Domingo, 31 de Agosto de 2008

Bruno Carvalho em 31/08/08 | comentar

 
Na sequência de uma iniciativa anterior de MO, decidi aproveitar a boa ideia e dar-lhe um carácter mais sistemático.
 
Assim, todos os domingos publicarei pelo menos 2 posts de frequentadores do nosso blog.
 
Podem enviar-me os vossos textos para novobenfica.post@gmail.com e aos domingos 2 desses textos estarão publicados no NOVO BENFICA, depois das 12h00.
 
Espero, desta forma, ajudar a tornar este espaço ainda mais participado e dar a oportunidade a todos de contribuírem, com a sua opinião, para o debate sobre o Benfica.
 
O Benfica precisa de todos!
 
Bruno Carvalho 

 

 

 





Júlio Machado Vaz em 31/08/08 | comentar | 30 comentários

1 - Como já disse e escrevi, não me parece provável que o Benfica ganhe este campeonato, atendendo a que o período de preparação da equipa se estenderá por umas boas semanas de competição.

2 - Tal facto, infelizmente, não me concede a graça de sofrer menos com os tropeços dos rapazes:(.

3 - Nem me torna míope quanto ao que se passa no relvado e fora dele.

4 - Certos meios de comunicação social e comentadores já deixam perceber que não desdenhariam fazer um enterro precoce a Quique Flores, à base dos resultados e de um ambiente conspiratório ao redor de Diamantino.

5 - A dupla Luisão-Katsouranis não me satisfaz, mesmo antes do chorrilho de asneiras do segundo contra o Porto. Jogando sistematicamente contra equipas a utilizar o contra-ataque, vão ficar a ver "passar os ciclistas" com frequência. Acho que a contratação de um central experiente se teria justificado, mas David Luiz é muito bom e Sidney promete.

6 - Com Maxi à direita, sem uma alternativa mais atacante, receio que o jogo vire demasiado à esquerda e se torne muito previsível.

7 - Mesmo dando de barato que Aimar não está em forma, duvido que me venha a convencer naquela posição, acabamos a jogar em 4-4-1,5. Com a chegada de Suazo e a permanência de Nuno Gomes será preciso tomar decisões baseadas nos factos e não em ideias preconcebidas.

8 - A enxurrada de problemas físicos ontem à noite surpreendeu-me, achei a equipa escorreita em Vila do Conde. Quique disse que agora se exige aos jogadores mais do que no passado, sobretudo ao nível da pressão. Acho muito bem! Mas lá que foi preocupante... 

9 - Os rapazes bateram-se com denodo. Não o fazer, é o único pecado que considero sem perdão.

10 - Aproximam-se tempos de credo na boca. Mais um campo pequeno, depois os vizinhos da Segunda Circular, o sorteio europeu foi madrasto. Ou seja: na segunda quinzena de Outubro tanto poderemos navegar em velocidade de cruzeiro como estar à beira de uma crise de nervos. No segundo caso, não contem comigo para pedir cabeças. O Benfica, ao que julgo saber, está financeiramente equilibrado e tem ao leme do futebol um homem em quem confio e me desperta ternura. Não crucificarei o treinador e os jogadores que escolheu para reconstruir um edifício sólido ao fim de um par de meses.     




Sábado, 30 de Agosto de 2008

António de Souza-Cardoso em 30/08/08 | comentar | 15 comentários

 

Hoje teremos mais um clássico.

 Não vale a pena diminuir a expectativa, a emoção e a competitividade destes jogos, onde directamente nos confrontamos com o principal opositor.

Gostamos de ganhar sempre, mas ganhar estes jogos tem realmente um sabor e um sentimento especiais.

 Só aparecer no café ou no trabalho de papo cheio, sorriso aberto e crista levantada, é uma perspectiva bem mais reluzente do que termos que fintar a troça, acabrunhados no gabinete ou em casa, com aquela premente necessidade de desaparecer, enquanto remoemos o indigesto sabor da derrota.

Estive em Vila do Conde e não gostei. Do nevoeiro, da equipe, da forma como foi armada na primeira parte, da amnésia do Carlos Martins, da falta de sorte da cabeça de Yebda, ou da falta de jeito (ou de árbitro?) de Aimar naquela jogada quase final (e fatal).

Houve pouca sorte, pouco árbitro e pouco Benfica no Estádio dos Arcos.

Por isso não queria nada levar com o Porto à segunda jornada. Com a nossa equipe ainda em fase de progressão e aprendizagem que já depois do jogo de Vila do Conde recebeu mais dois jogadores provavelmente “titularíssimos” – Di Maria e David Suazo.

