Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 30/09/08 | comentar | 57 comentários

 

  

 
  
Já estou ansioso, à espera que chegue 5ª feira, para ver o Benfica-Nápoles, primeiro jogo transmitido na Benfica TV.
 
Este é um jogo importante, sobretudo pelas implicações económicas que tem, pela projecção internacional que necessariamente confere e pela força anímica que mais uma vitória conferirá ao Benfica.
 
Jogar contra uma forte equipa italiana já não é fácil, mas quando ela ainda por cima está em vantagem, torna-se ainda mais difícil. Estou convencido que nos irão dar a iniciativa do jogo e tentar aproveitar qualquer falha em contra-ataque.
 
Ainda assim estou certo que vamos vencer mais este adversário e passar à fase de grupos da taça UEFA.
 
O meu desafio aos leitores do blog, a que eu próprio vou também responder já, é que dêem uma de treinador de bancada e digam qual seria a equipa que punham a jogar, os suplentes que teriam no banco e, já agora, qual será o resultado final e quem marca os golos (sim, porque não acredito que alguém possa achar que vai ficar 0-0).
 
A minha maior dúvida seria entre Luisão e Miguel Vítor. Por um lado, gostaria de dar um voto de confiança no "miúdo" e mantê-lo a efectivo mas, por outro lado, pensando na responsabilidade do jogo e, sobretudo, no reflexo negativo que uma exibição comprometedora podia ter na sua evolução como jogador, talvez jogasse pelo seguro e fizesse alinhar a dupla brasileira.
 
Assim, faria alinhar a defesa com Quim, Maxi, Sidnei, Luisão e Jorge Ribeiro, e o meio campo com Katsouranis, Yebda, Carlos Martins e Reyes. No ataque, dada a ausência forçada de Cardozo, jogariam Nuno Gomes e Di Maria.
 
No banco de suplentes Moreira, Léo, Miguel Vítor, Ruben Amorim, Urreta, Balboa e Aimar.
 
Ainda vamos sofrer um bocadinho, mas os golos de Reyes e Nuno Gomes, a fixar o 2-0 final, vão-nos dar o merecido triunfo.
 
Venham daí as vossas propostas alternativas e as críticas às minhas escolhas.
 
Se tudo correr pelo melhor, ainda vou ver o jogo ao Estádio …

 




Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Pedro Fonseca em 29/09/08 | comentar | 39 comentários

Na euforia da vitória sobre o Sporting, no passado sábado, na Luz, alguns detalhes passaram para segundo plano. Depois das análises feitas, quero regressar a esses detalhes, porque, como gostam de dizer os “experts”, é nos detalhes que se ganham os jogos.

