flores não há margem para empurrar responsabilidades.
 
De facto, nota-se que há uma grande solidariedade e cooperação entre as três principais figuras que podem influir directamente no sucesso desportivo do Benfica.
 
É por este motivo, aliado ao facto de possuir indiscutivelmente o melhor plantel da Liga Portuguesa, que o Benfica vai em primeiro lugar e dificilmente de lá sairá.
 
Eu lembro-me do tempo em que, mal o Benfica conseguia 1 ponto de vantagem, os nossos adversários sabiam que nunca mais nos tiravam da liderança.
 
Este ano vamos à frente porque somos os melhores. Temos os melhores jogadores, o melhor treinador e o melhor director desportivo e temos um presidente solidário com o grupo. O resultado natural deste caldo será, sem dúvida, o título.
 
Para sermos campeões apenas temos que manter uma boa organização, um balneário blindado e um espírito ganhador.
 
Conforme já disse anteriormente, o Benfica não necessita de mais jogadores que venham introduzir desnecessárias perturbações. Ao Benfica basta manter este grupo unido e todos festejaremos, no verão, o nosso 32º campeonato.
 
Quero deixar uma última palavra à nossa equipa de basquetebol: 14 jogos, 14 vitórias! E a última vitória conseguida fora, frente ao Porto, com um cesto no último segundo. Isto é o Benfica. Espero, apenas, que Henrique Vieira não tenha o mesmo destino que os treinadores ganhadores costumam ter no Benfica.
 
Despeço-me de todos renovando os meus votos de um santo Natal passado, se possível, em família.
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: Quando alguém erra é importante que se reponha a verdade. Digo isto a propósito do meu post “Um Problema de Identidade” em que afirmei que Domingos Soares de Oliveira era conhecido por ser sportinguista, Paulo Gonçalves era tido como portista e que José Veiga, o homem que deu o último título ao Benfica, seria igualmente portista. Acontece que José Veiga teve a amabilidade de me telefonar para me dizer que eu tinha errado, uma vez que ele sempre foi benfiquista e que as ligações que manteve com o Porto foram meramente profissionais. Fica aqui reposta a verdade e o meu pedido público de desculpas a José Veiga. Fico satisfeito que ele seja um dos nossos. Viva o Benfica!
 
 



Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 23/12/08 | comentar | 61 comentários

Mais uma vez o Benfica não entrou bem no jogo e a primeira parte foi jogada a ritmo lento e sem grande perigo para a baliza do Nacional.

 

A entrada da segunda parte revelou uma equipa do Nacional muito perigosa, que podia ter marcado, em jogadas bem construídas mas que não deixam bem na fotografia a defesa do Benfica.

 

A última meia hora de jogo mostrou um Benfica esforçado, procurando, embora de forma algo previsível, chegar ao golo. Tivéssemos começado o jogo com a vontade demonstrada neste período e talvez o resultado e o comentário fossem completamente diferentes. Mais uma vez a equipa do Benfica não fez tudo o que estava ao seu alcance para garantir a vitória e um avanço mais confortável na liderança da Liga, pelo que deve ser feita uma reflexão interna para encontrar soluções para a ineficácia atacante.

 

Dito isto, para que não restem dúvidas que acho que o Benfica tem obrigação de render mais e de apresentar melhor qualidade de jogo, sobretudo nos jogos em casa, não posso calar a revolta perante a saga do apito. De facto, as agressões à verdade desportiva (e não só) são cada vez mais uma constante na Liga Sagres.

 

No final do jogo o Benfica marcou um golo limpo, mal anulado pelo árbitro. Pedro Henriques já se pronunciou sobre o lance e disse que não teve dúvidas porque "Miguel Vítor, no momento de rotação, toca com a mão na bola e faz com que a bola, que vinha numa trajectória contrária à da baliza, voltasse para o sentido da baliza. E é com a acção da mão que ele coloca a bola nos pés do avançado, que acaba por rematar e fazer o golo" e ainda diz que a questão da intenção é pouco importante, pois "é com a acção da mão que ele coloca a bola nos pés do avançado, que acaba por rematar e fazer o golo".

 

Se o critério é esse, porque não marcou então penalty quando o jogador do Nacional desviou, no mesmo lance, a bola com a mão dentro da área? É que a bola também foi rematada em direcção da baliza e só não prosseguiu nessa direcção por ter sido desviada com a mão.

 

O que parece é que o critério é outro - se a jogada favorece o Benfica então marca-se falta, se favorece qualquer adversário do Benfica, então não se marca.

