Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Bruno Carvalho em 31/07/08 | comentar | 63 comentários

 

 

1. SINAIS PREOCUPANTES NO FUTEBOL PORTUGUÊS
 
O Jornal “A BOLA”, na sua edição de 19 de Julho, pediu a 3 figuras ligadas ao desporto o seu comentário a propósito da condenação de Valentim Loureiro a 3 anos e 2 meses de prisão (com pena suspensa por igual período) no processo Apito Dourado.
 
José Guilherme Aguiar, pessoa que defende o FC Porto há vários anos no programa “O Dia Seguinte” da SIC Notícias disse o seguinte:
 
“Não gostava de ver ninguém atirar pedras, porque no futebol deve haver pouca gente que o possa fazer porque há muitos telhados de vidro.”
          José Guilherme Aguiar, in “A Bola” - 19 Julho 2008
 
 
Devo dizer que conheço pessoalmente José Guilherme Aguiar, pessoa com quem mantenho uma relação cordial. No entanto, não podemos esquecer-nos que José Guilherme Aguiar foi durante anos Director Executivo da Liga de Clubes e por isso as suas palavras ganham outra importância.
 
Afinal o que quis ele dizer? No futebol têm que estar todos calados porque têm todos telhados de vidro? Não devia José Guilherme Aguiar explicar, então, esses telhados de vidro no local certo, a Polícia Judiciária?
 
Quero dar aqui o meu apoio à coragem de Luís Filipe Vieira.
 
Não estou de acordo com a forma como algumas coisas foram feitas, mas tiro o chapéu à forma decidida como Luís Filipe Vieira tem tentado enfrentar a corrupção no futebol português. Pelos vistos esta existe mesmo. Não é um qualquer que o diz, é o ex-Director Executivo da Liga que o afirma.
 
E há mais. Pela forma como tem enfrentado tudo e todos, Luís Filipe Vieira não teme que o seu telhado possa partir. E isso, nos dias que correm é muito importante, e deve ser aplaudido.
 
 
2. SINAIS PREOCUPANTES NO BENFICA
 
Depois de Rui Costa se ter retirado dos relvados e o Benfica ter perdido Cristian Rodriguez para o Porto, agora é a vez de Petit.
 
O Benfica acaba de deixar sair Petit, a custo zero, para o Colónia. A custo zero?! E o jornal A Bola, que pensa que nós somos todos parvos, ainda nos tenta convencer que foi um grande negócio para o Benfica pois assim poupam-se os salários do jogador. Conta-nos ainda esse jornal que a capacidade negocial do Benfica foi tal que evitou ter que pagar metade do salário do jogador para ele jogar no Colónia. Será para rir? Talvez, se não fosse um assunto tão sério.
 
Para mim uma coisa é certa, se havia jogador que merecia o que recebia no Benfica era o Petit.
 
Petit não era como muitos jogadores do Benfica para os quais lhes é indiferente se o Benfica está a ganhar ou a perder.
 
Eu gostava de fazer algumas perguntas a respeito do Petit:
 
- Porque é que se deixam sair os melhores jogadores?
- Petit não era um dos poucos jogadores que tinha raça e que deixava tudo em campo?
- Petit não foi titular indiscutível no Euro 2008?
- Petit não era portador da mística do Benfica?
- Não era Petit, a par de Nuno Gomes, o rosto do Benfica para a venda de Kits?
- Não deveria Petit acabar a carreira no Benfica?
 
Perdoem-me, mas continuo sem perceber a gestão desportiva do Benfica.
 
Um Benfica que acredita cegamente num Yebda qualquer a ponto de deixar sair Petit a custo zero.
 
Um Benfica que no ano passado comprou um camião de jogadores tendo trazido apenas 1 emprestado. Adivinhem quem. Sim, foi Cristian Rodriguez.
 
Nesse camião vinha Edcarlos que toda a gente vê que não tem lugar no Benfica, mas que incompreensivelmente tapou durante a época passada Miguel Vítor que enquanto lhe deram oportunidade jogou sempre bem.
 
Um Benfica que em Dezembro passado pagou 3,5 milhões de euros por Makukula e que agora dá sinais de não o querer.
 