O primeiro detalhe que quero realçar tem a ver com a postura do senhor Enrique Sanchez Flores, mais conhecido por Quique Flores. Os analistas apontam a substituição de Ruben Amorim por Katsouranis como o “momento do jogo”, aquele que fez com o que o Benfica tomasse o controlo total da partida e ganhasse o dérbi.
Eu quero recuar um pouco no tempo e dizer que Quique Flores começou bem antes a ganhar o jogo. Foi quando, em resposta a uma pífia fanfarronice de Paulo Bento, afirmou que preferia ser humilde a andar de peito feito.
Nesta troca de palavras entre os dois treinadores, o espanhol goleou o português e o Benfica entrou, assim, em vantagem no dérbi. Não deixa, aliás, de ser caricato que seja Paulo Bento, um treinador aparentemente cordato, a tentar abrir uma “guerra” de palavras, num despropósito que costumava ser exclusivo de alguns dirigentes. Saiu-lhe o tiro pela culatra.
O segundo detalhe tem a ver com a coragem de Quique Flores. Indiferente ao facto de se tratar do clássico dos clássicos, onde uma derrota podia trazer consequências devastadoras para a estrutura anímica da equipa e para o seu futuro desportivo, o treinador espanhol não se refugiou atrás das soluções óbvias, que passariam pela colocação de Katsouranis a central, em vez de Miguel Vítor, e de Léo na esquerda, no lugar de Jorge Ribeiro. Ao apostar na mesma dupla de Paços de Ferreira, Sinei e Miguel Vítor, ambos com 19 anos, deu um importante e decisivo gesto de confiança para o resto da temporada.
O terceiro detalhe tem a ver com a atitude de Quique. O espanhol, ao contrário do habitual, passou todo o jogo de pé, junto à lateral, sem o espalhafato de Camacho, mas com indicações concretas e precisas aos jogadores.
Não esbracejou mas também não foi passivo, os seus gestos parecem “científicos”, sabe o que quer transmitir e foi nesta poupança gestual que (re)organizou a equipa no relvado. Importa reter este comportamento do espanhol. Ele dá à equipa uma segurança psicológica que não é despicienda. Os jogadores veêm ali um comandante que domina tudo o que se passa no relvado, numa pose científica mas não artificial, numa atitude contida mas não alheada.
O quarto detalhe também tem a ver com Quique. O treinador científico, às vezes frio e distante, à maneira de Mourinho, afinal também vibra, e como vibra!!!! A maneira efusiva e empolgante como festejou os golos do Benfica é algo que merece ser visto e revisto. Está ali um homem que ama o clube onde trabalha, que se envolve emocionalmente com o jogo e com o ambiente que o rodeia, que coloca de parte alguma altivez para descer até ao coração dos adeptos e viver com eles uma alegria imensa.
No coração de Quique vive uma “chama imensa”, na sua cabeça estão armazenados os conhecimentos técnicos e tácticos que vão colocar, de novo, o Benfica no topo do futebol português e europeu.
Quinto e último detalhe. Sempre Quique. A sua conferência de imprensa devia ser um exemplo para todos os treinadores portugueses. Não deixou por responder nenhuma pergunta e fê-lo com aquela abertura e elegância dos homens inteligentes e preparados para a sua função. Falou de futebol, das tácticas do jogo, dos jogadores. Outros, no seu lugar, já insultaram os jornalistas, já assumiram a postura do “quem sabe sou eu”, já se levantaram e abandonaram a sala de imprensa. Quique não.
Depois de Sven-Goran Eriksson e de José Mourinho, Enrique Sanchez Flores, Quique para os adeptos do futebol, pode ser o terceiro homem a revolucionar o futebol português e o futebol do Benfica.

sinto-me: Vibrante
música: Hino da alegria


Domingo, 28 de Setembro de 2008

Júlio Machado Vaz em 28/09/08 | comentar | 15 comentários

1 - Quando vi o Yannick isolado aos 58 segundos preparei-me para um desastre.

 

2 - Corremos mais do que o adversário, o que é um magnífico cartão de visita. (E os miúdos, passada a tremideira inicial, bateram-se..., como águias:)).

 

3 - Gostei muito da actuação de Quique Flores antes, durante e depois do jogo. O homem é senhor do seu nariz, mas capaz de um discurso realista,  corajoso e avesso a euforias.

 

4 - A segunda parte parece-me traduzir um salto qualitativo na produção da equipa e Katsouranis "in his place" teve muito a ver com isso.

 

5 - Não sei se o nível actual chega para eliminar uma equipa italiana em boa forma. Espero que sim. Mas se tal não acontecer, e o Benfica passar incólume os próximos jogos do campeonato, dar-me-ei por satisfeito, receava chegar ao fim de Outubro fora da discussão do campeonato.

 

6 - Repito que não exijo títulos, apenas um projecto coerente, que tudo indica estar em marcha. Mas posso alimentar uma esperançazinha, não posso?:).  





Miguel Álvares Ribeiro em 28/09/08 | comentar | 31 comentários

 

Grande exibição do Benfica, que derrotou o Sporting sem margem para dúvidas.
 
Alguma surpresa na constituição da equipa do Benfica que, ao contrário do que a comunicação social preconizava, manteve todos os jogadores que iniciaram o jogo em Paços de Ferreira.
 
A nossa equipa entrou muito intranquila, com os jogadores a parecer ter medo de receber e jogar a bola. Neste período o Sporting mostrou alguma superioridade, conseguindo desenvolver o processo ofensivo com maior tranquilidade e objectividade. Apesar de tudo, sem consequências de maior, já que a defesa do Benfica esteve impecável.
 