Sei bem que o Porto também mexeu significativamente na sua estrutura e teve um resultado diferente com o Belenenses, porque os da “Cruz de Cristo” resolveram nascer outra vez e por outros, pequenos, pormenores (como o remate de Hulk) que só a fortuna sabe explicar.

Mas ainda assim preferia que não fosse agora.

A importância dos clássicos tem, para além das razões emotivas, razões de pura raiz matemática. De facto, nas contas finais dos jogos entre 2 opositores directos estão, sempre, doze pontos em jogo: seis que podemos ganhar e outros seis que podemos evitar que o nosso adversário ganhe.

O Benfica dos últimos anos, perdeu alguns campeonatos precisamente nos clássicos.

Porque, para além de tudo o que é azul, encarnado ou dourado (não vou falar, mas apetecia-me muito, de Jorge Sousa), lhe tem faltado a atitude vencedora, imprescindível em confrontos com este nível de pressão.

Por isso não vou fazer para este jogo de treinador de bancada.

Venha a melhor equipe que tivermos disponível, mas venha principalmente a raça e a mística que a camisola do Benfica deve dar a qualquer jogador que a vista.

Aquela meia vitória que é entrar em campo com a convicção, a vontade e a inquebrantável determinação de ganhar.

Dizendo de dentes cerrados, depois de afagar a relva e benzer a testa um – Até os comemos!

 

António de Souza-Cardoso

 


sinto-me: Determinado
música: Vamos Lá Cambada!


Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

Apesar de ter passado quase uma semana depois do jogo com o Rio Ave, não gostaria de deixar passar a ocorrência sem um breve comentário. Eufórico com o meu Benfica e a boa gestão desportiva da pré-época, sentei-me no sofá esperando uma exibição esclarecedora de um candidato ao título. O empate deixou-me triste, mas não desanimado nem menos esperançado numa boa época.
Para mim existiram essencialmente dois problemas e que decorrem de ser uma equipa em formação e que certamente serão corrigidos. Primeiro a transição ofensiva e a ligação entre os sectores, que não funcionou bem por existir demasiado espaço, e consequentemente tornou o futebol mais lento e previsível e Segundo a pressão defensiva, demasiado ténue e a começar demasiado recuada, o que permitiu que o Rio Ave controlasse o ritmo de jogo. Estes serão dois factores que terão de ser corrigidos e melhorados, mas sendo realista era normal que não estivessem nesta altura tão afinados quanto todos quereríamos. Ainda assim, e com todas as atenuantes este era um jogo para ganhar e estes pontinhos fazem falta e não ajudam em termos de tranquilidade.
Contra o F.C.Porto, estou convicto que vamos ganhar. É um jogo onde a motivação está ao rubro, o estádio espero que cheio e penso que é um jogo mais adequado às características da nossa equipa nesta fase (não confundir com mais fácil, porque o Porto é uma excelente equipa e será por certo mais complicado), porque teoricamente haverá mais espaços para jogar e maiores possibilidades de explorar as transições, a velocidade e o talento dos nossos jogadores. Não será pêra doce mas temos qualidade para vencer!
Suazo, parece-me ser uma boa contratação e é certamente mais uma vitória na gestão desportiva deste início de época. “Teoricamente” é um bom reforço (as excelentes 8 épocas no Cagliari e mesmo a época transacta onde não jogando muito, ainda acabou por marcar 8 golos naquela que é uma das melhores equipa do Mundo, provam-no) e as suas declarações reforçam a excelente escolha de Rui Costa como Director Desportivo. Não só consegue o que quer, como traz credibilidade e confiança e consegue vender o seu projecto de forma a trazer nomes sonantes do futebol mundial, com um modelo financeiro aceitável.
Desculpem o meu, talvez, céptico optimismo (e prognósticos...só no final do jogo!) mas penso que estamos no bom caminho e Domingo acordarei mais feliz. Mas mesmo que não acorde feliz o meu sangue continuará vermelho!
Saudações,
Paulo Ferreira

sinto-me:


Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

É só.





 
No ano passado o Benfica iniciou o campeonato face ao recém promovido, na altura, Leixões.
 
O jogo disputou-se no Estádio do Bessa e o Benfica empatou 1-1, tendo a equipa de Matosinhos empatado praticamente no último lance do jogo.
 