Um Benfica que em Dezembro contratou Sepsi por 1,8 milhões de euros, que diziam na altura ser um novo Maldini, e que agora foi dispensado.
 
Um Benfica que acabou de contratar Jorge Ribeiro e que ouço rumores que o quer emprestar. Jorge Ribeiro tem 25 anos e, portanto, não é um miúdo. Se não era para jogar porque o contrataram? É bom não esquecer que Jorge Ribeiro esteve entre os 23 seleccionados para o Euro 2008.
 
Um Benfica que vê todos os dias Luisão e Katsoranis dizerem que se querem ir embora.
 
Um Benfica que está mortinho que Nuno Gomes se vá embora. Aliás, Petit, Nuno Gomes e Jorge Ribeiro, os jogadores que o Benfica forneceu à selecção nacional parecem não agradar ao clube.
 
Um Benfica que recebeu Freddy Adu como um prodígio no verão passado e que não lhe deu espaço no seu plantel. É curioso ver o destaque que a prestigiada revista Time dá na sua edição de 4 de Agosto a Freddy Adu, colocando-o num fantástico 35º lugar entre todos os atletas olímpicos a observar com atenção em Pequim, sendo o único futebolista dessa lista exclusiva de 100 atletas.
 
Um Benfica que não deu qualquer oportunidade a Fábio Coentrão de mostrar o seu valor.
 
Um Benfica que recebe Pablo Aimar como um novo Deus. Convém, no entanto, não esquecer que Aimar não deixou nenhumas saudades em Saragoça, equipa que desceu na época passada à 2ª divisão espanhola.
 
Parecem-me sinais preocupantes.
 
Como preocupantes me pareceram as expressões faciais de Quique Flores face à impotência do Benfica perante o Sporting.
 
Enfim, mais uma vez vamos começar tudo do zero.
 
 
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: Provavelmente o Benfica irá contratar Luís Garcia e haverá de novo júbilo entre nós. No entanto, nada nos garante que Luís Garcia não será um dos dispensados na próxima época. Makukula também era um grande reforço e apenas lhe deram meia época para se impor, o mesmo tempo que foi dado a Bergessio.
 
 

sinto-me: Inquieto


Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Miguel Álvares Ribeiro em 29/07/08 | comentar | 47 comentários

 

Confesso que sou um dos que, todos os anos, por esta altura, me encho de esperança e vou construindo o sonho da nova grande equipa do Benfica, que ganha tudo e nos encanta com o seu futebol espectacular. A nomeação de Rui Costa para gerir o futebol e a escolha do treinador foram motivo para voltar a acreditar que é desta!
 
Apesar disso as exibições nos jogos já efectuados deixaram-me muito apreensivo. Não por causa dos resultados, que em jogos de pré-temporada não são muito importantes, mas pelo pobre futebol apresentado e pelos graves erros defensivos cometidos.
 
Não se viu ainda uma equipa a jogar mas sim 11 jogadores dentro de campo sem uma ideia muito clara do que hão-de fazer se a bola lhes for ter aos pés. Continua a notar-se a falta de um jogador que pense o jogo atacante e a gritante necessidade de uma dupla de centrais de qualidade.
 
Bons apontamentos, por inesperados, apenas para Carlos Martins, Filipe Bastos e Nuno Assis. A confirmação, se é que era necessária, de que Luis Filipe e Edcarlos não têm qualidade para jogar no Benfica.
 
Depois de 3 semanas de treino e 3 jogos cheios de experiências, anuncia-se nova revolução no balneário, incluindo dispensas de alguns jogadores contratados ainda este ano e de algumas das maiores contratações da última época.
 
A integração de Moretto não me agrada, pois ainda me lembro da época desastrada que fez ao serviço do Benfica. A saída de Petit penso que não deve ser encarada como uma verdadeira dispensa mas sim uma oportunidade dada ao jogador, em fim de carreira, de fazer um excelente contrato. Temo que ainda nos venha a fazer falta… Diz-se que Quique está a pensar jogar só com um avançado e estaria disposto a manter Nuno Gomes e Mantorras e deixar sair Cardozo e Makukula! Eu não gosto muito de Nuno Gomes, mas sobretudo acho que não é jogador para uma equipa a jogar só com um avançado; poderia ser uma boa opção como segundo avançado, no apoio a um ponta de lança.
 