A partir do meio da primeira parte a equipa do Benfica “soltou-se” e foi ganhando confiança, mais significativa ainda na segunda parte, com a entrada de Katsouranis para o lugar de Ruben Amorim.
 
Quim voltou às grandes exibições, sem falhas, e com algumas defesas de grande qualidade.
 
Maxi e Jorge Ribeiro foram discretos, sem falhas importantes no aspecto defensivo, com algumas iniciativas interessantes no apoio ao ataque mas geralmente inconsequentes – nenhum cruza com qualidade. Ainda assim, ambos tiveram um remate que podia dar golo.
Sidnei foi um gigante! Sem falhas na defesa, saindo bem com a bola controlada, ainda teve capacidade de ir à frente marcar o golo que já tinha ameaçado marcar em jogos anteriores e que concedeu tranquilidade à equipa. Miguel Vítor fez uma exibição discreta mas segura. Com mais alguma rodagem, temos aqui uma dupla de grande futuro.
 
No meio campo, destaque para o trabalho incansável de Yebda (correu quilómetros e fez muitas recuperações de bola), a qualidade de construção de jogo de Carlos Martins na transposição defesa-ataque e os desequilíbrios provocados por Reyes, que marcou um grande golo depois de ter feito outro excelente remate. Nos efectivos, Ruben Amorim foi hoje o que menos me agradou. Os suplentes que entraram na segunda parte deram consistência à equipa e capacidade de retenção da bola; destaque para Aimar pela assistência para o primeiro golo.
 
Na frente Nuno Gomes trabalhou imenso e teve oportunidade de marcar, enquanto Cardozo, embora esforçado, continua a não mostrar os níveis de produtividade e eficácia que fazem dele um grande avançado.
 
Termino com a minha homenagem a 3 grandes senhores:
 
A Rui Costa, que vai vendo justificada a aposta que fez nas contratações. Hoje foram claramente decisivos na vitória do Benfica, com a construção dos dois golos a ser da responsabilidade de 4 novos jogadores, Pablo Aimar e Reyes no primeiro e Carlos Martins e Sidnei no segundo.
 
A Quique, pela grande lição de humildade e fair-play que deu nas suas declarações. Cada vez gosto mais do nosso treinador!
 
A David Borges, um excelente comentador desportivo, pelos comentários que fez na SIC Notícias. Fez-me ter muitas saudades de quando existiam profissionais desta qualidade, isentos e rigorosos, nas emissões televisivas. Gostei particularmente da forma como abordou a discussão do lance onde foi negada uma clara grande penalidade ao Benfica, no final da primeira parte. Para além da constatação óbvia da falta, referiu que, mais do que responsabilizar o árbitro por ter errado neste lance, importa ressaltar a falta de fair-play do jogador do Sporting, que deve ser combatida de forma didáctica, sobretudo pelos treinadores.
 
Venha o Nápoles!
 



Sábado, 27 de Setembro de 2008

António de Souza-Cardoso em 27/09/08 | comentar | 20 comentários

Escrevo algumas horas depois de ver o Porto ganhar aos Paços de Ferreira e somar a segunda vitória na Liga.

Acho sinceramente que o Paços é uma equipe de “trazer por casa”. Quero dizer, uma equipe que, como se viu com o Benfica, será muito difícil de bater no seu reduto. Mas, ao mesmo tempo, uma equipe que fora da Mata Real dificilmente conseguirá surpreender os seus adversários.

Sem estar em causa a justiça da vitória (o Paços não deu um único passo para a contrariar), confirmei neste jogo que esta equipe do Porto não tem nem a estatura, nem a categoria de épocas anteriores. Depois de dispensar os seus principais artistas, o que obrigou a uma renovação de banda mais larga que o quem sido habitual, o Porto não conseguiu reequilibrar a equipe porque apesar das muitas contratações, não assegurou nenhum valor indiscutível – nem “Cebola” que na equipe do Porto joga até chorar, mas sem qualquer consequência ou eficácia colectiva.