Este ano a sorte repetiu-se. Nova estreia na primeira divisão, desta feita o Rio Ave, e mais uma vez a equipa vinda do escalão secundário consegue empatar com o Benfica. Até parece que é uma bênção para qualquer equipa que chega à 1ª divisão jogar com o Benfica.
 
Acontece que o ano passado, Luís Filipe Vieira despediu o treinador do Benfica, Fernando Santos, logo no final da 1ª jornada após o empate com o Leixões, isto depois de ter passado umas belas férias na companhia do Sr. Camacho.
 
Assim, e partindo do princípio que a lógica desportiva do Benfica se mantém é de esperar que Quique Flores venha a ser despedido ainda esta semana. Lamento não saber com quem Luís Filipe Vieira passou estas férias para poder adivinhar o nome do próximo treinador do Benfica.
 
Relembro que Fernando Santos tinha sido treinador do Benfica a época anterior, tendo o Benfica ficado nesse ano em 3º lugar do campeonato a 2 pontos do campeão FC Porto e a 1 ponto do 2º classificado, o Sporting.
 
Se o Presidente do Benfica não tivesse ficado satisfeito com a prestação de Fernando Santos é natural que o tivesse despedido no final da época e não à primeira jornada do campeonato seguinte.
 
De facto, acabou por se provar que Fernando Santos não deveria ser assim tão mau treinador, pois com aquela equipa (ainda sem reforços como Cardozo, Cristian Rodriguez, Di Maria ou mesmo Rui Costa que tinha estado lesionado durante quase toda a época) ficou a 2 pontos de ser campeão e sem ele o Benfica acabaria por ficar a 23 pontos do FC Porto.
 
Agora nada me garante que com Quique Flores a história venha a ser diferente. O Benfica empatou à primeira jornada com uma equipa acabadinha de chegar à 1ª Liga e, se o critério usado for igual ao do ano passado, Quique já não será o treinador no próximo sábado.
 
É verdade que Quique tem mais charme, veste-se melhor e tem uma imagem bem mais moderna que Fernando Santos.
 
Mas não é menos verdade que Quique ainda não percebeu o que toda a gente já viu: que Aimar está a jogar fora do seu sítio. Se Quique quer jogar em 4x4x2, então que o faça em losango, à frente dos 4 defesas poderá jogar Yebda a 6 (ou Katsoranis quando David Luiz recomeçar a jogar), Carlos Martins à direita, Reyes à esquerda e Aimar como organizador de jogo (no fundo fazendo a mesma função que João Moutinho desempenha actualmente no Sporting), sendo que na frente poderão jogar Cardozo e Di Maria (ou Nuno Gomes).
 
O que eu quero explicar é a situação ridícula de o Benfica ter todos os anos que começar do zero. As equipas demoram tempo a construir-se, mas em alta competição exigem-se resultados. Este é o dilema. Qualquer um consegue perceber que Porto e Sporting partiram com uma base já construída em anos anteriores e por isso estão mais fortes que o Benfica.
 
Este é o preço a pagar de andarmos sempre com novos ciclos. Da melhor equipa dos últimos 10 anos (que era a do ano passado) não sobra praticamente nada. Não tem havido qualquer consistência na política desportiva do Benfica o que proporciona esta inferioridade do Benfica frente aos seus rivais.
 
Parece mentira, mas o Benfica corre o sério risco de ficar muito longe do título à segunda jornada. Espero bem que não!
 
Não me espantará nada se rapidamente se começar a falar em novos jogadores e treinadores para o Benfica para alegria dos empresários e dos jornais que, como abutres, apenas querem ganhar dinheiro à custa do Benfica.
 
É preciso resistir a essa tentação desta vez.
 
Bruno Carvalho
 

sinto-me: Apreensivo


Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

No domingo passado quando acordei pensei sinceramente que ia ter um dia
feliz: manhã a ler os jornais; almoço e tarde em família e à noite grande
vitória do Benfica.

Tal como muitos benfiquistas que residem no Norte decidi ir ver o jogo de
estreia do Benfica a Vila do Conde.

Estando convicto que o Benfica que dominara o Feyenoord e que lutara de
igual para igual com o poderoso Inter não poderia vacilar perante um
regressado à 1a divisão, decidi levar o meu filho.

Agora é que ele ia definitivamente esquecer o FCP... Um Benfica em grande, a
golear na sua estreia, a afirmar-se como um verdadeiro candidato ao título.
Afinal eu é que estava definitivamente enganado...

Para vos ser sincero não gostei do jogo. Não gostei da atitude da equipa
demasiado passiva. Não gostei de Aimar, faz-me lembrar JVP em fim de
carreira. Não gostei de ver Rui Costa ....