Num projecto desportivo é preciso apontar metas ambiciosas e prever um horizonte temporal razoável para as atingir. O papel de um director desportivo tem que ser o de manter o rumo mesmo se, pelas contingências do futebol, houver mudança no comando técnico da equipa. Não é possível continuar a investir milhões de euros em jogadores que são dispensados ao fim de poucos meses (alguns, segundo se afirma seria o caso de Jorge Ribeiro, nem chegam a fazer qualquer jogo oficial) à custa da venda dos melhores no auge do seu rendimento (ou pior deixando-os fugir, depois de valorizados, para equipas rivais).
 
Apesar de ser optimista por natureza, estou a desanimar muito cedo este ano. No próximo fim-de-semana o Benfica tem forçosamente que apresentar algo próximo do que espera de uma equipa perto do final da pré-temporada. Em princípio lá estarei para ver se é desta!
 
 




Anuncia-se uma limpeza no balneário do Benfica mas o que mais me tem preocupado nos últimos anos é a razia à alma do Clube, a delapidação da sua História.

Chamou-me a atenção no dia de inauguração do novo estádio o facto do filme que passou nos video-screens não fazer qualquer ligação ao passado do Benfica: era um momento único para todos os que lá estavam e mais parecia que estavamos a ver um filme institucional da Somague: retro-escavadoras, betão e obra.

Tão pouco para um clube com a nossa dimensão.

Basta olharmos um pouco para campeonatos como o inglês ou outras modalidades nos Estados Unidos para entendermos que os responsáveis pelo marketing e comunicação dos Clubes, mais do que gerirem o presente, gerem um estado de espírito assente nos momentos mais altos de cada instituição. A isso chama-se gerir o orgulho, que é a única forma de qualquer adepto suportar Torneios do Guadiana e encarar os amigos na segunda-feira de peito cheio.

Lançar uma águia antes dos jogos e volta e meia em jantares e cerimónias de encher o olho chamar o Eusébio é muito pouco. O nosso Pantera Negra é muito mais do que uma estátua, embora cada vez menos assim pareça. E é muito mais que Rui Costa, disso não tenhamos dúvidas. E o Benfica será sempre mais que os dois juntos. E ninguém se pode esquecer disso...

Contratar Aimar por muitos milhões e descurar esta dimensão do Futebol é um sinal de falta de visão e de profissionalismo. Se a isto somarmos um treinador espanhol, jogadores de todas as nacionalidades e filiações clubísticas e a dispensa de jogadores profundamente enraízados com a realidade benfiquista sobra muito pouco.

Mais do que nunca, numa altura de revolução dentro do Clube e de crise de resultados, devíamos ter em atenção a alma. Gerir uma Marca tem tudo a ver com isso. E a maior Marca portuguesa da actualidade está a jogar em 2-5-3.

Chame-se a nossa História, os nossos heróis, inspire-se a bancada, o banco e o balneário e peça-se a superação de todos. Estar na Luz deve ser uma responsabilidade, um orgulho e uma extraordinária oportunidade para todos.

Na bancada ao menos estão sentados Diamantino e Chalana. Pode ser que ajude.


sinto-me:
música: Hurt - Johnny Cash


Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Sem dramatismos, mas também sem despreocupações exageradas. As duas derrotas consecutivas no Torneio Guadiana, frente a Blackburn Rovers e Sporting, podem não significar nada, e podem significar muito.