Depois, Lisandro perdeu (ou ainda não ganhou) o codícia e a fortuna da época anterior e Lucho parece o solitário “Comandante” de uma “Armada” que está longe de ser “Invencível”.

Tivemos, assim, no jogo de ontem (e julgo que teremos para o resto do campeonato) um Porto corrente que se bebe mas não deslumbra que até pode cumprir, se não for chamado a desígnios maiores.

Não é por acaso que os sócios se inquietam e assobiam. Não é por acaso que Jesualdo evoca, em desespero, as sequelas do apito final.

O Benfica, por seu lado, decide boa parte da época nos próximos 6 dias.

Com o Nápoles joga a continuidade europeia. Imprescindível numa equipe nova que se quer cumprir. Difícil, claro, mas obviamente à altura de que tem a ambição de voltar a ser grande.

Com o Sporting,  joga a credibilidade interna. Não só porque se perder fica a 7 pontos do Sporting e a 3 do Porto logo à 4ª jornada. Mas também porque estas derrotas importam prejuízos anímicos (e matemáticos) sempre mais explícitos nos confrontos com os opositores directos, com quem ainda por cima jogamos em casa.

Para estes dois jogos o Benfica tem que entrar com determinação e vontade de ganhar, mas também com níveis de concentração que possam dar tranquilidade à equipe (pareço o Paulo Bento..).

Disse aqui (e fui contrariado por muitos) que o melhor ataque é a defesa, por constatar que uma equipe se faz de trás para a frente e que as equipes que nas últimas décadas têm dominado o futebol português são aquelas que apresentam, em determinado período, as melhores defesas.

Não gosto do futebol defensivo e demasiado taticista, mas compreendo o valor que tem estar seguro a trás para poder accionar com despreocupação a “tracção à frente”.

 Infelizmente o Benfica atropelou-se em reforços do meio campo para a frente e não se reforçou como devia na defesa.Com o Paços de Ferreira viu-se a fragilidade da nossa defesa (bem sei que não é a habitual) que inspira tal segurança que o próprio Quim parece contaminado por uma preocupante crise de confiança (ou será Macumba do Sr Scolari?).

Também me pareceu que Quique fez demasiadas flores nas substituições do jogo com o Paços e insiste em colocar Aimar numa posição em que ele não rende (ainda nos vai convencer que o jogador pouco acrescenta a esta equipe).

Boas surpresas (ou talvez não..) São Yebda, Martins e principalmente Ruben Amorim. Para mim o mais esclarecido e promissor dos jogadores que contratamos esta época. Como uma inteligência e uma leitura global do jogo muito raras no futebol português. Pena que esteja sempre num periclitante “entra e sai” e que o desperdicem colado ao lado direito para compensar um pretenso defesa direito que não temos.

Reyes também me parece ter um potencial enorme e uma imensa capacidade de explosão. Ao contrário, Di Maria veio demasiado deslumbrado dos Olímpicos e precisa de se reencontrar com esta equipe.

Bem, chega de especulações. Venha lá o leãozinho e depois o Nápoles.

Venham Eles para o começo do caminho, outra vez glorioso, deste Novo Benfica.

 

António de Souza-Cardoso

 


 

 

 

 

 

  


sinto-me: esperançado
música: slb


Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Paulo Ferreira em 26/09/08 | comentar | 16 comentários

Amanhã é dia de derby!

Pelas 20h45 todos os Benfiquistas estão com as suas atenções no clube do seu coração, a torcer e a sofrer por uma vitória que embale o Benfica para um grande campeonato e reforce a confiança da equipa para o importantíssimo jogo de 5ª feira, frente ao Nápoles.

O Benfica vai ganhar. Vai ganhar porque é melhor que o Sporting e porque tem feito até à data um percurso evolutivo, pese os múltiplos erros e algumas insuficiências que ainda vai manifestando. O Sporting é uma equipa bem “arrumada”, que permite poucos espaços para jogar (especialmente no centro do terreno) e que corre muito e na maior parte das vezes bem, executando uma pressão no meio campo, incómoda para os seus adversários. No entanto, tem fragilidades evidentes que se manifestam sempre que jogam com uma equipa de qualidade (como o Benfica é) e que se aproveitarmos, temos grandes hipóteses de vencer.

