Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

José Esteves de Aguiar em 10/06/10 | comentar

 

O nosso Benfica é hoje, sem margem para dúvidas, um clube altamente profissionalizado, no qual as épocas desportivas são cuidadosamente planeadas até nos mais pequenos detalhes.

 

Não tenho a menor dúvida de que ninguém se encontra a “dormir sobre os louros conquistados” e de que a próxima época já se encontra a ser preparada desde há uns meses.

 

Desde logo pela inevitabilidade da saída de dois ou três jogadores que foram muito importantes na época 2009/2010, face ao poderio económico dos colossos europeus que os pretendem contratar e, porque não dizê-lo, face à legítima expectativa de qualquer ser humano em querer melhorar o seu nível de vida e iniciar uma nova etapa na carreira profissional.

 

Se assistimos, todos os anos, a transferências milionárias de jogadores – e mesmo de treinadores – entre clubes que têm uma capacidade financeira equivalente (casos de Real Madrid, Manchester United, Barcelona, Milão, Inter, Chelsea, Arsenal, etc.), como poderemos ter a veleidade de pretender que o Benfica resista ao assédio de tais clubes?

 

O Benfica é enorme, mas escusado será relembrar a diferença do nível salarial praticado nas Ligas Espanhola, Inglesa ou Italiana.

 

Acresce que é muito importante o factor da motivação dos jogadores. Concordo em absoluto com Jorge Jesus quando afirma não querer jogadores contrariados na sua equipa.

 

Se Di Maria ou Cardozo pretendem ir tentar a sua sorte num clube doutra Liga, que lhes proporciona a possibilidade de auferirem vencimentos muito superiores àqueles que o Benfica alguma vez lhes poderia pagar, penso que não lhes deveremos “cortar as asas”, desde que o encaixe financeiro para o nosso Clube seja significativo, embora algo abaixo das respectivas cláusulas de rescisão.

 

Tanto Di Maria como Cardozo deram importantes contributos desportivos ao Benfica e podem, agora, dar também importantes contributos financeiros. No entanto, nenhum deles alguma vez exteriorizou um amor ao Benfica tão devotado como o faz, por exemplo, David Luiz.

 

Nenhum jogador é exactamente substituível por outro, mas devemos acreditar na capacidade profissional de quem já escolheu e contratou alternativas para colmatar previsíveis saídas.

 

É claro que os jogadores que entrarem de novo terão que passar por um período de adaptação, principalmente os oriundos da América Latina. Neste particular, as notícias veiculadas nos últimos dias, que dão conta da eventual contratação de jogadores a actuarem em Ligas Europeias, parecem-me positivas.

Não deixo de lamentar, contudo, o facto de o Benfica não apostar mais em jogadores Portugueses, com óbvios reflexos nas convocatórias para a Selecção Nacional. Aproveito para saudar a chamada de Ruben Amorim, ainda que tardia e motivada pela lesão de Nani.

 

Ainda na época 2009/2010 pudemos constatar a diferença de capacidade de adaptação por parte de jogadores que já actuavam ou tinham actuado na Europa (casos de Javi Garcia, Saviola, Weldon ou Fábio Coentrão, por exemplo) face a outros acabados de chegar da América Latina (como Schaffer, Éder Luís, Keirrisson, ou mesmo Kardec). É certo que tivemos pelo menos dois jogadores que, pela sua rápida adaptação, contrariaram esta tendência (Ramires e Airton), mas tal poderá dever-se ao facto de serem jogadores com espírito mais “guerreiro”.

 

A mais rápida integração de jogadores chegados de novo, bem como a recuperação de jogadores que já integravam o plantel mas em sub-rendimento (tais como Di Maria, Cardozo, Aimar ou Carlos Martins), são inequivocamente obra de Jorge Jesus, um verdadeiro profissional e um profundo estudioso das características de cada um dos jogadores que tem à sua disposição.

 

Estou curioso para ver o Benfica da nova época e de que forma Jorge Jesus  irá organizar a equipa, mas extremamente confiante em que vamos continuar no ciclo vitorioso e com motivos para sorrir com as alegrias desportivas que iremos receber.

 

 




9 comentários:
De mão de jesus a 20 de Junho de 2010 às 12:56
Corre em alguns blogues que o Provedor do Adepto - Liga, tem na gaveta do congelador, queixas sobre a vida negra com que Adelino Caldeira vice de PC, coagiu Herminio Loureiro.

Parece que as queixas deveriam ser encaminhadas para o CD, para elaboração de inquerito respectivo.

Sabe algo sobre a matéria?


De José Esteves de Aguiar a 20 de Junho de 2010 às 23:30
Caro mão de jesus:
Não ouvi nada sobre o assunto. Vou tentar averiguar.
Um abraço.