Quique Flores está a levar ao limite o seu perfil experimentalista, de técnico “científico” em detrimento do perfil mais intuitivo de Trapattoni, por exemplo. Salta aos olhos que jogadores como Luís Filipe ou Edcarlos não servem. Perder tempo com estes atletas é isso mesmo… perder tempo.
Tenho para mim que a lista de dispensas será o primeiro grande teste à capacidade de Quique Flores. Depois do que se viu no fim-de-semana, Edcarlos, Luís Filipe, Zoro, Sepsi, são cartas fora do baralho.
Sendo assim, há um défice defensivo - que se acentuará se Katsouranis sair - que é obrigatório resolver rapidamente. Sabe-se, e Quique sabe-o melhor que ninguém, que uma grande equipa começa a construir-se de trás para a frente. E mais do que isso: os automatismos na defesa são mais demorados e mais difíceis de se estabelecerem.
Quem é que temos, afinal? Nelson e Maxi (adaptado) para lateral-direito; Léo e Sepsi (?) ou Jorge Ribeiro (adaptado) para lateral-esquerdo; Luisão e Katsouranis (adaptado) para centrais, mais David Luiz (a recuperar de lesão prolongada). Mais Sidney, uma incógnita. Pouco, muito pouco. Faria bem o Benfica em atacar o mercado em busca de um central de real dimensão mundial, de preferência um europeu.
E claro, o guarda-redes. Não será por aí que os problemas se agravam, mas é preciso perceber que Quim não é propriamente um guarda-redes de dimensão europeia. Se queremos - e queremos - fazer uma equipa que dispute a Taça UEFA até ao fim e se abalance a grandes noites europeias (ai, que saudades, ai, ai!), então é preciso ir buscar um guarda-redes da envergadura de um Michel Preud´homme, por exemplo.
No meio-campo e na frente o difícil vai ser escolher quem dispensar. Contra o Sporting, foi notório que Quique quis experimentar Aimar, Carlos Martins e Nuno Assis, todos juntos. Não dá. Aimar tem de jogar mais atrás, no lugar de Martins. E este tem de “fazer” de Nuno Assis. Quanto ao ex-vimaranense, vamos ver o que decide Quique. As exibições de Assis têm agradado e o jogador tem feito pela vida.
O problema é que ainda existe Fellipe Bastos, Bynia, Yebda, Petit, Katso, Ruben Amorim.
E depois, o ataque. Óscar Cardozo é incontornável; Makukula esteve à experiência, mas ninguém ainda está convencido; Nuno Gomes deve sair que surgir uma boa proposta; e depois há o “caso” Mantorras. Com a vinda de Luís Garcia ou de Miccoli, a escolha pode ficar complicada. Sem nos queremos (que ideia!) substituir a Quique, aqui vai a nossa escolha: Cardozo, Luís Garcia ou Miccoli, Makukula e Mantorras.
No próximo fim de semana, no torneio de Guimarães, já não há tempo para mais experiências. O primeiro jogo a sério aproxima-se e não é pêra doce – em Vila do Conde, contra o Rio Ave. O pior que podia acontecer era Quique “imitar” Fernando Santos. Cruzes, credo!



Sábado, 26 de Julho de 2008

António de Souza-Cardoso em 26/07/08 | comentar | 88 comentários

 

Todos os bons aficionados de futebol, são também experimentados e talentosos treinadores de bancada.

Eu sou um deles. Julgo que o melhor… (?)

Confesso-vos até que tenho um sonho recorrente que revela bem esta apoteótica transmutação do meu “alter-ego”. Sonho frequentemente que sou o treinador do Benfica. Mas exerço essa apaixonante função pela calada. De facto, aos olhos de todos não sou eu quem lá está, é mesmo o treinador do Benfica.

Eu explico melhor: ainda ontem talvez pelo rodopio das transferências ou porque se aproximava o primeiro jogo da pré-época, voltei ao meu sonho. Lá estava eu, todo pimpão, no banco do Benfica mas…,na pele de Quique Flores. Tenho até medo que o Júlio Machado Vaz ensaie uma explicação sobre este assunto.

A verdade é que me divirto imenso com esta sorrateira actividade que me dá o poder de ser efectivamente o treinador do Benfica. E, portanto, de pôr e dispor com algum dislate de todas aquelas estrelas em vez de, como o comum dos mortais, atirar palpites para o ar, daqueles que os treinadores nunca seguem.

Claro que neste meu glorioso sonho, o Benfica é mesmo o Benfica!

Ganha sempre, é sempre campeão!

 E eu, depois da vitória, agora na pele de Quique Flores dou, com carinhoso enfado, um aceno final à torcida que enlouquece de alegria, bem lá no alto do terceiro anel.