No meu ponto de vista, para ganhar o Benfica necessita de exercer uma forte pressão no meio campo não deixando o Sporting pensar o jogo (como tentou fazer com o Porto, ainda que nesse jogo tenha corrido muito mas não tão bem como seria desejável...), e ser rápido a sair para o ataque com rápidas trocas de bola e explorando os flancos, aproveitando uma das maiores fragilidades do Sporting que são os seus laterais (especialmente não jogando Caneira que confere mais alguma segurança ao quarteto defensivo). Depois precisa de manifestar maior segurança defensiva do que tem feito, especialmente nos lances de bola parada.

Jogaria com a mesma dupla de centrais de Paços de Ferreira. Mudar de dupla de centrais de jogo para jogo não traz nada de bom e não sei até que ponto Katsouranis traz algo de mais positivo que Miguel Vítor. Na frente jogaria com Nuno Gomes e Cardozo e recuava Aimar para aquela que é quanto a mim a sua real posição.

De uma coisa tenho a certeza, se o Benfica se entregar ao jogo plenamente, se jogar concentrado e se houver uma arbitragem isenta, o Benfica é melhor e vai ganhar! E eu vou estar lá de forma incansável a apoiar e a vibrar com os nossos golos! Viva o Benfica!

PS – Jesualdo vem ontem no seu ar “Calimero” queixar-se das arbitragens. O facto de isto vir depois de dois empates e antes de mais um jogo complicado deve ser coincidência. Mas isto é bom, é sinal que o treinador do FCP já sente que necessita de colocar pressão nos árbitros para ganhar e que não tem a mesma confiança na sua equipa de outrora.

 

PS1 – 5ª feira estreia-se o Canal Benfica. O desafio começa depois e estou curioso para ver o que nos espera a escolha de conteúdos do Canal e como se posicionará editorialmente enquanto “Voz do Benfica”.

 

Saudações,

Paulo Ferreira

 


sinto-me:


Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Bruno Carvalho em 25/09/08 | comentar | 83 comentários

                      

 
Começo logo por ser absolutamente claro: eu não gosto de Jesualdo Ferreira.
 
Não conheço Jesualdo pessoalmente, mas confesso que cada vez que o vejo falar sinto uma profunda antipatia pelo actual treinador do Porto. Claro que é normal que eu sinta antipatia pelos treinadores do Porto e do Sporting, mas o que me transmite Jesualdo é mais desagradável do que é normal.
 
Vamos lá espreitar a carreira de Jesualdo Ferreira.
 
Já de há uns anos a esta parte Jesualdo tem tido um efeito negativo na vida do Benfica.
 
Se recuarmos alguns anos, podemos lembrar-nos do tempo em que Manuel Vilarinho ganhou as eleições e apresentava Toni como treinador para substituir Mourinho.
 
Tendo provavelmente tido consciência da asneira feita, o Benfica tentou convencer Mourinho, que entretanto tinha ido para Leiria, a regressar ao Benfica.
 
Mourinho até aceitou a ideia do regresso, mas acabou por não voltar uma vez que lhe era imposto um adjunto que ele não queria: Jesualdo Ferreira.
 
Com a recusa Mourinho acabaria por aterrar nas Antas, e consigo levou de Leiria os jogadores Derlei e Nuno Valente, foi buscar um jovem desconhecido ao Setúbal chamado Paulo Ferreira e deu um novo fôlego às carreiras, até então, desperdiçadas no Benfica de Deco e Maniche.
 
Ao contrário dos 30 milhões por ano que o Benfica gasta já há 2 anos, Mourinho construiu uma equipa de tostões no Porto e ganhou a Taça UEFA e a Liga dos Campeões.
 
Se não fosse a imposição de um adjunto – Jesualdo ferreira – esta história podia ter tido tons encarnados em vez de azuis.
 