 

O que se passou com as agressões no túnel do Dragão mostram mais uma faceta preocupante de uma situação que, sinceramente, pensava já estar erradicada da nossa Liga. Altamente comprometedora foi a clara omissão noticiosa desta ocorrência e dos seus contornos, com a excepção da referência imediata, embora tímida por falta de concretização, de Rui Santos no tempo extra da Sic Notícias.

 

A reedição deste tipo de comportamentos e a complacência da imprensa perante tal são, de facto, altamente preocupantes.


Termino desejando a todos um Santo e Feliz Natal, e que o ano de 2009 nos traga arbitragens isentas e de qualidade, para podermos chegar àquilo que mais desejamos: o título!

 




Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Pedro Fonseca em 22/12/08 | comentar | 27 comentários

Depois da tempestade vem a bonança. As eliminações da Taça de Portugal e da Taça UEFA, que marcaram a semana, podem culminar hoje à noite, na Luz, contra o Nacional, com uma vitória que nos deixe mais isolados no primeiro lugar da Liga.

 

Mas a semana também ficou marcada pelas intervenções do Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, do Director Desportivo, Rui Costa, e do treinador, Quique Flores. As palavras de ordem foram bem audíveis, interna e externamente: empenho, trabalho, ambição.
Não houve puxões de orelhas, nem processos disciplinares, nem jogadores castigados, mas sim um alerta geral, dirigido de cima para baixo, e que foi assimilado por todos. O investimento feito na equipa de futebol profissional obriga a uma total concentração de esforços na conquista da Liga – principal objectivo da época.
Luís Filipe Vieira apelou a uma “cultura da exigência”; Rui Costa tranquilizou todos e disse que em Janeiro não haveria nenhuma “revolução” e Quique Flores garantiu que o que se viu contra o Metalist “não voltaria a suceder”.
O que resulta destas declarações é que o Benfica está unido e imbuído do mesmo espírito: vencer a Liga. O clube está blindado contra todos os ataques destabilizadores que os nossos adversários queriam encetar.
É de notar que apesar de uma semana negativo em termos de resultados desportivos, não se assistiu a nenhuma turbulência interna, os arautos da desgraçada ficaram no seu canto, ignorados e desprezados, a estabilidade não foi abalada.
Os principais rostos do clube: Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Quique Flores, deram a cara perante os sócios e os adeptos, quando era fácil e mais cómodo esconderem-se, como outros fazem noutros lados.
Assumiram as responsabilidades e exigiram que rapidamente foi ultrapassada esta fase menos boa. A resposta terão de dá-la os jogadores hoje à noite na Luz. Mas os sócios e os adeptos também têm de contribuir com o seu apoio e entusiasmo, de princípio a fim.
O clube está bem e recomenda-se. Reyes quer continuar; Suazo quer continuar; Aimar quer continuar. Os três ases de um baralho de luxo não esmoreceram o seu entusiasmo com os fracassos na Taça de Portugal e na Taça UEFA. Porque sabem que o projecto que o Benfica está a construir e a desenvolver visa devolver o clube às grandes vitórias internacionais.
Nada nem ninguém nos desviará deste caminho que trilhamos e que nos levará ao sucesso. As palavras que foram ouvidas da boca de Vieira, de Rui Costa, de Quique Flores são o espelho da realidade do Benfica: unidos, empenhados e atentos.
É isso que os benfiquistas precisam de estar, mais que nunca: unidos, empenhados e atentos. A grande nau vai enfrentar algumas vagas, mais agitadas e perigosas, mas o timoneiro tem o comando bem firme nas mãos e a tripulação sabe que a rota é a mais segura para chegar à Terra Prometida: o Título.

sinto-me: Ansioso
música: Feelings


Sábado, 20 de Dezembro de 2008

António de Souza-Cardoso em 20/12/08 | comentar | 36 comentários

A frase que eu repeti neste Blog vezes perdidas não é, desta repetida vez, de minha autoria.

Quem a afirmou foi o Senhor Quique Flores na hora da despedida do Benfica da Taça UEFA.

E não teve razão para menos, não tanto porque precisava de emendar a mão de ambições segundas e menores que transmitiu em momentos recentes mas, principalmente, porque o tal Benfica Europeu, o tal grande projecto galvanizador de um Clube á altura do seu prestigio mundial, acaba sem brio nem glória na porta pequena da mais pequena competição Europeia.