Bom, mas recuperando o tema dos treinadores de bancada, acho que está na hora de cada um de nós dizer de sua justiça. Qual o onze campeão deste Benfica?

Antes que comecem a disparar palpites vamos fazer uns “suponhamos”:

Primeiro, suponhamos que ninguém está lesionado (menos o Mantorras, claro). Suponhamos ainda que o Benfica contrata mais 2 jogadores. Para não haver variáveis aleatórias eu defino quem são: Luis Garcia e Belleti.

Pronto, vamos lá puxar pelo magnífico “treinador de bancada” que temos em nós e palpitemos sobre o Benfica desta época:

 Qual o sistema de jogo? Qual o onze principal? Qual o melhor marcador? Quais os 3 primeiros do campeonato e, já agora, quais as principais dispensas deste Benfica.

Eu digo já: Vamos jogar em 4x4x2 (que pode evoluir, como ontem, para um 4x2x3x1). A equipe será:

Quim; Belleti, Luisão, David Luis e Leo;  Balboa, Petit, Aimar e Di Maria; Óscar Cardozo e Luis Garcia (Katso ou Yedba podem substituir um dos avançados no sistema alternativo). O melhor marcador do Benfica será Óscar Cardozo (pudera, com este apelido!..); O Benfica ganha o campeonato seguido do Porto e do Sporting. As principais dispensas serão: Luis Filipe (ufa!); Edcarlos, Maxi Pereira e Nuno Assis.

Pronto, meus amigos, está visto. Têm Vexas a palavra!

 No final quem melhor acertar, tem direito, em embalagem devidamente acondicionada (não vá a ASAE tecê-las), a .. ..um quartilho de feijão catarino. Essa é que é essa!

 

António de Souza-Cardoso

PS1 – Por falar em feijões, gostei da atitude de Quique de não querer perder, jogo nenhum. Eu, a feijões ainda vá, mas quando for a doer livrem-se de fazer a pasmaceira de jogo que fizeram ontem.

PS2 – Freitas do Amaral veio confirmar o que todos já sabíamos. O Presidente da Federação, na sua imensa falta de coragem, precisou de um causídico renomado e insuspeito para tomar por ele a decisão que já sabia ser a mais justa e correcta. Com esta pequena manobra dilatória, Pôncio Pilatos, desculpem Gilberto Madail (assim é que é) , parece ter conseguiu livrar o Porto de não ser afastado da Champions.

 


sinto-me: Expectante
música: Vamos Lá Cambada!


Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Paulo Ferreira em 25/07/08 | comentar | 20 comentários

Não, não vou falar hoje de Vale e Azevedo (por acaso até irei um pouco...) e muito menos de Aimar.


Julgo que não deve passar sem ser assinalado neste local, a retirada (menos dignificada que o merecido) de um dos mais geniais jogadores portugueses, João Vieira Pinto, o Grande Artista e um dos expoentes da Geração de Ouro (ou pelo menos assim apregoada durante muito tempo).

 

Não sou um admirador de João Pinto em toda a sua plenitude, dado que o seu percurso não é propriamente imaculado. Percorreu vários clubes em Portugal (embora tal pudesse nem ter sido bem assim), nunca percebi a 100% se era um boa influência no balneário ou nem por isso, teve um episódio "esquisito" tal como Paulo Sousa, e teve comportamentos em campo inaceitáveis. No entanto, é impossível negar a sua qualidade futebolística, a sua raça em campo, as exibições fenomenais registadas (impossível esquecer aquele 6-3 com o Sporting) e o facto de estar intimanente ligado a um título nacional e duas Taças de Portugal.

Jogou no nosso Benfica 302 jogos, onde marcou 90 golos!

 

A sua saída do Benfica, escorraçado por Vale e Azevedo em mais um acto de destruição do património do clube, levou-o para o rival da 2ª circular onde para meu (nosso) desespero em 4 anos marcou 32 golos am 142 jogos, fazendo 2/3 do trabalho de Mário Jardel que se "limitava" a fazer o que melhor sabia...completar o que outros lhe preparavam.