Mas a Jesualdo estavam reservados outros vôos no Benfica. Chegou a treinador principal a meio da época e começou a seguinte.
 
Apesar de ter tido mais sorte que Fernando Santos, ou seja, não ter sido despedido à 1ª jornada, Jesualdo acabou por ver a porta da rua à 11ª jornada após ter sido eliminado da Taça de Portugal, em pleno Estádio da Luz, pelo Gondomar. Era a 1ª vez que uma equipa de um escalão secundário eliminava o Benfica da Taça.
 
Luís Filipe Vieira resolveu então tirar o tapete a Jesualdo, mas mexeu todos os cordelinhos para colocar o seu amigo em Braga.
 
Nessa altura o Benfica e o Braga eram grandes amigos, bem como os respectivos presidentes, pelo que Luís Filipe Vieira conseguiu convencer António Salvador a contratar e manter Jesualdo pelo Minho.
 
Curioso o futebol português. Até ao final da época passada o Benfica era muito amigo do Braga e o Porto do Guimarães. Agora é ver o presidente do Benfica de braço dado com o presidente do Guimarães e o presidente do Braga muito amiguinho de Pinto da Costa.
 
Seria bom, aliás, que o presidente do Benfica explicasse essa mudança de alianças que a mim me dá náuseas. Espero sinceramente que o Benfica não esteja a ser usado para quaisquer fins pessoais de nenhum destes intervenientes. Mas isso seria bom que Luís Filipe Vieira esclarecesse cabalmente.
 
Mas voltemos a Jesualdo. Farto dele, o presidente do Braga deixou-o sair para o Boavista, mas Jesualdo acabaria por nunca chegar a treinar no Bessa, uma vez que o Porto o foi buscar.
 
E foi como treinador do Porto que eu passei a não gostar de Jesualdo. Para se impor no Porto, Jesualdo tem adoptado sistematicamente um discurso que não convence os portistas e que hostiliza o Benfica.
 
Jesualdo poderia manter as ligações de respeito e amizade para com o Benfica e seria mais respeitado por todos.
 
Mas não. Ainda há poucos dias no jogo da Liga dos Campeões, Jesualdo foi assobiado pelos adeptos do Porto em pleno Dragão quando o Porto ganhava por 3-1.
 
Em vez de perceber a mensagem e ir-se embora, Jesualdo adoptou um discurso patético de subserviência.
 
Jesualdo é subserviente face ao presidente do Porto, aos adeptos do Porto, apresentando-se como alguém que não se impõe com a sua personalidade forte, mas sim por se dobrar e por se humilhar.
 
Mas caro Jesualdo, eu tenho novidades para si: apesar de ter ganho 2 títulos, os adeptos do Porto gostam tanto de si como gostavam de Co Adrieense, que, aliás, também foi campeão no Porto.
 
Um dia destes, Jesualdo vai levar um chuto e depois não venha dizer que o Benfica é a sua casa. Nuno Gomes bem o avisou para não cuspir no prato que lhe deu de comer!
 
Nós não nos esquecemos de si.
 
Desculpe, mas não lhe desejo boa sorte. Aliás, sem Quaresma e Bosingwa começa a ser evidente que a sua sorte vai mudar.
 
Aguardemos.
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: Quero agradecer a todos o grande número de comentários ao meu post anterior e ao maciço apoio que me demonstraram. No entanto, não me esqueço que muitos que me elogiam agora duvidaram muitas vezes do meu benfiquismo, isto porque eu dou uma opinião sincera sobre o Benfica. Gostava de dizer a todos que não me irei desviar um milímetro que seja da minha forma de estar. Não hesitarei em criticar o que pareça estar mal sempre com o mesmo intuito: que sejam corrigidos os erros e que o Benfica, com isso, volte às tão desejadas vitórias.
 



Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 23/09/08 | comentar | 52 comentários

 
Num campo tradicionalmente difícil, um bom resultado num jogo que, para nós, começou muito bem mas acabou de forma muito sofrida.
 
Como é habitual nos campos em que o Benfica joga, uma boa moldura humana.
 