E não acaba de qualquer maneira: acaba em último lugar, sem qualquer vitória, com um único ponto, nove golos sofridos e apenas um golo marcado. E isto, veja-se bem, às mãos (ou aos pés) de 4 equipes pouco destacadas, de outros tantos campeonatos pouco competitivos.

Até o Sporting de Braga, num grupo, com clubes mais destacados de campeonatos mais competitivos, cumpriu com grande dignidade (e pouca fortuna, diga-se) o que está ao alcance de uma equipe de média estatura, que é passar a fase de grupos desta segunda Liga europeia.

Disse há “uns posts atrás” que tive vergonha do Benfica na derrota com o Olympiakos. E andamos aqui no Blog a discutir sentimentos entre todos. Digo agora, mais alto que, independentemente de sentimentos e daquilo que é (e significa) “ter vergonha na cara”, o desempenho do Benfica na Europa, foi uma verdadeira vergonha e merece a nossa reflexão e preocupação.

Tínhamos acabado de ser eliminados da Taça pelo Leixões(!!!) e bem sei que só um milagre nos manteria aberta a porta da Europa.

Mas perder outra vez???

Com miúdos, sem miúdos, com sorte ou azar, com corrupção ou lisura, foi perder outra vez no “santuário” da Luz, contra uma equipe de que seguramente poucos ouviram falar.

E, por isso, o Benfica deste novo ciclo, o Benfica de todas as promessas, do nosso menino Rui Costa, do jovem e ambicioso Quique Flores, fica reduzido a poder ganhar o campeonato (coisa que matematicamente pode ocorrer a qualquer dos clubes da chamada Liga Sagres).

Mas não vamos em primeiro? Vamos, é verdade. Sim, com muito orgulho – já aqui falei do truculento sabor de não “vermos ninguém à nossa frente”.

Mas depois de tudo isto, começo a pensar se este primeiro lugar não será mais por demérito, nomeadamente do FC Porto que renovou mais profundamente a equipe e que tardou mais do que é habitual a ganhar rotinas e procedimentos.

E agora que as tem vindo a ganhar, ao contrário desta confrangedora intermitência exibicional do Benfica, começo a pensar naquele dramático “até quando?”.

E começo outra vez a duvidar, se para além do nosso menino Rui e do jovem e ambicioso Quique, algo mudou de verdadeiramente estrutural na Organização e na Gestão desportiva do Clube?

Digam o que Vos apetecer, mas não posso calar o que me vai na alma: que começo a estar cansado de perder, de acreditar em novos ciclos, de aprovar papel comercial para comprar ainda mais jogadores, num faz de conta que somos ricos e de que é só dar um tempinho que seremos seguramente o Clube Maior que já fomos.

Estou farto de ser gozado cá dentro pelo nosso cheiro a reposteiro e a passado.Estou farto de ser gozado lá fora, até por treinadores obscuros de equipes mediocres.

Já sei que batemos no fundo e que foi preciso tirar o Benfica do pântano onde se atolou. Serão certamente poucas, todas homenagens e felicitações feitas e a fazer a esta Direcção pelo papel que teve nesse capitulo importante da vida do Clube.

Mas o que me preocupa, porque a memória é fraca, é que também muitos de nós diziam do Benfica dessa altura pantanosa o mesmo “ amanhã é que vai ser” e” é preciso dar tempo ao tempo” que hoje insistentemente dizem quando alguém se atreve a duvidar.

E não vou repetir mais vezes que esta dúvida, esta revolta e esta vergonha são, claro está, pelo Amor ao Benfica que nada nem ninguém fará diminuir! 

Como Quique Flores, também eu “não estou aqui para fazer parte da história recente do Benfica”.

Como Quique Flores também eu “não me conformo com o se não for hoje é amanhã!”.

Quero ser Campeão, Já!

Viva o Benfica!

 

António de Souza-Cardoso

 


sinto-me: inconformado
música: SLB. SLB, SLB


Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Quando em 1904 Cosme Damião e mais 23 entusiastas criaram o Grupo Sport Lisboa, dificilmente imaginariam a dimensão do monstro que se ergueria.

 

Da implementação da sede, passando pelo 1º título nacional em 29/30, continuando pela construção do Estádio e fazendo desfilar virtuosos como Cavém, Chalana, Simões, Coluna, Eusébio, Humberto Coelho, Costa Pereira, Bento, entre tanto outros, o Benfica foi-se construindo um dos maiores e mais populares clubes do Mundo!