 

Não sendo, e digo-o mais uma vez, um admirador acérrimo de JVP como sou de Rui Costa, não posso deixar enquanto Benfiquista e Português de lhe deixar o meu obrigado e de lhe desejar felicidades e que possa deixar o seu legado (a parte boa) aos mais novos continuando ligado ao futebol.

 

PS - O plantel do Benfica fica mais composto dia após dia e temos razões para estar optimistas.
Luís Filipe Vieira revela coragem, ousadia e prepara o plantel para poder ser campeão! É preciso lembrar que isto só é possível porque as finanças do Benfica estão em ordem e o Benfica tem credibilidade! Espero que a sede de ser campeão não desiquilibre novamente as finanças. Mas isso LFV já mostrou saber gerir...
Neste momento o que me preocupa é que sendo esta uma fase da época decisiva por ser aquela em que se ganham as bases (sobretudo físicas) para fazer uma grande temporada, ainda o plantel esteja incompleto, grande parte dos jogadores terem voltado há muito pouco tempo (o que é mais grave no benfica por ser dos 3 grandes aquele que terá uma base de plantel com mais oscilações face à temporada transacta - basta haver mudança de treinador) e que até há muito pouco tempo tenhamos andado com demasiados jogadores para treinar convenientemente. Sendo quem deveria começar primeiro acabamos por ser os que começam (em condições) mais tarde. Não é grave...mas tem de se recuperar o tempo perdido!

 

Saudações Benfiquistas,
Paulo Ferreira




Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Júlio Machado Vaz em 24/07/08 | comentar | 32 comentários

Pese embora o respeito - e receio... - que me inspiram todos os super-heróis, não acredito que a surpresa prometida para a apresentação do Futebol Clube do Porto seja o referido Hulk  brasileiro/nipónico.

 

Hipótese mais provável? Simão! Pois não jurou o Presidente do FCP que não o queria nem de graça? Esse tipo de discurso costuma ser sinal infalível de passadeira vermelha, perdão!, azul estendida:), o rapaz só não terá uma entrada apoteótica no Dragão se não quiser.

 

Mas se tal não acontecer, admito que ficarei surpreendidíssimo se o jogador não tiver jogado no Benfica, suscitado o interesse do Benfica ou pelo menos namorado com a prima de um funcionário do clube. Em verdade vos digo - o próprio Eusébio não está a salvo de um convite sedutor para Sábado à noite...





Bruno Carvalho em 24/07/08 | comentar | 51 comentários

 

Penso que Luís Filipe Vieira ainda não percebeu uma coisa ou se percebeu finge não perceber, mas que tem que ser dita com grande clareza:

 
Luís Filipe Vieira e Rui Costa terão que ter forçosamente o mesmo destino.
 
Ainda mais claro: o sucesso de Rui Costa será também o sucesso de Luís Filipe Vieira e o fracasso de Rui Costa será o fim do tempo de Luís Filipe Vieira no Benfica.
 
A temporada passada foi o exemplo de tudo o que um Presidente não deve fazer à frente de um clube de futebol: 
De facto, na época passada, a gestão desportiva do Benfica dificilmente poderia ter sido pior.
 
Se juntarmos o facto de Luís Filipe Vieira ter gasto no verão passado 30 milhões de euros em pseudo reforços e de ainda por cima ter afirmado que o Benfica tinha a melhor equipa dos últimos 10 anos, então o quadro é ainda mais assustador!
 
No entanto, nem tudo foi mau o ano passado.
 
Das ruínas saiu algo de bom: Rui Costa.
 
Tenho que confessar que não conheço Rui Costa pessoalmente, mas gostava muito. Rui Costa representa, para mim, o que o Benfica tem de melhor. Ama o Benfica, é empenhado e destaca-se pelo seu lado humano. O Benfica já merecia alguém assim.
 
Luís Filipe Vieira fez muito bem, repito, muito bem, em ter escolhido Rui Costa para Director Desportivo do Benfica. Daqui lhe envio os meus sinceros parabéns pela escolha.
 
Agora é bom que o Presidente perceba uma coisa, não há lugar para mais “novos ciclos”. Estamos todos cansados desse discurso.
 