Equipa um pouco diferente do que seria de esperar, prometendo um jogo de muita entrega e luta. Para além da esperada estreia da dupla de centrais Sidnei/Miguel Vítor, a surpresa da entrada de Jorge Ribeiro para o lugar de Léo. No meio campo a meia surpresa da inclusão de Rúben Amorim no lugar de Di Maria ou Urreta (que nem se equipou).
 
Dois golos extraordinários, o primeiro e o último do Benfica.
 
O primeiro é a exemplificação da beleza do futebol ao primeiro toque; passe extraordinário de Carlos Martins, no grande círculo, a desmarcar Reyes na esquerda, que faz um centro perfeito para a entrada fulgurante de Nuno Gomes. 3 toques e uma triangulação perfeita!
 
O nosso quarto golo foi um daqueles momentos de grande inspiração de um jogador. À entrada da área, sobre a esquerda, Jorge Ribeiro fez um extraordinário remate, pleno de intenção, com a bola descrever um arco e entrar mesmo junto ao poste oposto da baliza do Paços.
 
Em bom plano, com pormenores de grande qualidade, Nuno Gomes, Jorge Ribeiro e o trio do meio campo ofensivo - Carlos Martins, Ruben Amorim e Reyes (apesar daquele falhanço que permitiu o primeiro golo ao Paços; que pena não ter marcado o que seria mais um golão, no remate de primeira que fez a passe de Ruben Amorim).
 
A defesa, a começar em Quim, oscilou entre o bom e o medíocre. Mais 3 golos sofridos em lances de bola parada!
 
Abaixo do habitual esteve Yebda, muito trabalhador mas pouco eficiente no passe e na transição para o ataque, e Cardozo, que parece estar a passar ao lado do início da época.
 
Preocupante a dificuldade que demonstramos nos momentos em que adquirimos vantagem no marcador e, portanto, poderíamos explorar a necessidade do adversário de abrir o jogo . A falta de capacidade de reter e circular a bola nestes instantes é algo de inexplicável.
 
Como ainda recentemente dizia um treinador adversário, é nestes jogos que se ganham os campeonatos. A equipa demonstrou que está a crescer e que tem capacidade de sofrimento; além disso, com Suazo e Aimar vai ganhar muito em capacidade de retenção da bola e de organização de jogo.
 
Já estamos em igualdade pontual com o Porto (tal como eu previa, não vai ser fácil ganhar em Vila do Conde). Para um período perfeito ganhamos ao Sporting no próximo fim de semana, e ficamos a 1 ponto, e passados mais uns dias eliminamos o Nápoles para aceder à fase de grupos da Taça UEFA.
 
Depois ninguém nos segura!!
 

sinto-me: confiante
música: stairway to heaven - Led Zeppelin
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Pedro Fonseca em 22/09/08 | comentar | 108 comentários

O futebol português volta a ser abalado hoje com a notícia que faz manchete do “Correio da Manhã”, que revela que as classificações dos árbitros foram viciadas. Mais um prego no caixão de uma indústria que continua a trilhar caminhos em direcção ao abismo.

Só se surpreende quem não esteve atento ao fenómeno desportivo nos últimos 20 anos ou quem esteve fora de Portugal neste mesmo perído. Os pecadilhos estiveram sempre à vista de toda a gente e Dias da Cunha identificou bem os rostos desse denominado “sistema”: os presidentes do FC Porto e do Boavista FC.
O processo que conduziu ao Apito Dourado e ao Apito Final nasceu tarde e ignorou um rol de viciação de resultados desportivos denunciada por muitos jornalistas com coluna vertebral, mas as autoridades públicas assobiaram para o ar. Fizeram de conta.
Carlos Pinhão, Alfredo Farinha, Marinho Neves, entre outros, sabem bem do que se trata. Octávio Machado também, mas o seu livro, qual pedrada no charco, passou quase ignorado pelos “media”. Eles não fizeram de conta.
O contra-ataque do “sistema” está aí. Alguns querem agora branquear tudo o que se passou, agarrando-se a supostos formalismos legais para descredibilizar uma investigação e as decisões dos órgãos jurisdicionais da Liga e da Federação.
No meio disto tudo, o Governo e o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, fazem figura de corpo presente, também eles assobiando para o ar. Continuam a fazer de conta.
Querem “matar” o futebol? Então a receita simples: deixem o actual dirigismo desportivo à solta e não apurem toda a verdade da viciação de resultados nos últimos 20 anos. O “sistema” agradece.
Em Portugal, país de brandos costumes, o livro de Carolina Salgado nunca existiu, nem o de Marinho Neves, nem os”quinhentinhos”, nem qualquer tipo de “fruta” ou de “chocolatinhos”.
Portugal é assim: o lixo empurra-se para debaixo do tapete. Um dia, temos todos que prestar contas por esta nossa apatia e negligência. Um dia… espera-se que não seja tarde de mais.
 