 

Foi através do seu ecletismo, das suas vitórias dentro e fora de portas, das grandes estrelas, e da célebre mística que se foi desenhando um Benfica de dimensão dificilmente descritível e da qual só nos apercebemos realmente quando ouvimos um “Ninguém pára o Benfica” em Anfield depois de eliminar o Liverpool, quando estamos fora de Portugal ou em outras situações que nos fazem arrepiar e perceber e sentir realmente o clube.

Os nossos principais rivais minimizam a nossa história, em detrimento de um passado recente menos condizente com a grandeza e herança do passado. Fazem-nos porque não a têm com a mesma dimensão e sentem necessidade de reduzir a importância de algo que é manifestamente fantástico.

 

Mas o Benfica continua a ser um Clube Grande porque é quem mais sócios e adeptos tem, é uma das maiores marcas nacionais (se não a maior), é quem tem adeptos mais fiéis e presentes, é quem tem o melhor palmarés (e a história conta e temos orgulho nela), é o único com uma real expressão mundial e concorde-se ou não com algumas medidas é quem tem estado na vanguarda da inovação e modernização (como sendo o primeiro a lançar um canal de televisão por exemplo)!

 

E também é um Grande Clube porque e apesar de uns anos recentes menos felizes, está neste momento em 1º na Liga, em 1º invicto no Basquetebol (onde o FCP está em 8º e o SCP não existe), em 4º no Voleibol e com várias vitórias seguidas (e o SCP e O FCP não existem) tem dois medalhados olímpicos no Atletismo, está à frente do SCP no Futsal (onde o FCP não existe), é 2º no Andebol apenas uma vitória atrás do FCP (e o SCP está em 5º) e em 3º no Hóquei (onde o SCP nem na I Liga está). E se a acção nas modalidades não está isenta de críticas (a saída de Fernando Tavares da liderança e de treinadores vitoriosos mal explicadas, investimentos seguidos de desinvestimentos com pouco critério, entre outros) a verdade é que se conseguiu manter grande parte das modalidades, torná-las menos dispendiosas e mais autónomas e ainda assim vai-se conseguindo ser competitivo (gostaria que o fossemos ainda mais, mas o balanço é positivo). E sei que muitos pensam que o Benfica é um clube de futebol mas discordo… basta recordar o antigo pavilhão cheio num Benfica vs Porto de Basquetebol ou Hóquei para perceber que os benfiquistas gostam do Benfica e apoiam-no em que modalidade for! O Benfica é prioritariamente um clube de futebol mas pode e deve ser mais do que isso e felizmente é-o!

 

Mas é por ser o que é e por dever muito à sua história que o Benfica tem de caminhar para um futuro de renovado sucesso, onde as vitórias sejam recorrentes e a Europa se curve perante a nossa competitividade. E tem de caminhar através de um presente ambicioso, mas sensato! A sede de vitória não pode provocar (novamente) loucuras que levem ao total desequilíbrio financeiro e consequente retrocesso neste processo de revitalização do clube que quero acreditar estar em marcha e no bom caminho. Muitos clubes já provaram que com orçamentos baixos mas grande capacidade de organização e gestão, com grande competência e com uma cultura de vitória se conseguem fazer grandes equipas e se consegue garantir consistência ano após ano.

 

Num período de desejos para o ano seguinte faço votos para que:

 

  1. O clube retome as vitórias recorrentes e seja campeão nacional com regularidade e que não se repita tão cedo chegarmos a Dezembro sem ambições europeias nem na Taça de Portugal
  2. Que este ano seja mesmo um ano 0 (de preferência uma ano 0 “à Mourinho” sendo campeão logo) e que para o ano não vivamos um novo ano 0
  3. Que o discurso seja mais ambicioso desde o Presidente ao Roupeiro e que ninguém se contente com um 2º lugar ou com um empate
  4. Que o clube viva dentro das suas possibilidades e não retorne aos endividamentos e desequilíbrios de onde tenta sair há tanto tempo
  5. Que o clube seja gerido com uma visão e uma estratégia, suportada nos erros e conquistas do passado, vivendo o presente e caminhando para um futuro melhor. Vivemos há demasiado tempo sobre o fantasma do passado e falando de um futuro, esquecendo-nos que o presente também é importante

 

Não sei se é demais mas apenas desejo um Benfica melhor desportivamente e mais equilibrado financeiramente e que honre e prestigie o seu passado, mas viva o presente e prepare um grande futuro!

 

Viva o Benfica!
Paulo Ferreira




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