Por outro lado, gostei de ver o estádio cheio de benfiquistas e gostei de
ver o Nelson a sofrer na bancada (ups já foi...)

Chega a ser impressionante, como é que uma equipa que é praticamente toda
nova, do director desportivo aos suplentes, se assemelha tanto à equipa do
ano passado (ou dos últimos dez anos).

Quando o árbitro apitou para o final do jogo pensei em tudo.

Pensei em como seria bom poder desligar o meu amor pelo Benfica como quem
desliga um interruptor. Pensei em como seria bom se de repente os jornais
desportivos deixassem de existir.  Pensei que poderia bloquear no meu
computador todos os sites desportivos. Pensei como seria bom cortar a 2f do calendário

No fundo, poder afastar o Benfica da minha vida, e de repente um dia ouvir
da boca de um amigo:  - Sabias MO, o Benfica é campeão! Campeão!

Como hoje é terça-feira, e como a minha paixão não se extingue facilmente já
comecei a pensar de maneira diferente. Confesso-vos que hoje até sonhei que
o Benfica goleava o Porto e que isso me tinha feito esquecer aquele primeiro
jogo.


Por isso, sábado lá estarei de novo. Como um jogador que entra no Casino
acreditando que um dia, numa hora ou num minuto a sua sorte mudará...

Um abraço a todos,

MO

PS1: ao reler o post que acabei de escrever, parece que estou a ver os meus
amigos sportinguistas. Acho que posso dizer que já sei o que é ser do
Sporting.

PS2: ao menos que venha o canal Benfica para nos ir entretendo...

PS3: ...continuamos a aceitar posts....:-)




Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 26/08/08 | comentar | 12 comentários

 

Munidos dos bilhetes e dos apetrechos normais nestas situações – cachecóis, bandeiras, camisolas, etc ... – combinadas as boleias, lá fomos para Vila do Conde para assistir ao primeiro jogo do Benfica nesta edição da SuperLiga.

 

Trânsito intenso nas imediações levou-me a deixar o carro e seguir a pé para o Estádio dos Arcos, acompanhando uma multidão equipada a rigor; aí ganhávamos largamente pois, para além do vermelho e branco, lá se viam algumas camisolas rosa, do antigo equipamento alternativo, e só de longe a longe uma ou outra verde e branca.

 

Nas imediações do Estádio parámos num café, para comer qualquer coisa e reunir o grupo de amigos, onde vimos um pouco da parte final da transmissão televisiva do Porto-Belenenses, assistindo ao extraordinário golo de Hulk que tranquilizou os portistas.

 

Já no Estádio viu-se um Benfica a tomar conta do jogo, conseguindo circular bem a bola e chegar muitas vezes à área adversária, mas sem conseguir criar os desequilíbrios que tornassem as jogadas verdadeiramente perigosas. Excepção para um excelente remate de Carlos Martins – fica a ideia que o jogo poderia ter sido diferente se não tivesse saído lesionado – e para o cabeceamento de Yebda à trave, que seria um golo extraordinário.

 

Na segunda parte continuou a ver-se uma defesa sem grandes dificuldades mas sem se mostrar muito segura, que acabaria por permitir um golo ao Rio Ave; sobretudo a partir desse momento o Benfica subiu muito de rendimento e viu-se que tem em Aimar o melhor jogador em termos de transporte da bola e construção de jogo, pelo que não se compreende a insistência de o colocar como 2º avançado, como na primeira parte, na qual esteve longe do jogo e quase não tocou na bola.

 

Infelizmente não assisti à exibição que esperava do Benfica, que tornasse ineficaz o esforçado trabalho dos jogadores do Rio Ave e nos proporcionasse uma vitória inequívoca. A haver um vencedor neste jogo seria o Benfica, mas o empate não fica mal.

 

Espero que no próximo Sábado, já com Reyes e di Maria, o Benfica mostre mais argumentos e derrote o Porto na Luz.

 

P.S. – De todos os comentários que vi e li, encontrei várias referências inflamadas aos erros de arbitragem nos jogos do Sporting e do Porto (sem influência significativa no desfecho final) mas nenhuma à falta sobre Quim, na sequência da qual o Rio Ave conquistou o canto que daria origem ao seu golo. Critérios ...




Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Pedro Fonseca em 25/08/08 | comentar | 21 comentários

A milhares de quilómetros de distância. Portugal é isto: um país triste, deprimido, em crise. Como escreveriam Goscinny e Uderzo autores de Astérix: "Todo? Não, há uma ilha de esperança, de alegria e de luta contra essa tristeza". Chama-se Sport Lisboa e Benfica. O que têm em comum Vanessa Fernandes, Nélson Évora e Angel di Maria, para além de terem sido atletas medalhados nos Jogos Olímpicos de Pequim, que ontem terminaram? São, todos eles, atletas do Sport Lisboa e Benfica. Foram os dois primeiros que retiraram Portugal da depressão de regressar da China de mãos a abanar. O terceiro, titular de uma equipa de estrelas, como Messi, Riquelme, Kun Aguero, Mascherano, talvez a melhor selecção do Mundo, marcou o golo da vitória que deu o ouro à Argentina. E como devem ter sabido bem as palmas e o abraço de Maradona, não foi Angelito? Pequim passa, assim a ser um ponto incontornável na história gloriosa do Benfica. Duas medalhas de ouro e uma de prata, fazem decisivamente parte da história desportiva do maior clube do Mundo. Um Benfica Olímpico! post-scriptum: o empate de ontem em Vila do Conde, vale o que vale, mas não deixa de ser um mau começo!
sinto-me: expectante
música: o que será, será
tags: ,


Sábado, 23 de Agosto de 2008

António de Souza-Cardoso em 23/08/08 | comentar | 18 comentários

 

Amanhã, já amanhã, recomeça a magia do futebol competição. Renovam-se esperanças, confirmam-se certezas, alvitram-se prognósticos, fazem-se balanços retroactivos e prospectivos.

Amanhã, só amanhã, no exacto momento em que estamos todos iguais, na mesma esperançosa linha de partida, seremos todos futebol.

 E percebemos, amanhã, nessa única vez do ano, que há um profundo sentimento que nos distingue e que nos reúne:  A imensa paixão que todos temos pelo futebol.

 Existimos nós, os apaixonados de todas as raças, de todos os clubes, e os outros - os que desgraçadamente não foram tocados por esta arrebatadora paixão proporcionada pelo desporto Rei .

Espero sinceramente que o Benfica que amanhã entre em campo em Vila do Conde esteja o mais perto possível deste “Novo Benfica” que nos reuniu há pouco mais de 2 meses neste blog.

Um Benfica de têmpera, de raça, de cabeça erguida, na busca incessante da vitória. Um Benfica orgulhoso mas emancipado do seu passado, a querer fazer-se ainda mais glorioso ali, no momento em que tudo conta, que é o presente.

Amanhã lá estarei em Vila de Conde com outros companheiros do  Blog, em especial e animada reportagem.

Passemos ao jogo. Confesso que continuo preocupado com a direita da defesa, onde julgo que jogará Maxi Pereira. Gostava que David Luiz pudesse jogar no eixo com Luisão, libertando Katso para o meio no apoio a Carlos Martins. Uma vez que Reyes está impedido de jogar apostava em Urreta para o lado esquerdo e Ruben Amorim para a direita (não gosto dele aqui). Na frente Aimar (tambémnão gosto dele aqui) e Cardozo.

 Se David Luis não puder jogar, surpreendentemente tudo encaixa melhor para um verdadeiro Benfica de ataque. Recua Katso; Ruben Amorim , Carlos Martins e Aimar fazem um miolo de luxo. Depois teremos Urreta à esquerda, Balboa à direita e Cardoso na frente, num muito dinâmico 4x3x2x1. Se neste modelo de jogo o Benfica tiver que segurar resultados (espero que não) tem sempre Bynia para substituir Ruben ou Carlos Martins; Ou mesmo Katso por entrada de Sidnei para o eixo da defesa.

Com esta ou com outra equipe o importante é ganhar. Para afastar todos os fantasmas e enfrentar o Porto, de garimpa erguida, na segunda jornada.

Temos por isso que ganhar. Melhor ou pior, de qualquer maneira, mas ganhar. Não escolhi propositadamente o titulo “Entrar com o pé direito” para não esquecer (nem “azarar”) aquele deslumbrante pé esquerdo de Óscar Cardozo (confesso que me sossega ter um Cardozo a jogar na equipe).

 Ganhar amanhã é de tal maneira importante que só a ausência tão prestigiante de Di Maria na final olímpica me permitem resistir á tentação de desejar uma vitória a qualquer preço.

 Falo de uma vitória que até podia ser marcada, já não com a mão de Deus, mas com a de um… “Angelito”.

 

António de Souza-Cardoso

 

 


sinto-me: Eufórico
música: Dos Anjos


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