sinto-me: Desiludido
música: Help
tags:


Domingo, 21 de Setembro de 2008

 

Aqui fica a opinião de JPAzambuja recebida no e-mail novobenfica.post@gmail.com
Todas as semanas publicarei alguns dos textos que me forem chegando.
O texto abaixo não reflecte a minha opinião, mas sim a opinião de JPAzambuja.
Bruno Carvalho
 
 
PRIMEIRA AVALIAÇÃO
 
Neste longa  paragem no Campeonato Português, singularidade Lusitana também merecedora de profunda reflexão, impõe-se para todos nós Benfiquistas , um primeiro momento de avaliação sobre o que já se passou no Glorioso. 
 
A nova equipa técnica, jovem, competente e ambiciosa é merecedora do meu entusiástico apoio, mas à partida sabemos que tem um longo caminho a percorrer e Embora estejamos ávidos de resultados positivos é necessário paciência e muito trabalho para "afinar a máquina".
 
A longa entrevista de Quique deu muito que falar. No geral gostei mas há ali declarações que me pareceram pouco lúcidas.
 
Já no final dos dois primeiros jogos do campeonato Quique revelara fragilidades no discurso, mostrando-se inseguro e pouco claro. Também na actuação revelou pouca agilidade em executar as alterações que se faziam necessárias, forçadas pelas circunstâncias.
 
Parece-me demasiado rígido e com dificuldade em adaptar-se às diversas situações de jogo. Tem um esquema táctico definido e quer impô-lo "à força". Veremos e esperemos que seja bem sucedido.
 
A novela á volta da situação de Diamantino e Chalana é desde o inicio indisfarçável. Esperemos que impere o bom senso a bem dos superiores interesses do Clube.
 
Quanto aos novos jogadores: chegaram a conta-gotas, com pompa e circunstância (talvez demasiada), rotulados de craques, criando um estado de euforia desmesurada entre nós adeptos, sedentos de vitórias.
 
Não sei se Quique tem "jogo de cintura" para dominar as feras e criar um bom ambiente. O que é certo que há jogadores que expressaram o seu desejo de sair: katso e Luisão não ultrapassaram as suas divergências. Aimar e Reyes estão sob o olhar vampírico da comunicação social e até agora o seu rendimento ainda não esteve à altura das expectativas. Cardozo, à semelhança do que fez durante a época passada, voltou a ter comportamentos e atitudes incomportáveis de um jogador profissional ao serviço do Benfica. A imprensa fez um banquete desta situação. Da "velha guarda" só resta Nuno Gomes que merece mais respeito da nossa parte do que aquele que tem tido até porque é o único que está à altura dos pergaminhos do clube. Vejam-se as declarações de Petit.
 
Parafraseando a frase de JFK e adaptando-a "Não perguntem o que o Benfica pode fazer por vocês mas o que vocês podem fazer pelo Benfica". E isto aplica-se à nossa atitude enquanto adeptos: cabe-nos a nós zelar pela defesa incondicional da equipa, protegendo-a dos ataques da imprensa, e criando um ambiente favorável ao desenvolvimento do trabalho diário.
 
Para termos um NOVO BENFICA como todos desejamos, não será necessário, também nós adeptos, termos uma NOVA ATITUDE?
 
Saudações Benfiquistas.
 
JPAzambuja

 

 




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