Luís Filipe Vieira foi muito claro há dias na entrevista que deu à RTP: Rui Costa tem que ganhar. As palavras são do Presidente, não são minhas. Foi Luís Filipe Vieira quem estabeleceu a meta a Rui Costa.
 
Assim, se Rui Costa ganhar o principal responsável por isso terá sido Luís Filipe Vieira. Foi ele que o escolheu. Foi ele que lhe deu poder. É também dele o mérito.
 
Se Rui Costa não ganhar, o principal culpado será Luís Filipe Vieira. E nesse caso deverá ir-se embora.
 
Não pense Luís Filipe Vieira que conseguirá sobreviver a um eventual e totalmente indesejado fracasso de Rui Costa.
 
Não venha depois com desculpas que não foi ele a jogar, a marcar golos, a treinar, a escolher o treinador ou a escolher os jogadores.
 
Foi Luís Filipe Vieira que contratou todos, por isso tem que assumir tudo para o bem ou para o mal.
 
Parece-me também claro que o sucesso de Rui Costa está dependente do sucesso de Quique Flores, que foi uma escolha pessoal sua e, na minha opinião, uma excelente escolha.
 
Assim, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Quique Flores terão, todos, um destino comum no Benfica.
 
3 homens, 1 destino!
 
 
Bruno Carvalho
 
 
PS: Agradeço o grande apoio que a vasta maioria me deu no post anterior. Acreditem que fiquei admirado por tantos, mesmo alguns que estavam silenciosos, terem demonstrado a sua solidariedade. O Benfica é de facto um clube ímpar, onde todos criticamos, mas depois sabemos sair em defesa dos nossos. Um bem-haja a todos.
 
 

sinto-me: A precisar de férias


Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Infelizmente o defeso aproxima-se do fim e rapidamente passaremos da ilusão à desilusão.
Não obstante as contratações feitas até ao momento e aquelas que possam vir a ser feitas até ao início do campeonato, julgo que voltámos a cair no erro de sempre: elevámos demasiado as expectativas.

Com as chegadas de Quique, Aimar & Companhia,  parece que estamos de novo prontos para ser campeões, e mais do que isso, prontos para Jogar à Benfica...

É a direcção e o próprio Rui Costa que todos os dias elevam as expectativas, quando anunciam futuras contratações sonantes ou quando assumem que um clube como o  Benfica tem de sempre lutar para ganhar em todos as frentes.

Concordo com este princípio, mas também sei que salvo raras excepções, as boas equipas, nas empresas ou no futebol demoram tempo a construir.

Neste sentido, creio que estamos outra vez a colocar demasiada pressão na nossa equipa técnica e sobretudo naqueles que mais sofrem com esta pressão, os Jogadores (veja-se Nuno Gomes).

E é assim que todos os anos à 5a Jornada começamos a pensar na demissão do treinador ou num ou noutro reforço “salvador” que possa chegar em Janeiro.

Pela minha parte, acho que o Benfica devia ter um compromisso com os seus sócios de formar uma equipa para disputar e vencer todas as competições, nacionais e internacionais, em três anos.

Em vez de andarmos todos os anos a sonhar com campeonatos que só por sorte ou por jogos de bastidores ganharemos (secretaria e outros...). Aliás, devo dizer-vos que como Benfiquista que sou, o campeonato nacional só, não chega.

Posto isto, preparo-me para comprar o Bilhete de Época, sonhando em ver os jogos em que Aimar & Companhia farão o Benfica regressar aos tempos áureos, sabendo bem lá no fundo, que isso não irá acontecer tão cedo.




Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Percebo a necessidade de encaixe financeiro, tendo em conta os negócios desta pré-época, os já concretizados e os que virão. Já agora, alguém sabe quanto é que o Monaco terá de pagar se quiser ficar com o jogador no final da época?

Usar um activo de 20 anos, que nas poucas vezes que teve oportunidade para mostrar o seu valor conseguiu marcar alguns golos e mostrar qualidade parece-me, no mínimo, imprudente. Tanta gente que podia sair do Benfica e trazer o tal dinheirinho que é tão necessário (não temos champions e estamos a investir como nunca...)...desfazermo-nos do Adu parece um disparate, de facto.

Veremos, no futuro.

 




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