De MROSA a 11 de Junho de 2010 às 00:35
Retive a questão dos jogadores portugueses que deveria ser-nos cara e mais digna e condizente com a nossa história ainda não muito longínqua!
Porquê considerar apenas a formação? Os juniores quantos estrangeiros já tem? Esta é uma falsa questão.
E para quê a formação? Por onde andam João Coimbra, João Vilela, Hélio Roque, e tantos outros cujos nomes me falham, a quem não foram dadas oportunidades para mostrarem o que valem?
E quando são dadas oportunidades, caso João Pereira, são mandados embora!
Façamos um exercício de análise e memória e pensemos se hoje, seria possível um Vitor Paneira, um Carlos Manuel ou um Chalana, jogarem no nosso clube!? A resposta é NÃO! Porquê? Responda quem souber. Mas eu posso dar uma ideia! Os estrangeiros, serão certamente mais "produtivos" para algumas carteiras...


De conselheiro familiar a 16 de Junho de 2010 às 18:18
Paneira, c.manuel ou chalana, hoje não jogavam no Benfica.

já são velhotes...


De conselheiro familiar a 10 de Junho de 2010 às 20:09
meu caro,
apenas uma observação sobre a questão de "não apostar mais em jovens portugueses".

Mas em que jovens portugueses? é que o problema é pô-los a jogar com garantias de rendimento. E isso não se faz sem "matéria-prima" e de um momento para o outro. Quizemos ser campeões e somos. Para isso apostou-se com segurança ( e quando tivemos com que apostar - euros). A formação do Benfica está ainda no começo e já com optimas promessas. Calma é que é preciso. E até lá, temos que aguentar. E quando o plantel estiver bem solidificado, sim podem ser lançados 2/3 jovens para a "fogueira". Claro que jovens de valor em outros clubes poderão ser adquiridos, se estiverem nas condições que o clube considerar boas.


De José Esteves de Aguiar a 10 de Junho de 2010 às 23:40
Caro conselheiro familiar:
O facto de eu expressar o meu desejo de que houvesse mais jogadores portugueses na equipa principal, não quer dizer que tenha a veleidade de achar que teríamos já um número suficiente para formar uma equipa!
É inequívoco que a prospecção precoce, a formação e as excelentes condições do Centro de Estágio, estão já a produzir os seus frutos, sendo a conquista de hoje, do bicampeonato nacional pelos Iniciados A, mais um sinal de esperança para o futuro.
Um abraço.


De FranciscoB a 10 de Junho de 2010 às 08:12
"um clube altamente profissionalizado, no qual as épocas desportivas são cuidadosamente planeadas até nos mais pequenos detalhes"

Irrita-me este tipo de conversa... Então nas outras épocas éramos amadores? É a mesma conversa que justifica décadas de roubalheira do FCorrupçãodoP...

Não se iludam... o Polvo está bem vivo... puseram o gomes na Liga, já lá estava a irmã do coito, querem pôr o oliveirinha na FPF, mantém-se o pereira na arbitragem, todos os CA, CD e CJ das ligas associações e federações, continua o controlo dos mérdia assim como o controle das polícias e justiça extra-futebol...

Só com jogadores muito superiores e com a vontade de vencer incutida por JJ foi possível ganhar.


De José Esteves de Aguiar a 10 de Junho de 2010 às 23:58
Caro FranciscoB:
Não se irrite com tão pouco!
Não tenho a mínima dúvida de que a tenebrosa influência do FCPorto e do PCosta no desporto português (e não apenas no futebol) continua e será muito difícil de erradicar.
Aliás, se tem feito o favor de ler os meus posts, já terá tido oportunidade de se aperceber do que penso sobre o polvo FCPorto/PCosta, sobre a sua actuação contra o Benfica e sobre a estratégica colocação de homens da sua confiança em lugares-chave do futebol.
Por essas e por outras é que há muito tempo que eu afirmo que, para ficarmos à frente do Porto não nos basta sermos melhores, temos que ser MUITO melhores, para compensar tudo quanto de pernicioso semeiam no nosso caminho.
Não digo que nas outras épocas eramos amadores, mas há que reconhecer que o profissionalismo existente hoje no Benfica nada tem a ver com o que se passava até há pouco tempo.
Prova disso é o "laboratório" existente no Centro de Estágios, que estuda ao pormenor as características morfológicas de cada jogador, os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, procurando tirar sempre o melhor partido de cada um.
A notória transformação - em termos de aumento de massa muscular, por exemplo - de Di Maria da época anterior para a que agora terminou, deu frutos indiscutíveis no que respeita à capacidade e disponibilidade física do jogador.
Um abraço.


De FranciscoB a 11 de Junho de 2010 às 17:16
Certo... Os laboratórios e uma boa planificação da época são importantes, mas é muito difícil continuar a ganhar contra arbitragens como a do superdragão jorge sousa na final da Taça da Liga.


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